
E Agenda Cultural de Novembro: clique abaixo
CASA MUNICIPAL DA CULTURA DE SEIA
Agenda
NOVEMBRO 2008
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 8 | 21:30 Horas – "Festus / 2008” – 1º Festival de Tunas de Seia
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
Participação:
Rapazinhos Tuna – Oliveira de Azeméis
Real Tuna Universitária de Bragança
Trovantina – Instituto Politécnico de Leiria
Tuna Bruna – Universidade Internacional da Figueira da Foz
Extra-Concurso:
Tuna Escola Secundária de Seia
SENATUNA – Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia
Apoio: Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia / IPG
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 14 Novembro | 21:30 Horas – Concerto “Flauta Mágica” de Mozart – Orquestra Sinfónica Norte
Concerto integrado nas XI Jornadas Históricas – “Maçonaria, Sociedade e Politica: uma visão histórica” – Dias 14 e 15
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 23 Novembro | 15:30 Horas – Concerto do centenário da banda Torroselense Estrela D’Alva, de Torroselo
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 27 Novembro | 21:30 Horas – “Quarteto de Cordas Vardanyan”
Concerto integrado no Festival Harmos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
O quarteto Vardanyan foi formado em 2005 no Royal College of Music. Em Maio de 2006, foram seleccionados como representantes deste colégio na Competição Inter-Clégios de Quartetos de Cordas Gerard Heller and Rosemary Pappaport. Depois de os ouvir num concerto privado em Janeiro de 2007, Bernard Haitink convidou-os a tocar na sua tournée na Suíça.
Actualmente, este quarteto está a trabalhar sob a direcção de Levon Chilingirian e Simon Rowland-Jones e tem actuado em vários locais de Londres, incluindo St Martin-in-the-Fields, the British Library and the National Gallery.
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
MUSICA
Dia 30 Novembro | 15:00 Horas – IX Grande Festival Nacional de Orquestras de Música Ligeira de Seia
Participação de:
Orquestra Juvenil da Serra da Estrela - Seia
Orquestra Ligeira Acrolate, In – Lordelo | Vila Real
Orquestra Ligeira do Conservatório de Música de Águeda
No intervalo:
Grupo de cordas da secção de Fado da Associação Académica de Coimbra
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 31 de Outubro e 1 de Novembro – 21:30H
Dia 2 de Novembro – 15:30H e 21:30H
“Mamma Mia!”
Realizador: Phyllida Lloyd
Intérpretes: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan, Colin Firth
Género: Comédia Romântica, Musical
Classificação: M/6 Duração: 108 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 7 – 21:30H e Dia 9 – 15:30H e 21:30H
“Babylon A.D.”
Realizador: Mathieu Kassovitz
Intérpretes: Vin Diesel, Mélanie Thierry, Michelle Yeoh
Género: Acção, Aventura, Ficção Cientifica, Thriller
Classificação: M/12 Duração: 90 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 15 – 21:30H e Dia 16 – 15:30H e 21:30H
“Pequeno Grande Dave”
Realizador: Brian Robbins
Intérpretes: Sherman Alpert, Elizabeth Banks, Eddie Murphy, Gabrielle Union
Género: Comédia, Ficção Científica
Classificação: M/6 Duração: 90 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dias 21, 22 e 23 – 21:30H
“Tempestade Tropical”
Realizador: Ben Stiller
Intérpretes: Ben Stiller, Robert Downey Jr., Jack Black
Género: Acção, Comédia
Classificação: 12 anos Duração: 107 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dias 28 e 29 – 21:30H
“Um Padrasto para Esquecer!”
Realizador: Craig Gillespie
Intérpretes: Billy Bob Thornton, Seann William Scott, Susan Sarandon
Género: Comédia
Classificação: M/12 Duração: 87 minutos
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 13 | Quinta-Feira – 21:30H
Exibição dos documentários concorrentes ao Cine’Eco 2008, de realizadores do concelho de Seia:
“Cartas de Amor”, de Alexandre Sampaio
(Duração: 11’)
“Maputo: Sonhar não é proibido”, de Madalena Cunhal
(Duração: 15’)
“Conservação de Recursos Hídricos”, de João Tilly
(Duração: 20’)
CINE-TEATRO DA CASA MUNICIPAL DA CULTURA
CINEMA
Dia 20 | Quinta-Feira – 21:30H
Exibição dos documentários concorrentes ao Cine’Eco 2008, de realizadores do concelho de Seia:
“Centenário da Banda de Torroselo”, de Luís Silva
(Duração: 13’)
“Na Diáspora: Os Lusos na Argentina”, de Fernando Carlos Moura
(Duração: 60’)
FOYER DO CINE-TEATRO DA CASA MUNCIPAL DA CULTURA
FOTOGRAFIA
Durante todo o mês | Exposição de pintura de Sofia Kovalchuk
Sofia Kovalchuk tem 6 anos, nasceu em Seia no dia 27 de Julho de 2002. Começou a pintar aos 5 anos.
Frequenta a Escola Primária de Santa Marinha e nos tempos livres frequenta um curso de pintura orientado por Tânia Antimonova.
Os trabalhos expostos, em guache e aguarela são do 1º ano de ensino e transportam-nos
a um mundo de imaginários e de cores múltiplas, suficientemente apelativo e surpreendente.
*Horário da Exposição:
De segunda a sexta – das 14 às 17:30 Horas
e durante as sessões normais de cinema
aos fins de semana.
CISE – CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA SERRA DA ESTRELA
CONFERÊNCIA
Dias 14 e 15 – XI Jornadas Históricas – “Maçonaria, Sociedade e Politica: uma visão histórica”
Casa Municipal da Cultura de Seia, Av. Luís Vaz de Camões 6270 - 484 SEIA
Telf. 238 310 249 Fax 238 310 236 Telm 964862521 site: www.casadaculturadeseia.com

Tinham morrido 55 jovens.
Eram exactamente aqueles que eu contei. Fora os que não se vêem da estrada...
Trata-se do prédio inacabado situado em frente à Escola Secundária de Seia, refúgio para os jovens fumadores em dias de chuva e não só.
Meus senhores:
Todos sabemos que o construtor não vai acabar a obra e que o prédio ao lado ruiu numa véspera de Natal há poucos anos.
Este prédio também vai ruir porque está há anos a ser minado pela intempérie e está assente numa confluência de linhas de água, que se acentuam naturalmente no inverno.
Só não se sabe é exactamente quando isso acontecerá.
Pode ser amanhã.
Alguém tem que fazer alguma coisa.
Nem que seja implodi-lo.
O mais depressa possível.
Seia, 29/10/2008 às 08:30h
Recebi aqui uma colecção de emails que terão sido enviados para o forum do PE e que pelos vistos não foram publicados.
As pessoas - uma delas perfeitamente identificada - estão indignadas e acusam o moderador do forum de censura.
Mais: para me tentarem "espicaçar" mostram-me que alguns dos textos censurados falavam de mim directamente e de forma elogiosa.
Meus Caros: eu estou-me bem a borrifar para o que as pessoas publicam ou deixam de publicar onde quer que seja.
Já o disse e repeti que a minha dead-line foi atingida a 16 de Setembro.
A partir daí não quero saber da política de Seia para coisa nenhuma e pouco - ou nada - me importa o que se poderá passar daqui em diante.
Uma coisa é certa: eu não terei nada a ver com o que se passar políticamente em Seia pelo menos até às próximas eleições autárquicas.
Depois disso, se cá estivermos, daremos os parabéns a quem ganhar e confortaremos quem perder, desde que se tenha esforçado.
Já fui trouxa que chegasse para três incarnações e meia...
Agora vou apenas assistir. Nada mais.
Por isso, se pensam que fico chateado por não publicarem elogios à minha pessoa, desenganem-se.
Se isso aconteceu, até tenho a agradecer a quem censurou estes textos.
Que nunca lhe doa o lápis azul!
Isso iria sempre ser interpretado ao contrário da intenção de quem escreveu e seguramente daquilo que me interessa a mim, neste momento, que é não ter qualquer participação na luta política que se avizinha.
Obrigado, caro censor, e continue assim.
Quando vir algum comentário que se refira à minha pessoa, continue a fazer o que tem feito nos últimos anos: censure à força toda, que eu até lhe agradeço.
Quanto menos se falar de mim melhor.
Foi um prazer e até à próxima.
E vamos mas é tratar de coisas sérias que a política, em Seia, não é uma delas.
Atente-se neste maravilhoso arco iris sobre a minha Escola.
Foto de Henriqueta Val-do-Rio.
Isto, ao contrário da politiquice provinciana, é que é uma ilusão que vale a pena ter.


Esta foto é ainda anterior. Uma formação que apenas se apresentou em público meia dúzia de vezes.
Chico Cunhal, com apenas 11 anos, penso eu, fazia o que podia na bateria - a minha primeira bateria, uma Pearl, onde eu aprendi a tocar, com apenas um timbalão e um prato a sair do bombo! - mas a qualidade do conjunto exigia um baterista "já feito".
Por isso fomos buscar o Mix a Gouveia, em 73.
Trata-se de um postal feito em tipografia através de zincogravura, a única tecnologia existente na época para se passar imagem para cartazes.
Os números de telefone foram batidos à máquina posteriormente, está bom de ver.

'Ol Tomix enviou-me esta que foi das primeiras montagens gráficas dos Kardos.
Mix, Fausto, eu com 13 anos, o meu velhote, nós todos na serra (já na altura fazíamos propaganda ao Turismo na Serra da Estrela!...) e Ferreira da Mota (Tó B...).
Fotos tiradas na cave da nossa casa, onde era a nossa sala de ensaios, já não me lembro por quem.
Estas colunas amplificadas Yamaha seriam mais tarde utilizadas no 1º primeiro de Maio da Liberdade (1974) na Praça da República, para a proclamação da Liberdade e da Democracia.

Aos 14 de idade já eu era batidão nestas coisas dos conjuntos de baile, e tocava com estes malucos.
Não tocávamos pimbalhada. Pink Floyd, Beatles, Status Quo, Rolling Stones, Nazareth, Led Zeppelin, e tambem tangos e valsas e pasos dobles, pois claro...
O baterista fugiu para a América, o Fausto foi para Viseu e o meu Pai anda por aí...
As carrinhas avariavam às 5 da manhã, não havia telemóveis, eu vinha a dormir em cima das colunas de vozes na caixa da camioneta Hanomag, chegávamos a casa ao meio dia e meio, e uma vez tirei o Paninho de dentro da caixa de uma camioneta que não abria por dentro e que desatou a arder depois de uma actuação em Famalicão da Serra.
Coisas banais em 1974.
O ano em que pensávamos que isto ia mudar...
Loriga, a Suiça Portuguesa, perdeu em têxteis o que ganhou em beleza e êxtase.
Com a temível e deslumbrante Garganta de Loriga ao fundo, um monumento natural da idade da Serra da Estrela - 20 milhões de anos - esta Terra de autêntica Magia nunca cansa. É sempre nova e toma novas cores ao longo do ano. Sempre irrepetíveis, sempre admiráveis.
O seu branquíssimo manto de inverno é gradualmente substituído por molduras de cores progressivamente mais quentes e efusivas até ao Outono, porventura a Estação que mais cambiantes traz a esta inacreditável Terra Mágica.
A apenas 15 minutos da Cidade de Seia, possui agora ligação directa à Lagoa Comprida e à Torre, servida por uma estrada nova que proporciona paisagens de cortar a respiração.
A não perder este espectacular circuito: Seia - S. Romão - Valezim - Loriga (um salto a Alvôco - outra Terra Mágica) - novamente Loriga - Portela do Arão - Lagoa Comprida e Torre. A descer, vir por Sabugueiro e comprar uma recordação do Concelho Mágico da Serra da Estrela, que é o de Seia.
Uma das mais inexploradas e a mais recente freguesia do concelho de Seia, a Lapa é uma Terra Mágica.
A poucos quilómetros da Cidade de Seia, empoleirada no cimo de um monte quase inacessível, dir-se-ia, ao subir a íngreme ladeira, estarmos a ser transportados para outra dimensão.
Tudo, lá em cima, é a subir e a descer. Praticamente não há um plano. As casas são o limite do precipício.
E aqui está uma grave limitação do vídeo e da fotografia que não conseguem trazer essa terceira dimensão - a maravilhosa profundidade - para o plano visual das 2 dimensões.
Há que lá ir.
O viajante ficará envolvido e extasiado com o micro-mundo que vai encontrar.
E nunca mais se esquecerá desta Terra Mágica.
Isso EU posso garantir.
Com música a sério....
No dia 22 de Outubro cerca de 1500 pessoas, sobretudo jovens das escolas, mobilizaram-se formando um corredor verde que uniu a Câmara ao Cise.
Aqui ficam algumas imagens documentais - sem tratamento, claro - que retratam exactamente o que aconteceu.
Esta é a primeira parte. A limitação do youtube não permite filmes com mais de 100 mega.
Hoje sentam-se no banco dos réus 5 dos alegados torturadores da mãe de Joana.
No processo mais envergonhante da justiça portuguesa, uma desgraçada analfabeta é condenada sem uma única prova para além da sua própria confissão, arrancada à base da tortura continuada.
A polícia científica não encontrou um único vestígio de que Joana tivesse sido assassinada.
Pode muito bem estar viva, neste momento, a criança.
Mas se não está, nenhuma prova foi conclusiva que indicasse, sem sombra de dúvida, que foi a mãe quem a matou.
O mesmo processo foi tentado com os pais de Maddie pelo mesmo inefável Gonçalo Amaral, o inspector que demorava 3 horas a almoçar e bebia 3 whiskies no fim de cada mega-almoço, segundo a polícia e os jornais ingleses nunca desmentidos.
A imprensa inglesa já foi condenada a pagar centenas de milhares de euros ao casal McCain por difamação, por terem transcrito as baboseiras infundadas dos jornais portugueses, eles próprios induzidos nas patranhas da PJ que nada descobre e por isso tudo inventa.
Resta saber porque é que os jornais portugueses, que foram as fontes da difamação, ainda não pagaram nada.
Porque o casal ainda os não accionou?
Vai ser rir, quando chegar a sua vez... muitos fecharão as portas.
Documento a subscrever pelos professores e educadores e a apresentar ao Conselho Pedagógico e Conselho Executivo.
_________________________________________________
Proposta ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo
Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas/Escola Secundária de………………………………., subscritores deste documento vêm propor ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Executivo a suspensão do processo de avaliação do desempenho em curso nos termos e com os fundamentos seguintes:
1. O modelo de avaliação do desempenho aprovado pelo Decreto-Regulamentar 2/2008 não está orientado para a qualificação do serviço docente, como um dos caminhos a trilhar para a melhoria da qualidade da Educação, enquanto serviço público;
2. O modelo de avaliação instituído pelo referido decreto-regulamentar destina-se, sobretudo, a institucionalizar uma cadeia hierárquica dentro das escolas e a dificultar ou, mesmo, impedir a progressão dos professores na sua carreira;
3. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam a orientação exclusivamente economicista em que se enquadra o actual estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação decretado pelo ME;
4. Paradoxalmente, a aplicação do actual modelo de avaliação do desempenho está a prejudicar o desempenho dos professores e educadores por via da despropositada carga burocrática e das inúmeras reuniões que exige;
5. O modelo de avaliação reveste-se de enorme complexidade e é objecto de leituras tão difusas quanto distantes entre si e que nem o próprio Ministério da Educação consegue explicar devidamente;
6. A instalação do modelo revela-se morosa, muito divergente nos ritmos que é possível encontrar e dificultada ainda pela falta de informação cabal e inequívoca às perguntas que vão, naturalmente, aparecendo;
7. A maioria dos itens constantes das fichas não são passíveis de ser universalizados. Alguns só se aplicam com um número reduzido de professores. Outros, pelo seu grau de subjectividade, ressentem-se de um problema estrutural – não existem quadros de referência em função dos quais seja possível promover a objectividade da avaliação do desempenho;
8. O desenvolvimento do processo com vista à avaliação do desempenho não respeita o que determinam os artigos 8º e 14º, do próprio Dec-Regulamentar 2/2000, uma vez que o Regulamento Interno, o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades não se encontram aprovados por forma a enquadrar os seus princípios, objectivos, metodologias e prazos;
9. É evidente um clima de contestação e indignação dos professores e educadores;
10. O próprio Conselho Científico da Avaliação dos Professores (estrutura criada pelo ME) nas suas recomendações, critica aspectos centrais do modelo de avaliação do desempenho como a utilização feita pelas escolas dos instrumentos de registo, a utilização dos resultados dos alunos, o abandono escolar ou a observação de aulas, como itens de avaliação;
11. O Ministério da Educação assumiu com os Sindicatos de Professores a revisão, este ano lectivo, do modelo instituído pelo Dec-Regulamentar 2/2008;
12. Suspender o processo de avaliação permitirá: (i) recentrar a atenção dos professores naquela que é a sua primeira e fundamental missão – ensinar; (ii) que os professores se preocupem prioritariamente com quem devem – os seus alunos; (iii) antecipar em alguns meses a negociação de um outro modelo de avaliação do desempenho docente, quando já estão em circulação outras propostas, radicalmente diferentes e surgidas do meio sindical.
Assim, o signatários, renovam a proposta de que o Conselho Pedagógico e o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas/Escola Secundária de ……………………… suspendam todas as iniciativas e actividades relacionadas com o processo de avaliação em curso, certos que, desta forma, contribuem para a melhoria do trabalho dos docentes, das aprendizagens dos nossos alunos e da qualidade do serviço público de educação.
Os signatários
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José Conde explica suscintamente o que é o CISE - Centro de Interpretação da Serra da Estrela - em Seia e informa as iniciativas que aquele extraordinário equipamento científico-cultural está a promover neste momento.
Olá colegas,
A dinâmica que se tem vindo a gerar no sentido da suspensão deste Modelo de Avaliação é imparável, pelo que, todos os dias, aumenta o número de escolas e agrupamentos que enveredam por esta forma de resistência interna.
Neste âmbito, divulgo em anexo o texto final da posição assumida pelos bravos colegas de Chaves, bem como o Manifesto aprovado pela esmagadora maioria dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real.
Chamo a atenção para a posição corajosa dos colegas da Escola S/3 Camilo Castelo Branco de Vila Real, pois a mesma inaugura uma segunda geração de resistência, não remetendo a suspensão do processo para uma decisão do C. Pedagógico ou do C. Executivo.
São os próprios docentes que recusam a entrega dos objectivos individuais e, desta forma, paralisam todo o processo de avaliação. E isto faz toda a diferença!... Esta postura merece ser acompanhada pelos docentes que rejeitam este modelo de avaliação, pelo que, muitas outras escolas e agrupamentos seguirão, nos próximos dias, esta nova orientação.
Entretanto, a comunicação social começa a interessar-se pelo tema. Veja-se a cobertura da Agência Lusa e do JN (parabéns Delfina! Este modelo absurdo tem, em Vila Real, uma oposição inamovível) http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1032684
Abraço,
Octávio V Gonçalves
Prezado Colega,
Não são poucos os que, neste deplorável momento que a Escola atravessa, têm optado pela colagem ao lado mais prepotente, desprezando as legitíssimas razões que levam os seus colegas à praça, esquecendo que são — sobretudo e antes de tudo — professores. Não são poucos os que apanharam gripes com os espirros da senhora ministra, inundando as suas escolas de autoritarismo, ordens, reuniões, papéis e verborreia que tresanda a subserviência, a miséria ética, mental e profissional.
Não são poucos os que — apesar de a consciência lhes dizer que tudo isto está errado e inquinado desde o início — não conseguiram ainda força para resistirem, para se erguerem, para serem aqueles homens e mulheres que os seus alunos, os pais e a sociedade em geral gostariam que fossem. Por isso te escrevo, prezado colega, pois sei que pertences a este último grupo e não te sentes em paz com a tua consciência: sabes que estás a ser instrumentalizado; sabes que estás a contribuir, com o teu punho, para o ataque mais mordaz, mais infame e mais cobarde contra a classe docente e contra a escola pública; sabes que vais colaborar num processo injusto — para todos — mas não recuas, porque tens medo da mão tirana que está a puxar os cordelinhos de toda esta mísera tragédia de fantoches. Sei que és científica e pedagogicamente competente para ensinar e avaliar os teus alunos, contudo, — sabes bem — avaliar professores não é a mesma coisa! Presta, pois, atenção às seguintes perguntas que te faço. Depois, está nas tuas mãos a decisão que tomarás, de acordo com a tua consciência. O medo não te poderá servir de álibi!
- Quando aceitaste ser avaliador, deram-te conhecimento mínimo do processo subsequente, das inerências desse cargo e da natureza da avaliação a realizar?
- Achas correcto que tal decisão te tenha sido exigida no preâmbulo de todo este processo?
- Se tal decisão te fosse exigida neste momento — com os conhecimentos e experiência que tens — aceitarias o cargo?
- Tens o exigido conhecimento teórico e prático das diferentes correntes pedagógicas e metodológicas de ensino?
- Dominas suficientemente os conceitos, parâmetros e critérios que estruturam as grelhas de avaliação que vais utilizar?
- Consideras ter a distância afectiva exigida para tal situação?
- Caso um colega avaliado te questione relativamente a estes itens, estás preparado para o esclarecer de forma consciente, segura e relevante?
- Consideras esses instrumentos de avaliação justos, equilibrados e exequíveis?
- Foram testados, na tua escola?
- Consideras que a formação que te foi proporcionada te habilita para avaliar professores?
- Sentes-te científica e pedagogicamente competente para avaliar os teus colegas?
Agora é contigo, prezado colega!
Lembra-te de quem és!
Lembra-te de que, caso não te sintas preparado, o PEDIDO DE SUSPENSÃO DE FUNÇÕES não é uma fuga, é um imperativo moral e profissional! Consulta quem sabe mais que tu, sindicatos, colegas com muita experiência, associações, etc.
Lembra-te de que, embora não pareça, ainda vivemos numa sociedade de direito e que há instituições, que ainda vão funcionando, para fazer justiça!
Um abraço do colega
Luís Costa
Exmos. Senhores
Presidente do Conselho Geral Transitório
Presidente do Conselho Executivo
Presidente do Conselho Pedagógico
Depois de muitas horas passadas em leitura e descodificação de documentos, em reuniões de área disciplinar, departamento e conselhos vários, em reflexões individuais ou de grupo, na tentativa de descortinar algum sentido no modelo de avaliação imposto pela Tutela e em formas de operacionalização do mesmo, algumas das quais já efectivamente aprovadas pelos órgãos da escola, subsistem enormes dúvidas quanto a uma série de questões, das quais destacamos, como forma de exemplo, as seguintes:
1. Na ficha de avaliação pelo Presidente do Conselho Executivo (PCE)
1.0. Relativamente ao parâmetro A.1. não está esclarecido o que significa o cumprimento de 100% do serviço lectivo, uma vez que, por exemplo, o professor pode estar ausente por acompanhamento de alunos em visita de estudo, sendo deste modo sempre penalizado, porque ou não deu a aula (A.1) ou não participou ou dinamizou actividades previstas no PEE, PAA e PCT's (C.1.).
1.1. O PCE sente-se com capacidade e competência para avaliar objectivamente o parâmetro "Cumprimento do serviço do apoio educativo e do apoio individual aos alunos" (A.2.1.1)? E, no caso de entender que "o docente propôs, dinamiza e colabora sistemática e continuadamente em actividades de apoio educativo e apoio individual aos alunos" (A.2.1.1.4), atribui-lhe 9 ou 10? Temos direito a saber qual a diferença!
1.2. Se, em relação ao parâmetro B.1.2, o docente tiver definido os objectivos pelo mínimo terá grandes probabilidades de os superar. Pode o PCE garantir que os objectivos estavam clara, objectiva e honestamente definidos?
1.3. Como é que o PCE avalia objectivamente "o empenhamento e a qualidade da participação" de todos os docentes nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão (C.3.1.1)?
1.4. Não será utópico que aos professores, para além das múltiplas e absorventes tarefas e funções, ainda lhes seja exigida a "participação e dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa" (C.4)?
1.5. Parâmetro E. "Relação com a comunidade", baseia-se apenas nos objectivos individuais. O que é preciso fazer para ter a nota máxima?
1.6. No parâmetro F.1.3. o avaliador é penalizado (só tem 3 pontos) se atribuir "à maioria dos docentes avaliados igual classificação em todos ou quase todos os itens e parâmetros". Afinal, não é possível isso acontecer, sobretudo em áreas disciplinares onde se trabalha muito em equipa, i.e., os professores dos mesmos anos planificam aulas em conjunto, elaboram testes em conjunto e partilham experiências e recursos?
1.7. Tal como referido no ponto 1.1., aparecem vários itens/indicadores com classificações como "1 a 6" ou "9 ou 10". Afinal em que ficamos? É um 1 ou é um 6? É um 9 ou um 10? O que é que distingue estas classificações?
1.8. Perguntas ao PCE:
1ª Possui instrumentos de registo de todas as observações que tem de efectuar? Se não tem, o processo não pode ser iniciado. Se tem, temos direito a conhecê-las.
2ª Existem grelhas para avaliação da professora de ensino especial? Se existem, a professora tem de conhecê-las.
3ª Sente-se com capacidade e tempo disponível para avaliar com objectividade, coerência, fundamentação e justiça todos os docentes desta escola em todos os indicadores e parâmetros?
2. Na ficha de avaliação pelo Coordenador de Departamento/Professor Avaliador:
2.0. Parece haver incoerências no parâmetro A., uma vez que o parâmetro A.1. "Correcção científico-pedagógica e didáctica da planificação das actividades lectivas" engloba todos os outros, i.e., as estratégias, metodologias e recursos fazem parte da planificação.
2.1. No parâmetro B.1. há uma redundância pois os objectivos e orientações já estão incorporados nos programas.
2.2. Quanto ao parâmetro B.3., para além de poder ser questionada a questão da eficácia da utilização das tecnologias na aprendizagem dos alunos, assim como a sua acessibilidade, também é necessário definir o que são "recursos inovadores" e se a única forma de observação deste parâmetro são as grelhas das aulas assistidas. Afinal vamos ter de fazer planos de aula "especiais" para quando o avaliador está presente ou será simplesmente mais honesto e natural seguir o nosso plano de trabalho?
2.3. O conteúdo do parâmetro C, itens/indicadores C.1., C.2., e C.3., remete para muito do que já está incorporado no parâmetro B., enquanto o item C.3. remete para situações extra lectivas que não podem ser observadas, como a grelha sugere, na grelha de observação de aulas.
2.4. Perguntas aos Coordenadores de Departamento/Professores Avaliadores:
1ª Possuem instrumentos de registo de todas as observações que têm de efectuar? Se não têm, o processo não pode ser iniciado. Se têm, temos direito a conhecê-las.
2ª Sentem-se com competência científica e/ou pedagógica para avaliar com coerência, justiça, fundamentação e objectividade todos os docentes que lhes estão atribuídos, mesmo que não pertençam à vossa área disciplinar ou eventualmente tenham uma preparação científica, académica ou até pedagógica superior a vossa?
Perante todas as dúvidas e incoerências demonstradas e convictos de que:
1. Todas estas questões decorrem da regulamentação imposta pelo Decreto Regulamentar nº. 2/2008 e não da nossa incapacidade ou falta de vontade de resolver problemas;
2. A avaliação de desempenho dos professores e a sua progressão na carreira não se pode subordinar a parâmetros como o sucesso dos alunos, as classificações atribuídas e o abandono escolar, desprezando variedades inerentes à realidade social, económica e familiar das turmas que lhe são atribuídas, bem como à relevância das aprendizagens anteriores dos alunos, e cria desigualdades devido ao facto de algumas disciplinas/anos/turmas estarem sujeitos a avaliação externa e outros não.
3. O modelo não assegura a justiça, a imparcialidade e o rigor, não valoriza de facto o desempenho dos docentes e não beneficia a aprendizagem dos alunos;
4. A sua apressada implementação tem desviado os professores para tarefas burocráticas de elaboração e reformulação de documentos, em detrimento das funções pedagógicas;
5. As escolas e os alunos estão a sofrer com a exaustão de professores afogados em burocracia, instabilidade, insegurança e excesso de carga horária e de trabalho;
Os professores abaixo assinados solicitam a todos os órgãos da escola, particularmente Conselho Geral Transitório, Conselho Executivo e Conselho Pedagógico, que não aprovem quaisquer documentos nem dêem início ao processo de avaliação de desempenho de docentes, sem estarmos todos esclarecidos em relação às questões acima mencionadas e convictos de que o modelo é exequível e intrinsecamente bom, rigoroso, justo, imparcial e benéfico para os alunos, para os professores, para a comunidade educativa e, em última instância, para o sistema de ensino em Portugal. Solicitamos ainda que quaisquer resoluções destes órgãos sejam devidamente fundamentadas, divulgadas aos professores e enviadas para o Ministério da Educação.
Escola Secundária Dr. Júlio Martins, 16 de Outubro de 2008
A resposta é simples:
Quando todos os limites da ética e da decência política são ultrapassados, quando não há um pingo de vergonha na cara das pessoas, quando a ignorância e a inépcia políticas são tão monstruosas e a falta de senso do ridículo chega a este ponto de verdadeiro escândalo regional... já não se encontram as palavras adequadas para comentar.
Para além disso, ao retirar-me da luta eleitoral, fi-lo por considerar que o PSD já não vai a tempo nem sequer de manter a representatividade no Concelho que tinha em 2005.
Por isso também não é justo que continue a criticar quem se propõe (???) trabalhar.
É claro que estas pessoas não fazem a mínima ideia da enormidade do trabalho que teriam pela frente se, de facto, pretendessem fazer alguma coisa...
Mas até isso é uma vantagem.
A ignorância é muito atrevida e, às vezes, até é benéfica.
Agora: eu não acredito que todos os elementos da recém auto-eleita comissão política sejam inconscientes a ponto de continuarem a seguir cegamente quem demonstra a par e passo não possuir as mínimas condições para liderar o partido.
Conferiremos, nos próximos dias, a quem ainda restará um pingo de vergonha. Parece-me absolutamente impensável que alguém, em seu perfeito juízo, caia no ridículo de aceitar tomar posse na sequência de uma votação com esta representatividade.... mas já acredito em tudo.
Cada um tem a lata e o senso do ridículo que tem...
Não há muito a fazer a esse respeito.

Mas há uma razão para isso:
O CISE e o Hospital estão arrumados e não há grandes projectos para o próximo ano. Enquanto que o Tribunal de Gouveia (!!!!) vai começar a ser construído.
Por acaso até há um projecto em Seia e bem grande: a requalificação do rio Seia. Só que ainda não houve tempo para lançar o concurso.
Para o ano que vem espera-se que este grande projecto já possa vir a ser contemplado.
E não é por ser ano de eleições, sejamos sérios.
Porque se tudo correr com as calmas do costume ainda nem sequer será para 2009 que veremos inscritas as verbas necessárias ao arranque dessa obra maior para a qualidade e atractividade da nossa cidade.
Esperemos que a próxima equipa que liderar os destinos de Seia, seja ela qual for*, se empenhe a sério nesse sentido.
Para Seia estão inscritos 578 mil euros enquanto que para Gouveia vão quase 4 milhões e 100 mil euros (7 vezes mais) e, para Oliveira, apenas 145 mil (um quarto do que virá para Seia).
*Digo: seja ela qual for porque no PS ainda não se sabe ao certo se o candidato será Carlos Filipe, ou se será Filipe Camelo.
E, para além disso, o PSD também pode ganhar as próximas eleições. Tal como a CDU.
E, enquanto docente de estatística, até posso assegurar que as probabilidades que este PSD de Seia tem de ganhar a Câmara, em 2009, são exactamente iguais às que tem a CDU.
Normalmente, sentimos que estamos a ser traídos, mas quase nunca temos provas efectivas do acto ilícito.
Quando a Plataforma assinou um tal de Entendimento que 100Mil Professores, de facto, não entendeu, não quisemos crer que fosse traição, pelo menos consciente e assumida!
Deu-nos jeito pensar que eles eram ingénuos e que MLR lhes tinha conseguido dar a volta.
Lá engolimos em seco, uns com mais dificuldade do que outros, e continuámos, serenamente, mas de olhos abertos, a tentar perceber as conquistas alcançadas com a união de toda uma classe social, a dos Professores! Conquistas que, diga-se, nunca chegaram! As injustiças mantiveram-se, a complexidade dos documentos raia o limite da loucura, o excesso de trabalho burocrático não é mensurável!
Com a raiva nos dentes, vamo-nos arrastando, diariamente, para a escola na esperança de que alguém nos defenda, altere tanta asneira produzida em três anos e nos deixe trabalhar, voltando a olhar para os nossos alunos como a grande força que nos move.
Só que, afinal, da primeira vez, a traição tinha sido mesmo traição! Assumida bem nas nossas barbas! Os interesses do país, dos nossos filhos, dos nossos jovens, não se coadunam com os timings políticos da FENPROF e, por sua vez, da Plataforma que dirige!
O Entendimento não foi assinado ingenuamente!
Foi, propositadamente!
Como é possível?
E não é que vão mantê-lo mesmo CONTRA a grande maioria dos professores?
É assim que a 2ª traição vem a caminho!
Desta vez, inequivocamente! A Plataforma está contra a manifestação dos professores! Vão assumi-lo, não tivéssemos nós dúvidas, oficialmente, amanhã, dia 15 de Outubro, pelas 17H, quando a Plataforma Sindical anunciar ao país que a SUA manifestação é dia 7 de Novembro, ou sei lá quando, e que não subscreve a nossa, já convocada legalmente, a do dia 15 de Novembro! Traídos uma vez…traídos segunda…alguém vai esperar para assistir à terceira?! Se nas escolas, os grelhados já não se aguentam, o cheiro a esturro desta Plataforma é inqualificável! É nestas alturas que se percebe (parte, apenas parte…) dos interesses daqueles a quem, mesmo em época de crise, pagamos religiosamente as nossas quotas…
E a FENPROF até cobra à percentagem! Permitiria Mário Nogueira um lugar que não fosse na primeira fila?!
Ele é o Protagonista!
Ele é que sabe!
Pior…ele é que controla a classe docente! Como poderia participar numa manifestação convocada por outros, ainda que esses outros sejam aqueles que diz representar? E os outros sindicatos?
Todos contra a manifestação, porquê?!
Ao longo dos anos, fui assistindo à irritação da FENPROF sempre que surgia um novo sindicato de professores que, de alguma maneira, se afirmava contra as políticas educativas defendidas sob o lema “ Carreira Igual, Salário Igual”! Mas foram surgindo e são catorze, dizem!
Dividiram-se, roubaram sócios uns aos outros, criticaram as formas de agir de uns e de outros, até surgir o milagre conhecido de MLR que deu origem a uma Plataforma Sindical capaz de reunir sindicatos com os objectivos mais díspares entre si! Aqueles que lutaram, anos a fio, contra a FENPROF acabam por eleger a própria FENPROF como seu porta-voz! Muito bem, ou muito mal, aconteceu! O momento era, e é, de união e não houve alternativa!
Mas, afinal, por que se demarcam agora catorze sindicatos de professores de uma manifestação marcada por Professores?
Há um denominador comum a todos eles: têm medo!
Estão com medo!
Medo de perder o protagonismo e, sobretudo, medo que novos sindicatos venham a caminho!
E, possivelmente, até vêm!
E se tiverem mérito serão bem-vindos!
E se defenderem os interesses dos professores serão bem-vindos! E se conseguirem reunir 143Mil professores, melhor ainda!
E então, se forem capazes de não trair os professores, será ouro sobre azul! Dia 15 de Novembro, os professores devem tocar a reunir e marchar, novamente, até Lisboa!
De carro, de autocarro, de comboio…a pé, se preciso for!
Alguém precisa da Plataforma para ir até Lisboa?!
Por favor, organizem-se!
Na escola, com os amigos, os filhos, a família, os vizinhos!
Mas vão! E não para se manifestarem contra a Plataforma!
Esqueçam-nos!
Vão, sobretudo, para mostrar uma coisa que, na minha opinião, é muito importante: mostrar à Senhora Ministra que já não basta que mande a FENPROF mandar nos Professores!
Já não basta que os sindicatos se juntem todos numa Plataforma Amiga para calar os professores e controlá-los! Os professores já não se deixam mais controlar!
E querem que o país inteiro, no dia 15 de Novembro, o perceba claramente! Dia 15, por nós e por Portugal, diremos Não à política educativa do governo e aos interesses sindicais daqueles que são sindicalistas, mas não são, com certeza, Professores!
Os Professores, mesmo que sindicalistas, esses, certamente, estarão lá!

«Hoje estou mesmo de 'língua de fora'.
Trabalhei 3 horas de manhã, em casa, a adiantar a correcção de testes diagnósticos; de tarde, 6 horas na escola, a dar aulas e a traçar objectivos individuais.
Agora estou em casa a trabalhar na direcção de turma, com a ajuda do meu marido, porque não houve tempo para que o trabalho fosse feito no devido local.
Passei o fim-de-semana sem pôr os pés na rua, a corrigir testes.
Amanhã tenho que estar às nove e vinte na escola.
Vou na segunda semana de aulas e, não fora a experiência, seria uma lástima.
Não sobra tempo para preparar estratégias que seduzam os alunos.
Só a força anímica e o grande amor pelos jovens nos permitem continuar. Dentro da sala de aula esqueço tudo e sou feliz, porque vejo na actividade docente uma dimensão cultural e cívica que ainda me fascina.
Mas hoje, tive que interromper uma aula, sentar-me dois minutos, segurar a cabeça, beber água e tomar um pacote de açúcar para me segurar.
ESTOU EXAUSTA!!!
Ninguém consegue humanamente fazer tanta coisa ao mesmo tempo. »
Este relato poderia ser o meu, e o de muitos de nós!
Se calhar a grande maioria...
Alguma coisa tem de estar muito errada!!!
Só alguns anormais em Lisboa e os seus fiéis comentaristas de serviço tentam fazer passar a ideia contrária.
A principal dificuldade do modelo de avaliação dos professores reside
no número de horas necessárias para o processo, cerca de 12 horas/ano
por professor. A conclusão é do Agrupamento de Escolas D. João II, em
Santarém, após realizar uma 'avaliação teste' a 16 professores
efectivos durante o último trimestre do ano lectivo passado. António
Pina Braz, presidente do conselho directivo do agrupamento, revelou
que 'a maior dificuldade sentida foi a gestão de tempo'. No total
contabilizou-se a necessidade de 12 horas/ano para a avaliação de cada
professor do agrupamento. Uma escola secundária com 130 docentes
gastará 1560 horas com a avaliação de desempenho. São 1560 horas de
trabalho a mais sem benefícios para a qualidade do ensino e das
aprendizagens. Ao invés, essas 1560 horas acrescem à carga horária
semanal do professor que, em muitos casos, excede as 40 horas. São
1560 horas de trabalho que contribuem para a exaustão do professor e
que o impedem de dedicar tempo e energia à preparação das aulas, à
elaboração de materiais de ensino, à relação pedagógica, ao apoio
individualizado e à avaliação dos alunos.
A propósito do excesso de carga horária semanal dos professores, leia
este depoimento da colega Isabel Fidalgo: 'Hoje estou mesmo de 'língua
de fora'.Trabalhei 3 horas de manhã, em casa, a adiantar a correcção
de testes diagnósticos; de tarde, 6 horas na escola, a dar aulas e a
traçar objectivos individuais. Agora estou em casa a trabalhar na
direcção de turma, com a ajuda do meu marido, porque não houve tempo
para que o trabalho fosse feito no devido local. Passei o
fim-de-semana sem pôr os pés na rua, a corrigir testes. Amanhã tenho
que estar às nove e vinte na escola. Vou na segunda semana de aulas e,
não fora a experiência, seria uma lástima. Não sobra tempo para
preparar estratégias que seduzam os alunos. Só a força anímica e o
grande amor pelos jovens nos permitem continuar. Dentro da sala de
aula esqueço tudo e sou feliz, porque vejo na actividade docente uma
dimensão cultural e cívica que ainda me fascina. Mas hoje, tive que
interromper uma aula, sentar-me dois minutos, segurar a cabeça, beber
água e tomar um pacote de açúcar para me segurar. ESTOU EXAUSTA!!!
Ninguém consegue humanamente fazer tanta coisa ao mesmo tempo.'
Este relato poderia ser o meu, e o de muitos de nós!
Se calhar a grande maioria...
Alguma coisa tem de estar muito errada!!!
Só os anormais deste governo e os seus fiéis comentaristas de serviço
é que tentam fazer passar a ideia contrária

Está explicado o pedido de aposentação da Presidente do CCAP. A motivação não terá sido muito diferente da de muitos milhares de professores que estão a ser empurrados para a aposentação prematura pelo obscurantismo desta equipa ministerial.
Saudemos as conclusões do CCAP. Bem-vindos à lucidez!
Contra a razão e a ética não há mistificação, nem propaganda que resista! É apenas uma questão de tempo!...
Para além da ignorância e da teimosia de Sócrates, esta equipa ministerial já não dispõe de nenhuma âncora credível e séria para continuar a impor a monstruosidade deste modelo de avaliação.
Os professores não serão devedores de uma palavra de Sua Excelência o Sr. Presidente da República, dos partidos políticos e de outras entidades perante este ataque à inteligência e à dignidade dos professores? Querem ser cúmplices silenciosos da destruição da escola pública?
De que estamos à espera para reagir?...
Abraço,
Octávio V Gonçalves
PS: Se o modelo de avaliação é tão bom apliquem-no, experimentalmente, aos obtusos Miguel Sousa Tavares e Emídio Rangel, para depois o exportarem para a Venezuela como brinde anexado aos Migalhães J.
Os promotores da acção de formação sobre o classmate conhecido como Magalhães obrigaram os desgraçados dos profs que lá estavam a dançar e a cantar... se quiseram habilitar-se ao sorteio de um computador (entre duzentos e tal professores...!).
Ao que os desgraçadinhos daqueles meus colegas chegaram!
Como é que isto não havia de ter batido no fundo?
Todas as semanas - e não sei se todos os dias - se tem passado o mesmo aqui em Seia em frente à Casa municipal da Cultura.
E muitas vezes com este mesmo veículo que já começa a ser conhecido aqui na rua.
Há 3 semanas o trânsito parou durante cerca de 45 minutos num dia em que o acesso principal ao centro de Seia estava fechado ao trânsito devido às obras do gas natural.
Durante 45 minutos, enquanto os carros que estavam estacionados na curva não foram removidos, ninguém passou. Nem sequer ambulâncias que, por via do fluxo do trânsito na rua que liga o largo Marques da Silva à Praça da República se fazer ao contrário do que é lógico, não podem aceder ao Hospital.
Um autêntico pandemónio.
Tive que pedir a um amigo que tinha o carro na Praça da República que me levasse à escola senão obviamente faltava ao trabalho.
Há que impedir o estacionamento dos carros ali na curva, e deslocar o separador central meio metro para a esquerda, porque a descer não há problema. O separador central, embora estreito, tal como está desenhado não permite que estes veículos longos possam dar a curva.
E depois é o que as imagens documentam

A escola que se vê é a EB 2,3 Dr Abranches Ferrão. A minha Escola.
Com uma vista destas, que eu tenho diariamente, volta a apetecer ser professor, apesar de tudo...
Em apenas 1 minuto explica os monstruosos ZEROS que são Sócrates e Teixeira dos Santos!
A não perder!
Portugal ocupa orgulhosamente o primeiro lugar no ranking da iliteracia popular.
Isto apesar de ser o país em que mais jornais desportivos nacionais diários debitam baboseiras - 3 - nenhum deles em crise, muito pelo contrário.
Em crise encontram-se os jornais que trazem notícias verdadeiramente importantes. Essas ninguém as quer ler.
Um professor que não se deixe transformar num miserável palhaço não tem lugar numa escola básica portuguesa.
Porque os alunos gozam com ele.
Ao dar uma negativa a um aluno que nada faz nem sequer livros traz para as aulas o professor está, de facto, a dar uma negativa a si próprio, negativa essa que pode custar-lhe o emprego.
Os alunos já perceberam que são os reis da escola, tendo substituído no trono os concelhos directivos que eram os antigos donos das escolas. Hoje são os alunos quem manda.
E ai de quem não obedeça: é avaliado negativamente se for professor e é chamado à pedra se pertencer ao directivo.
Acabaram-se os processos disciplinares (aos alunos). Estes podem fazer o que quiserem, tratar mal professores, colegas e funcionários que de certeza nada lhes acontece para além de uns conselhos para que não voltem a fazer o mesmo. O que voltará, claro, a acontecer logo em seguida.
Os professores do ensino básico estão, neste momento, reduzidos a autênticos palhaços nas mãos dos piores alunos que têm que ser todos aprovados mesmo que não saibam ler uma linha, sob pena de o professor perder o emprego em 2 anos.
Foi isto o que estes indivíduos fizeram ao ensino e ao país.
Um crime de lesa-Pátria com o único intuito de modificar gráficos como o de cima.
Não se ensina nada, não se aprende nada, nem isso é importante para coisa nenhuma.
Há é que produzir papelada para inglês ver. E os alunos cada vez mais
analfabetos e os professores cada vez com menos tempo para os ensinar.
Pagaremos durante gerações o que estes indivíduos estão a fazer ao país. Uma geração de estúpidos está a ser fabricada com todo o esmero nas escolas básicas.
Turmas inteiras com nível 1 foi coisa que eu, em 22 anos de prática, nunca imaginei ver.
Mas está a acontecer de Norte a Sul.
E riem-se. E desdenham de quem se esforça por lhes ensinar alguma Luz da Ciência.
E cada vez são mais.
Uma onda avassaladora de miudos absolutamente estúpidos está a assaltar as escolas.
De onde vêm?
Porque ficaram assim?
E porque é que são cada vez mais?
São perguntas para as quais não imagino uma resposta sólida.
A única que me ocorre é que eles percebem que não têm que trabalhar absolutamente nada para terem sucesso, no final do ano.
Ai do professor que os chumbe!
E é isto o que está a acontecer.
E isto paga-se.
Uma geração de gente impreparada que mal sabe ler e não entende minimamente o que lê está a ser mandada para o mercado de trabalho.
Dão-lhes diplomas que atestam apenas que aqueles incultos adquiriram inúmeras capacidades absolutamente indetectáveis por mais que se escrutinem à lupa.
Substitui-se um grau académico sério por uma palhaçada a que se chama novas oportunidades.
E dão-se computadores aos maiores marginais.
Que os exibem nas aulas para as quais não trazem material.
E acedem à net para revolverem tudo o que é lixo inimaginável. O computador oferecido com os nossos impostos aos turistas das escolas serve-lhes evidentemente para tudo menos para algo que seja útil.
Crianças de 12 anos utilizam os portáteis e-escola para aceder a pornografia livre. Nenhum filtro funciona na net, como é sabido. Basta clicar nos links que eles enviam uns aos outros.
Que imundice esta em que se tornou este país...
E ninguém se revolta. Ninguém diz nada.
Como no tempo do fascismo, não se fala em coisa nenhuma por mais aberrante que ela seja.
Triste país e triste povo absolutamente demitido de todos os ideais de Abril, da Democracia da Liberdade, que subsidia igrejas multimilionárias enquanto desiste da paupérrima Saúde a que teria direito; e troca a escola pelo estádio de futebol.
Quem, neste momento, critica os professores não faz a mínima ideia do que é o terror de ter que aguentar com dezenas de miúdos arrogantes que, a coberto do novo ECD, se estão a tornar refinados pulhas aos 14 anos de idade, a escarnecerem de quem lhes tenta ensinar alguma coisa.
E no final do ano o professor TEM MESMO que os passar se não quiser ser avaliado com um insuficiente e não perder o sustento da família.
Esta ministra da educação, com a cobertura deste desgraçado primeiro ministro e depois de ter comprado o sindicalismo profissional - que já nem se lembra do que é uma sala de aula - constituiu-se como a maior predadora do Ensino, da Educação e do Conhecimento nas escolas públicas.
É evidente que os maiores prejudicados são os bons alunos - que ainda os há - que, com este novo clima de terror imposto na escola pública, deixaram de ter professores minimamente empenhados em ensinar-lhes o que quer que seja, porque os 90 minutos de cada aula são integralmente passados a mandar calar os marginais e a tentar minimizar a chavasquice em que eles transformam sistematicamente cada aula. Fora da sala, o tempo quer deveria ser dedicado à preparação de aulas não é suficiente para o preenchimento das 2 mil grelhas que constituem o processo de avaliação de cada professor. É que, se a sua nota não for Suficiente num somatório de centenas de parâmetros em que em lado nenhum se tem em conta o esforço pedagógico do professor (apenas o esforço burocrático em construir portfolio), este professor perderá o seu emprego.
Portanto, como disse acima, neste momento a única coisa com que o professor não pode perder tempo é com ensinar.
Os bons alunos, com pais ricos e nas grandes cidades, irão rapidamente para os colégios onde os maus alunos nem sequer têm entrada.
Esses serão 3%.
E os outros 97%?
Vão para onde?
Espero que nada de bom aconteça a esta ministra.
Nem todos seremos sumidades e muitos de nós não serão grandes profissionais, como em todas as profissões. Aceito claramente.
Para esses havia que se dar formação.
Não a palhaçada dos créditos onde o formador é infinitamente menos apto que o mais lerdo dos formandos.
Isso nem sequer é preocupação.
O pior e mais desajeitado professor algo sempre produz e algo sempre ensina.
90% dos alunos, neste momento, NADA querem aprender.
Porque disso foram dispensados, directa e indirectamente, pela ministra.
Felizmente ainda não dei em marginal como aqueles que ela protege e incentiva.
Mas pode ser que, neste momento, alguém já esteja "mais para lá do que para cá".
Eu, se fosse ao falso engenheiro e a esta senhora, reforçava de imediato a minha segurança pessoal.
O seguro morreu de velho e estes, por este andar, dificilmente chegarão lá.
Colegas:
A minha saudação a todos os que não desistem de lutar pelos seus ideais nem se acobardam.
O meu agradecimento pelas centenas e centenas de emails que recebi desde que em 19 de Março de 2008, imediatamente após a manifestação em Lisboa, escrevi um singelo texto “divulgar” que enviei a alguns colegas.
Continuo a receber diariamente emails de professores que só agora dele tomam conhecimento. Muitos meses passaram, o conteúdo do texto continua a ser actual.
Colegas… muita água passou debaixo das pontes desde 8 de Março de 2008.
A situação apenas e cada vez mais, piorou… piorou… piorou, para todos os professores deste país, como aliás era previsível por quem tivesse os pés assentes na terra, desde que este governo tomou posse e esta ministra assentou arraiais.
Nesta altura do “campeonato” já todos fizemos profundas reflexões individuais sobre o nosso papel enquanto professores … enquanto cidadãos empenhados no futuro do seu país … sobre o futuro dos nossos filhos, nesta sociedade…
Dada a conjuntura por que passamos … reflectimos todos muito…
Sou professor há 30 anos. Percorri o país arrastando os meus filhos de terra em terra. Mudei-me de casa vezes sem conta… O dinheiro que ganhava, tinha que ser contabilizado para conseguir pagar as contas mensais. Fui abalroado várias vezes na estrada, quando me dirigia para o trabalho.
Dediquei-me, sempre aos meus alunos como se fossem meus filhos. Contam-se pelos dedos das minhas mãos, os alunos que reprovei em 30 anos. Dei à escola as minhas horas vagas, a minha total disponibilidade, o meu saber e o meu empenhamento. Fiz do ensino a minha religião. E…não fui só eu…conheço centenas, senão milhares de professores “missionários” que fizeram muito mais do que eu…
Hoje digo basta !!!
Por feitio próprio sempre fui educado, cordato, conciliador. Mas… tudo muda na vida.
O poder em Portugal é DEMOCRÁTICO porque foi eleito, mas é antidemocrático nas suas práticas para com os cidadãos.
O Ministério da educação demonstra comportamentos, desde 2005, que nada deixam a dever à prática das ditaduras sul americanas, de tão má memória.
A ministra da educação tem revelado, desde que assumiu funções, um ódio visceral contra os professores deste país. Toda a sua acção tem sido no sentido de “esmagar” os 140.000 docentes portugueses. Não vou enumerar toda a prática legislativa, todo o discurso público, todas as conversas particulares que são tornadas públicas em que os professores são calcados, humilhados e vilipendiados por esta senhora e pela sua equipa. Há, aqui, claramente, um problema psicótico ao qual os professores são alheios, mas do qual acabam por ser vítimas.
Os professores deste país sempre lutaram, com os meios de que dispunham, para a valorização dos seus alunos e da escola pública. Não são os professores os responsáveis pelo insucesso e abandono escolar… São os políticos!!!
A situação anímica dos professores nunca atingiu níveis tão baixos. Recebi emails de colegas que revelam estados de “alma” de profundo abatimento e desânimo.
É exactamente isso que esta equipa político ministerial pretende, quebrar-nos, espezinhar-nos, tornar-nos tapetes, criados para todo o serviço.
Na marcha do 8 de Março, em Lisboa, mostrámos que estávamos presentes, não nos sujeitávamos, estávamos dispostos a lutar pelos nossos direitos e pela nossa dignidade.
Os sindicatos, órgãos representativos, lideraram os contactos com a tutela e tiveram o apoio de toda a classe. Se bem que reconheçamos a sua importância em toda a nossa luta, o seu papel ficou gravemente comprometido quando assinaram, com a ministra, o memorando de entendimento, altamente lesivo para o interesse dos professores e que compromete a curto prazo a sua liderança neste processo.
No dia de hoje, com o desenrolar dos acontecimentos recentes, já não há mínima dúvida, a ministra conseguiu parar os sindicatos, mas não parou os professores.
Como é que sindicalistas “de carreira”, extremamente experientes, cometeram um erro estratégico tão grave, numa luta tão difícil, é coisa que só o tempo virá, um dia, a esclarecer.
A luta continua.
Não aceito, nem nunca aceitarei, um estatuto da carreira docente vexatória que procura dividir para reinar. Os professores não são militares, não há generais, capitães e soldados. Todos somos pura e simplesmente PROFESSORES, numa carreira horizontal em que a missão de todos e de cada um é ajudar a aprender e formar cidadãos na verdadeira dimensão da palavra.
Não aceito, nem nunca aceitarei um regime de avaliação aviltante, cuja única finalidade é humilhar-nos, enterrar-nos em papéis e degradar a nossa condição profissional.
No meu primeiro texto “divulgar” sugeri que adoptasse-mos como forma de luta a estratégia de Gandhi… a resistência passiva. As circunstâncias vieram demonstrar que já não há uma forma privilegiada de luta. Todas são aceitáveis. Cada professor, cada escola, deve sugerir e aplicar formas de luta conducentes a tornar inviável esta política. Não somos um rebanho com um pastor. Somos pessoas inteligentes que, contra a força bruta, havemos de mostrar a nossa razão e fazer valer os nossos direitos, os dos nossos alunos e valorizar o sistema de ensino público em Portugal.
Precisamos da força de todos e de cada um. É nos momentos mais “negros” que se avalia a fibra das pessoas Não se deixem intimidar.
Eu não desisto. Tenho a certeza que havemos de ganhar esta luta. Sócrates, o de fraca memória, há-de partir, Maria de Lurdes Rodrigues será esquecida, os secretários de estado… coitados… quem são???
Antes de terminar, duas referências essenciais. Em primeiro lugar uma chamada de atenção para a verdadeira campanha de intoxicação da opinião pública, utilizando publicidade paga em jornais, referências constantes nas televisões, desdobráveis enviados para as escolas, exaltando os feitos deste ministério e deste governo. Se estão tão certos da obra feita, então porque não confiam no julgamento sereno dos portugueses, em vez de andarem a esbanjar o dinheiro público??? Cá se fazem, cá se pagam… Os professores portugueses e as suas famílias não têm memória curta!!!
A segunda diz respeito às formas de luta futuras.
No dia 15 Novembro lá estarei, com sindicatos ou sem eles. Faça frio ou calor, chova, troveje ou caia neve.
Gritarei pelos direitos e dignidade dos professores, da qualidade de ensino, contra a prepotência, a arrogância e a estupidez. Estarei em 15 de Novembro e sempre que a unidade dos professores o reclame, em defesa de VALORES.
Lembrem-se, colegas, a luta será longa, mas será tanto mais eficaz quanto mais pública se tornar. É exactamente aí, o ponto fraco de Sócrates.
Saudações a todos.
Do colega
Francisco da Silva

Reencaminhem para atingir os 140 000 mil professores e educadores
A DERROTA DAS MAIORIAS
O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro.
É verdade, se o PS não tivesse a maioria o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação.
Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder.
É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.
Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% doS votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores.
Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos.
Se, nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos, excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.
Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.
Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.
Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.
Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.
Senão vejamos: esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas.
Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25.
Se estes enviarem a mais cinco dá 125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625.
Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125.
Se estes enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal.
À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:
VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!>
Os quesitos necessários relativamente à legalidade da manifestação de dia 15 de Novembro estão assegurados, depois de, hoje, representantes da APEDE e do MUP se terem deslocado ao Governo Civil do Distrito de Lisboa, onde formalizaram a comunicação da manifestação, agendada para as 14:00, com concentração no Marquês de Pombal.
Esta "iniciativa" pretendeu apenas dar resposta a muitos colegas que se questionavam sobre o carácter legal de uma manifestação que surgiu de forma espontânea entre os professores de vários pontos do País.
Naturalmente, pretendemos que todos os movimentos se juntem a nós, tendo como protagonistas apenas os professores, a fim de que essa jornada de luta seja expressiva e tenha o sucesso que todos almejamos: inverter o processo de aniquilação da escola pública de qualidade e da dignidade da profissão docente.
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Divulga sff (É muito importante que, muito rapidamente, todos os professores possuam esta informação)
· Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da Nortel Networks, um dos gigantes da área de Telecomunicações, hoje terias 59 Euros..
· Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da LucentTecnologies, outro gigante da área das Telecomunicações, hoje terias 79 Euros..
· Agora, se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em cerveja Super Bock, se as tivesses bebido todas e vendido as garrafas vazias, hoje terias 80 Euros..
Conclusão:
No cenário económico actual, perdes menos dinheiro se ficares sentado a beber Super Bock, o dia todo!
O amigo Protesto Gráfico brindou-nos com uma colecção de imagens com aquilo a que chama «dos 5 maiores pontos negros da política do ME, a "lista negra"». Uma contribuição para a luta dos professores a que o WeHaveKaosInThegarden tem todo o gosto de se associar, na sua convicção da urgência de defesa da Escola Pública e da necessidade de mudar as politicas educativas da Sinistra Ministra, rasgar o Memorando de Entendimento assinado pela Fenprof e lutar pela revogação do Estatuto da Carreira Docente e do novo Regime de Gestão Escolar.
Pessoalmente acredito tanto nos sindicatos como no governo, mas enfim...
Pode ser que eu esteja enganado.
Aqui fica para os crédulos
Colegas, no sítio internet da Fenprof (http://www.fenprof.pt/), existe um
correio verde com o objectivo de receber queixas dos professores sobre o
processo de avaliação. Até agora receberam cerca de 500 reclamações.
Se cada colega que está a ler esta mensagem, manifestar o seu desagrado deste sistema de avaliação (injusto, iníquo, burocrático, altamente complexo,
gerador de grande instabilidade nas escolas e promotor do verdadeiro
insucesso escolar), enviando uma mensagem para o 'correio verde' e, enviar
esta mensagem a mais cinco colegas, em breve serão várias dezenas de milhar
as opiniões negativas. Talvez, este pequeno gesto, obrigue os sindicatos a
retomar o protesto contra este ECD e esta avaliação docente.
Email verde:
http://www.fenprof.pt/MailVerde/default.aspx
Ideia nasceu de um grupo de docentes isolados e ganhou dimensão na blogosfera.
Fenprof não apoia
Dia 15 de Novembro, a força dos movimentos cívicos, que tem sido capitalizada na blogosfera, vai ser mostrada na rua, numa manifestação de professores.
A Fenprof já fez saber que não apoia.
Para já, atente-se neste pormenor: um post com cinco linhas colocado no domingo num dos blogs de educação, A Educação do meu umbigo, tinha recebido, até meio da tarde desta segunda-feira, 236 comentários.
O debate está criado há muito nos blogs, o descontentamento está latente e prestes a saltar para além do aumento dos pedidos de reforma antecipada.
A data e o local estão marcados: dia 15 de Novembro, às 14 horas, no Marquês de Pombal, Lisboa. Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.´
Com esta manifestação, organizada pela Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) e pelo Movimento Mobilização e Unidade de Professores, mas que partiu de um grupo de professores isolados, pretende-se alertar a opinião pública para a «gravidade do que se passa no sistema de ensino deste país» e manifestar as razões da revolta dos docentes.
[...]
Toda a notícia no Portugal Diário.
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/10/professores-marcam-manif-para-15-de.html
MUP - Movimento Mobilização e Unidade dos Professores
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
2 estratégias que podem paralisar o processo
Na Escola Secundária António Granjo, em Chaves, os professores, por unanimidade, abandonaram as reuniões de departamento onde se discutiam as diferentes fichas de avaliação de desempenho.
Tomaram esta atitude por discordarem deste modelo de avaliação.
Esta decisão ficou lavrada em todas as actas.
E se o exemplo dos professores da Escola Secundária António Granjo, em Chaves, for seguido em todo o país?
Nem será preciso que o movimento atinja o país todo.
Basta que um punhado de escolas e agrupamentos faça o mesmo.
É simples: basta aprovarem uma resolução a suspenderem os trabalhos invocando falta de tempo, falta de formação ou excesso de complexidade das fichas.
De seguida, os professores, quer sejam avaliadores ou não, devem entregar nas secretarias das escolas e agrupamentos requerimentos a solicitar esclarecimentos sobre o processo de avaliação de desempenho.
São duas estratégias simples que, combinadas, paralisam todo o processo de avaliação de desempenho.
Por exemplo, quem teve formação específica sobre como preencher a ficha de objectivos individuais?
Ninguém teve.
É razoável e perfeitamente compreensível que os professores entreguem requerimentos, nas secretarias das escolas, a pedirem esclarecimentos sobre como se preenche a ficha.
Entretanto os PCEs enviam os requerimentos para cima.
Enquanto os esclarecimentos não chegarem, ninguém adianta nada.
E o processo de avaliação de desempenho pára.
Isto é tão evidente e tão claro que só não entendo como é que os professores ainda não começaram a usar estas duas estratégias.
Os professores acordaram um ano depois do ECD ter sido promulgado.
Sempre distraídos, os 100 mil professores desfilantes fizeram um grande favor ao sindicalistas que, através da negociata com a ministra (e usando estes 100 mil ingénuos adormecidos), a mantiveram no lugar a troco de eles próprios poderem manter as cotas - que seriam reduzidas a 80%, segundo a original proposta do governo - e poderem aceder a professores titulares.
Os sindicalistas e os políticos.
À total revelia do que a Milú dizia defender, afinal são os que não dão aulas há séculos que vão poder chegar a professores titulares, como se tem visto.
Por isso eu vou manifestar a minha revolta CONTRA os Sindicatos vendidos e CONTRA a inefável MILÚ e o seu mentor SÓCRAS, no próximo dia 15 de Novembro em Lisboa.
Nao há sindicato vendido que me desmoralize.
Ultrapassemos as negociatas privadas dos sindicalistas que afinal não são diferentes dos políticos.
Unamo-nos sem qualquer estrutura a apoiar, nem autocarros nem o raio que os parta.
E partamos para Lisboa mostrar às televisões e ao povo que a nossa luta é tão justa que nem de sindicalistas vendidos precisamos.
CONTRA OS VENDIDOS MARCHAR! MARCHAR!
É oficial!
Se, até aqui, apenas pairava no ar a ideia de uma manifestação, no dia 15 de Novembro, esta é, agora, irreversível. Para todos aqueles que se têm interrogado sobre as questões legais e de organização, a partir de hoje o apelo é oficial.
Numa reunião da APEDE, em que o MUP participou, ficou decidido que uma comissão composta por elementos desta Associação e deste Movimento tratará dos aspectos legais (pedido de autorização ao Governo Civil de Lisboa)
para:Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.
Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.
Nota: A APEDE é uma Associação legalmente constituída. Sítios na internet: http://apede.blogspot.com/ e http://apede.pt/.
Esta manifestação será o prenúncio de outra, certamente maior! Agora, é preciso mobilizar o maior número de professores...
TODOS SEREMOS POUCOS!
Tal como se previa, os professores portugueses preparam-se para dar, de novo, corpo aos seus sentimentos de completa saturação com as políticas do actual ministério da Educação.
Depois da célebre manifestação de 8 de Março de 2008, seguiu-se um período marcado por uma espécie de entendimento entre duas entidades - governo e plataforma de sindicatos - assustadas e atónitas com a força da contestação.
Algumas vozes do partido do governo, aquelas que conhecem as razões dos professores, e alguns sindicalistas, acreditaram que o entendimento envolvia a demissão da ministra da Educação antes da abertura do presente ano lectivo e, em consequência disso, a queda dos diplomas. Se isso era ou não verdade, talvez nunca se venha a concluir. Mas já se viu que não se confirma. As mesmas vozes, incrédulas e quase sem argumentos, justificam-se com o apoio incondicional da presidência da República à ministra da Educação. Lá sabem do que falam.
Mas há factos incontestáveis:
• o mote da contestação parte do monstruoso processo de avaliação do desempenho de professores que é contrariado pela simples razão de ser completamente inexequível, e, claro, brutalmente injusto;
• há outros diplomas que são objecto da mais lúcida contestação - o estatuto da carreira e a gestão escolar -;
• a saturação dos professores atingiu um grau tão elevado que é impossível estabelecer estratégias de médio prazo ou agir a pensar em calendários eleitorais (arrepio-me quando leio propostas recheadas de "tácticas" de "lume brando" e penso nos professores que se vão reformando com brutais penalizações).
Nem quero advogar um estatuto de adivinho: mas o dia 15 de Novembro de 2008 será marcado pelo recomeço das idas á rua por parte dos professores portugueses; com os sindicatos, espero bem que sim, e com os movimentos que, entretanto, se tinham organizado.
Nesta altura, saliento dois aspectos que me parecem importantes: ninguém se deve pôr em bicos de pés nem lançar libelos acusatórios e importa consertar, o mais possível, modos de actuação.
Aonde isso vai parar, não sei dizer. Mas se estes diplomas não caírem cedo, adivinha-se uma confrontação sem paralelo conhecido na democracia portuguesa.
O comboio está em marcha. Que ninguém fique na estação! A luta dos professores assume duas vertentes: a luta dentro das escolas para paralisar o processo de avaliação burocrática de desempenho e a preparação e mobilização para a Marcha de Novembro, em Lisboa.
Depois dos professores de Chaves, Barcelos e Coimbra, é agora a vez dos colegas de Aradas: Ora leia:
"Este Ministério não pode pôr de pé um sistema avaliativo construído sobre o desrespeito, a anulação e a exploração dos professores.
O regime de quotas impõe uma manipulação dos resultados da avaliação, gerando nas escolas situações de profunda injustiça e parcialidade, devido aos "acertos" impostos pela existência de percentagens máximas para atribuição das menções qualitativas de Excelente e Muito Bom, estipuladas pelo Despacho n.º 20131/2008, e que reflectem claramente o objectivo economicista que subjaz a este Modelo de Avaliação.
Enquanto todas as limitações, arbitrariedades, incoerências e injustiças que enformam este modelo de avaliação não forem corrigidas, e, ainda que, no presente ano lectivo, o modelo se encontre, apenas, em regime de experimentação, os professores signatários desta moção, por não lhe reconhecerem qualquer efeito positivo sobre a qualidade da educação e do seu desempenho profissional, solicitam ao Conselho Pedagógico a suspensão de toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação por ele preconizada."
Agrupamento de Escolas de Aradas, 6 de Outubro de 2008
Os professores da Escola Secundária Alice Gouveia de Coimbra aprovaram em reunião do Conselho Pedagógico a suspensão do processo de avaliação de desempenho. A justificação para a suspensão do processo é a seguinte:
O Artigo 37º do CPA e a Avaliação de Professores:
No fórum da DGRHE, foi feita a seguinte pergunta sobre a publicação do despacho de delegação de competências de avaliação: 'É necessário que o despacho de delegação de competências de avaliação proferido pelo Presidente do Conselho Executivo seja publicado em Diário da Républica para ter efeito legal, ou um despacho interno será o suficiente? 'Re: Delegação de Competências by dgrhe - Quinta, 2 Outubro 2008, 05:30 'Sim, os actos de delegação de poderes estão sujeitos a publicação no Diário da República, tal como está estipulado no Artigo 37º do Código de Procedimento Administrativo.'
O que significa que os actos praticados antes disso são ilegais!
Começa a surgir um movimento dentro das escolas que vai no sentido da suspensão do processo até que os despachos de delegação de competências de avaliação sejam publicados no DR. Os colegas avaliadores por delegação de competências devem lembrar os PCEs que todos os actos realizados antes da publicação do despacho no DR são ilegais.
Convém lembrar, no entanto, que os coordenadores de departamento que recusem aceitar as competências de avaliação ficam sujeitos à penalização de Irregular. Apenas os avaliadores por delegação de competências se podem recusar a exercer as funções enquanto o despacho de delegação de competências não for publicado no DR.

Receio que o povo português adira às conclusões do estudo e se sinta assaltado pelas gasolineiras (...). O povo, maldosamente, poderia começar a identificar as gasolineiras com os nomes que normalmente se atribuem aos assaltantes vulgares
Quando o preço do barril de petróleo sobe, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis devido ao encarecimento da matéria--prima. Quando o preço do barril de petróleo se mantém estável, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis porque não se deixam enganar pela estabilização do barril, cuja tendência para a dissimulação conhecem bem. Quando o preço do barril de petróleo desce, as gasolineiras aumentam o preço dos combustíveis porque, mais cedo ou mais tarde, o preço do barril vai subir novamente, e é bom que as pessoas já estejam prevenidas. Se há coisa de que o consumidor não se pode queixar é da instabilidade do mercado: os preços sobem de forma constante e muito previsível.
Segundo um estudo do Automóvel Clube de Portugal há indícios claros de que as gasolineiras combinam o preço dos combustíveis entre si para evitar a concorrência e prejudicar o consumidor. Por gasolineiras entendo aqui, com o rigor que me caracteriza, tanto as empresas petrolíferas como as bombas de gasolina. Devo dizer que não acredito no estudo do ACP por uma razão clara: deste modo, evito processos judiciais. Esta é uma conduta moral que tem norteado a minha vida. Mas receio que o povo português adira às conclusões do estudo e se sinta assaltado pelas gasolineiras – o que seria grave e erróneo. O povo, maldosamente, poderia começar a identificar as gasolineiras com os nomes que normalmente se atribuem aos assaltantes vulgares. Em vez de Zé Naifas, Marco Mãozinhas e Nando Pirata o povo, se for mal-intencionado (queira Deus que não), pode passar a dizer que vai meter gasolina à BP Naifas, à Repsol Mãozinhas ou à Galp Pirata.
Entretanto, o preço do petróleo aumentou de tal maneira que já não faz sentido chamar-lhe o ouro negro. Tendo em conta os preços da gasolina, o ouro é que é o petróleo dourado.
Curiosamente, nenhum dos grandes economistas que dirigem a economia mundial previu que ninharias como a especulação no preço dos combustíveis iriam conduzir o mundo a uma profundíssima crise. A economia parece ser uma espécie de ciência oculta. Um tipo de astrologia sem búzios nem cartas. E sem tanta credibilidade.
O ministro da Economia acaba de anunciar o fim do mundo, o que é revelador. Já nem o professor Bambo cai nessa. Pela minha parte, estou sempre optimista. Pode ser que as coisas se invertam. Talvez um dia o mundo anuncie o fim do ministro da Economia.
Até os pseudo-jornais que vendem 24 exemplares por tiragem se aproveitam de uma não-notícia como a disponibilidade anunciada em Assembleia de militantes de António Maximino para arranjarem tema de debate.
Como é que é possível que as pessoas estejam tão afastadas da realidade do que se passa em Seia para confundir um desabafo com uma intenção séria?
Maximino é uma mais valia no PS de Seia e é uma pena não estar na AM, por exemplo. Mesmo que, como acontece neste momento, tirando um ou outro debate, a AM ser apenas um pró-forma.
A verdade é que qualquer inclusão do seu nome numa lista neste PS presidido por EB seria despropositada dada a conflitualidade latente e recorrente entre ambos há demasiados anos. E Maximino sabe isso melhor que ninguém.
Então para quê aquele anúncio público?
A intenção só pode ter sido a de mostrar que nem tudo está resolvido e que ele ainda não foi engavetado.
Mas está.
Só quem não faça a mínima ideia do que é Seia e como é que isto funciona - como alguns eternos aprendizes de política de gabinete e secretária que eu cá sei - poderá ter a mínima dúvida.
Foi, no mínimo, um erro estratégico de Maximino. Cava ainda mais o fosso existente. Ou seja: vai ter que esperar ainda mais tempo para poder ser protagonista de alguma coisa dentro do PS de Seia.
Quem quer ser candidato arranja equipa e programa e submete-os à consideração da CP.
Esse anúncio informal e intempestivo retira-lhe à partida qualquer hipótese de se candidatar a candidato, de facto. Porque a CP do PS de Seia não lhe perdoará o incómodo causado.
E, como Maximino é uma pessoa inteligente, parece-me que a intenção terá sido mais esta - a de agitar as águas e dizer «ainda estou vivo!» - do que outra qualquer.
Feitios...
Rui Veloso é o eterno crítico - todos os partidos têm um - muitas vezes com alguma razão. A estratégia que utiliza no dia a dia é que vai descredibilizando, no meu entender, a razão que lhe possa assistir.
Talvez uma atitude mais construtiva, no dia a dia, dentro do próprio partido (já que dele se recusa a afastar), ajudasse a fortalecer a sua propositura.
Não acredito de maneira nenhuma que aquela "boca" passasse além disso.
Seia tem gente a menos e a contribuição de todos os cidadãos válidos como Maximino ou Veloso seria muito necessária para se corrigirem caminhos ou evitarem pântanos.
Infelizmente um e outro cavaram fossos junto de gente demasiado icónica dentro do PS para que, num futuro próximo, alguém os possa convidar para o lado da gestão.
A mim nada me chocaria ver Maximino como vereador. Duvido é que ele aceitasse... Posições extremadas dão nisto.
Quem perde é sempre o mesmo: o concelho.
Em nota humorística - até porque sou amigo de ambos - não resisto a meter esta:
Um é Camelo* mas os outros é que têm o deserto pela frente para atravessar.
*(Só de nome, claro!)
Total das aposentações em 2008 já é de 5060.
Só na última quarta-feira - o mesmo dia em que foi noticiado que perto de quatro mil professores já se tinham reformado este ano - foram publicadas em Diário da República mais 1106 aposentações, referentes a novos processos concluídos este mês.
O balanço actual, segundo contas enviadas ao DN pelo Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep), já vai nas 5060 reformas.
E é "cada vez mais previsível" que, até ao final de 2008, tenham duplicado as cerca de 3200 de 2007.

Porque contestam os professores unanimemente o sistema de avaliação imposto pelo Ministério da Educação? A recusa dos professores por este sistema de avaliação é que não é justo, nem independente nem objectivo.
Vamos aos argumentos pró-governamentais que, por não serem verdadeiros, tanto perturbaram a classe. O primeiro argumento é o de que os professores não querem ser avaliados, afirmação que a esmagadora maioria dos professores não produziu, mas que tem sido repetida até à exaustão pelo Governo e seus seguidores, na esperança que uma mentira mil vezes repetida se torne verdade. A posição dos professores é clara: quem não deve não teme e qualquer avaliação justa, independente e objectiva reconhecerá o seu trabalho. Não é o caso deste sistema.
Não lembraria a nenhum Governo de bom senso impor, pela força, um sistema de avaliação a uma classe inteira de profissionais, ainda mais tão respeitada em Portugal, como no mundo. A ideia é tão peregrina que Vicente Jorge Silva, ex-deputado do PS, admite no seu blogue ter sido inspirada no Marquês de Sade: "A ideia feita de que uma boa reforma é sempre uma reforma impopular pressupunha uma relação sado-masoquista entre o reformador e o destinatário das reformas, gozando um o prazer de aplicar a dor e o outro a delícia mórbida de sofrê-la." Freud explica, Vicente Jorge Silva também.
Aliás, não seria difícil a este ou qualquer outro Governo chegar a acordo com os professores e os seus representantes. Contudo, decidiu o Governo, sem qualquer base de sustentação, ficcionar que os sindicatos não representavam os professores e manteve teimosamente a tese até à véspera da espantosa (na dimensão e no civismo) manifestação de 100 mil professores. No método, esta reforma contra quase 150 mil profissionais, do Algarve ao Minho, formados nas melhores universidades deste País, representou um completo desrespeito pelos professores.
No conteúdo, também. Comecemos pela avaliação pelos pares. O corpo docente de uma escola é composto por apenas algumas dezenas de professores. Há relações de proximidade, de afastamento, de indiferença e, até, laços familiares. Ora, não sendo as relações entre as pessoas neutras, que garantia de independência pode ter a avaliação? O coordenador de departamento vai avaliar a colega, que, por acaso, é a esposa?! Depois de uma almoçarada, o presidente do conselho executivo vai avaliar o colega, de quem é amigo desde a creche?! Enfim, sem comentários.
Por outro lado, entre os parâmetros a avaliar estão uma série de itens subjectivos, como a disponibilidade ou a relação com a comunidade. Há, por isso, receios fundados de que este sistema promova, não o mérito dentro das escolas, mas o compadrio pessoal e político . Além disso, este sistema de avaliação burocrático vai obrigar o professor, para sua defesa, a tomar diariamente nota de todas as suas actividades, o que poderá representar, ao fim do ano, centenas de páginas e outras tantas horas perdidas inutilmente que bem poderiam ser dedicadas aos seus alunos.
A avaliação dos professores irá depender da progressão das notas dos seus alunos. Ora, como já referi anteriormente, as notas dos alunos são facilmente inflacionáveis ou manipuláveis. Por isso, ou me engano muito, ou dentro de algum tempo, os alunos portugueses irão ser os que mais progressos registam no mundo! E ninguém pode levar a mal, afinal, os professores são muito sérios, mas também têm família para sustentar. Bem pode o Governo argumentar que há mecanismos de controlo, que é quase impossível provar este tipo de arranjos, mais ainda aplicado a 150 mil professores.
Mesmo nas disciplinas sujeitas a exame, que garantias tem o professor de ser avaliado com justiça, mais ainda quando o grau de exigência dos exames não é uniforme? O professor será tanto mais penalizado quanto maior for a diferença entre a classificação interna (atribuída pelo professor) e a classificação do exame. Ora, não é linear que uma grande diferença nas classificações se deva necessariamente a incompetência do professor. Por vezes, basta as perguntas serem formuladas de forma diferente ou com utilização de outra terminologia, para que as notas dos alunos desçam em exame, mesmo que as aprendizagens tenham sido feitas.
No limite, o método poderá também prejudicar os alunos, se o professor começar, consciente ou inconscientemente,a atribuir as classificações internas a pensar já na estimativa dos resultados de cada aluno em exame, de forma a que não haja grandes diferenças entre as duas classificações. Todo este sistema de avaliação à revelia dos professores me parece imprudente e arriscado.
Imaginemos o que seria este método aplicado a outras profissões. Se a avaliação dos polícias dependesse dos resultados, dispararia o número de multas aplicadas aos condutores. Se a avaliação dos cirurgiões dependesse do número de cirurgias, teríamos cirurgiões a ganharem 30 mil euros por mês, como já sucedeu. Se a avaliação dos juízes dependesse do número de processos, provavelmente não faltariam turbo-juízes a despacharem processos. E se dependesse das condenações, não haveria prisões que chegassem para alojar os condenados. Se a avaliação dos enfermeiros dependesse do número de injecções, não faltariam pretextos para picas nos utentes.
Aplicar (mal) os métodos das empresas à Administração Pública só pode dar maus resultados. Por mais que alguns empresários mal informados deste País queiram impor as suas receitas neoliberais ao Estado, servir os utentes com justiça e imparcialidade não é o mesmo que vender sabonetes.
Repete o Governo que é preciso distinguir os bons dos maus professores. Ora, quem percebe alguma coisa de educação sabe que esta divisão maniqueísta entre professores bons e maus não passa de uma ficção. Há professores com umas características, outros com outras e, de um modo geral, todas são importantes. A escola é feita de diversidade e os alunos só têm a ganhar em ter professores com características diferentes. Há, por isso, também fundados receios de que este sistema seja castrador das diferenças e promova mais a intolerância do que o mérito.
Uns professores valorizam mais a autoridade, outros a tolerância. Qual é o bom e qual é o mau? Um professor traz as aulas milimetricamente preparadas, outro é mais criativo e valoriza mais a interacção e a participação dos alunos. Qual é o bom e qual é o mau? Um professor é circunspecto, outro cultiva a proximidade com os alunos. Qual é o bom e qual é o mau? Como se vê, a avaliação de professores está muito longe de ser uma ciência exacta.
Outro cliché afirma que esta avaliação visa distinguir os professores com vocação dos professores sem vocação. Ora, não conheço nenhum "vocaciómetro" para medir a vocação de cada um, sendo a noção de vocação seguramente mais um estado de alma do que um dado objectivo. Nada garante que um professor supostamente com muita vocação seja melhor que um professor com menor vocação, mas que faz o seu trabalho com profissionalismo, como há péssimos cantores a jurarem que nasceram para cantar e óptimos músicos a dizerem que só o são por acidente. Exemplos não faltam, na música, na profissão docente ou em qualquer outra área.
A acusação de corporativismo é também facilmente desmontável. Em primeiro lugar, os professores portugueses não vieram de Marte e, portanto, têm, pelo menos, o mesmo crédito de patriotismo e sentido cívico que os outros portugueses, trabalhem estes ou não no sector privado. Acresce que a maior parte dos professores também são pais pelo que a acusação de que colocam os seus interesses pessoais acima dos interesses dos alunos não faz sentido.
Além do crédito comum à generalidade dos portugueses, os professores têm ainda o crédito de serem um exemplo para os seus alunos. E são-no de facto, ou não fosse a profissão docente das mais escrutinadas do mundo, sendo o comportamento de cada professor controlado diariamente por centenas de alunos, pais, auxiliares de acção educativa e pelos próprios colegas professores. Dificilmente este sistema de avaliação, informal mas efectivo, toleraria professores que não fossem um exemplo, pelo menos na escola. Têm, portanto, esse crédito acrescido.
Por último, uma nota para o novo sistema de gestão das escolas. Como já referi atrás, a comunidade docente numa escola reduz-se a algumas dezenas de professores. De entre estes, pouco mais de uma dezena podem, geralmente, ascender ao cargo de director, sendo necessário, para tal, experiência no cargo ou o curso de Administração Escolar. Ora, este número, em muitos casos, é claramente insuficiente para garantir massa crítica e proporcionar a indispensável pluralidade de opções para o cargo. Muitas vezes, só irá haver um candidato ao cargo de director. Por isso, nada garante que o futuro director seja uma pessoa reconhecidamente competente no cargo.
A democraticidade interna das escolas assegura hoje que estejam em cargos intermédios pessoas tanto ou mais capazes que os presidentes dos conselhos executivos, o que permite às escolas respirarem mesmo que um presidente do conselho executivo seja menos competente ou dialogante. Ora, o novo modelo de gestão escolar vai concentrar todos os poderes numa só pessoa, o que não garante necessariamente maior eficácia às escolas e vai fatalmente potenciar situações de prepotência e compadrio pessoal e partidário. Uma vez mais se comete o erro de importar mal um modelo das empresas para a Administração Pública, apesar de serem realidades completamente diferentes.
Nas últimas semanas, temos assistido a um frenesim de comentadores do regime brandindo as estatísticas da educação para defender que "é preciso fazer qualquer coisa" e que estas "reformas" têm de continuar. Ora, o que o País certamente não precisa é que se faça "qualquer coisa": isso foi o que fizeram os 26 ministros da Educação dos últimos 30 anos! O Ministério da Educação não deve ser um campo para o experimentalismo inconsequente nem palco de reformas voluntaristas. O que Portugal precisa é que a Educação seja definitivamente levada a sério e executada serenamente com o aval de quem sabe do assunto: os professores.
Mário Lopes
ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES
DEMISSÃO DO CARGO DE AVALIADOR – 2008/09
Considerando que:
O processo de avaliação dos professores definido pelo Ministério da Educação está, por enquanto, completamente e sistematicamente burocratizado, incompleto e confuso;
Os órgãos da escola têm, compreensivelmente, muita dificuldade em definir parâmetros previstos na lei indispensáveis para a implementação do processo;
O trabalho e o ambiente escolares estão a ser totalmente contaminados pelos problemas burocráticos criados por este modelo;
A quantidade de papéis, reuniões, discussões, etc. que os professores são obrigados a ler e a fazer não permite desempenhar a tarefa fundamental do professor que é ENSINAR;
Os professores abaixo assinados vêm apresentar ao Conselho Pedagógico, ao Conselho Executivo e ao Ministério da Educação a sua demissão do cargo de avaliadores para o qual foram indicados.
Lisboa, 2 de Outubro de 2008
Manuel Beirão dos Reis (Departamento de Filosofia)
Ou vamos para a rua para acabar com esta palhaçada ou a palhaçada acaba connosco e vamos todos acabar no manicómio.
Sinto-me a sufocar e na escola já anda quase tudo a poder de calmantes...
ainda agora começou o ano...
Não sei quem lançou a iniciativa mas vamos a isso. Novamente num sábado?é óptimo por causa das "bocas" e das faltas
Vamos todos para acabar com esta palhaçada !!!!!!!
Desta vez não vão ser 100 000 !!! Vamos ter um país inteiro a apoiar os professores e contestar o mais hipoócrita e traidor governo da história moderna.
Vamos todos a Lisboa dia 15 de Novembro !!!
Vamos mostrar sem qualquer rodeio quem são os verdadeiros professores. Entretanto vamos bloquear o processo de avaliação.
Se todos colaborarem vai ser mesmo o fim desta palhaçada.
Divulguem ! É agora !
O movimento está iniciado.
Com ou sem sindicatos, os professores marcharão novamente pela sua dignidade e contra a palhaçada que este ministério quer instituir com esta avaliação.
Vamos mostrar a este Governo e a esta ministra que a nossa paciência ESTÁ ESGOTADA.
Queremos dar aulas...queremos que os nossos alunos aprendam e não queremos que eles saiam prejudicados com esta trapalhada que este ministério quer impor.
Como diz o nosso hino...'contra os canhões, MARCHAR, MARCHAR'.
APEDE: Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino
Colegas
Está na altura de agir e passarmos à prática; não basta o inconformismo generalizado que graça por todas essas escolas do país face à política educativa de liquidar a escola pública e o ensino por excelência.
É tempo de passar à acção e de contestar o ataque feito à carreira profissional por parte deste governo, que nos pretende reduzir a meros técnicos de ensino de crianças futuras analfabetas num mundo global.
Deixamos de lamentações e partimos para a acção; só e apenas nós podemos mudar o rumo dos acontecimentos. Por isso, a todos e de norte a sul do país, colaborem nesta luta sem tréguas pela defesa de uma escola pública e democrática e por um outro tipo de ensino mais exigente, qualificativo e gratificante para todos – as nossas crianças e jovens assim o desejam.
Não cruzes os braços em desânimo; participa nas acções e colabora na luta contra o sistema que nos querem impor: quotas para isto e aquilo, horários de trabalho para lá das 35 horas semanais, afunilamento e estagnação na carreira, burocracia sobre burocracia, desleixo grosseiro do ensino – aprendizagem, redução das reformas, tudo e mais alguma coisa.
A APEDE pode ser o trampolim da nossa luta; dia 15 de Novembro, na rua, pode ser a data de todas as datas para mostrar a nossa revolta perante a degradação das nossas condições de trabalho e do ensino em Portugal impostas por este governo. Por isso, é urgente que tu, na tua
escola, colabores; pequenas colaborações juntam-se a outras pequenas
colaborações e todos juntos faremos frente à ofensiva de quem apenas interessa vencer a resistência aos que se opõem à destruição do ensino público em Portugal.
Organiza e dinamiza o teu núcleo de constatação na escola; participa e manifesta o teu descontentamento. Não deixes de barafustar e indignar-te pela afronta aos teus direitos laborais. Participa nas acções.
Conto contigo, colega professor; que cada escola do país, sem excepção, esteja para já representada com alguém na reunião da APEDE, a realizar no próximo dia 11 de Outubro, Sábado, pelas 10h30, no Sport Club do Bairro, sito no bairro Sra. da Luz – Caldas da Rainha.
A presença de alguém da tua escola é importantíssima para a nossa união e luta nacional. Participa, não faltes.
COPIA ESTE E-MAIL E ENCAMINHA ESTA MENSAGEM A TODOS OS TEUS COLEGAS.
É UM OBRIGADO DE TODOS OS PROFESSORES PARA TI MESMO.
Os Professores e Educadores abaixo-assinados, exigem a revogação do actual estatuto da carreira docente – ECD do ME – imposto contra tudo e todos, na sequência de um processo aparentemente negocial, dada a quantidade de reuniões realizada, mas no qual o Ministério da Educação recusou alterar o que de mais negativo apresentou logo na primeira reunião: a fractura da carreira, um regime de avaliação do desempenho sem conteúdo pedagógico, a existência de uma prova de ingresso na profissão, uma carreira ainda mais longa.
Um estatuto para o qual verteram, ainda, algumas das medidas mais negativas impostas no âmbito da Administração Pública, tais como o roubo do tempo de serviço ou o agravamento dos requisitos para a aposentação.
Face a esta situação, os docentes exigem a revogação do ECD do ME e a aprovação de um ECD que dignifique e valorize a profissão docente. Um verdadeiro Estatuto que:
Consagre a existência de apenas uma categoria de Professor;
Garanta a contagem integral de todo o tempo de serviço prestado;
Estabeleça um modelo de avaliação pedagogicamente construído, tendo em conta a especificidade do exercício profissional da docência;
Valorize a componente lectiva, expurgando do horário dos docentes os cada vez maiores tempos destinados a tarefas burocráticas e outras actividades sem interesse pedagógico;
Elimine todos os mecanismos criados para afastar da profissão, docentes que são necessários às escolas, designadamente a espúria prova de ingresso.
http://www.fenprof.pt/AbaixoAssinado/RevogaECD
Mário Crespo. Lisboa
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África". Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.
Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin. Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.
Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência. O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão. Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.
Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso. E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.
Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobilizar os professores a troco de coisa nenhuma.
Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar a ideia de que houve recuo e que todos ganharam.
Se assim for (oxalá me engane!), será uma desgraça para os professores. Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão: fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc.
A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar.
A escola pública vai morrer.
As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes.
Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de empregados domésticos dos pais.'
Ramiro Marques

Vivemos porventura a semana mais determinante a nível da economia europeia e mundial.
Nos próximos dias se saberá se os europeus decidirão "assaltar" os bancos para levantar as suas economias ou se não.
Se isso acontecer, o crash será total e ninguém poderá prever o futuro a curto prazo.
As falências dos primeiros bancos impedirão os resgates e quando as pessoas se aperceberem disso a corrida aos saques será total e irreversível.
Só quem tiver dinheiro na mão sobreviverá.
Se não se instalar o pânico, a crise poder-se-á aguentar mais umas semanas ou meses até a confiança dos aforristas se restabelecer.
Lembro, no entanto, que a crise bolsista de Outubro de 29 durou até 1932. Quase 3 anos.
Embora a estrutura da economia nos nossos dias pouco tenha a ver com a de então, os efeitos podem ser similares.
Todas as grandes crises económicas foram precedidas de crashes bolsistas.
Um crash bolsista é uma queda súbita e acentuada do valor das acções no mercado financeiro.
O termo crash surgiu em 1873 quando as bolsas de Viena e de Berlim caíram fortemente.
A palavra “Krak” transformou-se em Krash, crash em inglês.
O fenómeno de crash é brutal e assustador para os investidores.
O valor das acções cai rapidamente (queda súbita e acentuada) devido a um forte desequilíbrio entre procura e venda.
Os "vendedores" decidem vender a qualquer preço as suas acções na sequência de um movimento generalizado de venda.
Embora o fenómeno seja brutal, é sempre o resultado de um mecanismo de longo prazo, onde um mercado sobe “acima do razoável” e onde os valores se dissociam das realidades económicas. O preço das acções atribui um valor elevadíssimo à empresa a que se referem, o que chega a roçar o irracional.
E isso é fruto apenas da especulação bolsista.
Uma acção não é um produto físico estável nem um serviço fiável.
É uma participação no capital de uma empresa, que se faz baseado numa expectativa quase sempre desfocada da realidade.
Uma empresa ou um grupo de empresas, num determinado momento, e fruto da especulação bolsista baseada em notícias e rumores sobre o seu potencial crescimento, pode estar cotada em bolsa com valores muitas vezes superiores ao seu real valor.
Quando o mercado se ajusta - quando se descobre que o rei vai nu - normalmente fá-lo de forma abrupta e generalizada.
O factor psicológico influencia decisivamente os fenómenos de crash.
De facto, comportamentos gregários dos aforradores podem levar a subidas e descidas irracionais de valores bolsistas.
Histórico de crashes:
O crash das túlipas:
Nos Países Baixos, em 1636.
Nesta altura, um bulbo de túlipa chegou a valer o preço de uma viatura e dos seus cavalos.
Crunderkrack:
o crash da bolsa de Viena em 1873;
O crash de 1929:
entre o 24 de Outubro de 1929 e o ano 1932, a bolsa de Nova Iorque perde 89% do seu valor.
O crash de 1987 na Bolsa de Nova Iorque - Black Monday.
19 de Outubro foi o dia em que os mercados mais caíram na história das bolsas. O índice Dow Jones caíu 22,5% só nesse dia.
O Crash da bolha Internet:
Entre Abril de 2000 e Setembro de 2002, o Nasdaq passou de 4700 para 900 pontos.
Ontem mesmo, nas bolsas asiáticas:
Indice Nikkei com o valor mais baixo dos últimos 21 anos.
É o décimo sexto dia seguido em que tal acontece.
Tanto em 29 como em 87, os dois maiores crashes da bolsa de Nova Iorque foram registados em Outubro.
A propósito:
Em que mês estamos?
É a debandada geral porque assim não se pode ser professor.
Basta ir ao site da CGA que remete para o Diário da República: todos os meses são mais de 500 os docentes que se aposentam, quase todos com fortes penalizações.
Simplesmente, não aguentam a quantidade de burocracia que lhes caiu em cima e o mau ambiente profissional.
Quem pode, foge. Há de tudo: desde os que se aposentam com o tempo todo até aos que saem com fortes penalizações de 40%.
Há casos de professores que se aposentam com 800 euros mensais ilíquidos. Muitos arriscam deixar a profissão, ao fim de mais de 30 anos de serviço, com uma reforma de 1800 euros ilíquidos.
São sobretudo os professores que entraram na profissão em 1975 e que, apesar de já terem 33 anos de serviço, têm idades compreendias entre os 53 e os 55 anos de idade.
Esses não querem esperar pelos 65 anos de idade. Se o fizerem correm o risco de sair com uma aposentação inferior a 80% do último salário, apesar dos 45 anos de serviço docente e de outros tantos anos de descontos para a CGA.
Veja a lista dos professores que se vão aposentar em Outubro .
http://www.profblog.org/

Agora é o "Magalhães" - que afinal se trata do mais que conhecido Classmate que parece que já existe em trinta e tal países e que tem sido vendido para o 3º mundo desde 2006 (e que até já vai na segunda versão) que é "TOTALMENTE português"...
E estes jornalistazecos que não se cansam de repetir aquilo que o dono lhes ensina!...
Sem nada questionarem, nem confirmarem.
O charlatão diz que o computador é português e não há um tuga de um jornalista que investigue, então, onde é que são produzidos.
E com que tecnologia.
Já produzimos processadores, neste avançadíssimo de país???
Boa!
E Space Shuttles?
De certeza que também. Aí numa garagem qualquer.
Que triste jornalismo este!!!
Onde será feito o processador? Na Vidigueira?
E chama-se INTELI?
E a motherboard? No Aguincho?
No tempo dos cowboys, charlatões destes eram besuntados com alcatrão e penas e deixados nus às portas da cidade.
«Prisão merecem os ciganos e os pretos que andam para aí aos tiros uns contra os outros e não vejo ninguém ir preso.»
Se andasse aos tiros contra "pretos" e contra ciganos, como ele próprio diz, e como outros fizeram, frente às camaras da televisão, nada lhe acontecia...
Mas neste país, falar é crime maior.
Matar, parece que é um menor.
Ou até que nem é... poucos são os homicidas que são, de facto, apanhados.
É um crime sem castigo.
Afinal Portugal vai crescer apenas 0,7% em 2008 ao contrário do que o governo prometia (1,5%).
E para o ano que vem ainda será pior.
Espera-se 0,6% de crescimento para 2009.
Relativamente ao que se passará na Europa será mais um gigantesco passo em frente. Para o descalabro total, claro.

A criminalidade multiplicar-se-á.
As famílias mais endividadas começarão a passar fome.
Mas cada povo tem o governo que escolheu e que merece.
Como este governo não renova as licenças de uso e porte de arma, ninguém se pode defender legalmente da criminalidade que disparará.
Mas uma 6.35 custa 250 euros em qualquer acampamento étnico.
O problema é que a maioria não funciona.
As boas ficam eles com elas...
Eu antigamente indignava-me com estas coisas e considerava-as escandalosas.
Hoje, acho que nem sequer são notícia, de tão banais se tornaram...
Os Professores do Agrupamento de Ourique deixam-se de lamúrias e passam à acção: exigem a suspensão da avaliação de desempenho
«5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.»
MOÇÃO
(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)
Considerando que:
1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de “Excelente” e “Muito Bom” desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das “Fichas de Avaliação do Desempenho” emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.
Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação.

Acho que o convite é aberto a toda a gente (excepto, eventualmente, o almoço).
http://pedalofilo.wordpress.com/2007/10/05/sic-erasmus-bicicletada-setembro-2007/

Dia 142 - 29.09.2008
De Santos às Amoreiras, de bicicleta eléctrica
Da cota 05m à cota 110m, 3.5 + 3.5 + 2 + 5 + 3 + 2 + 7 km
Já perceberam que hoje, com a eléctrica, andei de um lado para o outro, pela cidade de Lisboa. E pelas 08:00h bati mais um record: 12 minutos de bicicleta, de Santos às Amoreiras (Rua de Artilharia I, na EPCG). O tempo com a convencional era de 35 minutos. Menos de um terço do tempo. Como é possível?
Em primeiro lugar, a volta que dava com a convencional era maior. Cerca de 5 km passando pela Baixa, para tornar as inclinações mais suaves. Com a eléctrica, segui directamente pela Rua de São Bento, Rato, Castilho e Artilharia I. Uma volta mais curta em 30%. E assim reduzi um percurso de 35 para 12 minutos, reduzindo 1.5 km de distância.
Em segundo lugar, com o apoio do motor eléctrico, a velocidade média é maior: 14 km/h a subir a Rua de São Bento, contra os 08 km/h na convencional. E o suor: ZERO.
Ficam aqui os meus restantes destinos a pedalar pela cidade:
09:30h - Rêgo, a 3.5 km
12:00h - Cantina da Cidade Universitária, a 2km
14:00h - Regresso às Amoreiras, à EPCG, para uma reunião, a 5km
15:00h - Regresso ao Rêgo, ao gabinete de engenharia, a 3.5km
19:10h - Cantina da Cidade Universitária, a 2km
20:30h - Regresso a Santos, a 7km
Não há dúvida que esta bicicleta me dá uma liberdade muito maior em termos de mobilidade. Permite-me fazer maiores distâncias, em menos tempo e com um esforço físico muito reduzido.
A ver vamos quando a tiver de devolver .... :(
Paulo Santos
144 km de bicicleta eléctrica, em Lisboa, desde 19.09.2009
http://100diasdebicicletaemlisboa.blogspot.com/2008_09_01_archive.html

Frente Comum satisfeita com adesão à greve
Quando a Ana Avoila - que já não sabe o que é o seu serviço há, pelo menos, 20 anos - se congratula com uma greve a ZERO ABSOLUTO no país, estamos conversados!
É mais demagógica a CCSTCTJAA - Central Corleone dos Sindicatos dos Tachos Conjuntos Todos Juntos e Amigos e Assim - do que a miséria do governo que nos calhou.
Palavra de Escuteiro.

A esmagadora maioria do povo que interveio no "Opinião Pública" da Sic desta manhã revoltou-se contra a greve da FP porque - e cito - «há muita gente em situação muito pior do que os funcionários públicos que não fazem nada».
«Há muita gente desempregada e a ganhar o ordenado mínimo. E antigamente não havia greves e trabalhava-se 12 horas por dia. Eles que se vão embora e deixem o lugar para quem está muito pior.»
Acham que há alguma coisa que se possa fazer por este país?
E se de repente a nossa orografia deixasse de constituir um limite para o cicloturismo?
E se as subidas se transformassem em planos como por artes mágicas?
Não é magia.
É electricidade!...
Este fim de semana vou estar com o importador das bicicletas que estão a fazer furor na Serra de Sintra.
Trata-se de um êxito absoluto.
Idosos de 80 anos pedalam serra acima como se estivesem em plano!
Para Seia seria um espectáculo!
Eu já experimentei uma e asseguro que se consegue subir até ao Sabugueiro sem o mínimo de suor.
Estas bicicletas transformam literalmente as subidas em planos.
Têm 6 velocidades assistidas por um motor eléctrico.
Autonomia para 70 kms e carregam em 3 horas.
Não há furos. Os pneus são auto-reparáveis.
Não há manutenção.
Não necessitam carta, nem seguro, nem capacete, nem qualquer documento para andar na estrada porque têm 250 Watt - o máximo permitido por lei para encaixar nestas facilidades.
Era qualquer coisa de espectacular!
E se passássemos a ir para os empregos de bicicleta?
Quando se poupava ao fim de um ano?
Pelo menos o valor da bike que, neste momento, em promoção, não ultrapassa os 880 euros!
E que Bem se fazia ao ambiente?
Ontem, na Assembleia Municipal, entre 8 deputados directamente eleitos e mais 4 presidentes das Juntas, num total de 12 presenças, o máximo que o PSD conseguiu, numa votação, foram 7 votos.
Na outra conseguiu apenas 6.
E todos os presidentes das juntas eleitos pelo PSD votaram contra a orientação da bancada. Nomeadamente num assunto que lhes diz directamente respeito: a baixa do IMI para 2009.
Isto é apenas uma constatação.
Como já afirmei, estou retirado da actividade política até às próximas eleições, pelo menos. Depois logo se vê.
Deixo aos analistas a análise e respectivas conclusões.