setembro 30, 2009

A minha última AM

Decorreu hoje aquela que foi a minha última Assembleia Municipal.
Durante 4 anos não faltei uma única vez.
Cheguei apenas atrasado a uma delas porque estava numa reunião de avaliação à qual não podia faltar.
Intervim em quase todas. Apenas em duas delas não fiz qualquer intervenção. E mesmo nessas tinha coisas para dizer. Simplesmente considerei que seria melhor para o Partido pelo qual fui eleito abster-me de intervir.


Porque eu, ao contrário de outros, não sou nem nunca serei uma ovelha.
Não pactuo com mediocridades, com inabilidades, com estupidez pura.
Por isso, parafraseando um dos meus grandes Amigos (um daqueles que nunca me roubou ideias nem se aproveitou delas): se não podes dizer bem, cala-te.
E foi o que fiz nessas 2 ocasiões.

Esta AM em especial foi uma Assembleia de redenção para alguns.
É preciso dizer que a composição desta AM foi resultado das últimas eleições pautadas por uma campanha eleitoral como nunca houve em Seia. Uma campanha eleitoral aguerrida feita com a prata da casa.
Hoje deixa-se a empresas mais ou menos especializadas a elaboração de tudo. Mas até aqui, não.
Até aqui era a alma que comandava as convicções e não o cheque pago à empresa A, B, ou C. Qualquer dia já nem é preciso que os candidatos falem. As empresas de marketing (ou as manhosas dos vãos de escada que se fazem passar por empresas de marketing) até actores contratarão para se fazerem passar pelos candidatos e falar por eles...

Não me arrependo da campanha aguerrida de há 4 anos.
O Concelho estava parado no tempo há outros 4. Pelo menos.
Espevitámos EB que fez mais num ano do que nos dois mandatos anteriores.
Fomos oposição e obrigamos EB a abrir a pestana.
E como ele a abriu!...

Esta AM foi disso o resultado.
E, durante 4 anos, as minhas intervenções (80% das intervenções de fundo da bancada parlamentar do PSD, como as actas comprovam) mostraram a minha preocupação na luta pelo concelho independentemente das cores políticas e dos interesses pessoais de quem continua a teimar fazer da política um trampolim para o seu projecto de vida.
Eu nunca tive essa ambição.
Se a tivesse fazia como os outros. Calava-me e de preferência fazia-me de morto. De certeza que era convidado para os mais altos cargos.

Pois... mas convidado por QUEM?
Lá está!
Como dizia há pouco, não pactuo com mediocridade, com a ignorância, com a estupidez.
A resposta seria sempre: NÃO.
Por isso, fiz bem em dizer o que me ia na alma.
Arranjei mais 2 inimigos, mas que, juntos, intelectualmente não fazem um.
Desculpe-se-me o pragmatismo.

Durante os últimos 4 anos propus dezenas de iniciativas para o desenvolvimento do Concelho, na AM.
Nunca lá vi os principais responsáveis políticos da oposição.
Nem os que escrevem nos jornais que a AM não serve para nada.
Nem público.
E isso é o que verdadeiramente mais me preocupa.

(continua)

Publicado por JoaoTilly em 08:51 PM

setembro 27, 2009

Conclusões principais

Os únicos partidos que pouco ou nada ganham com a baixa generalizada do PS, aqui em Seia, são a CDU e o PSD.
Ambos mantêm o número de eleitores, sensivelmente, em relação ao que se passou na hecatombe de 2005.
Na freguesia de Seia o PS perde 500 votos mas o PSD só consegue ir buscar 70 desses 500.
Pior: em termos de freguesias o PSD só sobe alguma coisa que se veja na freguesia de Seia, mesmo (e mesmo assim apenas esses 70).

O PS perde 1500 votos no concelho relativamente a 2005: 500 para o CDS, 500 para o Bloco e os outros 500 para ninguém. Desapareceram, simplesmente.

O EFEITO EB

Para as autárquicas as previsões parecem-me simples:
Ou continua a existir o efeito Eduardo Brito e a coisa fica igual ao que se verifica hoje - 5 a 2; ou esse efeito deixa de se fazer sentir e a coisa fica-se pelos 4 a 3.
Milagres não existem.
Se o efeito EB se continuar a fazer sentir, grandes franjas do eleitorado PSD e CDS votarão Carlos Filipe como tem acontecido desde sempre, enquanto não haverá praticamente ninguém da área do PS que vote Luis Caetano.
Se esse efeito se desvanescer, Filipe Camelo ganhará na mesma mas por pequena diferença relativamente ao costume.

Se o eleitorado socialista se convencer que isto agora são favas contadas pode ser surpreendido.

A ver vamos.

Publicado por JoaoTilly em 11:46 PM

Resultados eleitorais - Seia

O PS ganha com folga relativamente ao PSD no país.
Em Seia também. Mas mais folgadamente ainda.


Em Seia (freguesia) o PS ganha com 43,7% contra 29,7% do PSD.

No Concelho:
PS - 42,39 %
PSD - 30,57 %
CDS - 8,62%
BLOCO - 7,24%
CDU 4,6%

No concelho, até agora, o PSD ganhou em 8 freguesias: Travancinha - onde o PSD não apresenta lista para as autárquicas(!), Paranhos, Pinhanços(!), Lajes, Girabolhos, Santiago(!) Tourais e Sameice.

O PS ganha nas restantes Freguesias: Seia, S. Romão, Loriga, Sazes, Sandomil (!), Alvôco, Teixeira (!), Cabeça, Lapa dos Dinheiros, Folhadosa (!), Carragosela (!), Várzea (!), Sabugueiro, Santa Comba, Valezim, Vila Cova (!) S. Martinho, Santa Marinha (!), Santa Eulália (!!!) Torroselo (!!!) e Vide.

A actualizar

Publicado por JoaoTilly em 09:19 PM

Herman kizomba

Publicado por JoaoTilly em 08:03 AM

Medina Carreira arrasa novamente



O ensino em Portugal é uma intrujice. Cara.
Avaliam-se os professores mas não se avaliam os alunos...
Escola deve ser inclusiva se quem lá anda quiser aprender. Se não quer, metam-nos noutro lado qualquer. Por exemplo, num campo de futebol a dar pontapés na bola.
Só se mete nos partidos gente manhosa.
Quem tiver mãos para trabalhar não se mete nisso.
Os partidos são uma carreira.
Sócrates é um homem de circo. É gente de circo.
Maioria absoluta com gente deste estilo nunca mais.

Publicado por JoaoTilly em 07:57 AM

setembro 25, 2009

A bronca das escutas é que provocava a queda do PSD???

Só quem não conheça este povo é que pode dizer uma estupidez destas.
Mas este povão sabe lá o que é que se passa com as escutas ou com essas tricas políticas da treta?

Valha-me Deus...
E era por isso que dezenas de milhares mudavam o seu sentidode voto?
Que desconhecimento do povo e do país REAL...

É giro ver os comentadores profissionais preocupadíssimos com isso.
Nem sequer percebem que as sondagens foram feitas ANTES e DURANTE as primeiras notícias da bronca. O povo nem consciência tinha (nem agora tem) do que se estava a passar.

Que cambada!
Estes tipos pensam que o povo português frequenta o Colombo, compra livros na Bertrand e vai ao cinema todas as semanas...

Publicado por JoaoTilly em 10:34 AM

setembro 22, 2009

Enganar muita gente durante muito tempo?

É possível enganar pouca gente durante muito tempo. Ou muita gente durante pouco tempo.
Não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo.


O que diferencia um verdadeiro artista de um cidadão comum (tanto na política como em qualquer outro domínio da vida em sociedade) é a capacidade de enganar muitas pessoas durante um período de tempo mais longo do que seria expectável.
Mas não tenhamos ilusões:
Todo o vigarista, todo o impostor, todo o vendedor de banha da cobra, todo o falsário será descoberto.
E só se morrer antes não será desmascarado.

Uns serão desmascarados no dia 27, outros no dia 11 e os restantes quando se esfumar e se desmontar este imenso circo das campanhas eleitorais.

Porque há vida para lá de Outubro.
É preciso trabalhar todos os dias. Com seriedade. Sem enganar as pessoas.
Elas acabam por sentir que estão a ser enganadas ao fim de algum tempo, mesmo que seja pelo maior vigarista.

Apliquem isto ao que quiserem e verão que é sempre Verdade

Publicado por JoaoTilly em 08:11 AM

setembro 20, 2009

Gripe A: Lenços nas escolas

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Publicado por JoaoTilly em 11:48 PM

setembro 19, 2009

Localvisao Seia

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Clique na imagem para aceder à emissão em directo.

Publicado por JoaoTilly em 01:37 PM

setembro 17, 2009

2 imagens dizem tanto como 200.000 professores...

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Publicado por JoaoTilly em 10:47 PM

setembro 14, 2009

Manifesto de Obama aos alunos americanos

obama Pictures, Images and Photos

«As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas.
Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar.
E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem.
Espero grandes coisas de todos vocês.
Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês.


Tenho a certeza que são capazes»
.



Manifesto na íntegra: clique abaixo

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Publicado por JoaoTilly em 10:50 AM

Na comunicação social o que parece é

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Não se pode dizer que de Espanha nem boa brisa nem boa Prisa, porque o clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade de José Sócrates.


35 anos depois da ditadura, digam lá o que disserem, não volta a haver o Jornal de Sexta da TVI e os seus responsáveis foram afastados à força.

No fim da legislatura, em plena campanha eleitoral, conseguiram acabar com um bloco noticioso que divulgou peças fundamentais do processo Freeport.

Sem o jornalismo da TVI não se tinha sabido do DVD de Charles Smith, nem do papel de "O Gordo" que é (também) primo de José Sócrates e que a Judiciária fotografou a sair de um balcão do BES com uma mala, depois de uma avultada verba ter sido disponibilizada pelos homens de Londres.

Sem a pressão pública criada pela TVI o DVD não teria sido incluído na investigação da Procuradoria-geral da República porque Cândida Almeida, que coordena o processo, "não quer saber" do seu conteúdo e o Procurador-geral "está farto do Freeport até aos olhos".

Com tais responsáveis pela Acção Penal, só resta à sociedade confiar na denúncia pública garantida pela liberdade de expressão que está agora comprometida com o silenciamento da fonte que mais se distinguiu na divulgação de pormenores importantes.

É preciso ter a consciência de que, provavelmente, sem a TVI, não haveria conclusões do caso. Não as houve durante os anos em que simulacros de investigação e delongas judiciais de tacticismo jurídico-formal garantiram prolongada impunidade aos suspeitos.

A carta fora do baralho manipulador foi a TVI, que semanalmente imprimiu um ritmo noticioso seguido por quase toda a comunicação social em Portugal. Argumenta-se agora que o estilo do noticiário era incómodo. O que tem que se ter em conta é que os temas que tratou são críticos para o país e não há maneira suave de os relatar.

O regime que José Sócrates capturou com uma poderosa máquina de relações públicas tentou tudo para silenciar a incómoda fonte de perturbação que semanalmente denunciou a estranha agenda de despachos do seu Ministério do Ambiente, as singularidades do seu curriculum académico e as peculiaridades dos seus invulgares negócios imobiliários.

Fragilizado pelas denúncias, Sócrates levou o tema ao Congresso do seu partido desferindo um despropositado ataque público aos órgãos de comunicação que o investigam, causando, pelos termos e tom usados, forte embaraço a muitos dos seus camaradas.

Os impropérios de Sócrates lançados frente a convidados estrangeiros no Congresso internacionalizaram a imagem do desrespeito que o Chefe do Governo português tem pela liberdade de expressão.

O caso, pela sua mão, passou de nacional a Ibérico. Em pleno período eleitoral, a Ibérica Prisa, ignorante do significado que para este país independente tem a liberdade de expressão, decidiu eliminar o foco de desconforto e transtorno estratégico do candidato socialista.

É indiferente se agiu por conta própria ou se foi sensível às muitas mensagens de vociferado desagrado que Sócrates foi enviando. Não interessa nada que de Espanha não venha nem boa brisa nem boa Prisa porque a criação do clima para este monumental acto censório é da exclusiva responsabilidade do próprio Sócrates.

É indiferente se a censura o favorece ou prejudica. O importante é ter em mente que, quem actua assim, não pode estar à frente de um país livre. Para Angola, Chile ou Líbia está bem. Para Portugal não serve.


in http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

Publicado por JoaoTilly em 10:38 AM

setembro 13, 2009

Milú despedida em directo

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A melhor coisa do debate de ontem foi o despedimento colectivo de todos os ministros.
Um novo governo terá novos ministros!
Isto é que é piscar o olho aos professores!

Mas atenção! São promessas do Pinóquio.
Não são para levar muito a sério...

Publicado por JoaoTilly em 11:26 AM

Sócrates não tem rival

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Em matéria de converseta José Sócrates não dá hipóteses a ninguém.
Ferreira Leite não teve a mínima hipótese ontem. Foi literalmente esmagada pela conversa sedutora do maior pantomimeiro político da História Portuguesa. Se calhar desde sempre.
Uma ascendência clara e inequívoca de Sócrates estabeleceu-se desde o primeiro minuto.
Confiança, serenidade, Sócrates induz em quem o ouve uma sensação de quem está a falar verdade.
E até está, parcialmente.
Mas no fundamental não está.

A verdade é que a sua estratégia de mostrar serenidade ao mesmo tempo que se mostrou acutilante, nunca gaguejando e sobretudo a expressão facial estudada com aqueles truques e laivos de complacência misturados com outros de reprovação enquanto a interlocutora falava, enervou bastante Ferreira Leite que começou a enganar-se, balbuciava, mostrou dislexia grave, muitas brancas e hesitações, tudo fruto de um nervosismo a que eu não suspeitaria que um político tão experimentado como Manuela pudesse soçobrar.

A verdade é que Sócrates dominou totalmente o debate.
Infelizmente.

E é esse também o sentido das edições do debate da SIC e da TVI. Em todos os resumos Sócrates acaba sempre por cima.
Porque foi de facto isso o que aconteceu.

Claro que os jornais falam de empate, pois não se sabe o dia de amanhã... é melhor acautelar. O costume.

É, de facto, muito difícil debater com José Sócrates que é um especialista nisto.
Em debates.
Aprendeu com Santana nos debates futeboleiros, lembram-se?
Agora, sabe-a toda...

Quem sair por último feche a porta.

Publicado por JoaoTilly em 11:15 AM

setembro 12, 2009

401.000 visitas, 3.785 textos


Site Meter



Cheguei, quase sem dar por isso, às 400 mil visitas de Ips diferentes / dia.
Uma brincadeira que começou em 2003, ainda o meu Pai era vivo, e não por qualquer tipo de necessidade. Na altura era editor de um verdadeiro JORNAL - o PE - hoje (pelo menos o online) transformado num panfleto miserável, pasto de meia dúzia de inúteis e de cobardes anónimos que em Seia se fazem passar por uma "força" política.

Mas na altura era um jornal a sério. Muito antes de ter sido tomado de assalto por interesses políticos confessos numa estratégia que correu pessimamente tanto para o "assaltante" como para o jornal.

A isso voltaremos em breve. Deixemos passar a "luta" eleitoral.

Mas isto para dizer que eu não tinha à época, como não teria hoje, qualquer necessidade de criar um blog para fazer passar as minhas opiniões porque já nessa altura as exprimia nesse e em vários jornais nacionais.

O meu texto "Requiem do Hospital de Seia - a dança macabra das ambulâncias" acabaria por se revelar tragicamente profético para o meu Pai, passados poucos meses da sua publicação no JN.
Mas criei-o. O blog.
E hoje conta com mais de 400 mil visitas não considerando as repetições diárias. E se falarmos em termos de clicks, há muito ultrapassou os 2 milhões.
Com quase 3.800 textos, na esmagadora maioria da minha autoria, que dariam para escrever mais de 25 livros de 400 páginas, quem quiser, daqui a uns anos, terá material suficiente para estudar e acompanhar esta minha (e não só) perspectiva da vida do nosso país quase no dia a dia; e a da nossa cidade, quase semana a semana.

Uns concordarão com a minha visão das coisas. Outros não. É normal.
A esmagadora maioria nem sequer consegue perceber o que eu escrevo. E isso é que não é normal.
Mas para esses o problema também está resolvido. Para um país com tanto (80%?) analfabeto funcional é que não.

Obrigado a quem me lê, mesmo não concordando comigo.
Podem sempre enviar os vossos comentários para joaotilly@gmail.com.
Tenho recebido muitos comentários e até extensas cartas quase diáriamente e a todos respondo particularmente.
O meu blog deixou, no entanto, de ser palco privilegiado para cobardes e anónimos.
Que criem o deles, que eu depois também posso comentar...
Guardo os elogios e respondo às criticas, mas sempre particularmente.
Chegámos aos 400 mil.
Continuemos para o meio milhão, já agora...

Um abraço e até já, como diz a TMN...

Publicado por JoaoTilly em 11:36 AM

O velho Padre, Sócrates e Teixeira dos Santos

O velho Padre, doente e moribundo no Hospital de S. José, pede à enfermeira para ver José Sócrates e Teixeira dos Santos antes de morrer.
De imediato, ela entra em contacto com o Palácio de S. Bento e logo recebe a notícia: ambos gostariam muito de visitar o Padre moribundo.
A caminho do Hospital, Sócrates diz a Teixeira dos Santos:
- Eu não sei porque é que o velho padre nos quer ver, mas certamente que isso vai melhorar a nossa imagem perante a Igreja, o que é sempre bom.
Teixeira dos Santos concordou. Era uma grande oportunidade para eles e de modo que foi de imediato enviado um comunicado oficial à imprensa sobre a visita.
Quando chegaram ao quarto, já cheio de jornalistas e câmaras de TV, o velho Padre pegou na mão de Sócrates com a sua mão direita e na mão de Teixeira dos Santos, com a sua esquerda. Houve um grande silêncio e um ar de pureza e serenidade se instalou no semblante do Padre.

Sócrates então perguntou:
- Padre, porque é que fomos nós os escolhidos para estar ao seu lado na sua última hora?
O velho Padre, lentamente, disse:
-Sempre, em toda a minha vida, procurei ter como modelo Nosso Senhor Jesus Cristo.
-Amen, disse Sócrates.
-Amen, disse Teixeira dos Santos. E o Padre continuou:
-"Então... Ele também morreu entre dois ladrões..."

Publicado por JoaoTilly em 10:22 AM

O Portugal de Jorge de Sena... há 50 anos

Quanta actualidade... 50 anos depois...


A Portugal

Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.

Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.

Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:

eu te pertenço. És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não.

Jorge de Sena

Araraquara, 6/12/1961
do Capítulo "Tempo de Peregrination ad loca infecta" (1959-1969) do livro "40 Anos de Servidão", 2ª edição revista, Círculo de Poesia da Moraes Editores, 1982

Publicado por JoaoTilly em 09:52 AM

setembro 10, 2009

Asfixias... ou cobardias?

Manuela descobriu subitamente que existe asfixia democrática em Portugal.
Em Seia, fala-se desde há anos no déficit democrático instalado.

São formas redutoras de ver a realidade.
Não há asfixia generalizada, como bem disse ontem Jerónimo de Sousa. Nem a democracia está em perigo por essa via.
Há, sim, casos pontuais de actos estúpidos como a invasão da sede do sindicatos dos professores na Covilhã ou o caso do "professor" (boy) que foi afastado do seu job por dizer uma piadola sobre Sócrates.
Actos estúpidos que de modo algum representam uma repressão generalizada sobre a liberdade de opinião.
O que se passa é bastante mais grave.

É que o jornalismo - quase todo - começa a prestar vassalagem imediata a quem está no poder desde o dia da sua eleição (muito antes da tomada de posse).
A subserviência em Portugal é generalizada mas é auto-induzida.
Ninguém obriga o povo português a ser cobarde nem a ser estúpido.
O povo é que decide sê-lo de livre e "espontânea" vontade (ou auto-condicionada, isso seria discutível).
A bufaria tuga está instituída na sociedade. Não é apenas no aparelho de estado. Ou nesta repartição ou naquela.
De uma ponta a outra é tudo a "chibar-se" e a contar boatos na esperança que lhe calhe alguma migalha por isso. A maior parte das vezes não cai nenhuma. Casos haverá em que este procedimento é recompensado. Não o nego.
Mas a oferta é muito superior à procura de modo que em cada 1000 bufos so um cai em graça, o que depois leva à revolta dos outros 999 bufos frustrados.
Daí vem a instituição do boato.

Pegue-se no caso das camas desaparecidas do hospital de Seia.
Não escrevi nada sobre este caso porque REALMENTE não sei até que ponto há alguma verdade naquilo.
Porque uma semana após a história da TVI não houve AINDA uma única pessoa que desse a cara a confirmar a história.
Portanto tem que se tomar esta história como não fidedigna ou então temos que concluir que em todo o Hospital de Seia não há um único Cidadão digno desse nome disposto a repôr a VERDADE.
Mas nem um único???
Não se acredita nisto.
Seria mau demais.

Não acredito nesta hipótese, até porque olhando para a constituição da lista do principal partido da oposição vejo enfermeiros em lugar de destaque.
O número um para a Assembleia Municipal, pelo PSD, é um enfermeiro. Do qual não se conhece qualquer ideia ou acção política - é certo - mas é, ainda assim, o proposto para número um.

Ora, se a história fosse verdadeira, pelo menos esse senhor tinha a obrigação MORAL e POLÍTICA de dar a cara para a confirmar.

Pois bem: se nem sequer o proposto para Presidente da AM pela oposição fala, que crédito podemos dar a esta história?

E não me venham com a desculpa cobarde do costume de que dizer a verdade prejudica as carreiras.
Em que é que dizer a verdade pode prejudicar uma carreira profissional?
Não se trata de difamação, de insulto, de injúrias a ninguém...

Não façam é dos portugueses mais estúpidos do que eles já são.

Esta cultura do silêncio e da cobardia não foi imposta pelo Sócrates.
Ela está - tenho-o escrito dezenas de vezes - solidamente instituída na sociedade analfabeta cultural tuga há anos, muito antes de Sócrates ou até de Cavaco.
Há é épocas e casos em que ela aparece mais visivelmente.
Mas isso são apenas os sintomas de uma doença crónica que, a bem dizer, vem de antes do 25 de Abril, funcionou imediatamente nos tempos escaldantes que se lhe seguiram para se detectarem os pides e os bufos e apenas terá estado mais ou menos adormecida nos anos 80.

Publicado por JoaoTilly em 09:19 AM

setembro 05, 2009

Andre Figueiredo desmente em absoluto a notícia da TVI e vai avançar com processo-crime por difamação

andre

André Figueiredo vai avançar com processo-crime por difamação contra a Direcção da Informação da TVI na sequência da notícia veiculada por este canal de televisão, segundo a qual André teria sido ouvido pela PJ em Junho último sobre alegadas contribuições do grupo Capinha Lopes ao PS para as autárquicas de 2001.
Ora, André desmente o conteúdo da notícia, na parte em que a si se refere, em absoluto.
Desmente que tivesse sido ouvido pela PJ, sequer. Muito menos no âmbito do Caso Freeport.
Por isso avançará com um processo-crime contra a estação emissora. Nesse sentido esteve já reunido com o seu advogado durante toda a noite de ontem. O processo entrará já na segunda-feira no Tribunal de Lisboa. Entretanto promete igualmente para segunda-feira a publicação de um desmentido formal em nota à imprensa.
Mais explica que, à data dos factos (2001) André ainda vivia em Seia, nem sequer estava ainda a residir em Lisboa pelo que não conhecia ninguém nem poderia ter qualquer contacto com alguém do escritório de advogados em causa.


Indemnização reverterá a favor de uma IPSS de Seia.

André Figueiredo está, por isso, confiante de que o Tribunal condenará a TVI numa significativa indemnização por danos morais causados e adiantou ser sua intenção entregar o montante dessa indemnização a uma IPSS de Seia.

"Agora é que eu percebo pelo que tem passado o nosso secretário-geral!..." - desabafou ainda ontem André Figueiredo, revelando que tem recebido, durante as últimas horas, centenas de mensagens e telefonemas de solidariedade de todo o PS, inclusivé do Primeiro Ministro e secretário geral.


História carece de credibilidade

De facto, parece no mínimo muito estranho que o PS tenha destacado um moço (na altura) a residir em Seia, sem conhecer rigorosamente ninguém nas altas esferas da governação ou no mundo empresarial lisboeta para ser interveniente em negócios de milhões.
Ninguém, em seu perfeito juízo, pode acreditar numa história destas.
Para mim é claríssimo que alguém confundiu o titular do cargo, à época, com a pessoa que actualmente exerce as mesmas funções junto do actual PM.
Vamos lá a ver como é que a TVI vai descalçar esta bota...


Noticia da TVI AQUI

Publicado por JoaoTilly em 12:56 PM

Freeport: arguidos implicam primo de Sócrates

andre

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo direito do actual primeiro-ministro, será, segundo esses dois arguidos, o homem mencionado em e-mails apreendidos pela polícia judiciária como «o gordo» ou «Bernardo»

Dois dos arguidos do processo Freeport revelaram à TVI que há um outro primo de José Sócrates envolvido no negócio.

José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo direito do actual primeiro-ministro, será, segundo esses dois arguidos, o homem mencionado em e-mails apreendidos pela polícia judiciária como «o gordo» ou «Bernardo».

Estes serão nomes de código utilizados por diversas vezes por Charles Smith e outros intervenientes no negócio.

No DVD que a TVI divulgou, Charles Smith afirma ter entregue durante dois anos envelopes com subornos a um primo de José Sócrates, que alegadamente os faria chegar ao primeiro-ministro. Esta é a reportagem que estava preparada para ser passada no «Jornal Nacional» de sexta-feira apresentado por Manuela Moura Guedes.

A TVI fez chegar ao gabinete do primeiro-ministro uma série de perguntas a José Sócrates relacionadas com esta reportagem, mas até agora não recebeu qualquer resposta.

Entre outras questões, a TVI perguntou se José Sócrates mantém uma relação pessoal de proximidade com o primo José Paulo Bernardo, e se alguma vez teve negócios, relações comerciais ou empresariais com ele.

A TVI perguntou também se alguma vez o primeiro-ministro recebeu do primo envelopes com dinheiro relacionados com o projecto Freeport. José Sócrates e o seu gabinete mantiveram o silêncio e não responderam às seis perguntas da TVI sobre este caso.

Publicado por JoaoTilly em 12:23 PM

setembro 04, 2009

Manuela Saneada

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Manuela Moura Guedes descaradamente saneada da TVI alegadamente porque ia mostrar mais algumas provas irrefutáveis do envolvimento do nosso PM no caso Freeport.
Se não for a TVI a arranjá-las bem sabemos que nao será "investigação" que o fará.
Só que isto já foi longe demais.
Há-de ter consequências catastróficas para Sócrates e a sua comandita.
A peça ficou feita e alinhada.
Aguardemos o jornal nacional de hoje

Publicado por JoaoTilly em 01:45 PM

setembro 03, 2009

Seia TV

O primeiro canal de webstreaming (a que alguns distraídos chamam "televisão"!!!!!) sobre Seia e a sua região.

Para já com 4,5 horas de conteúdos em loop.
Alguns são bastante amadores, mas é o que pode arranjar de repente... e a actualizar todos os dias.
Conteúdos é o que não me falta!
De futuro comprimi-los-ei eu próprio para melhorar significativamente a qualidade.
Fica aqui uma amostra de algo que se pode fazer pela região SEM PROPÓSITOS LUCRATIVOS.

Atenção:
Não é obrigado a ver a programação que está a ser transmitida.
Pode clicar em ON DEMAND e escolher o programa que quer ver, da lista que lhe é apresentada.
Quase 50 conteúdos neste momento. Amanhã serão 60 e assim sucessivamente...

Publicado por JoaoTilly em 11:02 AM

setembro 02, 2009

Alípio Ribeiro pasma porque as vítimas das pressões na justiça não se queixam!....

E foi este tipo Director da Judiciária!...Não conhece mesmo nada do país onde vive!

Publicado por JoaoTilly em 09:10 PM

Pinto Monteiro incomodado com o caso Freeport

Tem bom remédio: demitir imediatamente a Procuradora encobridora e voltar à estaca zero.
De qualquer modo, quando Sócrates perder as eleições este processo será reaberto.
Mais vale evitar essa vergonha já.

Publicado por JoaoTilly em 09:00 PM

Fogos no nosso distrito

Publicado por JoaoTilly em 08:56 PM

Às vezes pergunto-me o que andam os técnicos da Segurança Social a fazer

Publicado por JoaoTilly em 08:40 PM

O dia em que José Sócrates saiu à rua...

José Sócrates esteve longos meses ausente do contacto com as populações. Todas as aparições públicas foram criteriosamente planeadas para o afastar de qualquer contacto com as populações.
Este Primeiro-Ministro que evita agora a todo o custo cruzar-se na rua com o povo que governa é a antítese da imagem do homem determinado e corajoso que o PS tentou construir.
Bernardo Ferrão mostrou ontem o Sócrates para lá da encenação dos comícios, do teleponto e dos holofotes.

A campanha ainda não começou e Sócrates já não suporta o povo.
Necessita dele para continuar a reinar e a destruir este pobre país, mas não suporta sequer aquele pequeno magote que foi a Santa Cruz garantir-lhe que continua a apoiá-lo.
Não se imagina qual possa ser a sua reacção num ambiente menos controlado, mais natural, com mais povo.
Com apoiantes e opositores.
A máquina socialista encontra hoje mais dificuldades em colocar o seu candidato num arraial português do que encontrava, há meses, para fechar a praça vermelha para um jogging matinal.
...
Tudo se paga...

Publicado por JoaoTilly em 05:33 PM

O principal suspeito do caso Freeport (para a polícia inglesa) nem a julgamento vai!

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Primeiro, a procuradora socialista Cândida Almeida dizia que não havia suspeitos.
Afinal, perante a ameaça de escândalo internacional, um a um TODOS os suspeitos apontados pela polícia Inglesa acabaram por ser constituídos arguidos.
Todos?
Não!
Um pequeno primeiro ministro resiste ainda e sempre à justiça a pedido neste inacreditável país.
De seu nome José Sousa, enquanto for poderoso ninguém lhe tocará tal como aconteceu com vale e Azevedo e acontece com Pinto da Costa, Valentim Loureiro, etc, etc.
Não irá sequer a julgamento, à cautela... não fosse correr mal qualquer coisinha.
E no caso da Cova da Beira vai mas como TESTEMUNHA!!!

Inacreditável, esta justiça para os poderosos.
E Pinto Monteiro?
Encolhe os ombros???

Publicado por JoaoTilly em 09:50 AM

setembro 01, 2009

Do analfabetismo político. E do outro.

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"Não há pior analfabeto que o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política.
Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht

O que Brecht não podia adivinhar é que a sua geração de analfabetos políticos, que ele tão bem caracterizou, geraria uma segunda e esta uma terceira: a dos analfabetos políticos oportunistas.
Tão analfabetos como os pais mas menos que os avós, aprenderam, no entanto, que se entrarem para a "política" (mesmo que dela nada percebam nem por ela nunca se tenham interessado antes) podem aspirar a viver melhor.
É esta a Nobreza da política para o analfabeto político actual.
Entrar na política para vir a ser reconhecido pelos analfabetos seus vizinhos, conhecidos, amigos... e vir a ter uma vida melhor.
O resto?...
Serviço público???
Mas qual resto?

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Publicado por JoaoTilly em 12:23 PM