março 31, 2008

Mais um debate inútil da taralhouca Campos Ferreira sobre o ensino...?


Fátima Campos Ferreira tem vindo a roçar, ultimamente, o limiar da estupidez aceitável para um ileterado.
Com o vedetismo a subir-lhe nitidamente à cabeça, parece estar a ficar cada vez mais estúpida, a mulher...
Por isso, talvez por isso, tenha tanta audiência.
O que me admira é que tanta gente aceite perder uma noite com aquele espécime de pedantismo e imbecilidade.
Não há nada mais previsível que aquela mulherzinha. E aquelas tiradas boçais, reveladoras de uma ignorância colossal sobre os assuntos para os quais devia estar preparada, dá-me definitivamente náuseas.

Vou ver o Excalibur pela 7ª vez.

Publicado por JoaoTilly em 11:12 PM | Comentários (0)

março 30, 2008

O economista Eugénio Rosa explica porque sobem espectacularmente os combustíveis em Portugal

Publicado por JoaoTilly em 02:04 AM | Comentários (0)

Chacota geral a uma professora em plena sala de aula

Uma professora é motivo de troça por parte de um grupo de alunos que gritam e interrompem constantemente a aula, mas diante do cenário não reage.
In Expresso Multimédia

Publicado por JoaoTilly em 12:44 AM | Comentários (0)

março 28, 2008

Os pais educam. A escola ensina.

A educação dá-se em casa.
A Escola transmite Conhecimento.
Os pais educam
Os professores ensinam.
Quem quiser obrigar os professores a serem pais não é uma coisa nem outra.
É um palhaço ou um criminoso


A situação que se vive no ensino básico, hoje em dia, é dramática.
Quando escolhi ser professor – e eu escolhi mesmo sê-lo, porque desisti de uma carreira na indústria para me dedicar ao ensino – não escolhi ser polícia, advogado ou lutador de wrestling. Decidi ensinar, na suposição de que iria encontrar crianças e adolescentes que queriam aprender.
E, nos anos 80 e 90 foi isso que encontrei.
Não digo que já não houvesse maus alunos. Em cada turma havia 2 ou 3 que se recusavam a aprender. Outros que me diziam, logo à partida, que o meu esforço e investimento neles seria em vão, porque nunca tinham conseguido sucesso a matemática. Dava-me uma especial alegria vê-os, depois, conseguir superar as dificuldades e transformar o costumeiro 2 num 3 e até num 4.
Mas isso eram outros tempos. A esmagadora maioria dos alunos queria aprender e passar com boas notas.

Nos últimos 3 a 4 anos a degradação do ambiente escolar tem sido chocante.
Pelo que leio, esse fenómeno é geral. Pode ser que isto seja uma vaga negativa que venha a ser substituída por uma outra mais positiva, mas não acredito muito nesse optimismo dado o comportamento e o tipo de atitudes revelado pelos miúdos que, de ano para ano, nos entram na sala de aulas. São em número crescente os miúdos que nos chegam à escola sem regras comportamentais absolutamente nenhumas. Como se tivessem vindo directamente da selva. Ora isso é preocupante, pois eles já entram ali no 5ª ano. Já passaram 4 noutra escola e mais 2 ou 3 num jardim de infância. E pior: os que entram com alguma educação – leia-se “regras comportamentais de convivência em sociedade” - depressa a perdem contagiados pelos que nunca a interiorizaram.

O sistema falha a todos os níveis.
Os pais cada vez têm menos tempo para “perder” com os miúdos em casa. Fruto da voragem dos dias, os que estão desempregados estão desmoralizados porque nunca mais encontram emprego e o dinheiro falta, os que trabalham cada vez têm que trabalhar mais e até mais tarde para manterem o posto de trabalho. Não sobra disponibilidade para com as crianças que crescem ao sabor da televisão e da rua – os mais pobres – e ao da playstation e do msn – os mais “sortudos”.
Os pais perderam a disponibilidade e a paciência – à noite, já cansados – para conversarem com os filhos. Uma grande parte dos pais demitiu-se mesmo da obrigação do acompanhamento da vida pessoal e escolar dos filhos. A escola que trate deles.
E, de facto, a Escola já os alimenta e os entretém. Só falta vesti-los e lavá-los. E já nem isso falta, em muitos casos.

Para muitos pais, a Escola devia estar aberta até à hora de jantar e de preferência devia dar-lhes o jantar também. E a dormida, porque não? E ao fim de semana levá-os a passear. De facto, a escola devia era manter dentro de muros os alunos durante todo o ano, como antigamente acontecia nos seminários e nos colégos internos.
E os pais, no Natal, entre o fim de uma novela e o início da próxima e no defeso da época futebolística iam lá vê-los para fiscalizar se está tudo bem e poderem, eventualmente, processar a escola se esta não ministrasse, aos seus “educandos”, as doses de amor e carinho devidamente estipuladas no regulamento interno.
Essa era a escola ideal para os nossos dias, pelos vistos. Mas essa escola não existe.

Então o que é que existe?
Existe uma escola tradicional frequentada por miúdos provenientes de famílias em grande sofrimento e sem disponibilidade para eles. Pais que se recusam a ir à escola mesmo quando para isso intimados por carta registada com aviso de recepção. Porque já não suportam ser confrontados com mais problemas. Querem é que lhe aliviem alguns.

Pais que, antes que a Directora de Turma possa abrir a boca, já estão a pedir roupa, comida ou qualquer coisa que ela tenha lá em casa e de que não precise.
Pais de miúdos que, no 5º ano de escolaridade, com apenas 11 anos, vivem sem regras e por isso já não respeitam ninguém.

Qual a resposta da Escola a esta nova realidade?
A mais fácil: inventar atabalhoadamente e em catadupa turmas de currículos alternativos. Turmas para onde se segregam crianças cujo grau de desenvolvimento sócio-cultural é o de simplesmente não conseguirem ler com 14 e com 15 anos. E alunos destes são aos milhares por esse interior fora!
Trata-se de crianças e adolescentes absolutamente retardados (ainda não tenho medo das palavras), dir-se-ia expostos a algum tipo de radiação ou doença que lhes tolheu toda e qualquer possibilidade para aprenderem o mais básico de entre o mais comum.
E o que mais me choca é o número galopante de miúdos nestas condições!
De onde vem esta gente? Que lhes terá acontecido para ficarem assim, num nível intelectual tão empedernido?
Vêm das aldeias a apenas 3 quilómetros da cidades. O que lhes aconteceu , não sei.
Nem vejo nenhum assistente social – dos 800 que se acotovelam em reuniões sucessivas em tudo o que é sítio - minimamente preocupado com isso.
Tenho é a impressão de que nem no tempo da fome, da 2º grande guerra , se verificou um grau de subdesenvolvimento comparável nas crianças aqui à volta de Seia.
Na minha Escola existem casos dramáticos de alunos que sobrevivem em condições precárias em seio familiar que não lhes proporciona as mínimas condições de dignidade Humana, nem são acompanhados por qualquer organismo oficial. Alertei para esse facto os órgãos competentes e a Assembleia Municipal de Seia.
O sr presidente da câmara mostrou-se muito sensível ao problema e não percebeu porque não tinha conhecimento desses casos.
Eu explico-lhe: porque as escolas não os reportam.
Abafam-nos, mantendo as crianças e as famílias a passar mal, quando a Segurança Social, logo ali ao lado, disponibiliza, por Lei, programas de ajuda e de socorro a famílias e jovens carenciados.

O subdesenvolvimento no interior começa nas famílias, é certo, mas não termina nelas.

Os professores não são pais dos alunos.
Os professores só são Pais dos seus filhos. Eu tenho 3. Não tenho 70.
Ninguém pense que eu me vou substituir aos 140 pais dos meus 70 alunos.

Publicado por JoaoTilly em 01:56 PM | Comentários (4)

março 26, 2008

É o único a chamar a atenção para a pouca vergonha que é a nossa investigação policial!

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Marinho Pinto:
“Estou espantado ao ouvir o actual Procurador-Geral da República dizer que mandou investigar a agressão da professora. Alguém fez queixa ao Ministério Público? É com o direito criminal que se vai combater a cena da aluna no Carolina Michaelis?
O direito criminal deve ser utilizado para a grande criminalidade, e para a pequena também, mas com moderação.
O Ministério Público devia investigar a verdadeira criminalidade e apresentar resultados”, disse.

Por outro lado, o Bastonário lembra que “a humildade é a irmã gémea da eficácia e, quando há muito espectáculo para os jornais, há pouca eficácia e temos exemplos disso, alguns deles ainda bem visíveis”.

Marinho Pinto, na entrevista ao programa “Dia D”, considera que “a investigação criminal faz-se muito para os órgãos de comunicação social” e dá um exemplo:

A Polícia Judiciária mal deita a mão a uma quantidade de droga, se for umas toneladas, são umas toneladas, se for uns quilos são umas centenas de milhares de doses, e vai logo chamar os jornais, com o distintivo, tudo para as fotografias e câmaras de televisão em vez de perseguir as pistas
.

Que Grande Homem! Que grande Português este Marinho Pinto!
Quantos há, em Portugal, como ele?

Publicado por JoaoTilly em 03:51 PM | Comentários (3)

3 breves apontamentos

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Como eu sempre afirmei desde a primeira hora, e se pode ler aqui, o caso Maddie deu em águas de bacalhau.
Já não se consegue disfarçar mais que este caso se constituiu como o autêntico espelho da Judiciária que temos. O único suspeito foi ilibado. Caiu tudo por terra. É caso para perguntar o que esteve aquela gente toda a fazer, na Praia da Luz, meses a fio.

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O artigo abaixo, tal como a violência escolar, não são casos isolados.
De uma maneira geral quem manda nas escolas básicas do interior com alguma frequência de alunos de etnia gigana, são estes mesmo.
A seguir, alguns auxiliares. Os mais "malucos" que impõe respeito por isso mesmo - por não mostrarem medo - e os mais "chegados" aos Conselhos Directivos, vulgo os "bufos" que constituem a rede pidesca de informação (geralmente falsa) que está estabelecida em muitas escolas por todo o país.
E, por fim - mas só mesmo por fim - os CDs que, na maior parte dos casos, fogem dos problemas como o diabo da cruz, porque ninguém quer chatices e "todos temos os carros estacionados na rua", como uma vez ouvi em Gouveia. Ninguém anda aqui para arranjar problemas.
Ressalvam-se, claro, as excepções. Mas essas são poucas.
O ciganinho vira a escola ao contrário?
Assobia-se para o lado e abafa-se a situação. Faz-se de conta que não aconteceu nada. Porque se se reage pode a coisa ficar muito feia, como se pode comprovar pela leitura da notícia que se segue.
Relativamente aos outros, àqueles que não nasceram ciganos, há que os fazer pagar por isso. Vingamo-nos nesses!
Há que os repreender e fazer pagar duramente qualquer desacato que tenham cometido inadvertidamente.
Claro!
Repressão sobre os cidadãos fracos e bem comportados, cobardia absoluta perante os marginais e os que metem medo.
É assim Portugal. Não só nas escolas, mas por todo o lado.
Os donos dos bares e das casas nocturnas que o digam.
Se há seguranças à porta de uma discoteca por algum motivo é.

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Está tudo dito.

Publicado por JoaoTilly em 07:47 AM | Comentários (1)

março 24, 2008

Faz quatro anos que o SNS deixou morrer JOÃO TILLY DOS SANTOS

«João: isto é um matadouro!"»

Foram as primeiras palavras de João Tilly dos Santos, um doente abandonado como tantos outros nos corredores das urgências do Hospital de Coimbra, mal me viu irromper por eles adentro, à revelia das normas vigentes.
Por isso mesmo, por ninguém esperar que um acompanhante ali aparecesse é que tive a oportunidade de ver os doentes agonizantes enquanto os médicos e enfermeiras, em amena cavaqueira, confraternizavam em grupo discutindo onde iriam jantar logo à noite e outros assuntos mundanos.

Os doentes, abandonados, jaziam nos corredores, cada um para seu lado, deitados em macas encostadas às paredes.
Uns, os que têm a sorte de não estarem muito mal, sobrevivem.
Os outros, não.
Sabemos, hoje, 4 anos depois, o resultado da autópsia.
Crise cardíaca - um ataque cardíaco que durou 6 dias, mas nem assim o salvaram! Simplesmente porque não o detectaram ou não quiseram ter trabalho.
A chefe da equipa clinica foi suspensa, 3 anos após o crime cometido.
Não sabemos mais nada. Nem por quanto tempo nem qual a sentença interna final. O processo crime corre termos no DIAP. A conclusão do inquérito interno que aponta para a culpabilidade da médica que o mandou para Seia será fundamental para o apuramento da culpa em termos criminais.
De qualquer forma, este longo processo não devolve a vida a João Tilly dos Santos, o doente que teve o azar de ir parar aos HUC no dia errado.
Não devolve a Vida a quem esta médica, negligentemente, a roubou.
Como todos os anos, por esta data, aqui reavivo a história de uma sequência de negligências e maus procedimentos estrondosos, hoje já perfeitamente apurados, que culminaram com a morte do meu Pai.

Leiam e "defendam-se" como ele costumava dizer...
Não deixem que o mesmo aconteça aos Vossos entes queridos.
Este texto já alertou muita gente para o desleixo que se vive (ou vivia, há 4 anos) nas Urgências de muitos hospitais.
Já recebi algumas mensagens de agradecimento de pessoas que estavam a ver os seus casos mal parados e reagiram, protestando contra o desleixo a que os seus familiares estavam a ser votados.
Com este procedimento, algumas vidas poderão já ter sido salvas.
É só isso o que pode agora fazer por vós João Tilly dos Santos.
Pela minha mão, a história da sua morte será reeditada todos os os anos que me sobrarem.
Depois, estou certo de que alguem continuará o trabalho.
Muitas vidas serão salvas - tenho a certeza - se muitos lerem o que aqui está escrito.
Demora uns bons 10 ninutos, mas pode salvar a vida de alguém.
Até a sua.

Um homem foi deixado à sua sorte nos corredores dos hospitais e acabou por morrer.
Ainda ninguém pagou por isso.
Outros podem ter já morrido vitimas da mesma displicência e "deixa andar" das mesmas equipes clínicas.
Por isso aqui deixo, de novo, a história do fim da vida de João Tilly dos Santos.
Um português inteligentíssimo que teve a percepção de que ia ser deixado morrer por inépcia dos médicos que o "assistiram".
Eu é que nunca acreditei nisso.
Mas aconteceu.
Para que nunca mais aconteça.
Em memória do maior damista e acordeonista que estas paragens alguma vez viram.


A HISTÓRIA
Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.

E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!

Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.


Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.

Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.


Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir à casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendeu a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e, depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»
Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem», disse, e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.

Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
«- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer».
Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.

Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.

Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.

Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.

Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.

Entrou no hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)


Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente:
«para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»


Quarta-feira 24 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.

Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.

Tal como ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?


Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.


Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.

É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.


Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.


Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!


E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.

O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?

Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.


Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.


Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.


Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...


Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.

Publicado por JoaoTilly em 10:39 AM | Comentários (5)

A resposta do "sistema"

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O sistema cuidadosamente desenhado para denegrir a imagem dos professores não se faz esperar quando beliscado.
E responde sempre num prazo máximo de 48 horas.
Eis a resposta do sistema ao episódio da aluna doida do telemóvel.
O objectivo é evidente: calar a indignação do povo. Fazê-lo encolher os ombros, como está instituído há 3 anos.
Perante as maiores e mais chocantes vilanias que bradam aos ceus até no Burkina Faso, a estratégia do sistema do poder é sempre a mesma: em primeiro lugar desdramatizar e fazer crer que as maiores indignidades e anormalidades com que nos deparamos a par e passo neste país são, afinal, perfeitamente normais e aceitáveis.

Depois, mostrar que o contrário de cada escândalo também acontece, levando o povo a desacreditar em tudo o que vê e a alhear-se, por consequência, de tudo.
Um povo estupidificado e descrente dos valores fundamentais civilizacionais e dos seus primeiros e alienáveis direitos básicos é um povo mais fácil de controlar e manipular.

A estupidificação de massas é - não restam dúvidas - a arma de destruição maciça da inteligência portuguesa.

Publicado por JoaoTilly em 10:06 AM | Comentários (1)

O Público e o "casamanto"

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Há gralhas e gralhas...
Esta vem a toda a largura da primeira página do Público!
Passou por todos os processos de revisão de texto.
Ninguém acredita nisto....
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Publicado por JoaoTilly em 09:49 AM | Comentários (4)

março 23, 2008

13 mil "desaparecem" sem se saber porquê...


Para quem ainda acha que isto é um estado de direito...
Eu, para saber de que morreu o meu Pai, tive que exigir a autópsia no DIAP e recebi o resultado final dela passados 3 anos...
Depois de correr 3 hospitais (Seia, Guarda e Coimbra duas vezes enquanto estava a ser vítima de um ataque cardíaco normalíssimo), a equipa médica que estava a ser paga para cuidar dos doentes nas urgências dos HUC - e ocupava horas em amena cavaqueira à minha frente, deixando os desgraçados jazer nos coredores - ainda teve a coragem de escrever: Causa da morte - desconhecida.

Patifes!

Publicado por JoaoTilly em 09:23 AM | Comentários (0)

Não sopro e não sopro mesmo!


Inspector da PJ recusa-se a soprar no balão
Se a comunicação social continuar a acompanhar este caso vai perceber que ao inspector não vai acontecer nada porque o acidente em que esteve envolvido não causou feridos. Portanto ele não pode ser obrigado a fazer nenhum teste compulsivamente.
Estou farto de explicar isto e até já o provei no terreno, mas ninguém me ouve...
Que hei-de fazer?
Senhores, mais uma vez:
Em Portugal - e se o condutor não estiver envolvido em acidente com feridos - só sopra no balão se quiser!
Se não quiser, e se a BT o acusar de desobediência, vai a Tribunal e alega a Constituição: a ninguém, que não esteja envolvido em suspeita de crime, podem ser retirados fluidos corporais contra a sua vontade.

É uma guerra perdida, esta...

Publicado por JoaoTilly em 08:42 AM | Comentários (0)

março 22, 2008

E consequências?
Nenhumas...


Como tudo, aqui em Portugal, não há que esperar quaisquer consequências visíveis deste episódio que não vale por si, mas simboliza milhares de outros que passam desapercebidos por essas escolas fora.
É deixar passar mais uns diazitos e já ninguém se lembrará de nada.
Fica tudo na mesma, como sempre.
É Portugal... ninguém leva a mal.










Publicado por JoaoTilly em 09:28 AM | Comentários (0)

Coimbra: Conselhos directivos propõem suspensão do processo de avaliação dos profs contratados

COIMBRA

Os presidentes dos conselhos executivos de todos os agrupamentos escolares de Coimbra estiveram reunidos e decidiram propor à ministra da Educação a suspensão do processo de avaliação dos professores. A decisão não é inédita mas trata-se da primeira vez que é seguida por todas as escolas de uma mesma localidade.

Rosário Gama, presidente do conselho executivo da escola secundária Infanta Dona Maria, considera que, neste momento, não existe sequer um suporte legal que permita uma avaliação simplificada dos professores contratados.

«Os professores que vão ser avaliados já entraram há algum tempo [para o ensino] e não é agora, a dois meses do fim das aulas, que vão redefinir os seus objectivos e serem avaliados», defende Rosário Gama.

A responsável explica ainda que para os «professores avaliadores assistirem às aulas» dos docentes que vão avaliar «teriam de faltar às suas», sendo por isso «um processo errado logo à partida».

Os presidentes dos conselhos executivos de todos os agrupamentos escolares de Coimbra defendem, por isso, a suspensão do processo até ao final do ano lectivo e o relançamento das negociações entre o Governo e os sindicatos para que as duas partes consigam chegar a um entendimento.

Publicado por JoaoTilly em 09:11 AM | Comentários (1)

março 21, 2008

Dá-me o telemóvel!


A que ponto chegaram os pobres professores...
Que miséria de país e de povo, este, que não se revolta contra nada...!
Para mim, o mais chocante de tudo são as gargalhadas generalizadas daqueles alunos anormais e o "sai da friente! Sai da friente!"
«A velha vai cair!»

Mas que espécie de país é este?
Como é que isto chegou a este ponto de bandalheira, imoralidade e descontrole?
E o que faz o CD desta escola useira e vezeira em agressões a professores?
Porque não se demite imediatamente?

Que pena tenho de isto não acontecer comigo...


http://downloads.officeshare.pt/expressoonline/Video/professora.swf

Publicado por JoaoTilly em 03:55 PM | Comentários (7)

Viva a ASAE!

Portugal é, como sabemos, uma país muito mais desenvolvido do que a Espanha.
A ASAE está, aí, todos os dias, para o demonstrar.

Publicado por JoaoTilly em 12:36 PM | Comentários (0)

A Marcha da Indignação...

Lembram-se...?
Para que serviu?
Em vez de ser o governo a propor o adiamento, são os sindicatos a fazê-lo.
Já nem sequer se fala em reestruturar a avaliação.
Já só se pede-se apenas para se adiar esta...
Pobres professores!...

Publicado por JoaoTilly em 12:33 PM | Comentários (0)

O Hospital da Guarda...

mais uma promessa à Sócras...

Publicado por JoaoTilly em 09:30 AM | Comentários (0)

março 20, 2008

Uma "precipitação"... de 700 mil euros

Os McCann acabam de ganhar dois processo no valor de 700 mil euros contra 2 jornais ingleses que se socorriam dos boatos dos homónimos portugueses, deixando antever que o casal teria responsabilidades no desaparecimento da pequena Maddie.
Resta saber quando avançarão sobre os jornais portugueses que perfilharam essa tese.
Dá-me a impressão de que muitos deles fecharão...

Aqui fica a recordação da "precipitação" que levou à substituição do Director da PJ.
Infelizmente não levou à descoberta da menina.

Publicado por JoaoTilly em 12:06 AM | Comentários (1)

março 19, 2008

Robinson

Robinson

Publicado por JoaoTilly em 05:31 PM | Comentários (1)

Albino Almeida a tentar esvaziar a luta dos professores

Albino Almeida é o presidente da CONFAP.
Podia ser da Junta da terra dele. Mas isso era mais difícil.
A Associação de Pais de que faço parte vai pedir a sua desvinculação dessa confederação de seguidismo cego a tudo quanto a ministra anuncia.
Nós, pais, não nos revemos minimamente no servilismo que este senhor demonstra para com as políticas da ministra da avaliação.

Publicado por JoaoTilly em 05:16 PM | Comentários (1)

Os projectos falsos do primeiro Pinóquio

Para que a memória das falsidades não se apague...

Publicado por JoaoTilly em 01:18 PM | Comentários (1)

Albino Almeida - o "pai" da ministra - e o major Valentim!

Que dupla maravilhosa e credível para apoiar a ministra!



Atente-se no magnífico conselho que Albino deixa aos professores!
Não havia ali ninguém com uma tarte por perto?

Publicado por JoaoTilly em 12:11 PM | Comentários (0)

Medina Carreira arrasa literalmente o governo

Não é preciso dizer mais nada...

Publicado por JoaoTilly em 11:25 AM | Comentários (0)

Mas alguém pode acreditar num país destes?

É tudo a fingir...
Só não morrem mais inocentes e não ficam mais criminosos impunes porque estes não querem

Publicado por JoaoTilly em 11:09 AM | Comentários (0)

Maquiavel tomou conta do ME:
Em período de interrupção escolar os professores contratados estão a ser OBRIGADOS a pedir a AVALIAÇÃO!

Contratados coagidos a assinarem requerimento a pedirem avaliação de desempenho

Acabei de saber por uma colega indignada que hoje, na sua escola - do concelho de Sintra, foi chamada ao CE, assim como os seus colegas contratados, tendo-lhes sido comunicado que segundo recentes directivas do ME, iriam ser avaliados e que para dar início ao processo, deveriam antes redigir um documento no qual teriam de dizer expressamente "quero"ser avaliado.

Como é óbvio, os colegas nem queriam acreditar e lá foram argumentando como puderam mas nada ...
Ordens da tutela às quais temos de obedecer!
Se pensarmos que estamos em período de interrupção escolar e que os professores tem menos capacidade de se juntarem e de discutirem, só nos podemos indignar e denunciar!.
A Sra. Ministra vai poder anunciar à comunicação social que o processo de avaliação decorre com toda a normalidade e que até foram os professores que a pediram!.
Eles estão a sair do armário...

Publicado por JoaoTilly em 09:25 AM | Comentários (0)

março 18, 2008

A avaliação de ricochete é inconstitucional


Na fúria de desavaliar de qualquer modo os professores, a fim de se poderem despedir metade deles e se escravizar a outra metade, o ME esqueceu-se de que os professores NÃO PODEM SER PARTE INTERESSADA NA AVALIAÇÃO DOS SEUS ALUNOS.

Vejamos:
Porque a partir de agora todo o professor é parte interessada na avaliação dos seus alunos - ela passa a condicionar directamente a sua própria avaliação - deve pedir escusa de proceder a esse acto, de acordo com o artigo 6º do Código de Procedimento Administrativo (CPA) e o nº2 do artigo 266º da Constituição.
Se o não fizer e avaliar um aluno, nestas novas condições, o professor incorre em falta grave para efeitos disciplinares.

Quer dizer:
O supremo paradoxo está estabelecido.
Ou mudam o CPA e um juiz passa a poder julgar o assaltante do seu próprio carro e o raptor do seu próprio filho, ou nada feito.
Claro que NADA FEITO.

Nem o ME pode mudar o CPA nem a Constituição que consagra o princípio universal da imparcialidade.
A seguir, o desenvolvimento e a justificação jurídica do que se afirma.


Chamo a atenção de todos os professores e particularmente dos presidentes dos CE e dos coordenadores de DT para uma situação que interfere legalmente com as avaliações de alunos e poderá legitimar os professores a que se recusem a avaliar os alunos por essa avaliação infringir o princípio da imparcialidade (Artº 6º do CPA) porque os resultados práticos desta condiciona a avaliação dos professores.

Efectivamente, além de todos os argumentos que têm sido aduzidos na discussão relativa a este processo de avaliação de professores, há uma questão de que ainda ninguém se lembrou: a questão da legalidade e da (in)constitucionalidade relativamente à avaliação de alunos ser um indicador na avaliação do professor...

Ora, o processo é ilegal porque é susceptível de violar o Princípio da Imparcialidade previsto no artigo 6.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA) e no n.º 2 do artigo 266.º da Constituição da República Portuguesa. A questão da Imparcialidade tem consequências directas no regime de impedimentos que consta nos artigos 44.º e seguintes do CPA. Por sua vez, o artigo 51.º (CPA) estabelece no n.º 2 que "a omissão do dever de comunicação (…), constitui falta grave para efeitos disciplinares".

Assim, a lei obriga a que os professores se declarem impedidos de participar nos próximos Conselhos de Turma de avaliação uma vez que vão decidir sobre matéria (avaliação dos alunos) relativamente à qual têm interesse.

Naturalmente que não se pretende "boicotar" o momento de avaliação que se aproxima. Penso apenas que é importante e necessário que os professores suscitem esta questão junto dos coordenadores de DT e dos presidentes de CE para, inclusivamente, obrigarem a tutela a decidir sobre o assunto.

Paulo Martins

Abaixo os Documentos citados:

CPA
Artigo 6º
Princípios da justiça e da imparcialidade
No exercício da sua actividade, a Administração Pública deve tratar de forma justa e imparcial todos os que com ela entrem em relação
Artigo 44º
Casos de impedimento
Nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto ou contrato de direito público ou privado da Administração Pública nos seguintes casos:
a) Quando nele tenha interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de outra pessoa;
b) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da
linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
c) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão semelhante à que deva ser decidida, ou quando tal situação se verifique em relação a pessoa abrangida pala alínea anterior;
d) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre questão a resolver;
e) Quando tenha intervindo no procedimento como perito ou mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em linha recta ou até ao 2º grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
f) Quando contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta esteja intentada acção judicial proposta por interessado ou respectivo cônjuge;
g) Quando se trate de recurso de decisão proferida por si, ou com a sua intervenção, ou proferida por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas.
2 - Excluem-se do disposto no número anterior as intervenções que se traduzam em actos de mero expediente, designadamente actos certificativos.
Artigo 45º
Arguição e declaração do impedimento
1 - Quando se verifique causa de impedimento em relação a qualquer titular de órgão ou agente administrativo, deve o mesmo comunicar desde logo o facto ao respectivo superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial dirigente, consoante os casos.
2 - Até ser proferida a decisão definitiva ou praticado o acto, qualquer interessado pode requerer a declaração do impedimento, especificando as circunstâncias de facto que constituam a sua causa.
3 - Compete ao superior hierárquico ou ao presidente do órgão colegial conhecer a existência do impedimento e declará-lo, ouvindo, se considerar
necessário, o titular do órgão ou agente.
4 - Tratando-se do impedimento do presidente do órgão colegial, a decisão do incidente compete ao próprio órgão, sem intervenção do presidente.
Artigo 46º
Efeitos da arguição do impedimento
1 - O titular do órgão ou agente deve suspender a sua actividade no procedimento logo que faça a comunicação a que se refere o n.º 1 do artigo
anterior ou tenha conhecimento do requerimento a que se refere o n.º 2 domesmo preceito, até à decisão do incidente, salvo ordem em contrário do respectivo superior hierárquico.
2 - Os impedidos nos termos do artigo 44º deverão tomar todas as medidas que forem inadiáveis em caso de urgência ou de perigo, as quais deverão ser
ratificadas pela entidade que os substituir.
Artigo 47º
Efeitos da declaração do impedimento
1 - Declarado o impedimento do titular do órgão ou agente, será o mesmo imediatamente substituído no procedimento pelo respectivo substituto legal, salvo se o superior hierárquico daquele resolver avocar a questão.
2 - Tratando-se de órgão colegial, se não houver ou não puder ser designado substituto, funcionará o órgão sem o membro impedido.
Artigo 48º
Fundamento da escusa e suspeição
1 - O titular de órgão ou agente deve pedir dispensa de intervir no procedimento quando ocorra circunstância pela qual possa razoavelmente suspeitar-se da sua isenção ou da rectidão da sua conduta e, designadamente:
a) Quando, por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse parente ou afim em linha recta ou até ao 3º grau de linha colateral, ou tutelado ou curatelado dele ou do seu cônjuge;
b) Quando o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge, ou algum parente ou afim na linha recta, for credor ou devedor de pessoa singular ou colectiva com interesse directo no procedimento, acto ou contrato;
c) Quando tenha havido lugar ao recebimento de dádivas, antes ou depois de instaurado o procedimento, pelo titular do órgão ou agente, seu cônjuge, parente ou afim na linha recta;
d) Se houver inimizade grave ou grande intimidade entre o titular do órgão ou agente ou o seu cônjuge e a pessoa com interesse directo no procedimento, acto ou contrato.
2 - Com fundamento semelhante e até ser proferida decisão definitiva, pode qualquer interessado opor suspeição a titulares de órgãos ou agentes que intervenham no procedimento, acto ou contrato.
Artigo 49º
Formulação do pedido
1 - Nos casos previstos no artigo anterior, o pedido deve ser dirigido à entidade competente para dele conhecer, indicando com precisão os factos que
o justifiquem.
2 - O pedido do titular do órgão ou agente só será formulado por escrito quando assim for determinado pela entidade a quem for dirigido.
3 - Quando o pedido for formulado por interessados no procedimento, acto ou contrato, será sempre ouvido o titular do órgão ou agente visado.
Artigo 50º
Decisão sobre a escusa ou suspeição
1 - A competência para decidir da escusa ou suspeição defere-se nos termos referidos nos n.ºs 3 e 4 do artigo 45º.
2 - A decisão será proferida no prazo de oito dias.
3 - Reconhecida procedência ao pedido, observar-se-á o disposto nos artigos 46º e 47º.
Artigo 51º
Sanção
1 - Os actos ou contratos em que tiverem intervindo titulares de órgão ou agentes impedidos são anuláveis nos termos gerais.
2 - A omissão do dever de comunicação a que alude o artigo 45º, n.º 1, constitui falta grave para efeitos disciplinares.
Constituição da RP
Artigo 266.º
(Princípios fundamentais)
1. A Administração Pública visa a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos.
2. Os órgãos e agentes administrativos estão subordinados à Constituição e à lei e devem actuar, no exercício das suas funções, com respeito pelos princípios da igualdade, da proporcionalidade, da justiça, da imparcialidade e da boa-fé.

Publicado por JoaoTilly em 11:28 PM | Comentários (5)

Rádio: 3ª no Ranking



Esta é que é a melhor música do mundo.
Mas só para quem tem sensibilidade musical e orelhas que funcionam.
E não se limita a consumir as mesmas playlists de todas as rádios FM, que são exactamente iguais.




É claro que o mérito desta rádio será pouco.
Os meus leitores levam com ela quer queiram quer não. Ela apena se constitui com um indicador do número de leitores que acede a este blog por dia e que neste momento se situa nos 315 IPs (computadores diferentes - sem contar com os que trabalham em rede sob o mesmo IP, como os das escolas, repartições, câmaras, etc) e 760 visitas por dia.

Fazer um blog é, de facto, fácil. Demora 3 minutos.
Conseguir leitores fiéis ao fim de 3 meses é mais difícil.
Manter leitores permanentes ao fim de 4 anos é tarefa que não está, pelos vistos, ao alcance de todos.
Muitas tentativas se levaram a cabo em Seia nestes últimos anos. A esmagadora maioria delas acaba por ter o próprio autor como leitor e pouco mais.
Este ainda cá anda, contando quase com um milhão de visitas ao fim de 4 anos e meio. Se as somarmos às visitas do antigo blog, esse número já foi ultrapassado há muito.
Mas isso não é importante.
O que de facto não se pode negar é que este blog, ao contrário da esmagadora maioria das tentativas congéneres produzidas nesta região, deixa muito pouca gente indiferente.
Ainda bem.

ontem: dia 17 - hits: 1.954;
páginas: 1.066;
visitas: 760;
kbytes: 313.890
este mês:
hits: 33.174;
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kbytes: 4.643.044
desde sempre:
hits: 438.377;
páginas: 484.391;
visitas: 951.265;
kbytes: 314.897,758
créditos: gerado: 2008-03-18 10:45:02
(pqstats versão 0.2)



Contra factos não há tretas.

Quanto aos autores que nem sequer colocam contadores nos seus blogs ou que os retiram, por vergonha, ao fim de 3 meses, uma palavra de esperança:
Não desistam. Continuem a escrever para vós próprios.
É um bom exercício narcísico que vos confere seguramente a tão almejada importância social.

Publicado por JoaoTilly em 10:17 AM | Comentários (0)

Festival "Dias de Música Electroacústica" e Curso de Aperfeiçoamento Interpretativo


(Clique aqui para aumentar o cartaz)

O Conservatório de Música de Seia organiza dois eventos especiais durante as férias da Páscoa, iniciativa que vimos divulgar junto de todos os pais e encarregados de educação dos jovens músicos.

O Festival "Dias de Música Electroacústica", orientado por Jaime Reis, destina-se a jovens músicos com mais de 8 anos e irá decorrer entre 17 a 29 de Março de 2008. Este evento proporcionará o contacto com um domínio fascinante no campo musical - a Música Electroacústica - e para além de concertos públicos diários, terá uma significativa componente de experimentação nos vários Workshops previstos.





(Clique aqui para aumentar o cartaz)

O Curso de Aperfeiçoamento Interpretativo de Viola Dedilhada destina-se a jovens músicos com idades compreendidas entre os 8 e os 18 anos de idade. Entre 17 a 20 de Março de 2008 os participantes terão oportunidade de aperfeiçoar a sua prática com o Prof. João Moita num ambiente muito especial em que contactarão com colegas de outras escolas e de diversos níveis ensino.

O custo destas actividades tem apenas um valor simbólico. Para um melhor esclarecimento pedimos o favor de contactar a secretaria do Conservatório de Música de Seia através do telefone 238 312 583 ou 238 081 883.




Publicado por JoaoTilly em 09:47 AM | Comentários (0)

Marinho Pinto denuncia Corrupção geral da classe polítca governante

Publicado por JoaoTilly em 09:36 AM | Comentários (0)

Cobrar impostos: o desporto favorito do estado

Publicado por JoaoTilly em 09:32 AM | Comentários (0)

Onda de assaltos

Estes devem ter sido contratados por um governo que eu cá sei...

Publicado por JoaoTilly em 09:13 AM | Comentários (0)

Alvin Toffler: o sistema educativo tem que ser substituído



Mais horas na escola?
Mais do mesmo?
Vale a pena ver até ao fim

Publicado por JoaoTilly em 09:12 AM | Comentários (0)

Baptista Bastos: O poder da rua

As impressionantes manifestações registadas A descida à rua de milhares e milhares de manifestantes irritou alguns articulistas com pigarro, para os quais a existência do facto moral é um anacronismo absurdo. Um deles, que se diz “historiador”, chega classificar de ausência da razão as demonstrações de pura repulsa dos professores, cercados pelas imposições precipitadas.
A artigalhada apareceu num matutino fundado para resistir “à l’air du temps”, e, agora, ideologicamente neoconservador, com assinalável quebra de credibilidade – e de tiragem.

Na verdade, os professores não contestam as avaliações, sim o que lhes subjaz de improviso e de ligeireza. Os velhos mestres da suspeita estabeleceram as confusões habituais a fim de enxovalhar uma profissão admirável e tão vilipendiada. O poder da rua foi (tem sido, é) de tal modo persuasivo que o Governo tem vindo a alterar decisões até agora “inabaláveis.” É razoável que assim proceda. A nossa História próxima recente está pontuada de episódios de idêntica natureza, que nobilitam os políticos e engrandecem a substância da democracia.

A imponente manifestação dos cem mil assinalou, de novo, à luz das urgências contemporâneas, a consciência moral de uma população, preocupada com as derivas “políticas” mas que age impulsionada por motivos cívicos. E quando alguns preopinantes estipendiados e ex-trotsquistas convertidos aos prestígios do capitalismo declamam um anticomunismo protozoário, como justificação das próprias debilidades de carácter, a atoarda já não cola. O que os obsidia é ver como os ofendidos se revoltam e como a sua revolta os qualifica de indignos de um combate que lhes não pertence. Afinal, esses “ex”, que estavam à esquerda de tudo, constituíram-se como ponte de passagem para a organização da sua própria vidinha. E não são tão poucos quanto isso.

A rua foi, no fascismo, a explicação veemente e extremamente corajosa da indignação de um povo, perante um Governo ilegal porque não saído do voto. É uma história exaltante. Nos dias 5 de Outubro (comemoração da República) e 1.º de Maio (Dia do Trabalhador) grupos de pessoas iam-se juntando, concentrando-se nas praças e nos largos principais das cidades. Em Lisboa, no Rossio. Fui espectador e até protagonista de alguns episódios dramáticos. Quando o Rossio apresentava um aspecto significativo, pela quantidade de gente, agentes da PSP e da PIDE/DGS tapavam as ruas circundantes. Os manifestantes começavam, então, aos gritos de “Abaixo o fascismo!”, “Viva a Liberdade!”, “Viva a Democracia!” Eram violentamente espancados por polícias à paisana e por legionários espalhados por aqui e por além. Entendiam, os resistentes, que o acto de estar possuía uma forte componente moral. E era verdade. O antifascismo não representava nenhuma corrente ideológica: era uma posição moral; por isso reuniu republicanos, monárquicos, socialistas, comunistas, anarquistas, católicos.

Contra o delírio histórico, a barreira de homens honrados e livres, independentemente de serem de Direita ou de Esquerda. O regresso da Democracia, com a II República, advinda do 25 de Abril, recompôs o tecido político, e cada qual foi para o partido que correspondia às suas convicções. Quando, há tempos, alguém disse que os antifascistas dispunham de excesso de memória histórica, a afirmação estava certa: evocava o horror que se viveu, e que, até hoje, se não restituiu, na sua totalidade, à pedagogia do conhecimento. Como se fez em França, e está a fazer-se, por exemplo, em Espanha. E a rua foi o local exacto (como, em Democracia, o é também) para a exposição dos nossos desagrados.

Quem tem medo da rua? Os que desprezam a evidência dos factos. Aqueles que o decurso da História aponta à execração popular. A sociedade do silêncio e da traição. É instrutivo verificar que aqueles dos governantes saídos da abdicação e do perjúrio, outrora inflamados gritadores, deixaram de comemorar, na rua, a data que nos reentregou a liberdade. Há, nesta gente, uma estranha e doentia mortificação, que a impele ao insulto, à injúria, à mentira e à calúnia. Claro que, quando saem do Governo, são alojados em lugares seguros com salários chorudos; porém, estão ferrados com a ignomínia e repelidos pelo nojo que causam.

Os jornais dizem que o Governo tem recuado. Não será a palavra mais rigorosa. Diria que o Governo tem reflectido melhor e emendado a mão. As opiniões críticas que se têm registado em alguns jornais, não em todos, em alguns, conseguiram atenuar e, até, abafar, o alarido de “comentadores” obedientes ao solfejo do suserano. A rua, na sua trivial realidade, é consequência e concentrado de todas as vozes. O individualismo teatral sempre foi contrário à vontade de felicidade e ao cuidado de coerência testemunhados por aqueles que não andam na vida com esfuziante leviandade. Dentro de pouco tempo, esses que tais ajeitar-se-ão às modalidades do momento. Como na invasão do Iraque, os que a apoiaram já tentam remanejar o que afirmaram. A conivência, neste último caso, atinge territórios malditos. Porque o que aconteceu e acontece no Iraque configura as dimensões dos crimes de guerra.

Num belíssimo verso de um belíssimo poema, Vitorino Nemésio escreveu: “A hora do extensível força a possibilidade.” Nada mais certo. A possibilidade das coisas torna extensível as infinitas possibilidades do nosso querer. E o homem, quando quer, consegue tudo quanto quer.

Publicado por JoaoTilly em 01:25 AM | Comentários (0)

As mentiras da ministra da avaliação

Na entrevista à jornalista Judite de Sousa, que lhe colocou algumas perguntas pertinentes, a Sr.ª Ministra da Educação escondeu a verdade, fazendo imensas perguntas à entrevistadora. A certa altura não se percebia quem era a entrevistada, e quem era a entrevistadora.

*As inverdades ditas pela Sr.ª Ministra:*

1.º *Os professores serão avaliados pelos resultados em função do contexto escolar em que estão*. Toda a gente sabe que os Exames Nacionais são iguais em todo o país (excepto a Sr.ª Ministra).

2.º *Um professor que tenha alunos que mereçam 8 será mais beneficiado na sua avaliação do que um que tenha discentes a quem possa dar 18, se inicialmente estes já tivessem 18. *Se o professor é avaliado pelo sucesso dos seus alunos, o que a Ministra disse* *significa que 8 será sucesso? Faça favor de dizer isso a quem vai avaliar o professor que tenha alunos que
mereçam 8.

3.º *Os resultados dos alunos só contam 6,5 % na avaliação dos professores. *Os resultados dos alunos na avaliação interna contam 6,5 %, os resultados dos alunos na avaliação externa contabilizam mais 6,5 % e o abandono escolar ainda outros 6,5 %, o que soma 19, 5 % de factores que dependem da sorte do professor na atribuição das turmas.

4.º *A avaliação dos professores é menos rigorosa do que a dos outros funcionários públicos. *Essa é mais uma tentativa da Sr.ª Ministra virar a opinião pública contra os professores. Em mais nenhuma profissão, as pessoas são avaliadas pelo desempenho dos *outros*. É verdade: os professores vão ser avaliados pelo desempenho dos alunos, não importando se os alunos têm capacidade, vão à escola ou se emigraram. Se um aluno acompanhar os pais para outro país, será obrigação dos professores ir buscá-lo e ficar com ele em sua casa até que termine o ano lectivo? Imaginemos que os médicos eram avaliados pelas mortes que evitavam, também estariam tão desgraçados como os professores estão agora, pois todos acabaremos por morrer um dia. É um milagre o que a Ministra pede aos professores e pode haver quem os consiga fazer, mas a maior parte dos professores ainda não tem esse poder.

5.º *A avaliação foi negociada*. As subjectivas e burocráticas grelhas que foram aprovadas pelo governo são idênticas às que foram contestadas.

6.º *Os professores que têm Bom podem sempre progredir. *Esqueceu-se de que, quando as vagas de professores titulares estiverem preenchidas, ninguém poderá progredir nem que tenha "Excelente", a não ser que mate quem esteja a ocupar a vaga, mas se não tiver um bom advogado corre o risco de ir parar à cadeia e a vaga deixada pela vítima será ocupada por um terceiro.

7.º *Os professores titulares podem delegar a avaliação noutros que sejam mais competentes. *Só seria assim se a competência fosse sinónima de antiguidade, como aconteceu no 1º concurso de professor titular.

8.º *Não há professores de Educação Visual a avaliar professores de Educação Física. *A Sr.ª Ministra não sabe mesmo o que se passa nas escolas, nem mesmo os grupos que integram o departamento de expressões. Sr.ª Ministra, venha à nossa escola, trabalhe connosco durante uma semana e aperceba-se do que se passa no terreno! Certamente, a sua opinião acerca dos professores mudará, perceberá que este modelo de avaliação é injusto e, na semana seguinte, negociará um novo modelo de avaliação ou demitir-se-á por perceber o mal que tem feito ao Ensino Público. O regime de assiduidade do Novo Estatuto do Aluno não tem aplicação prática no Ensino Básico, pois a aprovação é consequência da avaliação de todas as disciplinas e não de disciplinas consideradas individualmente como acontece no Ensino Secundário.
Além disso, os alunos que perderam o estatuto de NEE nunca concluirão o Ensino Básico, porque deixaram de poder usufruir de exames a nível de escola e terão de realizar Exames Nacionais iguais aos de outros alunos. É pena que o presidente das associações de pais, Albino Almeida, não se preocupe com estes alunos, mas, como (felizmente) os seus filhos não têm problemas de aprendizagem, decidiu colar-se a quem tem poder e têm de ser os professores a escreverem cartas ao surdo ministério para tentar defender os alunos com graves dificuldades de aprendizagem que, no passado, tiveram testes adaptados e agora têm de realizar exames iguais aos seus colegas. Onde está o ensino individualizado?

9.º *A avaliação dos professores é feita pelos seus pares. *Se assim fosse, qualquer professor poderia ser eleito coordenador e avaliador, mas isso não acontece, porque só os professores titulares é que podem avaliar e faltar às suas aulas para avaliar os outros (imagine-se!). Os alunos do professor titular têm aula de substituição, enquanto este assiste à aula de um subalterno. É um paradoxo! Nunca pensei que as pessoas fossem tão loucas, a ponto de aceitarem esta situação como positiva! Os professores não podem faltar para a fazerem formação, acompanharem alunos em visitas de estudo ou assistirem a um funeral de um familiar próximo, sob pena de derem prejudicados na sua avaliação, mas os titulares podem faltar e abandonar os seus alunos para assistirem a aulas!!!... Está mais do que provado que a Sr.ª Ministra não se preocupa com a aprendizagem dos alunos, mas sim com as estatísticas.

*Houve um ponto em que a Sr.ª Ministra teve razão*: *Grande parte dos professores ainda não teve tempo para ler os documentos e ainda não percebeu o que está em causa*. Se todos os docentes tivessem lido todos os documentos, a Manifestação do dia 8 de Março não seria "só" de 100 mil professores, mas de 150 mil. Está provado que nas escolas, em que o injusto e ilegal processo de avaliação está mais adiantado, a adesão dos professores é de praticamente 100%, incluindo entre os avaliadores. É claro que alguns não deram o nome nas suas escolas por causa das represálias dos "mais que papistas" presidentes de alguns conselhos executivos, que ambicionam lugares de deputados nas próximas eleições! Pouca gente tem coragem de dizer, mas vive-se um clima de intimidação em algumas escolas e também há alguns titulares que se embriagaram com o poder e estão a tornar os avaliados escravos pessoais.

Não posso assinar este documento para evitar que o estabelecimento de ensino onde lecciono seja perseguido pela Inspecção Geral de Educação, como tem acontecido noutros casos. No entanto, deixo e-mail: * salvarescola@gmail.com *que pode ser utilizado por quem quiser provas e exemplos do que é referido.

Publicado por JoaoTilly em 01:14 AM | Comentários (9)

março 17, 2008

Alojamentos de Santa Isabel


Imagens da inauguração do «Novo Conceito» em alojamento turístico que ontem foi aberto ao público. Jorge Leitão e família estão de parabéns. O design do Salão de convívio é da autoria de Ricardo Mota Veiga da F.O.R.M.A.T.O.S. Quem mais?

Publicado por JoaoTilly em 11:13 AM | Comentários (2)

março 16, 2008

A verdade da Mentira - a «escalada» do preço do petróleo

Todas as semanas meto gasolina no carro e de cada vez são necessários mais euros para comprar os mesmos litros de combustível.
Dizem-me que é por causa da escalada do preço do petróleo.
Os industriais de panificação ameaçam com uma subida do preço do pão em cerca de 50% devido à subida do preço dos cereais e do petróleo...

Fui à net buscar umas tabelas/imagens e comecei a fazer umas contas.


Câmbio EUR/USD, desde 1999 a 2008:

usd-eur


Evolução do preço do petróleo desde 1994 (preços em USD):

Photobucket


Então concluimos que
- Em 2000, um barril de petróleo custava 63USD, ou seja, 70.00EUR (1.00Eur=0.90USD).
- Em 2008, um barril de petróleo custa 98USD, ou seja, 70.00EUR (1.00Eur=1.40USD).


Neste momento, em Março 2008, o Euro atingiu 1,53 USD e o preço do petróleo atingiu os 100 USD, mantendo-se a proporção de custo do barril em Euros.

Portanto, a tão apregoada subida do preço do petróleo é UMA GRANDE treta!

Estamos é a ser DESCARADAMENTE roubados pelas petrolíferas e pela associação de padeiros com o beneplácito do governo

Publicado por JoaoTilly em 08:38 AM | Comentários (0)

março 14, 2008

Duas notas positivas para Seia


1 - Madalena Cunhal é a directora do Museu do Brinquedo de Seia. Mas não é isso que a distingue.
O que mais há é directores de tudo e mais umas botas que não fazem a mínima ideia do que estão a fazer, quando fazem alguma coisa.
Madalena é verdadeiramente uma especialista e uma Autoridade em museulogia e naquilo que faz. Por isso, o seu conhecimento é requisitado de Norte a Sul do país. Neste momento é já muito respeitada e reconhecida nacional e internacionalmente.
Há 2 anos esteve em Moçambique, a convite da embaixada Moçambicana em Portugal.
Durante a sua estadia, teve contacto privilegiado com o sistema de ensino e com o universo lúdico das crianças de Moçambique.
Retirou imagens e testemunhos preciosos dessa estadia.
Amanhã mesmo irá fazer mais uma palestra, desta vez em em Cabeceiras de Basto, subordinada ao tema: «o universo lúdico das crianças de Maputo».
Madalena é, neste momento, a mais solicitada conferencista nascida em terras de Seia da contemporaneidade.
Tive a sorte de me ter escolhido para editar algumas imagens por ela captadas aquando da sua estadia por terras de África.
São 12 minutos de magia soberbamente comentados pela autora.
Em breve publicarei o trabalho aqui mesmo, se ela me der autorização.
Para a conferência de amanhã lhe desejo as maiores Felicidades.


2 - Teatro Escolar: embora nem sempre acarinhado e apoiado como merecia, José António Baptista tem feito um trabalho ímpar e pioneiro junto das escolas na promoção, divulgação e captação de talentos para a excelsa 5ª Arte.
Ontem levou à cena, na Casa da Cultura de Seia, mais uma peça - «Lisístrata» - da qual foi encenador, iluminador, cenógrafo, director de actores e o mais que é preciso.
A peça foi um êxito, numa casa muito composta de público, o que não é normal numa pequena cidade do interior, a uma quinta feira.
Os alunos estiveram à altura da "responsabilidade" e o momento foi de grande qualidade de interpretação a um ritmo alucinante, sem momentos mortos, numa entrega total.
O público não regateou aplausos.
Baptista e os alunos do 9º ano da Escola Dr Guilherme Correia de Carvalho estão de parabéns!

E a Casa da Cultura deve continuar a apoiar iniciativas "alternativas" às quintas feiras. Cinema de Autor (já o está a fazer), Teatro, Concertos, eventos que tragam alternativas ao cinema.
Mas nunca substituir o cinema por outros eventos, para não acontecer como está a suceder em cidades vizinhas.
O cinema constitui a forma de Arte mais eficaz, barata e tecnologicamente evoluída que se pode trazer junto das populações.
Para além de que é um hábito social que se perde, se interrompido.
Deve merecer lugar cativo numa Casa para ele desenhada, sob pena de rapidamente esmorecer de público.

Publicado por JoaoTilly em 03:18 PM | Comentários (0)

março 12, 2008

Conservatório de Música de Seia

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Publicado por JoaoTilly em 09:02 AM | Comentários (0)

março 11, 2008

Acabou-se!


Mário Crespo, Jornalista


Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função.
Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções.
Já não está em causa a eficácia da sua política.
A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más.
O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso.
Mantendo-a nas funções que desempenha a desautorização do governo de Sócrates é constante.
Chegou a altura de ver que isso é mau para os alunos.
Só podem ser eles quem está em causa. Não pode haver razões de defesa de imagem política que justifiquem esta intransigência porque a manutenção de um percurso de imposição administrativa começa a ser um risco de segurança nacional.
É péssimo para o quotidiano escolar ter um sistema totalmente desautorizado com professores a desafiarem o governo e o governo a desautorizar-se em frémitos de afirmação de voluntarismo vazio.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito. (eu acho que nem tanto...)

Mas esse estudo tem década e meia e nada de substancial foi feito no entretanto.
Por isso, o que está em questão não é a avaliação de professores. Apreciações de desempenho são meros pormenores de gestão de pessoal. O que é preciso, como consta de uma lúcida reflexão dos docentes da Escola Rainha D. Amélia, é fazer a escola cumprir com as suas funções na socialização de crianças e jovens. É promover a criação de hábitos de disciplina interiorizados que se multipliquem depois na vida adulta.
Entre Cavaco Silva, o governante confrontado com o estudo de Ana Benavente, e José Sócrates, este processo de calamitosa estupidificação do país não foi interrompido por um projecto lúcido.
O governo actuou agora como se o problema estivesse nos docentes e não no sistema de docência e nos curricula.
Actuou como se o problema único de Portugal fosse o do excesso de privilégios e não o do defeito de cultura.

E assim as frágeis construções da demagogia política trouxeram, mesmo com a intimidação de PSPs à paisana e processos disciplinares da DREN, uma centena de milhar para as ruas de Lisboa.
E o Primeiro-ministro mostrou a sua fibra assistindo em silêncio ao martírio de Maria de Lurdes Rodrigues que se desdobrou nas TVs a tentar demonstrar o indemonstrável axioma socrático que a sua política é infalível e o défice de compreensão é do país.
A resposta de Sócrates foi a de marcar uma manifestação de desagravo para o Porto.
Primeiro era para ser na rua, depois numa praça, depois num pavilhão e vai sempre soar a falso no clamor sem fim das turbas dos indignados.
Foi um contra-ataque ridículo no meio de muito comportamento bizarro.
O Professor Augusto Santos Silva protagonizou o momento de infelicidade quando em Chaves quis assinalar os três anos de governação numa espécie de estágio para o anunciado comício do desagravo.
Foi vaiado.
Ripostou tentando conjurar os seus Manes.
Invocou os nomes dos pais fundadores, dos velhos companheiros que diz serem os seus da luta que diz ser a sua.
Salgado Zenha, Mário Soares e Manuel Alegre.
E nenhum lhe respondeu.
Tentou depois o exorcismo, amaldiçoando os seus demónios pessoais, os grandes e os mais pequenos.
Álvaro Cunhal e Mário Nogueira.
E nenhum lhe respondeu.
Ouviu vaias cada vez mais altas e a voz embargou-se e disse: "eu não me calo... eles calam-se primeiro que eu."
Depois repetiu, baixinho como que a querer convencer-se "... eles calam-se primeiro que eu".
E não se calaram. Ao ouvir na Antena 1 este terrível registo de desgovernação só me ocorreram as sábias palavras de Juan Carlos para o tiranete venezuelano: "por que no te callas".

Publicado por JoaoTilly em 10:05 PM | Comentários (7)

Teatro escolar em Seia






















Os alunos do 9º ano da EB 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho vão apresentar no próximo dia 13, na Casa Municipal da Cultura, a peça “Lisístrata”, de Aristófenes - Séc. V a.C..

O espectáculo tem início às 21:30h e retrata, através do humor, a emancipação da mulher.

Lisístrata convoca as mulheres de toda a Grécia para pôr termo à guerra no Peloponeso. Ao usar estratégias diversas, provoca uma "Guerra de Sexos".

Os alunos do 9º ano da EB 2, 3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho vão apresentar no próximo dia 13, na Casa Municipal da Cultura, a peça “Lisístrata”, de Aristófenes - Séc. V a.C..

O espectáculo tem início às 21:30h e retrata, através do humor, a emancipação da mulher. Lisístrata convoca as mulheres de toda a Grécia para pôr termo à guerra no Peloponeso. Ao usar estratégias diversas, provoca uma "Guerra de Sexos".

Publicado por JoaoTilly em 06:37 PM | Comentários (0)

Actualização do barómetro mensal Marktest: PS a pique...

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Publicado por JoaoTilly em 05:55 PM | Comentários (0)

Os modernos 30 dinheiros...

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Publicado por JoaoTilly em 05:54 PM | Comentários (2)

março 10, 2008

A americanização da política em Espanha. E em Portugal

As eleições de ontem trouxeram nova luz ao panorama político espanhol.
A americanização está aí. Os pequenos partidos desapareceram. Os dois gigantes assumem a repartição dos votos, sendo a diferença entre eles a mínima desde sempre.
O PP foi o que mais cresceu mas o PSOE também cresceu. Todos os demais quase desapareceram. O povo espanhol já não vai em futebóis. Zapatero conseguiu manter a Espanha nos níveis de desenvolvimento e de excelência a que Aznar a guindou.
O povo agradeceu a ambos e - muito ajuizadamente - contra todas as últimas sondagens, não deu a maioria absoluta a Zapatero. Talvez inspirado pela triste realidade que se vê neste nosso país.

Em Portugal ninguém sabe ao certo o que se passa. Se é que se passa alguma coisa para além da grande felicidade dos ricos e do ainda maior desespero dos pobres.
Mas se acreditarmos nos índices que a Marktest publica, todos os meses, diríamos que algo de parecido com uma bi-polarização se está a formar na sociedade. Que me desculpem os comunistas que se esfalfam a trabalhar.
E essa bi-polarização é difícil de entender porque o PS com maioria absoluta é este desastre que se vê e o PSD não se vê, simplesmente.
Aqui fica o gráfico evolutivo.

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Repare-se que a diferença entre PSD e PS não tem nada a ver com a que é publicada na imprensa manhosa para animar o governo.
Sim, porque nesta fase do campeonato, com um país absolutamente em pantanas, não animam de certeza mais ninguém.
Em 2 momentos pelo menos, no último ano, os 2 partidos estiveram a par.
Nunca ninguém falou nisso....
O povo parece começar a ficar muito pragmático e, como sabe que só os 2 maiores podem disputar a vitoria eleitoral, dispersa-se cada vez menos.
Isso não é bom para a democracia.
Mas, nos tempos que correm, o que é que é bom para a democracia?

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Por outro lado, as expecativas dos portugueses são estas que aqui se vêem, por muitas balelas e injecções de alienação que este governo mande a comunicação social dar ao povo.
É claro que estamos a falar de sondagens. Não as do socialista Oliveira e Costa, que essas são para rir - aconselhavam Alegre a desistir em favor de Soares, lembram-se? - mas as da Marktest, auditora, por exemplo, do share oficial televisivo.
Muito há a dizer sobre isto. Mas não há tempo, agora.
Vou revelar mais um pouco da Luz da Ciência aos filhos dos que criticam os Professores.
Mas anonimamente, claro.
Cobardemente, claro!
Porque abertamente ainda está para aparecer o primeiro que tenha a coragem de o fazer!
Essa é que é essa!

Publicado por JoaoTilly em 07:23 AM | Comentários (13)

Cá para mim, Sócrates quer provocar eleições antecipadas!


Ao afirmar peremptoriamente que suporta totalmente a política da educação que a ministra tenta implementar, sem ouvir Cavaco, Sócrates jogou a mais importante cartada do seu mandato.
Porque bem sabe que quando Cavaco voltar, vai ter muito que lhe explicar.
Por isso antecipa-se.

Chamo daqui a atenção aos meus leitores:
Cá para mim, Sócrates, com a popularidade em queda livre, vai fazer uma jogada final.
Aproveitando a ausência de Cavaco, já anunciou que está irredutivel.
Quando Cavaco voltar e lhe puxar as orelhas, daqui a uns dias, Sócras responderá que já anunciou que apoia a ministra e por isso não remodelará nada no seu gabinete.
E Cavaco fica entre a espada e a parede.
Ou abre um conflito institucional público, ou cala-se, perdendo o respeito de todos os professores. Que ele já percebeu que são praticamente todos: 150 mil.

Aproxima-se, pois, um momento fulcral na política portuguesa:
Se Cavaco se cala, a inteligência nacional cai-lhe em cima. Provavelmente o seu estado de graça termina, porque os professores já mostraram que não pararão.
Se chama a atenção em privado a Sócras, este vai responder-lhe que já anunciou publicamente que apoia incondicionalmente a ministra e não pode recuar para não perder a face.

Cavaco vai ter que decidir: ou aceita o braço de ferro ou não.

Eu penso que ele terá que o aceitar sob pena de perder a face e a confiança da esmagadora maioria dos portugueses não broncos.
Que ainda são muitos. Não se pense que não... Só professores serão 150 mil. Mais as famílias. E os amigos. E os indecisos. E os descontentes por outros motivos. São mesmo muitos... mais de um milhão a somar aos que naturalmente não votarão Sócras. Este milhão (pode chegar a 2 facilmente) desiquilibra tudo.

Cavaco tem que perceber isto porque Sócras, com aquela arrogância cega que o caracteriza, pensa que são só 100 mil votos e que ganha o dobro com os pais.
Sócras pensa que quanto pior fizer aos professores mais votos ganhará dos pais.
«Perdi os professores mas ganhei a opinião pública», lembram-se?
Por isso apostará na fractura da sociedade portuguesa: pais contra professores. Ele pensa que tem o jogo ganho já que, embora os professores também sejam pais, há muitos mais pais que não são professores.

Isto é o pensamento mediano e básico de quem não possui uma pinga de inteligência. Apenas ratice politiqueira. E isso, verdade seja dita, não lhe falta.

Mas vejamos porque não funciona este raciocínio básico do 2 + 2 = 4.
A principal razão está paradoxalmente no factor em que ele mais aposta: na ignorância e no nivel de escolaridade dos pais.
Porque essa ignorância, ao contrário da sua própria, não é arrogante: a esmagadora maioria dos pais não está contra os professores porque não possui recursos intelectuais para ajuizar sobre estes assuntos mais complexos.
As famílias portuguesas, para além de inacreditavelmente iletradas, também são bastante tradicionalistas. Não desenvolveram espírito crítico porque nunca o exercitaram no tempo da escola nem autodidacticamente fora dela. Infelizmente não é nas conversas com os vizinhos, a consumir desenfreadamente o futebol ou as novelas das TVs que se aprende alguma coisa ou se desenvolve a inteligência.
A moda do dizer mal dos professores não colhe, por isso, a maioria (longe disso) na população. Claro que há uns raivosos, uns frustrados que nunca deram nada nos estudos e culpam os professores por isso.
Mas esse número é uma pequeníssima minoria no universo das famílias portuguesas.
A maioria dos pais reconhece que os professores, por muitos defeitos que tenham, são muito mais cultos do que eles e, por isso, acabam por confiar neles, segundo todos os estudos que foram publicados recentemente.
O povo confia muito mais nos professores do que nos políticos.
Por isso, este esticar de corda vai acabar por correr mal a Sócras, se Cavaco aceitar o braço de ferro.

Sócras está preparado para lançar a bomba atómica. Percebeu-se hoje.
Mas é bluff, na minha opinião. Ou então pirou de vez.
Se Cavaco o encostar às cordas tenho a certeza de que ele não se demitirá para provocar eleições antecipadas.
Porque não tem a certeza de que ganhe.
Já não tem.
Por muito que as sondagens da «Eurosondagem» do socialista e ex-deputado do PS Rui Oliveira e Costa lhe dêem a maioria, Sócras sabe bem que números são aqueles e quem os encomenda...

Mesmo que ganhasse nunca seria com maioria absoluta. Ou seja: se agora está com dificuldades, depois seria pior.

Mas pode sempre acontecer que Sócras se tenha passado da cabeça e esteja convencido que sai com uma maioria reforçada, tipo Alberto João.
Nesse caso Cavaco deve fazer-lhe a vontade.
Aceitar o braço de ferro e mandá-lo fazer o que ele quiser.
Cavaco tem que se impôr e devolver a bola a quem lhe deu o primeiro pontapé.
De uma forma ou de outra, Portugal fica a ganhar.

Se Cavaco não for a jogo, irão os professores e as populações por causa dos Hospitais desactivados. E Cavaco ficará desautorizado aos olhos das populações.
É uma questão de meses.
Este ano não haverá "silly season", tenho a impressão...

Publicado por JoaoTilly em 12:48 AM | Comentários (3)

março 09, 2008

Dois terços dos professores do básico e do secundário disseram Não à ministra

E agora?
Agora, apesar da indignidade que foi a reportagem da Sic que procurou meticulosamente pessoas que estavam a assistir e não eram professores e professores que - porventura devido ao nervosismo do aparato televisivo - não conseguiram explicar da forma mais clara as razões pelas quais ali estavam - e depois o culminar com a entrevista à ministra em directo, há uma coisa que mudou, de certeza absoluta:
A forma como Cavaco viu esta giga-manifestação.

Quer dizer: mesmo que a imprensa comprada se cale (e não se calou), mesmo que as televisões dêem pouco destaque (e deram mais do que o que eu esperava), mesmo que as rádios ignorem o evento (a TSF pouco destaque deu), ao que se passou ontem e que foi absolutamente Histórico, a Cavaco ninguém pressionará.
Esta é a minha esperança.
A esperança dos professores é apenas uma: Cavaco.
Deixá-lo vir do Brasil.
Convocará de imediato Sócras que, se for inteligente, já lhe levará uma proposta de resolução do imbróglio.
E a resolução passa pela reestruturação de todo o processo de avaliação.
E a retoma da negociação com os sindicatos, quer queiram, quer não.

inteligentemente, Mário Nogueira já foi dizendo que não há condições para se retomarem as negociações com aquelas pessoas que insultaram os professores.

Por isso, para não demitir a ministra, não resta outra alternativa ao governo do que congelar o processo de avaliação e demitir Valter Lemos, pelo menos.

A ver vamos se eu tenho razão...

Publicado por JoaoTilly em 10:44 AM | Comentários (4)

Ontem foi sábado. Nenhum funcionário público trabalhou, mas eu tive que ver testes em minha casa.


E hoje é domingo.
Nenhum funcionário público trabalha, mas eu tenho que continuar a ver testes.
E onde se preparam as aulas?
E onde se elaboram as fichas e os testes de avaliação?
Tudo em casa, depois de um àrduo dia de trabalho a tentar ensinar a quem não quer aprender.
E ao fim de semana também se trabalha.

Os restantes funcionários públicos levam trabalho para casa?
Alguém que trabalhe por conta de outrem leva trabalho para casa?
Sim.
Os professores.
Do ministériozeco da ministrazeca da avaliaçãozeca.

Eu também sou pai.
Quando vou ter tempo de dar uma volta com os meus filhos?
Diga lá, seu asqueroso Emídio Rangelzeco!

Publicado por JoaoTilly em 01:20 AM | Comentários (8)

março 08, 2008

85 mil em Lisoa, segundo a polícia.

E o número continua a crescer.
Os da margem sul ainda não conseguiram chegar ao Terreiro do Paço.
Nos Restauradores ainda não se consegue ver o fim da fila, neste momento.
E o Terreiro do Paço já está cheio.
«A maioria qualificada dos professores está aqui», diz Mário Nogueira.
É a primeira vez que uma classe profissional se faz representar em maioria num só local em Portugal.
E não só após o 25 de Abril: não há relato que tal já tenha acontecido antes, na História de Portugal.

Que pena os professores não terem aberto os olhos mais cedo...

Ó Milú.... tu até podes levar a tua avante, mas não é neste governo.
Estás feita!

Porreiro, pá!

Publicado por JoaoTilly em 05:25 PM | Comentários (2)

Mais polícias para vigiar os professores do que para o Sporting - Benfica

Governo trata os professores como hooligans.
Destacou mais de 600 polícias de intervenção para acompanhar a manif de hoje. Mais do que os que destacou para o jogo de altíssimo risco que foi o último Sporting - Benfica...

Publicado por JoaoTilly em 01:15 PM | Comentários (1)

O Dia pós-D

Ao contrário do que o jornalismo desconhecedor de tudo o que se passa propala na imprensa diária, hoje não é o dia D para os professores.
Os meses M foram os que antecederam a promulgação do inefável ECD, em 19 de Janeiro de 2007. Já lá vai mais de um ano.
Aí, os professores pouco ou nada protestaram. Tirando a manif de Lisboa em 5 de Outubro de 2006, pouco mais houve.
Nessa manif, que juntou 25 mil pessoas no Rossio, muito poucos foram os professores de Seia que nela alinharam.
Hoje, mais de um ano volvido, começam os professores a sentir na pele os efeitos desse maligno ECD.
Mas eu avisei.
Eu fiz tudo para mostrar aos meus colegas que eles estavam a chancelar a ruína das suas carreiras, sem protesto.
Riram-se.
Reuniões sindicais na minha escola? Com 6 ou 7 pessoas. Noutras, nem uma só.
Ainda estou a ver meia dúzia de professoras a dizerem, na sala de professores, escarnecendo de quem lutava por eles: «era o que mais faltava ir agora para Lisboa armada em palhaça!»...
Estes, hoje, estão lá todos.
Mas tarde. Hoje, o ECD foi promulgado e é Lei.

O que esperam, pois, os professores neste momento?
Não se sabe, ao certo. Eu não sei se eles sabem.
Que a ministra seja substituída?
Talvez.
E mais?
Nada.
Lei é lei e é para cumprir.
Os professores, com a sua negligência, deixaram que esta fosse a Lei promulgada.
Cavaco promulgou-a sem hesitação. Não se pode levar a mal. Ele não viu qualquer contestação nem movimentação da classe, a não ser os costumeiros protestos dos sindicatos, e aquela manif do 5 de Outubro...

Estou convencido que agora é tarde.
Mais coisa, menos coisa, tudo seguirá os seus trâmites se isto for um estado de direito.

Mas enfim:
Já que se perderam todas as oportunidades para, em tempo útil, se protestar e se tentar corrigir o monstro que é este ECD (e que muitos professores ainda desconhecem em profundidade e ainda não se aperceberam bem do que ele encerra) é verdade que vale mais a manif de hoje do que nada.
Embora a apoie, claro, receio que de pouco efectivamente venha a servir, porque este governo - está visto - não vai revogar a Lei.
Nem o próximo, cá para mim...
Portanto, professores: demitiram-se dos vossos deveres de cidadania e dos vossos direitos de protesto em tempo útil?
Protestam fora de prazo?
Paciência... aprendam ao menos que, para a próxima, é melhor lutar em tempo útil do que chorar sobre o leite derramado.

Publicado por JoaoTilly em 01:10 PM | Comentários (0)

Avaliar um professor pelas positivas que dá é o mesmo que avaliar um juiz pelas absolvições que decreta.

A subversão é a mesma:
Menos condenações = menos despesa para o estado = melhor rácio de criminalidade = menor despesa com a população presidiária = evitabilidade de construção de novas prisões = melhor imagem internacional de Portugal.

Todos os números melhoram.
A sociedade é que não, porque os maus alunos passam mas continuam ignorantes e os criminosos cometem crimes mas não vão presos.
Uns e outros não receberão o justo castigo que merecem.
Pelo contrário: são recompensados pelo mal que fazem a si próprios e à sociedade.
Quem sai prejudicado são, por isso, os bons alunos e as pessoas sérias e honestas.

É o Portugal de Sócras.

Publicado por JoaoTilly em 12:34 AM | Comentários (1)

março 07, 2008

ÚLTIMA HORA: Professores esgotam autocarros em todo o país!

A alternativa é o comboio!
De Coimbra, Aveiro, Porto, centenas de professores já compraram bilhetes de comboio para Lisboa, para a marcha de amanhã.
Não há autocarros no centro do país.
Está tudo alugado!
Vai ser uma coisa nunca vista.

Vamos é ver se corre tudo bem...
Não me admira que, com tanta gente e tanta confusão, alguém contrate meia dúzia de arruaceiros infiltrados para provocar confusão e lançarem a culpa sobre os professores...
Há que ter muita atenção e agir como antes do 25 de Abril.
De resto, a distância entre o antes e o depois do 24/4 já está bem encurtada...

Publicado por JoaoTilly em 01:56 PM | Comentários (0)

Polícias nas escolas armados em PIDEs

Das poucas diferenças que ainda se podem descortinar entre Salazar e Sócras - para além da colossal distância entre a privilegiada inteligência do primeiro e a triste xico-espertice do segundo - é que ambos perceberam que o estado é de quem é chefe, embora de formas diferentes.
Salazar mandou instruir uma polícia especializada - a PIDE - para proteger o estado (quer dizer: o regime) - dos ataques e das subversões da democracia.

Sócras percebeu que todo o tuga atrasado almeja ser bufo do seu chefe.
Por isso, enquanto Salazar dispunha de uma polícia especializada de 200 ou 300 agentes (fora os bufos) para cuidar da Inteligência (Informação secreta) do Estado, Sócras pretende funcionar com 5 milhões deles - metade da população que bufa sobre a outra metade - para o mesmo fim.
É mais seguro, este sistema, pois se toda a gente controla toda a gente neste estado policial, tem-se a certeza absoluta de que qualquer "conspiração" aborta à nascença.
E mais: não lhes paga!
Genial, devo confessar...

Assim, temos os agentes à paisana a entrar nas escolas e a fazerem perguntas inquisitórias do género: «qual vai ser a adesão da marcha?»
E a pedirem mais notícias sobre o que se está a organizar.
Bem: eu não sei como comentar isto.

Repetem-se os métodos, nada se aprende com as calinadas, e isto não pode ficar a dever-se apenas à estupidez de meia dúzia de agentes que querem subir na carreira à custa de lamber as botas aos chefes.
Alguém os mandou fazer aquele serviço.
Sabemos que, neste momento, na Função Pública, todo o bicho careta, seja ele analfabeto, estúpido ou mero sapo aprendiz de político adora bufar aos ouvidos do chefe.
Os polícias não fugirão à regra.
Mas daí até fazerem aquilo por vontade própria vai uma distância intransponível.

A verdade é que nada se aprendeu com a indignidade do que se passou no sindicato da Covilhã.
Ontem tivemos 2 ou 3 xicos-espertos a correrem as escolas a imitar os espiões que vêm nos filmes "amaricanos".
Hoje, e mesmo depois das garantias em sentido contrário do Ministro (como se ele fizesse a mínima ideia do que se passa no terreno...), tivemos mais um caso.
E amanhã?

Publicado por JoaoTilly em 01:47 PM | Comentários (0)

Emergência deficiente revela má gestão de socorro no INEM

A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Vila Franca de Xira não prestou o socorro imediato ao homem de 51 anos, que viria a falecer enquanto aguardava por aquele apoio-pré-hospitalar, em Samora Correia (Benavente), porque se encontrava, simultaneamente, a caminho de uma outra ocorrência, em Glória do Ribatejo. Serviço para o qual o INEM não activou a VMER de Santarém, responsável por aquela área e que se encontrava operacional.

A viatura de Vila Franca, que dista a apenas 10 quilómetros de Samora, acabou por responder às ordens do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), realizando o primeiro socorro. Só chegou a Samora Correia 40 minutos após a chamada da família da vítima para o 112 (pelas 23.35 horas) e devido ao apelo lançado ao CODU pelos bombeiros de Samora Correia.

"Quando a nossa segunda ambulância se deslocou ao local é que finalmente a VMER de Vila Franca apareceu. Mas foi preciso pedirmos a sua presença. Soubemos então que a viatura teve de fazer um socorro num sítio que era mais perto da VMER de Santarém", disse, ao JN, Miguel Cardia, comandante dos bombeiros. Segundo este responsável, a viatura pré-hospitalar escalabitana manteve-se parada na base durante toda a noite no hospital distrital, apesar da proximidade de Glória do Ribatejo.

Versão que contradiz a explicação do porta-voz do INEM, Pedro Coelho dos Santos, segundo o qual tais serviços "não terão levado mais de 15 minutos", remetendo outras explicações para depois da conclusão do inquérito ao incidente que aquela entidade decidiu abrir.

Após ter percorrido 42 quilómetros até uma aldeia em pleno distrito de Santarém, a VMER de Vila Franca levou então mais de 15 minutos a percorrer idêntica distância até Samora, onde chegou já passava da meia-noite. Um atraso daquela unidade de emergência especializada que foi confirmado, ontem, pela família e vizinhos da vítima, Jorge Bento, cirurgião.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém revelou, ao JN, que a VMER de Santarém "inexplicavelmente não foi accionada pelo CODU para Glória do Ribatejo". "Teve de ser Vila Franca a respondender a esse serviço e a deslocar-se para o outro, em Samora, logo depois, perdendo muito tempo", adiantou a mesma fonte.

Relembre-se que, naquela noite, o INEM também activou erradamente os bombeiros de Almeirim para responderem ao pedido de socorro feito pelo filho do médico falecido. A família vive somente a 400 metros dos bombeiros de Samora Correia.


Como é possível que ninguém faça uma ideia do que está a fazer no CODU?
Deixam-se morrer pessoas - umas atrás das outras - e o serviço não se melhora. Depois da bronca de Alijó e de Castedo... tudo continua na mesma e as pessoas continuam a morrer inutilmente.
ESTAS GRANDES REFORMAS DA SAÚDE MATAM TANTA GENTE COMO A DOENÇA!

Publicado por JoaoTilly em 01:31 PM | Comentários (0)

março 06, 2008

MARCHA DA INDIGNAÇÃO – INSTRUÇÕES IMPORTANTES

• Como se prevê uma enorme deslocação de professores de fora de Lisboa para o local da Marcha…

• Atendendo ao elevado número de autocarros, cerca de 600, e aos muitos professores que se deslocarão em automóvel, principalmente das localidades mais próximas de Lisboa…

• Se se considerar que a PSP tomará excepcionais medidas de segurança, quer relativamente ao acesso ao local de arranque da Marcha, quer em relação a desvio de tráfego e a locais de estacionamento…

• Como é provável que as principais artérias que confluem na Rotunda do Marquês de Pombal, estejam cortadas ao trânsito, até porque serão utilizadas como locais de concentração dos manifestantes, por região…

…O SPRC aconselha que:

1. Quem se desloca de fora de Lisboa, em transporte próprio, deve fazê-lo num horário que permita estar em Lisboa bastante tempo antes do início da marcha;

2. Como as áreas de serviço da A1 vão estar saturadas, cada um leve o seu “farnel”, como forma de evitar congestionamentos nos locais de refeição;

3. Chegados ao “Marquês”, os professores da região centro do país (distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, excepto das áreas sindicais do SPN e SPGL) se concentrem ao fundo do Parque Eduardo VII;

4. Aí, junto à carrinha de som, que estará assinalada com uma placa com a palavra CENTRO, levantem diversos materiais que devem ser utilizados na Marcha (bandeiras, faixas e autocolantes);

5. Em caso de dúvidas ou necessidade de apoio, antes e durante a Marcha, se dirijam ao pessoal de apoio/segurança que se situará nas bandas laterais em toda a extensão da Marcha.

Informa-se, ainda, que, tendo em conta o balanço realizado ontem, 5 de Março, relativamente às inscrições já apuradas para os transportes organizados, foi necessário alterar o percurso da marcha, passando o final da Marcha para o Terreiro do Paço, pois o número previsível de manifestantes ultrapassará a capacidade do Rossio (local anteriormente previsto).

Assim, a Marcha da Indignação dos Professores iniciar-se-á no topo da Avenida da Liberdade (junto à rotunda do Marquês) e acabará no Terreiro do Paço.


A Direcção

Publicado por JoaoTilly em 03:36 PM | Comentários (1)

Ninguém nos pára...


Prosseguem de Norte a Sul protestos espontâneos de professores contra a forma como o Ministério da Educação está a conduzir a avaliação do seu desempenho.
Ontem, cerca de 1200 pessoas juntaram-se em Vila Real e 500 em Chaves.
Em Lamego, o descontentamento reuniu 300 docentes.
Outras centenas manifestaram--se em Bragança e no Barreiro.

in CM

No dia 8, em Lisboa, daremos a resposta à vil ministra da avaliação e ao seu guarda-costas.
25 de Abril, SEMPRE!

Publicado por JoaoTilly em 05:45 AM | Comentários (1)

Eu vi um sapo... moralista


Disseram-me que anda para aí um sapo a mandar-me bocas num blog que ninguém lê.
Só não me conseguiram dar o endereço.
Justamente por isso. Porque é um blog sem leitores.
Mas parece que, a propósito da minha luta contra a indignidade a que querem submeter os professores, o dito sapo (como lhe chamam os alunos) se refere ao meu percurso de vida, com críticas e moralismos.

É preciso dizer-se que esse sapo é um dos poucos que envergonharam a classe dos Professores, acorrendo ao beija-mão ao Sócrates naquela reunião de professores vassalos (a ver se lhes calha alguma migalha), que tanta bronca deu na comunicação social.
Um vendido, portanto.

Mas não é isso que me admira.
É que eu pensava que quem tem telhados de cristal (nem sequer são de vidro), não seria a pessoa mais bem posicionada para dar lições de moral aos outros...
Mas, pelos vistos, enganei-me.

Ainda vou esperar mais um pouco para ver se consigo ler o texto em causa, ou se alguém mo manda, porque eu, sinceramente, não consigo descobrir que blog misterioso é esse.

E depois veremos... pode ser que ainda venha a escrever aqui a verdadeira história da vida dupla de um lambe-botas, um traidor da sua classe, um malabarista ridículo que vive para manter falsas aparências sociais, subitamente dado a moralismos e a censor da vida alheia.
Vai ser só rir!...

Publicado por JoaoTilly em 04:59 AM | Comentários (3)

Plano de Recuperação de MARIA DE LURDES RODRIGUES

Plano de Recuperação



Aluna nº 1; Turma: 1;
Nome: MARIA DE LURDES RODRIGUES
Enc. Educação: Ela própria
Morada: Avenida 5 de Outubro, nº 107, 1069-018 Lisboa


Dificuldades diagnosticadas:

• Deficiente capacidade de relacionamento interpessoal (tem dificuldade em olhar as pessoas de frente, não respeita opiniões diferentes da sua, distorce a realidade à medida dos seus interesses;

• Falta de pré-requisitos (deveria saber algo sobre a escola e sobre o seu modo de funcionamento antes de começar a dizer que está tudo mal e produzir legislação em catadupa e antes de ser demonstrada a sua necessidade);

• Deficiente domínio da Língua Portuguesa (confunde a palavra “Professor” – nome comum concreto, com os adjectivos “malandro”, “incompetente”, “baldas”, “ocioso”, entre outros.


Propostas para a recuperação da aluna:

• Frequentar workshops sobre relacionamento interpessoal – recomenda-se em particular o desenvolvimento das capacidades de ouvir os outros, pensar pela sua cabeça e agir em seguida;

• Leccionar aulas numa escola do ensino público onde poderá demonstrar as suas brilhantes qualidades de condutora de jovens, professora, confidente, amiga e, por fim, mãe…

• Relacionar-se com membros dessa classe marginal que são os professores para estudar a origem das suas limitações e comportamentos desviantes, de modo a apresentar alternativas válidas para a sua integração como cidadãos de pleno direito, na sociedade.



O Director de Turma: Hélder Figueira

Publicado por JoaoTilly em 03:53 AM | Comentários (22)

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES


ESCLARECIMENTO DO SPN

Na sequência da providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte, requerendo a suspensão dos despachos do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 24 e 25 de Janeiro de 2008, e do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 25 de Janeiro de 2008, encontram-se suspensos, neste momento:

- as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto da Avaliação de Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores;

- as fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente;

- os prazos processuais previstos no art. 34º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008,

isto de acordo com o previsto no art. 128º, nº 1 e nº 2, do Código do Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA), que dispõe:

"1 - Quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo, a autoridade administrativa, recebido o duplicado do requerimento, não pode iniciar ou prosseguir a execução, salvo se, mediante resolução fundamentada, reconhecer, no prazo de 15 dias, que o diferendo de execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.

2 - Sem prejuízo do previsto na parte final do número anterior, deve a autoridade que receba o duplicado impedir, com urgência, que os serviços competentes ou os interessados procedam ou continuem a proceder à execução do acto".

Assim, podem as escolas trabalhar, designadamente, ao nível da eventual necessidade de alteração de documentos próprios (Projecto Educativo, Regulamento Interno, etc.), bem como discutindo possíveis formulações de outros documentos necessários, no âmbito do processo de avaliação do desempenho.

Contudo, esse trabalho não pode, para já, sob pena de se incorrer no desrespeito pelas decisões de, pelo menos, três tribunais, incluir:

- a aprovação, pelo Conselho Pedagógico, dos instrumentos de registo normalizados;

- o estabelecimento de objectivos individuais;

- a calendarização de aulas assistidas, mesmo que exclusivamente aos docentes contratados, sem que os dois procedimentos anteriormente referidos estejam terminados.
Porto, 21 de Fevereiro de 2008


A Direcção

Publicado por JoaoTilly em 03:42 AM | Comentários (0)

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS


NÃO ESQUECER:

AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO ESTÁ SUSPENSA POR ORDEM DOS TRIBUNAIS

http://www.spn.pt/?aba=27&cat=118&doc=2075&mid=115

Se por acaso na escola onde trabalha já ocorreu reunião de Conselho Pedagógico e nela foi aprovada seja o que for neste sentido, saiba que é ilegal.

Como agir?
Solicitar cópia da acta do Conselho Pedagogico (todos os professores têm o direito e dever de ler estas actas) e entregue-a num sindicato de professores. Para tratamento judicial.

Saiba que o que está no site da DGRHE, com as assinaturas do Valter e Morais é desobediência às ordens dos Tribunais e punível judicialmente.

Quem responde judicialmente por desobediência são os Pedagógicos e os professores das escolas. Atenção!

Os prof contratados serão avaliados como sempre foram no final do ano de serviço.

Publicado por JoaoTilly em 03:31 AM | Comentários (0)

março 05, 2008

Palavras, para quê?

Photobucket

Publicado por JoaoTilly em 03:37 PM | Comentários (0)

Carta ao Coelhone


A/C Dr. Jorge Coelho

Exmo Senhor:


Decidiu, o Sr, pronunciar-se no último programa da SIC Notícias "Quadratura do Círculo" sobre a avaliação dos professores e sobre o novo modelo de gestão das escolas, sustentando a tese da falência do actual modelo de gestão das escolas e da causalidade entre a inoperacionalidade dos Conselhos Executivos e o péssimo estado em que as escolas se encontram na actualidade.

Concordando eu consigo quando afirma que o actual modelo não serve os interesses das escolas porque, de uma maneira geral, os Conselhos Directivos não estão dotados de autonomia verdadeira (nem o querem estar, para evitar problemas...) e a maioria dos "eleitos" em lista única estão lá para tratar das suas vidas pessoais, relegando os interesses das escolas para a quinta casa decimal, já não posso concordar com a relação causa-efeito que pretende estabelecer entre o actual modelo de gestão escolar e a qualidade do ensino, porquanto os actuais CDs mais não fazem que seguir religiosamente as determinações erráticas, avulsas, contraditórias e por vezes hilariantes do secretário de estado.

Alguém que emita opiniões publicamente sobre tal temática deve ter conhecimentos profundos e actualizados que contradizem e deitam por terra todo um trabalho desenvolvido por uma instituição idónea como é a Inspecção-Geral do Ensino que, no seu relatório "Avaliação Externa das Escolas – Relatório Nacional 2006/2007", expressa conclusões completamente contrárias às suas..

Por conseguinte, a este propósito, solicito-lhe informe os portugueses sobre:
- a identificação das avaliações empreendidas ao actual modelo de gestão das escolas,
- que entidades realizaram esses estudos.
- quais as principais conclusões a que chegaram.
- quais são as escolas que se encontram disfuncionais e
- em resultado de que práticas de gestão.

Se não esclarecer os fundamentos das suas afirmações ou se não concretizar, em dados fiáveis, o anátema que lançou sobre o actual modelo seguidista de gestão das escolas, serei forçado a concluir que se limitou a exprimir impressões subjectivas típicas de quem ignora a realidade das escolas.
Opinião, essa, encomendada pelos seus superiores hierárquicos dentro do partido em que milita.

Ciente de que não deixará de me disponibilizar os esclarecimentos solicitados, endereço os meus cumprimentos.


João Tilly
Professor de matemática.
Escola EB 2,3 Dr Abranches Ferrão
Seia


Quem concordar com esta peculiar visão sobre o actual momento que a escola pública vive, em Portugal, pode fazer copy/paste, mudar o nome, acrescentar ou retirar o que quiser e enviar para:
quadraturadocirculo@sic.pt

Publicado por JoaoTilly em 12:51 PM | Comentários (3)

Mas afinal como é que os professores Alemães e Suiços são avaliados?

Como é que os professores alemães e suiços são avaliados?
Não se deixe enganar pela propaganda e pela prosa semianalfabeta de cronistas ignorantes!
Leia aqui:
http://www.scribd.com/doc/2210501/Como-e-que-os-professores-alemaes-e-suicos-sao-avaliados-1
... e pasme-se com a propaganda FALSA deste governo que não tem pejo em enganar descaradamente as pessoas.
Hoje, com a net, sustentar MENTIRAS escandalosas é cada vez mais difícil...

Publicado por JoaoTilly em 10:20 AM | Comentários (2)

Polícia (política) diz que é tudo coincidência...


Como se esperava - e eu publiquei ontem mesmo - não resta à estapafúrdia polícia que temos outra alternativa do que dizer que não se passa nada.
Se se passase eles tinham a obrigação de descobrir.
Como NUNCA descobrem NADA, aprenderam a dizer que não se passa nada.
O segurança cometeu suicídio! Com 3 facadas profundas no tórax!!!!
O Ferrari despistou-se mas não foi atentado!!!! - Em apenas 24 horas conseguem dar o resultado de ums investigação que deveria levar meses!!!!
Verificaram o circuito de travagem?
Verificaram se o motor entrou em balanço?
Nada!
Nem sequer há elementos, por exemplo no circuito de travagem, que possam indiciar se algum cabo hidraulico foi cortado. Aquilo ficou uma amálgama...
Mas a PJ, antes que a mandem trabalhar, vai logo dizendo que não foi crime.
Foi coincidência...!
Mais precisamente a 10ª coincidência em mortes de seguranças do Porto em 6 meses!
E o moço abatido com um tiro na nuca só não se suicidou porque houve o azar de um colega ter visto.
Senão, a PJ garantia já que o desgraçado se teria suicidado com um tiro na nuca!!!
E quando forem 3 tiros?
Também foi suicídio!
E, se depois de 6 tiros na cabeça aparecer alguém enforcado e amordaçado?
Suicídio, claro! Com requintes de malvadez...
Fica o problema resolvido para todos.

- Para a polícia a quem ninguém manda prender por total ineficácia, para não dizer má-fé...
Para os assassinos que assim percebem que podem matar quem quiserem que nunca são presos. Nunca ninguém investiga, sequer.
3 - E para este inqualificável governo que, por mais gente que seja abatida nas ruas, virá sempre dizer que foram excepções à regra e que o crime tem diminuído.
Só os polícias é que garantem precisamente o contrário!
Que nunca viram nada como o que se está a passar agora.
Qualquer dia começam a aparecer os sindicalistas da polícia suicidados com 10 tiros na nuca...


Aconselho os leitores a darem uma volta na net à procura de "Criminalidade Violenta."
Verificarão que a receita é a mesma em todo o mundo.
Todos os governos em exercício dizem que está a baixar.
Todos os polícias sem cargos políticos dizem que está a aumentar.
Todas as populações anónimas garantem que disparou.

Em Portugal não se inventa nada.
Nem a mentira...

Publicado por JoaoTilly em 09:46 AM | Comentários (2)

O que temos hoje

A Manif de Faro, os suspeitos do costume (= zero) e a economia que não arranca, apesar das balelas de Correia dos Santos

Publicado por JoaoTilly em 08:20 AM | Comentários (0)

Sócras sócio de 3 acusados e condenados por corrupção.... estranho...


Circula na net:
A Casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.

Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa. São cinco assoalhadas dum 3º andar no edifício Heron Castilho. Tem 150 metros quadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em Fevereiro de1996, 240.000 euros.

Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca e diz não ter rendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de poupança.
O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.

Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco?

Sociedade de Venda de Combustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado na matrícula da sociedade.
No seu site, Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, não consta este pormenor
.

Diz-se (mas eu não acredito) que o Ministério Público está a investigar os investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades partidárias, durante o período em que José Sócrates exerceu funções governativas (Ministro do Ambiente de António Guterres).
Só acredito que isso venha a acontecer DEPOIS de Sócras deixar de ser primeiro ministro.
Eu sei como funcionam a justiça e as investigações em Portugal.

Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do concurso para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do Planalto Beirão.
A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.
A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio deSousa.

Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez. E porque se tenta ele esquecer?

Porque:

Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entanto foi o eterno colega de Sócrates, "formado" na mesma universidade Independente, recebeu vários prémios do amigo José Sócrates, entre os quais é ADMINISTRADOR DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, e agora ADMINISTRADOR DO BCP, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.

Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; HOJE É ELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS, com dezenas de processos por corrupção às costas...
Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.


Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar. Que "ricos" amigos, hein?...Como é mesmo aquele provérbio?...
"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!"

Sócrates já não se lembra...
Convém que o pessoal não se esqueça!!!

Publicado por JoaoTilly em 07:46 AM | Comentários (0)

março 04, 2008

iNForM@R: ESCLARECIMENTOS SOBRE A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Sindicato dos Professores da Região Centro


ESCLARECIMENTOS SOBRE
A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO



Com a finalidade de gerar confusão nas escolas em relação ao que estas devem/podem ou não fazer no que respeita à avaliação de desempenho, o ME tem divulgado alguns textos no site da DGRHE. Só não fez o que era suposto e deveria anteceder qualquer outro procedimento: constituir o conselho científico para a avaliação dos professores e aprovar as fichas e grelhas de avaliação cuja negociação se mantém.

Tendo em consideração os inúmeros contactos que recebemos, compete-nos esclarecer:

1. Todos os actos administrativos decorrentes dos despachos de 24 e 25 de Janeiro, respectivamente, do Secretário de Estado Adjunto e da Educação e do Secretário de Estado da Educação, se encontram suspensos, na sequência de cinco providências cautelares interpostas pelos Sindicatos de Professores, tendo o ME sido citado em relação a todas elas (consequências previstas no artigo 128.º do CPTA);

2. Por essa razão, o ME foi obrigado a suspender os prazos que tinha estabelecido, para que as escolas avançassem com os procedimentos internos obrigando-as a aprovar os seus próprios prazos;

3. Simultaneamente, contrariando os Tribunais, tornou públicas orientações sobre procedimentos a adoptar pelas escolas neste âmbito, em papel apócrifo, divulgado no site da DGRHE;

4. Do texto referido no número anterior, já os Sindicatos apresentaram a respectiva queixa no Tribunal, requerendo que seja declarada a ineficácia de todos os actos de execução indevida produzidos a partir do momento da citação do ME;

5. De igual forma, será apresentada queixa em relação a qualquer procedimento interno das escolas (por exemplo, aprovação de instrumentos de registo ou indicadores de medida nos conselhos pedagógicos, aprovação de objectivos individuais de avaliação, entre outros) que configure ilegalidade e/ou desobediência aos tribunais;

6. Esta suspensão manter-se-á até ao momento em que, eventualmente, as cinco providências cautelares sejam declaradas não providas. No entanto, basta que uma obtenha provimento para que a suspensão se mantenha em todo o país;

7. Com o objectivo de criar ainda maior confusão, a DGRHE divulgou, na sua página, uma circular datada de 26/2/2008 sobre avaliação do desempenho. Do conteúdo dessa circular nada há a dizer. Contudo, deveria aquela referir que a sua aplicação está dependente da cessação da suspensão;

8. Quanto à contagem do tempo de serviço que, eventualmente, não seja avaliado, como é evidente, não estará posta em causa, na medida em que a inexistência de avaliação não é responsabilidade dos docentes;

9. Portanto, a FENPROF apela a todos os professores e educadores para que, na defesa dos seus direitos, se mantenham atentos a qualquer manobra que vise desrespeitar a lei. Não podemos pactuar com ilegalidades e/ou actos que constituam desobediência aos tribunais e/ou aos quadros legais em vigor;

10. Qualquer situação dúbia com que os docentes se confrontem nas escolas deverá, de imediato, ser apresentada junto do seu Sindicato;

11. A FENPROF reafirma que não tem qualquer sentido nem exequibilidade lançar qualquer processo de avaliação do desempenho rigoroso nesta fase do ano lectivo, já que, neste caso, a sua pesada burocracia e ocupação temporal implicaria afastar os professores da sua actividade profissional qual é, fundamentalmente, ensinar;

12. Por fim, a FENPROF reafirma que discorda profundamente do regime de avaliação imposto pelo ME e tudo fará no sentido da sua rápida substituição por um modelo que contribua para valorizar a profissão e melhorar o desempenho dos docentes e as boas aprendizagens dos alunos.

Lisboa, 3 de Março de 2008

O Secretariado Nacional

NOTA: Segue também por correio para todos os órgãos de gestão

Publicado por JoaoTilly em 09:25 PM | Comentários (0)

criminalidade imparável!

Dispara a violência. Os crimes cada vez mais sofisticados. A polícia não tem a mínima preparação para lidar com a criminalidade organizada. O Ferrari de mais um bufo da noite do Porto foi simplesmente pulverizado.
5 hipóteses: A - furo. B - bomba. C - Bomba potente. D - Bomba muito potente. E - Bomba potentíssima.
Resposta correcta: furo.

A judiciária não sabe para que lado se virar, como sempre.
Nem que carros pode usar. Uns não têm gasolina, outros têm que ir para a oficina e não há tinteiros nas fotocopiadoras para fazer as respectivas requisições, por isso a coisa está preta...
Acho que foi por causa da falta de tinteiros que a Maddie, o Rui Pedro (faz agora 10 anos) e todas as demais crianças nunca apareceram.
E também foi por causa disso que Leonor Cipriano apareceu toda negra. Afinal aquilo não eram nódoas de porrada: era a tinta do último tinteiro que estava a ser abanado pelo inspector para ver se ainda dava para pedir um mandado de captura para um pedófilo reincidente e assassino confesso. Afinal, não deu. Paciência. Fica para a próxima.
Só não está bem explicado como é que a tinta atingiu a Leonor apesar de ela ter um saco preto enfiado na cabeça... mas se calhar o saco, de tanto uso, já tinha uns furinhos...

Publicado por JoaoTilly em 11:33 AM | Comentários (0)

até os jornais de negócios denunciam o Pinóquio

Só agora é que a imprensa especializada em economia percebeu que Sócrates é falso como judas.
Estes economistas demoraram 3 anos a perceber o que para todos foi imediato.
Por este andar, daqui a mais uns anitos ainda vão descobrir que Portugal tem a sorte de ter os preços mais caros e os ordenados mais baixos da europa dita desenvolvida (nunca percebi porque é que englobam este arremedo de país numa Europa de países a sério...).
É dar-lhes tempo, que eles vão lá...

Publicado por JoaoTilly em 07:56 AM | Comentários (0)

Valter, o lemos embaraça direcção do PS

Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, embaraçou o actual Governo pela forma como atacou uma sua antecessora socialista na função, Ana Benavente, que por sua vez tinha considerado que a equipa que dirige o ministério da Educação "não honra o PS".

O embaraço surgiu porque ao disparar sobre Ana Benavente, acabou por atingir, por ricochete, um influente membro do actual Governo, Augusto Santos Silva, ministro dos Assuntos Parlamentares, que no tempo de Guterres foi ministro da Educação, tendo precisamente Ana Benavente como sua secretária de Estado. A actuação de Benavente no Governo, disse Valter Lemos, teve como consequência "os piores resultados escolares da Europa".

Manuel Alegre ataca

"Não é normal que um secretário de Estado de um Governo do mesmo partido ataque um anterior secretário de Estado", disse ao DN.
O ex-candidato presidencial achou a atitude "tanto mais estranha quando isso pôs em causa o titular da pasta da Educação da altura, que por acaso é o actual ministro dos Assuntos Parlamentares".


Com que então, os piores resultados da europa, durante um governo socialista, hein?
Não há nada como se zangarem as comadres!...

Publicado por JoaoTilly em 07:55 AM | Comentários (0)

À boa maneira Salazarista:
PS promove comício de apoio a Sócras!

É a primeira vez, depois do 25 de Abril, que se vê uma manobra de contra informação deste calibre: O PS mobiliza-se de Norte a Sul para fazer frente à grande manifestação dos professores que terá lugar no próximo sábado.
Uma contra-manifestação à boa maneira salazarenta!
Que maravilha!

Mário Soares, o anti-fascista, deve estar muito satisfeito com a aplicação dos tradicionais métodos de António Ferro ao regime democrático actual.

De qualquer modo, esta inédita reacção demonstra o pânico que está a ser vivido no largo do rato, com os estrategas socialistas a verem, todos os dias, os professores finalmente a fazerem-lhes frente.
É que o calendário eleitoral é inexorável.
Esta indignidade, se adiada para o ano, remeterá o PS para números nunca atingidos, nas legislativas de 2009. E não exactamente pela positiva...
Todos o sabemos.
E eles também.

Publicado por JoaoTilly em 07:43 AM | Comentários (1)

março 03, 2008

CONFAP recebe 150.000 euros da ministra da avaliação!


Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720).
Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115).
Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra.



















Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida?
Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro.
O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).

E AINDA TEM A CORAGEM DE SE DIRIGIR AOS PROFESSORES E MANDÁ-LOS TRABALHAR, E PÔR O INTERESSE DOS ALUNOS À FRENTE DOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES!!!!

É preciso lata!

Publicado por JoaoTilly em 10:44 PM | Comentários (12)

Mas ninguém explicou ao Ruizinho que quando se promete mais policiamento tem que se cumprir?


Rui Pereira compete com Pinho para o concurso de ministro xoné do ano.
Apressa-se a prometer policiamento para as zonas onde se verificaram os crimes violentos, para acalmar o povo, mas é claro que se fica pelas promessas. Passados 5 minutos das declarações feitas nunca mais se lembra disso.
Portanto, nem sequer na noite do crime mandou para lá ninguém, como é costume.
Resultado: os chunnings transformaram o local do crime numa pista de racing com as televisões a filmar e tudo!!!
Polícia?
Nem um!!!
Centenas de pessoas a apreciar as corridas, dezenas de carros a abrir e a fazerem uma barulheira infernal a meros 500 metros do local do crime de ante-ontem... e a polícia?
Nem à paisana!

É só rir este Rui Xoné!
Um ministro bem à altura de Sócras. Este nunca será remodelado.

Publicado por JoaoTilly em 08:15 AM | Comentários (3)

Muita atenção aos Conselhos Directivos que desrespeitam as decisões dos Tribunais!...


AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS DOCENTES
ESCLARECIMENTO DO SPN



Na sequência da providência cautelar intentada, a 8.Fevereiro.2008, pelo Sindicato dos Professores do Norte, requerendo a suspensão dos despachos do Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, de 24 e 25 de Janeiro de 2008, e do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 25 de Janeiro de 2008, encontram-se suspensos, neste momento:
- as recomendações sobre a elaboração e aprovação, pelos Conselhos Pedagógicos, de instrumentos de registo normalizados, previstos no Decreto da Avaliação de Desempenho, emanadas pela Senhora Presidente do Conselho Científico de Avaliação dos Professores;
- as fichas de auto-avaliação e avaliação do desempenho do pessoal docente;
- os prazos processuais previstos no art. 34º, do Decreto Regulamentar nº 2/2008,
isto de acordo com o previsto no art. 128º, nº 1 e nº 2, do Código do Processo dos Tribunais Administrativos (CPTA), que dispõe:
“1 - Quando seja requerida a suspensão da eficácia de um acto administrativo, a autoridade administrativa, recebido o duplicado do requerimento, não pode iniciar ou prosseguir a execução, salvo se, mediante resolução fundamentada, reconhecer, no prazo de 15 dias, que o diferendo de execução seria gravemente prejudicial para o interesse público.
2 - Sem prejuízo do previsto na parte final do número anterior, deve a autoridade que receba o duplicado impedir, com urgência, que os serviços competentes ou os interessados procedam ou continuem a proceder à execução do acto”.
Assim, podem as escolas trabalhar, designadamente, ao nível da eventual necessidade de alteração de documentos próprios (Projecto Educativo,
Regulamento Interno, etc.), bem como discutindo possíveis formulações de outros documentos necessários, no âmbito do processo de avaliação do desempenho.
Contudo, esse trabalho não pode, para já, sob pena de se incorrer no desrespeito pelas decisões de, pelo menos, três tribunais, incluir:
- a aprovação, pelo Conselho Pedagógico, dos instrumentos de registo normalizados;
- o estabelecimento de objectivos individuais;
- a calendarização de aulas assistidas, mesmo que exclusivamente aos docentes contratados, sem que os dois procedimentos anteriormente referidos estejam terminados.


Porto, 21 de Fevereiro de 2008
A Direcção

Publicado por JoaoTilly em 01:48 AM | Comentários (4)

2.ª FEIRA – 3 DE MARÇO em LEIRIA!!!

2.ª FEIRA – 3 DE MARÇO

PROTESTO DOS PROFESSORES EM

Leiria


A concentração dos docentes terá lugar na Praça Rodrigues Lobo a partir das 17.00 horas.


Publicado por JoaoTilly em 01:40 AM | Comentários (0)

5 de Março em LAMEGO!

O SPRC/FENPROF realiza uma concentração de professores, em

Lamego,

no próximo dia 5 de Março (quarta-feira), pelas 17.00 H, frente à Escola Secundária Latino Coelho.

Aos professores sobram razões para lutar. Não faltes !


A CONTESTAÇÃO TODOS OS DIAS NA RUA.

Publicado por JoaoTilly em 01:37 AM | Comentários (0)

março 02, 2008

O Jazz e o Blues em Seia

Terminou ontem a "season" da música nascida nos EUA, em Seia.

Percebe-se a ideia da organização de servir na primeira semana um prato mais acessível e facilmente digerível - o blues - deixando para a segunda volta o jazz, em princípio de mais difícil digestão para o grande público.
Mas não foi exactamente isso o que aconteceu.


No primeiro fim de semana ouvimos um grupo de blues que nos trouxe algumas fórmulas muito batidas e comerciais que, em princípio, seriam benéficas para "aquecer" um público que não está ainda muito habituado a este tipo de ambiências musicias.
Percebe-se bem que Minneman foi um músico de bares, muito batido mas pouco mais do que isso. Não trouxe grandes rasgos ou momentos dignos de nota ao seu concerto que, tirando o saxofonista de facto acima da média, se pode considerar como agradável dentro do comum.
Não gostei especialmente do baterista que prefere as actividades circenses à técnica que até mostra possuir, mas isso é com ele.
Tocaram certinho e, tirando o baterista, tudo o resto foi globalmente positivo com destaque para o saxofonista.






O segundo dia foi uma grande e agradável surpresa: Down Home, um grupo vocacionado para o jazz enérgico dos anos 10 a 30.
Embora sem piano, trouxe-nos um ragtime, um boogie-woogie, um fox, tudo alicerçado numa dupla contabaixo-steel guitar inédita, pelo menos para mim.
Um contrabaixista sérvio possuidor de uma técnica fora do comum, com um slap incrível no contrabaixo, voava pelo palco agarrado àquele instrumento monstro o que, para além de visualmente chocante, se mostrou muito eficaz em termos do agarrar da audiência.
Uma técnica irrepreensível demonstrada por quase todos os músicos com destaque menos positivo para a estrela da banda que, de facto, mesmo recorrendo ao som incomum da guitarra de metal com bottle-nec no anelar esquerdo, a ele não recorreu com a frequência e com o efeito que se esperaria, tendo a sua preformance real ficado algo aquém do que a expectativa visual faria prever.
Mas relativamente aos restantes músicos - dois jovens saxofonistas, o contrabaixista e um jovem baterista catalão - todos eles mostraram ser possuidores de uma técnica e de um rigor fora do comum.
Um momento altíssimo de musicalidade neste festival.

O terceiro concerto foi o mais difícil.
Já era esperado. Comprei o último disco do sexteto de Mário Barreiros há quase um ano e confesso que não o consegui ouvir mais do que 2 ou 3 vezes. E não na íntegra.
O Jazz de Barreiros é uma coisa muito à frente, a roçar o free-jazz de tempos a tempos e, embora imprescindível no actual panorama deste tipo de música em Portugal - Mário é considerado consensualmente como a maior referência na bateria no nosso país - parece-me ter sido uma aposta muito ousada nesta fase de instalação do festival, por assim dizer.
Claro que se tratou de um concerto óptimo que só comparo ao de Pat Metheny que vi em Silves no verão.
Imensa qualidade, rasgo, improvisação pura, claro, mas talvez algo demasiado ambicioso nesta fase do projecto para o grande público senense.
O público não reagiu, por isso, com a efusividade dos dias anteriores.

O último concerto foi o mais tocante de todos.
Toni Solá, com toda a energia e dinâmica que transfere para o sax, complementou o estilo oposto de maviosidade e de musicalidade pura de Harry Allen.
E o domínio dos saxofonistas foi de tal forma avassalador que dei por mim a fazer um grande esforço para tentar descortinar o trabalho dos demais instrumentistas, porque simplesmente aqueles dois génios do saxofone ofuscam praticamente tudo.
Um pianista muito sóbrio e eficaz, um baterista muito presente posuidor de um pé esquerdo notável, e um contrabaixista muito discreto (demasiado discreto) mas que fez o que dele se esperava, proporcionaram uma noite inolvidável de jazz e swing tradicional mas que nem por isso desmerece dos demais estilos hoje tão em voga.

Para ser verdadeiro, tenho que dizer que me tocou sobremaneira o sussurro extraordinariamente melódico de Allen.
Não é possível tocar sax com aquele volume mínimo, sem uma única nota bem definida, com o sopro por vezes a igualar e até a suplantar o volume do instrumento. Uma coisa memorável!
Solá, enérgico, senhor de uma técnica e de uma dinâmica ímpares não lhe fica atrás. Antes complementa o estilo "celestial" de Allen.
Um concerto magnífico que fechou com chave de ouro um festival bastante participado, muito positivo embora algo ambicioso, mas que está a marcar de facto posição no calendário cultural de Seia, de ano para ano.
Tenho que reconhecer que nunca esperei que o Jazz vingasse em Seia.
Felizmente, enganei-me.
Dizem-me que se os preços fossem mais baixos mais público haveria. De facto, um casal com um filho paga 21 euros para ver um espectáculo...

Uma última palavra para o público.
Extraordinariamente disciplinado e respeitador, sem ruído de fundo, sem os crónicos que costumam fazer de cada evento musical um pretexto para socializar, a recompensar os solistas com aplausos no final de cada solo e a pedir encores de forma sincronizada.
Dir-se-ia que o público de Seia está habituado a ver jazz toda a vida...
Um único reparo:
Por uma questão de educação, não se devem parar os aplausos enquanto o último músico não sair de cena.
De resto: o festival - este festival - talvez apenas com um ajustamento na política de preços, deve continuar.
Parabéns à Organização.

Publicado por JoaoTilly em 11:00 AM | Comentários (0)

março 01, 2008

1ª Grelha de auto-avaliação

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Publicado por JoaoTilly em 09:17 PM | Comentários (1)

Carta Aberta aos professores da Escola da Amora

1
Enquanto profissionais da educação e, em particular, enquanto
professores, temos a obrigação de intervir, participar e exercer a crítica
relativamente a todas as políticas, a todas as decisões e a todos os actos que
tenham repercussões no sistema educativo e na nossa vida docente. No
momento em que ocorrem alterações radicais que atingem toda a nossa
estrutura profissional, mais essa obrigação se impõe.
Tendo presente a ininterrupta sucessão de políticas que visam retirar
direitos, denegrir a imagem dos professores e afectar a sua vida pessoal e
profissional, e que têm sido concretizadas em diferentes diplomas legais
(Estatuto da Carreira Docente — um amontoado de artigos incoerentes,
iníquos e inaceitáveis; concurso para professores titulares — a maior
barbaridade e indignidade cometida contra uma parte significativa dos
professores em toda a história da educação em Portugal; e, agora, no
inqualificável decreto regulamentar da avaliação de desempenho), torna-se,
para nós, um imperativo ético manifestar publicamente alguns dos nossos
pontos de vista em relação a certas matérias que presentemente estão em
discussão em todas as escolas do país.
Os órgãos e/ou as estruturas de orientação educativa a que cada um
de nós pertence são, obviamente, fóruns onde apresentamos e debatemos
ideias, mas não são, nem devem ser, os únicos locais de reflexão. A livre e
pública partilha de opiniões e o livre e público exercício do contraditório são
exigências e práticas de que nunca abdicaremos.
Por isso, damos, neste momento, a conhecer as nossas opiniões
relativamente a alguns aspectos do conteúdo do decreto regulamentar da
avaliação de desempenho e às reacções que ele motiva ou deve motivar.

2
1. A concretizar-se o que está delineado neste decreto regulamentar,
estaremos perante um modelo de avaliação desmesurado, burocratizado e
incompetente, que irá gerar, porque mal pensado, conflitos gravíssimos entre
colegas. É um modelo que não tem credibilidade para avaliar seja o que for e
quem for. É um modelo perverso, porque estabelece uma ligação directa
entre a avaliação de desempenho dos professores e as classificações dos
alunos. É uma ligação inaceitável, seja qual for o ponto de vista. Hipoteca e
submete a qualidade, a exigência e o rigor do ensino e das aprendizagens à
redução meramente estatística do insucesso escolar.
2. É um modelo de avaliação caracterizado pelo gigantismo de tarefas
improcedentes e gizado por quem não tem a mínima noção do que é avaliar
o desempenho de professores nem a mínima noção do funcionamento
efectivo das escolas.
3. É um sistema que o ministério quer impor a toda a pressa, sem ele
próprio, ministério, ter produzido a legislação complementar que o decreto
regulamentar exige. É o ponto máximo da incompetência.
Sem o mínimo e elementar bom senso, o ministério exige que o
processo ande, mesmo atamancado, mesmo irreflectido, mesmo
incapacitado. Não interessa o que se vai fazer nem como se deve fazer, o
que é preciso é que se faça, o que é preciso é que passe para a opinião
pública a imagem de que os professores estão a ser avaliados.
4. Perante tudo isto, que estão as escolas a fazer? Que devem as
escolas fazer? Várias escolas têm tomado posição pública fortemente crítica
e exigido aquilo que parece ser óbvio para quase todos: o diploma deve ser
suspenso e reformulado. Vários jornais têm revelado as iniciativas públicas
de contestação de dezenas de escolas, do parecer de vários especialistas,
do parecer do Conselho de Escolas.
E a nossa escola, através dos seus diferentes órgãos (ouvidos os
professores, claro), não tomou nenhuma posição pública, porquê? Se não
está de acordo com o decreto regulamentar, não lhe pareceu imperativo
juntar a sua voz à de todas as outras escolas, organismos e pessoas que o
têm feito? Não o fez porquê?
3
Sabe-se que, no passado dia 28 de Janeiro, os presidentes dos
conselhos executivos das escolas do município do Seixal reuniram e
acordaram que fariam um texto para ser enviado ao ministério. Há três dias,
dia 8 de Fevereiro, esse texto, que não representa uma tomada de posição
das escolas, mas apenas a opinião dos signatários, ficou concluído e foi dado
a conhecer, via e-mail, por alguns presidentes aos professores das suas
escolas.
Primeira pergunta: porquê tanto tempo para haver uma reacção?
Segunda pergunta: por que razão esse texto reduz quase
exclusivamente o problema do decreto regulamentar da avaliação de
desempenho a um problema de calendário? É só um problema de tempo que
está em causa e de falta de orientações? Não se vislumbra nada de mais
grave no diploma?
Do nosso ponto de vista, não é só esse o problema, nem é
principalmente esse o problema. Esse é um problema, mas não é o
problema. O recente comunicado do M.E., do dia 9 de Fevereiro, ao transferir
para as escolas a gestão do tempo, mas mantendo inalterado todo o
conteúdo do decreto regulamentar, só vem confirmar que não é correcto
focalizar o problema da avaliação de desempenho no factor tempo. Agora,
diz o governo, as escolas não se podem queixar da falta de tempo. Todavia
os problemas de fundo mantêm-se.
5. Simultaneamente, escolas há, entre as quais a nossa, que parecem
essencialmente preocupadas com a rápida elaboração dos instrumentos de
registo previstos no Artigo 6º, como se mais nada estivesse em causa,
avançando com o processo ainda antes do famigerado Conselho Científico
ter emitido as famigeradas recomendações. A pressa manifestada na
elaboração desses instrumentos é pouco compreensível, já que os
instrumentos de registo são um dos elos da cadeia, mas não são o único,
nem o primeiro e nem sequer o mais importante.
Sem enveredarmos por uma análise exaustiva, vejamos alguns
aspectos.
Na mesma data que o decreto regulamentar prevê que estejam
prontos os referidos instrumentos de registo, prevê-se, igualmente, que
estejam definidos, por parte de cada escola, os indicadores de medida. Ora,
4
diz o Artigo 8º, esses indicadores de medida aplicam-se ao “progresso dos
resultados escolares esperados para os alunos ”(o que, como já afirmámos,
é inaceitável, porque visa acabar administrativamente com o insucesso
escolar, através do enviesado caminho da pressão sobre os professores) e à
“redução do abandono escolar tendo em conta o contexto
socioeducativo ”.
a) Quer dizer, portanto, que é preciso definir indicadores de medida.
Mas antes de se definir os indicadores de medida tem de se definir aquilo
que vai ser medido. Como é óbvio, não se produzem indicadores de medida
sem se saber, exactamente, o que se vai medir.
b) Ora se se vai medir o progresso dos resultados escolares é preciso
definir o que se entende, exactamente, por progresso. Um aluno que tenha
como classificações 6, 7 e 8, respectivamente nos 1º, 2º e 3º períodos
lectivos, progrediu? Ou só se entende que progride se de uma classificação
negativa passar para uma positiva? E um aluno que obtenha como
classificações 12, 9, 10, respectivamente nos 1º, 2º e 3º períodos lectivos,
progrediu? O progresso é avaliado aluno a aluno e depois é feita a média da
turma? É por turmas do mesmo ano de escolaridade ou é a média geral de
todas as turmas do mesmo professor? Ou não é nenhuma destas formas? E
nos cursos de Educação e Formação de Adultos? E no ensino recorrente por
módulos, que são independentes uns dos outros? E...? E...? Já se discutiu
isto na nossa escola? Nos departamentos nada foi discutido!
c) E quanto à medição do abandono escolar? Que se entende por
abandono escolar? Já está definido? Por exemplo, o conceito de abandono
escolar vai ser o mesmo, quer se refira ao ensino diurno quer ao ensino
nocturno? Incluem-se no conceito de abandono escolar os alunos que
interrompem os estudos para irem trabalhar? E os que se matriculam e nunca
apareceram a uma única aula também são incluídos no abandono escolar? E
os que vieram apenas a três ou quatro aulas incluem-se? Qual é a fronteira
entre o que é abandono e o que não é? Isto já foi discutido? Nos
departamentos, não.
5
d) E o contexto socioeducativo da escola já foi definido? Que
influência vai ele ter na ponderação das taxas de abandono e na avaliação
dos progressos escolares, conforme está previsto no decreto regulamentar?
Já se tem uma ideia de como vai ser,em concreto,“tido em conta ” o factor
“contexto socioeducativo ”da Escola Secundária de Amora no processo de
avaliação?
e) Já foi discutido se a avaliação de desempenho deve também ter por
referência o projecto curricular de turma, conforme o possibilita o ponto 2
do Artigo 8º? Os professores, quando definirem os seus objectivos
individuais, têm de estar informados sobre isto.
f) Já foi analisado o Projecto Educativo da Escola para se avaliar se
está adaptado às novas exigências que a avaliação de desempenho suscita
(em particular para o que está estipulado nos artigo 8º e no ponto 2 do artigo
13º)? E o Plano Anual de Actividades?
g) Que indicadores de medida vão ser utilizados para aferir “a
prestação de apoio à aprendizagem dos alunos, incluindo aqueles com
dificuldades de aprendizagem ” (alínea c),ponto 2,Artigo 9 º)?E para aferir “a
participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão
da escola ”(alínea d),ponto 2,Artigo 9 º)?E para aferir “a relação com a
comunidade ” (alínea e), ponto 2, Artigo 9º)? Etc., etc., etc.
Como se vê, existe muito mais mundo para além dos instrumentos de
registo (vulgo, grelhas) e muito mais importante e muito mais complexo.
Os exemplos apresentados são apenas alguns de entre muitos outros
aspectos complexos que requerem profunda reflexão e debate alargado.
Porquê, então, centrar as atenções nos instrumentos de registo? Se,
em lugar de ter havido uma focalização quase exclusiva nos instrumentos de
registo, se tivesse feito uma análise aprofundada e partilhada destes e dos
restantes pontos do decreto regulamentar, com certeza que se teria tornado
evidente que o processo em marcha é totalmente insustentável. Com
certeza que já se teria sentido a obrigação de o manifestar, de modo
profissional, isto é, de modo fundamentado, sério e rigoroso, à senhora
Ministra da Educação.
6
O absoluto gigantismo do processo, a sua objectiva desadequação e
manifesta inoperacionalidade, a ausência de qualquer formação prévia
neste domínio, a incompletude da legislação e, fundamentalmente, a
inaceitável ligação dos resultados dos alunos à avaliação dos
professores, não são, entre outros, motivos mais do que justificados para
uma tomada de posição pública da nossa escola?
Não deveríamos nós contribuir para engrossar o movimento de
contestação à vergonhosa situação que a educação no nosso país chegou?
É este tipo de inacção que permite ao senhor Secretário de Estado
diz er que “só uma vintena de escolas ” se manifestou contra..
A nossa escola tem mais de duzentos professores, é uma instituição
com uma dimensão significativa no contexto nacional. Porque está muda e
queda? Não tem uma palavra a dizer?
Não estamos a falar de um levantamento popular, nem de
ilegalidades, nem de ilícitos disciplinares. Estamos a falar do exercício do
direito, mas também do dever, de manifestação formal e pública — através
dos órgãos da escola, junto do ministério e dos meios de comunicação
social — do nosso, mais que legítimo, parecer profissional, alicerçado em
razões profissionais, que critique aquilo que objectivamente deve ser
criticado.
Amora, 11 de Fevereiro de 2008

Publicado por JoaoTilly em 09:11 PM | Comentários (0)

Revista da imprensa de fim de semana

Publicado por JoaoTilly em 10:11 AM | Comentários (0)

Combustíveis sobem todos os dias ILEGALMENTE.
COMO ISSO INTERESSA AO ESTADO Já não é notícia...


O preço dos combustíveis subiu diariamente na última semana. O litro da gasolina sem chumbo 95 aumentou cerca de 2,5 cêntimos (1,8 por cento); o do gasóleo 3,5 cêntimos (3,7 por cento).

Os aumentos são justificados com a valorização do petróleo, que atingiu ontem o máximo de 103,05 dólares em Nova Iorque e de 101,27 dólares em Londres. Nos últimos sete dias, a matéria-prima subiu 3,7 por cento na praça nova-iorquina e 4,39 por cento na londrina.
Ora, um barril de petróleo contém 200 litros.
E há que ter em conta a apreciação do euro de 2,7 por cento relativamente ao dólar de 22 a 29 do mês passado.

Como pagamos o petróleo em euros, o litro da gasolina sem chumbo 95 deveria ter-se mantido a 1,389 euros e o gasóleo a 1,19 euros, porque a percentagem de progressão de um litro de petróleo foi só de 0,0084 por cento no período em análise. A verdade é que o litro da gasolina sem chumbo 95 está a 1,414 euros; o do gasóleo a 1,327 euros.

Então, porque pagamos aumentos elevados? Augusto Cymbron, presidente da ANAREC – Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis –, declarou ao Correio da Manhã que “a subida dos preços por parte das empresas petrolíferas é escandaloso” e que “a valorização do barril de petróleo não é justificação. Esteja o petróleo ao preço que estiver, mesmo a 105 dólares o barril, a moeda europeia também valoriza em relação ao dólar.
E Portugal paga o petróleo em euros.”

Quanto mais caros os combustíveis, mais o Governo arrecada através do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP) e do imposto sobre o valor acrescentado (IVA). Segundo Augusto Cymbron, “os lucros e os impostos é que são o busílis, porque os combustíveis são uma fonte de cobrança brutal de impostos.
O imposto sobre os produtos petrolíferos representa 9,3 por cento das receitas fiscais em Portugal; em Espanha, 3,6 por cento; nos países da União Europeia, a média desse imposto é de 4,8 por cento.”

Só em Janeiro, o ISP deu aos cofres do Estado 260,9 milhões de euros (mais 9,5 por cento do que no primeiro mês de 2007), segundo dados da Direcção-Geral do Orçamento.

in CM

Publicado por JoaoTilly em 09:36 AM | Comentários (0)

Urgente pedido de sangue

Por motivo de doença grave, um amigo está hospitalizado à espera de ser
operado. Ainda não o foi porque tem um sangue raro (B-). Pede-se a quem
tenha este tipo de sangue que contacte com urgência:

Luis de Carvalho - 931085403
Pedro Leal Ribeiro - 222041893 Fax: 222059125 *


Se não puderes ajudar, por favor divulga este pedido.
Não custa nada passar
HOJE POR ELE AMANHA POR TI


Fernando Jorge Gonçalves
Dep. Lab. Hospital Militar Porto

Publicado por JoaoTilly em 12:52 AM | Comentários (2)