Afinal o Magalhães é mesmo português.

Esta versão de 5 minutos foi comprimida e enviada directamente do iMac em Full HD para o Youtube. Tudo directo.
Mesmo assim a coisa não vê melhoras. Vou tentar o Photobucket.
Dá-me ideia que o Youtube está, ultimamente, a comprimir demasiado as coisas.
Dificuldades técnicas em compatibilizar o filme em HD com os formatos super comprimidos do Youtube não permitiram que as imagens da caminhada estivessem ainda online.
Já vou na quarta compressão e a coisa ainda não está capaz.
O problema é que eu já só filmo e edito em full HD.
E é mais fácil queimar blu-rays do que enviar 1080 linhas para o youtube...
Mas vamos a ver se esta tarde já se consegue.
2ª Parte - A caminhada propriamente dita pela Cidade.
3ª parte - O final
Em 10 de Maio de 2003 filmei isto.
Um sábado à tardinha fui até à Torre e deparei com este incrível pôr do sol.
Ao remexer no meu baú de recordações, decidi recuperá-lo.
Claro que, se fosse hoje, metade das sequências não as aprovaria.
Mas fica o documento.

Não há dúvida:
Depois de 5 anos a despertar consciências, a mostrar coisas inacreditáveis, com milhares de exemplos, a denunciar todo o tipo de situações anómalas, ilegais, estúpidas e até criminosas... o que é que se consegue?
Tenho aqui 3200 textos, a maior parte deles denunciando situações que só se verificam em ditaduras, ou em países do 3º mundo. OU EM AMBOS.
Vê-se melhorar alguma coisa?
Nada! Cada vez pior!
Vale a pena continuar a alertar as pessoas que me lêem e me dão a ler aos outros para as mesmas situações de sempre?
Que ainda por cima se agravam no dia a dia?
Tipo Partido Comunista que anda a dizer o mesmo há 34 anos?
Ná!...
Vou descansar um pouco, agora.
Quem quiser entreter-se com injustiças, ilegalidades e estupidez quanta queira tem aí mais de 3000 textos escritos com denúncias dessas, desde 2003 até agora.
Não me apetece continuar a bater em ferro frio.
Vou dedicar-me, nos próximos tempos, a mostrar as coisas lindas que tem a minha Terra independentemente de quem por ela zela, da forma como zela e de quem também devia contribuir para esse zelo e nada faz.
As pessoas já estão insensíveis à desgraça, à fome, à necessidade.
Os portugueses não podem estar mais desanimados com a classe política que os oprime, protegendo sempre a Alta Finança especuladora que tudo suga.
E o que se vê é que ninguém se revolta contra este estado catastrófico a que chegou o poder de compra da esmagadora maioria dos portugueses no interior.
Falo do interior que conheço bem.

Bem sei que há cada vez mais e maiores fortunas colossais.
Que há portugueses que gastam, num segundo apenas e num capricho, aquilo que o seu semelhante não recebe em 5 anos de trabalho somando todos os vencimentos, e mesmo que conseguisse amealhar todos os tostões.
Um ladrão que rouba um milhão de euros a um ourives coloca uma questão bem mais profunda do que essa:
Onde ganhou aquele ourives ( e há milhares deles!) aquela fortuna que levava numa só mala?
E de quantas malas daquelas é composta, de facto, a sua fortuna pessoal?
Como ganhou aquela fortuna impensável para o comum dos mortais?
E o fisco, o que anda a fazer?
Penhoras de ordenados da função pública por dívidas de 300 euros?
O que aconteceu àqueles que deram milhões ao Camilo Coelho para ele investir em off-shores?
Enquanto os alunos oriundos das mesmas aldeias entregam os pratos limpos na cantina das escolas e pedem mais... porque bem sabem que se não comerem na escola...
Que país terceiro mundista é este?
E o que é que eu posso fazer mais para o mudar?
Continuar a denunciar... a apontar... a chamar a atenção todos os dias...
uma repetitiva atitude que, já vi, não produz grandes efeitos junto da população absolutamente amorfa e adormecida.
Dir-se-ia que a casta dos portugues dos descobrimentos se extinguiu completamente para dar lugar a uma sub-espécie de seres anaeróbicos com uma excepcional capacidade para a mediocridade, para a palhaçada imunda, para a estupidez diariamente cultivada.
Estou à espera de quê, pergunto-me?
Que me ergam um busto, quando eu bater a bota, numa pose inquisidora, com um dedo apontado em atitude condenatória, como diz o meu rapaz?
Robespierre já morreu.
E morreu muito antes de Napoleão que bem dele e das suas ideias se serviu.
As minhas ideias, as minhas denúncias, as minhas indignações já aqui estão por mais de 3000 vezes ilustradas.
Quem quiser que as leia e quem não quiser que continue a encharcar-se de novelas e de futebol.
Eu vou virar a página e dar lugar a outros nesta luta que, depois de 8 anos, se tornou repetitiva demais para o meu gosto.
Já o devia ter feito o ano passado em Setembro. Cheguei a anunciá-lo mas ainda não era a altura, pelos vistos.
Agora já é.
A partir de agora é filmes, fotos e coisas bonitas.
Que são cada vez menos...
Há que as mostrar para contribuir para um mundo e um Concelho melhor.
Vamos, agora, por aí.
Vejam lá se vale a pena lutar por um país destes:
A HIPER-ANEDOTA em que se transformou Portugal...
- Na escola um professor é agredido por um aluno. O professor nada pode fazer, porque a sua progressão na carreira está dependente da nota que dá ao seu aluno.
- Um jovem de 18 anos recebe €200 do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma €236 depois de toda uma vida de trabalho.
- Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
- O Estado que queria gastar 6 mil milhões de euros no novo Aeroporto recusa-se a baixar impostos, porque não tem dinheiro.
- Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas, existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
- Numa empreitada pública, os trabalhadores são todos imigrantes ilegais, que recebem abaixo do salário mínimo e o Estado não fiscaliza.
- Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
- Um polícia bate num negro: é uma atitude racista. Um bando de negros mata 3 polícias: não estão inseridos na sociedade.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100 mts e nem tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).
- O Ministério do Ambiente incentiva o uso de meios alternativos ao combustível. No edifício do Ministério do Ambiente não há estacionamento para bicicletas, nem se sabe de nenhum ministro que utilize bicicleta.
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas como entra droga nas prisões?
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar, chumbas o ano: O sr.Primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem. Não pagas as finanças a tempo e horas, passado um dia já estas a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal.
Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe.
- Paguei 0.50€ por uma seringa na farmácia para dar um medicamento ao meu filho, mas se fosse drogado, não pagava nada.
Acham, sinceramente, que este país tem ponta por onde se lhe pegue?

A minha Tia Aura manda-me estas flores da sua varanda...
Eu mando-lhe um grande abraço do tamanho do Mundo e muitos beijinhos recheados do melhor que guardo no meu Imaginário.
As recordações da parte da minha Infância passada em Castro Daire - eram apenas as férias, mas é do que me recordo mais intensamente - com ela, o meu Tio Zeca e os meus primos Zequita, Aurita e Paulita.
Ali aprendi a nadar, "abandonado" no penedo da argola, no Rio dos Homens, hoje impraticável, como todos os outros. E a andar de bicicleta no jardim central, numa bicicleta vermelha que era maior do que eu.
No gira discos de madeira dos meus primos conheci Beatles, the Monkeys, Bob Dylan e Otis Redding - o meu cantor preferido até hoje.
Ali me caiu o primeiro dente de leite, num disparo de Simon Templar (Roger Moore) - O Santo.
Ali adormecia a ouvir o Zeca contar as histórias do super-borracho do pombal lá de casa e acordava com o Chico - um mega-gato amarelo tipo Garfield - enroscado nos meus pés.
Agora, que já não sou o Joãozito, com 48 anos em cima, percebo que poucas vezes encontrei gente tão boa como aquela...
E a Alice... a costureira...
E o meu avô - José Augusto dos Santos - com quem partilhei o quarto cá de cima tanta vez...
E o tio Zeca, Médico lendário de Castro Daire, que nunca recusava visitar os doentes a altas horas, por essas aldeias fora e que uma vez acompanhei numa consulta a um pastor que tinha levado um tiro no tórax e mesmo assim andava de pé - o que me causou uma confusão danada porque na série d' O Santo não era isso que acontecia - e que dizia sempre, lá em casa, que o queijo que lhe iam oferecendo nunca prestava, senão desaparecia num ápice...
Um beijo para todos.
Todos - mas MESMO TODOS! - continuamos Vivos.
Mesmo aqueles que nos levam algum avanço.
Só deixam de existir definitivamente aqueles de quem nos esquecemos.

Dia 27 | Sábado - 21:45 Horas – Concerto com a Orquestra Filarmonia das Beiras
Intervenientes: Orquestra Filarmonia das Beiras; Bruno Monteiro (violino); Gonçalo Pescada (acordeão) e António Sérgio Ferreira, (direcção)
Bilhetes
Normal: 2,5 € | Com Cartão Municipal: 1,25 €
Programa:
Antonio VIVALDI – As Quatro Estações
Concerto Nº 1, “A Primavera”, RV 269, em Mi Maior
I – Allegro; II – Largo; III - Allegro
Concerto Nº 2, “O Verão”, RV 315, em Sol menor
I – Allegro non molto; II – Adagio – Presto; III - Presto
Concerto Nº 3, “O Outono”, RV 293, em Fá Maior
I – Allegro; II – Adagio – Presto; III - Allegro
Concerto Nº 4, “O Inverno”, RV 297, em Fá menor
I – Allegro; II – Adagio – Presto; III - Allegro
Astor PIAZZOLLA – Quatro Estações Portenhas
Classificação etária: maiores de 6 anos
Casa Municipal da Cultura de Seia, Av. Luís Vaz de Camões 6270 - 484 SEIA
Telf. 238 310 249 Fax 238 310 236 Telm 964862521 site: www.casadaculturadeseia.com
«...Na sala daquela professora os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito “A”, os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos "negócios" que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores.
Os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura»
Este escrito vem a propósito do já famoso portátil Magalhães, que não sei se foi beber o nome ao deputado desse nome, a algum cinzento burocrata, ou mesmo ao famoso circo-navegador Fernão de Magalhães
Uma professora das minhas relações enviou-me um e-mail, onde se mostrou indignada por ter recebido na sua sala de aula os benévolos distribuidores desta aberração politiqueira.
Indignada, porque os contemplados não foram os seus melhores alunos, os mais capazes e empenhados, mas sim os piores, os que nada pagam ao sistema, os do escalão dito “A”, os tais pretensos carenciados, os mesmo que só se deslocam à escola porque esta tem almoço e lanche e os pais recebam os generosos subsídios do Estado, que juntos aos negócios que possuem lhes permitem comprar os belos carros em que se passeiam e outros luxos que ostentam. Houve famílias destas que receberam vários computadores. É claro que há excepções, como em tudo.
Na sala daquela professora os seus bons alunos, geralmente filhos daqueles que preenchem a declaração de impostos e dela não podem fugir, choraram, sentiram-se confusos e alvo de uma injustiça. Provavelmente não serão mais os mesmos e o país com as suas politiquices demagógicas é que irá pagar a factura.
Na sua pressa em exibir o chorudo brinde, o governo e o ministério esqueceram-se de que os alunos alvo desta medida são os mesmo que ainda não receberam os manuais de que tanto necessitam para trabalhar.
Este país que premeia a burrice e a bandalhice é o mesmo que solta os criminosos.
Que eu saiba, só em Portugal é que os melhores alunos das escolas públicas não são acarinhados nem premiados com bolsas de mérito e outros prémios de incentivo.
Estes alunos podem não ser capazes de aprender a ler e a escrever, nem se interessar por fazê-lo, mas têm um portátil no qual nunca saberão mexer.
Não sei se o portátil ainda estará inteiro daqui por uns dias ou se não foi vendido na feira da ladra aos tais infelizes que não tiveram direito a recebê-lo, pois muitos dos que declaram os parcos rendimentos ao fisco, contam os tostões.
Não sei que resultados, para além dos estatísticos, é que um computador produzirá em crianças de 6 anos ou 7 anos, que mal sabem ler e contar.
Esta gente que está a acabar com o pouco que Portugal ainda tinha de Bom merecia levar a paga dos gravíssimos crimes de lesa-Pátria que cada vez mais comete.
Mas o máximo com que poderão levar é com uma derrota eleitoral.
E se calhar nem isso...
Ficam todos bem, na mesma.
E a Bondade e Inteligência Portuguesa, praticamente destruídas.

O PE descobriu ontem, para seu próprio espanto, o que toda a gente sabia há meses e o próprio Eduardo Brito nunca escondeu.
Mas pronto...
À falta de notícias, uma notícia estafada serve na mesma.
Qualquer dia ainda vão descobrir que candidato do PS é o Carlos Filipe Camelo.
Quem sabe lá?...
Chama-se a isto jornalismo de investigação.

Disseram-me ontem que as eleições para a comissão política do PSD local foram marcadas para 17 de Outubro.
Duas curiosidades:
1 - Eu comuniquei a minha decisão de me afastar do processo a 16. Mas claro que isso foi apenas mais uma coincidência.
2 - Essa convocatória não consta no orgão oficial do PSD - Povo Livre - como se pode constatar. E, sem essa condição obrigatória, o acto eleitoral é ilegal.
Mais uma mega-acção de conjunto do Governo. Depois do Dia do Diploma, poderá dizer-se que esta terça-feira vai ser o dia de «Magalhães». Isto porque José Sócrates, juntamente com outros onze governantes, vão andar pelo país a distribuir três mil computadores portáteis a alunos do 1º ciclo.
Segundo a agência Lusa, onze camiões carregados destes computadores deixaram a sede da empresa JP Sá Couto, em Matosinhos, na tarde desta segunda-feira, rumo às 16 escolas onde serão entregues os primeiros portáteis especificamente concebidos para crianças dos seis aos 11 anos.
O primeiro-ministro vai estar, pelas 11 horas, em Matosinhos, na Escola Padre Manuel de Castro (S. Mamede de infesta), juntamente com os secretários de Estado da Educação, Valter Lemos, e Adjunto, e o secretário das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos.
À mesma hora, outros elementos do Governo vão repetir o gesto.
Maria de Lurdes Rodrigues, desloca-se à Escola Básica de Portel, antes de ir à EB de São Tiago, em Castelo Branco, às 15h30. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, vai à EB do 1.º Ciclo Sacadura Cabral, na Amadora. A Directora Regional de Educação do Centro vai estar na Escola Básica de Mortágua; a secretária de estado da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, preside a sessão na Escola Básica de Telheiras; o coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, está na Escola Básica do 1.º Ciclo Hélia Correia, em Mafra e o Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, marcará presença na EB1 Coca Maravilhas, de Portimão.
A lista é quase interminável. Pelas 11h30, o secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, vai ao Centro Escolar de Resende, em Vilar de S. Martinho. Para a tarde, há mais entregas de computadores:
Às 15h, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, irá à Escola n.º 1 de Sabrosa; o secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, vai à EB1 Lage, de Vilarinho, depois de ter entregue na EB1 n.º 1, de Ponte da Barca, às 11h00; a Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, na Escola Básica Casal Novo, Lourinhã; o Secretário de Estado da Juventude e Desporto, Laurentino Dias, na EB1 Vale do Carro, Albufeira.
Às 15h30, o secretario de estado da Educação, vai estar na EB1 de Paredes e às 18h o Director Regional de Educação do Algarve vai entregar os últimos «Magalhães» na EB1 Ilha do Ancão.
Quer dizer: não há quem governe o país: está tudo a entregar computadores para as camaras da tv!

É por estas e por outras que isto não vai lá.
A balbúrdia total está ionstalada na Justiça.
Se um juiz decreta um mandado para que a polícia possa ir lá a casa, de certo foi com base em fortes suspeitas que foram integralmente confirmadas.
Então e depois de tudo isso confirmado, o juiz manda-o embora????
Os poucos - quase nenhuns - criminosos apanhados em flagrante na posse de explosivos, todo o tipo de espingardas e pistolas, como se viu na tv, são mandados aguardar o julgamento em liberdade...
Sendo, ainda por cima, estrangeiros quem é que acredita que eles fiquem à espera de ser presos?
Uma semana antes do julgamento dão ao slide, evidentemente.
Mas entretanto é que vai ser assaltar!...

Isto é a tal não-notícia.
É uma verdade de todos conhecida.
E os que têm a coragem de o dizer também são sempre os mesmos.
Vimos aquela palhaçada em Guimarães, com centenas de autocarros vindos de todo o país (incluindo daqui de Seia) para impressionar a tuguice.
Vimos um espectáculo encenado à americana com os figurantes atrás.
Não falta nada.
A cópia desavergonhada é a palavra de ordem deste «inovador».
Diz que quer a mudança...
Aí estamos todos de acordo!
A curiosidade é que ainda há jornais que - chamando-lhe mentiroso - dizem a maior das verdades.

A avalanche
Eram 4 da tarde. Ou 5.
O calor estava insuportável.
Na torre 2 do Sheraton, depois de mais de 12 horas seguidas de funcionamento em pleno, o ar condicionado começava a dar visíveis sinais de cansaço.
Humidade, sufoco...
Está decidido: isto assim não vale a pena.
Nunca mais venho para Cancun.
Para já, é só portugueses. Parece que estamos nas Maldivas...
É só sotaques do Norte, do Puarto... bah...
Não se consegue aguentar mais esta estufa.
Decidi descer para ir dar um mergulho à piscina.
Ooops! Esqueci-me do cartão e agora fechou-se a porta do quarto....
lá vou ter que chatear o recepcionista outra vez... e mais uma "propina", pois claro... que estes tipos só funcionam à base da gorja.
Cambada!...
Uff!... Mas é que não se aguenta!
Se não fosse cá por coisas fazia uma reclamação.
Mas não serve de nada. O ano passado no Breezes da Costa do Sauípe foi a mesma coisa... a gente escreve, escreve e eles nem lêem aquilo... é tudo para o tecto.
Arre, porra!... Doze elevadores e não pára nenhum?!? Ah! Até que enfim...
Mas... Olha-me este! Não acredito! Agora vai subir!... Bem: estou aqui estou a tirar a camisa.
É proibido, mas este calor num hotel de 5 estrelas também devia ser...
Só suor! Que pivete... Já nem eu aguento...
Ah! Até que enfim...
- Vai descer? El Ascensor... se vai descer... Para bajo? Arriba?
Ai, valha-me Deus... Mas porque é que estas coisas só me acontecem a mim?
Olha: outro!
- Para bajo? Arriba?
- Arriba!
Mas as vozes vêm de longe....
-Arriba, hombre! Arriba!
Porra! Mas eu quero ir para bajo, não é para arriba...
E as vozes: «Está vivo! Escavem mais! Encontrámos o João! Agarra a minha mão, João! Agarra, filho!
- Escavem! O homem está vivo!!!!
- É um Milagre! Mais de 12 horas enterrado na neve!
- Como é que ele conseguiu sobreviver à avalanche?!?
Maior cartel de sempre
Lucros ilícitos de 172 milhões
É o maior cartel de sempre apanhado em Portugal.
Sete empresas de «catering» que fornecem refeições preparadas a escolas e hospitais terão lesado o Estado em 172,6 milhões de euros.
Entre elas, cozinhavam os preços a apresentar nos concursos, trocavam informações comerciais e desta forma asseguravam dois terços do mercado de prestação de serviços de fornecimento de refeições, diz o «Jornal de Negócios».
A suspeita é da Autoridade da Concorrência (AdC), que iniciou as investigações em Fevereiro de 2007 e agora formalizou a acusação, a que o Negócios teve acesso. Segundo a acusação, o cartel era formado pela Gertal e Itau (ambas do grupo Trivalor), ICA e Nordigal (com os mesmos sócios), Eurest, Uniself e Sodexho.
Este caso representa o mais elevado ganho económico ilícito - mais de 172 milhões de euros - em resultado do cartel detectado pela AdC. Mas além disso, é também o primeiro processo em que, além das empresas, os próprios gestores são arguidos e podem vir a ser condenados ao pagamento de multas.
www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=992681&div_id=1730
Nota: Imagine-se o que será o "polvo" completamente instalado nas Escolas portuguesas.
Como este desgoverno ambiciona via suas "reformas" ...
AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES
Nota Introdutória
Colegas, ao longo da marcha da humanidade, desde a antiguidade, ficou demonstrado que a inteligência vence sempre a força bruta, a arrogância e a prepotência. Mesmo quando esta força bruta consegue alguma pretensa vitória, ela é sempre efémera e os valores de justiça e solidariedade acabam por se impor.
100 000 professores manifestaram-se no dia 08 de Março de 2008, numa “marcha da indignação” contra um governo e uma equipa ministerial que, desde 2005, nada mais tem feito que desvalorizá-los, humilhá-los, desautorizá-los e manipular a opinião pública contra eles.
Nunca os verdadeiros interesses do Ensino Público, da qualificação, da formação e da valorização dos recursos humanos foram o principal objectivo desta equipa ministerial e deste governo.
É hoje notório que este ministério da educação foi empossado com dois objectivos políticos prioritários: o primeiro, era o de criar mecanismos administrativos que impedissem a maior parte dos professores de progredir na carreira, e, portanto, poupar milhões e milhões de euros aos cofres do estado; o segundo, era o de criar uma máquina propagandística que fizesse crer à opinião pública que o insucesso estava a diminuir drasticamente devido à sua acção, o número de alunos estava a aumentar nas escolas e por último que se apostava em grande na qualificação dos recursos humanos.
Nada mais falso… O insucesso não diminui por decreto. Assim como os acidentes rodoviários nunca diminuirão por decreto, mas antes pelo aumento da educação e civismo dos cidadãos, aliados a medidas de prevenção rodoviária ao longo de dezenas de anos. Também o insucesso escolar é fruto entre outros, do tipo de formação cultural e da estrutura socioeconómica da nossa população. Querer resolver o insucesso escolar em três ou quatro anos é mera questão propagandística que se baseia numa pressão intolerável sobre os professores, para que estes, administrativamente, acabem com ele.
As estatísticas podem dizer que o insucesso está a diminuir, mas o conhecimento, a educação, os valores e a civilidade estão claramente num plano inclinado descendente, nas nossas escolas e na sociedade, porque essas não são as prioridades deste ministério nem deste governo.
Relativamente ao aumento do número de alunos nas escolas, ele é meramente conjuntural, e, se bem que muito positivo, ele não representa uma vaga de fundo que contrarie o abandono escolar por motivos económicos e educacionais, cujas causas não estão na escola, mas na sociedade e nos seus graves problemas.
Quanto à qualificação dos recursos humanos, o exemplo de toda a falsidade da política deste governo e deste ministério são as “Novas Oportunidades”. Não há, nem nunca houve, maior traficância de habilitações literárias em Portugal, do que o programa “Novas Oportunidades”.
Dezenas de milhares de portugueses com a antiga “quarta classe” ou pouco mais do que isso, são habilitados com o nono ano, em apenas três meses. Nada de transcendente aprendem que verdadeiramente os qualifique, mas preenchem as estatísticas que em 2009 serão exibidas em época de eleições, como um passo fundamental no progresso futuro do país… Ó Portugal que tão mal vais…
Mas o que se passa nas “Novas Oportunidades” a nível do secundário é muito mais grave. Dezenas ou centenas de milhar de candidatos provenientes das “Novas Oportunidades” do terceiro ciclo, lançam-se na aventura de conseguirem o diploma do décimo segundo ano. É legítimo. Pois se fazer o terceiro ciclo foi tão fácil porque não continuar?
O problema reside, mais uma vez, em que nada de i
mportante e qualificante (excepto nos de dupla certificação) é fornecido a estes candidatos, e eles lá vão escrevendo as suas histórias de vida, onde, muito a custo, os formadores vão descortinando as mais bizarras competências que lhes atribuirão o 12º ano.
São estas as coroas de glória desta ministra e deste governo ???
Nós que estamos por dentro deste processo dizemos… “que DEUS nos acuda”.
A actual legislação sobre a avaliação dos professores não é um fim em si mesma, ela é, apenas, um elo de uma cadeia legislativa que começou com o estatuto da carreira docente e tem por fim último, com dissemos atrás, impedir a maioria dos professores de progredir na carreira.
Depois da marcha da indignação, Sócrates assustou-se e reorganizou a estratégia. A ministra politicamente está morta, no entanto, enquanto cadáver político, ela está incumbida de levar até ao fim a missão de aplicar, na prática, estes diplomas, depois … irá à sua vida….
As instruções foram para que o discurso fosse “adocicado”, parassem os insultos públicos à classe docente (havia que calar Valter Lemos), ceder em questões pontuais de pouca importância e manter inalterável o núcleo duro da avaliação, custe o que custar.
Nós, professores, consideramos fundamental a avaliação. Fazemos ponto de honra disso. Ela é um instrumento crucial de valorização e de reafirmação da qualidade do nosso trabalho.
Somos os primeiros a exigir uma avaliação digna, isenta, rigorosa, valorativa e formativa na perspectiva da ultrapassagem de dificuldades.
Mas como todos já percebemos… a ministra não cede…nem cederá…(???)
A sua estratégia é simples… e pretensamente eficaz!!! Atribuir ás escolas e aos professores a responsabilidade de se auto e hetero-avaliarem (diria talvez, se auto e hetero-crucificarem).
A estratégia é velha e já foi aplicada no estatuto da carreira docente. Dividir para reinar. Ela ficará de fora, cantando e rindo e, em 2009, com uma classe profissional, das mais qualificadas que existe no país, completamente esfrangalhada, dirá “…estão a ver que afinal não custou nada, eu afinal é que tinha razão!!!”
Como aliás diz das aulas de substituição, com a sua infindável demagogia, que só não engana quem está dentro do sistema e sabe bem o que por cá se passa.
Os sindicatos, forças importantes na condução da luta dos professores, estão a chegar a um beco sem saída, onde as alternativas escasseiam.
Resta-nos a nós, professores, num quadro de unidade continuar a luta que iniciámos com as manifestações e que podemos levar mais longe duma forma eficaz.
QUE ESTRATÉGIA ADOPTAR ?
A mesma que Gandhi adoptou contra o todo poderoso Império Britânico, aplicando o célebre princípio… “contra a força… haja resistência… passiva”.
Ou seja:
1º. A ministra quer que sejam as escolas a criar os seus próprios instrumentos de avaliação…
2º. Que sejam as escolas a adoptar os seus próprios calendários…
3º. Que sejam professores a avaliar outros professores…
ESTRATÉGIA:
1º . Braços caídos… nada fazer…
2º . Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º . Negar-se a avaliar…
4º . Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º . Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…
Que pode a ministra fazer fazer-nos ?
Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores ? Assim seja !!!
Esta é a minha proposta.
Aplicar os princípios de Gandhi a esta avaliação.
NOTA FINAL
Chamaria a atenção para aqueles “colegas” que “mais papistas que o papa” querem mostrar serviço, desejosos que reparem neles, provavelmente esperançados em benesses em futuras directorias das escolas, ou quem sabe, em futuros cargos políticos, sabe-se lá... O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”. Para bom entendedor…
Francisco da Silva
Professor
francis1000.silva@gmail.com

Este fim de semana dois blockbusters no Cinema de Seia:
Batman, o cavaleiro das trevas.
e, para a pequenada, sábado de manhã e domingo à tarde:
Kung Fu Panda.

Jorge Pedreira admitiu hoje, na TSF, o óbvio:
«A Avaliação do Desempenho não tem por objectivo cimeiro aumentar a qualidade da oferta educativa das escolas e, muito menos, promover o desenvolvimento profissional dos docentes.»
Nas palavras do Secretário de Estado «ela apenas visa contribuir para a redução do défice público».
Finalmente!
O enigma da má-fé ministerial fica revelado.
Que vão os sindicatos e a comunicação social fazer desta incrível confissão?
No fórum da 'TSF' da manhã de hoje, Pedreira, justificou os motivos
pelos quais o ME discorda da proposta de António Vitorino em adiar a
avaliação e testar-se o modelo preconizado pelo M.E. em escolas piloto
durante um ou dois anos.
Pedreira (o Jorge, que até é secretário da ministra Lurdes),
confessouo politicamente inconfessável: '*Terá de haver avaliação para
que os professores possam progredir na carreira e assim possam vir
beneficiar de acréscimos salariais*' (sic).
Ou seja, aquilo que hoje se discute no mundo ocidental (democrático e
desenvolvido, como rotula mas desconhece a 'primeira ministra'), gira
em torno da dicotomia de se saber se a avaliação do desempenho docente
serve propósitos de requalificação educativa (se para isso
directamente contribui)ou se visa simplesmente constituir-se em mais
um instrumento de redução do défice público.
Nesta matéria, Pedreira (o tal que é Jorge e ao mesmo tempo teima
emser secretário da ministra que também parece oriunda de uma
pedreira), foi claro: *Importa conter a despesa do Estado com a massa
salarial dos docentes *; o resto (a qualidade das escolas e do
desempenho dos professores) é tanga(!!!).
Percebe-se, assim, porque motivo este modelo de avaliação plagia
aquele que singra na Roménia, no Chile ou na Colômbia. Países aos
quais a OCDE, o FMI, o *New Public Management* americano, impôs: *a
desqualificação da escola pública em nome da contenção da despesa
pública*; Percebe-se, assim, porque razão a ministra Maria de Lurdes
(que tem um secretário que, como ela, também é pedreira) invoque a
Finlândia para revelar dados estatísticos de sucesso escolar e a
ignore em matéria de avaliação do desempenho docente.
Percebo a ministra pedreira: não se pode referenciar aquilo que não
existe. A Finlândia, com efeito, não tem em vigor qualquer sistema ou
modelo formal e oficial de avaliação do desempenho dos professores!
Agradeço à pedreira intelectual que grassa no governo de Sócrates (que
por acaso não é pedreiro -- até é engenheiro), finalmente nos ter
brindado com tão eloquente esclarecimento. Cito-os:
*A avaliação dos Docentes é mais um adicional instrumento legislativo
para combater o défice público*(!).
Obrigado, Srs. Pedreiras, pela clarificação do óbvio.
De que está o governo à espera para pôr cobro a este assalto?
Se há que acabar com a liberalização dos preços, acabe-se já.
O governo não tem desculpa há muitos meses.
Mas agora que todos os portugueses já viram as contas, que foram tornadas públicas pela SIC, o governo não tem como continuar a assobiar para o lado.
Sabe que estamos todos a ser roubados.
Mas também sabe que metade desse roubo reverte para os cofres do Estado.
Então em que ficamos?
Assumimos definitivamente que o Estado português é cumplice?
Se é cumplice é, igualmente, ladrão.
E os ladrões vão presos.
Quem vai prender o Estado português?

Aqui em casa não se celebra o fim da Vida tal como a conhecemos.
Peço muita desculpa aos que cultivam a comiseração.
Gostava mesmo de deixar um recado aos nossos Amigos - que sei que o são - para que evitem o mau gosto de cultivar a morbidez nas datas que todos sabemos serem tristes.
Liguem-nos todos os dias, excepto naqueles que vocês sabem.
Não apreciamos especialmente que se lembrem, em determinados dias, daqueles de quem nós nunca nos esquecemos.
Porque, em nós, todos continuam VIVOS.
As datas especiais para os comíseros, para nós não existem.
Nós, ao contrário desta cultura masoquista e comísera instituída, escolhemos celebrar a Vida.
Todos os dias.
Porque estamos com os nossos Entes queridos.
Também todos os dias.
Celebramos a Vida que deve ser vivida com toda a nossa força e determinação porque nunca saberemos se amanhã ainda estaremos deste lado.
Acabo de receber esta foto, enviada pelo Mário Jorge Branquinho, que é, provavelmente, a melhor prova de que o meu Pai continua Vivo.
Toda aquela inteligência e clarividência reflectidas na serena e segura expressão (ainda com as marcas no olho esquerdo da intervenção cirúrgica após descolagem da retina), o relógio juvenil...
Enfim: a total falta de preocupação com aquilo com que todos se preocupam...
É mesmo ele.
Obrigado, Mário Jorge.
NINGUÉM verdadeiramente importante para nós desaparece
Só desaparece para os outros.
Recebi o seguinte email, bastante preocupante, que transcrevo na íntegra.
«Amigo Tilly
Como trabalhadores da Beiralã e sabendo que o senhor está na Assembleia Municipal, agradecíamos que nos ajudasse.
Estamos a ser vitimas de um embuste do Rui Cardoso, com o silêncio, como alguns dizem "ensurdecedor", da Comissão Sindical (????), do Sindicato Texteis da Beira Alta - Carlos João (????) e também do Eduardo Brito.
Está uma tramoia montada e nós é que ficamos sem emprego, dinheiro e Seia vai ficar sem Beiralã, pois este senhor Rui Cardoso quer passar as máquinas para a Covilhã, para uma empresa (Texwool), que está em nome dos filhos.
Aliás, o quarto comentário (do Prognóstico), no seu post sobre a Beiralã (no seu blog) diz tudo.
Ajude-nos por favor
Um abraço
Trabalhadores da Beiralã »
Meus Caros:
Não sei como vos poderei ajudar a não ser propor à Asembleia Municipal que solicite esclarecimentos sobre as questões que vos suscitam dúvidas.
Para isso, façam-me chegar as vossas denúncias bem fundadas e fundamentadas.
Boatos não servem.
Elaboraremos um conjunto de questões e proporei à AM que essas questões sejam enviadas à Administração da Empresa.
Fiquem, no entanto, cientes que não estamos nos EUA e que não existem comissões especializadas para acompanhar estes casos e menos ainda a AM pode «obrigar» a Administração da Beiralã a responder ao que quer que seja.
No entanto, se nada houver a esconder, conhecendo um pouco o sr Rui Cardoso, de quem fui vizinho e entrevistei em tempos, para o PE, numa altura também muito problemática da empresa, creio que ele não se furtará a responder.
Aqui podem ler a peça que fizemos - eu e o Fernando Paninho - para o PE na altura em que o PE era um jornal a sério.
Se quiserem dêem uma olhada à primeira página dessa edição e vejam o JORNALISMO de investigação que se fazia (eu e o Paninho) em Seia em 2003.
As televisões filmavam a entrevista do Paninho ao Sr Rui Cardoso.
Uma coisa impensável, hoje em dia...
Se lerem com atenção a entrevista, ela já tocava todos os pontos que hoje ainda são quentes.
O que vai acontecer à empresa?
Vai deslocalizar-se? Vai fechar? As instalações serão vendidas para especulação imobiliária?
E a cantina? A quem pertence?
E o sindicato? Quem defende?
As fotos, da época, foram tiradas com a minha Minolta de rolo, ainda.
Mas adiante:
Aguardo as V. questões.
O meu número, se me quiserem ligar, é o 91 816 66 23.
Boa sorte para todos, e muita calma.
Nem toda a gente é vigarista e eu, até prova em contrário, acredito na boa fé das pessoas.
Mas vocês, enquanto Cidadãos, também podem ir à Assembleia Municipal expôr as V. preocupações pessoalmente.
Agora, infelizmente, até têm tempo para isso...
Antes da Ordem do Dia há um período para a intervenção do público.
Apareçam.
O Parlamento de Seia serve para isso mesmo.

Uma vez que a oposição está esvaziada - parece que é mal geral - tem que ser Cavaco a apontar algumas das asneiras que o governo se prepara para fazer todos os dias.
Foi o caso daquela saída inacreditável da ministra da educação, que pretendia convencer os portugueses que os alunos, de um ano para o outro, passaram de bestas a bestiais, enquanto com os professores aconteceu o contrário.
Já não queria estender a escolaridade obrigatória até ao 12º ano...
E porquê?
Porque bem sabe que, se o fizer, 50% dos alunos chumbam a partir do 10º.
Por isso, enquanto não arrajar forma de intimidar os professores do secundário, para os obrigar a passar todos os alunos, como já fez no básico, a coisa tem que abrandar...
Senão voltava-se o feitiço contra o feiticeiro.
É obvio que ela e o governo não querem saber se os alunos SABEM o que se lhes exige que saibam.
Ela e o governo querem é que os alunos PASSEM para que Portugal não continue a ser visto como o país dos analfas lá fora.
Não se preocupam com o facto de continuarmos a ser analfas... desde que essa realidade se mascare.
Justiça lhe seja feita:
Este é um governo coerente: um governo da mentira em todos os âmbitos.
Quando este governo descobrir forma de obrigar os professores do secundário a passar toda a gente, aí sim: aí a escolaridade obrigatória já poderá chegar aos 12 anos, como acontece em qualquer parte do mundo civilizado (11-12).
Esta vergonha dos combustíveis é outro caso em que a GALP rouba descaradamente os portugueses, com a cumplicidade do governo, que a única coisa que faz é recomendar ao lobo que se interesse pelo vegetarianismo.
Nunca o crude esteve tão barato, nos últimos 7 meses (abaixo de 95 dólares) e os combustíveis não baixam.
Os portugueses merecem tudo...

Novo curso da ESTH de Seia sem alunos
O novo curso de Restauração e Catering da Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia (ESTH) – a nova denominação aprovada pelos também novos Estatutos do Instituto Politécnico da Guarda (IPG), que foram publicados no passado dia 5 de Setembro – ficou completamente deserto: as 20 vagas disponibilizadas para esta primeira fase não tiveram qualquer procura. Por outro lado, das 40 vagas propostas para o curso de Turismo e Lazer apenas 20 foram agora ocupadas, o que se traduz numa taxa inicial de colocação de apenas 50%. Já o curso de Gestão Hoteleira registou um pleno sucesso na procura, sendo que as 44 vagas disponibilizadas ficaram todas preenchidas. Assim, de um total de 104 vagas previstas pela ESTH de Seia para esta fase, apenas foram preenchidas 64 (61,53%).
in PE.
Não há dúvida que algo não corre bem para os lados da Arrifana.
Criar cursos praticamente sem candidatos, pelo terceiro ano seguido, mostra a desintonia continuada entre a estratégia da oferta da Escola e as reais necessidades do mercado.
Há que fazer estudos e levantamento dessas necessidades do mercado, que nesta zona turistica é paradoxalmente exíguo - e as aspirações dos alunos que se encontram no 12º ano.
É o mínimo que se pode fazer.
Estará a ser feito esse trabalho?
Não deve estar, senão não se inventavam cursos que os candidatos não querem.
O futuro e a sobrevivência da ESTT (ou ESTH), na minha opinião, passará menos pelo show-off das actividades mediáticas - Odiseias e outras que tais, que pelos vistos não conferem prestígio nem trazem alunos à escola - e mais pela consistência, adequação e Qualidade da oferta académica.
Uma Escola Superior não pode embarcar no folclore instalado que hoje mascara a falta de rigor que se verifica no ensino básico, onde o verbo APRENDER já foi absolutamente arredado do léxico escolar, tendo sido substituído pelas infames «aquisições de (in)competências» nisto e naquilo.
Será a altura de João Brás chamar o Conselho Pedagógico à pedra...

O PSD de Seia continua a recusar-se a marcar eleições.
O PSD de Seia prova que quer - como eu já o afirmei - que tudo fique como está.
Com uma comissão política demitida há 3 meses que a única coisa que fez, desde que tomou posse, foi isso mesmo: demitir-se!.
Muito bem.
Estamos a 16 de Setembro. Eleições já só para meados de Outubro.
A primeira "volta" ao Concelho já se perdeu.
Vem aí o inverno e mete-se o Natal. Ninguém vai estar, como de costume, disponível para nada. Nem aos fins de semana.
Já vi esse filme há 3 anos.
Há-de haver freguesias onde nem sequer se irá.
Para se conseguir uma lista boa, numa freguesia apenas, neste momento, será preciso mais trabalho no terreno do que todos os baronetes juntos alguma vez desenvolveram pelo partido.
E ninguém vai estar disponível para coisa nenhuma, a não ser para entrar nas listas para a câmara e para a Assembleia Municipal, como sempre.
Pois eu também não.
Não vou andar a calcorrear outra vez - praticamente sozinho e agora a contra relógio! - montes e vales para arranjar listas que não nos envergonhem.
Fiquem lá com o Partido, ou com o que dele restar, e que vos faça bom proveito a todos!
A vida continua e há muitas formas de se lutar pelo bem estar da nossa Terra sem ser obrigatoriamente de dentro de um Partido político.
É o que sempre fiz e o que continuarei a fazer daqui em diante.
Agradeço o apoio daqueles que reconhecem a minha convicção e determinação para trabalhar pelo Concelho, apoio esse bem reflectido nas dezenas de mensagens e emails recebidos. Alguns deles directamente para aqui. Outros, pessoais.
Eu não vou andando por aqui, como dizia o outro.
EU SOU DAQUI.
DE SEIA E DE TODAS AS SUAS FREGUESIAS.
Ainda este ano as visitei a todas!
Conheço muita gente em todas elas. Boa gente! E gente humilde, mas que sabe bem o que quer.
Gente do PS, do PSD, da CDU, do CDS e apartidária.
Conterrâneos Meus.
Gente que merece que as suas Terras não desapareçam do mapa.
Nunca, dentro das minhas limitadas capacidades, evidentemente, me demitirei de lutar contra a desertificação, abandono e ruína do meu Concelho.
E a favor da melhoria da Qualidade de Vida das populações do meu Concelho.
Enquanto acordar com os pés a mexer, terão que me aturar!
Obrigado a todos.
João Tilly

Alberto João Jardim defende que os partidos têm que se regenerar
"Os partidos políticos precisam de se regenerar. Tal como estão, não têm nada a ver com a população", defendeu Jardim, numa conferência de mais de meia hora proferida ontem à noite no Palácio da Bolsa, no Porto, integrada nas comemorações do 20º aniversário do BANIF.
Para Alberto João Jardim, "a qualidade das pessoas no interior dos partidos políticos tem piorado", defendendo a necessidade de uma "regeneração" que os aproxime da população.
Não posso estar mais de acordo.
Hoje às 7:40h da manhã em Carragozela, Seia, o alarme foi dado:
13 ovelhas jaziam mortas, num redil, duas delas literalmente devoradas. Uma, inclusivamente, arrastada para fora do redil que estava, naturalmente, fechado.
Os números são impressionantes.
«Mesmo que fossem lobos (que os não há...) eles não precisavam de matar tanta ovelha...» - assegura o dono do rebanho.
O jovem Marco Cabral está indignado com a resposta da GNR local:
- "Não vamos aí fazer nada".
Terá sido esta a resposta que a GNR de Seia lhe terá dado ao telefone.
Também tenho esse depoimento.
O pastor, homem de meia idade, garante, por sua vez, que «nunca viu uma coisa destas».
Brevemente fotos e filme aqui.

«Até há uns tempos estava convencido de que nada se fazia, no PSD de Seia, porque as pessoas não tinham jeito, não tinham disponibilidade ou simplesmente não queriam trabalhar.
O tempo passou.
Todos os limites para a inépcia, para o laxismo e até mesmo para a incompetência foram ultrapassados.
Hoje, 3 anos após as últimas eleições, conhecendo o "sistema" por dentro, e analisando a actuação de alguns "responsáveis" pelo Partido em Seia, sou forçado a concluir duas coisas:
1º - que não houve quem quisesse trabalhar em prol do Partido,
2º - mas houve e há muito quem esteja a "trabalhar" na sombra para que o PSD em Seia não vingue.».
João Tilly, 10/09/2008
«O PE contactou alguns militantes do PSD de Seia, numa tentativa de recolher reacções às posições tomadas por aquele que, em 2005, foi o director da campanha autárquica de Nuno Vaz, mas nenhum deles se quis pronunciar sobre o assunto, embora alguns tivessem lamentado a forma e o tom utilizados pelo deputado municipal para publicamente se referir ao partido por que foi eleito.»
Aqui está perfeitamente identificada a razão pela qual o PSD não passa da cepa torta:
«Os mesmos» continuam convencidos que aquela meia dúzia de múmias políticas - ELES PRÓPRIOS - é que são o partido.
E quando dizem: «para publicamente se referir ao partido que o elegeu» estão ou a ser distraídos ou maldosos.
Mas provavelmente as duas coisas.
1 - Distraídos porque confundem "o partido" a que me estou a referir com ELES PRÓPRIOS.
Não são! Percebam isso de uma vez por todas.
Vocês não são o Partido.
Eu não critico o Partido de 5500 simpatizantes. Critico a meia dúzia de políticos da sua direcção e os seus apoiantes dos jogos de bastidores que, em 3 anos, nada fizeram.
Refiro-me a essa mesmo meia dúzia de baronetes que nada fazem nem fizeram e nada farão para além dos jogos palacianos do costume que os levará sempre à derrota.
Toda a gente percebe isto menos essa meia dúzia, pelos vistos.
2 - Maldosos, quando logo a seguir referem: «o partido que o elegeu».
Aí já demonstram perceber que AFINAL falam de outra coisa: do verdadeiro Partido que são os tais 5500 militantes.
Afinal eles não estão totalmente confundidos.
No fundo já perceberam que a «meia dúzia» de barões do sistema afinal não são o partido.
São-no no princípio da frase, mas já o não são no fim...
É por isso que eu digo que esta gente não é só muito limitada intelectualmente: é maldosa, trambém.
Quando alguém - sempre a coberto do anonimato - profere declarações a um jornal falando de tricas e de oportunidades políticas para justificar o injustificável que é o facto de há 3 anos não termos uma liderança no PSD de SEiA, esse alguém está a revelar à sociedade o estado moribundo desta direcção partidária.
E a filosofia zérica que a subjaz.
Enquanto esta gente pensar que "o partido" são as 15 pessoas que lêem jornais em Seia está tudo estragado.
Enquanto esta gente não se compenetrar que se está a afastar cada vez mais da população senense, continuará a fazê-lo.
Eu só fico admirado com os números que o PSD ainda tem atingido APESAR da falta de direcção, de estratégia, de contacto com as populações.
Agora: sobre a situação no PS
É claro que justificar a inércia com a espera da definição do PS é argumento do mais ridículo que pode haver. E mostra à evidência que não há estratégia, não há rumo, não há inteligência.
Esperar pela definição do partido do poder para se «dançar conforme a música» é do mais medíocre e envergonhante que há, e mostra mais do que o ponto a que isto chegou: mostra à evidencia o MAL que esta gente continua a fazer ao Partido que devia estar há anos no terreno a trabalhar com as populações. Se é que as quer ganhar.
Mas isso dá muito trabalho, sabemos bem...
Adiante: Eduardo Brito anunciará, dentro de dias, que se chegou ao fim do seu ciclo e que vai retirar-se.
Alguns palonços darão saltos de contentes.
Alguns palonços estarão convencidos que assim será muito mais fácil.
Mas só mesmo os palonços.
Como já tive oportunidade de o dizer em sede própria, se Eduardo Brito não se candidatar às próximas eleições - e já lá vamos... - abrindo caminho ao seu eterno número 2 - Carlos Filipe Camelo - a tarefa do PSD fica muito MAIS dificultada.
Simplesmente porque se há 1000 assuntos mal resolvidos, 2000 conflitos, 3000 promessas não cumpridas por esse concelho fora que se podem esgrimir junto das populações relativamente ao actual Presidente da Câmara (falta menos de um ano para as eleições.... já nem tempo para isso haverá), a verdade é que há ZERO manchas a apontar a Carlos Filipe.
O homem apresenta-se às eleições completamente imaculado.
Eu nunca ouvi ninguém queixar-se de Carlos Filipe Camelo, o que até chega a ser estranho dada a quantidade de anos em que ele já está no executivo.
Era natural que alguém tivesse alguma coisa a apontar-lhe.
Nada!
Isto é o que os baronetes do sistema ainda não perceberam.
Andam para aí com jogos florais a ver se há terreno para meterem o jovem censor à força numa estrutura que não existe para ganharem um concelho desconhecido por todos.
Se EB não for, avança o censor!
Eis aquele que pode ser um bom slogan para a campanha!
Se eles fossem inteligentes isto seria, até, maquiavélico.
Infelizmente, Inteligência é coisa que não abunda no sistema.
O que se vê é apenas muita parvoíce, muito pedantismo, muito desconhecimento do Concelho, muito afastamento dos reais problemas que afligem as populações.
Eduardo Brito anunciará a sua intenção de não se candidatar dentro de dias.
Todos o sabemos há meses.
Se é disso que estão à espera, não estão à espera de coisa nenhuma!
Mas daqui até Abril muita água vai correr, seus palonços!
Muito telefonema de Lisboa - uns verdadeiros outros ficcionados - se hão-de atender.
Muitas pressões - umas verdadeiras outras nem por isso - se hão-de fazer.
Muitas conclusões - umas reais outras forjadas - se hão-de tirar.
E, para o PSD, muita oportunidade e muito trabalho necessário se há-de perder.
Mais uma vez.
E sai mais um slogan que eu hoje estou bem disposto:
Censor... encolhido... os zeros estão contigo!
O que eu quero é ver o jovem censor rodeado do sistema zero a calcorrearem montes e vales...
Isso é que vai ser o meu espectáculo preferido do próximo ano!
À terceira vez que saírem e perceberem que têm lá 7 pessoas à espera e que o povo não os conhece de lado nenhum depressa desistem.
Vamos a eleições, em 2009, sem sequer falarmos com ninguém...
Olhem: até pode ser que resulte...
Como o secretário de Estado das obras públicas é natural de Oliveira do Hospital, considera-se MUITO NATURALMENTE que ele decida as coisas A FAVOR dos interesses de Oliveira do Hospital!!!
E, portanto EM DESFAVOR dos interesses das outras cidades e concelhos de onde ele NÃO É natural.
E tudo isto é dito de forma muito NATURAL numa reunião de Câmara de Oliveira do Hospital felizmente filmada e tornada pública.
Esta é para o TELE RURAL!
Ao que chegou a política no interior profundo...
Administração da têxtil anunciou aos trabalhadores que vai pedir a insolvência da empresa
Após nove meses de incertezas, a Beiralã, uma das maiores empregadoras de Seia, anunciou aos trabalhadores que vai requerer a insolvência da empresa e que já não tem possibilidade de pagar os ordenados de Agosto.
Num plenário realizado na segunda-feira, a administração da têxtil, sucessora da histórica Fisel, também admitiu não ter capacidade financeira para continuar a laborar com os actuais 208 empregados.
Confrontados com esta situação, entre 150 a 170 operários vão suspender, já na próxima segunda-feira, os seus contratos de trabalho, tendo sido a administração a decidir quem sai. "Os mais novos foram privilegiados", adianta o administrador Rui Cardoso.
Para o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Alta, esta solução pode ser "uma forma de viabilizar a fábrica, mas é, sobretudo, a garantia de que vão receber os salários ao fim do mês".
Carlos João acrescenta que "todos querem evitar passar o que viveram em meados da década de 90, na então Fisel, quando tiveram oito meses de ordenados em atraso". O que ainda não é o caso.
Segundo o sindicalista, os vencimentos estão todos pagos, "excepto Agosto", enquanto o subsídio de férias deverá ser liquidado nos próximos dias.
Carlos João avisa, no entanto, que esta saída é "temporária", pois o futuro da empresa terá que ficar decidido até ao final do ano: "Se os credores não viabilizarem o plano de recuperação terá que se decretar a sua falência", sentencia.
"Este problema já esteve para rebentar no início do ano e em Maio, mas, agora, não há mais 'balões de oxigénio'", garante, recordando as reuniões no IAPMEI e no Ministério da Economia.
Sem margem de manobra, a administração não tem outra alternativa que não seja avançar com o pedido de insolvência, ao que tudo indica, ainda este mês. O administrador Rui Cardoso atribui as dificuldades à falta de encomendas, mas também ao facto de a empresa de "factoring" que trabalha com a Beiralã ter suspendido todos os contratos com a têxtil. "Desde Maio que não temos qualquer receita", adianta, dizendo que o assunto está em tribunal.
Mesmo assim, o empresário acredita que há condições para viabilizar a empresa, que tem "cinco milhões de euros" de dívidas a fornecedores e à banca.
Já Carlos João revela que a ideia da administração é manter apenas 100 trabalhadores no futuro.
"É um mal menor. Estes postos de trabalho, em Seia, são tão importantes como mil em Lisboa, porque, aqui, não há alternativas de emprego", diz o sindicalista.
Os trabalhadores que comigo falaram ontem realmente acreditam é que a empresa fechará irremediavelmente.
Por agora ficam ainda 40, mas dentro em pouco a empresa fechará portas.
Mais um grande problema para o tecido económico e para a sobrevivência de muitas famílias em Seia.
http://www.beirala.com

Uma caixa Multibanco, em Portugal, é muito mais valiosa que a Vida de um cidadão.
Que o mundo veja o que se passa neste país!
An ATM (Automatic Teller Machine), in Portugal, it is much more valuable than the Life of a citizen.
Let the world see what is happening in Portugal today!
Trying to steal an ATM is preventive arrest worthy.
Shooting 4 times a disarmed cityzen inside a police station, is not!

O ridículo a que isto chegou!
Depois de baleado um cidadão com 3 tiros dentro de uma esquadra da PSP, agora assaltam a casa do promotor-mor da Justiça em Portugal!
Onda de criminalidade chega a casa do procurador-geral da República
A casa do procurador-geral da República (PGR) em Porto de Ovelha, a sua terra natal, foi assaltada, os criminosos aproveitaram a ausência dos habitantes da aldeia que estavam numa festa da freguesia vizinha para entrar em várias casas
Nem a casa de Pinto Monteiro consegue escapar à onda de assaltos. Segundo a SIC Notícias a moradia do PGR não foi a única a ser roubada em na pacata aldeia de Porto de Ovelha no distrito da Guarda.
A GNR não descobriu ainda como é que os assaltantes entraram em casa do procurador-geral da Republica, já que não há qualquer sinal de arrombamento.
A SIC avança que apenas se sabe que no interior da casa de Pinto Monteiro as gavetas foram remexidas, mas não se dá pela falta de nada. Na mesma rua, uma outra casa foi alvo de furto.
A aldeia estava quase vazia, os habitantes participavam numa festa popular na freguesia vizinha o que facilitou os assaltos que terão acontecido à luz do dia.
Em Porto de Ovelha não se fala noutra coisa. Numa aldeia pacata e envelhecida, a população está assustada,
Segundo a GNR, os mesmos indivíduos terão ainda assaltado uma outra casa. Terão furtado algum dinheiro, cartões de crédito e documentos pessoais que, entretanto, já foram recuperados.

Faz hoje 7 anos. Estava a meter gasolina na Ana Chaves quando recebo um telefonema do meu irmão a perguntar se estava a ver televisão.
Não estava.
Mas como ia almoçar ao Tonito com o Lopes logo de seguida tive a oportunidade de ver o que se estava a passar na televisão do restaurante.
Sei que fiquei ali de pé em frente à tv e só me sentei passado mais de uma hora.
Assisti em directo à queda da primeira torre. E depois da segunda.
Não queria acreditar que aquelas torres, "construídas para resistir a embates de aviões", tivessem sucumbido exactamente a isso.
Quando o repórter disse que o Air Force One estava no ar temi que houvesse retaliação nuclear.
Por minutos cheguei a pensar que isto tudo podia estar no fim.
Fiquei estranhamente sereno durante alguns momentos.
Mas logo percebi que tal não iria acontecer, porque senão já teria acontecido.
Teríamos notícia do resultado na pele bem antes de vermos fosse o que fosse na tv.
Aliás, o simples facto de as televisões americanas continuarem no ar foi o melhor sinal de que a coisa não evoluiria para uma dimensão planetária.
Se a emissão fosse interrompida eu sairia logo a correr dali.
Nunca mais me esquecerei dessa sensação única...
Nunca tinha experimentado aquilo e nunca mais o voltei a experimentar.
Morreram mais de 3000 inocentes naquele dia.
Bush e Cheney mandaram outros tantos jovens americanos para a morte no Iraque.
Iraquianos civis ninguem sabe quantos morreram.
De 40 a 250 mil, há números e estatísticas para tudo, como sempre.
O mundo mudou... mas por pouco tempo.
O nível de protecção anti-terrorista que foi instalado entretanto em todo o lado já baixou o seu rigor... quase para zero.
Nos tribunais já nem funcionam os detectores de metais instalados após o 11/9, por exemplo.
Quem se fartou de ganhar dinheiro foram as empresas que venderam aquela maquinaria toda hoje avariada e obsoleta.
A loucura que era a revista minuciosa no check in dos aeroportos acabou.
O mundo está quase na mesma relativamente ao 10 de Setembro.
Estamos, por isso, prontinhos para outro.
Esta tem que se saber em todo o mundo, para se perceber como anda a justiça em Portugal.
Este é o meu contributo.
Um tipo entra numa esquadra, dispara quantas balas tem no carregador, ia acertando nos agentes ali presentes, não matou 4 porque não calhou... e tudo dentro de uma esquadra bem no centro da cidade.
Eu passava lá todos os dias quando estive de férias há semanas.
O juiz desculpa-o, porque que ele estava a ser ameaçado...
Então mas isto agora é assim?
Quem se sentir ameaçado pode esvaziar um carregador em quem quiser, dentro de uma esquadra, que nem sequer fica detido?
Ora, que lindas coisas ensinam ao povo...
Mas, pergunto eu: O ministro Xoné Rui Pereira não passou a semana passada toda nas tvs a dizer que agora os crimes com arma - mesmo que esta não fosse usada (assaltos, por exemplo e mesmo que só um dos criminosos tivesse arma) - davam AUTOMATICAMENTE prisão preventiva para todos os criminosos???
ENTÃO???
Este não foi um crime com arma???
Que vergonha!
Acabo de ser informado de uns rumores que indicariam o fim do mês de Setembro para a realização das eleições para a Concelhia do PSD.
No entanto, consultanto o Povo Livre - orgão oficial do PSD - verifico que há dezenas de convocatórias para essa eleição em todo o país, mas Seia não figura entre elas.
E, como sabemos, a convocatória tem que ser ali publicada com, pelo menos, 30 dias de antecedência.
Portanto, antes de 10 de Outubro, não ocorrerão eleições.

É a questão que se coloca nas ruas.
Os senenses começam a ficar atónitos com o sono profundo do único partido que poderia lutar eleitoralmente pelo poder em Seia.
Ouve-se nas ruas, lê-se nos fóruns, vê-se o desânimo na face das pessoas.
O que o PSD fez, nos últimos 3 anos - um zero absoluto - mostra à população que as pessoas que se propuseram constituir alternativa à governação socialista afinal não o queriam fazer.
E isto é muito preocupante.
Entretidos em jogos florais à espera não sei de quê, o sistema paralisante a única coisa que faz é deixar passar o tempo até ser tarde demais.
Meus amigos: quem é que, a um ano das eleições, pode honestamente propor alguma coisa ao concelho com o mínimo de consistência?
Eu vejo por mim.
Tenho a minha estratégia (a única existente, até à data) publicada desde o ano passado.
Conheço o concelho todo de ponta a ponta. Ainda este ano o corri todo no âmbito de um projecto audiovisual. Fui a todas as freguesias.
Posso dizer-vos que não é sério nem exequível propor, com tão pouco tempo, qualquer tipo de acção a desenvolver por esse concelho fora.
Não há tempo, meus senhores.
As pessoas têm a sua vida. Ninguém é profissional da política.
São 29 freguesias.
Mesmo sacrificando todos os fins de semana para visitar as freguesias até às eleições, o tempo não dá para dar 2 voltas sequer ao concelho!
Nem sequer sabem fazer contas?
O trabalho de sapa não está feito. As bases não estão lançadas. Não se estabeleram cumplicidades sequer com as nossas listas tiradas a ferros e a contra relógio, sabe Deus com quanto suor... e que foram deixadas completamente ao abandono desde o dia 9 de Outubro de 2005 pelas duas comissões políticas que este partido teve.
Tenho a certeza que a maioria delas não estará disponível para as próximas eleições.
E quem vai arranjar alternativa?
Quem vai arranjar listas por essas freguesias fora?
Se esta comissão politica paralisada continuar em funções qual vai ser a vergonha pública de um partido que se vai apresentar com menos de metade do territorio coberto?
Isto, se conseguir apresentar listas em algum lado...
EU DUVIDO que esta comissão política actual consiga arranjar listas até em S. Romão, quanto mais nas freguesias da Serra!
Duvido que esta comissão política consiga apresentar listas em 50% do concelho.
O que será uma vergonha sem precedentes e absolutamente descredibilizante para os candidatos e nomeadamente para o candidato à camara.
Pois se esta gente nem sequer na terra onde vive conseguiu apresentar lista!...
Tivemos que ser nós, que não vivemos lá, a ir arranjar listas nas terras deles à última da hora!!!
É o máximo das ironias!
Se não fosse tão dramático dava vontade de rir.
Meus amigos: assim é impossível propor alternativas a Eduardo Brito e ao Partido Socialista bem instalado no terreno e com sólidas raízes consolidadas ao longo de décadas de poder.
O PSD tem que deixar de ser «um partido de vaidosos que não mexem uma palha» como é conhecido na sociedade.
Porque o PSD - repito - não são aqueles mesmos 10 ou 12 do costume.
O PSD são as 5.500 pessoas que, apesar de tudo e da inépcia das sucessivas comissões políticas, ainda acreditaram num projecto alternativo, nas últimas eleições.
Isso é que é o PSD!
5.500 senenses cujos sonhos e determinação são deitados a perder sucessivamente a cada 4 anos, pelos jogos florais de 20 ou 30 políticos que não mexem, de facto, uma palha a não ser nos seus joguinhos de bastidores.
Ridículo.
Digo mesmo: isto é estúpido demais!
Desapareçam de cena, seus jogadores de canasta, se nada querem fazer - como já demonstraram dezenas de vezes! - e deixem trabalhar quem sabe e o quer fazer!.
Ou então assumam de vez um projecto para o concelho, que seja exequível - e não meras palavras ôcas para encher papel - e vão para o mato implementá-lo.
Vão desbravar terreno! Vão fazer quilómetros! Vão falar com as pessoas!
Vão fazer qualquer coisinha ou desapareçam de vez e deixem trabalhar quem sabe e conhece o concelho!
Os 5.500 senenses que acreditaram no nosso projecto, em 2005,não querem saber de jogos florais nem de manobras de bastidores para nada.
Querem uma oposição forte, determinada e construtiva.
Que constitua a alternativa ao Partido Socialista no poder desde sempre.
E o que é que tiveram ao longo destes 3 anos?
Tiveram nada.
Um gigantesco e insuportável Nada!
Dá-me ideia que nada será também aquilo que os senenses sociais-democratas (que são muitos) e os descontentes do presente executivo (que são muitos mais) irão devolver ao PSD de Seia no próximo embate eleitoral.
E, se o fizerem, este PSD bem o mereceu.
Para terminar: aconselham-me, os históricos do PSD de Seia, a estar quieto e a deixar agora quem nada fez pagar pelo seu marasmo.
E eu confesso que era essa mesmo a minha vontade.
Mas acontece que quem faz a asneira são uns e depois quem a paga são os outros.
Se não tivesse anunciado publicamente a minha decisão de me candidatar à Comissão Política, hoje, ainda com menos 3 meses para trabalhar, já o não faria e deixaria MESMO o sistema paralisante resolver o problema criado pela sua inacreditavel inacção.
A ver vamos até onde este verdadeiro Hino à paralisia política nos vai levar.

Dois meses depois de Álvaro Amaro ter vindo explicar a Seia que isto que se passa no PSD local simplesmente não existe, tudo continua no mesmo marasmo.
Adaptando Descartes: «Nada se faz, nada se constrói, tudo apodrece».
Deixámos que uma comissão politica inexistente se instalasse no nada para nada fazer.
Temos uma sede inútil e não comunicamos com a população.
As eleições, que deveriam ter sido marcadas há quase dois meses, ainda o não foram.
Temos que concluir: este PSD de Seia, para além de se ter demitido de trabalhar, afinal nunca existiu!
Eu não pactuo com este marasmo.
Este PSD de Seia - cronicamente inexistente - não dá MESMO resposta a coisa nenhuma.
Nem sequer consegue convocar eleições!
E porquê? - perguntam-me...
Também não sei.
Talvez porque este PSD, dos eternos "mesmos", se habituou a perder.
Escrevi-o logo a seguir às eleições. E cada vez mais me convenço disso.
Pela minha experiência vos digo que há gente, dentro do PSD de Seia, parece estar bastante empenhado em SEMPRE perder!
Não há outra explicação para o que (não) se passa no PSD de Seia.
Esta será a acusação politicamente mais grave que alguma vez se fez publicamente.
Mas eu mantenho-a!
E envio-a para todos os jornais regionais para que ninguém o pretenda esconder.
A uma comissão política que a única coisa que fez foi demitir-se sucede o vazio.
Eu já não tenho dúvidas que o "sistema paralisante" do PSD de Seia não trabalha para a população nem para os senenses.
«Trabalhar» dá muito trabalho, mesmo...
O "sistema paralisante" do PSD - Seia vigente "trabalha", nada fazendo, para PERDER todas as eleições, na minha opinião.
Espero que alguém me desminta com factos.

Recebi o seguinte comentário num post anterior:
Tal como já tínhamos verificado, o Jornal Porta da estrela filtra determinados comentários a seu belo prazer:
Esse Forum tão dado a rumores e línguas viperinas, tão habituado a assassinar o carácter de pessoas e instituições, quando é alvo de um rumor (será mesmo?) resolve não colocar os escritos lá feitos, já foi assim no passado, quando se questionou porque a animação da Fiagris é sempre feita pelos mesmos e agora com o seguinte comentário, lá colocado em resposta de mais um devaneio do seu autor que talvez no intuito de condicionar o futuro do PSD lança a imagem de um D. Sebastião do PSD salvador dos coitadinhos Senenses das garras dos mouros Socialistas.
A resposta foi a seguinte:
« Por acaso o que me disse um militante bem relacionado é que se perspectivava uma candidatura do director desde jornal (porta da estrela), essa candidatura contava com uma base alargada de apoio, tendo já sido inclusivamente sondadas pessoas para fazerem parte da sua plataforma de candidatura e disponíveis para ocupar no futuro as funções de apoio ao Presidente. Tendo inclusivamente mencionado que o lugar de futuro secretário será entregue ao seu Braço direito, o autor da grande maioria das peças jornalísticas e também funcionário deste pasquim.»
Como o esperado nada disto foi publicado.
Para quando uma rádio em Seia?
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Meu Caro (ou minha Cara):
Estaria o PSD completamente de rastos se tivesse que lançar mão de um total desconhecido da população senense.
Estaria o PSD completamente desesperado e sem ninguém credível nas suas fileiras se tivesse que recorrer a um indivíduo que não mora em Seia, não conhece nem é conhecido rigorosamente por ninguém por essas freguesias fora e tudo o que fez por Seia foi ter "tomado de assalto" um jornal que era muito lido e respeitado na região para o transformar numa coisa risível que não vende nem uma centena de exemplares em Seia.
Foi isto que esse forasteiro desconhecido dos senenses fez por Seia.
Ao censurar vergonhosa e ilegalmente (a lei da imprensa ainda existe) todos aqueles de quem não gosta, reduziu um jornal sério a um jornal da paróquia.
Incredível.
Patético.
Os números falam por si.
Pensava o jovem que, ao se apoderar de um jornal por um processo que ainda hoje não é claro, ganharia importância social bastante que lhe permitisse concorrer pelo partido que o ignorou há 3 anos.
Há 3 anos ofereceu-se para qualquer lugar. Ninguém o quis para nenhum.
Estou à vontade para o dizer porque nessa altura ainda eu não tinha qualquer influência no PSD de Seia.
Amuou, ameaçou rasgar o cartão.
Não conseguiu demover ninguém
É um jovem, para não lhe chamar outra coisa.
Apenas um jovem. Com tiques anti-democráticos.
Pelo menos censor, vergonhosamente, ele é. Tenho comigo varias provas disso que posso apresentar em qualquer lado.
E um jovem censor que não conhece nada de coisa nenhuma da vida desta cidade. Menos deste concelho.
E nem consciência disso tem.
Se o não fosse não andaria para aí - novamente - com manobras subterrâneas a anunciar que concorrerá como independente... à espera que o PSD de Seia o venha a apoiar.
Que tristeza... que vergonha!...
É certo que O PSD de Seia, neste momento, ninguém sabe o que é.
Na minha opinião, simplesmente não é.
Mas pior estaria mesmo este PSD demitido se cedesse a chantagens de quem nada tem em seu poder para chantagear seja quem for.
Só um outro perfeito ignorante do que se passa neste concelho poderia sequer colocar essa hipótese.
Qual é o seu trunfo? Um jornal da paróquia censurado? Que ninguém lê a não ser os políticos de Seia?
Ele que mostre os números das vendas REAIS desse jornal, neste momento.
Mas não as assinaturas que ninguém paga!
As vendas, mesmo.
É que eu fiz duas rondas pelas bancas de Seia e tenho esses números.
Um jornal que esgotava, há poucos anos, nos primeiros dias, está reduzido praticamente a zero neste momento...
Uma pena.
Mas deixando as actividades circenses e voltando à política:
Se há pessoas que foram incompreendidas e sofreram pesadas derrotas eleitorais não o merecendo, este mereceria o ridículo da mais esmagadora delas. Que só não sofrerá porque, obviamente, recuará quando perceber aquilo que de facto vale, em termos político-eleitorais: zero. Ou menos.
Quem se arroga de intelectual urbanoide e faz vida de politiquice rural não é carne nem peixe. Não se demarca nem se eleva a ponto de ganhar o mínimo respeito das populações. Nem aqui nem em Coimbra onde efectivamente trabalha e vive.
Quanto ao jornal da paróquia esvaziado de conteúdos e vergonhosamente censurado a que ele reduziu o nosso saudoso Porta da Estrela, deixe lá: isso é passageiro. E outro mal não lhe quero.
O prejuízo mensal que essa coisa dá, neste momento, é castigo bastante.
E quando os anunciantes perguntarem nas bancas de Seia - como eu fiz - quantas unidades aquilo vende, por número, neste momento, é que perceberão a inacreditável "fraude" em que ainda estão a apostar!
O que eu não percebo é outra coisa: um jornal daqueles, com aquela tiragem REAL no Concelho, custa 300€ por número, a produzir.
É incrível como é que ainda ninguém apareceu com um jornal a sério em Seia.
Eu já fui desafiado dezenas de vezes para o fazer, é certo. A última das quais há bem pouco tempo por alguém que queria colocar um jornal a sério e gratuito a circular.
Mas não tenho tido tempo.
Ainda não tenho tido tempo.
Ao contrário de alguns jovens censores, eu não quero nem preciso de um jornal para me promover socialmente. E também não me posso dar ao luxo de perder o pouco tempo que tenho com coisas que não trazem retorno material.
Prefiro escrever aqui. Sempre tenho 300 leitores por dia. Tomara ele tê-los por mês...
Mas deixe lá que pode ser que em breve as coisas comecem a mexer.
Não para o lado do jovem censor que, enquanto mantiver esta postura anti-democrática e de ilustre desconhecido, continuará uma eterna múmia política. E mal perceba que esta aventura do PE não serviu para nada a não ser para perder dinheiro passará a batata quente a outro, virará costas e voltará para Coimbra, de onde nunca deveria ter saído.
E o Porta da Estrela voltará novamente a renascer, deixará de servir os interesses políticos do seu actual proprietário e voltará a servir os interesses dos senenses e das populações.
Não tenho disso a menor dúvida. Esta é apenas uma fase negra da sua história.
Só não sei se irá a tempo. Porque o mais certo é que apareça, entretanto, uma alternativa útil e de cariz verdadeiramente jornalístico à publicação mundana e censurada a que o PE foi reduzido.
A ver vamos.
Porque há assuntos que acabam por se impor por si próprios, aqui recupero aquele que mais polémica tem levantado nos últimos tempos no concelho de Seia.
Apesar de remetido já muito lá para trás, neste blog, a verdade é que os Varzenses continuam a comentá-lo, e com muito empenho, o que, atendendo à qualidade da argumentação vertida em alguns dos mais de 30 comentários aqui colocados, me leva a ter que chamar este assunto novamente para a primeira página.
A minha opinião sobre este assunto está dada, num outro post anterior, para quem a quiser ler.
Recebi, na semana passada, o seguinte email com pedido de divulgação:
A pedido de várias pessoas, habitantes da freguesia de Várzea de Meruge, concelho de Seia, algumas delas membros da respectiva Assembleia de Freguesia.
COM O CARÁCTER DE URGÊNCIA QUE O CASO RECLAMA, venho levar ao vosso conhecimento o seguinte:
1. Existe nesta freguesia um Cemitério Velho, cerca de 200 anos, implantado junto a uma Igreja destruída aquando das Invasões Francesas;
2. Dessa Igreja salvou-se um arco em ogiva do século XVI que constituía a entrada principal da Igreja, o qual, por reconstrução posterior de um muro ficou nele embutida, no entanto, perfeitamente visível e assinalável beleza;
3. Crê-se até que no subsolo haverá material arqueológico que devia ser de adequadas escavações;
4. Com a conivência da Junta, parte de alguns membros da Assembleia de Freguesia e Câmara Municipal de Seia, um particular confinante, dono de uma propriedade mista, que desenvolve obras de restauro acordou com a Junta de Freguesia demolir os vetustos muros de granito do Cemitério e antiga Igreja de S. Tiago Maior, deixando apenas, naquela que pretende ser sua propriedade, a referida ogiva, o que pode representar um atentado àquele património e uma clara violação ao respeito e memória daqueles que ali foram sepultados.
5. É também do conhecimento geral, que foi retirada uma pedra que tinha a função de sepultura na qual constavam as datas de nascimento e falecimento de um Sr. Padre, bem com outras pedras com relevância histórica, o que constitui um acto de puro vandalismo e total desrespeito pela memória dos nossos antepassados que ali repousam.
Pelo exposto e no uso das competências de V.as Ex .as , deixa se este alerta, na profunda convicção de que não deixará de divulgar por forma a impedir aqueles procedimentos.
Para vossa informação, damos conhecimento, em anexo, o parecer que nos foi dado pelo Arqueólogo, Sr. Dr. Carlos Banha, funcionário da IGESPAR, Delegação do Fundão.
Sítios Arqueológicos
Designação: Cemitério Velho
Tipo de Sítio: Igreja
Periodo/Notas: Paleolítico ; Medieval Cristão ; Contemporâneo
CNS: 30621
Topónimo:
Div. Administrativa: Guarda/Seia/Várzea de Meruge
Classificação: -
Descrição: Igreja gótica em estado de ruína, da qual subsiste, para além do portal (em ogiva, actualmente entaipado), parte da frontaria e a parede Norte. A igreja foi integrada (em data indeterminada, de acordo com informação local após a sua destruição durante as invasões francesas) no cemitério velho de Várzea de Meruge e abandonado provavelmente na sequência da inauguração do cemitério novo em 1935. É possível que subsistam no local as necrópoles medieval e Moderna/Contemporânea.
Espólio: Não foi recolhido.
Ref. Bibliográficas: -
Trabalhos: Relocalização/Identificação/2008
Datações: -
Trabalhos do Sitio
Designação do Sítio: Cemitério Velho
CNS: 30621
Tipo de Trabalho: Relocalização/Identificação
Ano do Trabalho: 2008
Projecto: Relocalização, identificação e inspecção de sítios pela Extensão IPA - Covilhã
Estado: Outros
Objectivos: -
Data de Início: -
Data de Fim: -
Resultados: -
Arqueólogos: Carlos Manuel dos Santos Banha/Responsável
Anexo as fotografias recebidas e as 2 cartas que foram enviadas aos organismos oficiais (clicar aqui abaixo).
Várzea de Meruge, 19 de Agosto de 2008
A/C: Junta de Freguesia de Várzea de Meruge
C/c :Câmara Municipal de Seia
Governo Civil da Guarda
Bispo, D. Manuel Rocha Felicio
Pe. José Moreira Martinho
Pe. Nuno Maria Almeida e Silva
Exmo. Sr. ou Sra
Segue em anexo um ofício assinado pelos habitantes permanentes e flutuantes da freguesia, Várzea de Meruge, Seia, em defesa da preservação do património cultural da nossa aldeia, designadamente “o cemitério Velho”.
Consta-se que os órgãos do poder local estão a dar demasiada importância, mesmo apoiar o derrubamento da estrutura, que achamos que deverá ser preservada ou pelo menos mantida como foi deixada pelos nossos antepassados.
Assim sendo, discordamos totalmente dos argumentos que o poder local tem utilizado para demolir a “Igreja Gótica” que mais tarde teria sido convertida num “cemitério”. Consideramos que este assunto é de extrema importância para a sociedade em comum, e que as entidades competentes deverão intervir em conformidade.
Também, para vosso conhecimento vai em anexo o parecer dado pelo Arqueólogo, Sr. Dr. Carlos Banha, funcionário do IGESPAR- Delegação do Fundão, que se deslocou ao local, e após uma análise minuciosa do Cemitério atribuiu ao referido imóvel o número de inventário CNS- 30621. Este parecer pode ser consultado no site do IGESPAR, com endereço electrónico: WWW.IPA.MIN-CULTURA.PT.
Com os nossos melhores cumprimentos
Povo em geral de Várzea de Meruge e Arcozelo de Várzea
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É do conhecimento público que é intenção da Junta de Freguesia de Várzea de Meruge, Seia, autorizar a destruição das ruínas duma Igreja Oitocentista e do Cemitério adjacente que tem, como mais-valia arquitectónica, um Arco Românico na sua entrada.
Este cemitério foi utilizado até meados do sec. XX e é ainda um lugar de culto para uma boa parte da população da Freguesia pois aí têm os restos mortais dos seus familiares.
Para além dos valores sentimentais que são postos em causa com a destruição do Cemitério igualmente está a ser esquecido o seu valor arquitectónico, particularmente do seu Portal com Arco Românico, valor esse que é também reconhecido pela Câmara Municipal de Seia quando inscreve nos pontos de interesse da Freguesia o Portal Românico.
Por solicitação de um grupo de moradores da Freguesia deslocou-se recentemente ao local o Técnico Arqueólogo do IGESPAR do Fundão, Dr. Carlos Banha, que concordou com a importância arqueológica das ruínas da Igreja e do Cemitério com o seu Portal, tendo inclusive procedido à sua Inventariação, com o n. 30621.
Como natural da Freguesia de Várzea de Meruge não poderia deixar de manifestar o meu repúdio pela intenção de destruição das ruínas da Igreja e do Cemitério adjacente, pelo que solicito que o IPPAR, como organismo responsável pela conservação, preservação, salvaguarda e valorização do património arquitectónico português, intervenha no sentido de impedir a destruição anunciada.
Na expectativa de que esse organismo resolva a situação a contento da população de Várzea de Meruge, agradeço antecipadamente a atenção dispensada.
Maria Ivone Mendes Amaral
Av. Dr. António Babo, 26 – 1º - C
2840-472 Seixal
Tel: 933890284
Acabou o verão. Basta olhar para a janela para o comprovar.
Aproxima-se a passos largos mais um inverno, que é a época por excelência para o turismo na nossa região.
E como considero que enquanto não se descobrir petróleo, ouro ou diamantes o Turismo é a nossa verdadeira vocação e desígnio, não só para o nosso desenvolvimento mas inclusivé para a nossa sobrevivência enquanto cidade de província que não quer parar no tempo - e não está parada, de facto, quando comparada com outras vizinhas, diga-se a verdade - aqui vou deixando diariamente uma pequena amostra da beleza natural de que se reveste o nosso concelho no Inverno.
Começo com esta foto, que já correu mundo, tirada em 2005 nos cântaros.
Houve logo quem dissesse que era muito bonita mas que aquilo não é Seia.
E não é. Por uns escassos metros este território já pertence a Manteigas.
Mas o que é que interessa isso?
A beleza não respeita fronteiras políticas nem administrativas.
E a Serra não é propriedade de ninguém.
Nem sequer da Turistrela...

A Unidade fabril que pertence à multinacional sueca, situada em Canas de Senhorim que, há pouco mais de 2 anos, (no dia 7 de Junho de 2006) foi completamente consumida pelo fogo, está novamente a ser vítima de um grande incêndio neste preciso momento.
Bombeiros de toda a região região acorrem ao local.
O fogo é intenso.
É tudo quanto se sabe, neste momento.
De todas as vezes em que se ouve a população descrever os carros que intervem nos assaltos aparecem infalivelmente os Honda Civic PRETOS!
Vá-se lá a saber porquê!...
Aqui há uns anos, quando as nossas lojas da Guarda foram assaltadas, foi sempre por Hondas Civics. PRETOS.
Em Seia, no último assalto de que fomos vítimas (Nós e a Optimus) também foi um Honda Civic. PRETO.
Nos restantes assaltos ninguém viu os carros em questão.
Portanto, sempre que se viu algum carro este era um Honda Civic. PRETO.
Cá para mim às tantas trata-se do mesmo grupo de assaltantes - ou do mesmo carro - que anda a assaltar o país há, pelo menos, 15 anos impunemente.
Já vi acontecerem coisas bem mais inverosímeis neste país...
O inefável já chega ao ponto de chamar as tvs e a sua ministra yes-woman para inaugurar farmácias!
Prometidas para Junho de 2007, inaugurou a primeira farmácia inserida num hospital apenas ontem.
Menos mal...
Seguindo a mesma filosofia de aproveitar os locais onde se produzem as matérias para lhes dar seguimento de imediato, aguarda-se para breve a inauguração da primeira mega sanita inserida no Palácio de S. Bento.
Enquanto tal não acontece, cada um pode ir contribuindo à sua maneira, para o atingimento deste desígnio nacional: o de encaminhar as coisas para os sítios devidos.
Essa de colocarem seguranças privados a vigiar os postos de combustível não lembra ao diabo!..
Pois se os seguranças privados nem sequer podem usar armas....
Ao que isto chegou!
Vale tudo para lançarem areia para os olhos do povo!...
«Relatório da OCDE sobre Ensino».
O que o Ministério sabe mas esconde, de forma a virar os portugueses menos esclarecidos contra os que trabalham dia a dia para dar um futuro melhor aos filhos dos outros.
"Os PROFESSORES em Portugal não são assim tão maus..."
Consulte a última versão (2006) do Education at a Glance, publicado pela OCDE.
Em...
http://www.oecd.org/dataoecd/44/35/37376068.pdf
Se for à página 58, verá desmontada a convicção generalizada de que os professores portugueses passam pouco tempo na escola e que no estrangeiro.
Não é assim.
É apresentado no estudo o tempo de permanência na escola, onde os professores portugueses estão em 14º lugar (em 28 países), com tempos de permanência superiores aos japoneses, húngaros, coreanos, espanhóis, gregos, italianos, finlandeses, austríacos, franceses, dinamarqueses, luxamburgueses, checos, islandeses e noruegueses!
No mesmo documento de 2006 poderá verificar, na página 56, que os professores portugueses estão em 21º lugar (em 31 países) quanto a salários
Na página 32 poderá verificar que, quanto a investimento na educação em relação ao PIB, estamos num modesto 19º lugar (em 31 países) e que estamos em 23º lugar (em 31 países) quanto ao investimento por aluno.
E isto, o M.E. não manda publicar...
Não tem problema.
Já estamos habituados a fazer todos os serviços.
Nós divulgamos aqui e passamos ao maior número de pessoas possível, para que se divulgue e publique a verdade.
Se há uma coisa que este governo conseguiu mesmo, foi voltar toda a população contra os professores.
Acabei de ver o opinião Pública na Sic, em que não houve uma só pessoa a defender os professores.
Tudo a dar os parabéns a Sócras eng e à ministra por «ter conseguido pôr estes malandros na ordem».
Pergunto:
Como é que se vai enfrentar mais um ano de trabalho quando todos os pais de todos os alunos dizem aos filhos que os professores são uns malandros e uma corja de incompetentes?
Para quando a tal greve de zelo que eu propus no Congresso da Fenprof e que foi aplaudida por todos os congressistas?
Que anda a fazer o sindicato?
Ah! Já me esquecia: é que tal como muitos Conselhos Directivos, instalados há décadas nas escolas, os sindicalistas profissionais também já não dão aulas há séculos!
Já nem sabem o que isso é...

Quem ousou questionar Sócras eng pelos malabarismos, para não lhe chamar outra coisa, de desanexar parte significativa da área protegida do estuário do Tejo para se instalar lá o Freeport e assinou o despacho que permitia essa instalação no mesmo dia, foi perseguido pela PJ e foram-lhe levantados processos-crime há 3 anos, após as eleições.
Lembram-se?
Mas afinal parece que não há fumo sem fogo.
Parece, agora, que o acto foi mesmo ilegal - assim o considera o DIAP - e ainda que o não fosse, os dois actos-continuos tresandam a negociata à portuguesa.
Vamos ver se Sócras eng ainda consegue abafar mais este processo até às próximas eleições.
Se tudo correr como tem corrido, vai-se saber das ilegalidades e dos compadrios todos na semana seguinte às das eleições.
Certo?

Distritos do Interior têm dos supermercados mais caros do país
Um estudo da Deco - Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor coloca o distrito da Guarda entre as regiões do país onde os super e hipermercados praticam preços mais elevados.
A tabela, publicada na edição de Setembro da revista Proteste, coloca Castelo Branco na posição 12, entre os 18 distritos do continente. Os distritos do interior são os mais penalizados ao nível dos preços, nomeadamente Guarda (16.º), Bragança (17.º) e Beja (18.º). Em Portalegre ou Viseu o cabaz que serviu de base a este estudo fica mais em conta do que em Castelo Branco, mas a diferença é mínima.
A revista de consumidores analisou 63452 preços em 570 lojas de 114 cidades. Pela primeira foram incluídas lojas de localidades espanholas que fazem fronteira com Portugal. A conclusão é que raramente compensam
Ora vamos lá a não nos deixarmos confundir com estes estudos:
Então raramente compensa comprar em Espanha??
Compensa a quem? Aos pobres portugueses que ganham metade do que ganha um espanhol a fazer o mesmo?
E ainda queriam que as coisas lá fossem mais baratas???
É que por acaso muitas até são.
E atenção que se compararam preços na fronteira que são muito mais caros do que no interior, justamente porque os portugueses pagam tudo mais caro.
Basta andar 20 km para o interior de Espanha para se encontrar tudo mais barato.
A começar pelos combustíveis (30 cêntimos em litro!!!), a carne, o peixe - até o bacalhau! - e materiais de limpeza de qualquer tipo. Isso então é a metade do preço.
Mas querem comparar o preço do arroz, da carne, do leite entre dois países em que um deles tem o dobro do nível de vida do outro???
Para ficarmos empatados os preços em Espanha deviam ser o dobro dos preços em Portugal!
Isso é que seria empate.
Agora: eles compram as mesmas coisas ao mesmo preço que nós, que ganhamos metade, e ainda se tiram conclusões aberrantes destas??
O tuga merece tudo, mesmo!...

Quem quiser saber a forma como a europa - e particularmente os ingleses -vêem este país é só comprar os respectivos jornais.
Este nem é preciso comprrá-lo. É gratuito.
A GNR é apresentada a passar multas, que não são cobradas - dai a caixa - enquando o interior vem pejado de notícias sobre assaltos e crimes.
Portanto, por muito que o governo tente mascarar esta triste realidade, os europeus não são tugas e não engolem as patranhas do "engenheiro".
É que, para os europeus desenvolvidos, o que conta são os factos e não as histórias mentirosas de embalar que o governo é especialista em contar e que ainda resultam, pelos vistos, para adormecer a tuguice.
Pois. Mas para enganar os europeus, não servem.
Por isso o dirigente socialista vai receber duas indemnizações do estado português: uma de 100 mil euros e outra de valor ainda a calcular.
Não se espera que o mesmo tratamento venha a ser dado a Carlos Cruz.
Ninguém acredita que Carlos Cruz venha a ser indemnizado.
Mesmo que seja absolvido.
Porquê?
É uma boa pergunta...

Assaltada a loja da Lion of Porches, na Av 1º de Maio, a avenida central da cidade.
Levaram tudo, segundo se consta.
Pelos vistos, as novelas que a GNR manda filmar em Seia, à noite, durante horas a fio com cães e televisões não impedem o crime no centro da cidade.
Quem é que esta gente pensa que anda a iludir?
Os ladrões, não, como se prova...
Recordo só que enquanto tive a loja Vodafone, logo ao lado, fomos assaltados 3 vezes, as 3 com destruição de grande parte da loja. Na última dessas ocasiões a loja vizinha da Optimus também foi assaltada e os larápios ainda tiveram o desplante de deixar os 10 dedos - 10 bem escarrapachados nas montras.
As impressões digitais foram recolhidas pela PJ.
Nunca ninguém foi apanhado.
Na Guarda fomos assaltados outras 3 vezes, pelo menos uma delas com testemunhas oculares.
Nunca ninguém foi apanhado.

O que se passa em Várzea não é diferente do paradigma do resto do concelho e provavelmente do resto do interior:
Enquanto não aparece ninguém interessado em fazer nada deixam-se as coisas ao abandono a apodrecer até cairem e desaparecerem naturalmente.
Com isso ninguém se preocupa.
Quando (e se...) aparece alguém a querer fazer alguma coisa: «aqui del-rei que querem destruir património valioso!».
Que só o é a partir do momento em que alguém quer fazer algo.
É isto o que acontece em todo o lado em Portugal.
Eu estive, no entanto, a analisar com toda a cautela a missiva do grupo de pessoas que se sente revoltada com o que se projecta para a Casa do Passal e devo comungar de algumas das suas preocupações.
É evidente que Património Histórico deve ser preservado.
Mas para isso ele deve ser alvo de estudo e devidamente catalogado.
E o que é que se passa no concelho a este respeito?
Passa-se que não há, praticamente, Património Histórico que tenha sido alvo de estudo aprofundado.
Mas pior: se parece não existir verdadeira sensibilização por parte do município em mandar estudar e catalogar o vasto património românico e até pré-histórico que temos, a verdade é que tal sensibilidade e preocupação também não se vê por parte de quem tinha obrigação para o fazer e é pago exclusivamente para isso: o IGESPAR.
O IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P - criado no âmbito da nova lei orgânica do Ministério da Cultura, resulta da extinção e fusão do Instituto Português de Arqueologia e do Instituto Português do Património Arquitectónico e tem as seguintes missões:
Propor a classificação e inventariação de bens imóveis de interesse nacional e de interesse público de relevância arquitectónica e arqueológica e, quando for o caso, estabelecer zonas especiais de protecção;
Elaborar(...) planos, programas e projectos para a execução de obras e intervenções (...) em imóveis classificados ou em vias de classificação ou situados nas respectivas zonas de protecção(...);
Assegurar(...) a gestão e valorização do património cultural arquitectónico e arqueológico (...);
Promover a inventariação sistemática e actualizada dos bens que integram o património cultural (...);
Pronunciar-se(...) sobre planos, projectos, trabalhos e intervenções (...) a realizar em imóveis classificados ou em vias de classificação e nas respectivas zonas de protecção (...);
Ora, o que se vê neste concelho - e noutros, concerteza - é que este Instituto não funciona.
Chamado aos locais, não comparece.
Depois de muita insistência lá aparece alguém, tira umas fotos, vai-se embora e tudo fica na mesma, excepto a proibição de mexer.
O IGESPAR não deixa mexer mas também não mexe, como aconteceu com a calçada romana de Travancinha.
De maneira que podemos dizer que estamos perante mais uma inutilidade nacional.
Assim sendo, a "culpa" desta confusão está repartida por 3 partes.
Em primeiro lugar a Autarquia, que tem inclusivamente um departamento ligado à História - o Arquivo Municipal - que se devia preocupar com a Classificação e preservação do nosso Património.
A sua Directora é uma pessoa muito dinâmica e competente e talvez fosse boa altura para se debruçar um pouco mais sobre aquilo que é do interesse colectivo: o nosso Património Arquitectónico - que existe em grande quantidade - e Arqueológico, que esse então é vastíssimo. E muito dele não está, sequer, inventariado.
A mesma culpa vai também para o Igespar que pensa que Portugal é Lisboa e o resto é uma chatice que eles têm que suportar de vez em quando. E até são capazes de ter razão.
Mas nesse caso seria bom que considerassem mudar de vida. É que eu já estou farto de falar com brasileiros aos balcões da Portugália e do leitão da Mealhada.
Gostava de lá ver também um português, de vez em quando...
O IGESPAR é como aquela equipa de vedetas, pagas milionariamente, mas que acaba por perder todos os desafios por falta de comparência.
Como ninguém lhes corta no ordenado as derrotas consolidam-se e perpetuam-se.
E em terceiro lugar - mas que devia ser a primeira porque directamente a mais interessada - a própria população das localidades, que não liga patavina a coisa nenhuma até ao dia em que alguém anuncia querer mexer em alguma coisa.
Neste caso particular, o que lá está agora é já uma total aberração.
Um arco ogival - gótico, portanto, e nunca românico! - provavelmente do sec XV ou XVI está emparedado num muro horrendo construído há 200 anos, segundo os queixosos.
Meus Caros: O arco é, obviamente, de manter e é isso o que o proprietário se propõe fazer.
Agora: um muro com 200 anos é um património cultural e histórico sem qualquer valor. Há centenas de milhares de muros e milhares de casas que ainda hoje são habitadas mais antigas que isso.
Por mero exemplo, as pedras do quebra-mar do Castelo do Queijo, Património da Era Quinhentista dos Descobrimentos - após a derrocada de há 10 anos, andam aí pelo interior do país a semear a sua vocação marítima delimitando quintas e terrenos e ninguém se preocupa com isso.
O Dólmen de Vale de Igreja - que é do tempo das Pirâmides (tem no mínimo 5000 anos) - está devidamente tapadinho com cimento, ornamentado com cavilhas de aço de orelha para secar roupa, e ainda apresenta um milenar motor de rega, verdadeiro monumento ao óxido de ferro, anexo a uma das lages!
E há algum problema?
Voltando a Várzea: os restos mortais dos antepassados «a quem nunca ninguém ligou nenhuma», segundo o povo, serão transladados para o cemitério novo.
Isto, se alguma coisa ainda restar ao fim de 200 anos, do que eu duvido.
E também não se percebe essa fobia pelos ossos, mas isso é uma coisa inexplicável neste país.
Dizem-me que é um problema cultural, mas eu nem nisso acredito.
Agora a parte perniciosa da questão:
Consta-se é que o proprietário vai dar um donativo à Igreja para obter a benção do padre neste negócio.
Isso é que, no meu entender, estraga tudo.
Não pode ser o sr padre a decidir se a transformação de um antigo cemitério numa piscina é ou não pecado em função do montante do donativo para o santinho padroeiro.
Isso, santa paciência, sr vigário, mas não pode ser.
Isso é que seria um grande pecado!
A ser verdade o que se diz, o senhor Padre corre o risco de ir parar ao inferno, ou pelo menos passar uma temporada no purgatório (se não for reincidente) por um prazo nunca inferior a 2000 anos se aceitar esse donativo interesseiro.
Tome atenção que o eng Sócras ainda não reformou o Código Penal Divino!...
Agora a sério: não vejo razão para tanta polémica.
Sinceramente.
Um abraço a Várzea e que as coisas se resolvam pelo melhor.
Mas - repito - não façam grande questão por causa do muro, que um muro com 200 anos não tem qualquer valor a não ser o da pedra que o constitui.

A polícia parece ter apanhado os 2 atrasados que balearam o alemão, à frente de toda a gente, na estação de Boliqueime na semana passada.
Vai daí não se fala noutra coisa nas tvs.
É uma perfeita estupidez, porque isso leva a perguntar: onde estão os outros?
Os do assalto à carrinha de valores, os dos assaltos aos bancos, os que mataram o ourives em Setúbal, os que mataram o jovem em Sesimbra, os assaltantes do Minipreço, os das centenas de assaltos às gasolineiras e às ourivesarias, algumas delas assaltadas 4 vezes em 3 meses...
Quer dizer:
Com a obcessão de mostrar serviço a polícia só expõe, cada vez mais, a sua inépcia.
Porque é que não estão caladinhos e fazem o seu serviço discretamente, que é para isso que são pagos?
Não senhor! Tem que haver circo. Eles próprios são ensinados a dizer que é para combater o sentimento de insegurança.
Mas ouçam lá, meus caros:
Nem eu nem nenhum português que não seja absolutamente estúpido nos sentimos mais seguros com estas actividades circenses que os srs se apressam a mostrar à saloice tuga.
Nós sentir-nos-emos mais seguros APENAS se os assaltos e os crimes diminuirem e se os srs começarem a apanhar os criminosos a um ritmo significativo. Não é capturar 1 em cada mil!
Quando os srs conseguirem apanhar 50% dps criminosos eu já me começo a sentir mais seguro.
Enquanto os srs não apanharem mais do que 0.1% deles - se calhar bem menos do que isso - os portugueses só podem sentir-se cada vez mais inseguros e os criminosos mais à-vontade.
Percebem isto, srs generais?
Porque é que anda sempre uma equipa de televisão atrás das operações stop que são supostas ser surpresa?
Na última sexta feira foi uma autêntica novela aqui em Seia: uma equipa da TVI atrás da BT que tinha Seia completamente cercada.
Os cães com as patas em cima dos capots e a polícia a obrigar as pessoas a abrir as malas dos carros - o que é uma ilegalidade se feito sem mandato.
Então mas quando a polícia é filmada sem o esperar vem a correr pedir para se retirar as suas imagens da net e depois quando têm que mostrar serviço para pacóvio ver andam com as televisões às costas?
Mas que raio de polícia é esta?
Ou será que são actores a rodar uma novela?
Esta sexta feira, dia 5 de Setembro, à noite, o teatro sai à rua em Seia. O “Teatro das Beiras” apresenta, no Largo da Câmara Municipal, a partir das 21:45 horas a peça “Catavento”, de Graeme Pulleveyn e Helen Ainsworth
Ao placo montado em frente aos paços do concelho, subirão os actores Fernando Landeira, Paulo Miranda, Sónia Botelho e Teresa Baguinho.
Entre a mitologia e a ciência, "Catavento" relata de uma forma popular e enérgica, brejeira até, o conflito entre o velho e o novo, o tradicional e o inovador, o antigo e o moderno, com toda a força de um choque frontal. À primeira vista, nada sugere ao Engenheiro, que esta pequena mulher, enrugada e de maneiras mansas, representa o maior obstáculo do que qualquer um dos serranos, que lhe venderam, doaram, alugaram pedaços de montanha, rochosas e inférteis, para a implantação da mais alta das tecnologias, para a vitória rompante da energia eólica. Mas engana-se… O que se segue é uma batalha titânica. Desde David e Golias que não se via um confronto desta envergadura. Toda a temerosa força do poder multinacional, contra a frágil individualidade de uma só mulher em fim de vida… E acabada a história, o que fica para a posteridade? Só o tempo e o vento nos saberão dizer. E estes, ao contrário de muita gente, sabem muito bem guardar segredo…
http://www.teatrodasbeiras.pt/index.asp