O DIAGNÓSTICO:
Quando constatamos, no dia a dia, que somos governados por quem apenas a si se governa, tanto a nível nacional como na esmagadora maioria das autarquias, somos forçados a reconhecer que isto não vai lá.
A culpa, ao contrário do que se apregoa para aí, nem sequer é dos políticos profissionais.
É do povo que neles vota.
Mantenho a tese e reforço-a diariamente.
Sei bem que é politicamente incorrecta, sei que muito pouca gente tenderá, à primeira vista, a concordar comigo.
Mas isso não lhe tira a razão.
O povo mais atrasado da europa não poderia nunca escolher bem, ainda mais quando não lhe são dadas opções boas.
Por isso ele se perpetua no seu atraso congénito. Porque escolhe sempre do MAL que lhe apresentam, aquilo que pensa ser o menos MAU. Que, por definição, nunca deixa de ser MAU.
O fado do nosso país, na segunda democracia republicana, é este.
Já antes se tinha tentado a democracia e não deu resultado nenhum.
Por isso se instalou a ditadura em 1926.
Novamente num arremedo de democracia, verificamos o mesmo: a incapacidade dos políticos carreiristas e corruptos que temos para governar CONDIGNAMENTE a Nação.
Por isso empobrecemos todos os dias.
E embrutecemos todos os dias, relativamente ao resto da europa.
Cava-se diariamente o fosso cultural, científico e social entre este país e os seus vizinhos.
A resposta e a causa estão determinadas:
É que, escolha o que escolher, o povo escolherá sempre mal, simplesmente porque os BONS (que também os há) não estão na política em número suficiente para anular a corrupção generalizada que a Alta Finança lança imediatamente sobre qualquer um, mesmo o mais bem intencionado, que atinja um lugar de decisão.
Ainda assim, o povo persiste em querer acreditar... mas acaba sempre por se desiludir.
Por isso, hoje em dia e cada vez mais, votará sempre CONTRA aqueles que antes elegeu, na esperança vã de que isto melhorasse.
Não melhora, apenas porque os políticos, de uma forma geral e da esquerda à direita, não trabalham para o país, como toda a gente sabe.
Eis o problema na sua máxima simplicidade.
Soluções para ele?
Portugal cinzento e enjoado
Neste país de feição triste
Em que o político insiste
Pensando que o povo é parvo
Portugueses e Portugal mirrado
Por oportunistas enganado
Sugaram-te o corpo e a mente
A terra queimada, vazia e pobre
As gentes buscando melhor sorte
Que aqui è tristeza e miséria
Com futuro adivinhando a Sibéria
Num Portugal pobre e doente
Quando é que vais acordar
Apear os que te consomem
Portugueses que ainda dormem
Neste sono longo e profundo
Que te vai levar ao fundo
Se continuares a acreditar
Já não poderás remediar
Os erros que deixaste fazer
Porque te deixaste adoecer
Nessa doença contagiante
Maleita que te pôs delirante
Pelos idiotas que estás a aguentar
Salteadores da arca perdida
É o melhor nome por que os trato
Esses abutres com pelo de rato
Que se pavoneiam a toda a hora
Á custa de quem sofre e chora
Ao ver e sentir, sua causa esquecida
fernando gonçalves-fundão
As elites são um problema quer pelas responsabilidades, quer pela estratégia de como ultrapassam a avaliação, o povo a que todos nós pertencemos torna-se um problema, quando não avalia correctamente, ou tem medo desse procedimento.
Hoje em dia mantem-se o povo dividido entre esquerda e direita pelas questões mais estridentes: aborto, regionalização, homossexualidde, emigração, corrupção, etc.
De tudo isto quase nada está relacionado com as ideologias, mas é isto que entretem as pessoas e leva cada uma a defender ora a sua esquerda ora a sua direita nas conversas de café. Porquê? Porque esses problemas em princípio não deviam dividir, não mexem com os cancros (como se um cancro se combatesse ou evitasse com Aloe Vera), mas manteem a divisão, que interessa a muita gente, as pseudo-elites, que culpam ingenuamente (tipo o povinho, que leva chibatada e que aguenta) as suas acobracias de palhaço. Acredito que há povo que nota essa ingenuidade, mas que até hoje não renovou a sua própria ingenuidade, aquela dos que estoicamente, sobem degrau a degrau e que não se importam de olhar para cima, e encontrar no pedestal, homens de boa vontade, sendo isso um importante catalisador para cada um de nós próprio, e não na dúvida, que paira, dá ou devia dar trabalho à justiça.
Hoje até mete dó, as pessoas fazerem-se vítimas, daquilo que eles e muitos construiram e que de modo algum não corresponde ao melhor, robusto e capaz. E isto mais uma vez não mete ideologias. A imaginação das pessoas é o limite.
Acrobacia substitui acobracia
Afixado por: António das Neves em janeiro 25, 2006 08:30 PMEu bem lhe dizia que o discurso oficial sobre os «privilégios» era uma cortina de fumo. Os VERDADEIROS privilégios, com esta malta, NUNCA acabam.
Primeiro foram as farmácias; depois os juízes; logo de seguida os professores; ...
Dizem que é coragem acabar com o negócio de uns milhares de pequenos empresários portugueses (os farmacêuticos), para o entregar a meia dúzia de capitalistas; dizem que os juízes têm dois meses de férias (esfolada mentira), mas a Assembleia da República tem quase quatro; o sucesso escolar é uma falácia, ctiada pelos políticos, mas a culpa é dos professores que «trabalham pouco»... tss tss
OS «economistas do costume» aparecem na Tv a dar a receita para os outros, mas estão montados todos em grandes mordomias, que são direitos adquiridos («sagrados»).
sic transit gloria mundi.
Afixado por: JN em janeiro 26, 2006 09:21 PM