agosto 30, 2008

Nem Hitler nomeou um Juiz para dirigir a Gestapo!

Perdeu a respeitabilidade que detinha, Mário Mendes, ao aceitar um tacho político agora criado, vendendo a sua independência e esvaziando a distância que o poder judicial tinha por obrigação democrática manter relativamente ao poder político.

O presidente da Associação Sindical dos Juízes criticou a escolha de um juiz para o desempenho para as funções de secretário-geral de Segurança Interna:
«Os juízes devem estar nos tribunais, para julgar, e só excepcionalmente devem ser autorizadas comissões de serviço, em lugares que não tenham ligação de estrita confiança política, e em lugares em que as próprias leis orgânicas do serviço exijam que sejam exercidas por um juiz, são essas comissões de serviço que devem ser autorizadas, e este não é o caso», considerou.

O presidente da Associação Sindical dos Juízes criticou ainda o facto do Governo ter anunciado o nome de Mário Mendes, sem saber ainda qual será o parecer do Conselho Superior da Magistratura, que apenas se reúne a 9 de Setembro para apreciar a comissão de serviço de Mário Mendes.

Esta tentativa de Sócrates de se apoderar do Poder Judicial não tem paralelo em nenhuma democracia europeia.

E eu digo mais:
Nem Hitler se lembrou disto.
Hitler apenas tomou conta do poder político e das forças armadas.
Nunca nomeou nenhum juiz para dirigir a Gestapo.
Façam favor de confirmar.

No âmbito da Lei de Segurança Interna, o secretário-geral terá funções de coordenação das forças policiais e de segurança em situações como ataques a órgãos de soberania, hospitais, prisões e escolas, sistemas de abastecimento de água e electricidade, bem como estradas e transportes colectivos. Funcionará na dependência directa do primeiro-ministro.

Publicado por JoaoTilly em 09:49 AM | Comentários (0)

Mais um dia, mais uma ronda de assaltos

Publicado por JoaoTilly em 09:43 AM | Comentários (0)

Enquanto o governo se preocupa com nomes para a tacharia, os assaltos continuam

os últimos assaltos na RTP, apesar do «Porque no te callas» do Governo

Publicado por JoaoTilly em 09:28 AM | Comentários (0)

2 jovens assaltam CGD

Dois jovens encapuzados assaltaram, esta sexta-feira, à mão armada a dependência da Caixa-Geral de Depósitos de Rio de Mouro, no Cacém, desconhecendo-se o montante roubado.
Fonte da PSP revelou à agência Lusa que o assalto ocorreu às 13:45.

De acordo com a PSP, os dois homens encapuzados ameaçaram uma funcionária com uma arma branca e uma pistola, levando o dinheiro das caixas, desconhecendo-se até ao momento o montante roubado.

Após o assalto, os dois homens, que terão idades compreendidas entre os 16 e os 20 anos, fugiram a pé, encontrando-se a Policia Judiciária a investigar o caso.

Publicado por JoaoTilly em 09:24 AM | Comentários (0)

Em Braga é a quarta vez que assaltam a mesma joalharia. Claro que nunca ninguém foi apanhado...

Em Braga, a PJ procura um grupo de quatro homens que feriu duas pessoas a tiro, ainda que sem gravidade, durante um assalto a uma ourivesaria em Joane.

Os quatro homens, encapuzados e armados de pistolas, efectuaram disparos de intimidação junto à porta e no interior do estabelecimento comercial.


Só faltou dizer que foi a quarta vez, nos últimos meses, que esta joalharia foi assaltada. A reportagem da Sic disse-o claramente.
A proprietária entrou em choque por isso mesmo.

Publicado por JoaoTilly em 09:21 AM | Comentários (0)

agosto 29, 2008

Assaltaram e vandalizaram o escritório ao Vitalino Canas!
Magistral!


Tanto desvalorizaram a inacreditável onda de crimes, que lhes toca agora a eles próprios também.
A justiça cósmica, já que outra é mais difícil encontrar...


Que andam a fazer os membros do nosso governo? Tem sido um descalabro crescente a todos os níveis e andam a dizer que isto não é alarmante?
O nosso primeiro nem uma palavra sobre isto? Que dizer do silêncio sobre o assalto que fizeram ao escritório de advogados do Vitalino Canas? Não interessou divulgar porque é membro do PS???
Era esta criminalidade que o governo queria com o novo código penal?
Aos nossos governantes não afectará muito...será por terem guarda-costas?


Há 2 dias debitava o Vitalino:

"Vemos com apreço as medidas propostas pelo Sr. Procurador-Geral da República e entendemos que são importantes e que vão no sentido de combater este surto de criminalidade", afirmou o porta-voz do PS, Vitalino Canas.
Em nota divulgada hoje à tarde, o PGR, Pinto Monteiro, disse que aguarda que o "legislador" faça os ajustamentos legais necessários para combater a criminalidade violenta.
"Na nossa perspectiva, a lei existente é passível de uma firme aplicação pelos juízes e é adequada", respondeu o deputado socialista, questionado sobre um possível reajustamento ao Código Penal, em vigor desde Setembro de 2007.
"A lei é recente, foi alterada pela Assembleia da República, foi votada pelos dois maiores partidos, o PS e o PSD, e permite definir se é necessário fazer uma monitorização da lei. Ao fim de dois anos far-se-á um balanço da mesma", acrescentou
.

O que ele não disse foi que o seu próprio escritório foi totalmente vandalizado na semana passada.
O PS manda desvalorizar a criminalidade galopante a uma vítima dessa própria criminalidade!
Isto é Maquiavelismo como nem o Salazar conseguiria...

Dois homens armados assaltaram CGD de Rio de Mouro
Hoje às 19:05
Dois jovens encapuzados assaltaram, esta sexta-feira, à mão armada a dependência da Caixa-Geral de Depósitos de Rio de Mouro, no Cacém, desconhecendo-se o montante roubado. Em Braga, a PJ procura um grupo de quatro homens que feriu duas pessoas a tiro durante um assalto a uma ourivesaria.
Fonte da PSP revelou à agência Lusa que o assalto ocorreu às 13:45.

De acordo com a PSP, os dois homens encapuzados ameaçaram uma funcionária com uma arma branca e uma pistola, levando o dinheiro das caixas, desconhecendo-se até ao momento o montante roubado.

Após o assalto, os dois homens, que terão idades compreendidas entre os 16 e os 20 anos, fugiram a pé, encontrando-se a Policia Judiciária a investigar o caso.

Por seu turno, em Braga, a PJ procura um grupo de quatro homens que feriu duas pessoas a tiro, ainda que sem gravidade, durante um assalto a uma ourivesaria em Joane.

Os quatro homens, encapuzados e armados de pistolas, efectuaram disparos de intimidação junto à porta e no interior do estabelecimento comercial.

Publicado por JoaoTilly em 08:37 PM | Comentários (1)

agosto 28, 2008

Esta é que é a realidade do País!

São menos de 2 minutos e dizem tudo!


Publicado por JoaoTilly em 06:59 PM | Comentários (3)

Mais um ambulânciozinho

Nasceu mais um bébé «ambulâncio» numa ambulância do INEM na A28, que não teve tempo de chegar a Viana.

É claro que estas novas ambulâncias do Inem estão muito melhor preparadas para partos na estrada do que as maternidades entretanto fechadas.
Não dava jeito nenhum às maternidades irem para a estrada fazer partos...

Aguarda-se ansiosamente as novas ambulâncias com bloco-operatório, cuidados intensivos e cuidados continuados.





Publicado por JoaoTilly em 10:00 AM | Comentários (17)

O manto de silêncio já foi lançado


Reparem os leitores que há 2 dias não ouvimos falar de assaltos.
Será que eles terminaram todos no mesmo dia?
Claro que não!
Basta ler o CM e o 24 Horas para perceber que eles continuam à força toda por todo o país.
Mas as televisões já não piam.
Porquê?

Num directo da Rtp uma repórter histérica está a fazer o relato de uma detenção que se está a verificar numa rusga em Odivelas. A repetir as mesmas coisas dezenas de vezes... nitidamente a encher chouriços, coitada.

O pivot da RTP, no estúdio, diz que as operações se destinam a «recuperar armas e droga».

Recuperar droga?
Essa é boa...
Eu não diria melhor.

Publicado por JoaoTilly em 09:51 AM | Comentários (0)

Assim vai Portugal

Duas notas dignas de realce:
1 - O PS acha que nada há de errado com a criminalidade em Portugal. Contribui, com essa desvalorização, para o seu aumento.
2 - A Comissão de especialistas não encontrou causas para o descarrilamento da linha do Tua.
Outra coisa não seria de esperar.
A polícia não descobre os criminosos, a Justiça não se faz, a Saúde só funciona bem para quem tem cunhas, o Ensino não ensina porque as crianças não precisam de aprender para passarem de ano, e os especialistas não descobrem as causas de um descarrilamento.
É este o país que temos, não é outro.
O mesmo se passou na ponte de Entre os Rios e se passará na esmagadora maioria dos colapsos de estruturas ou acidentes graves que se vierem a verificar.
E quando o governo exige a uma determinada e específica classe profissional que se afogue em papéis, como é o caso dos professores, devia também lançar os olhos para as restantes, a começar por ele próprio, porque neste país o normal é ninguém render o normal.

Só não percebo é porque é que estes acontecimentos esperados continuam a notícia...

Publicado por JoaoTilly em 09:16 AM | Comentários (1)

agosto 27, 2008

Cavaco fala finalmente!

Cavaco Silva pede "estratégia adequada" para combater criminalidade violenta
"A onda de assaltos e crimes violentos é uma coisa muito séria", afirmou Cavaco Silva, defendendo que cabe ao Estado garantir a segurança de pessoas e bens.

O Presidente da República disse ser necessário "uma concentração de meios e esforços" e "uma estratégia muito adequada para que a imagem de país seguro não seja alterada".

Interrogado se considera que a estratégia que está a ser seguida não é a adequada, o chefe de Estado admitiu que "a onda de crimes aumentou significativamente" e que "não há dias sem assaltos", o que poderá implicar que haja uma "adaptação da estratégia".

Cavaco Silva falava aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração do Unidade de Cuidados Continuados de Odemira.

O alegado aumento da criminalidade violenta levou o CDS-PP a pedir uma reunião extraordinária da Comissão Permanente da Assembleia da República, mas o requerimento dos democratas-cristãos foi inviabilizado pelo PS, que garante, porém, estar disponível para discutir o tema dentro do "calendário estabelecido pelo Parlamento".

Publicado por JoaoTilly em 09:06 PM | Comentários (0)

O balanço do dia de ontem

6 assaltos de grande impacto no mesmo dia, 3 deles a bancos, 2 a gasolineiras e o sexto a uma estação de correios que já foi assaltada 4 vezes - 4 só este mês!!! - mostram bem o respeito que os delinquentes têm pela polícia e pelo estado repressivo português.
Por mais palhaçada e mentiras que se propalem nas tvs, toda a gente sabe que ninguém é apanhado, que os assaltantes fogem calmamente a pé do centro das cidades como aconteceu em Setúbal e ninguém - mas rigorosamente ninguém - é capturado.
Quando a desajeitada polícia que temos apanha algum atrasado é uma festa de uma semana inteira nas tvs.
Nos últimos 100 assaltos, depois da crise do BES, não há notícia de nem sequer um assaltante capturado.


Agora digam-me lá como é que este governo quer conter o número de assaltos, se cada um que acontece dá mais ânimo aos criminosos para actuarem à vontade e fugirem a pé, já que ninguém é capturado?
E Pinto Monteiro quer brigadas especiais?
Para lidar com 10 assaltos a bancos, joalharias, carjackings e bombas de gasolina, como aqueles que já se estão a registar por dia em todo o país?
Então mas essa brigada vai ter quantos elementos? 10 mil?
O estado da impunidade a que este país chegou, fruto da bandalheira da classe política que nos governa, está aí bem patente.
Se alguém ainda tinha dúvidas, já não as terá hoje em dia.
Milhares de assaltos por ano e só os atrasados mentaisé que se deixam apanhar...
Eu arisco que nem 1% dos assaltantes é preso, porque as polícias estão também revoltadas com a falta de condições de serviço e da sua inexistente progressão na carreira.
E com que é que se preocupa este governo?
Justamente com o controle de todas as polícias.
Nem Marcelo Caetano chegou tão longe, meus senhores! Nem Marcelo Caetano!

Este governo conseguiu destruir, em apenas 3 anos, a réstea da esperança que este povo ainda tinha no futuro: nos professores, que hoje são vistos como criminosos e todos incompetentes, na justiça, que é uma instituição risível, e nas polícias que se demitiram positivamente de fazer os seu trabalho.
A resposta está aí.
Alertei para tudo isto há mais de 2 anos.
A realidade do presente deu-me, infelizmente e uma vez mais, razão.
Agora é aguentar até às próximas eleições e salve-se quem puder, porque deste tipo de governo não se espera nada a não ser mais palhaçada, mais mentira e mais miséria intelectual.
Protejam-se o mais que puderem e, nas próximas eleições, votem em quem quiserem, desde o BE ao CDS... menos nestes tipos que representam o que de pior Portugal viu desde o 25 de Abril.




Publicado por JoaoTilly em 09:22 AM | Comentários (3)

agosto 26, 2008

O expoente máximo do romantismo de Tom e Vinícius



Há inúmeras músicas que eu associo ao meu pai.
Porque desde sempre me lembro de lhas ouvir interpretar ao acordeão de botões.
Não digo "tocar" propositadamente. Porque ele não se limitava a debitar as notas na sequência e tempo correctos.
Ele transmitia a cada trecho a mesma intenção que o seu autor tinha imaginado.
Quase nunca lhe acrescentava um cunho próprio. E, se o fazia, era de uma forma quase imperceptível. Era, de facto, um intérprete.

Esta é uma dessas canções.
Acordei com ela na cabeça.
«Eu não existo sem você», de 1958, traduz o expoente máximo do romantismo de António Carlos Jobim sobre um poema de Vinícius de Moraes aqui na versão menos má que encontrei no Youtube.
Rui Veloso a cantar "brasileiro" (não havia necessidade) e Leila Pinheiro.


Quem tiver interesse em ouvir uma das primeiras versões gravadas em disco, por Maysa, com uma orquestra de cordas (tudo numa uma única pista) e aceder a alguns dados biográficos de Tom, Vinícius e Maysa clique aqui

Se há canções que tinham MESMO que ser inventadas, esta é uma delas.

Publicado por JoaoTilly em 08:39 AM | Comentários (3)

Os Ingleses já tinham percebido como é que isto está no Algarve...
Agora é a vez dos Alemães

Pergunta inocente:
Se este turista fosse português haveria alguma «caça ao homem»?

É a vez dos alemães perceberem a insegurança e o vale-tudo que se está a passar em Portugal.
Ontem um turista foi baleado à queima roupa na cabeça por um delinquente que tinha sido expulso do comboio em Boliqueime.




A GNR montou uma operação de caça ao homem, mas é claro que o homem nunca mais aparecerá, tal como aconteceu com a Maddie e com qualquer bandido ou assassino que não seja completamente estúpido ou que não se entregue à polícia.
Fugiram a pé.
2 delinquentes.
E ninguém os encontra.
Como é que responde o governo?
Com o anúncio da criação de brigadas e coisas escritas no papel.


Veja-se a peça da RTP clicando no link seguinte

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=360408&tema=27


Pronto.
Agora os alemães já sabem o mesmo que os ingleses.
Já sabem o que é Portugal neste momento.
Aguardemos pelas reacções.

nesta peça da RTP diz-se que já se «tinha esgotado o tempo para que a GNR pudesse descobrir quem quer que fosse...»

Publicado por JoaoTilly em 07:22 AM | Comentários (0)

agosto 24, 2008

Portimão

Photobucket

Longe da balbúrdia de Albufeira, Portimão sempre foi a minha cidade algarvia preferida.
Em 1980 vim eu para aqui sozinho de comboio - transportando igualmente a minha Zundapp de 5, cabeça larga, já com radiador e bateria. A mota só chegaria no dia seguinte.
As minhas primeiras férias sozinho no Algarve...
Mas a primeira vez que vim para aqui foi em 1962, com 2 anos de idade, e estivemos numa praia frequentada por meia dúzia de casais. Chamava-se Praia da Rocha e era um areal extenso com meia dúzia de pessoas.
A minha mãe travou conhecimento com uma dona de uma farmácia cujo marido praticava caça submarina, como o meu pai.
E lá iam os dois durante 2 a 3 horas para o mar enquanto as senhoras ficavam no areal a fazer crochet e a tomar conta de mim.
O meu pai seria picado por um peixe aranha gigante a mais de 200 metros da costa e a 8m de profundidade.
Paralisado de um lado - braço e perna - ainda conseguiu nadar de costas até à praia onde lhe foi extraído parte do veneno pelo banheiro (já os havia!) e foi ainda a conduzir o próprio carro até ao hospital de Portimão onde foi tratado.
«Merdido por um pêxe!» - diziam os enfermeiros.

Depois, praticamente todos os anos vinhamos para aqui. Ou para Monte Gordo e Praia Verde, para o Campismo.
Bons tempos...

Publicado por JoaoTilly em 10:49 AM | Comentários (0)

As notícias falam por si


O filme continua.
Noite após noite, o crime instala-se em crescendo.
As polícias não actuam, não andam na rua, o ministro desapareceu, o governo está preocupado com a medalha do Nelson e os nossos comerciantes continuam a ser abatidos a sangue frio sem este país ter sequer esboçado qualquer tipo de resposta.
Não sei de que está o governo à espera para lançar a polícia para as ruas à noite.
Há que pagar horas extraordinárias?
Mas isso é o menos.
Parece-me que a vida e a propriedade dos cidadãos o justifica.
Ou será que não?

Só faltava esta:
sabotarem composições.
Para quê?
Com que intuito?
O maquinista diz que aquilo não foi normal.
Pois não.
Mas quem é que tem interesse em fazer descarrilar um comboio?
O interesse - a haver - seria exactamente o contrário.
Manter aquela linha em funções por causa do turismo.
Desactivá-la não interessa a ninguém.
Esta não se percebe.
E nas coisas que não percebo não acredito.




Este é o tipo de notícia à qual o secretário de estado diz que temos que nos habituar.
Eu não me habituarei nunca a viver num país que dedica os seus parcos recursos a construir estádios de futebol inúteis enquanto fecha escolas e maternidades; e a subsidiar o aborto a 100% enquanto obriga os doentes a pagar taxas moderadoras.
Mas isso sou eu que tenho mau feitio...

E, em corolário, a simples explicação para o país que somos.
Enquanto o crime anda à solta nas ruas os ministros divertem-se com as estrelas internacionais.
Isto era exactamente o que acontecia em Cuba a 31 de Dezembro de 1958.
Fulgêncio Baptista banqueteava-se na festa de fim de ano com os seus amigos magnatas da alta finança Americana enquanto o povo passava fome e a criminalidade actuava desenfreada nas ruas de Havana.
Mas como estes tipos nem no mais básico da História Universal ouviram falar, cometem cegamente os mesmos erros que outros cometeram no passado.
A sorte deles é que em Portugal parece que já não há Portugueses com um P maiúsculo. Parece só haver resignados com r bem minúsculo.
Decididamente, Martins Moniz já os não há.
Até ver...

Publicado por JoaoTilly em 08:11 AM | Comentários (4)

agosto 23, 2008

O crime não compensa... a quem o não perpetra


Há quem garanta que eram 3 milhões mas mesmo que fossem só 2,5, estes brasileiros - perdão! - estes criminosos sabiam bem o que lá ia dentro.

Serão bruxos?
Pais de Santo?
Ou terá sido a Iemanjá dos Algarves?


A Rui Pereira, coitadinho, já ninguém o vê.
Graças a Deus!
Em vez de dois azares, assim só nos podemos queixar de um...


Ora aprendam lá, srs brasileiros - perdão! - srs criminosos, aquilo que o jornalismo tuga bem vos ensina.
Deixem lá os bancos e dediquem-se mas é aos carros de transportes!
Não é isto o que pretende transmitir esta peça?
E agora: será que os criminosos sabem ler português?
Que língua se falará em Minas Gerais?

E só rir...

Publicado por JoaoTilly em 03:50 PM | Comentários (1)

Dos crimes, dos palhaços e dos circos.

Lisboa é o distrito com mais habitantes e é, evidentemente, o distrito com mais crimes.
Está no topo da pior tabela de todas.
Contou em 2007 101.511 crimes.
Mais de 100 mil crimes registados!
O crime mais comum na região da capital é o furto em veículos.

No interior, o álcool - ou a sua desenfreada perseguição - continua a ser um problema. Nesta região o crime registado mais comum é a condução com taxa de álcool igual ou superior a 1,2 g/l.
É claro que estamos a falar de crimes registados, sendo este o único tipo de crime em que a GNR actua por sua livre e espontânea vontade.
Todos os demais são passíveis de queixa dos interessados e, hoje em dia, já ninguém faz queixa de coisa nenhuma porque não vale a pena. Nunca há resultados dessas queixas e elas só acarretam chatices e incómodos, idas repetidas ao posto para interrogatórios e outras diligências que nunca dão em nada para quem faz queixa de alguma coisa.

Na geografia do crime a Guarda recebe também o devido destaque. Este foi o distrito onde o número de crimes mais aumentou - 6,1%, sendo que aqui o crime mais comum é a agressão física.
Crime este que ganha também nas tabelas de Aveiro, Bragança, Viseu, Porto e Viana do Castelo.

O crime de furto é o mais comum nos distritos de Santarém (terra de Moita Flores, o profissional da Sic), Faro, Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Setúbal. Neste distrito a subida de 5,8% na criminalidade global é agravada também pelo aumento dos crimes violentos em mais de 8%.


Este era o cenário em 2007.
Nao há dados sobre 2008 e acredito bem que os não teremos antes das eleições de 2009 porque, a serem reais, eles serão absolutamente escandalosos.


Qual a culpa de Rui Pereira neste cenário que já está incontrolável e dentro em pouco será catastrófico?
Não terá grande culpa, coitado, porque ele nem terá bem noção do país em que vive...
Mas a maior é a de cegamente seguir a cartilha Socretina da desvalorização das evidências.
Porque uma coisa é manipular os números referentes à iletracia dos portugueses para europeu ver. Outra é fazer o mesmo quando se trata da propriedade e até da vida das pessoas.
São aldrabices muito diferentes, embora para quem é aldrabão compulsivo toda a aldrabice esteja de tal forma arreigada ao cérebro que já nem se dá conta de que está a mentir.
Mas se a primeira é, até certo ponto, desculpável para não se transmitir para o exterior a imagem real da qualidade intelectual deste povo, já a segunda se não pode tolerar pelos efeitos subversivos e perniciosos que ela acarreta.

Nada mais convidativo para os gangs do que perceberem que podem assaltar calmamente centenas de bancos e joalharias porque não só não serão nunca apanhados, como o ministro ainda virá desvalorizar esses assaltos.

Portugal, seguindo-se esta política de desinformação, tornar-se-á a breve trecho num paraíso para a delinquência e para todo o tipo de crime.
A consciencialização das pessoas é fundamental também neste ponto e mentir ou desvalorizar aquilo que devia ser o principal motivo de preocupação do governo é, em meu entender, igualmente criminoso porque incita à escalada do crime.

É claro que Rui Pereira hoje em dia já nem abre a boca nas televisões porque já nem cara tem para continuar a balbuciar aquelas trivialidades do costume.
O escândalo é generalizado, as pessoas de modo nenhum acreditam na eficácia das polícias - aliás vêem-nas como agentes repressores e profissionais de caça à multa, que é essa a imagem que elas têm tratado de transmitir ao longo da última década, pelo menos - e de maneira que o caos para o qual eu tenho vindo a alertar desde finais de 2006 está aí a instalar-se e a consolidar-se perante a estupefacção de todos e a admiração de quem tinha o dever de prever e obstar a este alastramento exponencial do crime.

Durante os últimos 2 anos o governo recorreu ao INE e à sua falta de bases de dados para propagandear que "afinal os crimes até nem tinham aumentado assim tanto", mas neste momento pode recorrer às estatísticas forjadas que quiser que já ninguém engole essa.
Mais vale admitir para se descredibilizar menos.

E então há que actuar.
Como?
Só há uma forma, nem sequer há duas: o reforço de policiamento nos locais tradicionalmente e potencialmente mais perigosos.
Policia na rua, mas não ocupada em passar multas de estacionamento.
E motivar (€€€) a PJ que, neste momento, e depois do esperado desfecho do caso Maddie está moralmente de rastos, expulsando simultaneamente os palhaços do seu seio, quer os que escrevem livros para desculparem a sua falta de competência, quer os que passam a vida a dar informações falsas aos jornalistas com o mesmo intuito dos anteriores.

E, acima de tudo, algemar o Moita Flores à entrada nos estúdios da Sic, amanhã de manhã, e conduzi-lo ao seu local de trabalho - a Câmara Municipal para a qual foi eleito - de onde só se deixará sair, no fim do dia, directamente para o Lar.


Meus Caros: o lugar dos palhaços é no circo.
Não é na Polícia, na comunicação social e muito menos no governo de Portugal.
E, enquanto Portugal não colocar cada um no seu devido lugar, esta tragicomédia não terá fim.
Rui Pereira e Moita Flores no lar da 3ª idade de onde nunca os deveriam ter deixado sair.
Os inspectores dos whiskies, dos almoços de 3 horas, dos espancamentos para obter as confissões... atrás das grades.
E os ministros que vêm defender diariamente o indefensável - esses sim! - para o circo Chen ou Cardinalli que, tal como a Alta Finança, pagam bem e a horas.
Só o dinheiro é que é mais limpo.

Publicado por JoaoTilly em 06:56 AM | Comentários (4)

agosto 22, 2008

Mais seis crimes violentos e um assalto fantasma


Não são as notícias em si.
É o facto de ainda haver jornais que as dêem.
Claro que no fim da página com um destaque 50 vezes menor que a medalha do Évora.
Se os nossos vizinhos Espanhois dessem o mesmo destaque a cada uma das medalhas que têm ganho não havia tempo televisivo na TVE para mais nada.
Mas a cada um a sua pequenez.

Dentro em pouco veremos gente a ser baleada à nossa frente e isso já não será notícia.


A criminalidade violenta que assola o país teve esta quinta-feira mais seis casos conhecidos. E já marca o subconsciente dos portugueses. Exemplo disso mesmo foi o assalto "fantasma" a uma carrinha de valores no centro do Porto.

O alerta para a PSP chegou à hora do almoço, por volta das 12.30 horas. Uma pessoa dava conta de que um veículo "suspeito", de matrícula estrangeira, estaria a seguir uma carrinha de valores da Esegur, que entretanto estacionou junto ao supermercado Pingo Doce, na Praça da República, no Porto, para ali proceder à recolha de dinheiro.

Com o inédito ataque a uma viatura da Prosegur em Aljustrel (em que foram usados explosivos) ainda na memória, a Polícia não facilitou. Em poucos minutos, a praça ficou tomada por vários carros-patrulha e elementos das forças de intervenção. "Havia agentes com coletes e armados de "shotguns" (caçadeiras). Via-se que levaram bem a sério a denúncia", contou ao JN um comerciante. "Perguntei aos polícias se estava segura e disseram-me que sim, mas para permanecer na loja", acrescentou outra testemunha do aparato.

Mas no local já não se encontrava qualquer viatura suspeita nem havia sinais de eventuais assaltantes. Os próprios tripulantes da carrinha da Esegur "não se aperceberam de nada", ou seja, de que poderiam correr risco de assalto, adiantou uma testemunha. Azar tiveram os condutores de dois carros que passavam na praça, e que, com a confusão, se envolveram em pequenas colisões. Passada a agitação, a viatura de transporte de valores seguiu destino, mas agora sob escolta da PSP, como "medida cautelar", segundo fonte policial.

Bem a sério, quatro indivíduos armados e encapuzados assaltaram e sequestraram, ontem à tarde, o condutor de uma carrinha de distribuição de tabaco, junto ao café Falésia, em Arcozelo, Vila Nova de Gaia.

Tudo aconteceu depois do condutor ter retirado o dinheiro da máquina de tabaco, que estava no interior do café, e ter-se dirigido à carrinha para ir buscar mais cigarros. Foi nessa altura que os assaltantes bloquearam a entrada do café com o automóvel em que se faziam transportar.

Segundo o proprietário do café Falésia, Fernando Godinho, os assaltantes só ameaçaram duas pessoas, para além do condutor da carrinha de distribuição: "Ameaçaram um senhor que estava sentado na esplanada e uma senhora que estava na paragem (do outro lado da rua) e que tinha um telemóvel e uma máquina fotográfica na mão".

Em seguida, o grupo terá obrigado o distribuidor de tabaco a entrar na carrinha. "Mete-te dentro da carrinha já, ou eu lixo-te, que eles já me estão a conhecer!", terão dito, levando depois a vítima até um local a 200 metros do café, onde lhe roubaram mercadoria num valor ainda não apurado, pondo-se em fuga no mesmo automóvel em que chegaram. Segundo apurou o JN, os assaltantes "deixaram" o proprietário do estabelecimento accionar o alarme que imediatamente alerta as autoridades.

Um grupo de encapuzados tentou assaltar, ontem de manhã, a ourivesaria Neves, em Vilar do Pinheiro, Vila do Conde, efectuando vários disparos de caçadeira contra as montras, mas o proprietário conseguiu impedir a investida, accionando as grades de protecção.

Na altura, cerca das 11.45 horas, encontravam-se na ourivesaria Paulino Neves (dono do estabelecimentos), Carlos Neves (filho) e e o neto, de 10 anos, que já tinha assistido a um assalto à mesma ourivesaria há três anos e que ficou em pânico. "Quando dei conta de que estavam a querer entrar e começaram a dar tiros, accionei logo a grande para que descesse", explicou Carlos Neves.

Carla Cruz, moradora, testemunhou a tentativa de assalto. "Fui à janela e vi dois indivíduos encapuzados dentro de um carro escuro, junto aos ecopontos, e outros dois a darem tiros contra a ourivesaria.

Quando fui à porta para pedir ajuda passaram os quatro em alta velocidade". Os assaltante acabaram por desistir e puseram-se em fuga num Nissan Primera preto.

Três homens assaltaram, ontem de manhã, a serralharia "Profilógico", na Rua de Angeiras, Lavra, Matosinhos, roubando 300 euros em dinheiro. O assalto ocorreu por volta das 10.30 horas, quando dois dos assaltantes entraram no estabelecimento fazendo-se passar por clientes.

Segundo um funcionário, que não estava na serralharia na altura do assalto, um dos indivíduos terá ficado perto da porta, enquanto o outro pedia "um orçamento para umas portas". No momento em que o colega de serviço se preparava para fornecer o contacto do proprietário, o indivíduo apontou-lhe uma arma de fogo, exigindo o dinheiro em caixa. "Apanharam o dinheiro e não quiseram saber de mais nada", contou o funcionário.

Após o assalto, os dois homens puseram-se em fuga, num Fiat Uno preto, sem chapa de matrícula, onde estaria o terceiro elemento à espera, tomando a direcção da A28. O JN tentou contactar o proprietário da serralharia, mas este não estava disponível para prestar declarações.

Pela segunda vez em menos de dois meses, a Farmácia Nova de Jugueiros, em Felgueiras, foi assaltada à mão armada. Desta vez, com tiros. O assalto aconteceu anteontem, por volta das 19 horas. Dois encapuzados entraram de rompante no estabelecimento e dispararam logo um tiro contra o tecto. De seguida, deslocaram-se até à caixa e obrigaram a funcionária a dar-lhes o dinheiro todo. No entanto, deram conta da presença de dois clientes, que já se encontravam na farmácia. Os assaltantes ter-se-ão intimidado e dispararam um segundo tiro, sem causar feridos.

"Eu estava com dois clientes, quando eles entraram e dispararam logo um tiro. Quanto ao dinheiro, só posso dizer de que foi uma pequena importância. Eles fugiram a correr, mas não posso precisar se havia outro no carro, à espera", contou a funcionária.

in Publico.

Publicado por JoaoTilly em 10:14 AM | Comentários (3)

agosto 21, 2008

Andam a aparecer sacos com dinheiro em Portimão... e o povo apoia!


Segundo uma animada conversa de café entre umas senhoras de meia idade, que nós presenciámos à hora de almoço, andam a aparecer sacos de plástico contendo depósitos bancários em dinheiro na zona da Pedra Mourinha, em Portimão.
Tais sacos são atribuídos ao assalto à Hollywood cujos autores nunca serão descobertos, como é habitual.
Mas o engraçado é que se o método pega daqui a pouco temos a população inteira a apoiar os ladrões à espera que lhe calhe alguma coisinha...

Dizia, a certa altura, uma delas:
«O filho de fulana ainda disse à mãe para irem à polícia alertá-la para o que estava a acontecer, mas a mãe respondeu-lhe logo: nem penses nisso!
Deixa cá ver mas é o dinheiro que a gente não quer chatices nem incómodos
...»

Ah! Maravilhoso povo português!
És mesmo o maior!

Quando os pais ensinam os filhos a ficarem com o que não lhes pertence e a não fazerem queixa nem colaborar com a polícia...

Mais comentários para quê?

Publicado por JoaoTilly em 07:12 PM | Comentários (4)

No dia seguinte ao assalto à Hollywood no Algarve quem é que a BT fiscaliza?

Acabei de ouvir um comentador radiofonico na Rádio Lagoa indignado com o que se está a passar neste momento na estrada 125 no Algarve.
Dizia ele que no dia seguinte ao assalto Hollywoodesco com laser e explosivos militares perpetrado na madrugada de ontem no Algarve a BT está a levar a cabo uma gigantesca acção de fiscalização na estrada.
Mas não se pense que é às 3 "grandes bombas" (carros de alta cilindrada) que cercaram o veículo de transporte de valores... não!

É aos camiões que levam material para a FATACIL que abre as suas portas amanhã!!!!

A ver se as guias estão em ordem ou se o Estado pode arracadar mais uns milhares pelos descuidos burocrático dos desgraçados que trabalham de manhã até à noite sem terem tempo para almoçar!
Dizia ele:
«Existe neste momento uma vergonhosa repressão sobre quem trabalha no duro para ganhar o pão e... uma total impunidade e falta de fiscalização para com os bandidos, assassinos e ladrões no Algarve».


Meu Caro:
Não se queixe e pode ficar sossegado que este tão estranho quanto corriqueiro fenómeno no que toca à actuação policial não se verifica só no Algarve.
Antes se verificasse...
A propósito...
Este tipo de assaltos é corriqueiro também no Brasil.
O sítio onde tirei esta imagem relata exactamente um caso destes ocorrido em Março passado em S. Paulo.
Não me parece que neste assalto no Algarve estejam envolvidos assaltantes que tenham o Inglês como língua materna.
Mas quem melhor que a polícia que fiscaliza quem trabalha para o descobrir?

Publicado por JoaoTilly em 11:26 AM | Comentários (1)

A Venezuela... ai a Venezuela...

Chaves já está a dar mais dores de cabeça a Sócras do que a Galp vai lucrar com o negócio do petróleo para amigos que o pinóquio se dedica a mendigar.
Descaiu-se com aquele desbocado e foi-lhe dizendo que a "Economia Portuguesa estava estagnada".
Mas aquilo não era para se repetir, que raio!
O índio percebeu "Estancada".
Os brainstormers do falsário andam sem dormir há 24 horas para arranjar uma interpretação contrária ao óbvio para "estancada".
Que quer dizer, evidentemente, estagnada.
E não há interpretação a dar a isso.

Uma vez na vida e certamente por descuido, Sócras disse uma verdade.
Mas em privado e para um estrangeiro, claro...

Publicado por JoaoTilly em 09:43 AM | Comentários (0)

Ele aí está! Veio com 2 anos de atraso, mas já chegou!

Aquilo para o que eu ando a alertar há 2 anos está a chegar. Como em tudo, as coisas em Portugal demoram sempre mais alguma coisa do que se espera, mas a verdade é que tudo acaba por cá vir parar.
Assaltos por todo o lado, assassínios a sangue frio, rebentamento de carros de transporte que circulam de madrugada (!) parados em plena auto-estrada (!!) com recurso a laser e a explosivos militares (!!!)...
Bem: agora já não nos podemos queixar.
Portugal está, de facto, a par com o que de mais evoluído se passa no crime organizado internacional.


2 assaltantes com 20 anos assaltam e abatem o proprietário de uma ourivesaria em pleno centro de Setúbal.
E fogem a pé.
No centro de Setúbal.
A pé.
Ninguém os apanhou.
O INEM demorou 15 minutos a chegar.
Ao centro de Setúbal.
O homem chegou ao hospital de Setúbal ainda vivo.
Mais de meia hora depois de ter sido baleado na cabeça.
No centro de Setúbal.
Morreu, evidentemente.

Isto é Portugal.
Imagine-se agora o que aconteceria se esta ourivesaria estivesse numa localidade do interior. Sem Hospital.
O homem chagaria ao hospital distrital mais próximo HORAS depois de ter sido baleado.
Aí é que não havia pânico.
Não tinha hipóteses nenhumas.

E ninguém se preocupa com esta indignidade até que lhe aconteça a alguém de família, claro.


Publicado por JoaoTilly em 09:23 AM | Comentários (3)

Para os mais distraídos: o problema não são as classificações obtidas

Porque elas estão muito acima dos rácios civilizacionais de Portugal em 2008 dC.
Nós não estamos em 9º lugar em nada do que seja positivo, nem sequer na europa, quanto mais no mundo!
Telma Monteiro e os demais atletas que "desiludiram" estão muito acima do lugar que este país ocupa na média dos rácios civilizacionais.
Nós estaremos eventualmente em 9º lugar mas no analfabetismo e a nível mundial. Atrás do Zimbabwe, por exemplo.
Porque na Europa somos o primeiro com um avanço incomensuravel relativamente ao segundo.


A minha indignação não reside, portanto, nos resultados alcançados pelos atletas que, tirando o caso da Naide, não nos envergonharam de forma nenhuma, mas na atitude dos atletas que, como aliás já acontecera nas olimpíadas anteriores, tem sido de uma irresponsabilidade atroz.

A diferença relativamente ao que tem acontecido em anos anteriores é que, desta vez, a blogosfera e algum jornalismo se indignaram publicamente com essas atitudes - que não com os resultados, repito - coisa que nunca tinha acontecido no passado.

Ou seja: a inteligência nacional está a ficar mais atenta e a opinião publicada mais exigente com as atitudes dos atletas, o que é um óptimo sinal.

Publicado por JoaoTilly em 08:52 AM | Comentários (3)

agosto 20, 2008

Uma polícia e peras!

Photobucket

Os jornalistas acompanharam todo o processo.
O pai da criança que morreu no tiroteio do roubo dos 50 euros de ferro entregou-se voluntáriamente na prisão de Alcoentre.
A polícia continuava sem fazer a mínima ideia de onde estaria o foragido...
Tal como aconteceu nos últimos 8 anos - 8, em que o fugitivo "a monte", segundo a polícia, morava descontraídamente no sítio do costume, com toda a família e irmãos.
E se dedicava, pelos vistos, à prática de pequenos furtos.
Ao fim de 8 anos a morar com a família e não ser descoberto pela polícia, apetece perguntar:
Onde é que a polícia andava a procurá-lo?
No Uzbequistão?
No Burundi?
No deserto da Namíbia?
Em lado nenhum?

Publicado por JoaoTilly em 09:59 AM | Comentários (0)

Eis os verdadeiros vencedores do Ouro Olímpico

Tendo recentemente sido avaliada cada medalha de ouro de Pequim em cerca de 18 euros, o que é um prodígio de economia nos tempos que correm, importa saber quem foram realmente os vencedores do verdadeiro ouro olimpico - os 15 milhões de euros atribuídos para a preparação dos atletas e despesas dos dirigentes, para além dos mais 50 milhões investidos em centros de Alto Rendimento - que andou a ser distribuído por 78 atletas e não sei quantas federações durante 4 anos.





E o bronze vai para o português Francis Obiqwelu.
Embora com acesso às semi finais de 200 metros achou por bem desistir. Não valia a pena...
Os 1250 euros por mês que o Estado investiu na sua preparação ao longo do último quadriénio não justificou aquele esforço complementar.
Esta atitude do maior desrespeito pelo povo que lhe pagou a bolsa foi saudada com todo aquele falso entusiasmo pelo maior falsário político de todos os tempos, o falso engenheiro Sócrates.


A prata tem que ir para o lançador de sonhos Marco Fortes da Caminha.
A sua bolsa não conseguiu ser mais importante que uma manhã passada na caminha, que é para isso que o Estado lhe pagou durante nos últimos 4 anos: para ficar todas as manhãs na caminha.
O à-vontade com que revelou esta importante informação deve em breve ser superiormente elogiado pelo nosso primeiro. Não sei mesmo se já não estará preparada uma cerimónia solene no palácio de S. Bento onde Sócras lhe fará entrega de uma almofada de ouro no valor de aproximadamente 19 euros, para não ficarmos atrás dos chineses.
Aguarda-se a todo o momento o anúncio deste superior desígnio do Estado como sinal de reconhecimento ao atleta acamado.


E o primeitro lugar do pódium tuga?
O verdadeiro vencedor do ouro dos ouros?


Bem: esse ouro até já foi entregue, antes mesmo de os jogos Olímpicos começarem:
Sérgio Paulinho foi o incontestado vencedor do ouro olímpico Portugues, ao revelar, meros 15 dias antes da partida que afinal tinha decidido não ir a Pequim. O motivo? A asma que, como se sabe, ataca muito os ciclistas portugueses que se deslocam às olimpiadas de Pequim. Sempre assim foi. Toda a gente sabe disso.
Vai daí decidiu ir fazer um Tour em França onde, como também é sabido, a asma não ataca os ciclistas portugueses.
Há um protocolo estabelecido entre Sócrates e a asma em que ambos se comprometem a não atacar em terras de França.
A asma compromete-se a só atacar os ciclistas portugueses em Pequim e Sócras a só atacar quem não for rico - mas apenas esses - em Portugal.

Assim sendo, Sérgio Paulinho tinha mais que fazer, o ouro já estava ganho e, sinceramente, por mais 18 euros, no máximo, não valia a pena perder aquele tempo todo.
Esse é que foi o nosso verdadeiro vencedor!
60 mil euros só de bolsa, mais o dinheiro gasto em material e deslocações e despesas várias... e nem sequer embarcou!
Parabéns Sérgio e Bem Hajas!
Mostraste ao mundo que estavas muito à frente. Senão na corrida Olímpica, pelo menos na corrida da Xico-espertice, a única corrida com 10 milhões de participantes em Portugal.

Publicado por JoaoTilly em 09:37 AM | Comentários (7)

agosto 19, 2008

Vicente Moura acordou no fim dos jogos

O que Vanessa Fernandes ontem denunciou é um estranho fenómeno que se verifica há já algumas Olimpíadas.
A maior parte dos atletas vai ali fazer turismo.
Eles próprios o dizem. Não há que disso duvidar.
15 milhões de euros custa ao estado português o envergonhar-se perante o mundo com atletas de quinta categoria que, por isso mesmo, nada deles se pode esperar e com atletas de maior gabarito que se estão positivamente a marimbar para aquilo, como o caso do desgraçado Fortes que preferia ficar na caminha.
O que se passou ontem com Naide foi simplesmente uma falta absoluta de inteligência, para não dizer um excesso de estupidez colossal.
A mulher apenas precisava de se qualificar.
Bastava correr devagar e saltar naturalmente, para ela.
Faz uma corrida louca como se a sua vida disso dependesse. Nulo.
No segundo, novo nulo, e a cabeça da mulherzinha foi abaixo.
Várias vezes galardoada a nivel internacional, a senhora nem percebe o que lhe aconteceu.
E esse é que é o problema. Não tem noção das asneiras colossais que faz numa prova perfeitamente ao seu alcance.
Vai ver atletas medíocres discutirem as medalhas que ela, estupidamente, deixou escapar.
E não percebe.
Nem há ninguém que lhe explique.
Agora diz que está parva.


Eu acho que ela não está parva: pelos vistos ela sempre o foi. E não tem tido apoio psicológico para se concentrar nas provas em vez de soçobrar à pressão do evento.
Os 15 milhões de euros que o estado gastou nesta palhaçada olímpica não foram suficientes para contratar um profissional decente para pôr ordem nestas cabeças frágeis.

O mundo desportivo assiste, atónito, ao que se está a passar com Portugal onde até os atletas topo de gama são desqualificados em catadupa.
E Vicente Moura descobriu agora, que está a terminar a nossa participação, a vergonha pública de que ele próprio é o maior protagonista.
Não é por perdermos tudo.
A isso já estamos habituados. Ainda hoje tivemos mais uma boa notícia para a nossa auto-estima:
O nosso interior continua orgulhosamente a região mais pobre da Europa a 25. Já conseguimos ser mais pobres que os imigrantes de leste que para aqui vêm trabalhar!


É porque até os nossos melhores ficam atrás dos piores dos outros países...

Publicado por JoaoTilly em 09:59 AM | Comentários (3)

A razão da minha luta

A propósito de um comentário ao post anterior dei por mim a escrever algumas coisas que acho bastante importantes e oportuno dar aqui relevo.
Dizia eu, a propósito desse comentário:


Posso não ter soluções para tudo - detecto a ironia - e duvido que alguém as tenha.
Mas dou o primeiro passo que é detectar e denunciar publicamente as anormalidades onde as vislumbro, coisa que não vejo fazer a 99% da população.
Isto é inegável.
Se 50% dos portugueses VISSEM e reclamassem do que está mal neste país, tinhamos meio caminho andado.

O pior é que nem 1% dos portugueses sequer vislumbra as monstruosas anormalidades de que este país chocantemente padece e que o jornalismo controlado pela alta finança nos faz crer que são coisas perfeitamente normais.

Eu digo: Sermos o povo mais iletrado, mais pobre, mais desprotegido pelo Estado, o mais doente e o que morre mais cedo na europa NÃO É NORMAL. Por muito que nos digam que sim, nas tvs.
E digo mais: Sermos ao mesmo tempo o povo mais castigado nos impostos relativamente ao parco ordenado que ganhamos e o que tem o pior nível de vida e paga as coisas mais caras relativamente ao pouco que que recebe, quando comparado com essa europa fora, também Não é normal.

E as televisões, rádios e jornais falarem nisso apenas de longe em longe e muito ao de leve, e apenas quando o não podem evitar - quando os relatórios internacionais nos enterram de ano para ano no fundo de todas as tabelas seja qual for o rácio em apreço - também não é normal.

Enfim: estarmos no fundo da tabela das coisas boas e no cimo da tabela das coisas más só é normal num país de gente (essa sim!) tão anormal como o país em que se arrasta, totalmente demitida dos seus direitos e da sua consciência cívica e que por isso a tudo se resigna e a tudo se encolhe.

Mas pior: apelar-se para uma auto-estima bacoca a pretexto de um campeonato de futebol, como se fosse esse o problema deste país, é não só um Hino à estupidez militante como também um grave crime que se perpetra contra este povo distraído.
Porque se trata de uma orquestração para se continuar a estupidificar e a escravizar intelectualmente todo um povo.
Alguém imagina que os adeptos do Chelsea desatem a colocar bandeiras nas janelas? Ou os adeptos ingleses?
Mas seremos nós, os portugueses, autênticos macacos acéfalos? Seremos bichos sem raciocínio, sem o mínimo sentido do ridículo?
Seremos, os portugueses, um povo assim tão estúpido que participamos, sem questionar, em todas as inúteis e ridículas palhaçadas que nos propõe a pretexto de um assunto tão insignificante, uma coisa tão absolutamente inútil para o nosso futuro e para o nosso paradigma civilizacional enquanto povo portador de um legado histórico de quase 900 anos, como é o jogo da bola?

Em Espanha, França, Holanda, Bélgica, Reino Unido, em qualquer outro país desenvolvido, seria impensável que o respectivo povo se deixasse colonizar e até escravizar intelectualmente como este nosso povo tuga.
Esses povos revoltam-se mal imaginam que alguém lhes vai tentar colocar o pé no pescoço. Esses povos lutam pelos seus Direitos, já que pagam impostos e os seus Direitos estão consignados nas respectivas Constituições e na Declaração Universal dos Direitos do Homem.

As pessoas é que são o Centro e o objecto da Organização Social e da Civilização tal como sempre a conhecemos e a preocupação maior dos governos têm que ser as Pessoas. Não podem as estradas, os estádios de futebol, o déficit ou outra coisa qualquer.

Mas acontece que em Portugal as Pessoas são consideradas apenas como números. E números desprezíveis.
São tratadas, pelo estado, como inconveniências, chatices, impecilhos.

O Estado preferia nitidamente não ter que as aturar, por isso subsidia o aborto a 100% enquanto faz pagar taxas moderadoras aos doentes.
E fecha creches, escolas e maternidades enquanto abre salas de chuto e implementa programas de trocas de seringa em prisões, que custam milhões, e aos quais ninguém recorre.
Constroi estádios de futebol, a 10 milhões cada um, que não têm mais de 1000 espectadores por mês e fecha Hospitais aos quais recorriam mais do que esses 1000 doentes... por dia.


Em Portugal faz-se tábua rasa dos mais elementares princípios e Valores civilizacionais e ninguém se incomoda com nada.


O primeiro passo para se atingir uma melhoria nas condições de vida de um povo é a tomada de consciência desse mesmo povo daquilo que é necessário fazer-se, daquilo que é tolerável sofrer-se para se atingir os objectivos globais e daquilo que o não é em condição alguma.

O insulto permanente e continuado à Inteligência de todo um povo, perpetrado por este governo com a colaboração dos principais media e da comunicação social em geral, é um CRIME DE LESA-PÁTRIA.

Estupidificar permanentemente um povo com mentiras e com meias verdades e entretê-lo com futeboladas 24 horas por dia é um crime histórico de consequências, a médio prazo, quase tão graves como o Holocausto e as 2 bombas atómicas americanas lançadas mais de 4 meses depois da Hitler ter morrido e a guerra estar mais do que ganha.

Porque isso destroi o povo em 2 décadas.
Não enquanto seres vegetantes, mas sim enquanto Seres pensantes.
Por isso há cada vez mais alunos incapazes nas Escolas. Turmas inteiras são criadas todos os anos de gente incapaz de ler e de raciocinar ao mais básico dos níveis e que entram para essas turmas especiais cada vez mais novos...
Um horror como eu nunca imaginei assistir.
Há mais de 20 anos que dou aulas, falo com dezenas de colegas de todo o país e nunca se viram tantas crianças tão dramaticamente incapazes como aquelas que nos aparecem pela frente hoje em dia.
São dezenas de miúdos, por escola, nitidamente atrasados que vêem sabe-se lá de onde!

E ninguém se preocupa com este HORROR! Até acham bem que assim seja «senão as escolas fechavam», porque os alunos normais são cada vez menos!

A Subversão total do Ensino!
A degradação total da nossa Portugalidade!

E ninguém quer saber!
Tudo encolhe os ombros...


É nessa fase que eu trabalho no meu dia a dia e através (mas não só) deste humilde blog.

A minha luta diária no sentido de desmascarar o fascismo informativo que se abateu sobre Portugal é uma prioridade na minha intervenção política.

E este cancro, meu Caro, já está bem assumido no aparelho político português: o partido que detém o poder confunde-se, com a maior das naturalidades e desfaçatez, com o Estado ele próprio.

Uma subversão mostruosa que teremos que apelidar, no mínimo, de fascista.

Porque eu nem sequer acredito que quando outro partido subir ao poder as coisas mudem significativamente.
A minha luta pela consciencialização do povo português nada tem a ver com o partido em que milito neste momento.
É uma tarefa que reputo de patriótica e supra partidária.


Espero que se tenham dissipado quaisquer dúvidas relativamente a esta minha luta. Perdida, evidentemente, como as demais, dadas as inacreditáveis circunstâncias em que este país se arrasta e o quase impenetrável manto de "obscurantismo científico" que se abateu sobre este povo nos últimos anos.
Mas cá continuo.
Pode ser que algumas pessoas leiam, venham a reconhecer que o meu discurso faz sentido e comecem a ver as coisas mais claramente.
Quem sabe lá?
Se assim acontecer... Missão Cumprida.

Publicado por JoaoTilly em 01:41 AM | Comentários (1)

agosto 18, 2008

A Loures só falta o petróleo... à polícia só falta a competência e ao jornalismo só falta a informação


De resto, Loures tem tudo: tiroteio todos os dias, inacção absoluta da polícia, bairros de inserção social transformados em territórios de gangs, uma terra sem lei onde bandos de marginais têm tempo para tudo: disparar contra quem quiserem durante o tempo que quiserem e depois ainda entrar dentro de casas, trancando as famílias em quartos separados enquanto se procede calmamente ao massacre de elementos de bandos contrários.

O mais notável é que ninguém tem pressa nenhuma.
É tudo feito com muita calma porque bem sabem que ninguém vai aparecer para pôr cobro ao que quer que seja.
A polícia aparecerá invariavelmente alguns minutos depois de tudo acabado.

É a população quem o denuncia para as televisões.
E ninguém se choca com isso.
Nem eu, que já tinha previsto e escrito isto há mais de 2 anos.

Até ao final de 2008 vamos ter muitas mais notícias destas.
Ou então, não.




Passam a ser tão banais que serão eliminadas dos telejornais.
Tal como os assaltos a bancos ou o car-jacking.
Há-os todos os dias e já ninguém fala nisso.
Só se fala naqueles em que as coisas correm mal para os assaltantes.
Cerca de 1%.
Nos restantes 99% dos assaltos os ladrões ficam com o dinheiro e não são apanhados nem se fala nisso.
Veja-se a inacreditável estupidez de se anunciar que só um assaltante perpetrou 26 assaltos a bancos, e que só num dia foram 3.
Porque é que se anunciou isto?
Porque ele foi apanhado.

Continuasse ele calmamente a assaltar bancos a ver se se sabia, hoje, de alguma coisa...

É este o tipo de fascismo informativo contra o qual eu me revolto e não posso deixar passar em claro.
Eu não me lembro de ter visto notícias de 3 assaltos num único dia em Portugal.
Alguém se lembra?
Pois. Mas existiram, sabe-se agora...
E aqueles foram todos realizados por um único homem.

Agora multiplique-se pelo número de assaltantes, que são aos milhares, e perceba-se a enormidade do fascismo informativo e da impunidade do crime em Portugal.

Não é que eu fique extraordinariamente sensibilizado com os assaltos a bancos.
O Robin dos Bosques já o fazia no tempo de Ricardo Coração de Leão e, se fosse vivo e português, fá-lo-ía todos os dias hoje mesmo.
Porque ladrão que rouba a ladrão...

Mas é chocante perceber que há centenas de assaltos a bancos por ano em Portugal e que só temos notícias daqueles - muito poucos - em que os assaltantes são tão estúpidos que se deixam apanhar.

O crime não compensa???
Onde???

Publicado por JoaoTilly em 08:04 AM | Comentários (2)

Vanessa salva a honra do convento

Apesar de não estar na sua melhor forma, Vanessa lá justificou os 15 milhões de euros que o estado dedicou à preparação dos jogos olímpicos.
Depois da tirada infeliz do turista Marco Fortes que comentou o seu desaire no lançamento do peso afirmando que "de manhã é para se estar na caminha", ficámos convencidos que a campanha Pequim 08 não passava de uma viagem turística à China paga com os nossos impostos.
Mas afinal nem todos os atletas estão a fazer turismo, como Fortes.
Ou como o ciclista que recebeu uma bolsa de 1250 euros por mês, durante 4 anos, para depois à última da hora se recusar a embarcar alegando asma...
Vanessa é uma atleta de primeira água a nível mundial e a sua humildade só tem paralelo na sua competência.

Há que rever urgentemente a nossa participação em Londres em 2012.
O lugar dos palhaços não é nos Jogos Olímpicos: é no circo.

Publicado por JoaoTilly em 07:20 AM | Comentários (0)

agosto 15, 2008

Filho de Valter, o Lemos, toca bateria e já é mais poderoso que a polícia de Castelo Branco!

Ora então mais uma bela historia deste nosso Portugal belo e profundo.

Na passada sexta feira desloquei-me à minha cidade natal, Castelo Branco, para assistir a uma série de 3 dias de concertos rock/metal, num bar chamado Rockafé, situado junto ao largo da Devesa.

Na sexta feira os concertos começaram tarde, cerca das 23horas, houve queixa dos vizinhos, a policia apareceu e tudo teve de terminar antes do previsto.

sábado, os concertos começaram mais cedo, 21.30h, e acabaram antes da meia noite, como tal não houve queixas nem problemas com a policia.

Segunda feira, noite do heavy metal, os concertos começam por volta das 11 da noite, a segunda banda começa a actuar á meia noite e meia, e pimba aparece a policia. Mas havia uma carta na manga, presente na sala estava Valter, o Lemos :) esse mesmo, o lacaio rastejante do ministério da deseducação. Estava lá a ver o filho tocar bateria numa banda. Quando os agentes se preparavam para autuar, o gerente do bar disse-lhes que estava lá o secretario de estado, eles discretamente foram à sala confirmar, meteram o rabinho entre as pernas e já não houve multas nem concerto cancelado para ninguém.
É bom ser filho do senhor doutor no interior :)

Publicado por JoaoTilly em 04:00 PM | Comentários (0)

agosto 13, 2008

*Magalhães - o mais escandaloso golpe de propaganda do governo

Photobucket

Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do 'Primeiro computador portátil português o 'Magalhães'.
A RTP refere que é 'um projecto português produzido em Portugal.
A SIC refere que 'um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela
Intel e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano
Tecnológico.

Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é
verdadeiro.
O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel.
Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.

As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o
'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal.
Não é verdade.
Felizmente, existem alguns blogues atentos.
Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal
Diário "Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006."
Aliás, esta é já a segunda versão do produto.

Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.

A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC.
O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares...
A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida
como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar
impor aos países em desenvolvimento.

Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto
de Negroponte.
A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro - mundista.

Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto
Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer
perguntas.
Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla -
esta propaganda não seria desmascarada.
Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.

Ou então preferem manter os seus postos de trabalho sem chatices...

Publicado por JoaoTilly em 11:17 PM | Comentários (1)

A realidade ultrapassa a ficção...


Veja-se bem o que se vem a descobrir na sequência da desgraça que um grupo de agentes da autoridade provocou ontem.

1 - que afinal o pai da criança está fugido há anos da prisão.
Foi apresentado ao juiz, interrogado, identificado e mandado embora e ninguém descobriu!

2 - que o valor do furto era de 50 euros.
Morreu uma criança, deixaram escapar um perigoso foragido e tudo por ... 50 euros.

Se fosse eu a dizer isto chamavam-de de exagerado e mais milhentas coisas.
São os jornais e as televisões que o dizem.
Tudo encolhe os ombros.

Isto não é país nenhum, desculpem lá: isto, quando muito, é uma anarquia, uma selva. Mas uma selva do salve-se quem puder e onde se deve fugir, acima de tudo, é da autoridade, que todos os dias prova que não tem autoridade MORAL nenhuma.

Foi a isto a que chegou o meu país!...
E não se consegue vislumbrar o mínimo laivo de luz ao fundo deste interminável tunel. Vê-se é cada vez mais trevas.

Eu já dou por mim a gritar como gritava aos 13 anos numa madrugada de Liberdade:
Viva Portugal!
Viva Portugal libertado desta podridão e desta miséria intelectual que nos entope a alma e o futuro!
Não há absolutamente nada neste país que funcione como deve ser.
De uma ponta a outra é só incompetência naquilo que se vê fazer!
Eu pasmo e fico estarrecido pela forma como este povo não se revolta contra nada e se resigna a continuar a vegetar num caos de estupidez absoluta.

Mas o que é que esta bandalheira de país tem a ver com o que nos ensinaram na escola: onde é que está o tal Povo de Heróis e de Valentes navegadores?

Contra os canhões fazer o quê?

Ai valha-me Deus...

Publicado por JoaoTilly em 10:55 PM | Comentários (0)

Rui Pereira não tem sorte nenhuma...

Se há ministro sem sorte nenhuma é Rui Pereira.
Tão depressa o vemos tecer os mais rasgados elogios à intervenção de uma polícia como a seguir o vemos ter que engolir sapos do tamanho de um comboio relativamente à intervenção de outra.
Por vezes até da mesma.

Mas vamos por partes:
A operação da libertação dos reféns do BES foi, ao contrário do que querem fazer engolir ao povo, um erro colossal disfarçado apenas pelo amadorismo dos sequestradores e por um magistral golpe de sorte.
Mediaram 3 segundos - 3 entre o primeiro disparo que abateu o primeiro sequestrador e o segundo disparo.
O segundo sequestrador teve, portanto, 3 segundos para abater o segundo refém, já que o primeiro logrou fugir.
Não o fez porque não quis.

Em qualquer operação que envolva a actuação de snipers - ou atiradores especiais furtivos - não se pode deixar nunca um sequestrador activo. Os 2 disparos teriam que ter sido realizados simultaneamente e, isso sim, seria uma operação correcta.

Dizem os peritos, ainda por cima, que o segundo disparo terá sido da autoria do segundo sequestrador e não do segundo sniper.
A ser verdade, então não estaremos a falar de 3 segundos, mas de mais de 5 até as forças especiais entrarem na dependência do banco.
Uma autêntica miséria que só não teve consequências trágicas para o segundo refém porque o sequestrador que ficou activo não o quis liquidar.

Vem o xoné Pereira para as televisões endeusar os homens que cometeram tal calinada como se aquela tivesse sido uma operação perfeita. A estupidificar mais ainda os portugueses que, se há algo de que claramente já não necessitam é de ser mais estupidificados.
Sabemos - e Rui Xoné também o sabe - que é assim que se ganham eleições neste país: a estupidificar e a enganar quem já só tem ambições para isso: para continuar a ser enganado. E para pouco mais.

Ontem, meras 48 horas depois, vemos o mesmo xoné com a mesma postura desprovida de emoção a "garantir" - é este o termo que os jornalistas agora empregam para conferir um ar sério às patacoadas dos ministros. O governo "garante" sempre. Eles acham que o verbo "Garantir" legitima a miséria que o governo faz aos olhos da opinião pública futeboleira. "Garantir" é um verbo politicamente muito útil para quem está no poder - que mandou abrir um processo para averiguar as responsabilidades nesta segunda operação miserabilenta da GNR, que também não quis ficar atrás da PSP e dos GOE e quis fazer como vê nos filmes.

Disparam-se 7 tiros contra uns desgraçados que andavam a roubar ferro e morrreu uma criança na sequência de um cerrado tiroteio sem resposta.

Agora vejamos: os ladrões estavam a roubar barras de ferro usado na construção civil. Material no valor de algumas dezenas de euros.
Foram perseguidos pela GNR que disparou - NO ADRO DA IGREJA!! - vários tiros contra a carrinha.
No centro da povoação!!!
Se há local onde NUNCA se pode disparar é dentro de uma povoação, como é evidente, para não se provocar danos colaterais.
Muito menos no seu centro! Ainda ontem lá estava um velho a pintar a igreja empoleirado numa escada e uma velha a arrumá-la.
Disseram à reportagem da RTP que não tinham visto nada nem sabiam de nada do que se tinha passado, ali mesmo, 24 horas antes.
É natural. Moram ali milhões de pessoas e todos os dias por ali há tiroteios e assaltos a bancos naquela aldeia...
Mas isso mostra oa níveis de terror em que vivem os velhos isolados nas aldeias.
Há que dizer que não se sabe de nada - mesmo que tenham presenciado tudo - para evitar chatices e até retaliações... Chegámos a isto 34 anos depois de Abril.
Mas voltando ao assunto do tiroteio sem resposta no adro da igreja:
Mas que raio de polícia é esta que existe em Portugal?

Por acaso só morreu aquela criança. Poderiam ter morrido 7 pessoas. Uma por cada tiro.
Ou mais, se a carrinha se tivesse despistado na consequência desta autêntica tentativa de homicídio. Nesse caso, provavelmente aqueles dois velhos que não sabiam de nada ficariam eternamente nessa situação. De nunca mais sabrem de coisa nenhuma.

O agente tinha que estar completamente louco para ter disparado 7 vezes quando nem sequer houve resposta. E os colegas que estavam como ele também, já que o não impediram de o continuar a fazer.

Aquela gente toda tem que ser demitida IMEDIATAMENTE da Força em que está inserida.
Todos eles revelaram claramente não terem a mínima noção da proporção do emprego da força que lhe está confiada.
Aquilo é um verdadeiro perigo para a população.

Ponham-nos a passar multas de estacionamento, que é a verdadeira vocação da polícia rural.
E por alma de quem lá têm, nunca mais os deixem ver filmes policiais americanos!

Publicado por JoaoTilly em 09:21 AM | Comentários (1)

agosto 12, 2008

Herman José passeou o seu génio em Gouveia

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O espectáculo de Herman, ontem em Gouveia, foi simplesmente «orgânico» como ele próprio ameaçou durante o sound check.
Correndo o risco de apanhar já com 40 comentários a tratarem-me mal, aquele é, na minha opinião, o maior talento que Portugal produziu nos últimas décadas. Atrevo-me mesmo a dizer desde António Silva.
E digo isto não só por ser fan dele desde sempre - em 1978 já eu ia a correr para Cativelos para o ver dar um espectáculo inesquecível no qual o gravador de bobines não aguentava as rotações porque a corrente não tinha mais do que 180 volts, como era normal naquele tempo - mas porque ele É MESMO o maior génio da comicidade inteligente neste país de gente triste, amorfa e apagada.

Ontem quando subiu para o palco tinha evidentemente umas coisas alinhadas, mas aquilo é praticamente tudo o que a inspiração lhe traz no momento.
E o mais incrível é que ele desata a cantar o que lhe vem à cabeça em qualquer momento e o Pedro Duarte que se aguente à bronca e que o acompanhe no tom em que ele começa! O que acontece passados 2 segundos e sem andar a "apalpar" o tom (em que Herman começa a cantar aquilo que lhe dá na bolha e sem aviso!).
Que músicos!
E a verdade é que Herman não lhes fica atrás.
Indicava ao baixista o tom, em tempo real, cantando-o em graves no intervalo das frases... Bem: uma coisa do outro mundo!
O espectáculo, no momento em que Herman pisa o palco, ninguém sabe ao certo o que vai ser.
Também não é preciso.
As canções principais estão alinhadas e são as do costume: «Sr Feliz e Sr Contente» de 75, «Saca o saca rolhas», «A canção do beijinho», «O teu baton», «Serafim Saudade», «Meu nome é Tony Silva», começando e terminando o espectáculo com o mais recente hit: «És tão boa» - mas entretanto, pelo meio, é o que calhar a propósito de tudo e de nada e até de alguma boca que venha do público.
Com um historial daqueles o espectáculo está meio construído, é certo, mas há que ter o talento de ser repentista frente àquela gente - a maior parte dela não atingindo um décimo da informação que ali é debitada - e até esse dom ele tem.
O discurso de Herman é estruturado em camadas, como ele próprio não se cansa de informar. Cada um capta e filtra a(s) fatia(s) que a sua inteligência permitir.
E lembrava-se de Cativelos.
Conversámos um pouco à tarde e ele disse-me que tinha estado há poucas horas num café em Seia e que lhe tinham também falado disso.

Herman produziu, ontem, um notável e alucinante espectáculo de música, talento, inteligência, humor e sagacidade.


Comentário de um bêbedo, às 2 da manhã, na praça da restauração:
«Eu não vi mas toda a gente diz que o espectáculo foi muito fraquinho...»


Não há dúvida que está tudo certo!

Publicado por JoaoTilly em 11:51 AM | Comentários (0)

agosto 11, 2008

Indescritível o que se passou ontem em Gouveia

O que se passou ontem em Gouveia, durante o concerto de Mariza, foi um fenómeno que tem que ser estudado por quem se dedica a estas coisas de estudar o comportamento do povo: os sociólogos.
É preciso dizer, para quem não sabe, que a CM Gouveia oferece gratuitamente todos os espectáculos à população. Não se paga nada.
Os palcos estão colocados na rua principal e quem quer assiste, quem não quer vai fazer outra coisa.
Ora, o que parece ser original e uma vantagem para o povo, degenerou no seu contrário precisamente ontem.
Para já, um sound-check feito à frente de toda a gente é pouco dignificante para a cantora e para os músicos. O povo batia palmas no final de cada ensaio de som a pensar que já era o concerto. Muitos diziam claramente não perceber porque tinha começado tão cedo.

Mas durante o concerto a coisa foi mais grave.
Milhares de pessoas comprimidas até ao máximo esperavam VER - que não ouvir, porque não paravam de conversar umas com as outras - a cantora.
Outras centenas tentavam subir e descer a rua em frente ao palco sem ligar peva ao concerto. Missão impossível, claro está. Ali ficaram retidas e esmagadas.
Mães com criancinhas ao colo, carrinhos de bebé, tudo no meio de uma compressão que um adulto tem dificuldade em suportar.
Não faltou ver ali nada.
As mulheres falavam alto, algumas gritando, rindo, praguejando... tudo isto em frente a um palco onde uma super cantora e 7 grandes músicos davam o seu melhor para que fossem ouvidos.
Durante os frequentes e prolongados silêncios - que são uma das principais características daquele concerto - a algazarra do povão em frente era envergonhante.
Eu consegui vir-me embora depois de 20 minutos de suplício rodeado de mulheres histéricas a conversar e uma atrás de mim a gritar as letras das canções em tempo real aos meus ouvidos.
À minha frente praguejava-se porque não se conseguia passar.
« - Não queremos ver espectáculo nenhum! Queremos passar!» - gritavam as pessoas durante os silêncios de Mariza.
Uma coisa indescritível...
Tirei esta fotografia quando me vi a salvo, a mais de 150 metros do palco.


Se dúvidas ainda tivesse sobre a utilidade prática de oferecer espectáculos gratuitos ao povo, elas foram todas tiradas ontem.

Meus Caros: o que é de borla o povo desvaloriza.
Há que cobrar um bilhete, nem que seja de 5 euros, para evitar que quem nem sequer faz uma pálida ideia do que lhe estão a oferecer gratuitamente estrague um espectáculo maravilhosos aos demais.
Assim é que não!
A CMG gastou o dinheiro, a cantora não encontrou as condições mínimas de decência para actuar, quem queria assistir àquele maravilhoso espectáculo não conseguiu porque estava tudo ocupado com mirones que apenas queriam VER a Mariza enquanto gritavam alegremente uns com os outros, e o resultado final acabou por ser muito negativo para a organização.
E esta é talvez a conclusão principal daquilo que se passou ontem: os comentários que se ouviam por todo o lado eram de desagrado relativamente à organização. O povão indigna-se contra a organização porque esta não conseguiu organizar o próprio povão.
Tipo: tu és incompetente porque não ME consegues disciplinar!
Esta é que eu nunca tinha visto!...
Estudem isto, meus Senhores.
Estudem isto!...


Percebe-se que não se possam deslocalizar os grandes concertos para outro lado. Esvaziava-se a feira e a afluência seria reduzida.
Percebe-se que se pretenda oferecer ao povo aquilo a que ele, de outra forma, não tem acesso.
Mas é preciso ter em conta que a esmagadora maioria do povo não tem cultura para ver em silêncio e recato um espectáculo destes que exige isso mesmo: pelo menos, silêncio.
Este é um espectáculo para se ver no ambiente recatado de um Coliseu com as pessoas sentadas.
Trata-se de um recital, meus senhores.
Aquilo não é uma festa popular. Aquilo não é um espectáculo para massas. Era impensável meter ali Dulce Pontes.
Não há condições, com o povo que temos, para levar a Gouveia ou a qualquer outra cidade do interior e de borla, um recital como este.
Dêem-lhes Quim Barreiros, Tonys Carreiras à força toda que isso é o que o povo adora e consome em ambiente de festa. E toda a gente canta, berra e fica feliz.

Não lhe dêem Mariza, Carlos do Carmo ou Plácido Domingo naquelas condições, por amor de quem lá têm!

Vamos ver o que acontecerá hoje com o espectáculo surpresa nr 7 do Herman.
O povo não entenderá patavina do que ele diz, mas vai concerteza rir-se com a voz perfurante da Maximiana e demais palhaçadas básicas com que ele, muito inteligentemente, recortará a actuação para assim chegar ao âmago do povo...

Está mesmo tudo inventado.

Publicado por JoaoTilly em 09:31 AM | Comentários (9)

agosto 10, 2008

A partir de terça volto ao expediente

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Meus Caros:
Nas últimas semanas tem-me sido impossivel actualizar este humilde restaurante de palavras.

Por falar em restaurante, não me lembro de ter sido tão mal tratado como ontem num conhecido restaurante em Gouveia. Quem está mal disposto não deve servir nem gerir uma Casa que custou dezenas de anos de árduo trabalho e dedicação a construir.
Por isso mesmo - por respeito ao proprietário de quem sou amigo e que ontem esteve ausente - não farei publicidade negativa àquele que já foi um grande restaurante e ex-libriis de Gouveia.
Hoje, uma pálida sombra do seu glorioso passado e com um péssimo atendimento.
Mas enfim: é a vida.
A entropia assim dita. O Universo tende para o caos e este restaurante, a continuar assim, tenderá mais rapidamente que o Universo.

Adiante:
A Fiagris, que decorreu de 23 a 27 de Julho e agora as Festas do Senhor do Calvário, até à próxima segunda feira, não me têm dado descanso.
Em ambas tivemos 3 ecrans com grande luminosidade - nada que se pareça com o que se vê para aí nos espectáculos baratuchos - em que temos projectado imagens de todo o Concelho em causa.
A curiosidade aliada à surpresa têm sido muito elevadas e a actualização de conteúdos constante.
Ainda ontem apanhei uma multa ao recolher novas imagens para actualizar o filme de Nespereira cuja exiguidade de conteúdos não me agradava.
Hoje vou fazer o mesmo em S. Paio. Pode ser que apanhe outra.
Mas a partir da próxima terça feira aqui estarei para retomar o serviço.
Um abraço a todos.
JT

Publicado por JoaoTilly em 09:53 AM | Comentários (0)

agosto 07, 2008

Eduardo Prado Coelho antes de falecer escreveu o mesmo que eu escrevo. Quem não presta mesmo não é a classe política. É quem a elege...


*Precisa-se de matéria-prima para construir um País
Eduardo Prado Coelho - in Público *



A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios
onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.

Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse
correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração
de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.

Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas
ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é ' muito chato ter que ler' ) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
- onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas'
, sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.

Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.

Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.

Não. Não. Não. Já basta.

Como ' matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.

Esses defeitos, essa ' CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA ' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...

Fico triste.

Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.

Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror*?*

Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!

É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...

Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.

Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.

Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.

Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.

Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.

Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.

AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.

E você, o que pensa?.. MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO

Publicado por JoaoTilly em 03:48 PM | Comentários (0)

agosto 04, 2008

Estará o povo assim tão mal representado na classe política que o asfixia?


Ora aqui está uma questão que me tem atormentado ultimamente. Desde 2005 mais propriamente.
Com a maioria absoluta de Sócrates colocava eu a questão se seria possivel enganar tantos milhões de pessoas e sair impune. Apenas 15 dias foram suficientes para se revelar a essência do Pinóquio.
Todas as promessas foram esquecidas e a política empreendida foi exactamente em sentido contrário do prometido.
Deveria esperar-se um protesto generalizado por parte do povo.
Mas não.
Nada disso. Parece que as pessoas já acham muito normal que se lhes minta descaradamente. Que as enganem. Que lhes prometam branco e lhes dêem preto.
Isso, para o povo é muito natural, atendendo à reacção que se vê nas ruas. Uma passividade confrangedora.
Então será que o povo português merece e exige ser governado por uma classe política séria e honesta?
Pois parece-me que não.
Aqui ficam algumas histórias bem representativas disso.


1 - «Que pena tenho de não poder ser corrupto!»

Aqui há 2 ou 3 dias alguém vociferava num café contra o escândalo de que se revestia o facto de «o arquitecto que trabalha "em exclusivo" para a câmara de Seia ter feito o projecto da casa de um funcionário da CMS».
Não é segredo. Foi dito e repetido alto e bom som para quem quis ouvir. Eu e outra pessoa com elevadas responsabilidades na CMS tentamos explicar-lhe que não há mal nisso. Nem em Seia há dezenas de arquitectos (pelo que a probabilidade de serem "os mesmos" é muito grande) e concerteza que o projecto - como se insinuava - não terá sido de borla para pagamento de quaisquer favores, até porque o funcionário em questão pouco ou nada tem a ver com as escolhas políticas do município no que se refere a Urbanismo.
Em vão.
Não conseguimos convencer o infeliz daquilo que para todos é obvio. Mas o melhor de tudo foi quando por fim rematou com a maior naturalidade:
«Mas eu, se lá estivesse, fazia o mesmo!»
Ficámos estupefactos.
É este o nível de consciência do povão, em Portugal, em 2008.
Berram que nem capados por imaginar que outros têm vantagens superiores às suas, mas vão logo esclarecendo que seriam tão corruptos como aqueles sobre os quais lançam o labéu. Assim estivessem em posição disso.
Porque, para eles, a corrupção é muito natural.
Magnífico!


2 - «O puxa-saco» ou «estou a vendê-la como a comprei!»

Ontem mesmo, num sítio aprazível perto de Seia, alguém - com algumas responsabilidades sociais em Seia - alertava para o escândalo que era o parque de campismo do Vale do Rossim estar fechado e que «a culpa seria da Câmara de Gouveia». Não foi capaz de explicar porquê.
Porque é que a culpa era da Câmara de Gouveia.
Tentei argumentar que não há estruturas de apoio ao Parque, que não há restaurante e que o bar apenas funciona ao fim de semana por meio de um gerador e que em última análise é a Turistrela a concessionária do espaço.
Em vão. Não parava de repetir: «estou a vende-la como a comprei. Estou a vendê-la como a comprei!»
O povo imagina que legitima uma canalhice pelo simples facto de a repetir da mesma forma que a ouviu.
Mas não. Alguém tem que explicar a esta gente que uma mentira, por mais que seja repetida, não se legitima nem se torna Verdade.
Desistimos à sexta vez que ouvimos a frase da compra e da venda e fui filmar para Vinhó.

Mas não há dúvidas, para mim, que essas pessoas bem sabem que estão a dizer uma mentira, ou pelo menos não estão a contar a verdade toda.
Mas isso parece não ter importância nenhuma. Importante parece ser o fazer passar uma determinada informação mesmo que seja totalmente falsa.
Repeti-la vezes sem conta até à exaustão. Na esperança, provavelmente, que alguém acredite naquilo que o difusor do boato bem sabe ser falso. Com esta estratégia pretende-se desgastar a imagem de quem presumivelmente seria o responsável pelo facto. Que sabem ser falso.
Isto é nitidamente baixa política. Praticada pelo povão. Não pela classe política profissional, de quem todos dizem mal.
E a recomendação final: «Se virem Fulano dêm-lhe cumprimentos meus», foi absolutamente reveladora da intenção do orador.
Pode ter sido coincidência, mas para todos ficou claro de que se tratava de uma conversa encomendada.

3 - «Quanto mais exigentes mais gozados»

Chegaram os emigrantes.
De repente. Todos ao mesmo tempo, como todos os anos.
Os restaurantes enchem à noite.
mas os empresários da restauração não contratam mais ninguém. Aliás, dão férias a metade do pessoal.
Vai daí assiste-se a cenas calamitosas em todo o lado.
De facto a nossa classe empresarial não é muito mais assertiva que a política.
Ontem à noite num conhecido restaurante dos arredores de Seia esperamos 45 minutos por um lombo assado! Entretanto estavam mais de 10 pessoas à espera de lugar durante esses 45 minutos.
Acontece que metade das mesas estavam vazias!

Quer dizer: aquelas almas penadas estiveram 45 minutos de pé à espera de mesa com metade delas disponíveis. Mas não havia pessoal para as arranjar.
O engraçado foi apreciar quem estava pacientemente à espera.
Um casal de empresários que me fizeram a vida negra, há anos, para lhes vender 2 míseros telemóveis.
Fizeram-me ir a a Paranhos algumas 30 vezes porque de cada vez que entravam no menu ou carregavam num botão qualquer já nunca mais conseguiam entender-se com o telefone.
E exigiam que eu lá fosse explicar-lhes 30 vezes o mesmo.
O fim do mundo em cuecas!

Pois essa gente, outrora tão exigente, ontem esperou 45 minutos até se sentar... num restaurante a meio gás.
Onde ficou a exigência de outrora? A prepotência? A analfabeta arrogância de quem juntou uns tostões e quer mostrar isso a toda a gente?
Em lado nenhum.
Ali ficaram em pé eternamente perante um restaurante cheio de mesas disponíveis à espera que alguém os mandasse sentar.
Não se sentiram ridicularizados nem gozados.
Mas estavam nitidamente a sê-lo...
Pergunto: será a nossa classe empresarial melhor que a classe política?

(continua mais tarde que agora tenho que ir trabalhar)


Publicado por JoaoTilly em 09:33 AM | Comentários (0)

agosto 03, 2008

Arrifana Mist

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Publicado por JoaoTilly em 10:07 AM | Comentários (0)

Núvens ameaçam Linhares

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Publicado por JoaoTilly em 09:38 AM | Comentários (0)

Rima branca

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Ao olhar esta imagem, tirada em Nabais, não posso deixar de me extasiar com os 4 elementos antagónicos que ela encerra.
Um chafariz todo em pedra, em primeiro plano, cuja traça é nitidamente de meados do sec 19, apresenta já elementos em cimento naquele recipiente na base, talvez construído para o gado ali poder beber.
Mais de 100 anos depois foi colocado um pavimento de paralelepípedos (vulgo "paralelos") naquilo que seria o terreiro - pavimento de terra batida.
Uma grade à frente indicia a construção de uma rede de canalização para águas pluviais que terá ocorrido já mais recentemente.
Para a sua colocação foi necessário levantarem-se uns paralelos, que nunca mais se recolocaram no lugar, claro está.
E até já desaparecerem. Foram levados para outro lado.
Um inusitado bidon completa um quadro em que tudo foi alterado na sua essência.
Ao vê-lo não pude evitar perguntar a mim próprio o que estaria ali a fazer o bidon?
Estará ali ao lado do chafariz há quanto tempo?
O quarto elemento desta rima branca vai dar a resposta.
Atente-se que atrás, em segundo plano, aquela escadaria granítica maravilhosa foi "completada" mais recentemente por um inacreditável corrimão em cimento.
Quem quiser saber há quanto tempo ali está o bidon, pergunte ao dono da casa em que ano construiu o corrimão.

Publicado por JoaoTilly em 09:28 AM | Comentários (0)

As coisas que se apanham quando se anda por essas terras fora...

Em Melo, terra lindíssima e carregada de história, existe uma capela que é uma pequena catedral. Repleta de elementos escultóricos está encondida numa rua secundária e só dei com ela porque os populares ma indicaram quando estava a filmar o pelourinho, que é outra obra de arte perfeitamente preservada.
Ao lado, esta tabuleta incontornável.
Não há forma de se captar a lateral da capela sem a tabuleta aparecer em primeiro plano, porque do angulo contrário é propriedade privada e sem acesso.

Publicado por JoaoTilly em 08:53 AM | Comentários (0)

agosto 02, 2008

Luzes, Câmera... Acção!

Publicado por JoaoTilly em 09:05 AM | Comentários (0)

Há filmes e filmes...


Mas depois de se ter contacto com câmaras e tripés profissionais não há dúvida que não se volta para as maquinazitas domésticas.
Se bem que eu não me posso queixar da minha pequena Sony P1000, que já trabalhou muito bem e me deu muitas alegrias...
E ainda é muito útil em certos ambientes em que não haja contra luz.
Mas só o grupo óptico com que veio equipada esta JVC GY-5000 professional DV (que não é o de origem, mas o modelo mais evoluído usado nas câmaras de televisão) custa 6 vezes a P1000 inteira.
Não há milagres...

Mas imagine-se uma máquina totalmente manual (também pode ser automática, mas aí pouco se distingue das domésticas) com 4 filtros ND que permite literalmente filmar à luz de uma vela sem o mínimo grão e a contra luz (desde que se saiba...) sem cintilações!
E que, ao fim de 3 dias, se tornou absolutamente intuitiva e facílima de trabalhar.
Uma grande experiência em audiovisuais.
Quando as via no estúdio da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, nos meus tempos em que assistia quase todos os domingos ao Hermansic ao vivo, nunca imaginei que uma delas me viesse parar à mão.
E agora, que filmo com uma há mais de um mês, tenho mesmo que dizer: amadorismo, nunca mais!

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Publicado por JoaoTilly em 12:29 AM | Comentários (1)