Perguntas
Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport?
Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi?
Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido?
Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação?
Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro?
Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado?
Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa?
Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos?
Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport?
A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir?
Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional?
Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido?
Haverá duas justiças?
Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado?
Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport?
O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal?
O que é que dirão da justiça em Portugal?
O que é que estarão a dizer de Portugal?
Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país?
Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa?
Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora?
E cá dentro também?
Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport?
Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou?
Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo?
Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport?
Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar?
E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada?
E o que é que vai fazer agora que o registo é público?
Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto?
Nem convoca o Conselho de Estado?
Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho?
Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?
www.jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo
Um irmão matou outro a tiro de caçadeira na localidade do Aguincho, uma anexa da freguesia de Alvoco da Serra, no decurso de um desentendimento por causa de uma propriedade. De seguida tentou suicidar-se ficando gravemente ferido.
É a segunda vez, em poucos anos, que um caso de desavença entre irmãos culmina com a morte de um deles, no nosso concelho. O anterior ocorreu como resultado de uma disputa entre 2 feirantes. Também há alguns anos, na Teixeira - não muito longe dali - uma família inteira foi dizimada num crime estranho. Pai e 3 irmãos apareceram mortos num quádruplo homicídio cujos contornos não ficaram perfeitamente claros.
Isto tinha que ser estudado...
Pressões sobre magistrados levam sindicato a pedir audiência de urgência ao Presidente da República
O novo presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, vai pedir uma audiência de urgência ao presidente da República Cavaco Silva. Nos últimos dias João Palma tem vindo a denunciar pressões sobre os magistrados, alegadamente relacionadas com o caso Freeport e que visam, segundo revelou o "Correio da Manhã" levar ao arquivamento do processo.
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público vai emitir ainda hoje um comunicado. Por sua vez, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, anunciou para amanhã uma declaração sobre a investigação ao caso Feeport.
www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1371687&idCanal=62
Tal como eu perspectivava, Pinto Monteiro fala amanhã.
Aguardemos.
Tenho muita esperança em Pinto Monteiro.
É a última esperança de um Portugal livre de corrupção.

João Jardim chama a atenção para a vergonha internacional a que Portugal está exposto com este inenarrável caso Sócrates - Freeport.
É expectável que a imprensa internacional não poupe críticas ao país mais corrupto da Europa - pelo menos aquele em que a corrupção generalizada é mais visível e mesmo o prato do dia.
Mas não é isso o que mais me preocupa.
Isaltino Morais confessa que fugiu ao fisco, "como faz toda a gente que compra casa". E que recebeu elevadas quantias em dinheiro - as sobras das campanhas - como se isso fosse muito natural. E confirma tudo isso porque esses crimes prescreveram há anos.
É a cultura da portuguesa prescrição.
Avelino Ferreira Torres é totalmente absolvido dos crimes que lhe fizeram perder o mandato. Durante anos foi apelidado de corrupto pela comunicação social e alvo de chacota nacional. Afinal a justiça não encontrou matéria para o condenar.
Fátima Felgueiras vai saindo dos sucessivos processos com condenações ridículas relativamente àquilo de que vem sendo acusada.
E Isto é o que realmente me preocupa.
Sócrates tem prescritos eventuais crimes de falsificação de documentos nos casos da sua hipotética licenciatura e no dos admiráveis projectos da Guarda assinados com tipos de letra completamente diferentes, nenhum deles tendo minimamente a ver com a sua assinatura.
E nada disto foi investigado.
Provavelmente terá igualmente prescrito o alegado crime de corrupção no caso Freeport, mesmo que disso viesse a ser acusado.
Mas, se criminalmente já não lhe podem pegar, é absolutamente imprescindível que se saiba se efectivamente o primeiro ministro de Portugal para além de mentiroso compulsivo (mas a mentira não é crime) é ou não também burlão, falsificador e corrupto.
É absolutamente imprescindível que a Nação conheça que tipo de pessoa tem a conduzir as suas vidas e o futuro deste país.
Se é de todo inocente, a sua inocência tem que ser conhecida por todos. E não se fala mais nisso.
Se é culpado mas os crimes prescreveram, também tem que ser conhecido pelos portugueses que daí tirarão as suas ilações.
Mas se é culpado e os crimes ainda não prescreveram o primeiro ministro terá que pagar por isso.
De qualquer dos modos ele não pode deixar de ser julgado dados os indícios que existem de o licenciamento do Freeport estar envolvido em nítida corrupção.
Algumas verdades estão já apuradas: sabemos quem pagou, sabemos quanto se pagou e sabemos quem foi apontado como receptor desses valores.
So resta saber qual o grau de envolvimento de Sócrates neste processo.
Que pode ir de zero a 100%.
Isso é o que tem obrigatoriamente que se apurar. Não apenas porque se trata da 3ª (de facto a 2ª) figura do Estado Português, mas também por isso.
Sem entrar em especulações, é obvio que ninguém em seu perfeito juizo neste país acredita na total inocência de Sócrates.
Mas também ninguém pode acusá-lo de o não ser.
E é este pântano que tem que desaparecer o mais depressa possível.
Cabe apenas à justiça portuguesa apurar se ele é ou não culpado. E, sendo, qual o grau de culpabilidade.
Mas isso é exactamente aquilo que a Justiça se prepara para não fazer.
Se dúvidas houvesse, basta ver que em 4 anos nada se fez e que em quatro meses, sob a pressão mediática da comunicação social, já se fez alguma coisa. Interrogaram-se finalmente pessoas, embora com quatro anos de atraso.
Mas não se interroga o principal suspeito, segundo a polícia inglesa.
Principal suspeito! Note-se bem. Nem sequer se trata de um interveniente de segundo plano. A polícia Inglesa, com os pergaminhos internacionais que a Scotland Yard tem, aponta claramente o primeiro ministro de Portugal como o principal suspeito do crime de corrupção que envolve o caso do licenciamento do Freeport.
Não se pode escamotear este facto decisivo.
A tese da campanha negra cai, assim, totalmente por terra.
A polícia inglesa não tem nada a ver com o calendário eleitoral de Portugal. Investiga e aponta quem aparece como suspeito no resultado da sua investigação. Que só não vai mais longe porque essa mesma investigação, que devia envolver 2 países, esbarra mortalmente na fronteira portuguesa.
O papel decisivo de Pinto Monteiro
Cândida Almeida recusa-se a investigar Sócrates. Já o anunciou claramente na televisão. Recusa-se também a visualizar o dvd comprometedor, o mais sólido indício de corrupção.
Porquê?
Porque a prova não é válida?
Então vamos pela redução ao absurdo:
E se, nesse dvd, aparecesse Socrates a receber pessoalmente o dinheiro?
E se, nesse dvd, aparecesse Sócrates a dar um tiro a uma pessoa?
Mas nem é preciso ir tão longe: a carta anónima que despoletou todo este processo é meio de prova, por acaso?
Constituindo ou não meio de prova, os factos ali explanados carecem aprofundamento e investigação porque ali está a história toda contada sem os intervenientes saberem que estavam a ser filmados.
Mas mais: Smith já veio a público confirmar que aquela reunião teve lugar e o conteúdo do dvd é verdadeiro. Corresponde exactamente ao que se passou.
Não se trata, pois, de nenhuma montagem.
Portanto aquela conversa gravada sem conhecimento dos itervenientes e confirmada como verdadeira posteriormente só pode ser mesmo verdadeira. O seu conteúdo está impoluto.
Aquelas informações não foram fabricadas para se fazer o dvd.
Todos estes contornos apontam claramente para a credibilidade das informações ali prestadas e portanto a policia judiciária só tem que seguir as pistas ali apresentadas.
E nem se trata de grande investigação. Os nomes dos intervenientes foram apontados. Sabe-se quem pagou e quem recebeu e é só seguir o rasto ao dinheiro. Quem o recebeu - Sócrates ou outro - não ficou com ele em casa durante dois anos. Concerteza fez alguma coisa com o dinheiro. Ou o depositou ou o gastou nalgum lado. O dinheiro simplesmente não se desvanece como o fumo.
Sócrates não pode estar acima da Justiça.
Se Cândida Almeida teima em prestar este péssimo serviço à Justiça portuguesa, Pinto Monteiro não tem outro remédio senão substituí-la na investigação deste caso. E instaurar-lhe, naturalmente, o competente processo disciplinar.
Se Pinto Monteiro não intervier imediatamente - e eu acredito piamente em que ele intervirá - então teremos mesmo que concluir que definitivamente a Justiça em Portugal não existe para os mais poderosos. Apenas para os fracos e para os pobres.
E aí será a vez do Presidente da Republica, a exemplo de Jorge Sampaio, demitir este primeiro ministro por razões de desestabilização nacional.
Uma medida politica não substitui uma providência cautelar mas o PR terá que concluir que este PM não prestigia a Nação. Pelo contrário.
E, tal como afirma Alberto João, a manter-se este pântano e esta indefinição na justiça que sistematicamente não se faz para os poderosos, ele só pode arrastar Portugal para os níveis de credibilidade internacional dos mais desgraçados países africanos, onde a Justiça simplesmente é uma figura de estilo.
Eu recuso-me a acreditar que os portugueses baixem os braços deixando progressivamente "Sócrates apoderar-se plenamente do aparelho de Estado, transformando-o em mais uma secção do PS" - sic Alberto João.
Hitler fez isso na Alemanha nos anos que antecederam a guerra.
E, infelizmente, é também isso o que estamos a verificar no dia a dia em Portugal.
Porque é que Sócrates só reage depois de cada bronca se ele está na posse de todos os dados do processo?
Este dvd está na posse da policia inglesa há anos.
Alguém duvida que Sócrates está na posse do dvd desde então? Pelo menos desde que se soube da sua existência?
Será que a TVI, com meros jornalistas sem meios de investigação científica nem acesso a escutas telefónicas tem mais eficácia na investigação policial do que a judiciária e o próprio SIS?
Ninguém acredita nisto.
Portanto conclui-se que o PM há muito está preparado e tem guardados os comunicados que vai publicando à medida que se vão sabendo as coisas.
Se os acontecimentos não evoluirem não há comunicados.
Independentemente da culpa que lhe couber - e pode ser nenhuma - esta postura constante de fingimento de quem é sistematicamente apanhado de surpresa é de um maquiavelismo inacreditável.
Isto é mais um habitual insulto à inteligência dos portugueses.
E eu, como sempre, não vou deixando que me insultem a minha.
Sócrates é «corrupto», diz Smith em DVD
Freeport: TVI revela em exclusivo o som do DVD em que Smith fala de PM
«É corrupto». É desta forma que Charles Smith fala de José Sócrates no DVD que é fundamental para a investigação do processo Freeport em Inglaterra. A TVI revelou, no Jornal Nacional desta sexta-feira, o som de uma conversa de 20 minutos em que é mencionado o nome do primeiro-ministro.
A reunião juntou três pessoas: Charles Smith, já arguido em Portugal, João Cabral, ex-funcionário da Smith & Pedro, e Alan Perkins, administrador do Freeport, que sem conhecimento dos outros intervenientes no encontro, fez a gravação.
Contactado pela TVI, João Cabral recusou fazer qualquer comentário sobre o conteúdo do DVD.
A conversa que incrimina Sócrates
Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção...
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo... E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido¿
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não...
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente... Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles.
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo¿ a um homem¿
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50... Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa».
www.tvi24.iol.pt/politica/tvi24-socrates-freeport-freeport-dvd-tvi-socrates/1052899-4072.html

Cartas anónimas combinadas entre a PJ e o MP é coisa que não lembra ao demónio, nem ao Sócrates por mais maquiavélico que este seja.
Esta preciosa ajuda de Marinho Pinto ao PM, a não ser desmontada imediatamente, pode fazer a diferença entre a vitória folgada e a derrota do PS nas próximas eleições. Porque trará a público uma verdadeira conspiração perpetrada contra Sócrates.
Uma conspiração estúpida e desnecessária. Porque não há ninguém no mundo que duvide da implicação de Sócrates no caso Freepoprt. Só não se sabe a que nível. Ficou-se pela rama? Foi mais fundo? É isso o que uma investigação séria devia apurar.
Mas provar isso recorrendo a maquinações e urdiduras atira por terra todos os objectivos e a própria bondade da denúncia.
Não se pode recorrer a maquinações para despoletar uma investigação por mais necessária e justa que ela se afigure.
Isto levanta problemas éticos para lá da imaginação.
Estará este país já tão corrupto que já tenha que se recorrer à falsidade para fazer com que Verdade venha ao de cima?
Sócrates sairá ileso e levado em ombros se ninguém desmentir Marinho Pinto nos próximos dias.
E eu não imagino como alguém o poderá fazer.
leia o artigo de Marinho Pinto na íntegra aqui

5 anos após a trágica ocorrência, a médica que deixou morrer o meu Pai após uma agonia de 5 dias continua calmamente em funções apesar de formalmente acusada pelo Ministério Público de homicídio por negligência.
O julgamento, marcado para Setembro último, acabou por ser adiado sine die sem qualquer explicação por parte do Tribunal.
Quantos mais já deixou morrer esta médica desde o 24 de Março de 2004?
Não se sabe.
Fazendo uma estimativa estatística, a uma média de 10 doentes por dia, já terá visto entretanto mais de 17.500 doentes.
Quantos lhe sobreviveram? Quantos ignorou, para além de João Tilly dos Santos?
Nunca se saberá.
Porque é que o julgamento foi adiado sem data?
Isso há-de saber-se.
Segue-se a impressionante história de desleixo, de estupidez, de abandono que culminou com o desfecho absolutamente evitável da morte de João Tilly dos Santos.
Em Homenagem a si e a tantos outros que, como ele, continuam abandonados em macas nos corredores das urgências, absolutamente entregues à sua sorte dentro da instituição cuja missão deveria ser exactamente a oposta: tudo fazer para salvar vidas - o Serviço Nacional de Saúde.
«João: isto é um matadouro!"»
Foram as primeiras palavras de João Tilly dos Santos, um doente abandonado como tantos outros nos corredores das urgências do Hospital de Coimbra, mal me viu irromper por eles adentro, à revelia das normas vigentes.
Por isso mesmo, por ninguém esperar que um acompanhante ali aparecesse é que tive a oportunidade de ver os doentes agonizantes enquanto os médicos e enfermeiras, em amena cavaqueira, confraternizavam em grupo discutindo onde iriam jantar logo à noite e outros assuntos mundanos.
Os doentes, abandonados, jaziam nos corredores, cada um para seu lado, deitados em macas encostadas às paredes.
Uns, os que têm a sorte de não estarem muito mal, sobrevivem.
Os outros, não.
Sabemos, hoje, 4 anos depois, o resultado da autópsia.
Crise cardíaca - um ataque cardíaco que durou 6 dias, mas nem assim o salvaram! Simplesmente porque não o detectaram ou não quiseram ter trabalho.
A chefe da equipa clinica foi suspensa, 3 anos após o crime cometido.
Não sabemos mais nada. Nem por quanto tempo nem qual a sentença interna final. O processo crime corre termos no DIAP. A conclusão do inquérito interno que aponta para a culpabilidade da médica que o mandou para Seia será fundamental para o apuramento da culpa em termos criminais.
De qualquer forma, este longo processo não devolve a vida a João Tilly dos Santos, o doente que teve o azar de ir parar aos HUC no dia errado.
Não devolve a Vida a quem esta médica, negligentemente, a roubou.
Como todos os anos, por esta data, aqui reavivo a história de uma sequência de negligências e maus procedimentos estrondosos, hoje já perfeitamente apurados, que culminaram com a morte do meu Pai.
Leiam e "defendam-se" como ele costumava dizer...
Não deixem que o mesmo aconteça aos Vossos entes queridos.
Este texto já alertou muita gente para o desleixo que se vive (ou vivia, há 4 anos) nas Urgências de muitos hospitais.
Já recebi algumas mensagens de agradecimento de pessoas que estavam a ver os seus casos mal parados e reagiram, protestando contra o desleixo a que os seus familiares estavam a ser votados.
Com este procedimento, algumas vidas poderão já ter sido salvas.
É só isso o que pode agora fazer por vós João Tilly dos Santos.
Pela minha mão, a história da sua morte será reeditada todos os os anos que me sobrarem.
Depois, estou certo de que alguem continuará o trabalho.
Muitas vidas serão salvas - tenho a certeza - se muitos lerem o que aqui está escrito.
Demora uns bons 10 ninutos, mas pode salvar a vida de alguém.
Até a sua.
Um homem foi deixado à sua sorte nos corredores dos hospitais e acabou por morrer.
Ainda ninguém pagou por isso.
Outros podem ter já morrido vitimas da mesma displicência e "deixa andar" das mesmas equipes clínicas.
Por isso aqui deixo, de novo, a história do fim da vida de João Tilly dos Santos.
Um português inteligentíssimo que teve a percepção de que ia ser deixado morrer por inépcia dos médicos que o "assistiram".
Eu é que nunca acreditei nisso.
Mas aconteceu.
Para que nunca mais aconteça.
Em memória do maior damista e acordeonista que estas paragens alguma vez viram.
A HISTÓRIA
Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.
E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!
Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.
Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.
Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.
Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir à casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendeu a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e, depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»
Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem», disse, e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.
Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
«- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer».
Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.
Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.
Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.
Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.
Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.
Entrou no hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)
Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente:
«para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»
Quarta-feira 24 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.
Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.
Tal como ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?
Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.
Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.
É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.
Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.
Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!
E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.
O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?
Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.
Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.
Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.
Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...
Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.
«Maputo: sonhar não é proibido» de Madalena Cunhal, integralmente rodado em Moçambique e «Conservação de Recursos Hídricos», rodado nos concelhos de Seia, Gouveia e Manteigas, da minha autoria, foram os 2 documentários convidados pela Organização do certame a concorrer ao 11º FICA - Festival de Cinema Ambiental de Goiás, Brasil, a cidade recentemente geminada com Seia.
O meu filme provavelmente acabará por não participar porque deixei passar o prazo de inscrição que, aliás, foi curtíssimo.
Mas estarei, de todo o modo, representado com «Maputo: sonhar não é proibido», na qualidade de realizador do documentário.
Esperemos que os convites não tenham simplesmente a ver com a recente geminação das duas cidades mas que tenham tido em consideração a qualidade dos produtos apresentados na Cine-Eco 2008.
No meio de tanta reunião, protocolo, milhões gastos em hardware e em escritórios de advogados, ninguem se lembrou do que pode acontecer se a máquina avariar!
Tão simples como isso.
Se o computador avariar ou for a placa de banda bem estreita que deixe de funcionar... ninguém resolve.
No caso abaixo o computador já vinha avariado.
No meu caso são as placas que, volta e meia, deixam de dar.
Passei horas em Portimão o ano passado a tentar resolver um problema com uma, substituiram-me o cartão 2 vezes, tudo sem sucesso. E agora já tenho a outra avariada.
É preciso ter duas, que é para haver probabilidade de uma delas estar a funcionar...
Os clientes de Seia com problemas nas placas TMN têm que se deslocar - imagine-se - a Viseu!
E à hora de expediente!
Um grupo de 5 pessoas, cujo cabecilha é um presidiário em fuga, sequestrou várias pessoas incluindo pelo menos uma criança de 5 anos em Lagares da Beira.
A história começou com o sequestro de uma mulher de 54 anos em Espariz - Tábua e agora ocorre em Lagares da Beira. Com essa mulher estão sequestradas algumas outras.
Um grupo de operações especiais da polícia e um outro grupo de inspectores e negociadores da PJ estão no local.
O sequestro iniciou-se na madrugada.
O cabecilha é um presidiário condenado por furtos e violação e estava em gozo de uma saída precária, da qual não regressou.
E quem haviam de ser os sequestradores?
Lagares da Beira: Grupo armado agrediu idoso e sequestrou mulher
“Tremi de medo ao sentir faca no pescoço”
Esteve sequestrada mais de dez horas, foi ameaçada com uma faca mas manteve-se calma e conseguiu sair de "um verdadeiro pesadelo" sem ferimentos. "Só respirei de alívio quando saí e vi a Polícia Judiciária", contou Irene Santos, de 54 anos, pouco depois de ter sido libertada. A mulher foi levada à 01h00 de ontem da sua casa em Espariz, Tábua, por um ex-companheiro que tinha fugido da cadeia de Coimbra.
O evadido entrou em casa da vítima acompanhado de quatro homens e começou por agredir o companheiro de Irene, João Silva, de 90 anos. Depois, levou-a para Lagares da Beira, Oliveira do Hospital, onde ficou retida até perto do meio-dia.
"Era 01h00 quando bateram à porta, conheci um deles porque lhe tinha emprestado 750 euros para pagar a um advogado, há uns anos", contou João Silva, que teve de ser assistido no centro de saúde.
Sob ameaça de uma faca, Irene Santos foi obrigada a sair de casa com os sequestradores. "Tremi de medo ao sentir a faca encostada ao pescoço. O meu coração caiu-me aos pés", recorda.
Três elementos do grupo seguiram para casa da mãe do evadido, onde, com ajuda de outro irmão, mantiveram cativas nove pessoas, incluindo duas crianças, de seis e sete anos. Fizeram disparos de preessão de ar e atiraram telhas contra as viaturas das autoridades.
"As crianças estavam apavoradas e choravam", diz Irene, que falou "com o filho e com a PJ até que ele me apanhou e partiu o telefone".
Perto do meio-dia, os sequestradores sentiram-se encurralados, levantaram uma tábua do soalho e escaparam para a loja da casa, escondendo-se dentro de arcas de milho. Irene fugiu: "Como a porta estava trancada, saí pela janela da cozinha." As autoridades detiveram os quatro homens, que ofereceram resistência. O sequestro terminou sem feridos.
ATÉ A MÃE FICOU RETIDA EM CASA
Na casa onde Irene Santos foi mantida refém estavam, além dos quatro sequestradores, mais duas mulheres e duas crianças, de seis e sete anos. A mulher mais velha é a dona da casa e mãe dos três irmãos sequestradores. A mais nova é sobrinha de Irene Santos e mantém uma relação com um dos irmãos, sendo mãe da menina de seis anos. O menino de sete anos é filho de outro dos irmãos Caetano.
CADASTRADO PREPAROU CRIME
O sequestro de ontem foi praticado por seis homens, com idades entre os 30 e os 45 anos, três dos quais são irmãos, de apelido Caetano e naturais da zona de S. Romão, Seia. A família fixou-se em Lagares da Beira há alguns anos, mas não é bem vista pela vizinhança por se envolver em furtos e desacatos.
Tudo terá sido pensado por um dos irmãos José M., de 45 anos, que cumpria pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Coimbra por roubo e violação. Teve uma saída precária e não regressou, estando por isso na situação de evadido. O cadastrado já teve um relacionamento com a vítima, terá voltado à cadeia ainda ontem e arrisca-se agora a que a pena seja agravada.
Um dos irmãos que vive na casa em que a mulher foi mantida refém foi detido por estar presente no momento do resgate, mas as autoridades acreditam que não esteve envolvido de forma activa no sequestro.
Os detidos foram ouvidos ontem na GNR de Oliveira do Hospital: os três irmãos e um quarto suspeito são hoje presente ao Tribunal de Oliveira do Hospital. Os outros dois cúmplices continuavam ontem à noite por identificar.
"SÃO PESSOAS PROBLEMÁTICAS" (Coronel Dias Rosa, Comandante da GNR de Coimbra)
Correio da Manhã – Como decorreu a operação de resgate?
Dias Rosa – Montámos um perímetro de segurança e tivemos negociadores e elementos da Companhia de Operações Especiais da GNR no terreno. A vítima acabou por sair pelo próprio pé.
– Os detidos resistiram à detenção?
– Ofereceram resistência física. No momento da detenção não tinham armas, mas durante a noite usaram uma pressão de ar para intimidar quem se aproximasse da casa.
– Os sequestradores já eram conhecidos das autoridades?
– São pessoas problemáticas, que têm posto em causa a segurança da vizinhança.
VIZINHOS DIZEM QUE SÃO "GENTE DO PIOR QUE HÁ"
Em Lagares da Beira, freguesia do Concelho de Oliveira do Hospital, a família Caetano não goza de boa reputação. Durante a manhã de ontem, foram vários os populares que se juntaram nas proximidades da casa e os comentários sucediam-se. "A GNR anda aqui todos os dias. Isto é gente do pior que há", disse um popular que não quis ser identificado. "Desde que aqui estão é uma roubalheira, desde ovelhas a sinos das igrejas, levam tudo", confirmou outro residente. Segundo a população, alguns elementos da família já se envolveram também em várias rixas e discussões.
DÍVIDA
João Silva, 90 anos, companheiro de Irene Santos, foi agredido por um dos sequestradores a quem emprestou 750 euros. "Disse que ia pagar e pagou-me com um enxerto de porrada. Atirou-me ao chão e deu-me pontapés na cabeça".
SAIBA MAIS
ATÉ DEZ ANOS DE PRISÃO
O artigo 158 do Código Penal prevê pena de prisão até três anos para punir o crime de sequestro e de dois a dez anos se houver "ofensa à integridade física grave".
443
Segundo o Relatório de Segurança Interna de 2007, foram raptadas ou sequestradas 443 pessoas, menos 114 (20,5 por cento) do que no ano anterior.
137
Ainda de acordo com o Relatório de Segurança Interna de 2007, foram, nesse ano, detidas 137 pessoas suspeitas do(s) crime(s) de rapto, sequestro ou tráfico de pessoas.
HOMEM E PORTUGUÊS
A maioria dos detidos são do sexo masculino e cidadãos portugueses. Ou seja, em 2007, dos 137 detidos pelo(s) crime(s) de rapto, sequestro ou tráfico de pessoas 114 eram homens e 23 eram mulheres; 104 eram portugueses e os restantes 33 estrangeiros.
NOTAS
TÁBUA: SEQUESTRADA EM CASA
A acção criminosa do grupo começou em Espariz, Tábua, na casa onde residem João Silva e Irene Santos. O homem foi agredido e a mulher obrigada a ir com eles para Lagares da Beira.
OLIVEIRA DO HOSPITAL: VIAGEM DE 40 KM
Entre a residência de Irene Santos, em Espariz, e a casa onde esteve sequestrada até ao meio-dia, em Lagares da Beira, a distância é de quase 40 quilómetros por estradas sinuosas.
APREENSÃO: MATERIAL ROUBADO
Findo o sequestro, a GNR fez uma busca à casa e apreendeu diverso material roubado, entre o qual estava uma mota, mangueiras, sacos de batatas, andaimes e um aquecedor.
Cátia Vicente
Segundo os rumores instalados - parece que já houve uma reunião nesse sentido - a ARA vai dispensar mais 30 trabalhadores. Na semana passada a administração deu férias a toda uma secção. Agora soube-se que a unidade fabril de Avintes vai encerrar e, por isso, a ARA Seia não receberá mais o produto proveniente daquela unidade.
Daí a redução do pessoal.
A crise está aí e Seia apanha por tabela.
Mais uma vez: é necessário que a sociedade civil se organize em torno da projecto turístico da nossa região.
E esperemos que o futuro executivo da CMS se debruce sobre o Turismo e crie um pelouro do Turismo a Sério.
Não se compreende que na Porta da entrada para a Serra da Estrela - e ainda por cima com uma Escola Superior de Turismo instalada - continuemos a assistir ao colapso das nossas estruturas económicas habituais e não nos viremos imediatamente para nossa alternativa natural e, se calhar, a nossa tábua de salvação: o turismo.
Tenhamos fé...
O insulto à inteligência dos tugas não parece ter limites.
Agora este governo já não promete coisas para o ano que vem. Nem para daqui a 2 anos.
É para daqui a 4.
Futuramente prometerá para daqui a 8 e assim sucessivamente.
O mais giro é que aquilo que se promete para daqui a 4 anos é menos do que têm os nossos vizinhos já hoje.
O salário mínimo em Espanha - que nenhum espanhol recebe, apenas os emigrantes de leste - já é, neste momento, superior a 690 euros.
Mas - repito - ninguém recebe esse salário.
Um português que vá para a construção civil fazer tarefas indiferenciadas (trolha) ganha 1200 euros.
O mesmo se passa na Agricultura. Por isso é que eles para lá vão.
Agora: todos os bens de primeira necessidade continuam muito mais baratos do que cá. carne, peixe, leite, frutas, legumes, detergentes, combustíveis, e agora até o tabaco é quase 1 euro mais barato em Espanha do que em Portugal. Automóveis, mais de 30% mais baratos. Se forem de luxo, quase metade do preço.
Rendas de casa em cidades pequenas são ao nível das nossas.
Em cidades grandes, aí sim, um pouco mais caras. Tal como os produtos de luxo.
Os restaurantes "normais" já estão ao nosso preço (10,5 euros com 3 pratos, sobremesa e café).
E depois há situações incompreensíveis: Os hotéis de 4 estrelas nas praias são muito mais baratos e com tudo incluído.
Enfim... ganhamos menos de metade dos espanhóis e continuamos a ter quase tudo muito mais caro.
Sinceramente não sei como conseguem os portugueses sobreviver.

Se eu percebo alguma coisa disto, aqui em Seia vai haver notícias em, pelo menos, uma escola. A não ser que seja verdade o que se diz e esse "director" já tenha elaborado os objectivos aos professores da escola há meses, mesmo antes de se falar dessa hipótese...
A ver vamos

A coisa começa a ficar demasiado preocupante para Pinto Monteiro. a única pessoa que parece não pactuar com esta história.
Ou Cândida Almeida pára com as entrevistas de entretenimento e começa a sério a trabalhar naquilo para que lhe pagam ou Pinto Monteiro terá mesmo que a despedir.
As próximas semanas serão determinantes para se perceber se a Justiça vai continuar a proteger os poderosos ou se vai, finalmente, inflectir nestes inqualificáveis comportamentos.
De qualquer modo, este manto de silêncio muito dificilmente chegará às eleições legislativas.

Ele é que puxa pelos amigos
O actor iniciou sessões de quimio e radioterapia e não tem parado. Continua com a sua agenda de espectáculos e tem sido ele a dar força aos amigos. As mensagens de apoio e alento não param
António Feio, 54 anos, recebeu a confirmação de que tem cancro no pâncreas no início desta semana e os tratamentos de quimio e radioterapia já começaram. Os amigos não o têm largado um minuto. "E ele, felizmente, tem muitos", diz Eduardo Madeira, uma das pessoas que tem tentado apoiar o actor de "Conversas da Treta" nesta fase. "Ele tem feito praticamente a mesma vida", diz Eduardo Madeira. E, contrariando as expectativas, "está a puxar por todos", diz o guionista.
As primeiras suspeitas de que algo não estaria bem começaram no início deste mês, o actor fez exames no Hospital da Luz e a confirmação veio da UAU, a produtora dos espectáculos de "A Verdadeira Treta", que Feio continua a levar às salas de espectáculo de Portugal, ao lado de Zé Pedro Gomes, que tem estado com o amigo quase diariamente.
Mensagens de apoio não param
Eduardo Madeira diz que o telefone de António Feio não pára. "Chega a uma altura em que ele já não consegue. Já não tem pachorra para atender mais telefonemas", afirma Madeira, dando a dimensão dos apoios que têm chegado ao actor. De resto, basta espreitar a página de António Feio no Facebook, uma rede social da Internet, para perceber que não faltam frases de apoio, de fãs e de amigos, alguns bem conhecidos, que deixam respostas à última mensagem do actor.
Entretanto, António Feio continua na estrada com "A Verdadeira Treta". "Ele está com vontade e quer continuar a trabalhar", resume Eduardo Madeira. O espectáculo está hoje no Cine-Teatro Joaquim de Almeida, no Montijo, e no sábado no Teatro Municipal da Guarda. Eduardo Madeira adianta que o amigo tem datas marcadas até ao Verão e pretende cumpri-las. Quanto à série de humor que Teresa Guilherme está a preparar para a SIC, Eduardo Madeira acredita que o amigo não a poderá fazer. Não por estar doente, mas porque "não dá para conciliar com os espectáculos".
PJ captura (parabéns!!!!) um gang de 29 criminosos que se dedicavam a assaltar residências de norte a sul do país.
90 residências, pelo menos, foram assaltadas por este gang.
Todos imigrantes de leste.
Pergunta-se:
Quantos deles estão a receber subsídio de desemprego em Portugal?

Agora é o antigo presidente da câmara de Alcochete a denunciar que aquilo foi tudo uma jogada para o PS ganhar a Câmara - pelo menos isso. A poucos dias da campanha eleitoral o projecto foi chumbado pelo governo Guterres. E nem água vai... o presidente da câmara da altura, Miguel Boieiro, foi informado desse chumbo... pelos jornais.
Agora afirma que foi tudo uma jogada política e que o projecto foi depois aprovado, já na vigência da câmara seguinte - socialista - com alterações mínimas "só para justificar a manobra."
Meu Deus!
É mau demais!
Não é crime nenhum. As pessoas são livres de se manifestarem.
Mas atendendo a que o Teixeirense é subsidiado pelo município de Seia e não pelo de Aguiar da Beira, torna-se, no mínimo, estranho...

É este mesmo o nome da aldeia: Aldeia da Serra, a caminho do Sabugueiro e da Torre - o ponto mais alto de Portugal Continental.
Entrada por Seia.

Perante uma vista destas, quem é que quer saber de polítiquices?
Reformas fixadas com base no salário de 2009
Armando Vara duplicou o rendimento ao passar de vogal do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para vice-presidente do Millennium/BCP, diz o «Correio da Manhã».
De acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, Armando Vara recebeu uma remuneração-base de 244.441 euros/ano.
Um montante que fica muito aquém daquele que foi pago pelo BCP em 2008:
mais de 480 mil euros.
Trata-se, no entanto, de um valor que é mais de cinco vezes inferior àquele que ganhava a administração liderada por Paulo Teixeira Pinto.
O que é certo é que a actual administração do Millennium deciciu devolver 1/3 dos seus salários ao banco.
Entretanto, o Conselho de Remunerações e Previdência, presidido por Joe Berardo, decidiu fixar como cálculo para a reforma dos administradores o ordenado-base referente a 2009.
Esta decisão contraria o regime que se encontrava em vigor e que calculava a reforma dos administradores do Millennium/BCP com base nos dois últimos anos de salário e que resultava num valor 50 vezes superior ao actualmante definido.
Recorde-se que Vara assumiu funções no BCP a 16 de Janeiro de 2008.
www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1050458&div_id=1729

O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros.
O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.
Que rico Franciscano aqui está!!!
"Despoja-te de tudo e vem juntar-te a Cristo!"
Vai lá, vai!
Um dos receios das forças democráticas é a tomada de controlo dos media independentes pelo poder socratino, cujo principal segredo é o controlo directo (veja-se o lançamento do diário i) e indirecto dos meios de comunicação social. Só mediante esse controlo de rédea curta é que foi possível manter a farsa da túnica linda do rei que ia nu.
Nesse controlo há quem estranhe a independência do grupo Prisa em Portugal face ao Governo. Porém, fechados sobre os problemas domésticos, descura-se a análise do contexto internacional.
A TVI (e o grupo Media Capital) é agora a jóia da Prisa, batida por problemas muito sérios e de difícil solução em Espanha. Zapatero quer a pele deles porque, apesar da tradição pós-franquista de apoio ao PSOE, acha que colaboraram subtilmente com Aznar até à noite de 13 de Março de 2004. Por isso, lançou-lhes em cima do Plus dois canais televisivos e ainda o diário espanhol Público, não se abstendo, além disso, de intervir na sucessão do grupo após a morte de Jesús de Polanco.
Não é que a Sócrates falte a vontade de controlar todos os media - e assim tentar inverter o rumo da TVI e do Sol. Mas estamos num tempo tecnológico que não consente a concretização dessa veleidade. Como temos explicado, existe a net.
Por António Balbino Caldeira, o professor que desmascarou a mentira do percurso académico de Socrates.
Foi ganha pelos sindicatos a primeira batalha jurídica contra o ministério: o tribunal aceitou uma das quatro providências cautelares contra a notificação dos professores pela não entrega de objectivos individuais. Fenprof diz que escolas vão ter de classificar mesmo quem só fizer auto-avaliação
Fica suspensa notificação feita a docentes do Norte
Os professores que foram notificados pelos conselhos executivos por não entregarem objectivos individuais não poderão ser prejudicados na sua carreira, como tem dito o Ministério da Educação (ME). E, no fim do ano, se entregarem ficha de auto-avaliação, terão de ser avaliados. A decisão do Tribunal Fiscal e Administrativo do Porto aplica-se a milhares de docentes do Sindicato de Professores do Norte, afecto à Fenprof, que viu ontem a Justiça acolher a sua providência cautelar. E, com isto, vence a primeira batalha jurídica numa guerra que dura há dois anos.
"A repercussão desta decisão é muito maior", sublinhou ao DN Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof. A decisão é pontual e ainda não resume a acção principal entregue no tribunal, "mas os seus efeitos são nacionais", acrescenta. Até porque os professores não podem ser avaliados de modo diferente no País. Para Mário Nogueira "surgem agora sinais dos tribunais que mostram que as orientações dadas pelo ME não são correctas nem conformes". Curiosamente, "com a legislação aprovada pelo próprio Ministério", diz o dirigente sindical, referindo-se ao decreto que simplifica o modelo de avaliação e à informação veiculada pela Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação. Em Fevereiro, a DGRHE informou as escolas que os docentes seriam prejudicados se não entregassem objectivos.
Nesta acção apresentada no tribunal do Porto, o sindicato dava conta de várias situações em que os conselhos executivos notificaram os professores com esta fundamentação da DGRHE, avisando-os que seriam lesados por não terem apresentado objectivos. O tribunal suspendeu agora essas notificações, abrindo a porta para o que se passará no futuro. Se em Junho, mediante apresentação da ficha de auto-avaliação, for recusada a avaliação a estes docentes, os sindicatos prometem mais acções.
Além de suspender, cautelarmente, as notificações, a decisão judicial é vista pelos sindicatos como uma derrota do Governo. "A aceitação desta providência reforça a opinião dos professores de que a entrega dos objectivos não é determinante", diz.
Ontem foi conhecida também a posição do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa que analisou uma providência cautelar com casos de professores que não foram notificados mas temem que a não entrega de objectivos os venha a prejudicar. O tribunal não aceitou a providência, sublinhando que ainda não há elementos, mesmo indiciários, de que a conduta dos presidentes dos conselhos executivos - ao não notificar estes docentes - possa afectar os seus direitos. E diz que não se vislumbra qualquer fundado receio de que a conduta do professor possa ser lesiva. Os sindicatos aguardam a decisão de duas outras acções. Já o Ministério prefere não comentar.
http://dn.sapo.pt/2009/03/18/sociedade/tribunal_que_docentes_podem_prejudic.html
Poupança na investigação: Polícia científica passa seis meses sem meios
Cabecilha de gang solto por falta de verba
A falta de kits para análise de vestígios biológicos no Laboratório de Polícia Científica da PJ, entre Setembro passado e o início deste mês, para poupar dinheiro, fez com que já escapassem à Justiça vários suspeitos de crimes violentos, apurou o CM. Entre eles estão três elementos do célebre gang do multibanco – sendo que um é considerado o cérebro do grupo que, a partir de Setúbal, roubou mais de dois milhões de euros de caixas ATM em 2008.
in CM
Absolutamente incomentável.
O jornal informa ainda que a recolha de vestígios no carro utilizado em assalto de Reguengos de Monsaraz foi inútil: os mesmos não foram depois analisados.
Se isto não é uma imensa palhaçada...
Ninguém acredita na selva em que se tornou este pais.
O Secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, vai assinar em Seia amanhã, dia 19 de Março, um protocolo entre a EP - Estradas de Portugal e o Município de Seia para a construção da segunda fase da Circular à Cidade.
A cerimónia terá lugar às 15 horas no edificio dos Paços do Concelho, seguida de uma visita às obras em curso da Variante de Seia.


A antena da RSE está a ser recolocada na Rapa, em Infias, bem acima da sua colocação original.
Há 12 anos que as populações pediam isso mas só agora a CM de Fornos de Algodres foi sensível ao problema.
Com a nova recolocação do grupo emissor, a RSE ganha um impressionante incremento em área de cobertura real, passando a cobrir 100% da cidade de Viseu e mais de 75% da cidade da Guarda. A somar às 8 capitais de concelho que já cobria.
A antena passa a ter 54,5m de altura e a sua base sobe mais de 20 metros relativamente à altitude original, o que dá, no total, mais de 40 metros de aumento em altitude, o suficiente para galgar todos os obstáculos num raio de mais de 50 kms em linha recta.
Para a realização desses trabalhos, as emissões são interrompidas hoje, às 8:30 horas.
Dentro de poucos dias, a recolocação e afinação do grupo emissor estará completo e a RSE reiniciará o segundo ciclo da sua vida.
Com muito maior alcance.
Com muito maior sinal.
E, esperemos, com muito maior abrangência populacional.
O presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Álvaro Amaro, do PSD, vai recandidatar-se ao cargo nas próximas eleições autárquicas para um terceiro mandato à frente dos destinos da autarquia.
Álvaro Amaro, também presidente da Distrital do PSD da Guarda, anunciou em conferência de imprensa que esta é uma decisão que corresponde à sua “vontade política”.
“Sou hoje um feliz presidente da Câmara” afirmou o autarca, acrescentando ter conseguido “cumprir os desígnios” a que se propôs, nomeadamente "recolocar Gouveia no mapa e devolver confiança e auto-estima aos gouveenses".
Portanto, o tabú está desfeito.
As cartas estão na mesa.
Não tenho dúvidas que Álvaro Amaro ganha em Gouveia.
Para além da minha sensibilidade, é o próprio povo quem o diz...
RESPOSTA DO M.E. SOBRE A NÃO ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS NÃO PASSA DE UM CONJUNTO DE EQUÍVOCOS
TRIBUNAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA CAUTELAR
Relativamente às dúvidas suscitadas em relação às consequências da não entrega de Objectivos Individuais pelos docentes, no âmbito da avaliação do desempenho, a resposta do Ministério da Educação ao Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares e, por esta via, à Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República não consegue sair da vulgaridade de outras respostas já antes divulgadas pela DGRHE/ME junto das escolas e assenta num conjunto de equívocos, que se lamentam. Resposta, aliás, contrariada pela própria Ministra quando, em entrevista recente, afirmou que eventuais penalizações ou inviabilização de avaliação seria algo a decidir pelas escolas, sacudindo, dessa forma, a água para capote alheio, o que é inaceitável. Se há responsabilidades pela confusão criada elas pertencem inteiramente ao ME, cabendo-lhe assumi-las em vez de as atribuir aos outros.
Na resposta que o ME fez chegar aos Deputados falta ainda, e era bom que não faltasse, um conjunto de esclarecimentos que, a serem referidos, faria ruir todo o castelo de argumentação ministerial.
A saber:
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais (OI) não é um dever profissional. Estes são apenas os que constam do artigo 10.º do ECD (Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro);
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais não constitui uma fase do processo de avaliação. Estas são as que constam dos artigos 44.º e 15.º, respectivamente do ECD e do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro;
- A apresentação, pelo docente, de uma proposta de objectivos individuais não é obrigatória. Obrigatória é a auto-avaliação, conforme estabelece o n.º 2 do artigo 16.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro. Como, aliás, refere a DGRHE/ME em informação enviada às escolas, a apresentação de proposta de OI é uma “possibilidade”. Ou seja, um direito que, como tal, pode ou não ser exercido;
- Equívoca é, ainda, a utilização da expressão “fixação de objectivos individuais” e, principalmente, a falta de clarificação sobre quem tem competência para os fixar. De facto, tal competência não é do avaliado, mas do avaliador. O avaliado pode apresentar uma proposta de OI, mas compete ao avaliador fixá-los, podendo, para esse efeito, aceitar, ou não, os que são propostos. Foi, aliás, nesse sentido que a DGRHE/ME informou os presidentes dos conselhos executivos de que estes poderiam, se entendessem, fixar os OI de quem não tivesse apresentado qualquer proposta;
- Por fim, a FENPROF entende que o normal desenvolvimento do processo de avaliação não depende da existência de objectivos necessariamente fixados para cada docente, pois o artigo 8.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, já estabelece os “elementos de referência da avaliação”.
Equívoca, mal construída e tecnicamente incorrecta, a resposta do ME apenas confirma a confusão em que mergulhou, mais uma vez, o processo de avaliação imposto aos professores, razão que reforça a necessidade da sua suspensão imediata, sob pena de se acentuarem ainda mais os conflitos e a instabilidade que atinge as escolas.
TRIBUNAL ADMINISTRATIVO E FISCAL DO NORTE ACEITA PROVIDÊNCIA
CAUTELAR REQUERIDA PELA FENPROF;
TRIBUNAL ADMINISTRATIVO DE CÍRCULO DE LISBOA ADMITE QUE NÃO
PODERÃO RESULTAR PREJUÍZOS PARA OS PROFESSORES
O TAF do Norte aceitou a Providência Cautelar requerida pelo SPN/FENPROF e que assentava no facto de alguns professores terem sido notificados pelas suas escolas, devido à não apresentação de proposta de OI, sendo informados, através da notificação, que estariam impedidos de ser avaliados e/ou que seriam penalizados no seu desenvolvimento de carreira.
Já em Lisboa, a decisão do TAC foi outra, uma vez que, por opção jurídica, a situação apresentada pelo SPGL/FENPROF se referia, não a casos concretos de docentes já notificados, mas a uma situação de ausência de notificação, procurando prevenir, desde já, eventuais penalizações.
De acordo com a informação do TACL, ainda “não existem quaisquer elementos, mesmo indiciários, que a conduta do referido dirigente [não notificação do docente por parte do presidente do conselho executivo] venha a afectar os direitos do Requerente“ acrescentando que não se vislumbra “qualquer fundado receio de que a conduta do dito dirigente do Requerido possa vir a constituir-se lesiva”.
Portanto, também as posições já conhecidas dos tribunais, apesar de a decisão sobre as acções administrativas apresentadas não estar ainda tomada, parecem ir ao encontro da interpretação que a FENPROF faz e que as escolas e os professores têm vindo a fazer.
Mas, convém referir, a luta dos professores, atravessando, agora, esta fase mais jurídica, não vai no sentido de garantir o reconhecimento de que a avaliação pode ter lugar independentemente de terem ou não sido fixados objectivos individuais, mas no de suspender, este ano, o desqualificado modelo de avaliação imposto pelo ME e de o substituir, para o futuro, por um modelo formativo, coerente, adequado à função docente e capaz de ter relevância para o desempenho dos docentes e, dessa forma, para as aprendizagens dos alunos.
O Secretariado Nacional
Este governo é coerente. Isso não se pode negar.
Não é só o ensino público que ele tenta por todos os meios esvaziar e até destruir, a bem das escolas privadas que proliferam a cada dia que passa.
É também a saúde pública em favor das clínicas privadas que aparecem todos os dias e agora até a segurança privada ganha milhões à custa da inexistência de segurança pública.
Qualquer dia temos tribunais privados, forças armadas privadas (pelos vistos até já temos!) e finanças privadas (também já temos!).
Em breve, públicos serão só os urinóis que não estiverem entupidos.
Tudo o resto será privado.
Pergunto: para que é que nós pagamos impostos?
Se quisermos Ensino a sério temos que o pagar à parte.
Se quisermos Saúde digna desse nome temos que a pagar ou ir para o estrangeiro e se quisermos segurança, que remédio...
Mas na hora de receber a pensão de reforma vamos ter uma côdea que nos permitirá passar fome alegremente durante o resto dos poucos dias que nos sobrarem (àqueles que se conseguirem manter vivos até lá).
Que andam os portugueses armados em ovelhas a caminho do matadouro a fazer às suas vidas?
Este país está podre.
A ministra, em desespero, remete agora para conselhos executivos o trabalho sujo. Aquilo que sabe não poder legalmente fazer.
Presidentes sentem-se confusos e reclamam orientações do Ministério
"O Ministério da Educação quer passar para as escolas a responsabilidade de punir os professores que não entreguem os Objectivo Individuais (OI) porque também não encontra respostas" para este problema. É assim que Rosário Gama, presidente da Escola Infanta Dona Maria, em Coimbra, interpreta as afirmações da ministra sobre caber às escolas decidir que sanções aplicar a quem não cumprir esta fase do processo. Mas se a responsabilidade recair sobre as escolas, uma coisa é certa: muitas não encontram base na lei para punir os docentes.
Em entrevista ao Jornal de Notícias, a governante disse que "pode ou não haver penalizações" e que "isso será com cada escola". Para os presidentes dos conselhos executivos contactados pelo DN, é da competência dos estabelecimentos de ensino instaurar os processos disciplinares mas cabe ao Ministério esclarecer se há razões para o fazer. Muitas escolas entendem que não e outras continuam à espera que a tutela esclareça este tema polémico.
"O ónus dessa decisão não pode ficar nos ombros mais ou menos espadaúdos de quem exerce o poder nas escolas. Uma das nossas responsabilidades é cumprir a lei, mas a lei tem de ser clara. Convinha que não sentíssemos que andamos a fazer o trabalho sujo", diz Isabel Le Gué, porta-voz de um grupo de presidentes de escolas que contestam a avaliação. As palavras de Maria de Lurdes Rodrigues deixaram-na perplexa. "Estas questões são tão determinantes na carreira dos professores que não podem ser decididas por cada escola", reforça.
Ou seja, "não é justo para os professores umas escolas procederem de uma maneira e outras de outra", salienta Eduarda Carvalho, a presidente do Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares. Aliás, só o risco de não ser avaliado já é uma penalização enorme, uma vez que implica não progredir na carreira, lembra.
Na sua escola, tal como na Infanta Dona Maria e nas 212 - onde foi assumido que a entrega dos OI não é necessária -, não se tenciona punir nenhum professor por não entregá--los. Nestes casos, os conselhos executivos assumiram que os objectivos do projecto educativo da escola e do plano anual de actividades podem nortear a avaliação. Assim, só é necessário que os docentes façam a auto-avaliação no final do ano.
Por outro lado, as palavras da ministra só contribuíram para confundir mais os responsáveis que ainda estão à espera de respostas, como Fernando Mota, da secundária de Pombal. "Com que base jurídica é que vou penalizar os professores que não entregaram os OI? Se o ministério não é capaz de dar uma resposta clara relativamente a isso, não somos nós que vamos dar", diz.
Também Jorge Jerónimo, da secundária de D. Duarte, em Coimbra, onde só cinco docentes entregaram os OI, continua à espera de resposta à pergunta "o que é que acontece aos professores que não o fizeram?"
Isto bateu no fundo.
A verdade é só uma:
A ministra está completamente às aranhas e recorre agora a quem aumentou extraordinariamente há poucos meses na esperança de que esses seus apaniguados lhe resolvam o problema.
Perguntava-me um colega, ontem:
«Se eu estivesse a dar aulas na melhor escola pública do país (Coimbra) nada me acontecia porque o executivo já informou que não há nada na lei que possa ser usado contra quem não entregou objectivos.
Como estou numa das piores o que é que me vai acontecer?
E eu respondi:
Num país destes eu já espero tudo.
Até pena de prisão.
Espero que alguém me vá lá levar um maço de tabaco aos domingos...

Um jovem de 17 anos adormeceu enquanto tentava assaltar uma sapataria em Carregal do Sal acabando por ser apanhado pelo dono do estabelecimento que o obrigou a limpar a loja.
O rapaz terá partido o vidro e desarrumou todo o interior da loja acabando por adormecer no momento em que tentava encontrar valores.
O jovem de 17 anos foi surpreendido, já de manhã, com a presença do dono da loja e vários populares. O rapaz não foi detido sendo apenas identificado e obrigado à limpeza total do estabelecimento.
A GNR notificou a Comissão de Protecção de Menores de Carregal do Sal.
Seia tem um parque no centro da cidade.
Onde as pessoas que nos visitam em excursões e trazem pique-niques podem desfrutar de belas sombras.
No último domingo o parque estava cheio à hora de almoço.
Não é exactamente este o turismo que nos interessa mais, mas não podemos fechar as portas a quem nos visita, mesmo que não deixe cá grande coisa, para além do lixo.
Mas não é necessário virem para Seia carregados com comida.
Para além do restaurante do Hotel Camelo existe um outro restaurante bem no centro da cidade - o Central.
Perto, a menos de 200 metros, o Borges, o Farol, a Petisqueira. Perto da Casa das artes, na praça da República, a pastelaria Ze Manel e mais 2 restaurantes regionais.
Existem também cafés e pastelarias perto do parque, no edificio Europa e na avenida 1º de Maio - a avenida principal de Seia.
E refeiçoes rápidas no Tutti Frutti, mas está fechado ao domingo.


Seia é a principal porta de entrada para a Serra da Estrela para quem vem do Norte e Centro do país.
De excursão ou de meio de transporte próprio são todos bem-vindos!
O sr Dr Alcides Henriques é useiro em tecer considerações sobre a Assembleia Municipal de Seia, nos seus habituais escritos no PE, e quase sempre na perspectiva de que os deputados pouco ou nada fazem e pouco ou nada discutem.
Está no seu direito. A opinião ainda é livre.
Mas quando se opina com base em "factos" é do mais elementar bom senso que se apure a verdade desses factos.
E, neste caso, infelizmente o sr Dr Alcides Henriques mostrou que não sabe do que fala.
E nem podia saber.
Simplesmente porque em quase 4 anos de mandato, sem ter faltado a uma única sessão, não me lembro de alguma vez ter visto o sr dr Alcides Henriques em qualquer uma delas.
Seguramente na última não esteve.
Se estivesse, não teria escrito o que escreveu com aquela forma aligeirada que usa quando se refere àquele Órgão cujos trabalhos, pelos vistos, lhe passam perfeitamente ao lado.
As suas considerações na última edição do PE surpreendem por se encontrarem fundadas numa clara falta à verdade.
Ao dizer que «Uma vez que os 59 elementos daquele Órgão que representa, no papel, os cerca de 30 mil habitantes do Concelho, nenhum apresentou sugestões, alterações ou fez a mínima referência a tão importante instrumento da vida social do Município», o dr Alcides Henriques prestou um péssimo serviço à comunidade e a este jornal. Porque mentiu.
Por ignorância - é certo - mas mentiu.
E mentiu porque eu próprio questionei o executivo sobre as alterações que se previam ao sentido do trânsito no futuro próximo. Embora a isso não obrigado estatutariamente, o Dr Carlos Filipe Camelo teve a gentileza de responder de imediato dizendo que para já não se previam alterações, mas que a CM estava atenta a possíveis modificações ao sentido do trânsito que se fossem apresentando como necessárias.
E, em resposta, declarei que não concordava com o sentido do trânsito na zona histórica, porquanto ele está errado na Rua Dr Simões Pereira, e expliquei porquê - porque basta que um automóvel vindo da Serra ou da Arrifana ou da Rua do Funchal pretenda virar à esquerda no sentido descendente, junto da Casa das Artes, para fazer parar o trânsito e as dezenas de veículos que se encontram atrás de si. Isso acontece diariamente mas é por demais evidente nos fins de semana no regresso da Serra. Os engarrafamentos monumentais verificados no trânsito de regresso da Serra (cheguei a demorar 2,5 horas do Sabugueiro a Seia a 30 de Novembro) têm toda a sua origem e causa na Praça da República em Seia.
Tenho esse facto documentado em dezenas de fotografias e filmes que publiquei no meu blog há meses. E pode rever-se aqui.
Essa evidência foi reconhecida pelo sr Presidente da Câmara, na última AM.
Daí a necessidade - por todos sentida - de uma nova variante que descongestione a Praça da República.
Tudo isso foi discutido na última AM.
E só estamos todos de acordo porque se trata de uma verdade simples e insofismável.
Mas também referi que o semáforo colocado junto à nova igreja mais não faz do que provocar filas intermináveis à hora de ponta. Nada resolve e tudo complica, solicitando que o timing e o próprio sistema de abertura do sinal fosse revisto.
O executivo tomou devida nota dessa recomendação.
Que o sr Dr Alcides Henriques não saiba o que se passa em Seia e na AM é desculpável.
Agora: que teça considerações aligeiradas baseadas nesse profundo e consolidado desconhecimento, sem sequer se preocupar em saber o que se passou, é que é imperdoável para quem se arroga o direito de escrever sobre a nossa Terra.
Solicita-se que, de futuro, o jornalista do PE - que tem estado sempre presente nas AMs - informe o sr Dr Alcides Henriques do que se vai passando nessas mesmas sessões, a fim de poupar este ilustre causídico senense a estas incómodas situações.
Ou seja: de preservar o dr Alcides Henriques de si próprio.
Luis Caetano , o candidato à Câmara de Seia pelo PSD, fala do que o motiva nesta contenda eleitoral e faz o ponto da situação dos trabalhos da pré-campanha.
Joaquim Pimentel explica o que aconteceu com a Junta de Torroselo e reage às acusações que lhe foram feitas publicamente.
Sempre à hora certa, mas só até às 13 horas de hoje.
Rádio Serra da Estrela - 87,6 Mhz
Temos um primeiro ministro que é "engenheiro" sem ter posto os pés numa faculdade decente e até o administrador da CGD, Faria de Oliveira, é engenheiro.
Percebe-se perfeitamente. É preciso muita engenharia capo-financeira
para se conseguir tirar milhões do bolso dos portugueses que não têm acesso ao crédito, e dá-lo literalmente aos Finos desta vida para o perderem à vontade na especulação bolsista.
Para quê perder tempo com outras áreas do Saber?
Engenharia é o que está a dar.
Aguardo convite para administrador do novo banco luso-angolano. Mas sem lá pôr os pés, claro. Mando para lá o Armando Vara e faço a gestão da coisa a partir da Villa Galé.
Atente-se no desabafo do jovem.
Ele caracteriza fielmente a actuação das forças policiais e do ministro Rui Pereira. Descontando algum exagero, é isto, de facto, o que se passa.
A não perder...
Luis Filipe Vieira acusado de pagar a Carolina para esta tramar Pinto da Costa...
O investimento será menor, mas o campo maior. 18 buracos. Algo como o que se vê aqui.
Pelo menos estes 10 mil.
Os outros 130 mil claudicaram, pelos vistos...
Aqui temos mais uma prova da manobra que anda a ser perpetrada contra Seia, pela comunicação social televisiva há mais de uma década.
A repórter dá a entender que só se consegue chegar até aos Piornos. Naturalmente, vindo da Covilhã.
Mas acontece que também se pode entrar na Serra da Estrela por Seia que é, aliás, a melhor entrada.
Mas nenhum jornalista fala nisso.
Seia baixou os braços e deixou perder tudo para a Covilhã.
Quando se fala da Serra, fala-se apenas na Covilhã e, quando muito, em Manteigas.
Mais recentemente, a estratégia - bastante inteligente, aliás - de Gouveia foi associar-se ao símbolo da estrela, para desse modo recolher a visibilidade associada.
Mas Seia continua a ser a principal Porta de entrada para a Serra da Estrela.
É no seu concelho que mais neva e é no seu concelho que se encontram as únicas pistas de ski de Portugal.
A quem interessa ignorar Seia completamente quando Seia é, afinal, a Terra da neve?
As negociatas Finas que a CGD faz com amigos... e com o nosso dinheiro.
O tradutor (mas tradutor para quê, se o Magalhães é totalmente português?...) é emigrante e foi viver para França quando tinha 10 anos e... só tem a 4ª classe!!!!
Maravilhoso!
Só em Portogallo!
E eu apoio.
Mas Cavaco está noutra...
O procurador não entende porque é que em 4 anos nada (ou quase nada) se fez relativamente ao caso Freeport.
Nem eu.
Nem ninguém, excepto... TODA A GENTE neste magnífico Portogallo!
Torres Couto explica finalmente o que são os partidos e os sindicatos.
São poucos segundos que dizem tudo.
Tal como 90% das coisas que este governo inventa... a lei das rendas serviu para zero.
Pois claro.
Se há uma palhaçada maior do que o Freeport... é esta!
Enquanto Cavaco estiver refém de Dias Loureiro... para nada, pelos vistos...
Claro que não tem nem sombras da importância do bota de ouro, mas... faz o que pode.
Sem comentários. Basta ver.
O que fez o Ministério Público em 4 anos???
É preciso saber...
«Eu não gosto de ser tomado por parvo!», diz Pacheco Pereira.
Pois é exactamente isso que Sócras-te faz a todos os portugueses.
O problema é que 99,9% deles não dá conta...
«Jamais esperaria que o 1º ministro fizesse uma declaração que equivale às de Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Isaltino Morais»... diz Lobo Xavier!
Pois é... mas equivalem mesmo!
Porque a matéria em presença é rigorosamente a mesma.
O melhor de tudo é os alunos tugas a lamentarem-se que tenha que se pagar...
«A pagar, não! Se não se pagasse... claro!»
E as moças: «é um bocadinho anti-pedagógico!...»
Acham mesmo, meninas??
Náááá!!!!
O cromo do repórter iluiminado diz, no fim da peça, que afinal aquilo não serve de nada porque o site não pode fazer os exames.
É que é bruto!
Se os alunos já levam altas médias com trabalhos feitos por outrem, depois nos exames precisam de muito menos classificação para passarem ou fazerem a disciplina.
Daaaah, reporterzinho tuga!
A casa onde se perpetrou o assassinato continua por selar. Provas espalhadas pelo chão.
A repórter da Sic andou por lá pelo meio da casa a verificar o espectáculo do sangue do presidente... tudo!
O Procurador Geral da República Guineense está nas calmas.
Deve estar à espera do Gonçalo Amaral...
O que se passa com as suspeitas - muitas delas são bem mais que suspeitas - inviabiliza qualquer tipo de respeito internacional por este arremedo de país.
Pinto Monteiro tem tudo na mão. Menos quem trabalhe.
Pinto Monteiro tem que decidir se parte a loiça ou se se demite.
Cavaco nada faz. Quer deixar arrastar este pântano até às eleições.
Estratégia previsível.
Já Cenourinha o não fez: na primeira oportunidade demitiu Santana Lopes porque dormiu uma sesta e foi à discoteca à noite em vez de estar num jantar oficial da treta.
Recordo, no entanto, que Santana Lopes não esteve envolvido em:
2 escândalos (até ver) de corrupção de milhões
Falsificações de documentos e de assinaturas
Sociedades com criminosos
Ilegalidades de milhões para beneficiar terceiros.
Isto é um pouco diferente de uma sesta e uma discoteca.
Mas, em Portogallo, é mais grave a sesta e a discoteca do que a envolvência em máfias e polvos com ramificações inimagináveis.
Até quando?
*ALTERAÇÃO DOS VÍNCULOS PROFISSIONAIS*
Parece que vêm aí novidades que vão deixar toda a gente em estado de choque.
Entre as muitas novidades uma delas é que chegou às escolas nova legislação, contemplada no Novo Código de Trabalho, que determina que todos os professores e demais funcionários públicos vão perder o vínculo aos seus organismos e passam ao estatuto de «contratados por tempo indeterminado».
Neste decreto, só ficam de fora os funcionários públicos ligados à Segurança.
Pudera!!!
Quem é que tem as armas???
Também vamos deixar de ter A.D.S.E. e passamos a pertencer à Segurança Social*.
*A legislação para atestados médicos também está alterada e a quem faltar,
é-lhe descontado por inteiro os 3 primeiros dias e nos seguintes é-lhe
aplicada uma taxa de 30%, não sabemos se reembolsável*.
*A data é de Janeiro deste ano e já chegou às escolas*.
Andamos demasiado preocupados com a avaliação, que nos mereceu e merece a nossa melhor atenção, mas não nos centramos em coisas de maior interesse, já que toda esta alteração do nosso estatuto é bem mais profunda que a avaliação.
Para esclarecer consequências da não entrega de objectivos individuais
Ministra da Educação chamada ao Parlamento.
A Ministra da Educação vai ter de prestar explicações na Comissão de Educação e Ciência (CEC) da Assembleia da República sobre as consequências para os professores da não entrega dos objectivos individuais, no âmbito da avaliação de desempenho.
O PSD propôs hoje à comissão que Maria de Lurdes Rodrigues seja chamada e já fez saber que se o PS inviabilizar esse pedido a presença da ministra será imposta, através do agendamento potestativo. Terça-feira a CEC volta a reunir e nessa altura saber-se-á qual a posição do PS.
O anúncio, feito pelo deputado do PSD Pedro Duarte, surgiu durante a audição na CEC de representantes de movimentos independentes de professores e de 212 presidentes de conselhos executivos, que apelaram a uma clarificação por parte do Governo. 'Neste momento está instalada a arbitrariedade nas escolas', denunciou Octávio Gonçalves, do movimento Promova.
A 17 de Fevereiro, a CEC deliberou, por unanimidade, questionar por escrito a ministra sobre as consequências legais e disciplinares da não entrega dos objectivos, mas até ontem a resposta não tinha chegado. António José Seguro, presidente da CEC, explicou que 'o prazo regimental é de 30 dias' com Pedro Duarte a considerar a demora 'inaceitável num Estado de Direito Democrático'. 'Devia responder em duas horas. Ou a ministra não sabe a resposta ou sabe e não diz para manter a ameaça no ar', disse o deputado social-democrata, considerando que 'está instalado nas escolas um clima de pântano em que não se sabe a regras do jogo'. Duarte revelou que 'nestes quatro anos nunca o PSD teve uma reunião com o Ministério da Educação', considerando que 'seria positivo haver consensos em matérias que mexem com a vida de muita gente como o Estatuto da Carreira Docente': 'Se o PSD ganhar as eleições terá de alterar o estatuto e depois vem o PS e muda outra vez, uma matéria não pode andar ao sabor da alternância política'.
Contactado pelo CM, Rui Nunes, assessor do Ministério da Educação, garantiu que a pergunta 'será respondida dentro do prazo'.
Recorde-se que dia 3 de Fevereiro Lurdes Rodrigues esteve na CEC mas escusou-se sempre a responder aos deputados e aos jornalistas sobre as consequências da não entrega dos objectivos, afirmando apenas que 'as consequências estão estabelecidas nos decretos-lei e decretos-regulamentares'.
Para Isabel Legué, presidente do conselho executivo da Escola Rainha Dona Amélia, em Lisboa, 'quando a lei é clara não temos dúvidas mas as ambiguidades e omissões desta dão azo a todo o tipo de aplicações diferentes'.
Os movimentos de professores (APEDE, MUP e Promova) apelaram ainda aos deputados para apresentarem ao Tribunal Constitucional um pedido de fiscalização abstracta e sucessiva da constitucionalidade dos decretos que regulam a avaliação de desempenho, mas nenhum dos partidos se comprometeu nesse sentido. Ricardo Silva (APEDE) pediu ainda para o Governo esclarecer o que sucede a quem não entrega a ficha de auto-avaliação, fase posterior do processo. 'Eu e outros colegas estamos dispostos a resistir até ao limite. Já me congelaram três anos e estou disposto a perder mais dois mas quero saber se posso ser despedido por não fazer a auto-avaliação', disse.
O deputado do PS Luís Fagundes Duarte admitiu que há problemas com o modelo de avaliação. 'Embora seja deputado do PS não sou cego. Não é preciso ser muito inteligente para perceber que alguma coisa não está a correr bem', disse.
A acreditar nos mentideros, a Misão Impossível 2009 acabou por sobrar para Luis Caetano.
Nunca acreditei na hipótese Patrocínio, nem na de Horacinho Prata nem mesmo na de Albano Figueiredo. Esses só iriam para ganhar, ou para perder por poucos.
Acredito nesta penúltima hipótese por ser benévola e desinteressada.
Quem o conhece sabe que o Luis não recusaria ajudar o partido, apesar de não haver partido há 3 anos em Seia.
Luis Caetano, para além de amigo do seu amigo, é uma pessoa séria e honesta.
Depois de todas as reviravoltas que esta inacreditável comissão política adormecida deu num processo que se pautou pelo seu permanente alheamento de tudo, parece que ainda foi preciso alguém do exterior dar uma ajuda para se lembrarem de avançar para o Luis.
Assim sendo agora só faltam mais 350 pessoas para as 31 listas.
Agora: vamos ver quem é que vai desbravar mato, porque o Luis não tem vida, nem tempo, nem feitio para isso.
Voltamos, portanto, à estaca zero.
Um bom candidato, que sempre esteve disponível e foi, por isso, insultado pela miopia desta inacreditável Comissão Política (e que nesta fase seria o último possível), e zero pessoas para trabalhar.
Tudo se encaminha conforme o previsto. Só falta o presidentezinho ir em segundo lugar...
O resto já está tudo previsto.
Até o resultado final.
Dentro de 20 anos as reformas dos portugueses corresponderão a pouco mais do que 50% do último vencimento.
Dados da OCDE (da verdadeira).
Somos, de facto, o melhor povo do mundo. Aquele que todos os tiranos adorariam dominar, porque aguentamos as maiores vilanias sem sequer nos queixarmos.
Depois de termos atingido o 1º lugar no ranking da iliteracia, da falta de protecção social e na Saúde, da pobreza e da carga fiscal sobre o povo mais pobre da Europa civilizada, vem agora mais esta prenda para animar os nossos dias e iluminar a nossa perspectiva de futuro.
Como é que era a canção?
"Heróis do mar, nobre poooovo..."
Não era?
Só nos primeiros 2 meses deste ano entraram na Segurança Social mais pedidos para suspensão temporária de trabalho do que durante todo o ano de 2008.
78 empresas e 4000 trabalhadores afectados.
E estes números são do ministro...
96% das crianças de 5 anos já frequentam a pré-escola. Sócrates promete aquilo que já existe
José Sócrates prometeu, no domingo, no final do congresso do PS, estender a obrigatoriedade da frequência da pré-escola a todas as crianças de 5 anos de idade.
Os dados da Inspecção Geral da Educação (2007/08) indicam que 96% das crianças de 5 anos de idade já frequentam o jardim-de-infância. Apenas 4% das crianças de 5 anos ficam de fora da pré-escola.
Onde existem problemas de acesso é no atendimento das crianças de 3 anos de idade e nas creches. 23% das crianças de 3 anos ficam de fora porque a prioridade vai para as crianças de 4 e 5 anos de idade. E as creches só dão cobertura a 35% das crianças com idades compreendidas entre os 3 meses e os 3 anos de idade.
Portugal tem, actualmente, uma das taxas mais elevadas de frequência da pré-escola, nos 4 e 5 anos de idade, de toda a União Europeia. Há, no entanto, dificuldade no acesso às creches (3 meses aos 3 anos de idade). Embora o primeiro-ministro tenha lançado um programa para apoiar a construção de creches, a cargo de instituições de solidariedade social, com financiamento estatal de 50%, pouco ainda foi realizado.
www.profblog.org/2009/03/96-das-criancas-de-5-anos-ja-frequentam.html
"A directora regional de Educação do Norte tornou-se conhecida por ter instaurado (a um professor) um processo disciplinar de contornos políticos.
Não contente com isso, que já é demais em qualquer país decente, avisou que coleccionava jornais e blogues que a criticassem, certamente para perseguir os seus autores.
Pode bem fazê-lo: circulam pela net algumas das suas maiores pérolas ortográficas e sintácticas, de bradar aos céus.
Por menos do que isso pode negar-se emprego a muita gente.
O problema é que esses erros graves de Português em documentos oficiais são dados por uma responsável do Ministério da Educação. Que confiança podemos ter num Ministério que mantém no seu posto uma chefe de serviços que atropela a Língua Portuguesa em documentos que levam o seu selo? Nenhuma."
Francisco José Viegas, escritor no CM
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentid=6E7B128B-9148-4344-99F3-750D62BAAED2
E MAIS ESTA:
"Agora que o ME divulgou novos programas de Português preconizando que, no final do Ensino Básico, os alunos devem ser capazes de produzir "textos coesos e coerentes" e "correctos em português padrão", o caso da DREN continua a ser exemplar do "português padrão" em uso no ME e do nível de exigência do Ministério em relação à avaliação das "competências" dos seus altos (ou baixos, sei lá) funcionários.
Depois do histórico ofício sobre os "Magalhães", a directora de Educação do Norte (que é suposto ter concluído o Básico) escreve agora, em novo ofício, coisas "coesas e coerentes" como:
"Sendo certo que muitos docentes não se aceitam o uso dos alunos nesta atitude inaceitável";
ou:
"a sua [da escola] missão de processos de socialização";
ou:
"razão central porque",
e por aí fora....
Pelos vistos, as palavras e a gramática insistem em não respeitar a autoridade da senhora directora e, folionas (o ofício é, apropriadamente, sobre o Carnaval), fazem dela gato-sapato e escrevem-se como muito bem lhes apetece.
Eu já lhes teria posto, como ao outro da piada sobre a licenciatura, um processo disciplinar."
Manuel António Pina no J.N.

Hospital da Guarda com redução de “stocks”
Falta de sangue em Unidade Local confirma problema da Região Centro
A Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda debateu-se, na semana passada, com um problema de falta de sangue. Contudo, Adelaide Campos, directora clínica da ULS, assegura que este «não é um problema do Hospital da Guarda», mas sim «da zona Centro, sendo que não deixámos de ter os "stocks" mínimos de todos os tipos de dadores».
Assim, a responsável garante que «nunca houve rupturas», tendo-se verificado em concreto uma «baixa do nível de "stocks" a que estamos habituados», em especial de «dador universal». De resto, a médica admite que «convém reforçar» as quantidades existentes, que esta semana já terão sido repostas.
Nesse sentido, Adelaide Campos alerta os cidadãos da Guarda para que «dêem sempre sangue, hoje pelos outros e amanhã poderá ser pelos próprios», acrescenta.
No seu site, o Instituto Português do Sangue apela às dádivas, relembrando que o sangue existente nos serviços hospitalares depende diariamente de todos os que decidem dar sangue, de forma benévola e regular, partilhando um pouco da sua saúde com quem a perdeu.
Todos os dias existem doentes com anemia, outros que vão ser submetidos a cirurgias, alguns com hemorragias e muitos outros que necessitam de fazer tratamento com componentes sanguíneos. Entretanto, o serviço do Hospital Sousa Martins já solicitou o apoio das Juntas de Freguesia do distrito para divulgarem a necessidade urgente de dadores de sangue.
Este Engenheiro Sócrates não pára de me surpreender.
Quando eu penso que ele já não pode atirar mais areia para os olhos do tuga, eis que todos os anteriores limites inferiores da decência são ultrapassados.
No tempo de António Ferro havia o Secretariado de Propaganda Nacional.
Mas a coisa era algo subtil. Nada que se compare a isto.
Pelo menos, nessa altura, as coisas chamavam-se pelos nomes.
E não se insultava assim o povo. Pintavam-se as coisas um pouco...
Agora... isto? Mas que país é que esta gente pensa que está a vender ao povo?
Portugal é precisamente o contrário do que este video propagandístico pretende mostrar.
E o povo bem o sente na pele todos os dias.
Eu acho que insultos destes à inteligência do povo vão pagar-se caro...
'Hackers' entraram nos computadores da PGR
"Foram vários dias de bombardeamanento." Foi desta forma que um procurador do DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal) descreveu ao DN o ataque informático de que o departamento foi alvo. Segundo um primeiro relatório de um grupo de peritos, o principal alvo foram "as passwords de acesso do procurador Pais de Faria a uma caixa de correio electrónico segura" por onde são enviados documentos confidenciais. Pais de Faria, recorde-se, é um dos magistrados à frente do caso Freeport.
De acordo com a mesma fonte, só ao fim de alguns dias é que os procuradores detectaram sinais de que estariam a ser alvo de um ataque informático. "Os computadores começaram a dar sinais de mau funcionamento e foi chamada uma equipa de peritos", contou o interlocutor do DN. O sistema informático acabou por ser desligado e os peritos concluíram que "a forma como foi desencadeada a operação revela que por detrás da mesma está um grupo de pessoas bem preparadas", disse a fonte do DN. O rasto, entretanto, levou ao computador de Pais de Faria que, juntamente com Vítor Magalhães, investiga o Freeport. "O facto é que chegaram a entrar, mas tudo já foi reconfigurado." Uma das hipóteses equacionadas passa por colocar os procuradores com processos mais complexos a trabalharem offline, isto é, tudo o que seja informação confidencial e sensível deixará de estar em computadores ligados à rede da PGR.
A notícia foi avançada, ontem, pelo jornal Sol, mas um especialista informático ouvido pelo DN duvida das reais motivações do alegado autor do ataque: "A lógica de um vírus é a reprodução. Normalmente, passam de email para email indiscriminadamente. Só que acabam barrados pelas firewalls e pelos programas antivírus".
Para este especialista, se há um ataque cirúrgico a um computador ligado em rede, há que considerar a hipótese de inside job, isto é, alguém internamente ter despoletado o vírus.
Até porque a lógica de um trojan é abrir uma porta de um computador para um acesso remoto. Porém, uma variante deste vírus tem incorporado um progama chamado de keylooger que grava todas as operações efectuadas pelo utilizador. Um pouco à semelhança do que acontece com o chamado phishing, uma forma de atacar utilizadores caseiros, "roubando--lhes" códigos de acesso aos serviços de homebankink. Em declarações ao DN, João Palma, secretário-geral do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) afirmou que "actualmente, os magistrados não têm confiança nos sistemas informáticos". "Há uma percepção generalizada que os meios não são invioláveis", adiantou ainda João Palma.|
Guiné Bissau debaixo de fogo.
Segundo a France Presse, o Presidente Nino Vieira acaba de ser assassinado na sequência de um ataque perpetrado contra a sua residência.
O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas foi igualmente assassinado num ataque à bomba.
A coisa não está fácil...
1 - Presidente da Junta de Pousafoles (Sabugal) acusado de se apropriar de dinheiros públicos, ao retirar dos cofres da junta montantes para despesas de representação às quais não tem direito.
2 - Presidente da junta da Marialva condenado a pagar 5000 euros de indemnização ao Presidente da Assembleia Municipal da Mêda
3 - Júlio Santos, ex-presidente da câmara de Celorico, viu a sua pena agravada, na Relação, de 5 anos e 10 meses para 6 anos e meio.
... e isto só no último mês e no distrito da Guarda...
Droga: Relatório americano põe Portugal como porta de entrada na Europa
América admite PCC em Portugal
As autoridades brasileiras notaram um crescente envolvimento nos narcóticos e contrabando de armas pelo PCC de São Paulo e CV do Rio de Janeiro. Estes gangs organizados de criminosos têm uma presença internacional crescente em países como a Bolívia, Paraguai e possivelmente Portugal'.
O relatório do Departamento de Estado americano sobre tráfico de drogas confirma assim as suspeitas das autoridades portuguesas sobre o funcionamento de um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) – grupo de criminosos que nasceu nas prisões de São Paulo – em Portugal.
Tal como o CM tem vindo a noticiar, há vários meses que a PJ investiga uma ramificação do PCC em Portugal, sob a designação de PCP – Primeiro Comando de Portugal – com especial incidência na Margem Sul do Tejo.
A detenção do brasileiro Edivaldo Rodrigues, membro do PCP e suspeito do homicídio de um ourives de Setúbal em 2008, é um dos casos que liga o grupo a actividades criminosas em Portugal.
PORTA DA DROGA
O relatório do Departamento de Estado (International Narcotics Control Strategy Report 2009) diz que 'Portugal é um ponto de entrada para os narcóticos em trânsito para a Europa e os oficias do Governo português indicam que a maioria do dinheiro lavado em Portugal está relacionado com drogas. Câmbios de moeda, transferências bancárias e compras de imobiliário são usados para lavar dinheiro criminoso'.in CM
(a comentar em breve)

Este é um novo site com as capas dos jornais do dia.
É só subscrever e recebe-se um resumo diário de imprensa logo pela manhã, para ficar a par da actualidade.
É gratuito.
Antigamente eu tinha que andar a clicar nos jornais todos. Agora é sempre a andar. E ainda por cima dizem que dão prémios...
Mas não foi por isso que subscrevi o serviço.
O site é Jornais e Revistas.
Pode subscrever o resumo no topo da página com rss automáticos, notíciarios das rádios e TVs.
O melhor espectáculo que eu vi no Cine Teatro da Casa da Cultura de Seia desde sempre.
Um guitarrista genuíno, com o blues a correr-lhe nas veias, sem artefactos nem pedaleiras. Um clássico Twin Reverb e um Marshall fazem o som necessário. Uma voz com muito dos harmónicos de Otis Redding, mas não só: um baixista que é uma verdadeira pauta, um baterista irrepreensível com um som imbatível, um teclista discreto mas extraordináriamente eficaz (a fazer lembrar Richard Tee), um som de orgão electrónico a imitar perfeitamente um Hammond A (embora Roland, pois claro!) e uma autêntica Leslie em palco!
Há quantos anos não se ouvia nada assim!
O Festival já não precisa de mais nada.
Está perfeitamente justificado, este ano.