Quem disse que uma bicicleta citadina não pode fazer todo o terreno???
Provavelmente o primeiro passeio de bicicleta pela futura variante de Seia...
Na estrada, fartei-me de ultrapassar ciclistas "profissionais" domingueiros a subir para S. Romão (!!!) em cima de altas máquinas.
Mais caras do que este meu brinquedo.
E fi-lo sem esforço, a assobiar, enquanto eles puxavam o máximo por si e pelas máquinas.
A bicicleta eléctrica é o melhor meio de transporte urbano até hoje inventado.
Não há dúvida nenhuma!
3 minutos do Afonso Costa à rotunda do Leitão a subir.
1 minuto a descer.
É a velocidade média normal de um automóvel numa hora sem muito trânsito.

Aproveitando para escrever o meu primeiro texto a partir do wireless do Espaço Ego informo todos os amantes da neve que hoje, durante toda a manhâ, caiu o belo manto branco em força em Seia e na Serra da Estrela.
Há pois que rumar a Seia para apreciar a maravilhosa neve e a óptima gastronomia da regiao.
Hoje não pude cumprir o meu ritual de há anos e ir comer o incomparável feijão ao Restaurante Mota Veiga, em Arrifana, por razões profissionais, mas fomos degustar o belo lombo e a bela vitela ao Leitão, outra referência da gastronomia Senense.
.
O restaurante do Eurosol Camelo Hotel é outra magnífica escolha, em Seia, tal como os restaurantes Borges e o Tachinho.
Na avenida Luis Vaz de Camões, a avenida do cinema, mais 2 restaurantes de boa qualidade e preço razoável se podem encontrar: Jardim e Regional. E, na 1º de Maio, o restaurante Central que hoje estava cheio como um ovo...
Na estrada para S. Romao, a pizzaria O Sole Mio propriedade de um verdadeiro amigo italiano, o Salvatore, e mais abaixo outro restaurante de charme: Prima Donna de muitíssima qualidade e, para a juventude, o Joan´s
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Logo à frente, a Quinta do Crestelo, complexo turístico polivalente que disponibiliza um restaurante 5 estrelas (peço desculpa pelo esquecimento na primeira versão do texto).
A caminho da Torre, claro, o mais emblemático e conhecido restaurante de Seia: o Restaurante do Museu do Pão que já não necessita apresentações. Nem recomendações.
Portanto, podem vir ver a neve que fome, em Seia, não passam.

E não admira, com o frio que tem estado!
Cairá neve na Serra da Estrela, para altitudes a partir dos 1900 metros (Torre) durante os próximos dias.
O fim de semana promete!

A Alta Finança mundial está a ser obrigada a mostrar alguns dos seus muitos podres.
A especulação financeira tem sido o modo de vida e de enriquecimento fácil e perpetuado de muitas Famiglias, Comendadores, e de todo um pântano que se ocupa em reproduzir o dinheiro sujo de alguns, sujando-o mil vezes mais.
Ninguém acredita que os milhões exibidos pelos inenarráveis Berardos desta vida tenham sido ganhos com o suor do próprio rosto. Menos com recurso à sua clara inteligência.
Mas foram de facto "ganhos" com suor. E muito. E lágrimas. De muitos milhões de rostos.
Estamos a espreitar apenas por uma pequena fresta para dentro da colossal caixa de Pandora que é o mundo da Alta finança e da especulação financeira mundial.
«Ganhar milhões com o trabalho e o negócio de outrem».
Era a isto que se dedicava a Alta Finança nos meados do sec 20. Há meros 60 anos.
Mas não chegava.
Era preciso ganhar muito mais.
Assim, começou-se a investir na desgraça da Humanidade.
Nas 7 indústrias mortais:
1 - Na indústria do armamento.
2 - Na indústria da disseminação da droga world wide.
3 - Na indústria da doença que justifica a Indústra da Saúde.
4 - Na Indústria da Religião que cimenta e perpetua a estupidificação popular e o atraso continuado dos povos.
5 - Na Indústria da pornografia que retirou qualquer réstea de dignidade à condição Humana.
6 - Na indústria da informação, ou seja: da estupidificação do povo por parte dos media.
7 - Na Indústria da Terra (agricultura e minas) que escraviza os povos - nações inteiras que nela trabalham ganhando menos de 1 dólar por dia para dela extraír os produtos transaccionados em bolsa, como o café, e os outros que dão bem mais, como a coca e os diamantes.
Não há nenhum banco que não invista na maior parte destes ramos de negócio,
directa ou indirectamente. Porque são estes os negócios que fazem dinheiro a sério.
Os outros, os tradicionais - construção, automóveis, música, cinema, roupa, mobiliário, alimentação, comércio a retalho, turismo - por mais rentáveis que sejam dão apenas uns "cobres", uns míseros peanuts se comparados com aqueles 7 grandes grupos.
Ninguém vai arriscar 1 milhão de euros numa linha de têxteis - veja-se o que aconteceu aqui mesmo em Sta Marinha, onde até uma empresa sem dívidas a ninguém fechou!!! - arriscando-se a perdê-lo ou a andar sempre aflito, se o puder investir seguramente num dos 7 cavaleiros do apocalipse citados.
Mas como não é próprio nem de bom tom recomendar-se directamente o investimento em nenhum destes 7 ramos, dizemos, simplesmente, que estamos a colocar dinheiro "a salvo" numa off-shore.
Onde é que essas off-shores investem?
Nos negócios tradicionais???
E ainda por cima estas operações não trazem quaisquer riscos dignos de menção.
Quando a polícia apanha um rabbit, propositadamente enviado para ser apanhado com uns quilitos de coca falsificada sem valor comercial nenhum é porque os verdadeiros Senhores dos Químicos já passaram um milhão de vezes mais no mesmo sítio.
Quanto à Indústria do armamento, ou dos diamantes, por exemplo, a coisa é tão sofisticada que são os próprios Estados os branqueadores do capital alheio.
Toda a gente o sabe.
O que não se sabe é a dimensão da catástrofe que se avizinha.
Porque embora tudo continuasse a funcionar em pleno, surpreendentemente a cadeia quebrou-se.
E, quais Donas Brancas planetárias, os bancos acabarão todos sem um avo.
Neste momento ainda estão na fase de olhar uns para os outros, a tentar resistir mais umas semanas à declaração de descalabro.
Mas mal comece um, os outros segui-lo-ão em catadupa porque todos estes triliões de dólares ganhos nas 7 principais indústrias do planeta se espalham rapidamente e se dissolvem on thin air...
E é preciso continuar a facturar na guerra, na droga, na doença na religião e na desinformação que distrai as populações e adormece as consciências críticas com lixo, futebol e novelas, tudo abafando e permitindo, por isso, a perpetuação do status quo.
É que se estes 7 negócios vão abaixo, milhões de pessoas em todo o mundo morrerão à fome. E doentes. Não sei mesmo se a Humanidade globalizada não se extinguirá dentro de poucos anos.
Este é o paradoxo da nossa civilização.
É a destruição lenta da Humanidade aquilo que ainda a sustenta.
E isso até é Natural no sentido estrito do termo.
Repare-se que é o envelhecimento o que nos permite continuarmos vivos e evolutivos.
No momento em que pararmos de envelhecer e de nos degradarmos, em vida, o que acontece?
Pensem nisto.
Há, pois, que continuar a viver com este paradoxo.
A nossa sobrevivência enquanto espécie garantiu-se à custa da destruição de milhares de outras.
Eu não tenho nenhuma dúvida que a sobrevivência das restantes espécies neste planeta só se garantirá com a extinção da nossa.
Isso até já aconteceu em locais isolados num passado não muito longínquo.
Os Habitantes da Ilha de Páscoa extinguiram-se.
Os Maias também.
Está tudo inventado. Foi-nos tudo explicado pela Mãe Natureza.
Temos que ter esta noção enquanto bebemos champagne e comemos caviar.
A meia dúzia de quilómetros de Seia existe um outro lugar mágico.
A Póvoa Velha.
Uma aldeia recuperada, em grande parte, pelo investimento privado e transformada num local muito aprazível e relaxante.
A pouco mais de 1 quilómetro da estrada principal que liga Seia à Torre é de todo aconselhável este pequeno desvio onde o visitante pode desfrutar desta impressionante arquitectura rural.
Visitar também as Casas da Ribeira.

O Bloco de Esquerda retirou a confiança política ao Zé: o que cortava a direito, o justo, o incorruptível, o que não pactuava com as negociatas e as denunciava todas.
Por isso, das duas uma: ou o Zé deixou de ser isso tudo, ou o bloco deixou de considerar essas permissas suficientes para continuar a apostar no Zé.
O Zé, que obteve menos votos em Lisboa (com mais de meio milhão de eleitores) do que o presidente da câmara de Seia (onde só há 19.000 eleitores reais), mostra ao país que quando se está por dentro das coisas elas adquirem afinal uma outra dimensão.
Ou porque se sabe mais, ou porque se ganha mais, ou ambas.

Paciência...
Tem o bloco que arranjar outro Zé. Talvez menos espalhafatoso e um nadinha mais vertical.

Seja qual for o desfecho - e espero que a sentença final após todos os recursos ainda apanhe Carlos Cruz vivo - há um que não será condenado pela justiça que temos.
Mas esse mesmo - Paulo Pedroso - não passou incólume pelo processo.
Não há ninguém em Portugal que não acredite que ele é tão culpado como os maiores culpados.
No Opinião Pública que neste momento está a decorrer na Sic Notícias, todos os espectadores - TODOS sem excepção - consideram que a maior vergonha deste processo foi a "imunidade" concedida a Paulo Pedroso...
Pelo menos é o que se depreende dos discursos perfeitamente caóticos dos espectadores.
Também é verdade que não há um único espectador que telefone que não envergonhe este país com a sua inacreditável oralidade.
Mas é Portugal.
É isto que temos.
Vou tentar inserir aqui alguns dos testemunhos para se ter a noção da qualidade do povão que liga para as televisões para «dar opinião».
Pedroso está feito.
Mas Portugal está ainda mais.

Segundo os sites "pro" da meteorologia mundial esta noite nevará na Serra da Estrela.
O suficiente para a cobrir com o manto branco costumeiro?
Sim. Acima dos 1200 metros.
Acima da Lagoa Comprida.
Para os turistas que queiram vir visitar a Serra, um dos percursos recomendados será:
Seia - Sabugueiro - Lagoa - Torre - Lagoa - Loriga - Valezim - S. Romão - Seia
Se o visitante quiser deliciar-se com as nossas aldeias de xisto (também temos) e paisagens maravilhosas ligadas ao Rio Alva aconselho:
Seia - Loriga - Fontão - Loriga - Cabeça - Casal do Rei - Vide - Sandomil - Seia
São apenas 2 de mais de 10 possibilidades diferentes com início e fim em Seia - a melhor e mais bela porta de entrada para a Serra da Estrela.
Desde meados de Outubro tenho recebido regularmente emails a solicitar informação sobre alojamentos em Seia para a passagem de ano.
Todos os anos assim acontece só que este ano os pedidos de informação começaram sensivelmente mais cedo.
A confirmar as declarações de Jorge Camelo que, há poucas semanas, confessava às televisões que este ano a procura estava mais activa.
Parece termos motivos para algum optimismo.
Não só porque o turismo traz receitas à nossa região mas principalmente porque traz também muita gente nova que em muito anima os fins de semana na nossa cidade, e que passa a conhecer o nosso concelho, os produtos regionais, a gastronomia, o artesanato, e pode levar consigo algumas das mais belas imagens naturais que por certo alguma vez as suas câmaras de fotografar ou filmar captarão.
Nesse sentido, o Município disponibilizará informação pública e permanente sobre locais e percursos de interesse turístico que, felizmente, por aqui não faltam.
O Turista não precisará perder tempo a procurar informação.
Seia possui um agradável posto de Turismo muito moderno e bem situado no centro da cidade mas, para além dele, a informação turística virá parar aos olhos e aos ouvidos do turista "naturalmente".
A partir de 1 de Dezembro uma nova dimensão em comunicação será implementada em Seia e em toda a região nordeste da Serra da Estrela.
Se há algum prémio de mérito que terá sido bem atribuído alguma vez, esse por certo o foi a Carlos Branquinho que, onde quer que vá, não se cansa de promover a sua e a nossa Terra até à exaustão.
Obrigado, Carlos.

Meras 24 horas depois de se afirmar absolutamente inflexivel, miss Milú dá um golpe de rins dificil até parra o mais experimentado contorcionista.
Mas os prossupostos mantêm-se.
Esta gente até ontem tão arrogante, afinal hoje a tudo se humilha desde que o processo (mas afinal qual processo??? Já nem interessa nada isso!... um qualquer!) não páre.
O medo que estes desgraçados têm de perder a face!...
Querem lá eles afinal saber da Escola, dos alunos ou de uma avaliação justa!
Estes galguistas, durante ano e meio, encheram a boca com mentiras descaradas e insultaram a inteligência todo o país para agora, de um dia para o outro, virem dar o dito por não dito e voltarem o bico ao prego. Tudo com a maior cara de pau e desfaçatez!
Só foi preciso terem percebido que o tacho estava em perigo.
Estes infames já só querem é sobreviver politicamente até às eleições.
Pois não sobreviverão!
Eu estou de acordo e solidário com os sindicatos neste ponto.
Aliás é preciso dizer que Mário Nogueira percebeu a infâmia em que caiu ou foi atraído (vamos passar um pano sobre isso) e agora está a NOVAMENTE A proceder muitíssimo bem.
Errar é humano.
E eu, pela minha parte, já lhe perdoei, porque ele retomou a luta NO PONTO ONDE TINHA CLAUDICADO e emendou a mão.
Não há que parar esta luta até os deitar literalmente por terra.
Há que mostrar a esta gente quem são os «ratos» e os «professorzecos».
A justiça portuguesa está de parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
(clique abaixo para os ver)
Desde a morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
Ao desaparecimento de Madeleine McCann,
à incrível condenação de Leonor Cipriano por alegadamente ter morto a filha que pode muito bem estar viva
Ao caso Casa Pia
Do caso Portucale
Operação Furacão
Da compra dos submarinos
Às escutas ao primeiro-ministro
Do caso da Universidade Independente
Ao caso da Universidade Moderna
Do Futebol Clube do Porto
O Apito Dourado
Ao Sport Lisboa Benfica
Da corrupção dos árbitros
À corrupção dos autarcas
De Fátima Felgueiras
A Isaltino Morais
Da Braga parques
Ao grande empresário Bibi
Das queixas tardias de Catalina Pestana
Às de João Cravinho
As operações imobiliárias da Obriverca
As alterações dos PDMs para beneficiar construtores.
As acusações feitas por Marinho Pinto bastonário da Ordem dos Advogados e que o MP prometeu investigar.
Dos doentes infectados por acidente e negligência com o vírus da sida?
Do miúdo electrocutado no semáforo
Do outro afogado num parque aquático?
Das crianças assassinadas na Madeira
Do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
A miúda desaparecida em Figueira?
Todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
As famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão?
Os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran
Os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência?
A distribuição aos amigos das casas da Câmara de Lisboa
Pois é... a justiça portuguesa está de Parabéns!
Depois de anos e anos a batalhar eis que surgem os primeiros resultados.
Prenderam um jovem que fez um download de música ...
YEAAAAAAAAH!... VIVA!!!!
Primeiro português condenado à prisão por pirataria musical na Internet!...
O Indivíduo poderá passar entre 60 a 90 dias atrás das grades por ter feito o download e partilhado música ilegalmente com outros utilizadores!...
Confirmam-se as declarações do Bastonário dos Advogados:
'O Ministério Público é muito forte com os fracos e muito fraco com os fortes', afirmou.
'Existe em Portugal uma criminalidade muito importante, do mais nocivo para o Estado e para a sociedade, e andam por aí alguns impunemente a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade, sem haver mecanismos para lhes tocar.
Alguns até ocupam cargos relevantes no aparelho de Estado português, ostensivamente', afirmou Marinho Pinto, citado pelos jornais portugueses. Segundo afirmou, 'o fenómeno da corrupção é um dos cenários que mais ameaça a saúde do Estado de direito em Portugal'.
Sócras convocou um Conselho de Ministros extraordinário para tratar exclusivamente do processo de avaliação dos professores.
Se Sócras não estiver completamente louco, comunicará aos seus empregados que decidiu suspender o processo.
Se for completamente louco continuará para a desgraça total.
Cavaco deve ter dado um puxão de orelhas grande a Sócras ontem à noite, depois de confessar que «lamentava muito» que Sócras tivesse feito orelhas moucas ao seu apelo.
Se eu ainda percebo alguma coisa deste circo gigante a que chamam Portugal, Sócras irá suspender o pidesco processo.
Se não o suspender agora, ele de qualquer modo não avançará. E Sócras perderá a face quando se perceber que nem 5% dos professores se submeterão ao pidesco processo.
É tão simples como issso.
E é isso que vai acontecer, ou eu não me chame Asdrúbal,
Explicando porque não pode ceder o ministério às exigências dos professores:
«Quando se dá uma bolacha a um rato ele a seguir quer um copo de leite!»
Um relato na primeira pessoa.
Leia toda a história clicando em baixo!
Nos últimos dias recebi SMSs de diversos colegas alertando para a presença do Jorge Pedreira, secretário de estado da educação, numa palestra a realizar em Setúbal, no dia 16 de Novembro às 17h. A palestra era subordinado ao tema "Política de Educação", foi promovida pela distrital do PS mas era aberto a não-militantes.
Eu lá apareci, pensando que ia encontrar vários colegas da nossa escola, mas fui o único. No auditório da Estalagem do Sado, estávamos oitenta pessoas, o que corresponde a cerca de metade dos lugares. Esperava ver lá mais gente. Quase todos os presentes eram militantes do PS e percebi mais tarde,
pelas intervenções, que cerca de metade dos presentes eram, também, professores. Eu, que sou apartidário e feroz crítico de quase tudo o que seja políticos e seus comportamentos, e nada habituado a estas lides, ali fiquei sentado ao lado de um colega de outra escola, na última fila.
Na mesa estava o secretário de estado, ladeado pelo ex-deputado, actual presidente da distrital do PS (e também pintor) Vítor Ramalho, e por um indivíduo que nunca falou e que desconheço. Na plateia reconheci de imediato o Humberto Daniel, ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião, e o Paulo Pedroso, deputado do PS.
A palestra foi um misto de operação de charme e de apalpar o pulso aos militantes sobre o assunto em causa.
O secretário de estado falou durante 50m, ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural e obviamente, a lição mais do que sabida. Disse essencialmente disparates, mentiras e até ofendeu os professores. Aquelas coisas que estamos fartos de ouvir: os professores trabalham poucas horas, nunca foram avaliados, não querem ser avaliados, os sindicatos assinaram e agora não cumprem com o que assinaram, os professores eram uns privilegiados porque progrediam automaticamente nas carreiras, o excessivo abandono escolar, a falta de hierarquias, o premiar do mérito, etc., etc., etc.
Depois houve inscrições para expor opiniões. 27 pessoas se inscreveram, entre as quais eu, que falei mais ou menos a meio. Pensei que a generalidade dos militantes aproveitasse a ocasião para tecer elogios às virtudes do ECD e do seu modelo de avaliação, mas não foi isso que aconteceu. Começou por falar o militante Chocolate Contradanças (é esse o seu nome) que foi professor e se disse desgostoso por ver o estado de desmotivação em que a sua mulher está, ela ainda professora, e referiu que o PS iria perder a maioria absoluta devido a esta ME; foi aplaudido. O Humberto Daniel teve uma intervenção bombástica ao começar por dizer que "por muito menos o Correia e Campos foi para a rua"; foi aplaudido. Outros militantes se seguiram. O Paulo Pedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse "a Escola está agora pior" e, referindo-se a uma passagem do discurso do secretário de estado em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que "o PS esteve 7 desses 10 anos no governo"; foi muito aplaudido. Seguiram-se outras intervenções, de professores, alguns membros de conselhos executivos, ex-professores e militantes do PS, cada uma apontando aspectos diferentes das fraquezas deste modelo de avaliação, raramente se
apontando virtudes.
Chegou a minha vez e quis partir mais alguma loiça, pois estava revoltado sobretudo com uma frase dita pelo secretário de estado e que não havia sido ainda comentada por ninguém. No final do seu discurso ele havia dito, referindo-se às negociações com os sindicatos, que não estava na disposição de ceder nem de renegociar. Coroou o seu raciocínio com o provérbio chinês "Quando se dá uma bolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite." Assim, sem tirar nem pôr! Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora mas que não podia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professores eram comparados aos ratos, e salientei:
– Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo de leite, mas também sabe desmontar uma ratoeira;Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone na mão. Mas não fraquejei e
achei que devia ser ainda mais contundente. Depois de referir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás dele disse:
– Isto é uma palhaçada!
Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que os professores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei que:
– Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nunca trabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às férias e às paragens, como nos podem atirar isso à cara se nos limitamos a cumprir o calendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubar alguma coisa a alguém.
Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:
– Isto é uma palhaçada!
Às tantas o Vítor Ramalho interveio e disse que não podia admitir esta linguagem, que se tratava de um encontro de militantes do PS onde as pessoas se respeitavam. Eu, que vejo na generalidade dos políticos pessoas que são tudo menos sérias, estive-me nas tintas para os seus pruridos. Perguntei-lhe se os não-militantes não podiam intervir. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se me deixava continuar e concluir a minha opinião. Disse de novo que sim, e eu continuei. Para concluir lembrei-me de uma série de ataques que o secretário de estado fez aos professores e às suas formações. A esses ataques respondi:
– Todos os professores têm formação média, superior ou equiparada, alguns têm mestrado, outros têm doutoramento. Fizeram profissionalização dentro dos moldes estipulados superiormente. Fazem acções de formação e actualização com regularidade. Como nos podem atirar também isso à cara? Lembro que mais de 90% dos professores têm habilitações académicas superiores às do primeiro-ministro.
– Aí é que foram elas! Não se podia falar mal do ai-jesus de todos eles, ali. Pateadas da mesa e de muitos dos presentes na plateia. Ainda perguntei, por duas vezes:
– Estou a dizer alguma mentira?
Ninguém me disse que não. Sentei-me; ninguém bateu palmas. Ouvi atentamente as intervenções seguintes.
Um psicólogo referiu que a ministra tem, à partida, qualquer coisa contra os professores, e que isso é notório nas suas intervenções. O último a falar foi um colega que referiu conhecer como funcionam as coisas noutros países da Europa, onde esteve várias vezes em trabalho, e de não saber de nenhum onde os professores sejam divididos em duas carreiras. Questionava ele a que país, afinal, tinha ido o ME inspirar-se.
Para terminar, foi dada a palavra ao secretário de estado, que voltou a falar das virtudes deste modelo de avaliação e da importância de o levar à prática. Foi um discurso circular, onde muito pouco se reflectiram as preocupações colocadas pela plateia.
Foi assim a minha aventura de quatro horas numa palestra promovida pelo partido que suporta o governo que está a destruir o ensino público no nosso país.
António Galrinho
D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M
VEJAM A LEGISLAÇÃO
A questão da privacidade da definição de objectivos e avaliação está claramente definida na legislação.
Artº 49º do ECD:
1 - Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2 - Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria está no bendito ECD
NÃO CAIR NA RATOEIRA. OS PROFESSORES NÃO SÃO FILHOS DE GENTE PARVA !!!
NÃO PREENCHER OS OBJECTIVOS ON-LINE !!!
Esta medida é 100% ilegal! ILEGAL !!! ILEGAL!!!!
Artº 49º do ECD:
1 - Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2 - Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria está no bendito ECD
Ilegalidades deles, são como tordos a cair!
Como de costume esta gentinha não sabe as leis com que se cose! São propostas de ilegalidade, em cima de propostas de ilegalidade!!!!
A lei diz tudo! Ninguém me pode obrigar a divulgar um qualquer documento sobre a minha avaliação, mesmo que me garantam sigilo! O sigilo é só entre mim e o avaliador! Não entre mim e o pessoal da DGRHE!
Decreto-Lei nº 15/2007, de 19 de Janeiro
Artigo 6.º
Instrumentos de registo
3 -- Sem prejuízo da existência de cópias na posse dos avaliadores ou em arquivos de segurança, os originais dos instrumentos de registo são arquivados, logo que preenchidos, no processo individual do docente, tendo este livre acesso aos mesmos.
Artigo 49º
Garantias do processo de avaliação do desempenho
1--Sem prejuízo das regras de publicidade previstas no presente Estatuto, o processo de avaliação 512 Diário da República, 1.a série--N.o 14--19 de Janeiro de 2007 tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual.
2--Todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria.
Para além disto, quer o artº Artigo 3º Princípios orientadores, quer o Artº40º
Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho referem que:
1 -- A avaliação do desempenho do pessoal docente desenvolve-se de acordo com os princípios consagrados no artigo 39.o da Lei de Bases do Sistema Educativo e no respeito pelos princípios e objectivos que enformam o sistema integrado de avaliação do desempenho da Administração Pública, incidindo sobre a actividade desenvolvida e tendo em conta as qualificações profissionais, pedagógicas e científicas do docente.
E que diz o SIADAP sobre o assunto?
Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro
Artigo 44.º
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2 -- Sem prejuízo do disposto no número anterior e de outros casos de publicitação previstos na presente lei, os procedimentos relativos ao SIADAP 3 têm carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada trabalhador ser arquivados no respectivo processo individual.
3 -- Com excepção do avaliado, todos os intervenientes no processo de avaliação bem como os que, em virtude do exercício das suas funções, tenham conhecimento do mesmo ficam sujeitos ao dever de sigilo.
4 -- O acesso à documentação relativa ao SIADAP 3 subordina-se ao disposto no Código do Procedimento Administrativo e à legislação relativa ao acesso a documentos administrativos.
D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M D I V U L G U E M E S T A M E N S A G E M
Ocorreu no sábado passado o tradicional almoço de apresentação dos atletas do Núcleo de Desporto e Cultura de Gouveia. Muitos deles são de Seia.
De salientar que todos eles são excelentes alunos para além de multi-recordistas nas suas especialidades. O mais "velho"- André Jordão - entrou em medicina o ano passado.
Um directo da Praça da Alegria a partir da Companhia das Abóboras, uma empresa sediada em Gouveia mas com ligações, também, a Seia.
Um directo da Praça da Alegria a partir do Pão do Sabugueiro, uma empresa local com dimensão nacional e que continua a levar os seus produtos e o nome da nossa Terra - Sabugueiro, Seia - aos 4 cantos do país.
E a seguir o vídeo promocional que eu realizei por altura da inauguração da fábrica em Seia.
E que já vai com mais de 3300 visualizações no Youtube.
Uma religiosa do Porto foi condenada a um mês de prisão por não ter pago o bilhete de autocarro e ter recusado pagar uma multa de 50 euros que o juíz lhe aplicou como alternativa a ir para a cadeia um mês, escreveu o 24 horas a 20 de Outubro
Maria Amélia Gomes, a freira, disse não ter dinheiro para pagar a multa e preferiu a cadeia, onde já cumpriu pena efectiva. Esteve em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos.
A freira percorre os bairros problemáticos do Porto, tendo já por diversas vezes sido agredida por traficantes de droga que a acusam de ser informadora da polícia. Segundo o 24 horas, quem a conhece diz que não tem quaisquer posses, pois dá tudo o que tem.
A freira acabou por estar quase 'em casa', já que a prisão de Santa Cruz do Bispo fica num terreno que no passado pertencia ao Paço Episcopal e era local de férias para o bispo do Porto.
Os traficantes, criminosos, ladrões, trafulhas, assassinos, violadores, pedófilos e os criminosos de colarinho branco têm atenuantes nos seus crimes quando vão a julgamento...
99,9% deles nem sequer a julgamento vão, neste país do 3º mundo.
ATENÇÃO: NÃO REGISTE OS SEUS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS ONLINE
[Não introduza quaisquer dados no aplicativo informático criado pea DGRHE. Pode incorrer numa situação ilícita!]
Caro/a Colega,
Tal como se esperava, o Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.
Ora, em lugar nenhum o ME (nem poderia fazê-lo) declara que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.
Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.
E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.
1.º - Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;
2.º - Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.
Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, recusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho. E isto é que é verdadeiramente importante!
Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer côro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.
Colega, não preencha esse formulário. Trata-se de um punhal apontado ao coração da luta, traiçoeiro e desonesto. Trata-se de uma chantagem emocional à qual temos de resistir.
A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:
25 a 28 de Novembro – MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (26 É NA REGIÃO CENTRO)
3 de Dezembro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES
4 e 5 de Dezembro – VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME
9 a 12 de Dezembro – GREVES REGIONAIS (NA ÁREA DA DREC É A 10 DE DEZEMBRO)
GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) - será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.
19 de Janeiro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES (ASSINALANDO DOIS ANOS DE VIGÊNCIA DO ACTUAL ECD)
Os Sindicatos vão, ainda, interpôr PROVIDÊNCIAS CAUTELARES em todas as situações ilegais que decorram da imposição de qualquer simplificação do modelo, de incompatibilidades entre avaliador e avaliado, etc.
Tendo em conta a gravidade da situação, não é posto fora de hipótese a realização de OUTROS PERÍODOS DE GREVE que poderão ocorer em períodos coincidentes com avaliações, no final do 1.º período.
Os professores não vão desarmar!
Agora, mais unidos do que nunca, temos condições para provar a razão a quem nunca quis admitir que a tinha perdido, há muito tempo!
COLEGA, DIVULGA ESTA INFORMAÇÃO PELOS TEUS AMIGOS PROFESSORES E PELOS COLEGAS DA TUA ESCOLA!
O Departamento de Informação e Comunicação SPRC
E ainda há quem entregue os "objectivos individuais"... por medo(?!)...
UNIDOS SOMOS FORTES!
TODOS OS QUE ENTREGAREM OS SEUS "O.I." PODEM SER SUJEITOS À AVALIAÇÃO CONFORME OS CALENDÁRIOS APROVADOS!
A ENTREGA DOS O.I. É A PRIMEIRA INDICAÇÃO, DO DOCENTE, DE CONCORDÂNCIA COM ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO!
- PARA QUÊ INTEGRAR MANIFESTAÇÕES, ASSINAR MOÇÕES, TER INTERVENÇÕES INFLAMADAS CONTRA O MODELO DE AVALIAÇÃO, CONTRA AS QUOTAS NA ATRIBUIÇÃO DAS AVALIAÇÕES DE "EXCELENTE" E "MUITO BOM", CONTRA O E.C.D APELANDO PELA SUA REVOGAÇÃO, SE, DEPOIS, NUMA OUTRA ATITUDE DE SUBSERVIÊNCIA, SE VAI, DILIGENTEMENTE, APOIAR A VONTADE PREPOTENTE DA MINISTRA, DEFRAUDANDO A UNIDADE QUE TÃO DIFICILMENTE TEMOS CONQUISTADO?
- SEJAMOS GRANDES, NESTE "PORTUGAL DOS PEQUENINOS", QUE CADA UM DE NÓS TENHA A CORAGEM QUE TODOS DEMONSTRÁMOS ATÉ AQUI:
-------- DIGAMOS NÃO ! NÃO ENTREGO OS O.I.!
Aos Colegas que, eventualmente, já tenham entregue os "O.I." na sua Escola/Agrupamento:
- Ainda estão a tempo de reconsiderar! Abrir uma brecha, por medo, pode fazer ruir a muralha que, com tanto esforço e sacrifício, UNIDOS conseguimos erguer!
CUIDADO COM O SITE DA DGRHE! A ARMADILHA ESTÁ MONTADA: a entrega on-line dos objectivos individuais, vai permitir ao ME obrigar à avaliação com o tão contestado modelo e, aí, não há "reconsideração" possível!... QUE NINGUÉM CAIA NA "TENTAÇÃO" DE FAZER A ENTREGA ON-LINE!
Urgente enviar este e-mail a todos os Colegas, imprimi-lo e colocá-lo, em local visível, nas salas de professores!
Parece que ainda ninguém disse a Cavaco que existe o maior clima de conflitualidade nas escolas portuguesas, resultado da implementação forçada de um processo de avaliação miserável dos professores.
O personagem fala de tudo MENOS da luta dos professores que é o assunto mais importante no país há, pelo menos, 1 semana.
E que se arrasta há mais de um ano.
Perdão: falou sim!
Para condenar os miúdos que atiraram os ovos à ministra!
Isso é que foi o acontecimento mais imortante da actualidade!
Agora a avaliação e o clima de guerra civil nas escolas?
Isso não interessa nada!
Dizem amigos meus posicionados na "alta" política, em Lisboa, que Cavaco está completamente xoné e que já toda a gente o percebeu.
E eu até começo a acreditar...
É mais do que maquiavélico!
Depois de carregar com as televisões às costas para filmarem a palhaçada da entrega dos 250 Magalhães, afinal era tudo mentira!
As pobres das crianças viram-lhes ser retirados os rebuçados da boca no mesmo dia!
Só uma cambada de pulhas da pior espécie se poderia alguma vez lembrar de tal velhacaria!
Com o diz o infame: «foi um dia histórico para Ponte de Lima!»
Depois de Coimbra, Setúbal e Vila Real recusam participar NESTE processo de avaliação.
Ninguém pede nada nem sugere permissão para coisa nenhuma, como infelizmente se faz noutras escolas.
Aqui diz-se à ministra: Não a este processo.
E nada fazem.
Acabou-se.
É este o modelo a seguir.
Não há cá pedidos nem propostas ao ministério, porque virão todas recusadas.
Tem a chancela de Maria de Lurdes Rodrigues - espanta não ser de Valter Lemos - e pretende aclarar o que ficou mal redigido da primeira vez ou que, o mais certo, foi mal pensado desde o início.
Porque, ao contrário do que Valter Lemos, Albino Almeida e a própria Ministra têm tentado fazer crer, não foram as Escolas a aplicar mal a Lei 3/2008. A Lei é perfeitamente clara:


É perfeitamente claro que a medida correctiva decorria das faltas, «independentemente da sua natureza». Que não percebam a leitura de uma lei é apenas normal na actual equipa ministerial.
Aliás, que não percebam que um despacho ministerial não pode contrariar uma lei da Assembleia da República é que me parece mais grave, pois deixa muito mal visto o serviço jurídico da 5 de Outubro.
Julgo que a jogada é apostar que ninguém se rale com isto e conteste a legalidade deste despacho, nem sequer Vital Moreira, o paladino do cumprimento das leis em Portugal. Mas a verdade é que este despacho é nulo de efeitos atendendo à sua natureza, por contrariar o estatuído numa lei com origem parlamentar.
Para além disso, o ME parece ainda desconhecer que nas escolas e agrupamentos em que o Decreto-lei 75/2008 já esteja em pleno vigor, com Regulamento Interno aprovado, a sua revisão não é um processo tão rápido e evidente quanto isso, pois deveria acontecer apenas de 4 em 4 anos ou extraordinariamente por decisão de maioria absoluta dos membros do Conselho Geral. O que pode levantar alguns problemas.

Mas isso, claro são questões que o ME atira para cima das escolas e agrupamentos em torrente com a velha técnica do nós despachamos e vocês desenrasquem-se.
In: http://educar.wordpress.com/
Este fim desemana tive o privilégio de desfrutar de um passeio de bicicleta por uma das regiões mais belas de Portugal: Sintra e Azenhas do Mar.
Estas bicicletas são absolutamente incríveis. Transformam literalmente subidas íngremes em planos. Autonomia de 70 kms, 3 horas para a carga completa. Exige apenas um mínimo esforço em subidas acentuadas.
Bom para a circulação.
Nenhum suor. É como andar a pé.
Mas 4 vezes mais rápido.
Tudo o que é preciso é movimentar as pernas... e pouco mais.
Para-se onde se quer mesmo nos centros citadinos mais condicionados. Estaciona em qualquer lado.
Média de 20 kms/h na baixa Lisboeta, onde os automóveis não ultrapassam os 13 kms/h.
Pelas minhas contas vou demorar o mesmo de minha casa à Escola. Porque estaciono em frente ao portão. Não tenho que deixar o carro a 150 metros nem da porta da escola nem da porta de casa.
Neste momento, desde que as Finanças foram para o palácio da Justiça, estacionar na Av Luis Vaz de Camões é mentira.
O motor eléctrico de 250 Watt - o máximo permitido pela legislação para este tipo de veículos - evita o uso de capacetes, carta de condução, seguro, matrícula e selo.
Não é preciso rigorosamente nada!
É só montar uma e.... toca a andar em qualquer lado.
Excepto auto-estradas.
O som dos pássaros, do vento nas árvores, a sensação de Liberdade por nem sequer ter que se usar capacete...
Não resisti...
Abaixo uma entrevista com o eng Paulo Guerra que, para fazer uma tese de doutoramente sobre mobilidade em Lisboa, andou mais de 100 dias com uma bicicleta destas.
Depois do flop que foi a mini manif de sábado - que se poderia chamar: o suicídio dos professores livres - tenho que voltar a dar razão aos sindicatos. No que concerne a arrebanhamento de professores eles são os verdadeiros profissionais.
Eles põem autocarros, eles põem merendas, eles põem bandeiras e megafones.
Os professores embarcam nesse folclore.
Mas se tiverem que pagar portagens e gasolina... a coisa pia mais fino.
Os professores livres, no sábado, foram 7500.
Só em Lisboa vivem mais do que esses.
Os professores arrebanhados no sábado anterior tinham sido 120 mil.
16 vezes mais!
Os movimentos independentes perceberam que não têm público e evidentemente morreram com a acção que organizaram.
Claro que eles não vão concluir isso, e porventura passarão a enfermar do mesmo erro dos sindicatos: querer sobreviver a todo o custo.
Fazem mal.
Mostraram ao país que não têm representatividade e como tal devem extinguir-se ou pelo menos dar tempo a que os professores reflitam em mais este suicídio político que acabaram de cometer.
É certo que a culpa do flop foi dos movimentos independentes que nunca deveriam ter mantido a manif de 15 depois do êxito de colagem sindical que foi a manif de 8.
Não se esperava outra coisa...
Certo é que os sindicatos varreram com os movimentos independentes e mostraram que, apesar de atraiçoarem professores e ministros, quem tem a verdadeira força são eles.
Adeus consciência, adeus ética, adeus verticalidade.
Os professores deste país bem merecem o que lhes acontece.
O passarem de «malandros» a «excursionistas borlistas».
LISTA DAS ESCOLAS/AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS
QUE SUSPENDERAM A AVALIAÇÃO (124)
[Dados às 11H00 de 14.11.2008]
REGIÃO NORTE (33)
--------------------------------------------------------------------------------
Amarante
Agrupamento de Escolas de Felgueiras
Agrupamento de Escolas de Idães
Agrupamento de Escolas de Mesão Frio
Braga
Escola Secundária Carlos Amarante
Escola Secundária de Maximinos
Escola Secundária de Póvoa de Lanhoso
Agrupamento de Escolas de Vila Verde
Chaves
Escola Secundária Júlio Martins
Escola Secundária António Granjo
Monção
Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura
Agrupamento de Escolas de Valdevez
Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca
Penafiel
Escola Secundária de Lousada
Porto
Escola Secundária de Gondomar
Escola Secundária Diogo Macedo
Agrupamento de Escolas da Senhora da Hora
Agrupamento de Escolas de Rio Tinto
Agrupamento de Escolas da Areosa
Escola Secundária António Nobre
Agrupamento de Escolas Soares dos Reis
Agrupamento de Escolas Irene Lisboa
Póvoa do Varzim
Escola Secundária Alcaides de Faria
Escola Secundária D. Afonso Sanches
Escola Secundária de Barcelos
Escola Secundária de Barcelinhos
S. João da Madeira
Agrupamento de Escolas Cucujães
Escola Secundária João da Silva Correia
Vila Real
Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral
Escola Secundária Dr. João Araújo Correia
Escola Secundária Camilo Castelo Branco
Escola Secundária de S. Pedro
Escola Profissional Agrícola do Rodo
Vila Nova de Famalicão
Agrupamento de Escolas de Calendário
REGIÃO CENTRO (48)
Coimbra
Escola Secundária D. Dinis – Coimbra
Escola Secundária de Tábua
Escola Secundária Infanta D. Maria
Escola Secundária de Cantanhede
Escola Secundária Jaime Cortesão
Escola Secundária José Falcão
Escola Secundária D. Duarte
Agrupamento de Escolas de Cantanhede
Agrupamento de Escolas Alice Gouveia
Agrupamento de Escolas Silva Gaio
Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares
Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Agrupamento de Escolas Inês de Castro
Agrupamento de Escolas de S. Pedro d’Alva
Aveiro
Agrupamento de Escolas de Aguada de Cima
Agrupamento de Escolas de Cacia
Agrupamento de Escolas de Esgueira
Escola Secundária de Estarreja
Agrupamento de Escolas da Mealhada
Agrupamento de Escolas da Pampilhosa
Castelo Branco
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Amato Lusitano
Escola Secundária c/ 3.º ciclo Campos Melo
Agrupamento de Escolas Paul - Entre Ribeiras
Agrupamento de Escolas Pedro Álvares Cabral
Agrupamento de Escolas João Franco
Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco
Escola Secundária Frei Heitor Pinto
Agrupamento de Escolas da Sertã
Guarda
Agrupamento de Escolas de Pinhel
Agrupamento de Escolas de S. Miguel
Agrupamento de Escolas de Santa Clara – Guarda
Agrupamento de Escolas da Sequeira
Agrupamento de Escolas de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Almeida
Agrupamento de Escolas de Tourais – Paranhos
Agrupamento de Escolas de Seia
Agrupamento de Escolas de Louriga
Agrupamento de Escolas de Manteigas
Leiria
Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
Agrupamento de Escolas do Avelar
Viseu
Agrupamento de Escolas de Sátão
Agrupamento de Escolas de Mões – Castro Daire
Escola Secundária de Mortágua
Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades
Agrupamento de Escolas de Vouzela
Agrupamento de Escolas de Resende
Agrupamento de Escolas de Silgueiros
GRANDE LISBOA (29)
Lisboa
Agrupamento de Escolas de Fernando Pessoa
Agrupamento de Escolas S. Julião da Barra
Escola Secundária Rainha D. Amélia
Escola Secundária Marquês de Pombal
Casa Pia - Colégio Pina Manique
Casa Pia - Nuno Alvares
Casa Pia - Instituto Jacob Rodrigues Pereira
Casa Pia - Colégio Maria Pia)
Escola Secundária Padre Alberto Neto
Escola Secundária D. João II
Escola Secundária Dr. António Carvalho Figueiredo
Escola Secundária Ferreira Dias
Escola Secundária Camões
Escola Secundária Virgílio Ferreira
Agrupamento de Escolas Avelar Brotero
EBI de Santo Onofre
Setúbal
Escola Secundária c/ 3º Ciclo da Amora
Escola Secundária c/ 3º Ciclo Manuel Cargaleiro
Agrupamento de Escolas Pinhal de Frades
Agrupamento de Escolas Conceição E Silva
Agrupamento de Escolas Elias Garcia
EB 2, 3 Luísa Todi
Escola Secundária de Sampaio
Escola Secundária Padre António Macedo
Santarém
Agrupamento de Escolas do Entroncamento
Escola Secundária do Entroncamento
Agrupamento de Escolas D. Sancho I de Pontével
Escola Secundária de Rio Maior
Agrupamento de Escolas Francisco Casimiro
REGIÃO SUL (ALENTEJO E ALGARVE) (14)
Évora
Escola Secundária Severim de Faria
Escola Secundária Gabriel Pereira
Escola Secundária André de Gouveia
Agrupamento de Escolas de Redondo
Faro
EB 2,3 D. José I
Escola Secundária de Tavira
Escola Secundária Teixeira Gomes
Escola Secundária de Silves
Agrupamento de Escolas Francisco Cabrita
Agrupamento de Escolas de Salir
Escola Secundária de Vila Real de Santo António
EB 2,3 de Cacela
EBI de Salir
Escola Secundária Tomás Cabreira

Qualquer semelhança entre este cenário e a realidade deste país, 100 anos depois, será pura coincidência...?
Veja-se como que Guerra Junqueiro caracterizava o comportamento do povo português e dos partidos políticos maioritários da altura e, como hoje, passados mais de 100 anos, tal testemunho se aplica sem deslocar uma vírgula que seja....
Pátria
'Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[.] Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.'
Guerra Junqueiro 1896
A primeira tem a ver com a cantina (cozinha) do Centro de Emprego de Seia que foi fechada pela ASAE.
Fechada?
Sem hipóteses de continuar aberta com algumas alteraçõs de procedimentos como acontece em quase todo o lado?
É porque as irregularidades foram consideradas muito graves e insanáveis sem obras.
A outrora próspera fábrica de malhas COMBATE de Santa Martinha, proriedade do saudoso José Francisco Mendes dos Santos, encerrará definitivamente, tudo o indica.
Lançando cerca de 80 pessoas no desemprego.
Como é possível que a (ate há pouco tempo) mais próspera indústria têxtil de Seia, equipada com tecnologia moderna e contando no seu quadro com técnicos de alto gabarito tenha, de repente, deixado de ser rentável?
É algo que não se compreende com facilidade.
Se se tratasse uma indústria decadente, obsoleta... mas não.
A empresa estava até há pouco tempo perfeitamente actualizada tecnologicamente.
Então o que é que se passa?
Os funcionários não conseguem descortinar as razões do esperado encerramento - a empresa encontra-se encerrada para férias, neste momento - a não ser o estado de saúde da proprietária, a quem desde já desejo rápido restabelecimento.
Mas isso não é motivo suficiente. Os quadros técnicos da empresa - desde sempre - têm demonstrado estar absolutamente à altura dos desafios que os tempos recentes colocam às empresas do ramo.
Não se percebe, de facto...
Outra coisa que não se entende é não haver uma única entrada na net sobre «Malhas Combate».
Nos tempo que correm, nenhuma empresa sobrevive sem esta grande janela aberta e bem aberta para o mundo.
Algo de muito estranho se terá passado naquela empresa desde o falecimento do saudoso José Francisco.
E a ministra diz que não há uma escola onde o processo esteja parado!...
É só rir!
Há já mais de 600 escolas neste momento em que as aulas estão a decorrer normalmente como se não tivesse existido nunca esta tentativa de instalação de Estado de terror nas Escolas.
E já nem sequer se fala disso!...
MPÕE-SE A SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
PELOS PROFESSORES E PELAS ESCOLAS
O SPRC saúda o facto de 55 dos 58 conselhos executivos, do distrito de Coimbra, terem reclamado a suspensão da aplicação do modelo de avaliação de desempenho em vigor, tendo em conta a degradação do ambiente das escolas e o risco que as aprendizagens dos alunos correm.
Regista ainda que tenha sido consensual não avançar, desde já, independentemente da forma, com qualquer procedimento de avaliação.
A Direcção do SPRC reafirma que a única solução possível para travar o desenvolvimento de um modelo tão negativo é a sua suspensão, pelo que o SPRC apela aos Professores para que prossigam com todas as iniciativas que a concretizem, garantindo todo o apoio.
Com a suspensão deste modelo de avaliação e a sua substituição ganhará a Escola Pública, os Alunos e todos os Docentes. Ganhará o País!
COLEGAS, NÃO ESTAMOS SOZINHOS E CADA VEZ SOMOS MAIS.
AJUDEMOS A AUMENTAR ESTA IMPARÁVEL BOLA DE NEVE ... pelo nosso futuro, pelo de toda uma classe, mostremos dignidade ... e não ter medo!
500 professores, reunidos em Setúbal, aprovam a não entrega dos objectivos individuais
Depois de 120 mil professores/educadores nas ruas de Lisboa, a Ministra da Educação, cínica e sibilina, fez afirmações demasiado absurdas (e mentirosas) para as deixar passar sem resposta, digamos assim.
Pensei um pouco e tentei arranjar uma maneira de explicar à sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues que, por exemplo, não é verdade que os professores não queiram ser avaliados, como fez questão de afirmar de novo.
Ora vamos lá ver se a sr.ª entende de uma vez por todas:
imagine que acorda, num belo sábado (por exemplo, num 8 de Novembro de 2008), um pouco mal-disposta e muito desgrenhada. Vá lá... não é assim muito difícil de imaginar, pois não?
Continue a imaginar que se olha ao espelho e que resolve, num segundo, que tem de ir à sua cabeleireira nessa mesma manhã, para cortar um pouco o cabelo e fazer uma madeixas... para aumentar a sua auto-estima e se sentir ainda mais bela e sedutora. E assim faz!
Mas imagine que o salão da sua amiga Cacilda está fechado (coitada, o sogro dela morreu a noite passada) e que a sr.ª tem de ir a outro salão!
Imagine que ao entrar noutro estabelecimento, que até lhe pareceu ter bom aspecto, diz à cabeleireira:
- Olhe, querida, quero que me faça aqui um corte ao meu cabelinho... que estou a precisar de me sentir melhor! Aqueles malditos sindicalistas andam a desviar os professorzecos do bom caminho, andam a incentivá-los a não cumprirem a Lei... e eu estou a ficar um pouco farta disto, estou a ficar um pouco nervosa. Preciso de me animar e nada melhor do que dar aqui um jeitinho ao meu rico cabelinho!
Imagine, sr.ª Maria de Lurdes Rodrigues, que a cabeleireira lhe pergunta:
- Tem a certeza que quer que lhe corte o cabelo?
Ora, obviamente, sabendo ao que se propôs nessa bela manhã, a sr.ª diria que sim!
Imagine que ela lhe respondia:
- Muito bem! Sente-se aí que eu faço-lhe já um "pente zero"!
Minha cara Maria de Lurdes Rodrigues: agora sou eu que me vou pôr a imaginar... que a sr.ª sairia dali imediatamente... e a pensar (com razão, concedo já) que a cabeleireira, simplesmente, "é doida"!
Agora deixo-lhe uma perguntinha: seria justo e verdadeiro, depois de uma cena destas, eu AFIRMAR que, afinal, a sr.ª NÃO QUERIA CORTAR O CABELO?!
Se mesmo assim não perceber o que lhe quis dizer COM ESTA HISTÓRIA DE "FAZ-DE-CONTA"... se não perceber o que é que isto tem a ver com a avaliação dos professores... com o modelo que a sr.ª e a sua equipa implementaram e com os motivos que levaram os professores a fazerem novamente uma gigantesca manifestação... avise-me... que eu mando-lhe o contacto do meu psiquiatra, para onde a sua política, o excesso de trabalho e as maldades de algumas pessoas me enviaram há já uns tempos! Ele pode não conseguir explicar-lhe, de um modo mais explícito, o que eu agora me esforcei para ser até entendido por um miúdo de 10 anos... mas, pelo menos, ele receita-lhe umas gotas que lhe farão bem aos olhos, aos ouvidos e à cabecinha (que imagino deva estar um pouco confusa com tanto ruído produzido pelos "zecos")!
Sempre ao dispôr
NP, um professor que quer cortar o cabelo... MAS NÃO A "PENTE ZERO"!

Caros pais e encarregados de educação,
É chegada a hora de caminharmos juntos em defesa da Escola Pública e da qualidade do ensino, pelo futuro dos nossos filhos e por uma escola de todos e para todos. Queremos uma Escola de sucesso, mas um sucesso ao serviço da sociedade e da cidadania, não um sucesso meramente estatístico, que é um logro e uma ameaça ao desenvolvimento futuro do nosso país. Muito mais do que certificar, queremos qualificar e formar! Para isso é necessário que os professores se sintam motivados, valorizados, e tenham as condições necessárias para desenvolver o seu trabalho junto dos alunos. Esta é a nossa luta, e é chegado o momento de termos ao nosso lado, cúmplices do nosso esforço e justíssimas reinvidicações, os pais e encarregados de educação dos nossos alunos. E é por isso que vos convidamos a juntarem-se a nós, no próximo sábado, no Marquês de Pombal, às 14 horas.
CONTAMOS COM O VOSSO APOIO! TODOS A LISBOA NO DIA 15!
A ORGANIZAÇÃO GARANTIRÁ UM LOCAL PRÓPRIO, NO DESFILE ATÉ S. BENTO, PARA OS PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO!
"Professores querem greve antecipada por tempo indeterminado"
Mas...
Plataforma recusa greve anticipada
Entretanto, o porta-voz da Plaforma Sindical, Mário Nogueira, disse à Rádio Cube que os sindicatos não aprovam a intenção de uma greve por tempo indeterminado a partir de 25 de Novembro.
ISTO FAZ-ME LEMBRAR O QUÊ?
O CAMINHO É PARA A FRENTE!!!!

Caros colegas,
Hoje o Sr. Primeiro Ministro enquanto inaugurava duas escolas em Ponte de Lima disse e afirmou que a avaliação é para cumprir tal e qual com está, dizendo ainda e passo a citar "... a lei é para cumprir por todos tal como eu a cumpro."
Pois bem...
Alguém se lembra quando o Sr. Primeiro Ministro viajou até à Venezuela e dentro do avião fumou um cigarro?
Pois é! A lei também diz que o não se pode fumar em aviões... mas parece que afinal se pode... ou ele pode.
Parece-me que o Sr Primeiro Ministro não cumpriu a lei e não levou qualquer penalização.
Apenas se limitou a fazer um pedido de desculpas público e ficou por isso mesmo.
Então caros colegas...
No final também fazemos um pedido de desculpas público por não termos realizado a avaliação e não haverá qualquer penalização.
Como o Sr Primeiro Ministro disse "... eu sou um cidadão como outro qualquer e também cumpro a lei."
E quando não a cumpre não lhe acontece nada.
Nós também somos cidadãos deste país... e portanto cumprimos tanto como ele cumpre!
Que paciência para aturar este Governo...
Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD
Os Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação
Agrupamento de Escolas de Ílhavo
Escola Secundária c/ 3º CEB da Gafanha da Nazaré
Escola Secundária c/ 3º CEB D. João Carlos Celestino Gomes, Ílhavo
Agrupamento de Escolas de Vagos
Escola Secundária c/ 3º CEB de Vagos
Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos
Agrupamento de Escolas de Oiã
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro
Escola Secundária c/ 3º CEB de Oliveira do Bairro
Sumário sobre a evolução da implementação do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro e a percepção da situação nas Escolas pelos Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
José António Ruas Martins de Pinho
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Subject: Presidentes dos Conselhos Executivos refectem sobre ADD
Sumário sobre a evolução da implementação do Decreto Regulamentar 2/2008, de 10 de Janeiro e a percepção da situação nas Escolas pelos Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
A Avaliação de Desempenho Docente (ADD) assume-se como um instrumento conducente à valorização das práticas docentes, com resultados positivos nas aprendizagens dos alunos e, simultaneamente, promotor do desenvolvimento pessoal e profissional, como globalmente o estipulam os artigos 3º e 4º, do mencionado Decreto Regulamentar.
O ambiente que se vive nas nossas escolas não é propício a um trabalho consentâneo com as competências atribuídas aos Órgãos de Administração e Gestão das Escolas, nomeadamente na recomendação de envolver os docentes em todo o processo de ADD.
A formação ministrada pela DGIDC, em Viseu, nos meses de Março e Maio, não atingiu os objectivos de dotar os PCE de mecanismos que favorecessem a sua concretização.
Os trabalhos não corresponderam às expectativas, nem em termos conceptuais nem em termos pragmáticos. Posteriormente, a formação que tem vindo a ser desenvolvida pelos Centros de Formação (e que ainda se encontra a decorrer) tem atingido os objectivos, mas há que reconhecer a sua extemporaneidade e a necessidade de ter abrangido todas as partes envolvidas - avaliadores e avaliados - antes do início do processo.
A implementação do modelo protagonizado, com coerência e rigor, tem vindo a provocar graves perturbações no normal funcionamento das nossas escolas, já que, actualmente, nos deparamos com as seguintes vicissitudes na implementação de avaliação de desempenho docente:
o A dificuldade dos órgãos de gestão das escolas e dos professores para organizarem um conjunto de procedimentos que são enquadrados por uma conceptualização que exige/pressupõe uma enorme diversidade de documentos e de instrumentos de registo;
o A complexidade da gestão de toda a organização escolar (mais acentuada neste período de transição) decorrente do acréscimo de alunos e das ofertas formativas a que procuramos dar resposta;
o As inúmeras situações que exigem dos órgãos de gestão uma intervenção constante no espaço escola/comunidade (normativos legais, transferência de competências...);
o O esforço que este acréscimo de ofertas formativas, a sua inovação e diversidade acarreta a todos os docentes;
o A tendência (emergente) para desvirtuar as funções dos professores ocupando-os em tarefas burocráticas de elaboração/reformulação de documentos/ instrumentos em detrimento de funções pedagógicas;
o A constatação no dia a dia das nossas escolas de que o processo de ensino -aprendizagem pode, a muito curto prazo, vir a ser relegado para segundo plano.
o A evidente repercussão negativa de todas estas variáveis na prática lectiva, quando a ADD deverá conduzir à melhoria das práticas e, consequentemente dos resultados;
o A dificuldade em criar condições para que, de forma coerente e objectiva, se definam objectivos individuais, em unidades de gestão que, nos nossos casos, chegam a ter 200 professores;
o As anomalias na concretização do ensino/aprendizagem nas turmas dos docentes avaliadores já que, para assistirem a aulas dos docentes avaliados têm que faltar às aulas das suas próprias turmas, interrompendo, assim, a regularidade e a continuidade pedagógica. E, ainda a situação do pré - escolar e do 1º ciclo em que avaliados e avaliadores têm sempre simultaneidade de horário.
o A tendência para a não legitimação do papel de avaliador pela discrepância que tantas vezes existe (tempo de serviço, habilitações, disparidade de áreas científicas ...) entre avaliados e avaliadores.
o A contingência de se alterarem as calendarizações previamente aprovadas, dilatando constantemente os prazos para aprovação das fichas e instrumentos de registo e de definição de objectivos individuais e, mesmo assim, no horizonte, a possibilidade de não ser possível aplicar o modelo com o rigor que lhe é devido.
Concluindo, o objecto de acção dos professores e dos órgãos de gestão são os alunos; o concretizar de um conjunto significativo de aprendizagens, através de aulas bem preparadas, de projectos educativos consistentes; de organizações escolares que respondam à crescente complexidade da sociedade em geral e, em particular, à enorme diversidade de públicos e de contextos sócio - económico - familiares com que nos deparamos no dia a dia.
Não podemos continuar a sentir, nas nossas comunidades escolares, que a avaliação é um fim em si própria.
Urge garantir que haja mais vida nas escolas para além da avaliação de desempenho.
Gafanha da Nazaré, 28 de Outubro de 2008
Os Presidentes dos Conselhos Executivos dos Agrupamentos e Escolas Secundárias dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro.
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré
Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação
Agrupamento de Escolas de Ílhavo
Escola Secundária c/ 3º CEB da Gafanha da Nazaré
Escola Secundária c/ 3º CEB D. João Carlos Celestino Gomes, Ílhavo
Agrupamento de Escolas de Vagos
Escola Secundária c/ 3º CEB de Vagos
Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos
Agrupamento de Escolas de Oiã
Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro
Escola Secundária c/ 3º CEB de Oliveira do Bairro
Anexos: Ofício para o ME (ofmeilhavo) e versão da posição em ficheiro pdf com as assinaturas (add), para que não possam dizer que é falso e que só há posições individuais de professores e não de Escolas ou Agrupamentos.
Sim, seria uma obra de caridade que esta missiva chegasse ao seu destinatário - O Sr. P.M."Enginheiro" Socras
Como Sª Exª tem a mania de nos comparar com a Finlândia, venho por este meio dar o meu pequeno contributo sobre as comparações que tanto gosta de fazer entre os 2 distantes, mas dignos, Países:
1. Na Finlândia as turmas têm 12 alunos;
2. Na Finlândia há contínuos, aliás - políticamente correcto - 'auxiliares de accção educativa', acompanhando constantemente os professores e educandos;
3. Na Finlândia, as crianças são educadas pelos pais no intuito de
respeitarem a Escola e os Professores;
4. Na Finlândia todas as turmas QUE TÊM ALUNOS com necessidades educativas especiais, têm na sala de aula um professor especializado a acompanhar o aluno que necessita de apoio;
5. Na Finlândia as aulas terminam às 3 da tarde e os miúdos vão para
casa brincar, estudar;
6. Na Finlândia o ensino é totalmente gratuito inclusivamente os LIVROS, CADERNOS E OUTRO MATERIAL ESCOLAR;
7 . Na Finlândia não há avaliadores, professores avaliados nem Inspectores.!!!!!
8. Na Filândia os professores têm tempo para preparar aulas e são felizes.
Nota alguma diferença???
Colegas,
Suponho que todos se sintam sensibilizados por sentirem que, no passado Sábado, fizeram parte de “algo maior”, que fizeram parte da história…
Pois na história, por maior e mais significativa que tenha sido a manifestação, é onde todos e cada um dos 120 000 irá ficar se, chegados às escolas, nada fizerem para mudar as coisas.
Sei que muitos se sentiram desiludidos com as consequências práticas da primeira manifestação e que muitos temem a repetição do mesmo com esta segunda manifestação. Alguns sentem-se desiludidos, ou mesmo ultrajados, com as declarações da Sr.ª ministra da Educação na televisão… Seremos assim tão ingénuos que estávamos à espera que ela viesse às televisões pedir desculpa, dizer que se tinha enganado e que se iria empenhar, connosco, no combate aos verdadeiros males do nosso ensino?! Não me façam rir!
Porque não há-de a ministra se sentir segura, se ela sabe que 90% dos professores que aos Sábados vêm gritar para as ruas chegam às escolas, na segunda-feira seguinte, e continuam a colaborar na política das aparências…
Ela conta com o nosso medo, conta com a nossa inércia, conta com o nosso “seguidismo”… Não lhe interessa resolver nada do que está mal, interessa-lhe apenas a nossa colaboração. E ela sabe que a está a ter em centenas de escolas, as mesmas de onde vieram muitos dos 120 000.
A esse medo chama-se CONIVÊNCIA!
Sejamos honestos! Em causa não está a avaliação, mas TUDO o resto. Toda a política da aparência que está a conduzir o sistema de ensino público português para o mesmo caminho que o nosso famigerado sistema nacional de saúde.
Quem, de entre nós, tendo um pouco de dinheiro, não prefere recorrer a uma clínica privada do que perder horas num centro de saúde ou num hospital público?! Pois o mesmo irá acontecer ao sistema de ensino público português, caso não nos revoltemos contra esta política que, perante as dificuldades, cede.
No futuro, e o futuro é daqui a dois ou três anos, no sistema de ensino público ficarão apenas os que forem incapazes de fugir para o privado: professores e alunos.
Os meninos estão a ter maus resultados a Matemática?
Não faz mal, baixa-se o nível de exigência dos exames.
Os meninos ficam retidos no final do ano?
Não faz mal, inventam-se dezenas de “planos” e de “justificações” e o pessoal, só para não ter que preencher a papelada, continua a “engolir sapos” e a passar os meninos todos no final de cada ano.
É necessário passar a imagem, para a opinião pública, que o governo está muito preocupado com os problemas do ensino?
Inventa-se uma “avaliação burocrática de docentes” e a malta colabora, com medo, e vamos para casa todos contentes com o “Bom”…
O sistema público de ensino está a ruir a cada ano e em vez de enfrentarmos os problemas de frente e assumir o que está mal, incluindo o que está errado dentro da classe docente, continuamos a colaborar com o “sistema”…
Ou seja, o “Titanic” afunda-se, mas nós continuamos a dançar ao som da orquestra…
Pois bem, se houver alguém que acredite que este sistema de avaliação vai melhorar o nosso sistema de ensino, que entregue os objectivos pessoais.
Se houver alguém que acredita que os professores que se esforçam, que sempre se esforçaram, vão ser “premiados”, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que os nossos colegas que sempre fizeram do ensino a sua “segunda profissão” e se gabam de usar indiscriminadamente os 102 irão ser penalizados, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que este processo nos irá ajudar a melhorar os nossos métodos de ensino e a ser melhores professores, que entregue os objectivos pessoais.
Se alguém acredita que este processo irá permitir detectar os nossos erros e corrigi-los, beneficiando indirectamente os nossos alunos, que entregue os objectivos pessoais.
Mas NÃO ENTREGUEM OS OBJECTIVOS POR MEDO!
Não cedam à chantagem do medo e às ameaças da ministra. Todos temos muito a perder, mas há coisas que não têm preço…
Uma delas é a nossa dignidade profissional.
Nós somos professores e, na nossa profissão, todos os dias somos confrontados com ameaças directas à nossa autoridade.
Quando não temos mais argumentos para convencer os nossos alunos pela razão, o que é que fazemos?! Ameaçamos!
É a última arma que resta, quando faltam mais argumentos…Sabemos bem como é!
Pois bem, temos uma ministra que, há muito, desistiu de nos convencer pela razão, pois nós bem sabemos da hipocrisia desta pseudo-avaliação.
Que lhe resta?
A ameaça… Como não pode mandar os professores para a “rua” com uma falta disciplinar, ameaça-nos com a não progressão na carreira.
E nós? Nós, pelos vistos, cedemos com um sorriso nos lábios…
Seremos assim tão ingénuos que pensamos que, se alinharmos no “esquema” e entregarmos os objectivos, nada nos irá acontecer?!
Seremos tão ingénuos ao ponto de pensar que, se alinharmos com o “sistema”, o nosso emprego estará assegurado para sempre?
Será que as pessoas não compreenderam que os tempos mudaram e que já não há certezas no que toca a um emprego para toda a vida, nem mesmo para quem trabalha para o Estado?
ACORDEM e olhem à vossa volta… Estamos a entrar numa das piores crises financeiras que o mundo ocidental já conheceu… Alguém acredita que o seu emprego estará seguro indefinidamente só por não contrariar o “chefe”?!
Os tempos mudaram e não voltam atrás, nem mesmo para quem é funcionário público.
A escola de Silves está cheia de pessoas normais, não de super-heróis.
As pessoas que estão a boicotar a avaliação na minha escola são pessoas honestas e cumpridoras da lei.
Pagam impostos e não têm cadastro criminal.
Não são loucas, nem irresponsáveis e, por isso, também têm medo.
Estão habituadas a ensinar aos seus alunos e filhos a cumprir as leis. Mas sabem que antes de qualquer lei, está a lealdade e a rectidão perante as nossas mais profundas convicções.
Os professores de Silves também têm medo das repercussões que este acto de resistência pode ter nas suas carreiras, sobretudo os corajosos avaliadores que arriscam, talvez, um processo disciplinar.
De onde lhes vem a coragem? De saber que pior que ter medo de não cumprir esta avaliação, é o medo de olharmos para o espelho e termos vergonha de não termos defendido a nossa dignidade profissional e os nossos alunos.
É disso que se trata, de defender a dignidade do nosso sistema de ensino.
É daí que nos vem a força, das nossas convicções…
Como poderíamos olhar de frente, olhos nos olhos, os nossos alunos se cedêssemos na luta pelos nossos ideais?
A ministra ameaça-nos como “meninos mal comportados” e nós claudicamos? Em Silves, não!
Não sigam o exemplo dos professores do Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues de Silves, sigam a vossa consciência.
E se, perante ela, se sentirem bem em entregar os objectivos pessoais, entreguem-nos!
Nós, perante o medo, continuamos a RESISTIR!
E desde que o começámos a fazer que dormimos melhor e que temos um outro sorriso… Estamos bem com a nossa consciência e isso não tem preço.
Desde que resisto, que sou MAIS FELIZ!
Os meus alunos agradecem…
Pedro Nuno Teixeira Santos, BI 10081573, professor QZP do grupo 230 no Agrupamento Vertical de Escolas Dr. Garcia Domingues (Silves)
(NOTA: se alguém me quiser instaurar um processo disciplinar na sequência deste texto, agradeço o envio de um e-mail e eu envio na resposta, e com agrado, o resto dos meus dados pessoais)
O nosso país não sabe e não se apercebe, mas a grande maioria dos professores
que estão no terreno já sabe que 30 anos após o 25 de Abril, estamos a assistir
à destruição do sistema de ensino em Portugal.
Os motivos? ....fácil:
- Poupar nos profissionais (professores) para continuar a embolsar para diminuir
o défice e encher os bolsos dos amigos que mamam à grande no Estado, desde
administradores a gestores e passando pelos privados que recebem favores cada
vez mais inconcebíveis! Até vão poupar nos profissionais que lidam com crianças
deficientes (incluindo deficiências profundas, surdos, mudos, cegos, etc...)
fechando os estabelecimentos apropriados a estes casos, colocando-as todas
'inseridas' em turmas comuns numa escola normal!!!
Para fazer o quê?
Apenas porque o professor tem o dever de dar aulas? Não !!!!!
- É para descredibilizar a Escola Pública e abrir caminho para os negócios
privados da Educação que aí vêm!
O último grande negócio que lhes faltava!
Criar um país de absolutos ignorantes com um papel passado de frequência da
escola que será obrigatória como depósito de pessoas, até ao 12º ano.
Nunca terão emprego capaz! Não terão capacidade nem conhecimentos para protestar
e deitar abaixo uma minoria de ditadorzinhos e exploradores que se alimentará e
viverá em extrema riqueza à custa de todos!
Já Salazar sabia o perigo do povo ter instrução: - A CULTURA LIBERTA!!!
O burro aceita o cabresto!!!
- Aparentar na Europa que temos perto de 100% de alfabetização e frequência da
escola até ao 12º ano. Uma colossal mentira!
Para isto, atacam todos os dias os professores, como se fossem os culpados de
tudo o que não corre bem no ensino, pelo caminho os pais (4 milhões de votos...)
são promovidos a santos e descartados de toda a responsabilidade na educação dos
seus filhos (até aplaudem que no 5º e 6º anos os alunos passem a estar 11 horas
por dia na escola!!! não querem filhos? Para que os tiveram?) e os alunos são
promovidos a semi-deuses, podendo faltar às aulas a gosto, não trabalhando, não
tendo disciplina, obrigações nem educação perante outras pessoas e estando
garantida a sua passagem seja como for, e se ele não sabe nada, a culpa é do
professor, claro !
De repente, todos os professores que formaram milhões de Portugueses em 30 anos
são incompetentes e maus profissionais, segundo este governo!
Talvez devam começar a pensar que toda a base da nossa sociedade começa na
educação e formação do nosso povo, senão seriam todos uns pobres labregos a
trabalhar por uma côdea de pão, e são os professores os agentes dessa formação!
A base do nosso estilo de vida e da nossa sociedade!
Abram os olhos e digam a outros, pois a campanha de intoxicação das televisões
por conta do governo tem impedido que as pessoas fora das Escolas saibam do que
se passa!
PASSEM O E-MAIL, POIS ISTO É AINDA MUITO MAIS GRAVE DO QUE PARECE!
A avaliação do desempenho de professores é uma patranha para escamotear mais uma
poupança para combater o défice!
Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora…
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…
Paulo de Carvalho
Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora…
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…
Já que muitos jornalistas e comentadores defendem e compreendem o modelo proposto para a avaliação dos docentes, estranho que, por analogia, não o apliquem a outras profissões (médicos, enfermeiros, juízes, etc.).
Se é suposto compreenderem o que está em causa e as virtualidades deste modelo, vamos imaginar a sua aplicação a uma outra profissão, os médicos.
A carreira seria dividida em duas:
Médico titular (a que apenas um terço dos profissionais poderia aspirar) e Médico.
A avaliação seria feita pelos pares e pelo director de serviços. Assim, o médico titular teria de assistir a três sessões de consultas, por ano, dos seus subordinados, verificar o diagnóstico, tratamento e prescrição de todos os pacientes observados. Avaliaria também um portefólio com o registo de todos os doentes a cargo do médico a avaliar, com todos os planos de acção, tratamentos e respectiva análise relativa aos pacientes.
O médico teria de estabelecer, anualmente os seus objectivos: doentes a tratar, a curar, etc.
A morte de qualquer paciente, ainda que por razões alheias à acção médica, seria penalizadora para o clínico, bem como todos os casos de insucesso na cura, ainda que grande parte dos doentes sofresse de doença incurável, ou terminal. Seriam avaliados da mesma forma todos os clínicos, quer a sua especialidade fosse oncologia, nefrologia ou cirurgia estética…
Poder-se-ia estabelecer a analogia completa, mas penso que os nossos 'especialistas' na área da educação não terão dificuldade em levar o exercício até ao fim.
A questão é saber se consideram aceitável o modelo?
Caso a resposta seja afirmativa, então porque não aplicar o mesmo, tão virtuoso, a todas as profissões?
Será???!!!
Já agora…
Poderiam começar a 'experiência' pela Assembleia da República e pelos políticos…
Hoje às 16:01
O Ministério da Educação propôs que a avaliação de desempenho só pese no concurso de professores dentro de quatro anos. Os sindicatos discordam da proposta e falam em «cortina de fumo» e «encenação».
O Ministério da Educação propôs que a avaliação de desempenho dos professores tenha efeito no concurso de professores apenas dentro de quatro anos e não no próximo concurso como anunciado pela tutela.
O secretário de Estado adjunto da Educação assegurou que a proposta iria ser apresentada, ainda esta terça-feira, aos sindicatos, uma proposta que exclui esta avaliação dos factores determinantes da graduação de docentes.
Em declarações à TSF, no dia em que os sindicatos faltaram à Comissão Paritária que está a avaliar este processo de avaliação, Jorge Pedreira justificou esta proposta com o facto de haver ainda professores que ainda não têm avaliação.
«A bonificação só contará a partir de colocações que serão feitas em 2010/11. Claro que o próximo concurso para a maior parte dos professores será de facto daqui a quatro anos, mas residualmente todos os anos é preciso fazer um concurso para preencher os horários que entretanto fiquem vagos e para esses haverá já contagem», acrescentou.
Jorge Pedreira esclareceu ainda que «só os que não encontrarem colocação nas vagas dos quadros e portanto nas suas preferências é que terão de concorrer a um outro quadro de zona de uma lista em que há necessidades de professores, que são sobretudo os quadros do Litoral».
João Dias da Silva, da FNE, já considerou que esta proposta é uma «cortina de fumo e uma encenação», uma vez que o actual modelo de avaliação e as suas regras não pode ser aplicável em concursos de professores «nem daqui a oito anos».
A Fenprof também já desvalorizou esta proposta e lembrou que não só os docentes não aceitam que esta avaliação seja incluída nos concursos como que os concursos sejam feitos de quatro em quatro anos.
«Isso significa que durante quatro anos haja inúmeros lugares de quadro que vão sendo disponibilizados e portanto as necessidades efectivas do sistema vão sendo preenchidas por professores contratados quando deviam ser preenchidas com professores dos quadros», explicou Mário Nogueira.
Sobre a inclusão da avaliação nos concursos, este sindicalista recordou que esta situação não está abrangida pela legislação e que por isso esta proposta é uma «inovação e originalidade deste Ministério».
«O que o Ministério está, no fundo, a dizer é que havia um problema. Não estamos aqui para adiar problemas. Estamos aqui para resolver problemas», concluiu este dirigente da Fenprof.
Diz a TMN que o programa e-escolas disponibiliza banda larga de 2 megas!
Depois disponibilizam um terço.

Para verificar a sua velocidade de ligação e ver quanto é que está a ser roubado, por mês, clique aqui.


15 DE NOVEMBRO: DO MARQUÊS ATÉ S. BENTO
Caros colegas,
A Manifestação de Professores, no dia 15 de Novembro, inicia-se com a concentração, às 14:00 horas, no Marquês de Pombal. Seguirá em desfile pela Rua Braamcamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento e terminará com um plenário em frente da Assembleia da República.
Lembramos a todos os colegas que a manifestação está oficializada para o percurso referido e que, de acordo com a lei e e por notificação da Senhora Governadora Civil de Lisboa, apenas teremos de manter a distância de 100 metros do edifício da Assembleia da República.
Exma. Senhora
Directora Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo
Maria Leonor Teixeira da Costa Lopes Varela, Professora Titular do Quadro de Escola da Escola Secundária de Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, grupo 330, nomeada avaliadora, por delegação de competências, perante os esclarecimentos ontem dados pela Senhora Ministra da Educação, ao Canal “SIC Notícias”, sobre a avaliação de Professores, vem solicitar informações sobre os seguintes pontos:
1. Enquanto avaliadora
A requerente tem sete avaliandos, distribuídos por dois grupos de docência. Já todos entregaram os respectivos anuais. Se os Professores têm apenas que entregar “duas folhinhas com os objectivos”, como qualquer funcionário de uma qualquer empresa, pretende a requerente saber se deverá suspender todas as actividades subsequentes, nomeadamente:
a. As sete reuniões com os sete avaliandos, para discussão dos objectivos individuais com o Conselho Executivo;
b. A marcação das sete observações de aula previstas para o primeiro período;
c. A marcação das sete reuniões para análise e discussão dos respectivos planos de aula.
d. A análise crítica dos sete planos de aula para verificação sobre se enformam o espírito de:
• O Projecto Educativo;
• O Plano Anual de Actividades;
• Os programas das respectivas disciplinas e níveis de escolaridade (em média dois por avaliando, alguns dos quais a requerente nunca leccionou, o que perfaz, em média 14 conteúdos programáticos diferentes);
• A Planificação Anual das respectivas disciplinas e níveis;
• A Planificação Trimestral das respectivas disciplinas e níveis;
• A Planificação das Unidades didácticas das respectivas disciplinas e níveis;
e. A marcação das sete reuniões subsequentes, para discussão dos resultados da observação das respectivas aulas.
2. Enquanto avaliada
A requerente já discutiu os seus Objectivos individuais com
• A Avaliadora
• A Avaliadora e o Conselho Executivo.
•
Deverá, agora, suspender:
• A elaboração escrita entrega do Plano de Aula assistida?
• A entrega do mesmo?
• A assistência da aula?
• A elaboração do Portfólio de onde constam:
1. O Projecto Educativo da escola;
2. O Plano Anual de Actividades;
3. Os programas das disciplinas e níveis que lecciona:
4. A Planificação Anual das disciplinas e níveis que lecciona;
5. A Planificação Trimestral das disciplinas e níveis que lecciona;
6. A Planificação das Unidades didácticas das disciplinas e níveis que lecciona;
7. As grelhas de avaliação por que vai ser avaliada;
8. A redacção da reflexão crítica de todas as aulas que deu até ao momento;
9. A redacção da reflexão crítica de todas as leituras que fez até ao momento,
10. A análise dos resultados anteriores dos alunos, para verificação do cumprimento da taxa final de sucesso escolar.
11. Não constam as taxas de abandono escolar, por terem sido consideradas desprezíveis nesta Escola?
• Obviamente, a reunião marcada para discussão da observação da aula assistida?
Mais se solicitam esclarecimentos sobre
1. Se esta suspensão tem efeitos apenas para o presente período lectivo ou para todo o ano;
2. A verificar-se ao longo do ano, como deverá a requerente proceder
a. À avaliação dos sete avaliandos;
b. Á sua própria avaliação.
Com os melhores cumprimentos,

...que foi a de obrigar Sócrates, embora muito a contra-gosto, a DIZER UMA VERDADE NA SUA VIDA!
Queixa-se que foi «atraiçoado pelos sindicatos que tudo aceitaram e agora tudo negam».
BOA, SÓCRAS!!!!
Não deste conta, mas Isso é VERDADE!
Tivemos que esperar 3 anos mas ouvimos-te finalmente UMA VERDADE!
Hoje é que é MESMO um dia histórico para Portugal!
SÓCRAS FALOU VERDADE!!!
Porreiro, pá!
Este post deveria ser falado mas, dado o adiantado da hora, resumo-o em 6 pontos fulcrais:
Sobre 3 deles eu não tenho qualquer dúvida.
Sobre outros 2 eu tenho algumas.
E sobre o último eu tenho-as todas.
Os 3 primeiros:
1 - Não tenho qualquer dúvida que a ministra da educação não passa de uma senhorinha sem estatura política e sem background científico na área que lhe arranjaram: a educação. Trata-se de uma professora do 1º ciclo que se licenciou nos ISCTEs da vida, lá foi tirando uma daquelas pós-graduações chapa 10 e - parece - um doutoramento numa área que só conhece pelos livros que terá lido.
Nunca deu aulas a sério nem por tempo suficiente para perceber o que é isso de ensinar, na sua vida. Nunca deu aulas ao segundo e terceiro ciclos sequer - que tutela. Sabe tanto de educação como qualquer um de nós, com a diferença de que não tem prática disso: de ENSINAR.
É pois, uma "professora" teórica. Uma escriturária ou manga-de-alpaca do ensino.
Como se isso existisse...
E é, também, por isso, uma "professora" de mandar fazer aos outros aquilo que ela nunca conseguiria fazer numa sala de aula.
Por outro lado, mesmo em termos estritamente teóricos, é uma pessoa que científicamente ninguém conhece fora do país.
Não tem trabalhos publicados nas revistas internacionais da especialidade (cá nem sequer há disso), não é convidada para os simposiums internacionais, enfim: não passa de uma professorazeca (como ela própria diz) com a particularidade de não dar aulas.
2- Não tenho qualquer dúvida que a plataforma sindical vendeu os professores em troca da manutenção do número de delegados sindicais a tempo inteiro à boa-vida (que seria reduzido para um décimo na proposta inicial, o que provocou grande escândalo no último congresso da FENPROF) e da possibilidade de eles próprios - os dirigentes sindicais - poderem progredir até ao tão maltratado escalão de professores titulares embora não dando aulas (o que era condição fundamental de início).
3 - Não tenho qualquer dúvida de que os sindicatos também atraiçoaram o entendimento que tinham assinado com a ministra, mal viram as barbas a arder e os professores de norte a sul do país a voltarem-lhes as costas e a começarem a organizar-se extra-sindicatos.
Isso aconteceu ultimamente quando os professores perceberam a miserável negociata estabelecida entre sindicalistas e governo em que os professores foram apenas usados como moeda de troca.
Esta manif de 8 foi a tentativa in-extremiis de esvaziar a manif de 15 que estava - e está - a ser organizada pelos professores EXTRA-SINDICATOS.
Não se podia permitir que se reunissem dezenas de milhares de professores sem a lojística dos sindicatos por trás. Perguntar-se-ia para que servem os sindicatos e não haveria resposta a dar.
Assim, antecipa-se a coisa para 8, para ver se eles desarmam do dia 15.
Não desarmaram, pelos vistos. Mas isso é outra conversa.
Nesta contingência, a coisa correu mal para os comerciantes de consciências de professores: os sindicatos e o ministério - porque os professores não vão nisso.
E aqui se coloca a minha primeira dúvida: mas não vão em quê?
Isto é tudo por causa da avaliação?
Mas esta avaliação é zero. Cada um diz o que quer e faz o que quiser porque não há normas nenhumas. Cada escola inventa as suas e, se assim é, em vez de estarmos preocupados com este tipo de "avaliação" devíamos estar gratos e satisfeitos.
É que com esta balducha não há ninguém que consiga atribuir um nível de regular a um prof. Todos tirarão Bom, pelo menos.
É certo que os amigos dos avaliadores e dos executivos tirarão Excelente mas até isso será escândalo, porque tudo será exposto mais cedo ou mais tarde.
Ou seja: esta palhaçada sem pés nem cabeça, por isso mesmo, não prejudica os professores. Pelo contrário...
Mas os profs também se queixam de reuniões sucessivas e de papelada às toneladas...
Mas - pergunto eu - quais reuniões?
O ME não marca reuniões. Os Conselhos Directivos e os avaliadores podem marcá-las mas é evidente que elas são de carácter facultativo. Uma reunião para esclarecer a avaliação não pode ser obrigatória para os docentes. É do seu interesse, mas não obrigatória.
Por isso não deveriam os professores queixar-se disso nas ruas.
É sintomática da dessintonia entre os protestantes e as fundadas razões desse protesto.
Sobre as grelhas para a colocação de objectivos, há-as desde uma página até 50.
Quanto aos planeamentos de aulas, há-os desde uma página a 27!!!
E a culpa é de quem?
Dos maluquinhos que se põem a inventar e a meter medo a quem depois mostra que se calhar não tinha mesmo condições nenhumas para estar no ensino.
Um alienado que tem o desplante de entregar um plano de aula de 27 páginas devia estar preso numa jaula e com uma camisa de forças vestida. Não devia andar à solta numa escola.
Só dão razão à ministra que apenas exige uma ficha - claro que, bem contadas são 16 páginas, mas que sejam as 16. Não é nada do outro mundo! - com os objectivos anuais.
Portanto as minhas 2 dúvidas são estas: será que 10% dos professores fazem uma pequena ideia do que têm que fazer para poderem ser avaliados segundo este sistema?
E será que os professores - e até os sindicalistas profissionais - ainda hoje sabem qual o conteúdo do «memorando de entendimento»?
É que Memorandum é para lembrar mais tarde... Mas parece-me que os professores nunca o conheceram e os sindicalistas já o esqueceram.
Pelo que conheço, pelo que vejo à minha volta e vi ontem nas tvs estou sinceramente inclinado a responder Não às duas questões anteriores.
Por último, para a pergunta: «o que vai acontecer agora»? eu tenho 3 respostas mas todas vão dar à mesma saída: a suspensão.
Explico::
1 - O governo cai em si e, de livre e espontânea vontade, faz de conta que não se passa nenhuma avaliação e deixa passar os prazos todos como se nada existisse - atitude à Sócras e, portanto, a medida xico-esperta que se espera.
2 - O governo cai em si e, de livre e espontânea vontade, declara que o processo está suspenso até este modelo ser testado em escolas piloto, acabando assim com o clima de total instabilidade nas escolas - medida mais inteligente e por isso mesmo decerto não será a adoptada por este governo.
3 - O governo deixa passar o tempo sem nada fazer na esperança que toda a sociedade se conforme. Nesse caso, o governo obriga, a curto prazo, a uma tomada de posição do PR que não poderá continuar calado por mais tempo do que a semana que hoje começa.
Findo esse tempo de reflexão e ponderação o governo terá que dizer alguma coisa.
Se o não fizer obriga Cavaco a partir a louça toda.
E depois?
Depois, das duas uma: ou Sócras continua sem passar cavaco a Cavaco - e capaz disso é ele! - iniciando uma guerra institucional que perderá, na melhor das hipóteses, nas urnas...
Ou Sócras acede a suspender o processo alegando os superiores interesses do Estado.
Como vêm, por mais que berre, poucas saídas restam a Sócras para além de decretar a suspensão deste processo de avaliação. Explicita ou implicitamente.
Isto é o que eu prevejo neste momento com os dados disponíveis.
Atenção, que eles vão jogar sujo
O Ministério e as cúpulas sindicais (que eu não confundo com os Sindicatos) vão pôr as suas centrais de desinformação a funcionar a todo o gás para nos convencer que a Manifestação do dia 15 foi desconvocada.
Atenção, colegas: A MANIFESTAÇAO NÃO FOI DESCONVOCADA! Continua convocada para a Praça do Marquês de Pombal, em Lisboa, no dia 15 de Novembro às 14:00.
Por favor divulguem.
Este alerta circula na net.
Este tipo de alertas é importante porque ele contribui para reduzir os fenómenos que se esperariam, não fosse esta medida profilática.
Pessoalmente, não acredito que os sindicalistas passem a palavra (em público) da desmobilização.
Terão vergonha. Seria o descrédito total.
O governo, com a sua máquina de desinformação, sim.
Mas neste caso menos, porque quanto mais professores houver nas ruas a 15, (sendo certo que não se aproximarão dos 120 mil) mais força será retirada aos sindicatos.
Os professores, os sindicatos e o governo estão, portanto, num triplo braço de ferro entre eles.
Se a maior força pender para os professores independentes, perdem os sindicatos e o governo.
Se a maior força pender para os sindicatos, perdem os professores independentes e o governo.
Se a maior força pender para o governo perdem os professores todos.
Mas pior: perde a escola toda.

PARA QUE NÃO RESTEM DÚVIDAS: MANIFESTAÇÃO DIA 15 DE NOVEMBRO
Para quem ainda não tinha percebido... Ouça bem!
01:20 - "contestação sindical"?
Lá estaremos sem sindicatos, no dia 15, Sra. Ministra!
02:57 - "Que o modelo se concretize por duas razões..."
03:05 - O modelo que está neste momento a ser concretizado é aquele que resultou do Memorando de Entendimento com os sindicatos."
Lá estaremos, sem Memorandos de Entendimento, Sra. Ministra.
04:57- "E o que espero dos sindicatos sinceramente é que cumpram aquilo que foi acordado."
Os sindicatos podem cumprir; os professores, não! Dia 15 de Novembro voltarão a Lisboa!
05:59: "Existe este que foi negociado durante mais de dois anos em mais de cem reuniões sindicais."
06:06 - "Este modelo de avaliação não saiu de nenhuma cartola, foi negociado com os sindicatos em mais de cem reuniões sindicais."
Para se chegar a isto? Dia 15 de Novembro voltaremos a Lisboa.
08:00 - "Cumprimento do que está acordado. Cumprimos integralmente o Memorando de Entendimento."
Mas não pode ser para cumprir. Dia 15 de Novembro os professores voltarão a dizê-lo, em nova manifestação em Lisboa.
13:29 - "O que espero dos sindicatos é que cumpram o Memorando".
Os professores não concordaram com o Memorando. Virão dizê-lo, dia 15, do Marquês de Pombal à Assembleia da República.
MUP

Eu não posso concordar com Emídio Rangel.
E não é por criticar o sindicalista profissional Mário Nogueira.
Que não dá aulas há 22 anos.
Porque também não é só ele!
Todo o corpo sindical não entra numa sala de aulas há décadas.
E os Conselhos Directivos instalados desde os anos 90?
E os 10 mil ex-professores destacados nas DREs, autênticos armazéns de clientela política?
Não. Não é por isso.
A mim o que me custa é que Rangel continua a ver os professores como simples «rebanho» e meros «funcionários» do aparelho, tal como escreve aqui abaixo nesta crónica do CM.
Está enganado. Não somos rebanho, sr Rangel.
Nem sequer isso, somos! Nem espírito seguidista temos, senão as coisas há muito se teriam resolvido.
Isto, nesta classe, é cada um para si e eu até acho incrível como é que se pode pensar que foi o «Agitador» Nogueira quem conseguiu reunir mais 120 mil.
É que, de facto, não foi ele quem os reuniu.
O «agitador», neste caso, vem a reboque de uma manifestação organizada só por professores que estava marcada poara o dia 15.
Esta foi uma manobra de antecipação que, neste caso, nem aqueceu nem arrefeceu a luta dos professores.
Se bem pensarmos até terá sido algo perniciosa para os próprios professores.
Porque mais uma vez se fez, de certo modo, o jogo da ministra.
Evitou-se que o país percebesse que os professores não precisam de sindicatos que os atraiçoam com acordos escuros firmados com a tutela, à revelia dos próprios professores, como a ministra ontem não se cansou de denunciar.
Paciência, ministra!

Os sindicalistas não são mesmo flor que se cheire.
É verdade que têm pavor de voltar a dar aulas, tal como os directivos e os destacados nas DREs.
Têm que «jogar», por isso, sempre com os seus melhores interesses na mira.
Um dia atraiçoam os colegas, no dia seguinte atraiçoam os ministros com quem acordaram previamente as negociatas longe dos olhares daqueles que dizem representar.
Os sindicalistas, tal como os políticos, tratam APENAS dos seus próprios problemas usando descaradamente a classe que dizem representar primordialmente para esse fim.
Já toda a gente o percebeu.
E sempre assim foi. Em todo o mundo.
Recordemos o filme «On the Waterfront», de Elia Kazan com Marlon Brando e Sam Spielgel, rodado em 1954 e já esse problema era por todos reconhecido nos EUA.
Neste momento e processo, os professores nada ganharam com a colagem dos sindicatos.
Era preferível 40 mil na rua sem a logística dos autocarros do que 100 mil à boleia de quem anda à boleia dos professores.
(Clique abaixo para ler a crónica de Emídio Rangel)
Coisas do circo
Professores agitados
“Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos”.
Hoje, Mário Nogueira entra em cena de novo. Nos últimos dias tem prometido uma manifestação de professores maior do que aquela que se realizou a 8 de Março, em Lisboa, com cerca de 100 mil pessoas, na contagem de Mário Nogueira. Com a prosápia que é comum a todos os especialistas em agitação, Mário Nogueira assegura que a passeata de hoje será um acontecimento a nível mundial. "Nunca aconteceu no Mundo inteiro", diz o agitador.
E estou mesmo convencido de que milhares de jornalistas de televisão, rádio e jornais do Planeta não quererão perder um evento único como este. Pessoas inteligentes a cumprir as ordens, os gestos, os gritos do pastor Mário Nogueira. Notável este homem. É secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, aestrutura sindical dominada pelo Partido Comunista. Grosso modo, Mário Nogueira já não dá aulas há mais de 22 anos. Ou seja, já não é capaz de exercer a sua profissão. ‘Transferiu-se’ da escola para o sindicato e, em consequência, ‘comanda a vida’ dos professores há mais de 22 anos. Era um professor, hoje é um agitador.
O que faz? Faz manifestações "únicas no Mundo", como a que anuncia para hoje. Consegue, para só falar nesta manifestação, mais de 700 autocarros alugados em Portugal e em Espanha para trazer o seu rebanho, faz esperas ao primeiro-ministro quando este se desloca pelo País, para o invectivar, humilhar, insultar, desde que tenha as câmaras de televisão pela frente. No caso em apreço, uma ira porque não concorda com a avaliação dos funcionários. Se não fosse a avaliação, era uma qualquer outra coisa. O que o motiva é a agitação, em prol da estratégia do PCP. Não há nada com que concorde. Ano após ano.
Em consonância com a estratégia do seu partido, nunca houve um ministro da Educação razoável. São todos estúpidos, passam a maior parte do mandato a congeminar medidas contra os professores. Se o ministro fosse militante do PCP, aí sim, todos os problemas ficavam resolvidos por um truque de magia. Mas como esse cenário é longínquo, quase impossível, Nogueira terá de continuar a cumprir tarefas de destabilização para o ‘povo’ das escolas não adormecer. Francamente ele merece a ‘ordem de Lenine e Estaline’. Tem sido um militante incansável e todos os louvores lhe são devidos. Os professores que não aceitaram uma venda nos olhos e não vão amanhã à manifestação vão poder assistir pela televisão ao maior espectáculo do Mundo – ‘o circo de Nogueira’.
Emídio Rangel
PSD: Governo não pode continuar a ser "autista e indiferente" na política educativa
"A manifestação de hoje é a prova evidente que não pode ficar tudo na mesma, o Governo não pode ser autista e indiferente", defendeu o deputado social-democrata Pedro Duarte, em declarações à Lusa.
Pedro Duarte, que integra a comissão parlamentar de Educação, recordou que existem cerca de 143 mil professores em Portugal, sendo que "entre 80 a 90 por cento estão hoje em Lisboa" a manifestar-se "não por motivações políticas ou partidárias".
Por isso, continuou, quando "entre 80 a 90 por cento de uma classe profissional" decide sair à rua para se manifestar é porque a política que está a ser seguida não está a ser compreendida.
"A partir deste momento, é insustentável a manutenção da política educativa que o Governo está a seguir", sublinhou, considerando que é tempo do Executivo de maioria socialista sair da "redoma" em que está fechado. "É quase unânime, há um consenso quase total entre os agentes educativos", acrescentou, insistindo não se lembrar de alguma vez ter-se assistido a uma manifestação tão representativa de uma classe profissional.
O deputado do PSD lembrou ainda que já na sexta-feira, a líder do partido, Manuela Ferreira Leite, defendeu a suspensão do actual modelo de avaliação dos professores e a aprovação de um novo modelo de avaliação externa e sem quotas administrativas. "O modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial", afirmou, anunciando que, "por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação" e entende que, "desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz".
Milhares de professores vindos de todo o país desfilaram hoje entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal para exigir a suspensão do modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Governo
Na RTP disse que tudo não passa de uma luta político-partidária nas escolas e nas ruas!!!
Como é possível?
Alguma vez houve luta partidária nas escolas???
Dizer isso é, até, crime!
Tanto desconhecimento!!!???
Mas diz mais:
Diz que o seu maior problema foi a greve aos exames há 2 anos....
Mas qual greve????
Desafia os professores a fazerem greve aos exames?!
Coitada: totalemente desesperada, tenta esta rasteira baixa: voltar os pais contra os professores.
Uma coisa já muito batida...
Já ninguém é estúpido!
Não vamos chegar aos exames.
Isso era só no final do ano!
Há que parar esta pouca vergonha e é já!
Há que não dar notas já em Dezembro!
Há, inclusivamente, que parar a matéria já por aqui enquanto não se resolver o problema da avaliação louca comprada no Chile!
Que vergonha de mulher!
Só tenho uma esperança: é que Sócras, por mais alucinado que seja, não pode fechar os olhos a isto!
120 mil professores equivalem a meio milhão de votos, pelo menos!!!
Já perdeu as próximas eleições se não parar esta vergonha por aqui já!
Esta linguagem é a única que o pinóquio percebe bem!....
26/10/2008.
Aqui fica o documento para memória futura.
Ei-la!
"Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
PARA QUE CONSTE... NO PRESENTE E NO FUTURO
DECLARAÇÃO DA PRESIDENTE DO PSD
(Avaliação do desempenho dos Professores)
A avaliação dos professores é um princípio que o PSD defende intransigentemente.
Só que o modelo em vigor assenta em princípios inadequados e injustos e num esquema de tal forma burocrático e complexo que está a criar uma enorme perturbação nas escolas e a desfocar os professores da sua função essencial.
O Governo impôs um processo que tem dado origem a um clima de tensão e crispação entre todos os intervenientes, que está a prejudicar o sistema educativo.
A teimosia com que tem tratado esta questão está a afectar seriamente o que é essencial para a qualidade do ensino – a motivação dos professores.
Por isso, o PSD defende a suspensão imediata deste modelo de avaliação.
Entendemos que, desde já, se deve começar a trabalhar num novo modelo de avaliação, sério e eficaz, assente fundamentalmente em três vectores:
A avaliação tem de ser externa, retirando das escolas e dos docentes a carga burocrática e conflitual que os desviam da sua função primordial que é ensinar.
A avaliação tem de procurar a efectiva valorização do mérito e da excelência, devendo por isso pôr-se fim às quotas administrativas criadas por este Governo.
E igualmente se deve acabar com a divisão da carreira docente, iníqua e geradora de injustiças, entre professores titulares e professores que acabam por ser classificados de segunda.
Insistir no actual modelo é pura perda de tempo.
Os professores não são justa e verdadeiramente avaliados e principalmente, os alunos e as suas famílias, estão a ser prejudicados com o clima de intranquilidade que se vive nas escolas.
Lisboa, 7 de Novembro de 2008
Já em Fevereiro - antes da Grande Manifestação FURADA dos profesores de 8 de Março - Menezes se solidarizava com a luta dos professores, na altura FURADA pelos sindicatos.
Menezes fazia a semelhança entre a situação que se vivia na altura e a que levou à demissão do Ministro da Saúde.
Contudo, os Sindicatos FURARAM INDECENTEMENTE a luta dos professores numa TRAIÇÂO nunca vista no Portugal democrático ao usarem os 100 mil que encheram as ruas de Lisboa PARA SEU PROVEITO PRÓPRIO.
Para cozinharem um «ENTENDIMENTO» que até hoje permanece no segredo dos Deuses mas cujos efeitos práticos foram:
1 - Proteger a ministra da queda iminente
2 - Guindarem-se eles próprios a professores titulares
3 - Concederem a mesma borla aos autarcas, deputados e demais classe política.
Agora, depois de verem que a classe dos professores lhes voltou literalmente as costas na sequência da sua TRAIÇÃO, vieram a correr a gritar: Ó Rita! Ó Ana! - para ver se não ficam no desemprego e se não têm que recomeçar a vergar a mola nas escolas.
Que isto, ao fim de 10 anos no Bem-Bom, nem Conselhos Directivos nem sindicalistas já fazem uma pequena ideia do que são os miúdos e de como se dá uma aula.
Ter que picar o cartão todos os dias à hora certa e não se poder faltar à fartazana sem passar cavaco a ninguém é duro Meus Senhores!!!!
Esperemos que os sindicalistas não nos vendam novamente depois da manifestação do próximo Sábado.

Não poucas vezes me sinto envergonhado por pertencer a esta classe profissional.
Esta é uma dessas ocasiões.
A Pergunta da Semana é uma espécie de pensamento que passa pela cabeça de muitos mas que ninguém pergunta aos políticos (corruptos).
Perguntar não ofende!!! Já diz o povo. E o povo é soberano.
Então cá vai:
*Se os resultados dos exames de 9.º ano e 12.º ano foram tão bons...
Se as melhorias foram tão significativas...
Se não houve facilitismo...
**
**
*
Então por que é necessário avaliar os Professores???
AINDA HÁ PROFESSORES NOS CONSELHOS EXECUTIVOS!!!
Escola Secundária Alcaides de Faria - Barcelos
Neste caso é um pedido de suspensão que parte para o ME por iniciativa do próprio órgão de gestão.
A Sua Excelência A Ministra da Educação
Com conhecimento a:
- DREN;
- Conselho Científico de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente;
- Equipa de Apoio às Escolas de Barcelos, Esposende e Famalicão
O Conselho Executivo da Escola Secundária Alcaides de Faria vem, por este meio, solicitar a Sua Excelência que seja suspenso e revogado o actual modelo de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente, regulamentado pelo Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, pelos motivos seguintes:
1. Para o Conselho Executivo, tal modelo torna-se inexequível na medida em que a nossa Escola tem cerca de 220 professores, que terá que avaliar, segundo critérios que não se podem considerar objectivos e observáveis. Esta tarefa é, para o Conselho Executivo, humanamente impossível de concretizar com o mínimo de rigor e seriedade, princípios que devem estar sempre presentes num processo tão delicado como é o da avaliação de professores.
2. Este modelo, muito burocrático e pouco realista, está a promover a degradação do relacionamento interpessoal entre a classe docente, perturbando seriamente o clima escolar, com reflexos negativos (directos e indirectos) no processo de ensino e aprendizagem. A este facto, acresce o descontentamento que impera entre os docentes, que se vêem com uma sobrecarga de tarefas que o actual modelo de avaliação exige, pondo em causa o desenvolvimento normal da sua actividade enquanto professores.
3. O Conselho Executivo teme, seriamente, que seja colocada em causa a essência da actividade da Escola, que se centra essencialmente nas aprendizagens dos alunos, desvirtuando, assim, a razão da nossa existência. Estamos plenamente convencidos que a aplicação do actual modelo de avaliação dos professores irá prejudicar seriamente os alunos e o normal desenvolvimento do ano lectivo, como, aliás, já está a acontecer. Não se pode pedir à Escola o que é, de todo, impraticável.
4. A ser levado até ao fim o actual modelo de avaliação, não pode, este Conselho Executivo, e cremos que nenhum, garantir uma avaliação justa e justificável dos professores. Não é uma avaliação justa, imparcial e verdadeira que se pretende? Acreditamos, sinceramente, que não o conseguiremos com o actual modelo. Não queremos, e daí a nossa posição, entrar por um processo em que a avaliação é feita, a qualquer custo, mas sem o rigor, a moralidade e a seriedade que devem ser os pilares de qualquer processo de avaliação de pessoas, com sentido de responsabilidade e ética.
5. A ser levado até ao fim este modelo de avaliação, o que será da Escola no final do ano? Como estarão as relações entre os professores, uns avaliadores e outros avaliados, num processo em que, em geral, ninguém acredita, de verdade? Este Conselho Executivo não quer imaginar-se a gerir uma Escola em que a conflitualidade se instale irremediavelmente.
6. O Conselho Executivo considera a avaliação dos professores uma exigência, nem está contra ela, bem pelo contrário. Quer é poder avaliar com rigor, com isenção e com competência, o que, no nosso entendimento, só poderá ser feito através de um modelo objectivo, menos complexo e, acima de tudo, que seja exequível. Deve-se, pois, na nossa opinião, construir um novo, urgentemente.
Barcelos, 28 de Outubro de 2008
MUP
100 dos 105 Professores da Escola Secundária da minha Terra mostram ao país que não são cobardes nem têm medo da repressão da ministra.
Enquanto membro do Conselho Transitório, manifesto-lhes desde já o meu total apoio.
E o meu voto favorável, claro!
Parabéns aos subscritores.
PROPOSTA DE SUSPENSÃO DA AVALIAÇÃO
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Geral Transitório;
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Pedagógico;
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Executivo
Da ESCOLA SECUNDÁRIA DE SEIA
Os professores da Escola Secundária de SEIA subscritores deste documento vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho dos docentes em curso, nos termos e com os fundamentos seguintes:
(clicar abaixo para ler todo o documento)
1. O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo DR 2/2008 de 10 de Janeiro não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;
2. O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e a
dificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;
3. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;
4. Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;
5. O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente;
6. A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que é
possível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;
7. A maioria dos itens constantes das fichas não é passível de serem universalizados.
Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seu
grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existem
quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;
8. O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio DR 2/2008, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados de forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;
9. É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;
10. O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas,
como itens de avaliação;
11. É evidente a incompletude do edifício legislativo do modelo, com frequentes
remendos em matérias como delegação de poderes, faltas relevantes, quotas, bem como a ambiguidade funcional decorrente da existência de departamentos
curriculares e departamentos de recrutamento;
12. A ausência de qualquer informação sobre o modo como se realizará a componente da avaliação da responsabilidade do Presidente do Conselho Executivo;
13. Suspender o processo de avaliação permitirá:
(i) focar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental
missão – ensinar;
(ii) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos;
(iii)
antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do
desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas.
Assim, os signatários propõem que o Conselho Pedagógico e o
Conselho Executivo da Escola Secundária de SEIA decidam pela
suspensão de todas as iniciativas e actividades relacionadas com o
processo de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem
para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dos
nossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.
Esta suspensão deverá manter-se até que se cumpram cumulativamente as seguintes condições:
1. A delegação de competências dos avaliadores seja publicitada em Diário de
República explicitamente ou integrada na Lei do Orçamento à data da publicação desta.
2. Seja esclarecido o preenchimento do parâmetro B, nomeadamente quanto à
forma de integrar os resultados escolares dos alunos e do abandono escolar na
avaliação individual, compatibilizando a letra da lei e as recomendações do
CCAP.
Os signatários afirmam ainda que:
1. Concordam que a avaliação é essencial para o desenvolvimento profissional dos professores cujo fim último é a qualidade dos serviços da educação portuguesa;
2. Reafirmam que o que sempre esteve em causa foi o modelo de obtenção da
classificação com todo o aparelho que lhe está subjacente que se antevê altamente burocratizado, não aferido e não sustentado em critérios de equidade e de justiça, por muitos esforços que se desenvolvam;
3. Reconhecem a importância da dimensão formativa do trabalho entre pares,
defendendo uma relação de proximidade entre professores de áreas científicas afins,
aceitando a observação de aulas, unicamente na dimensão formativa que dela pode decorrer;
4. Propõem-se contribuir para um diagnóstico das suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional, integrado na Avaliação Externa da Escola em processo que vai decorrer a partir deste ano de 2008/2009 e que deverá ser traduzido no Plano de Formação da Escola Secundária de Seia;
5. Divulgar esta posição junto da comunidade, sensibilizando-a para a ideia de que a suspensão da avaliação agora proposta visa possibilitar que a Escola Secundária de Seia atinja os seus grandes objectivos, nomeadamente, melhorar os resultados escolares correspondentes ao saber real e efectivo, norteados por valores de excelência e ao desenvolvimento da cidadania ampla, com respeito pela diversidade;
6. Manifestar a solidariedade efectiva aos seus eleitos representados nos órgãos da Escola em todos os efeitos que possam vir a decorrer das posições assumidas por estes órgãos, relembrando o dever de lealdade e solidariedade que o regime de gestão e administração da Escola consagrado no Dec-Lei 115A /98 requer.
Escola Secundária de Seia, 5 de Novembro de 2008
Os signatários (segue lista com 100 assinaturas num universo de 105 docentes)
Texto aprovado em assembleia de docentes com a presença de 80 professores no dia 5 de Novembro

Meu Caro, Desperto (o que é um eufemismo pois estive acoradado até às 5 horas a acompanhar a eleição in EUA...) pelo teu blog, partilho uma not´cia muito curiosa sobre a "ligação" entre os Kennedy e Obama...Aí vai:
Robert Kennedy, irmão do presidente assassinado John F. Kennedy, disse há exacatamente em 1968, há exactamente 40 anos atrás, que os Estados Unidos teriam, dentro de 40 anos, um presidente negro.
«Não há dúvida que daqui a 30, ou 40 anos, um negro pode chegar ao cargo que o meu irmão ocupou como presidente dos Estados Unidos», disse o então Procurador-Geral dos Estados Unidos, acrescentando que era preciso continuar com a mudança e progredir na inclusão racial.
«Não podemos continuar como estamos».
O texto, publicado no Washington Post em 27 de Maio de 1968, acabaria por ser uma previsão correcta daquilo que viria a acontecer. Esta quarta-feira, 40 anos e poucos meses após o discurso de Kennedy, Barack Obama tornou-se no primeiro negro a ser eleito presidente dos Estados Unidos.
Paulo Barata.
Passei hoje por ruas que nem imaginava existirem na minha Terra. No Bairro da Fisel nasceram construções muito bonitas. Umas singelas e de cores apelativas e outras bem modernaças. Seia , apesar da crise, não pede licença a ninguém para continuar a crescer.

O Posto do Pingo Doce vende os combustíveis mais baratos de Seia.
Chegam a ser 8 centimos de diferença.
Vai daí... é o que se vê.
Nem quando os preços baixam, os senenses dispensam esta bomba.
É sintomático...

Paga-se por uma largura de banda de 10 Megas por segundo e a maior parte do tempo não se tem sequer 200kps, como a própria Cabovisão confirma no seu speed test.
Neste momento, o teste já nem sequer arranca...
Eis o conteúdo do email que acabo de lhes enviar.
Ex.mos Srs:
O V/ serviço de internet em Seia é uma autêntica vergonha.
Pago por uma largura de banda de 10 megas e não tenho sequer 200k segundo o V. speed test que agora já nem sequer arranca.
Não sou só eu a queixar-me: é toda a gente.
Já sei que me vão responder, como costumam, daqui a um mês com uma resposta institucional.
É vergonhoso!
Um verdadeiro insulto à inteligência das pessoas.
Nem quero saber da V. resposta.
Assim que puder mudo tudo e só não mudei ainda porque infelizmente no Portugal profundo não há alternativa em cabo.
Mas a net vai já embora para um operador que não nos engane.
Obrigado por nada.
JT
Há 10 anos fiquei absolutamente chocado com este filme - DEEP IMPACT(Impacto profundo) - que tenho mostrado, sempre que posso, aos alunos da minha escola nas aulas de acompanhamento.
Pelo conteúdo, pelos efeitos especiais, pelo dedinho de Spielberg na produção e pela ousadia de nos apresentar pela primeira vez um Presidente dos Estados Unidos... de cor.
Neste filme é protagonista também o jovem Elijah Wood, mais tarde celebrizado como "Frodo" na trilogia Lord of the Rings (O Senhor dos Aneis).

Apenas 10 anos depois, aí o temos.
Uma coisa absolutamente impensável até há pouco tempo.
Como diria Bob Dylan: Times they are changing...
Já só falta ver um Cristo de cor.
Sócras, que é da geração Kennedy, é que se lembra bem disso.
Vamos lá a ver quanto tempo durará este...

Obama - Kennedy (OK)
Kennedy - Obama (KO)
Recebi um email anónimo a informar que os alunos cumprirão um dia de protesto, amanhã, quarta feira, sob a forma de greve.
As reivindicações vão desde o novo Estatuto do aluno, à falta de Educação Sexual nas escolas e ao próprio artº 75 - autonomia das escolas.
Contactei o Presidente do Conselho Directivo que me confirmou a notícia.
A GNR estará já avisada para fazer a segurança dos alunos na sua caminhada até à Câmara Municipal.
Enfim... um dia diferente, amanhã, dia de feira, em Seia.
Por acaso também me meteu uma certa confusão quando ouvi isto...
Mas tudo o que vem da boca deste galguista eu já nem perco tempo a confirmar...
Sócrates, o menino prodígio
Fenómeno - José Sócrates acompanhou com três anos de idade as presidenciais norte-americanas
Bebés assim só em Vilar de Maçada!!!
As palavras são do primeiro-ministro José Sócrates na extensa entrevista que concedeu no último fim-de-semana:
"Sou, digamos assim, da geração Kennedy. Essa eleição representou já um momento histórico.
Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente. O próprio Kennedy teve de vincar bem que nunca receberia ordens do Papa enquanto presidente dos EUA.
Lembro-me bem do que isso significou."
Nos meios socialistas e não só estas palavras causaram espanto ou perplexidade.
O caso não é para menos: se a biografia oficial está correcta, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nasceu no dia 6 de Setembro de 1957 em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real. E John F. Kennedy foi eleito presidente dos EUA em Novembro de 1960, com uma vantagem de 112 881 votos sobre o republicano Richard Nixon.
Isto é, nesse tempo José Sócrates tinha três anos de idade.
Perante estes factos, há quem entenda que o primeiro-ministro é um sobredotado.
Mas há quem tenha outra explicação para este facto extraordinário.
A certidão de nascimento pode ter sido adulterada por alguém ou o registo ter sido feito mais tarde e Sócrates ser mais velho do que pensa.
António Ribeiro Ferreira

Visitem o canal do Jorge - basta clicar na imagem acima - um jovem senense e um virtuoso da guitarra que nada fica a dever a muitos dos grandes nomes das 6-strings nacionais (para não dizer mais...).
Nota: ele tem "mãos" mas também tem cabeça. E uma carinha bem laroca!
Acontece que é demasiado modesto para a mostrar.
Pode ser uma estratégia: deixar as fans a sonhar...
http://br.youtube.com/user/jorgecaria01
Um abraço ao Jorge que foi meu aluno há anos e que, se não se "estragar", vai longe.
As primeiras neves chegaram e o turismo tambem.
Hoje, no Sabugueiro, o movimento já era algum.
O Luis Mestre não tinha mãos a medir...
Seia é a Terra da Neve e o nosso amigo e ícon do Turismo local, Jorge Camelo, aqui está nesta curta peça da Sic a confirmá-lo.

O BPN é a primeira vítima nacional da conjuntura financeira internacional.
Nem o grande Luis Figo nem a bela Catarina Furtado o salvaram.
Vão salvá-lo os nossos impostos.
Há poucos dias pediu um empréstimo à CGD para fazer face a uma situação gritante de falta de liquidez.
No último dia 29, Miguel Cadilhe denunciou que alguns quadros do BPN estariam a cometer "crimes".
Meros 4 dias depois o governo decide nacionalizar o banco.
Os depositantes ficam assim mais descansados.
Os contribuintes mais prejudicados.
Nunca esperei assistir a uma nacionalização, depois de 75, mas ela aí está.
E pelas razões contrárias a todas as nacionalizações do verão quente.
A Antiga Casa das Obras é, presentemente, a sede da Câmara Municipal de Seia. Incendiada e praticamente destruída durante as invasões francesas, foi reconstruída posteriormente e assim chega aos nossos dias.

...100 anos depois...

Confirme em:
http://www.indexmundi.com/g/g.aspx?c=po&v=94&l=pt
http://www.indexmundi.com/pt/portugal/divida_externa.html
http://www.indexmundi.com/g/r.aspx?t=0&v=94&l=pt
http://www.indexmundi.com/pt/portugal
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2079rank.html
Talvez não seja necessário ser doutorado em economia para se perceber a enormidade do que se passa com este país a nível de dívida externa.
Talvez não seja necessário sermos grandes especialistas na matéria para percebermos que Portugal será dos primeiros países a quem será cortado o crédito se a crise internacional se continuar a manifestar, como todos os especialistas esperam.
Cada português (homem mulher criança) deve, neste momento 45.100 dólares aos bancos internacionais.
O que corresponde a 35.511 euros ao câmbio de hoje( 1€ = 1.27 dolares ).

Uma família de 4 pessoas deve mais do que alguma vez poderá pagar, mesmo que, de repente, os pais fossem aumentados para o dobro, passando a auferir rendimentos da ordem dos 2000 euros / mês.
Actualmente o rendimento médio das famílias não ultrapassa os 1000 euros / mês, com os 2 adultos a trabalhar.
A nossa dívida é superior à da Finlândia, da Coreia, da China, e o dobro da dívida do Brasil, por exemplo.
Tudo países com recursos naturais que lhes permitiriam liquidá-la num só dia.
Como iremos nós pagar esta monstruosa dívida se nada produzimos em comparação com esses países?
Medina Carreira é o único Português que chama a atenção para este cancro que acabará por nos devorar a todos enquanto nação e povo livre e independente.
Quando a torneira internacional se fechar, não haverá sequer comida nos supermercados.
Que faremos, então?
Pensem nisto...
Perdoámos dívias aos países africanos, contruímos 10 mega estádios de futebol, fizemos a expo 98, e estamos a pagar isso tudo, agora... sem termos um tostão no bolso.
Teremos que continuar a pedir para continuarmos a pagar.
E se deixarem de nos emprestar, como fazem os bancos às famílias endividadas?
É a ruína de qualquer administração.
E o mais dramático é que ninguém fala nisto.
A classe política anda preocupada com os casamentos gay e o estatuto dos Açores...
A Escola Secundária de Seia subiu no ranking das escolas secundárias de forma espectacular.
Da posição 580 - no fundo da tabela, o ano passado - subiu este ano para um lugar já quase mediano - 378 - embora ainda abaixo da média, que seria o lugar 305.
Não sei se manterá para o ano, dadas as sucessivas instabilidades e atrasos nas colocações de professores a que estiveram sujeitos os alunos de "Humanidades", até há poucos dias.
Ainda por cima às cadeiras a que este ano vão ter exames.
Azar nítido.
De qualquer forma algo parece ter mudado.
Facto ao qual não terá sido alheia a acção de alerta por parte da Associação de Pais que, há pelo menos 2 anos, tem vindo a chamar a atenção do Conselho Pedagógico para o consecutivo afundanço da nossa escola no ranking durante os últimos 7 anos.
Pelos vistos a nefasta tendência parece começar agora a inverter-se.
Esperemos que seja para continuar.
Parabéns, por isso, a toda a comunidade escolar.