fevereiro 27, 2009

FENPROF interpõe primeira providência cautelar

FENPROF interpõe primeira providência cautelar
referente à avaliação do desempenho


A FENPROF, através do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa,
entrega esta sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, pelas 11.00 horas, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa,
a primeira Providência Cautelar referente à avaliação de desempenho.

Com esta iniciativa junto dos Tribunais pretende-se parar com as orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) tem vindo a dar aos órgãos de gestão das escolas e agrupamentos.

Depois de diversos mails que fez chegar aos conselhos executivos, a DGRHE/ME, com o seu texto de 9 de Fevereiro (que, abusivamente, também enviou para os endereços electrónicos da generalidade dos professores e educadores), depois de reconhecer que a apresentação de uma proposta de objectivos individuais (OI) pelos docentes é uma "possibilidade" que lhes é oferecida, vem, a seguir, afirmar que, "no limite", a não entrega inviabiliza a sua avaliação. Já antes, no mesmo texto, informa os presidentes dos conselhos executivos de que, em caso de não apresentação de OI, deverão notificar os docentes do incumprimento, bem como das suas consequências.
O que a DGRHE/ME nunca refere, nesta sua nota intimidatória, é qual o designado "limite", qual o fundamento legal para a eventual inviabilização da avaliação e quais as consequências e em que quadro legal se encontram previstas.
Ou seja, a DGRHE/ME empurra as escolas e os presidentes dos conselhos executivos para a prática de actos ilegais, enviando-lhes orientações que não clarifica nem fundamenta legalmente. É esta a razão por que os diversos Sindicatos da FENPROF avançarão com estas Providências Cautelares (sexta-feira em Lisboa, posteriormente, nas diversas regiões do país) e com os processos administrativos subsequentes.


O Secretariado Nacional da FENPROF
26/02/2009

Publicado por JoaoTilly em 08:23 AM

Ris de quê, ó Manel???


Com a confiança dos portugueses ao nível mais baixo dos últimos 22 anos, como se pode ter vontade de rir?

Pelos vistos a vida, a Manel Pinho, não corre tão mal como para a esmagadora maioria dos portugueses...

Há 8 meses anunciou que a crise tinha acabado e só não se sabia a dimensão da retoma.
Ela aí está.
A retoma.

Sim, senhor!
Isto é que é sentido de humor!

Parabéns!









Publicado por JoaoTilly em 07:54 AM

Seguem 2 queixas contra o presidente em título da CP do PSD de Seia

O presidente em exercício foi notificado com carta registada e aviso de recepção no dia 6 do corrente, para que me fosse enviada cópia da acta da reunião em que a Comissão Política deliberou no sentido da retirada de confiança política à minha pessoa.
Até hoje nada recebi.

A CP do PSD é composta de 11 pessoas e a mesa da Assembleia por mais 3.

Um acto destes tem que ter sido discutido pela CP com efectivo quórum. No PSD não há secretariado. Há comissão política apenas. Composta de 11 pessoas.

É preciso saber:
Qual foi a data e hora da reunião em que tal deliberação foi tomada.
Quem esteve presente.
Que documentos alegadamente da minha autoria se discutiram.
Em que sentido se produziram as várias intervenções.
Quem se pronunciou sobre esses documentos.
Qual foi o resultado da votação final.



O PSD não é uma quinta do seu presidente em exercício.
Completando-se um mês sobre a data da recepção da minha carta sem que ela obtenha resposta, segue a competente queixa para o Conselho de Jurisdição Distrital do PSD.


Entretanto de imediato seguirá outra queixa referente ao não cumprimento do dever de reunir a Assembleia de Secção, reunião essa que estatutariamente deve ocorrer pelo menos uma vez por trimestre (artº 51 dos Estatutos).


Compete à Assembleia de Secção (artº 50):
a) Analisar a situação político-partidária e aprovar a estratégia política a desenvolver na Secção à luz dos princípios definidos nos órgãos de escalão superior.
b)Apreciar a actuação da comissão política de Secção e dos núcleos
c) ...
d) Aprovar o orçamento e as contas anuais do partido a nível da Secção
e)...
f) Dar parecer sobre as candidaturas aos órgãos das Autarquias Locais e aprovar o programa eleitoral sob proposta da Comissão Política.


Nada disto tem sido feito e é obrigatório que se faça.
Os militantes não estão a par de coisa nenhuma do que se passa na secção, nomeadamente daqueles 4 pontos fundamentais na actual situação política.


Pergunto: PORQUÊ?

Publicado por JoaoTilly em 03:21 AM

fevereiro 26, 2009

De bestial a besta... em menos de um fósforo

Num ápice, porque o tribunal penhorou o recheio da Junta de Torroselo, toda a gente escarnece e condena Pimentel.
Mas eu tive a oportunidade de relembrar a AM de Seia que Pimentel não roubou nada para si.

A Junta, se deve, tem que pagar.
Mas não se trata de bens pessoais aqueles que estão em dívida como acontece noutras freguesias até do nosso distrito.

Trata-se da cobertura de um pavilhão do qual todo o povo usufrui.


É bom ter isso em conta antes de condenar liminarmente a pessoa.

Publicado por JoaoTilly em 09:42 PM

É muita cobardia política...

As mentes iluminadas da CP do PSD de Seia não tiveram coragem de comparecer hoje na Assembleia Municipal para ouvir as verdades que doem mais do que balas.
Enviam cartas e escondem-se com medo da expectável resposta.
Nenhum dos dois miopes estrategas-zero do novo inexistente PSD de Seia teve a coragem de dar o corpo às balas e enfrentar-me ao vivo: nem o presidente em título, que nada faz, nem o seu ajudante.
Era de esperar...

Pois as verdades - e não todas - foram ditas.
O presidente-zero foi chamado de zero politico e expliquei porquê.

Se lhe restar um laivo de vergonha virá a terreno contrapor-me e explicar porque é que em 3 anos nada fez pelo PSD de Seia.
Se for intelectualmente honesto, virá pedir desculpas a Eduardo Brito por o ter acusado de fazer pouco quando ele, afinal, faz NADA.


Sabemos que nada disso acontecerá.
O PSD de Seia está entregue a um incapaz político.
E a gente politicamente ignorante e desqualificada.
Gente que se envergonha, politicamente, de cada vez que abre a boca e naturalmente envergonha o partido que representa.


Mas pior:
Gente politicamente desonesta que "ataca" e foge a coberto de um "partido" de 24 almas, sem nenhuma representatividade no terreno.
Gente que bem sabe que o PSD Real - o dos 5000 eleitores - lhes virou as costas há muito.
Gente politicamente descategorizada que há muito deveria estar arredada de um grande Partido como o PSD.


E gente politicamente muito estúpida, ao decidirem meter-se publicamente comigo...

Publicado por JoaoTilly em 08:00 PM

fevereiro 25, 2009

Uma vez que os jornais de Seia não dão as notícias de Seia...
temos que as ler nos jornais da Guarda.

Brito preocupado com penhora do recheio da Junta de Torroselo

O presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito, mostrou-se esta semana preocupado por o recheio do edifício da Junta de Freguesia de Torroselo ter sido confiscado pelo Tribunal no âmbito de um processo judicial por alegadas dívidas. O Tribunal de Seia, apreendeu, na semana passada, todos os bens que se encontravam no interior da sede da Junta de Freguesia, que ficou completamente vazia, contou hoje à Lusa Alexandre Cunha, eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Torroselo. As pessoas que assistiram a tudo contam que a única coisa que lá ficou foram uns papéis no chão, explicou Alexandre Cunha, dando conta que das instalações foi retirado o mobiliário e os computadores.
Confrontado com a situação, o presidente da Câmara de Seia, Eduardo Brito (PS) disse à Lusa que ficou preocupado e que foi apanhado de surpresa. Estou muito preocupado e estou a procurar ver onde é que é possível ajudar a Junta de Freguesia a ultrapassar a situação, disse. Como o presidente da Junta de Torroselo, Joaquim Pimentel, eleito como independente, se encontra no Brasil, o autarca adiantou que espera pelo seu regresso do Brasil para saber o que se passou e ver o que poderei fazer para ajudar.
A concelhia da CDU de Seia já emitiu um comunicado onde refere que não ficou surpreendida com o episódio porque há cerca de 6 meses alertou publicamente para a gestão da Junta de Freguesia e alertava a população para a falta de cumprimento das leis no funcionamento dos órgãos da autarquia, e da acção antidemocrática do presidente da Junta. Acrescenta que o povo de Torroselo sofreu um choque ao assistir ao esvaziamento da sede da Junta de Freguesia do mobiliário e equipamento, o que constitui uma situação muito grave que só acontece porque existe desde há muito tempo na autarquia uma gestão onde campeia a falta de rigor, o secretismo, a falta de verdade e os atropelos à democracia. As dívidas à empresa que construiu a cobertura do Pavilhão (casa do povo) e que deu origem à decisão judicial de levar o mobiliário da autarquia, não constam do relatório e contas apresentados pela Junta de Freguesia e aprovados na Assembleia de Freguesia, apenas com o voto contra da CDU, lê-se na mesma nota.
O eleito da CDU na Assembleia de Freguesia, Alexandre Cunha, disse à Lusa que em todas as Assembleias fazia perguntas ao senhor presidente da Junta se havia dívidas a pagar e ele sempre me disse que não. Segundo Alexandre Cunha, as dívidas que levaram o Tribunal a penhorar os bens da autarquia, no valor de 16.500 euros, não constam do relatório de actividades. Sinto-me frustrado e enganado porque sempre fiz essas perguntas e o senhor presidente sempre me disse que não havia dívidas, concluiu.
O eleito da CDU anunciou que vai propor a realização de uma reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia para esclarecer bem esta grave situação vivida em Torroselo. A Lusa tentou contactar o presidente da Junta mas não foi possível porque Joaquim Pimental encontra-se ausente do país.


in Terras da Beira
Esta e outras notícias de Seia e da região na RSE 87.6 Mhz à hora certa.

Publicado por JoaoTilly em 09:30 AM

Quatro números que mostram tudo

1 - 70 mil pessoas perderam o emprego em Janeiro deste ano. Números do IEFP.
70 mil famílias que entram em recessão.
Mais de 200 mil pessoas passam a viver em aflição. Para além do outro milhão e meio (455 mil desempregados) que já viviam.
Se o ritmo continua - e tudo indica que sim - antes das eleições este país entra em colapso total.

2 - 1300 processos para cada juiz nos tribunais tributários.
Quem consegue cobrar os 13 MIL milhões em causa? Ninguém.

3 - 609 cafés fechados em 2 meses. 1300 empregados perdem o emprego neste ramo.
Parece-me exagerado a número de cafés que existe.
Dá-me ideia que neste país quem não sabe fazer nada abre um café. Ou mete-se na política. E, se bem que o tuga adore passar horas por dia no café (e não na biblioteca) a verdade é que há demasiados cafés e demasiada falta de dinheiro para lá deixar. E agora?

4 - 60 casas assaltadas por dia em Portugal - 60.
Números conhecidos. Fora outros tantos, ou se calhar o dobro deles, em que os proprietários não fazem queixa por acharem ser inútil.

O que nos transporta para o problema da criminalidade. E da tentativa da sua ocultação.
Só há uma entidade a quem interessa ocultar o crime: é à classe política instalada, em cada momento, no poder.
A todos os demais essa ocultação é prejudicial.
Aqui em Seia os jornais não reflectem, há anos, a criminalidade existente.
Ignoram-na. O mesmo é dizer: escondem-na.
2 carrinhas roubadas, um carro roubado e atirado para um rio, um restaurante assaltado 4 vezes, uma tentativa de assalto numa ourivesaria e isto só no último mês...
Mas não se passa nada nos jornais de Seia.
Nada, com a dimensão que de facto, tem.
Isso é um péssimo serviço prestado aos cidadãos. Ocultar o crime é ajudar à sua proliferação.

Recordo os episódios repetidos passados há meses de roubos por esticão, na rua do Funchal, todos cuidadosamente silenciados, e em que foi preciso assaltarem a mãe do director de um jornal para que uma pequena referência se fizesse nesse jornal.
Caricato e ridículo.

Queixas?
Nenhumas.
«Era um cigano, não vale a pena...» ouvia-se dizer.
Mas não vale a pena porque a justiça não funciona, ou porque os assaltados têm medo de represálias?

Isso é que era preciso saber...

Foi preciso um presidente da junta vir a público reclamar da falta de policiamento na sua freguesia para que se soubesse que a respectiva junta era repetidamente assaltada.
Foi preciso relatar o episódio caricato da forma como a carrinha do conservatório foi localizada na Guarda por um professor do conservatório e como a policia lhe perdeu novamente o rasto, para se saber que uma carrinha tinha sido roubada no centro de Seia, à porta da Casa Municipal das Artes.
E sobre a carrinha da CM que foi roubada da porta do motorista no largo da Fisel?
Nem uma palavra!...

A função de um órgão de informação é informar e denunciar os crimes perpetrados contra a sociedade. Não é oculta-los. Isso é a função da propaganda.
Com a denúncia e a publicação dos números, a tutela vê-se obrigada a reforçar a vigilância policial e a polícia sente-se compelida a melhorar a sua prestação.
É preciso denunciar os crimes para que a sociedade exija das forças de segurança o cumprimento da sua obrigação.
Repito: esconder um crime é tornar-se dele cúmplice e ajudar à sua proliferação.

Publicado por JoaoTilly em 08:40 AM

fevereiro 24, 2009

18% para o BE???
Está o ..."Milk" entornado...


Diz o advogado de Bibi, José Maria Martins:

Está o ..."Milk" entornado nas contas do PS.
O Bloco de Esquerda já tem 18% das intenções de voto
O Partido Socialista tem na sua posse sondagens que apontam no sentido de que o Bloco de Esquerda já tem 18% das intenções de voto.
José Sócrates está sumamente preocupado, uma vez que a deriva Manuel Alegre não conseguiu estancar a sangria de intenções de voto no Bloco de Esquerda.

Mais precisamente, o eleitorado do PS mais à esquerda não se revê nas políticas direitistas de José Sócrates e é muito sensível aos sucessivos escândalos que envolvem José Sócrates.

O PS tem sondagens que mostram que o Bloco de Esquerda está a captar os descontentes do PS, que por motivos históricos não se sentem confortáveis votando PCP, mas que querem dar o seu voto ao BE, como protesto.

O PS e o Governo de José Sócrates estão a tentar tudo por tudo para evitar a sangria de votos do seu eleitorado mais à esquerda.

Primeiro avançou Manuel Alegre. Andou misturado com o BE, por ali andou também Carvalho da Silva, que quer descolar do PCP e ir para o PS mas que ronda o BE.

Depois veio a história dos casamentos homossexuais e o apelo do Primeiro Ministro para que as pessoas vissem o filme ... Milk . Sublinho Milk, que conta a história de um político homossexual!!! Este apelo de José Sócrates mostra que em política há cada coincidência...

A seguir avançou o Ministro Santos Silva com o "gosto de malhar" ... no Bloco de Esquerda e ... na Direita.

Agora o Governo de José Sócrates deixou cair parte dos interesses do BPP, para não desagradar mais à ala mais esquerdista do PS.

Há muita gente que não sendo militante, nem se revendo no Bloco de Esquerda está firmemente decidido a votar no BE , para derrotar o Partido Socialista!

Estou absolutamente convicto da veracidade da sondagem que dá ao BE 18% das intenções de voto, porque as fontes que tenho são fidedignas.

É caso para dizer que está o milk entornado para os lados do Partido Socialista.

A três meses das eleições a tendência será para uma subida do BE.
Se o PSD não se reorganizar depressa…

Blogue do advogado José Maria Martins - http://josemariamartins.blogspot.com

Publicado por JoaoTilly em 10:13 PM

Espanha e Portogallo


Em Espanha, um ministro da Justiça entra numa caçada com um juiz (Baltazar Garçon) que investiga maroscas no Partido Popular - da oposição. É apanhado a caçar sem licença e obrigado a demitir-se.
Em Portogallo, um primeiro ministro, um ministro ou um conselheiro de estado podem mentir descaradamente quantas vezes quiserem, estar envolvidos em negociatas de milhões, falsificar documentos, obstruir a Justiça colocando os amigos (juízes, procuradores, etc) nos lugares - chave, enfim: tudo o que quiserem que nada lhes acontece.
É essa a diferença entre um país civilizado, um país a sério... e este.

Por isso, Maria José Morgado está a perder credibilidade a cada dia que passa e Pinto Monteiro está no limite do estado de Graça.
Ou assumem definitivamente que Portogallo é um estado legalmente mafioso, eles são incapazes de por mão nisto e demitem-se ou então têm que mostrar trabalho.

Publicado por JoaoTilly em 09:00 AM

fevereiro 23, 2009

Sócrates Freeport


Sócrates: Freeport from Spam Cartoon on Vimeo.

Publicado por JoaoTilly em 12:43 PM | Comentários (0)

Torroselo: Tribunal apreende recheio de Junta de Freguesia

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in RTP
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=389206&tema=27


Infelizmente têm que se dar notícias destas.
A população acusa Joaquim Pimentel de se deslocar constantemente para o Brasil, deixando a Junta sem responsável.
Mas o executivo é composto de 3 pessoas...
Aguardemos os desenvolvimentos.

Publicado por JoaoTilly em 12:34 PM | Comentários (0)

fevereiro 22, 2009

Sócras-te é que a sabe toda...
Freeport prescrito há 2 anos

Sócras-te colocou os irmãos Guerra em terreno, segundo a ultima bomba da Sic.
Um aprovou o licenciamento e o outro, no Interjust, "controlou" o processo judicial subsequente em (des)contacto com a investigação inglesa.
Agora é tarde para se fazer seja o que for.
Os 7 anos de paragem foram os suficientes para deixar prescrever qualquer crime de corrupção que se tivesse praticado ali.
Justiça à Portoghese...
Uma coisa para fazer inveja a qualquer Don que se preze!

Ponham aqui os olhos, ó Corleonezitos da treta!
Aprendam com quem sabe!


Carlos Guerra deu "luz verde" ao Freeport
Responsável do ICN foi consultor de Manuel Pedro
O semanário Expresso revela o nome da pessoa que deu “luz verde” ao projecto do Freeport. Carlos Guerra, que em 2002 presidia ao Instituto da Conservação da Natureza (ICN). Sem o parecer positivo do ICN, o ‘outlet’ não teria avançado. Dois anos depois, Carlos Guerra foi trabalhar como consultor privado para Manuel Pedro, agora arguído no processo.


SIC
Especial
Caso Freeport:
Suspeitas em redor do licenciamento do complexo comercial em Alcochete

Primeiros interrogatórios no "caso Freeport"
Procurador-Geral da República não revela se José Sócrates será ouvido
Empresa de Charles Smith e Manuel Pedro
Consultora contratada para facilitar contacto entre investidores e autoridades Sem o parecer positivo do ICN, o Freeport nunca teria visto a luz do dia. Uma hipótese que esteve prestes a acontecer já que só à terceira é que o ICN aprovou o projecto.
A entidade presidida na altura por Carlos Guerra tinha o poder de veto em termos técnicos e rejeitou a projecto em finais de 2001, mas em Março de 2002 viabilizou a obra desde que fossem feitas algumas alterações.
Um parecer que serviu de base ao então secretário de Estado do Ambiente para assinar a obrigatória declaração de impacte ambiental.
Contactado pelo Expresso, o actual director do Gabinete de Políticas e Planeamento do Ministério da Agricultura admite que trabalhou directamente para Manuel Pedro entre Fevereiro e Dezembro de 2004. Lembra também que durante esse período não tinha qualquer ligação à administração pública.
Pela mão de Manuel Pedro, o arquitecto Carlos Guerra foi depois trabalhar para uma empresa da Sociedade Lusa de Negócios que fez o plano de pormenor de outro projecto de grandes dimensões em Alcochete, o núcleo turístico da Barroca d'Alva.
Mais tarde voltou à administração pública para exercer funções na Direcção geral de Agricultura e Pescas do Norte, de onde saiu em finais do ano passado para se tornar no responsável nacional do Plano de Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura.

Publicado por JoaoTilly em 10:53 AM | Comentários (0)

DREN obriga professores a desfilar no Carnaval!!!

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A NOTÍCIA...
Paredes de Coura
Professores de luto, amordaçados e acorrentados por «serem obrigados» a desfile de Carnaval
Os professores do Agrupamento de Escolas de Paredes de Coura participaram hoje no desfile de Carnaval vestidos de preto, amordaçados e acorrentados, que consideram como «forma de protesto» por terem sido obrigados pela DREN a promover aquela actividade.

«Vou mascarada de presidente do Conselho Executivo, ou seja, amordaçada e acorrentada, sem qualquer autoridade e muitas vezes até sem poder falar» , disse a responsável do agrupamento.

Cecília Terleira falava antes de pôr uma mordaça preta na boca, que manteve ao longo do desfile carnavalesco.

Desfilou ainda com as mãos acorrentadas, acompanhada dos restantes professores, todos igualmente trajados de negro e alguns também acorrentados e amordaçados.

Os professores afirmaram que participam neste desfile porque foram «obrigados» pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN).

«Vamos contrariados e desmoralizados, mas vamos, porque fomos obrigados a ir por uma determinação da directora regional» , afirmou Cecília Terleira.

Os professores daquele agrupamento tinham decidido, em Conselho Pedagógico, cancelar o desfile de Carnaval, alegando falta de tempo para o preparar.

Os docentes queixam-se de estarem «atafulhados» de trabalho, com os processos de eleição do Conselho Geral e do director do agrupamento, as provas assistidas e a avaliação do desempenho, e ainda as provas de aferição e exames nacionais.

No entanto, a Associação de Pais do agrupamento já se tinha insurgido contra o cancelamento do desfile e chegou mesmo a ameaçar com manifestações públicas de protesto, considerando que os professores estavam a usar os alunos como «armas de arremesso» contra o Ministério da Educação, por causa do processo de avaliação de desempenho.

Terça-feira, a directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, determinou, através de um e-mail, a realização do desfile.

«Determino o cumprimento das actividades com os alunos previstas para esta época» , refere o e-mail.

Por isso, os professores desfilaram hoje com a palavra «determino» nas costas e com cartazes com a frase «De luto mas em luta».

«Os professores preferiram ceder à determinação da DREN do que colocar em causa o meu lugar de presidente do Conselho Executivo. Por isso, embora completamente contrariados, cá estamos todos a 'festejar' o Carnaval» , afirmou Cecília Terleira.

Durante os últimos dias, Cecília Terleira tinha sido «proibida de falar» à comunicação social sobre esta polémica.

A Lusa tentou ouvir Margarida Moreira sobre este assunto, mas sem sucesso até ao momento.



A mim, para além deste tipo de repressão apalhaçada - a que já estamos habituados - que invadiu o ensino e a escola portuguesa, surpreende-me a iliteracia desta Directora Geral.
Escreve como um analfabeto funcional. Pelo menos, se não escreve, assina os textos...
Já não é a primeira vez que se encontram plasmados na net textos da autoria desta senhora que são verdadeiros hinos à degradação da escrita.
Em apenas dois parágrafos, a mulher comete 3 erros de palmatória.
Ambas as frases se quedam sem sentido.
No último, a senhora escreve o contrário do que, obviamente, pretende dizer.
Em vez de ser a escola que prestigia a sociedade, é a sociedade que prestigia a escola!
Uma incrível subversão, apesar disso não tão grande como o facto de se colocar uma senhora com este nível cultural e de desempenho da Língua a dirigir o ensino na Região Norte.


Enfim: este governo prova a cada passo que a máxima «cada país tem o que merece» faz realmente todo o sentido.

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Publicado por JoaoTilly em 09:48 AM

fevereiro 21, 2009

HOJE: Feira do Queijo em Seia

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Publicado por JoaoTilly em 08:18 AM | Comentários (0)

fevereiro 20, 2009

Professor selvaticamente agredido... e um manto de silêncio se abate sobre o caso




Ninguém presta declarações por ordem da DREN.
No Portogallo que se aproxima a passos largos quem não andar com uma fusca no bolso do casaco está tramado...

Publicado por JoaoTilly em 02:26 AM | Comentários (0)

fevereiro 19, 2009

Antigamente eram os adversários quem queimava nomes...

Agora é o próprio partido, em desespero, quem o faz.
Tenreiro Patrocínio, reconhecendo-se que não vira as costas ao partido, só por isso mesmo poderá aceitar ser candidato.
Mesmo assim ainda não acredito.
Quando ele vir quem é que há para trabalhar...

Patrocínio sozinho, mesmo sem máquina (que não existe), pode obter um resultado digno para a Câmara. É uma pessoa séria e honesta.
Mas há mais 2 eleições - para as juntas e para a AM - e ele sozinho, sem tropas no terreno, não conseguirá salvar o partido de uma derrota geral que pode ser humilhante.
Tudo tem a ver, portanto, com as tropas que escolher nas freguesias.
são essas que vão segurar os votos dos descontentes.
Ele - ou outro candidato qualquer - sozinho, ou rodeado de vaidosos inúteis que fogem do trabalho como o diabo da cruz, não vai a lado nenhum.

É preciso muito trabalho no terreno, agora a contra-relógio, e eu continuo convencido de que esse trabalho deveria ter-se iniciado, o mais tardar, em Setembro último. Com um ano de margem. E, mesmo assim, já era em cima da hora.
Afinal de contas, o que esteve a Comissão Política a fazer 3 - anos - 3?

Neste momento, a poucos meses das eleições, não haverá tempo para desenvolver esse trabalho com garantias minimas de eficácia.
Por essas freguesias, neste momento, os melhores candidatos dirão que não.
É sempre assim.
Mas melhor do que eu, ele saberá disso.

Bem, a ser verdade, pelo menos em Sandomil haverá lista do PSD. Porque caso contrário...
De qualquer forma, Tenreiro Patrocínio é do melhor que o PSD de Seia ainda tem.
E, pelo menos, é conhecido em vastas áreas do concelho.
Pena é que só se tenham lembrado dele in extremiis.
Se o consideravam como hipótese, à partida, Patrocínio devia ter sido convidado em primeiro lugar.
Claro que não consideravam. Andavam cegos com o Horacinho...
Tenreiro Patrocínio é um milhão de vezes melhor candidato do que Horácio & Albano & Cia Lda, que ninguém conhece em lado nenhum.

Não será um candidato arrebatador de multidões (esse também não existe), mas não desmerece e, pela popularidade, pode salvar o segundo vereador.
A ver vamos.
Se ele aceita esta missão impossível, em primeiro lugar...

Publicado por JoaoTilly em 02:02 AM | Comentários (0)

Comentários: joaotilly@gmail.com

Meus Caros:
Os comentários a partir de agora são dirigidos para:
joaotilly@gmail.com
Com o devido texto que se comenta.
Faço como toda a gente.
Obrigado.
JT

Publicado por JoaoTilly em 12:52 AM | Comentários (0)

fevereiro 18, 2009

O Efeito CDS

As cúpulas do CDS e do PSD reuniram ontem para acertar agulhas para as próximas eleições autárquicas a nível nacional.
Recordando as últimas, as de 9/10/2005, nelas o PS obteve 35,87% enquanto o PSD teve 28,27%, o CDS 3,07% e as coligações em que intervieram PSD e CDS tiveram mais 1,7% e 1,32%
.
Os resultados da "Aliança Democrática", se tivesse existido, aproximar-se-iam muito dos obtidos pelo PS. 34,36%. Mas mesmo assim não chegaria para ganhar as últimas eleições.
O CDS vale, portanto, a nível nacional, 3% aproximadamente.
Faltaria ao PSD 1,5%. Ou seja: mais metade do que vale o CDS.
O PSD tinha que ter arranjado 1 CDS e meio para se poder bater de igual para igual com o PS.
Mas, se 3% no país é praticamente insignificante, em Seia já o não é.
Vejamos porquê.

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O que se passaria em Seia com uma coligação PSD-CDS?

A resposta é: praticamente nada relativamente ao que se passou há 4 anos.
E porquê?
1 - O CDS está desactivado há anos, não tem gente no terreno em nenhuma freguesia, pelo que não sabemos quanto vale. Menos do que a nível nacional, seguramente.
2 - A esmagadora maioria do eleitorado do CDS, não se vendo representada no terreno, tem tendência a votar PSD. Por isso, nas anteriores eleições, esse eleitorado - pouco ou muito - já votou PSD.
3 - Pelo que a candidatura do CDS só pode ser perniciosa para o PSD.
E Quanto?

Agora a parte mais curiosa:
Os últimos números disponíveis do CDS são de 1997. Valia 3.44%. Há 12 anos. E curiosamente já vinha a cair. Tinha obtido 5.7% em 89 e 4.58% em 93.
Claro que em 76 o CDS era uma força viva no concelho e conseguiu um score até acima do PSD. Mas isso foi há séculos. Era outro país e outro concelho. Até o PCP conseguiu, em 89, 20% irrepetíveis.
Outras guerras...
Pelos últimos números, o CDS valia pouco mais de 3% e ultimamente não há CDS em Seia nem no concelho.
Mas pergunta-se: se em 1997, 574 pessoas votaram CDS, quantas votariam hoje?
Não se sabe.
Mas pode-se dizer, com segurança que, se o CDS concorrer sozinho, pelo menos 400 votos terá. Todos conhecemos gente que é conotada com o CDS apesar de o partido não estar representado em Seia há mais de uma década.
Penso que este número será pacífico. Até porque Paulo Portas é muito mais oposição a este governo que o PSD. No concelho, estou convencido que, pelo menos 400 votos se arranjariam, se o CDS concorresse sozinho.
Quanto mais não fosse por voto de alternativa a um PSD que - convenhamos - não tem existido como força política interventiva em lado nenhum.

E sabem o que é que esses 400 votos significariam?
Simplesmente que, se esse cenário se tivesse verificado há 4 anos, o PSD teria perdido um dos vereadores.
De facto, se o PSD tivesse tido menos 309 votos, nas últimas eleições, não veria eleito o seu 2º vereador.
Foi por meros 154 votos que a última divisão do método de Hondt atribuíu o 7º vereador que faltava ao PSD.
Feitas as contas esses 154 votos representariam nas urnas, de facto, 309. Se o PSD tivesse obtido menos 309 votos do que os que realmente obteve, a última divisão teria sido favorável ao PS, que elegeria 6 vereadores e o PSD apenas 1.


Pergunta-se: Será que o CDS não consegue 309 votos?
Consegue.
Será que o PSD consegue subir a votação de há 4 anos para compensar esses 309 votos?
Ninguém nisso acredita pelo andar da carruagem.

Conclusão: será, então, que o PSD vai ter que oferecer o segundo vereador ao CDS por uns míseros 300 votos quando o PSD tem 15 vezes mais?

Atendendo a que o eleitorado do PS em Seia é fixo como cimento e que se espera uma extraordinária adesão em torno da candidatura de Carlos Camelo (até porque toda a gente está à espera de ver a comparação com os números de Eduardo Brito) os 300 votinhos do CDS em Seia podem determinar - e provavelmente fá-lo-ão - a diferença entre 5 ou 6 vereadores para o PS.

Mais um problema que alguém vai ter que resolver...

Publicado por JoaoTilly em 09:43 AM | Comentários (2)

fevereiro 17, 2009

Pinócrates - o prometido é devido




Esqueceram-se foi de dizer que o PS - a Acçao Socialista no tempo de Santos Silva - fez o mesmo com Paulo Portas, disfarçando-o de virgem Maria e com Durão Barroso caricaturando-o por mais do que uma vez.
E não há mal nenhum nisso. Claro.
Trata-se de humor.
Mas humor é para pessoas inteligentes.

Publicado por JoaoTilly em 08:02 PM | Comentários (0)

4 milhões para promover o turismo interno



Seria uma boa medida se as coisas no Portogallo fossem transparentes. Mas não são.
Portanto, saber quem é que se vai abotoar de facto, com estes 4 milhões.
Será um instituto criado à ultima da hora ou... os bancos?
E quais são as empresas que se podem candidatar a estes fundos?
E para fazer o quê?
Se se cumprirem os trâmites e as burocracias normais, 99% dos operadores turísticos ficarão impedidos de se candidatar a estes fundos - tal como está a acontecer com as ajudas à industria automóvel às quais até agora conseguiram candidatar-se... 1 empresas - 1!

E portanto os 4 milhões irão para 3 ou 4 empresas de gente amiga, como de costume.

Publicado por JoaoTilly em 01:02 PM | Comentários (0)

Paineis solares? É no banco!



Manuel Pinho ficou incomodado pelo facto de a Sic informar gratuitamente os portugueses.
Coisa que ele propositadamente não faz.
Gasta o dinheiro dos portugueses a vender-lhes propaganda, mas cuidadosamente nada informa sobre coisa nenhuma.
Através da Sic ficámos a saber que quem quiser painéis solares comparticipados tem que se dirigir aos bancos.
Mais uma negociata, pois claro.
Com esta governança, a intenção é que todos os negócios passem pelos bancos que, para além de venderem o dinheiro, também vendem agora os produtos subsidiados por quem não tem dinheiro para comprar paineis solares (a esmagadora maioria dos portugueses), e que alguns felizardos vão adquirir com o dinheiro que também compram.
Confuso?
É Portogallo!...

Publicado por JoaoTilly em 08:37 AM | Comentários (0)

fevereiro 16, 2009

Pina Prata - News

Photobucket

Então mas afinal, enquanto o PSD de Seia andava atrás dele à espera de resposta, estava o Pina Prata a tratar da sua vida em Coimbra e a marimbar-se bem para Seia...
Andou aqui alguém a enganar alguém durante tempo demais.
Como de costume.
(clique para aumentar)

Publicado por JoaoTilly em 05:35 PM | Comentários (0)

Candidato do PS Inicia contactos com as Associações

Pode ler-se no blog do PS de Seia:
fevereiro 13, 2009
Candidato do PS
Inicia contactos com as Associações


O candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Seia, Carlos Filipe Camelo, iniciou hoje uma ronda de contactos, que o vai levar nos próximos 2 meses, a ter reuniões com todas as Instituições e Associações do Concelho.
O objectivo é ouvir os seus principais problemas e preocupações, mas também transmitir as grandes linhas de orientação politica, que vão marcar o seu mandato.
A primeira reunião que decorreu esta tarde, foi com os Dirigentes Sindicais da Industria Têxtil e Lanifícios e teve como preocupação principal a defesa do Emprego.



E o que se passa a esse respeito com o PSD?
Nada.
Nem sequer há candidato.
E a comissão política o que faz?
Nada. Deixa passar o tempo.
Não esquecer que sábado passado foi dia dos namorados. Não houve tempo...
E no próximo é Sábado de Carnaval. Também não vai haver.

Publicado por JoaoTilly em 10:11 AM | Comentários (0)

fevereiro 15, 2009

Inaugura-se aqui mais uma rubrica.
Humor é aos fins de semana


E agora que, durante este fim de semana, já lhes dei um cheirinho do que se pode fazer em termos de humor não-estúpido nem boçal, vamos lá a recolher os textos humorísticos, trabalhá-los melhor e actualizá-los... até ao próximo fim de semana.
Humor passa a ser ao fim de semana.
Mas só durante o fim de semana.
Domingo à noite, recolhem-se novamente.
Quem quiser que coleccione.

Se os leu e não percebeu tudo, não se preocupe.
É natural...
Aquilo tem várias "camadas".
Guarde-os que, passados uns dias, já os vai perceber melhor.



Publicado por JoaoTilly em 11:55 PM | Comentários (0)

Sócrates eleito com mais de 96%

Vamos fazer aqui uma pausa no Carnaval para falar de coisas sérias

Pergunta-se:
Não haverá ninguém no PS que se oponha a este desqualificado?
Um tipo que não percebe nada de coisa nenhuma, não é especialista em nada, nem sequer uma licenciatura decente tem, um claro mentiroso, com um passado que fede pior que o Planalto Beirão ou a Cova Beira (de que era sócio do António Morais, o tal que ele nunca tinha conhecido ANTES da universidade)?

Eu já nem quero saber disso, nem dos documentos falsos no Parlamento, nem do Freeport, nem da Nova Setúbal, nem dos projectos dos barracões da Guarda, nem de nada dessas tramoias que não convencem ninguém da sua absoluta inocência.

Tal como o amigo Pedroso e a Casa Pia.

Mas não há dúvida de que este país bateu mesmo no fundo. E não apenas no endividamento externo.
Como é possível que um país destes tenha chegado a este ponto?

Temos mesmo que continuar a rir, senão um tipo até fica doente com tanta miséria intelectual chancelada pelo povo mais demitido da história europeia.

Publicado por JoaoTilly em 12:11 PM | Comentários (0)

fevereiro 14, 2009

Obras assinadas por Sócrates
PSD da Guarda envia queixa-formal à PGR e à PJ

Autarcas da oposição opõem-se às conclusões de um relatório interno da autarquia que ilibam José Sócrates.

O já célebre caso dos projectos de obras na Guarda assinados pelo engenheiro técnico José Sócrates, hoje Primeiro-ministro, passou a caso de polícia.
Os vereadores do PSD da Câmara Municipal da Guarda enviaram já uma queixa formal à Procuradoria -Geral da República (PGR) e à Polícia Judiciária (PJ). Estes projectos, mais de 20, seriam da autoria de técnicos da Câmara impedidos de o fazer e que foram assinados por José Sócrates, o que é ilegal.

Os autarcas da oposição opõem-se às conclusões de um relatório interno da Câmara Municipal da Guarda, elaborado por técnicos superiores da autarquia, dependentes do Governo do Partido Socialista, e que ilibaram José Sócrates de qualquer irregularidade no processo. Agora, a bola engrossou e está do lado da Polícia e da Justiça.

Em 2007, o jornal Público denunciava que 23 projectos assinados por José Sócrates, na zona da Guarda, tinham sido elaborados por técnicos camarários locais, o que é proibido, e assinados por Sócrates, o que é crime. O facto foi admitido a uma rádio local pelo, na altura, presidente da Câmara da Guarda, Abílio Curto.

Olhando para o processo de uma casa de Covadoude a situação parece evidente. A letra dos cálculos do betão é similar à letra de um dos técnicos da Câmara que aprovou o processo, o engenheiro Fernando Caldeira.
Em 2007, o Público falou com as pessoas que encomendaram as 23 obras assinadas por Sócrates e todas, menos uma, reconheceram ter encomendado as obras a técnicos da Câmara.

Foi o caso de uma moradia e armazém em Porto da Carne. O dono reconheceu ter pago a obra ao engenheiro Fernando Caldeira, actual director de obras municipais da Câmara da Guarda e que, na altura, era técnico na mesma autarquia.
Desde que o caso se tornou conhecido, Abel Beirão tem-se recusado a reafirmar as suas declarações. Fernando Caldeira recusou-se a falar para a TVI, mas reconheceu, em 2007, ter colaborado com José Sócrates.

Uma comissão interna da Câmara da Guarda analisou o caso das casas assinadas pelo engenheiro técnico José Sócrates. A comissão não interrogou nenhum dos técnicos, não falou com as pessoas que encomendaram as obras, mas conseguiu negar que Sócrates tivesse assinado projectos que não eram seus, eventualmente a troco de dinheiro, dizendo:
«1. Foi publicamente declarado pelo autor dos projectos, a sua autoria e responsabilidade; 2. Facto este que é reconhecido notarialmente em vários documentos da época, constantes em processos».

Fica, portanto, por perceber a razão que levou a comissão interna a não se interrogar a respeito de um facto espantoso: há dezenas de assinaturas diferentes de José Sócrates ao longo dos processos.
Das duas, uma: ou o actual Primeiro-ministro nunca assina da mesma maneira ou as assinaturas não são dele. Esta ilegalidade é desvalorizada pelo actual presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente.

A oposição local tem uma opinião diferente. Os vereadores do PSD, descontentes com as conclusões do relatório interno da Câmara da Guarda, enviaram uma queixa à PGR e à PJ para que o caso seja analisado por entidades independentes.

Provavelmente nunca se saberá nada.
Na paisagem da Guarda, ficam as casas assinadas pelo actual Primeiro-ministro. São tão populares que até têm vídeo no Youtube com música a condizer.

Publicado por JoaoTilly em 07:58 AM | Comentários (0)

Mais uma bronca das grossas
Sócrates assinou plano de pormenor inexistente

«Nova Setúbal»
Sócrates assinou plano de pormenor inexistente

A promotora da construção é participada da SLN e tem fortes ligações ao BPN.

José Sócrates aprovou em 2001, como ministro do Ambiente, o estatuto de imprescindível utilidade pública de um plano de pormenor de um projecto em Setúbal, sem que o dito plano existisse na realidade.

É um caso de alegado favorecimento que envolve o nome do actual Primeiro-ministro e outro ministro de então, e que diz respeito ao projecto imobiliário «Nova Setúbal», considerado de grande importância pelo Governo.

A empresa promotora da construção é participada da Sociedade Lusa de Negócios e tem fortes ligações ao Banco Português de Negócios (BPN).
De uma só vez, em poucas horas de uma manhã, perante o olhar das autoridades, quase 800 sobreiros centenários vão abaixo.

A autorização para o abate chegou pelas mãos da autoridade florestal, no desfecho, ainda que provisório, de um processo complicado e questionável.

O processo começou em 2001 quando a autarquia de Setúbal, então socialista, requereu a imprescindível utilidade pública para o Plano de Pormenor do Vale da Rosa e Setúbal Oriental, uma zona fora da cidade, com povoações de sobreiro.

A carta enviada para o Ministério da Agricultura está datada de 7 de Novembro. Apenas 12 dias depois, um verdadeiro recorde, é publicado em «Diário de República», o despacho conjunto dos ministérios da Agricultura e Ambiente, a decretar o dito plano como de imprescindível utilidade pública.

O despacho é assinado pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e pelo colega do Ambiente, José Sócrates.

O problema é que o Plano de Pormenor, considerado de imprescindível utilidade pública, só viria a ser aprovado anos depois.
Em 2008 é finalmente publicado em «Diário de República». Ou seja, os dois Ministérios aprovaram um plano que não existia. O mesmo é dizer que não conheciam.
Além do mais, a aprovação é dada sem uma avaliação de impacto ambiental.

O estatuto de imprescindível utilidade pública é dado com base na infra-estrutura desportiva a construir, ou seja, o futuro campo do Vitória Futebol Clube.

Na zona onde se abateram os sobreiros vai nascer apenas um centro comercial junto à estrada para o Algarve. Noutra zona povoada por árvores vão erguer-se casas 7500 fogos para 30 mil pessoas, ou seja, um terço da população actual da cidade.

Longe de tudo isto, está o esperado estádio de utilidade pública, que está previsto para uma zona deserta, a dois quilómetros da área do abate.

A promotora do empreendimento, a empresa Pluripar, escusou-se a prestar esclarecimentos sobre o caso. A empresa disse apenas que a lei do montado, que protege os sobreiros, foi cumprida para as árvores abatidas.

A Pluripar não adiantou qualquer outro pormenor sobre o processo. A empresa é participada pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), esteve no universo do BPN e dois dos membros da direcção, entre eles o até há pouco tempo presidente, Emídio Catum, têm ligações directas com o banco.

Contactado pela TVI, o presidente da câmara em 2001, Mata Cáceres, defende que não houve qualquer ilegalidade no processo, nem tão pouco favorecimento ou tráfico de influências. O certo é que o despacho assinado pelos ministros da Agricultura e Ambiente é feito dias antes das eleições autárquicas. Curiosamente, nessa altura, Júlio Monteiro, tio de José Sócrates, era deputado municipal em Setúbal.

A Polícia Judiciária chegou a investigar o caso, mas sem grandes novidades até agora. O processo continua no Departamento de Investigação e Acção Penal de Setúbal. Em causa poderão estar crimes de prevaricação, corrupção passiva para acto ilícito e abuso de poder.

Publicado por JoaoTilly em 07:41 AM | Comentários (2)

fevereiro 13, 2009

Artigo demolidor para a Justiça Portuguesa

Como se pode ver, não sou apenas eu quem pensa desta forma.
Muito boa gente também...


(POR CLARA FERREIRA ALVES)

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

(cliquem abaixo. Vale bem a pena ler quem tem esta lucidez e chama os bois pelos nomes).

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa



Clara Ferreira Alves - "Expresso"

Publicado por JoaoTilly em 10:41 AM | Comentários (1)

Aviso à navegação:
Eu não escrevo em foruns anónimos

Photobucket
A propósito de uma referência que se faz no forum do PE a mim próprio, dando a entender que eu envio para lá textos ou comentários, acabo de informar o responsável conhecido (uma vez que não há director) do Porta da Estrela de que eu não escrevo no fórum desse jornal, como não escrevo em mais lado nenhum senão aqui.

Nem sequer em resposta a comentários provocatórios colocados noutros sítios. Nem sequer para me defender dessas provocações.
Nada!
Se tiver que responder, respondo aqui.
Não alimento guerras em terreno alheio/adversário.

Este é o único sítio onde eu escrevo.
Este é o meu sítio oficial e exclusivo.
Aqui escrevo e respondo o que tiver que responder.

Aqui ninguém me falsifica textos nem se faz passar por mim.

Em qualquer forum anónimo qualquer pessoa pode escrever o que quiser e inclusivamente assinar o meu nome.
Por isso o responsável pelo forum já ficou a saber que, se tal acontecer, isso é completamente falso.

Já não é a primeira vez que encontro excertos de textos meus ali publicados por cibernautas anónimos.
Vamos a ver: se não os distorcerem, se os reproduzirem na íntegra eu não me importo que eles sejam publicados seja onde for. Porque não estão a faltar à verdade.
Mas basta que mudem uma vírgula para lhes mudar o sentido. E eu já não os subscrever.
Para quem não lida com estas coisas diariamente: qualquer pessoa pode fazer copy / paste de qualquer texto na net - os meus incluídos - e metê-los onde quiser, naturalmente.
Mas eu sou completamente alheio a isso.

Há muita gente que concorda comigo e muita que discorda. Isso é normal.
Nem eu estou minimamente preocupado com o número de apoiantes que tenho. Espero quer sejam muito poucos. Se forem muitos, num país destes, começo a ficar preocupado...
Mas afirmar-se que eu escrevo comentários nesse fórum é absolutamente falso.
E seria, até, estúpido.
Toda a gente que vai ao fórum passa por aqui...

Mas todos esses truques são possíveis e é por isso mesmo que eu não escrevo no forum do PE NEM SEQUER ESTE AVISO.

Quem quiser ler-me, vem aqui.
Este - repito - é o único local OFICIAL em que o meu pensamento é genuinamente exposto.

Em nota de rodapé:
Sei bem que os 2 ou 3 maquiavélicos vão já dizer: «pois! ele está a dizer isso mas isso não o impede de escrever lá na mesma».

Impede, impede.
Sabem o quê?
A decência que eu ainda me orgulho de ter. E que eles há muito perderam.

Publicado por JoaoTilly em 07:06 AM | Comentários (0)

Albaninho: a tábua de salvação do presidentezinho


Parece que já é seguro que Horácio Prata mandou o presidentezinho ir ver se chove.
Assim sendo, como escrevi há mais de 5 meses, resta ao zombie político uma última tentativa, que será igualmente frustrada.
Aceitará Albano Figueiredo o papel de "triste remedeio", como diz o povo?
Diminuir-se-á até à dimensão de um recurso? De uma banal segunda escolha? Não, decerto.
Albano, por mais ambição política que tenha (e aqui a ambição só pode ser a de manter o 5-2, naturalmente) não é menos do que Horácio Prata e, pelo menos, sempre frequenta mais Seia do que o ilustre desconhecido Horácio, que já nem se deve lembrar da estrada para Loriga.
Só se lembra até à Habijovem.
E não é por aí.

Ainda mais pela forma como foi conduzido o processo do Horácio: o segredo mais mal guardado de sempre.

Assim sendo, o futuro político do actual presidente da comissão politica do PSD está TOTALMENTE nas mãos de Albano Figueiredo.

Como todos nós sabíamos que iria acontecer, há meses...
Quer dizer... todos, menos o próprio presidentezinho. Naturalmente.
E vai ser resolvido nos próximos dias.
Alvaro Amaro anunciou em conferência de imprensa em Celorico da Beira que até ao fim do mês todos os candidatos pelo PSD ao distrito seriam anunciados.
Ora Seia está, neste momento, a zero.
Depois de 3 anos perdidos e a 17 dias do fim do prazo.

O incansável Presidentezinho vai ter que fazer em 17 dias o que não fez em 3 anos.
Adiante.
Se Albano aceitar reduzir-se à condição de segunda escolha para ser brutalmente cilindrado com toda a pompa e circunstância em Outubro, Andrade dura até Outubro.
Se for inteligente e se quiser preservar do inevitavel esmagamento eleitoral e do consequente final definitivo das suas pretensões políticas, mandará a múmia política apanhar bonés, como fez Horácio Prata.

E, nesse caso, só resta ao mais notável ausente político da história de Seia propor-se a si próprio in-extremiis como candidato.
Tudo isto está previsto há meses.

Acontece, porém, que eu não acredito que esta candidatura do vácuo absoluto seja politicamente aceite por quem de direito.

Por isso, se Albano recusar humilhar-se, Andrade está politicamente liquidado.
Se Albano aceitar, estão os dois.

Isto está a ficar interessante...


Ó diabo! Peço desculpa! Eu não podia falar do PSD, que estou inibido...
Vou já apagar o texto!

Publicado por JoaoTilly em 01:30 AM | Comentários (0)

fevereiro 11, 2009

Ao que chegámos!
Em vez de as dar... Comissão Política do PSD de Seia PEDE IDEIAS aos habitantes do Concelho!


Le-se no PE:

PSD de Seia lança desafio aos habitantes do Concelho

Em ano de eleições autárquicas... o partido convida «todos quantos queiram contribuir para um projecto de relançamento do Concelho de Seia com todas as suas potencialidades», pretendendo com isso que «nos sejam dadas ideias, opiniões, sugestões, em diversas áreas, tais como, emprego, ambiente, património, tradições, manifestações culturais, turismo, água, montanhas, cultura, lazer, produtos regionais, energias renováveis, juventude, acessibilidades, questões da sua freguesia, entre outras áreas».



Meu Deus! Que subversão!
Ninguém, por esse país fora, decerto acredita nisto

Em vez de apresentar soluções e o tal famigerado plano, anunciado há 3 anos, o PSD de Seia pede agora IDEIAS aos senenses!!!

E ainda confessa que é «por ser ano de eleições!!!»

Como é possível?...

Então agora é a população, que está à espera que a classe política lhe apresente alternativas, que vai explicar a essa mesma classe política quais é que são essas alternativas?

Mas isto faz algum sentido?

Então para que serve a Comissão politica do PSD?

Para que se candidataram se confessam agora, publicamente, não ter nenhuma ideia para o concelho em nenhuma área?

Até que ponto esta gente se vai continuar a cobrir de ridículo a si própria e ao Partido que representa?

Publicado por JoaoTilly em 06:11 PM | Comentários (9)

Trabalhadores da Prafil em Greve indeterminada

Os trabalhadores reclamam os ordenados e subsidios em atraso desde Novembro.
A empresa está localizada em Paços da Serra - Gouveia, freguesia vizinha de Seia.


Publicado por JoaoTilly em 01:08 PM | Comentários (0)

Em menos de um mês...
duas carrinhas roubadas em Seia

Depois das peripécias com a carrinha do Conservatório, aqui relatadas - apenas em parte porque a situação foi ridícula demais para se contar na totalidade - é agora a vez da Câmara Municipal ver desaparecer uma Toyota de caixa aberta.
A carrinha foi furtada à porta da casa do seu condutor, ao que apurámos, no Bairro da Fisel, na noite do último domingo.
Até agora nada se sabe sobre o seu paradeiro.

Mas não deixa de ser estranho como é que desaparecem carrinhas aqui de Seia, durante o fim de semana, justamente quando Seia tem estado cercada pela GNT-BT a fazer sistematicamente testes do balão a toda a gente madrugada dentro!

Por exemplo, na madrugada de um domingo, não há muito tempo, ao chegar a Seia às 2 da manhã, vejo que a BT tinha uma mega operação na Ponte de Santiago. Chovia e estava um frio de rachar - temperatura negativa! - e aqueles homens ali!...
Claro que me mandaram logo entrar para as Bombas da Galp - o que não deixa de ser estranho dado que se trata de propriedade privada... - e soprar no balão. Deu zero, evidentemente.

Isto para dizer a quem não anda na rua, a altas horas, que são dezenas os agentes da GNR que cercam literalmente Seia, aos fins de semana.


Então e não mandaram parar o condutor da carrinha roubada?

Publicado por JoaoTilly em 10:03 AM | Comentários (2)

Em Portugal a crise só não chegou ainda ao papel higiénico!

Notas:
1 - A igreja não perdoará a Sócras os casamentos dos homossexuais. Mais de 1 milhões de votos de católicos sem livre-arbítrio vão à vida.
2 - Não vejo os não católicos reformados a apoiarem isso, também (30% da sua base eleitoral, ou mais).
3 - Nem os professores (250 mil votos, no mínimo, incluindo as famílias)
4 - Mais de um terço dos simpatizantes socialistas não perdoarão as embrulhadas de Sócras (Licenciatura, projectos, Freeport)


Pergunto:
Onde é que está a vitória assegurada?

Mas nem tudo é negro...
99% das empresas em dificuldades fecharão em Portugal.
As poucas que crescem... as de papel higiénico (pudera!), vão crescer para a Galiza!

Publicado por JoaoTilly em 08:45 AM | Comentários (2)

Mário Soares lança sérios avisos...
com 3 anos de atraso



Portugal pode conhecer a prazo clima de revolta, diz Mário Soares

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=1141866

Mário Soares considera que sem transparência no País, em especial no sector da banca, Portugal poderá conhecer a prazo um clima de revolta.
O ex-presidente da República afirma que é preciso esclarecer o que se passou no Banco Português de Negócios (BPN) e no Banco Privado Português (BPP).
Mário Soares considera que é preciso esclarecer casos BPN e BPP

Para Mário Soares a falta de transparência, particularmente no sector da banca, pode levar a que Portugal venha a conhecer a prazo um clima de revolta e acontecimentos de gravidade.

«Espero que se saiba o que se passou no BPP e no BPN. Tudo tem de ser esclarecido. É preciso transparência no País, se não é impossível haver confiança. Isso gera revolta - e não estamos imunes que isso aconteça em Portugal. Há alguns generais, dois que eu me lembre dois, que já dizeram que é preciso cuidado com as Forças Armadas porque há um certo mal-estar», disse.

O antigo presidente da República insistiu nesta tónica.

«Como é que as pessoas podem aguentar que o Estado vá salvar um banco onde se sabe que há roubalheiras absolutas e fique tudo na mesma e aqueles continuem a dirigir os bancos depois do Estado lá meter o dinheiro dos contribuintes?», interrogou.

«É preciso que digam porque razão gastaram nisso [no BPN e BPP] e não em outras coisas», acrescentou.

Mário Soares afirmou depois estranhar «o clima de silêncio» existente a propósito destes casos com o BPP e BPN.

«Espero que não haja opacidade. As pessoas têm de saber o que se passou», adiantou o fundador do PS.

Há casos na justiça que devem ser «rapidamente esclarecidos»

O ex-Presidente da República referiu-se também indirectamente ao caso «Freeport», dizendo que há casos na justiça que devem ser «rapidamente esclarecidos».

«É preciso esclarecer o que se passa, porque há muitas pessoas com dúvidas sobre a justiça», afirmou.

Mário Soares aludiu aos «muitos processos que começaram e não acabaram».

«Há investigações e há fugas da justiça que não se sabe de onde vieram. Tudo isto são questões importantes que devem ser esclarecidas. Acho que tudo deve ser rapidamente esclarecido mas, quem sou eu para pedir isso?», comentou o ex-chefe de Estado.

O fundador do PS questionado sobre a actual crise com que Portugal e o mundo se defrontam disse acreditar que é a história demonstra que estes períodos são transitórios. O antigo presidente considera ainda que com a ajuda da ciência e da criatividade dos portugueses será possível criar melhores condições para ultrapassar os problemas.

Os alertas de Mário Soares foram feito, na terça-feira à noite, numa conferência promovida pelo INATEL subordinada ao tema «Novas respostas e Novos desafios».

Publicado por JoaoTilly em 08:34 AM | Comentários (0)

Está Bem... Façamos de Conta

Está Bem... Façamos de Conta


"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve
invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal.
Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir
montantes de milhões (contos, libras, euros?).
Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.

Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês.
Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris
irrepreensível.
Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aosprodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu.
Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média.
Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos / figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação.
Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo.
Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva".
Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda).
Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport.
Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não
me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade".
E Manuel Alegre também.
Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus.
Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do
procurador-geral da República.
Façamos de conta que não há SIS.
Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria
dizer nada disso.
Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos.
Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.
Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja.
Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Mário Crespo - Jornal de Notícias

Publicado por JoaoTilly em 01:12 AM | Comentários (1)

fevereiro 10, 2009

E vale a pena ser professor?

Editorial do ENSINO MAGAZINE (Dez.2008)
www.ensino.eu


E vale a pena ser professor?
Claro que vale. E muito! Ser professor é a mais nobre dádiva à humanidade e o maior contributo para o progresso dos povos e das nações. E, como ninguém nasce professor, é necessário aprender-se a ser. Leva muitos anos de estudo, trabalho, sacrifício, altruísmo e até dor.

Um professor tem que aprender o que ensina, o modo de ensinar e tudo (mesmo tudo) sobre os alunos que vão ser sujeitos à sua actividade profissional.

Mas não se iludam: depois de tudo isso um professor nunca está formado. Tem que aprender sempre. Um professor carrega para toda a vida o fardo de ter que ser aluno de si próprio.

De se cuidar, de estar sempre atento, ter os pés bem-postos no presente e os olhos bem focados no futuro.

Ser professor obriga a não ter geração.
Professor tem que saber lidar com todas elas, as que o acompanham durante quatro décadas de carreira.
É pai, mãe e espírito santo.
E, para o Estado, ainda é um funcionário que, zelosamente, se obriga a cumprir todas as regras da coisa pública.
Por tudo isso, professor é obra permanentemente inacabada. É contentor onde cabe sempre mais alguma coisa.

O professor é um intelectual, mas também é um artesão; é um teórico, mas que tem que viver na e com a prática; é um sábio, mas que tem de aprender todos os dias; é um cientista que tem que traduzir a sua experimentação para mil linguagens; é um aprendente que ensina; é um fazedor dos seres e dos saberes; mas é também um homem, ou uma mulher, como todos nós, frágil, expectante e sujeito às mais vulgares vulnerabilidades.

O professor contenta-se com pouco: alimenta a sua auto-estima com o sucesso dos outros (os que ensina), e tanto basta para que isso se revele como a fórmula mágica que traduz a medida certa da sua satisfação pessoal e profissional. Por isso é altruísta e, face ao poder, muitas vezes ingénuo e péssimo negociador.

O professor vive quase todo o tempo da sua carreira em estádios profissionais de enorme maturidade e de mestria. São estádios em que a maioria dos docentes se sentem profissionalmente muito seguros, em que trabalham com entusiasmo, com serenidade e com maturidade, e em que, num grande esforço de investimento pessoal, se auto conduzem ao impulsionar da renovação da escola e à diversificação das suas práticas lectivas.

Infelizmente, de onde devia partir o apoio, o incentivo e o reconhecimento social, temos visto aplicar medidas políticas, e expressar pensamentos, através de palavras e de obras, que menorizam os professores, que os denigrem junto da opinião pública, no que constitui o maior ataque à escola e aos professores perpetrado nas últimas três décadas do Portugal democrático.

Um ataque teimoso, persistente, vitimador e injustificado que tem levado o grande corpo da classe docente a fases profissionais negativas, de desânimo, de desencanto, de desinvestimento, de contestação, de estagnação, e de conformismo, o que pressagia a mais duradoira e a mais grave conjuntura profissional de erosão, mal-estar e de desprofissionalização.

Se não for possível colocar um fim rápido a estas políticas de agressão profissional, oxalá uma década seja suficiente para repor toda uma classe nos trilhos do envolvimento, do empenhamento e do ânimo, que pressagiem o regresso ao bem-estar e à busca do desenvolvimento pessoal.

Importante, agora, será a persistência na ilusão. Os professores são uma classe única e insubstituível. A sociedade já não sabe, nem pode, viver sem eles. O Estado democrático soçobraria sem a escola. O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.

Ser professor é, portanto, tudo isto e muito mais. É uma bênção, é um forte orgulho e uma honra incomensurável. Quem é professor ama o que faz e não quer ser outra coisa. Mesmo se, conjuntural e extemporaneamente, diz o contrário. Fá-lo por raiva e revolta contra os poderes que, infamemente, o distraem da sua missão principal e, injustamente, o tentam julgar na praça pública, com cobardia e sempre com grave falta ao rigor e à verdade.

Como diria a minha colega Alen, ao longo da história mais recente a sociedade já precisou que os professores fossem heróis para que assegurassem o ensino nos momentos mais difíceis e nas condições mais adversas; já necessitou que fossem apóstolos para que aceitassem ganhar pouco; que fossem santos para que nunca faltassem, mesmo quando doentes; que se revelassem sensíveis, para que garantissem as funções assistenciais e se substituíssem à família e ao Estado; e que, simultaneamente, se mantivessem abertos e flexíveis para aceitarem todas as novas políticas e novas propostas governamentais. Mesmos as mais ilógicas e infundadas.

Porém, agora é bom que os mantenhamos lúcidos para que possam ultrapassar com sucesso este desafio, esta dura prova a que todos os dias se têm visto sujeitos e para que possam ver ficar pelo caminho as políticas e os políticos que os quiseram humilhar.


João Ruivo
ruivo@rvj.pt

Publicado por JoaoTilly em 09:38 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2009

COMUNICADO FINAL DO ENCONTRO DE PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS, NO DIA 7 DE FEVEREIRO, EM COIMBRA

COMUNICADO FINAL DO ENCONTRO DE PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS, NO DIA 7 DE FEVEREIRO, EM COIMBRA


Os 212 Presidentes de Conselho Executivo reunidos em Coimbra, consideram que a base do desempenho das suas funções se rege por princípios de gestão democrática da actividade educativa das escolas. Não estando em causa a ofensa do quadro legal em vigor, sublinha-se, porém, que o cumprimento de tal dever não exclui, antes implica, a assunção do dever cívico de garantir o bom funcionamento das Escolas no cumprimento de projectos educativos destinados à melhoria das aprendizagens dos alunos.

O espírito que tem vindo a presidir à iniciativa de encontro de Presidentes de Conselho Executivo é o de, na observância dos princípios de responsabilidade institucional, transmitirem ao Ministério da Educação:

· a convicção de que este modelo de avaliação é um mau instrumento de gestão.

· a convicção de que este modelo não contribui para a melhoria do desempenho da escola pública naquela que é a sua finalidade: garantir a qualidade do ensino.

· que a insistência na aplicação do actual modelo não teve em conta e prejudica a construção de uma ferramenta de avaliação do desempenho docente justa, séria e credível, parecendo ignorar os sinais de preocupação e empenho continuadamente transmitidos pelas escolas, nomeadamente, em reuniões com o Ministério da Educação e documentos enviados pelas mesmas.

· Que as sucessivas adaptações introduzidas no modelo de avaliação, não correspondendo ao acima expresso, promoveram - sob a forma de recomendações e documentos avulso - factores de perturbação da vida nas Escolas, descentrando a atenção dos docentes daquela que é a sua tarefa principal.

· que tal insistência - desvalorizadora das diversas tomadas de posição dos docentes no uso das garantias de participação e protesto inerentes ao funcionamento do regime democrático - parece responder apenas a um objectivo político que se esgota no mero cumprimento de um calendário.


Estas preocupações, transmitidas à Sra. Ministra da Educação em audiência do passado dia 15 de Janeiro, não se alteraram e têm vindo a ser confirmadas, não se tendo dissipado o clima de instabilidade vivido nas Escolas, antes o agudizando.

Assim, é entendimento dos presentes que em relação às questões que envolvem a entrega dos OI, importa sublinhar que:

· na legislação publicada, não figura nenhuma referência à obrigatoriedade de entrega dos mesmos pelos docentes, nem à sua fixação pelo Presidente do Conselho Executivo;

· os objectivos constantes no projecto educativo e no plano anual de actividades da Escola são referência adequada, em si mesmos, à avaliação de desempenho docente.


De igual modo, os presentes consideram fundamental dar continuidade ao desenvolvimento de um trabalho reflexivo e compreensivo sobre as questões essenciais da educação, da função da Escola Pública e da Carreira Docente.

Neste sentido exortam os demais Presidentes de Conselho Executivo do país a associarem-se a esta reflexão.

Este plenário reitera a posição anteriormente assumida, em Santarém, e transmitida à Sra. Ministra da Educação, no sentido da suspensão do actual modelo de avaliação como condição essencial para a defesa inequívoca da Escola Pública e da qualidade do ensino.

Publicado por JoaoTilly em 11:10 PM | Comentários (0)

Há que ter a coragem de chamar os bois pelos nomes

Sei bem da hipocrisia que tomou conta da população portuguesa - especialmente da classe média - em que toda a gente quer mostrar aquilo que não é.
Usam-se todos os recursos, recorre-se a todos os expedientes no único propósito de se continuar vivendo o dia a dia entre o pagamento de um empréstimo até ao pagamento do próximo crédito ao consumo.
Bom. E até isso se compreende. Há filhos e famílias para se sustentar.

Mas isso não é razão suficiente para que se ultrapassem todos os limites da Decência e da Honra.
Eu, aos 48 anos, tenho o maior orgulho em ter cortado radicalmente com todos os inúteis, todos os hipócritas e (ultimamente) todos os ladrões que comigo se cruzaram na vida. Também não foram muitos, felizmente.

Não me era possível continuar a conviver com aqueles que, nas costas dos amigos (todos sem excepção!), os esgalham de alto a baixo.
Nem daqueles que usam os amigos e os amigos dos amigos para conseguir negócios e vantagens e, mesmo assim, continuam a maldizer de todos.
Não é possível suportar a hipocrisia e a maledicência permanente que grassa em Seia - e provavelmente não só - fruto de uma frustração de anos que não termina nunca.
Os maledicentes profissionais de Seia continuam a cortar em tudo e em todos sem apresentar nenhuma alternativa a coisíssima nenhuma.
Apenas na esperança que isto mude para que "os amigos", uma vez no poleiro, depois lhes confiram as vantagens esperadas.
É tão estúpido como impressionante.

À falta de debate político, à falta de informação, à falta de propostas e alternativas por parte da oposição, incrivelmente adormecida desde Outubro de 2005, a isto se reduziu a luta política e partidária em Seia: a um conjunto de interesses que se querem manter versus um conjunto de interesses que se querem adquirir.
Com poucas excepções.


Pois a mim têm que me riscar dessa lista de ignomínia.
Critico quando acho que tenho razões para isso - apontando sempre as soluções que eu considero correctas - e aplaudo quando a minha consciência a isso me impele.


Não vem isto a propósito de nada em especial. Era para ser um desabafo.
Mas já que estamos a falar em chamar os bois pelos nomes, aqui vão algumas mensagens, para quem as quiser ler:



1 - Estrada Seia - Sabugueiro. Está impraticável. Por mero exemplo, na Sra do Espinheiro, para quem sobe, a toda a largura da estrada formou-se uma cratera que impede a circulação. Quem ali cair, com uma certa velocidade, parte o carro de certeza. Numa época em que todos nos viramos para o Turismo, como tábua de salvação para esta região, aquilo não faz sentido nenhum.
A oposição fala nisso? Pelos vistos nem sequer lá passa...Não.


2 - Feira do queijo. Como já escrevi, há que resistir à tentação de empaturrar o povo com queijo que é devorado acto-contínuo. A Requalificação da Feira do queijo passa exactamente pelo contrário. Pela qualidade. Pela decência. Pela exposição correcta de produtos. Por provas organizadas pelos expositores. E, acima de tudo, por se pagar o que se consome.
A oposição tem alguma ideia para isto? Não se conhece.
A minha está nas actas da AM.

Em Seia, à semelhança do que acontece noutras cidades vizinhas, resistiu-se à tentação de transformar a Feira do queijo noutra coisa qualquer que forçosamente descaractariza e desvaloriza o produto que se pretende promover. Já é positivo.


3 - O trânsito em Seia está um caos.
Os semáforos à nova igreja provocam engarrafamentos monumentais e perfeitamente escusados à hora de ponta, pois 95% do tempo em que a av 1 de Maio está parada não há ninguem a descer a rua da Igreja. Já houve denúncias da situação. É preciso corrigir isso. O sinal de proibição de voltar á esquerda também está a mais de 50 metros do semáforo. Devia estar perto do semáforo. As pessoas acabam por esquecer-se, na fila, que não podem voltar à esquerda.
A oposição fala nisto?
Não.
Não deram conta ainda.



4 - Positivo o sentido proibido descendente para a escola secundária. Lamenta-se que seja apenas por causa das obras. Não há, naquela ruazita estreita, espaço para 2 sentidos. E, na hora de ponta, ainda mais com carros estacionados do lado direito. Já há, afinal - ao contrário do que me tinham dito - uma placa a anunciar o desvio no cruzamento anterior.
Aqui está a prova de que é sempre necessário ir ver com os próprios olhos e não acreditar em quem difunde informação.


5 - Para quê a polémica em torno do "jardim" da EDP ser transformado num parque de estacionamento?
Mas qual jardim? Alguém tem acesso aquilo? Tivemos, sim, durante anos.
Eu próprio o frequentava com os meus amigos nos anos 70.
Agora ninguém tem.
Os cisnes primeiro, depois os patos, há muito morreram.
Aquilo não é nada.
Não há, sequer, acesso ao público, para além do perigo que sempre representou para as pessoas e crianças que se debruçam sobre o muro. Caíram alguns lá abaixo, em tempos.
Se as 60 pessoas que lá trabalham estacionarem ali 30 carros, serão 30 lugares que se ganham no reduzido estacionamento local.
Eu só posso achar bem.
O que acha a oposição?
Nada.
Desde 2005 que a comissão política do PSD nem sequer reune com os vereadores, para tratar de qualquer problema que seja. Por isso, chamo a este o presidente-zero.


6 - Estacionamento na Av Luis Vaz de Camões: Acabou. Ninguém estaciona em frente aos edifícios jardim, Tribunal e Casa da Cultura desde que as Finanças para ali vieram.
Os funcionários têm lugar próprio. Assim sendo, não se percebe tanto afluxo. Também não há assim tanta gente nas Finanças...
O problema é que as pessoas já vêm estacionar ali porque não encontram mais próximo do centro. Está tudo a rebentar pelas costuras. Já nem atrás dos edifícios Jardim I, II e III há lugar.
A prova disso é que nas manhãs de sábado e domingo há mais lugares livres na avenida Luis V Camões do que os ocupados nos mesmos estacionamentos.
É urgente a criação de espaços para estacionamento. Nesse sentido o parque da EDP contribui no sentido positivo, já que aquilo, presentemente, não é nada.
(continua).

Publicado por JoaoTilly em 10:05 AM | Comentários (4)

Presidentes de conselhos executivos insistem na suspensão da avaliação de professores

Os dirigentes das escolas asseguraram aos docentes que não são obrigados a apresentar os objectivos individuais

Quando, depois de longas horas de discussão, 212 presidentes de conselhos executivos de escolas de todo o país saíram do auditório da Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra, para reiterar o pedido de suspensão do actual modelo de avaliação de professores, só uns dez se dirigiram aos respectivos automóveis. A maior parte posicionou-se em frente ao edifício, num longo friso em forma de meia-lua, desenhado para as câmaras da TV. "É para a ministra ver que somos mesmo muitos. Quase mais cem do que há um mês!", explicou um deles, antes de uma colega insistir em que o movimento de contestação "está a crescer".

A noite caíra há muito, os jornalistas davam sinais de inquietação à medida que se aproximava a hora dos noticiários das televisões e os presidentes dos conselhos que compunham a moldura batiam os pés, enregelados. "Vá, avança!", incentivou Pedro Araújo, da secundária de Felgueiras, dando um ligeiro empurrão a Isabel Le Gué, da Rainha D. Amélia, de Lisboa.
A porta-voz fora escolhida no último minuto, para ler um documento duro em relação ao Governo, mas que ainda estava entalado na impressora. E ninguém tentava disfarçar a desorganização de um movimento que nasceu e cresceu de forma espontânea. "Isso está explícito no documento que infelizmente não estou a ler", chegou a soltar Isabel Le Guê, em resposta a uma pergunta. Atrás, os colegas atrapalhavam a conferência de imprensa, pontuando as declarações da porta-voz com ruidosas salvas de palmas.
A presidente da escola da Rainha D. Amélia não terá utilizado palavras tão duras como as do texto da moção. Nela, os PCE dizem, claramente, que "a insistência" do Governo na aplicação de um modelo de avaliação "cujas adaptações têm constituído factores de perturbação nas escolas" "parece responder apenas a um objectivo político que se esgota no mero cumprimento do calendário". E desmentem o Ministério da Educação, que através da Internet se terá referido à apresentação dos objectivos individuais, por parte dos professores, como a primeira fase da avaliação.
"Relativamente aos objectivos, lembramos que não há normativos legais que obriguem à sua apresentação e por isso consideramos não haver razão para alarme", disse Isabel Le Guê.
Depois, acrescentou que "o importante é que os professores percebam que são livres e que não se sintam coagidos a tomar uma decisão". "Há coacção, às vezes subliminar", disse a porta-voz. Ao seu lado, Ana Pereira, presidente do conselho executivo da Escola de Paço Sousa, precisou: "Nas escolas há medo e, principalmente, angústia. Medo das consequências, por parte dos que não entregaram os objectivos. E angústia - de uns por terem entregado e de outros por não o terem feito".
Ao contrário do que aconteceu no primeiro encontro, em que participaram 128 presidentes, a possibilidade de demissão em bloco não dominou a discussão. "Não nos demitimos de continuarmos a ter voz. É uma voz pequena, mas está a crescer", avisou Isabel Le Gué.
Dentro da sala, o apelo foi mais claro. Se em Santarém o desafio tinha sido chamar "mais colegas" - "para aumentar a capacidade de revindicação" - agora a aposta é que cada um dos 212 leve ao próximo encontro, ainda sem data marcada, "pelo menos mais dois representantes de outras escolas".
Em Lisboa, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, mostrou ter uma percepção diferente do que se passa nas cerca de 1200 escolas e agrupamentos do país. "Está tudo a correr com normalidade. Com dificuldades, mas com normalidade", disse à Agência Lusa, referindo-se à avaliação.

Publicado por JoaoTilly em 12:24 AM | Comentários (0)

Isto também é uma campanha negra!

Armando António Martins Vara



Dados pessoais:
Data de nascimento: 27 de Março de 1954
Naturalidade: Vinhais - Bragança
Nacionalidade: Portuguesa
Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo
Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008
Mandato em Curso: 2008/2010
Formação e experiência Académica:
2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
Com 56 anos só é licenciado há 4!!!

E entretanto já foi isto tudo - apenas com o 7º ano do liceu (ou se calhar com o 5º, ou com o 2º do ciclo! Sabe-se lá...):

2001/2005 - Director e Director Coordenador na Caixa Geral de Depósitos, SA
Setembro 2000/Dezembro 2000 - Ministro da Juventude e do Desporto do XIV Governo Constitucional
Outubro 1999/Setembro 2000 - Ministro-Adjunto do Primeiro Ministro do XIV Governo Constitucional
1997/1999 - Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna XIII Governo Constitucional
1995/1997 - Secretário de Estado da Administração Interna XIII Governo Constitucional
Deputado à Assembleia da República nas IV, V, VI e VII Legislaturas
Vice-Presidente das Comissões Parlamentares de Equipamento Social e de Juventude
1987/1991 - Membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa


Agora melhor:
2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516

Extraordinário...

CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS!
Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...


Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do amigo, José Sócrates...

Publicado por JoaoTilly em 12:07 AM | Comentários (1)

fevereiro 08, 2009

O campanhas negras...

Pinócrates...


Vítima de "Campanha Negra"...

*O homem é só azares… Irra!
Parece que sim, Sócrates está a ser vítima de uma, imagine-se ... "campanha negra".*

*Uma "campanha negra" que não é de agora:*

- No dia 13 de Fevereiro de 1992 aparece na Assembleia da República um Registo Biográfico FALSIFICADO com a sua própria letra. Até hoje, NINGUÉM foi capaz ainda de explicar como foi possível aparecerem 2 cópias escritas por ele próprio, cada uma delas com informações diferentes sobre as suas habilitações literárias e profissão.*

*- No dia 08 de Setembro de 1996, a um DOMINGO, enquanto grande parte dos portugueses ia à missa, José Sócrates "licenciou.se" em "engenharia civil".
Já nem vale a pena falar na "campanha negra" que foi a equivalência de 26 disciplinas, no exame por FAX ou no amigo-professor-António Morais que lhe fez os "exames".
Mais tarde, no âmbito da mesma "campanha negra", José
Sócrates encerra a Universidade que lhe deu o curso, face ao conjunto de vergonhas que se foi sabendo, e antes que se viesse a saber mais alguma coisa.*

- Em 13 de Maio de 2008, há uma "campanha negra" que apanha José Sócrates a fumar num avião desobedecendo, em absoluto, àquilo que ele próprio tinha legislado e que antes mesmo já não era permitido em aviões. Queixinhas, informou os jornalistas que não tinha sido só ele, também o Ministro Manuel Pinho o tinha feito. E para completar a "campanha negra" ... NÃO PAGOU A MULTA!*

*- Em 31de Janeiro de 2008, a "campanha negra" continua. O jornal Público denunciava que Sócrates assinava projectos de casas na Guarda das quais não era o autor mas sim Manuel Caldeira, funcionário da câmara municipal da Guarda e um colega de "curso" da Universidade Independente (dos 22 projectos localizados por amostragem, 16 foram aprovados em menos de um mês; desses houve nove aprovados em menos de dez dias e, destes, três em menos de três dias). *

- Desta "campanha negra" voltou-se recentemente a falar quando o Presidenteda Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente, também este colega de "curso" de Sócrates na Universidade Independente (irrra ... sempre a Independente) e autor de um dos projectos que Sócrates assinou, arquivou um inquérito feito a este caso por uma comissão "independente" feita por empregados ... da própria autarquia.*

*- Agora, é o caso Freeport. Parece que tudo está claro, estão-lhe a montar uma "campanha negra", basta dizer que o tio que lhe diz que "alguém" quer 4 milhões de luvas e ele não chama a Judiciária nem o Ministério Público. Não denunciou o caso? PORQUÊ??*

*No mínimo, isto é demasiado "amador", qualquer criança denunciava IMEDIATAMENTE o facto.*



Este texto não é meu - circula na net - mas eu não me importava nada que fosse.

Publicado por JoaoTilly em 10:24 PM | Comentários (0)

fevereiro 06, 2009

Pinócrates

Se eu propusesse uma iniciativa destas, aqui em Seia, caía o Carmo e a Trindade!

Mas como foi a JSD nacional... já pode ser.
E até a Ferreira Leite apoia.

As pessoas, por aqui, reconhecendo - no fundo - as suas muitas limitações, habituaram-se a pensar pequenino.
E a fazer menos ainda.
Que longe estamos da Inteligência de Lisboa!
Como é que diz o Pacheco Pereira? - «Os imbecis do meu partido, que nada tem a ver com o PSD...»

Mas nem serão imbecis: acho que é estupidez, apenas.
E quando a estupidez é explicação suficiente não é necessário procurar outra.
Benza-os Deus...

Estes outdoors aparecem com 2 anos de atraso, pelo menos. Há 2 anos já estavam perfeitamente justificados e os efeitos de desgaste e alerta popular não deixariam Pinócrates atingir os incríveis níveis de popularidade que atingiu. Claro que, neste momento, já perdeu grande parte deles.
Mas permanece ainda a dúvida em milhões de portugueses.

Estes outdoors seriam, de facto, utilíssimos há 2 anos.
Hoje, confundem-se e dissolvem-se na pré-campanha eleitoral e perdem grande parte da carga que, de facto, possuem.

Photobucket

Mas, pronto... é melhor que nada...
Um partido tem que fazer alguma coisa e lembrar às pessoas que existe. É sempre preferível do que permanecer parado, inactivo, numa letargia infinda.
Só aqui em Seia é que a "comissão política" do PSD (Mas qual comissão? 2 ou 3 pessoas que se reunem na véspera das AMs?) não percebe isso.

Ou se calhar até percebem... se calhar falta - há 3 anos - é quem conheça as pessoas do concelho e quem saiba fazer alguma coisinha no terreno...

De qualquer forma, 3 anos e meio de sono prolongado ainda não são suficientes.
Paciência.
Deixá-los continuar a dormir. Não se deve acordar ninguém a meio de um sono profundo, que é perigoso...

Publicado por JoaoTilly em 11:12 AM | Comentários (3)

fevereiro 05, 2009

Camara de Celorico substitui operador turístico

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Até que ponto uma Camara Municipal se pode substituir a um operador turístico para atrair pessoas para as suas Terras?


Aqui está um tema interessante para ser debatido.
Louva-se o esforço, mas ele já é indicativo da total falência da sociedade civil.
Ou não?

Publicado por JoaoTilly em 03:36 PM | Comentários (2)

O pedantismo: a troca/baldroca dos nomes próprios


Olhando para os nomes que constam na tabela do texto abaixo, surgiu-me este tema que é recorrente na atrasada sociedade portuguesa, embora surpreendentemente menos no interior do que nas grandes cidades.

O pedantismo - consequência directa da estupidez, ou pelo menos de falta de inteligência - pode encontrar-se em todos os actos sociais.
A começar pelo nome que as pessoas usam para se fazerem conhecer socialmente.

Aqui no interior - é certo - pouco se tem seguido a moda palonça de se escolherem os apelidos em vez dos nomes que os nossos Pais nos atribuíram e que nós damos aos nossos filhos.

Em primeiro lugar deve dizer-se que ninguem é obrigado a ficar com o nome que os pais decidiram dar-lhe. Pode mudá-lo ao atingir a maioridade.
Mas não é isso que se verifica.

O que se verifica é a estupidez de os tugas preferirem ser conhecidos pelos apelidos em vez de pelos nomes próprios.
Uma coisa surpreendente e inédita em todo o mundo civilizado, onde as pessoas são conhecidas pelo nome próprio e pelo apelido de família.
Ex: George Bush, Angela Merkel, José (Maria) Aznar, José (Luis) Zapatero, Nicolas Sarkozy, Ronald Reagan, Barak Obama, Adolf Hitler - e até em culturas e alfabetos totalmente diferentes dos nossos: Vladimir Putin, Mao Tse-Tung, milhões de exemplos...

Este pedantismo da troca / baldroca dos nomes, em Portugal, é um insulto, no mínimo, aos Pais de cada trocador.

Mas não se fica por aqui, o pedantismo. Há variações ainda mais maquiavélicas.
Outra habilidade costumeira é escolher-se um dos apelidos em vez do outro, por ser menos incómodo.
E disso há muitos exemplos aqui no interior.

Acham, os próprios, pedantemente, que essas estratégias conferem mais "status". E por isso o fazem.

Os portugueses valorizam, acima de tudo, o seu relacionamento com os que os rodeiam. Que também são portugueses e fazem a mesma coisa.
Mesmo que esse relacionamente seja completamente falso e hipócrita.
Assumem, os iluminados, ao receber um canudo, que a partir desse momento passam para outra dimensão. Passam a seres superiores e portanto pretendem demarcar-se socialmente logo a começar pelo nome que, acto-contínuo, cuidadosamente mudam.
Onde? Nas placas dos escritórios, dos ateliers, dos consultórios.

A seguir é pela roupa e pelo carro, casa, etc...
Chama-se a isto pedantismo puro.

Uma doença muito em voga há 2 gerações, com origem nas "boas" famílias de doutores que assim ganharam diferenciação social em Coimbra, meio predominantemente rural onde se detectou a primeira necessidade de que os jovens licenciados, vindos da aldeia, se destacassem do meio rural de onde provinham para ganharem credibilidade académica ou científica (tudo treta) junto dos seus pares e dos seus clientes.
Procedimento que se generalizou e se foi estendendo a Lisboa e ao Porto onde o mesmo fenómeno se verificaria.

Mas, felizmente, aqui pelo interior essa fragilidade intelectual não se propagou muito.
Por exemplo, na lista abaixo, apenas 1 interveniente não se faz conhecer pelo seu Nome próprio. (E tinha que calhar na minha Terra, claro!). Mas pode não ter sido propositado. Em Coimbra ainda é comum que as pessoas sejam tratadas assim...
Todos os demais se fazem conhecer pelos nomes próprios: João, Francisco, Carlos, António, José, Joaquim, Álvaro, Júlio...

O pedantismo existe e caracteriza logo que tipo de inteligência o envolve.
Ninguém se chama Santana Lopes. Chama-se Pedro Lopes.
Ninguém se chama Durão Barroso. Chama-se José Barroso.
Ninguém se chama Cavaco Silva. Chama-se Aníbal Silva.
Ninguém se chama José Sócrates. Chama-se José Sousa.
Mas há quem se chame Mário Soares, Jorge Sampaio, Alberto (João) Jardim.

É muito mais frequente esta troca e baldroca nos simparizantes do PSD do que nos do PS e isso também devia ser estudado.
Por exemplo, neste governo, só 3 ministros fazem a troca/baldroca:
1 - José Sousa troca para José Sócrates (primeiro e segundo nomes próprios), ignorando completamente as famílias - Carvalho e Pinto de Sousa - de que provém.
2 - Fernando Santos troca para Teixeira dos Santos por puro pedantismo já tratado.
3 - Mário Correia troca para Mário Lino (os 2 nomes próprios) desprezando o nome da família, tal como faz José Sócrates.
Ao contrário do que pode parecer José Gago não chega bem a trocar para Mariano Gago, porque Mariano é também um dos seus nomes próprios. José Mariano Rebelo Pires Gago. Resolveu assim o problema. E percebe-se que o tenham chamado por Mariano desde criança. É menos comum que José.

Todos os restantes ministros se fazem tratar normalmente. Nome próprio e apelido: Luís Amado, Pedro (Silva) Pereira, Nuno (Severiano) Teixeira, Rui Pereira, Alberto Costa, Francisco (Nunes) Correia, Manuel Pinho, Jaime Silva, José (Vieira) da Silva, Ana Jorge - que substituiu o pedante Correia de Campos - Maria (de Lurdes) Rodrigues, José (António) (Pinto) Ribeiro, Augusto (Santos) Silva.


Aqui em Seia nunca tivemos razão de queixa. Tivemos um Jorge Correia na Câmara, depois um Eduardo Brito, que teve pela frente um Nuno Vaz, e agora vamos ter um Carlos Camelo - que podia ser facilmente um Carlos Figueiredo (último apelido), se o Carlos fosse um pedante e pretendesse, como outros fizeram, fugir ao incómodo do apelido Camelo (um apelido tradicional e muito comum em Seia) - contra um .... Pina Prata???
Não! Contra um Horácio Prata.
Senão, será contra... um Albano Figueiredo. Correcto.
Ou in extremiis um... Andrade Ferreira???. Não um António Ferreira.

Assim é que está certo.

Assim é que não somos - nem fazemos dos outros - estúpidos.

Publicado por JoaoTilly em 08:52 AM | Comentários (3)

fevereiro 04, 2009

Quadro (actualizado) dos candidatos no Distrito

Com as duas interrogações assinaladas e uma correcção já efectuada, em Celorico, este é o quadro que o jornal Nova Guarda apresentava na sua última edição.
As interrogações são da minhas.

Não me parece que Álvaro Amaro concorra por Gouveia. Ainda se fosse pela Guarda...

Não me parece que Pina Prata aceite este suicídio político aqui em Seia.
Só se for tão desconhecedor da realidade de Seia que admita concorrer a vereador sem pasta. E vir a Seia de 15 em 15 dias às reuniões de Câmara.

Há mais de 6 meses escrevi um email a um esforçado e míope militante social democrata pertencente à comissão política anterior - e a esta, claro - a informá-lo das demarches que já tinham sido feitas junto de Horacinho.
Mostrou-se surpreendido. Disse que não sabia de nada.
Claro que tudo se confirma e o cenário é aquele que eu descrevi no texto anterior.

Se Horácio estiver tão desesperado na sua vida que aceite este convite, depressa se arrependerá. Não há aqui ninguém que trabalhe. Depois de 3 ou 4 visitas de resultado nulo pelas freguesias maiores ele perceberá claramente o que eu digo.

E quando tiver que constituir listas??
E quem aceitará ir pelo PSD, por essas freguesias fora, depois de um desprezo total de 3 anos e meio a que estas comissões politicas votaram todos os homens e mulheres que nós arduamente conseguimos convencer na última campanha a incorporar as nossas listas?
Já aí foi um martírio... e havia a maior vontade de mudar. Muita queixa contra Eduardo Brito (muitos anos a virar frangos...).

Então e Agora? Contra Carlos Camelo? Que não tem uma manchinha (ainda) por onde se ataque...

Vai lá, vai...

Publicado por JoaoTilly em 09:35 AM | Comentários (0)

fevereiro 03, 2009

RSE de novo no ar


A Rádio Serra da Estrela está de novo no ar, depois de uma paragem de 3 dias para uma intervenção no emissor.
Na madrugada de sexta feira passada provavelmente na sequência da trovoada que se fez sentir em Infias - no alto de Fornos de Algodres, onde se situa o emissor - uma das 4 fontes de alimentação do emissor principal queimou.
Ficámos sem emissão durante sexta, sábado e domingo.
Neste momento a Rádio está de novo no ar com toda a força.

RSE, 87.6 Mhz- a melhor música e informação horária

Publicado por JoaoTilly em 05:22 PM | Comentários (0)

INIBIDO? EU? E quem é que me inibia? O presidente ZERO???

Não é que isso seja muito importante, nem eu gosto de falar de mim próprio mas a notícia do PE induz as pessoas que a lerem em erro quando diz que «eu estou inibido» de falar em nome do partido.

Nem há ninguém com legitimadade para me inibir de coisa nenhuma, excepto o Tribunal.
Mais: tal "inibição", a existir, seria absolutamente estúpida.
Se não fossem tão distraídos, perceberiam que eu nunca falei em nome do Partido até porque o Partido que me elegeu vale 5500 votos e não os 24 votos pingados que elegeram este presidente zero que nada faz pelo concelho.

E, ao contrário de outros, eu não gosto de ser apelidado de «palhaço» nem de «garoto sem credibilidade» em público, como foi caracterizado repetidamente o presidente da comissão politica do PSD de Seia numa Assembleia Municipal em que o jornalista que escreveu este texto esteve presente.
Sobre isso o jornalista não falou, e foi esse um facto da maior importância política e social.

Esse dia marcou a minha ruptura com este presidente zero.
Quem não se sente não é filho de boa gente e Andrade Ferreira, ao saber das acusações gravíssimas que lhe foram feitas, nem assim reagiu.
Pergunta-se: Já não há Homens no PSD?
Claro que há.
Mas não é geral, pelos vistos.

O PSD é um Partido que merece todo o respeito.
Um presidente decorativo que nada faz nem sequer defende o seu Bom Nome não merece nenhum. Enquanto presidente, está claro.
Como pessoa, toda a gente merece o meu respeito. E não só. Também todos os animais.

Todas as minhas críticas políticas têm sido dirigidas exclusivamente ao presidente zero desta comissão política e nunca para o PSD como Partido.
Basta ler o que eu escrevo. E está tudo neste blog.

Por isso é absolutamente imoral que um insecto político se apodere de uma legitimidade política que não tem, usando o Partido para se tentar vingar pessoalmente de alguém.

Eu nunca denegri o PSD enquanto Instituição.
Digo a verdade relativamente ao Presidente Zero.
Mas nunca me pronunciei sobre o PSD que são - repito - 5500 pessoas e não aqueles simples 24.

O PSD é e devia permanecer alheio tanto à sua brutal incapacidade política quanto às minhas críticas.
O PSD nunca deveria ter sido metido ao barulho.

Mas como os fracos não têm coragem nem argumentos para responder às críticas justas que lhes são feitas directamente, tentam "vingar-se" socialmente (palonços!...) usando ilegitimamente orgãos para os quais nem sequer foram eleitos com o mínimo de Dignidade e de Honra.

Eu nunca aceitaria ser empossado se tivesse obtido apenas aqueles ridículos 24 votos, sendo os membros da comissão política 14!.

É uma vergonha para o PSD de Seia.
Mas quem o envergonha e tem envergonhado?
Sou eu? Não!

Se alguém em Seia tem envergonhado o PSD é Andrade Ferreira com a sua inépcia, inacção e incompetência política.

Ao recorrer a estes expedientes, usando o Partido para tentar executar vinganças pessoais e vestindo, politica e descaradamente "as calças do pai", Andrade Ferreira demonstra publicamente a falta de estatura política que se espera de um presidente.

Mesmo daqueles que são eleitos com os votos da família.

Publicado por JoaoTilly em 04:21 PM | Comentários (1)

Gonçalo Amaral, Lido e criminalidade no Porto

Como o tempo é pouco, aqui vai.
1 - Gonçalo Amaral. A sua derrota política é um passo no sentido correcto dado por Ferreira leite. Amaral personifica o que de pior a Judiciária tem. E o país. Ser mediático - pelos piores motivos - não pode ser suficiente para se ser candidato. Medida correcta.
2 - A droga venceu o velho Lido. A Amadora perdeu o centro comercial abandonado e alguém vai ganhar muito com o negócio imobiliário. Se é que ainda há quem queira investir...
3 - A criminalidade no Porto não pára. Nem em Lisboa, aliás. Hoje soubemos que 2 grupos, a acreditar na polícia (coisa que eu garanto que não faço), assaltaram 2 farmácias na mesma rua e o Intermarché de Avintes e mais não sei o quê. Só se sabe isto porque foi tudo na mesma noite e o desgraçado do gerente do Intermarché levou um tiro na cara. Mas isto é todos os dias. Basta abrir o Correio da Manhã.
Se a polícia apanhar um só das centenas de ladrões que assaltam diariamente este país, faz uma festa para abrir os telejornais.
Mas, por cada um que apanham, mais de 1000 percebem que a probabilidade de serem apanhados é igual à de lhes sair o totoloto e começam calmamente a "trabalhar".
Uma verdadeira vergonha, a investigação policial em Portugal.
Uma verdadeira vergonha.

Publicado por JoaoTilly em 09:43 AM | Comentários (0)

fevereiro 01, 2009

Carta ao PR

Há 3 perguntas que eu faço, na sequência desta trapalhada toda que se vive hoje – o caso Freeport.
E a primeira é: alguém, em Portugal, acredita que Sócrates tirou de facto uma licenciatura limpa?
A segunda é: alguém, em Portugal, acredita que aqueles projectos na Guarda foram da sua autoria?
Nesta sequência, vem a terceira:
Alguém acredita, em Portugal, que Sócrates está completamente inocente nesta história do Freeport?
Mesmo que esteja inocente a verdade é que ninguém nisso acreditará, neste momento.
E então Sócrates tem condições para governar debaixo de toda esta suspeita?
De maneira nenhuma!

Ele agora calar-se-á à espera que os seus comissários políticos e a justiça (leia-se os amigos que tem colocados nos mais altos cargos no aparelho judicial) façam o trabalho dos bombeiros para apagar a fogueira e o tempo fará o resto. Como diz Jorge Coelho: há muita pouca memória na sociedade. Passados 6 meses…
Aquilo passa e este será mais um inqualificável episódio que envolve este primeiro ministro e as fortes suspeitas públicas sobre a sua honorabilidade, sobre a sua rectidão, sobre a sua honestidade, já por duas vezes questionadas no passado. De modo que esta é a terceira vez que as vemos – a honestidade, a honorabilidade, a rectidão do 1º ministro – altamente questionadas publicamente.
Falta a quarta, a quinta, a sexta…
E eu desconfio que é só uma questão de tempo até que as próximas apareçam.
É que quando a Justiça não funciona contra os fortes, outra coisa – a praça pública - toma o seu lugar.

Ninguém pense que controla a sociedade.
Pode controlar muitos órgãos de informação durante algum tempo. Como aconteceu com este governo.
Mas, como se vê claramente neste caso, é impossível controlar todos os órgãos durante todo o tempo.

Este primeiro ministro tem a sua imagem absolutamente degradada e vai arrastar consigo a imagem dos mais altos dignitários da Justiça, se Pinto Monteiro não puser já Cândida Almeida no seu devido lugar.
Não podemos permitir que a sua amiga e correligionária Cândida Almeida continue à frente deste processo que envolve o seu amigo, como é já público.
Não é límpido.
Pode não ser ilegal, mas é imoral.
E é mais uma desconfiança que ficará, se não for resolvida rapidamente.
Cândida Almeida – ela própria – já violou o segredo de justiça na RTP ao declarar um dos intervenientes no processo como não suspeito e outro como suspeito.
Curioso é que o não suspeito é exactamente aquele que a polícia inglesa aponta como Principal suspeito enquanto o outro – o tio – nem sequer é mencionado na carta rogatória inglesa.

Ora é fundamental que Cândida Almeida, depois das declarações que proferiu na RTP, seja afastada das investigações para que não aconteça de novo o que se passou com Paulo Pedroso, que, apesar de não acusado, não haverá ninguém neste país que não acredite no seu envolvimento no caso da Casa Pia.
Exactamente por isso. Porque o seu processo foi tratado pelos amigos.
E não pode ser.

Portanto, como não há fim à vista neste processo, nem daqui a vários anos (se não ficar esquecido na gaveta de Cândida Almeida mais 3 anos), e como Sócrates não se demite, na minha opinião o Presidente da República só tem uma solução: dissolver o Parlamento e convidar o PS a formar novo governo.
Que o PS não aceitará.
E, sendo assim, convocar eleições antecipadas.
Não há grande prejuízo. Elas vão existir na mesma e a dissolução serviria apenas para marcar uma posição que não tem alternativa.
Deixar prolongar isto até às eleições é o pior que se pode fazer.
É consolidar o pântano de desconfiança e de corrupção generalizada em que este país já está atolado.

Sei que não é isso o que acontecerá.
Mas é isso o que devia acontecer.

Publicado por JoaoTilly em 10:00 AM | Comentários (4)