fevereiro 28, 2008

Professorzecos... esses privilegiados!

Hoje tive reunião e acabou às 7 e meia da noite.
Só para tratar de um problema de um (1) aluno.
E tivemos sorte em acabar tão cedo.
Às 6:30h foi preciso ir tirar uma fotocópia a uma acta.
Correu-se a escola toda.
Não havia um funcionário na secretaria.
Nem um professor no conselho executivo.
Já é para aí a quinta vez que isto me acontece só este ano.

Os Professores Titulares em regime de exclusividade no directivo deixam os professorzecos (como nos chamou a ministra, no Parlamento) a trabalhar na escola e vão para casa ter com as famílias.
Os funcionários da secretaria e os auxiliares da educação também.
E os professorzecos ficam a trabalhar até às 20:45h da noite - como nós estivemos na semana passada!

Professorzecos! Esses privilegiados!
José Monteiro - Setúbal


Ó Monteiro: como eu te compreendo... olha: junta-te ao clube...

Publicado por JoaoTilly em 10:04 PM | Comentários (12)

1 de Março: Lisboa, Setúbal, Viana do Castelo e Braga!

À semelhança do que tem acontecido em vários capitais de distrito, também em Lisboa vai haver uma mobilização de professores no dia 1 de Março, às 16 h, no IPJ.

E TAMBÉM EM SETÚBAL, 15:00 PRAÇA DO BOCAGE

"Professores em luta pela dignidade e respeito a que temos direito.
Todos à Praça da República - VIANA DO CASTELO, e Avenida Central, em BRAGA -próximo sábado, dia 1 de Março, às 16h. Haverá uma vigília com velas acesas, Sexta à noite, também em Braga

Publicado por JoaoTilly em 09:58 PM | Comentários (1)

Contra a ministra da AVALIAÇÃO - Viseu, Guarda, Castelo Branco!


É o 25 de Abril para o Ensino tolhido e amordaçado por Sócras e pela Ministra da Avaliação.
O fascismo, o clientelismo, o amiguismo não passarão!
Os professores, embora tarde, perceberam, finalmente do que se trata: da aniquilação pura e simples de alguma réstea da sua dignidade profissional.
A malvada Ministra da Avaliação - como lhe chamou Sócras - não passará!
Acontecer-lhe-á o mesmo que a Correia de Campos.


Aníbal!
Toma posição, Aníbal!
Os professores têm os olhos postos em ti!
Só tu ou uma revolução podem resolver este problema.
Ordena ao infame, ao badameco, ao ignorante que envergonha Portugal com a sua estupidez e iliteracia, que acabe com esta violência contra os professores e contra o Ensino - que está literalmente parado, porque com tanta papelada doida e reuniões inúteis até às 9 da noite, não há tempo sequer para preparar aulas ou estratégias.


Faz como fizeste com o Correia de Campos, Aníbal!
Anda lá. Ajuda Portugal.
Põe o tiranete na ordem...

Publicado por JoaoTilly em 07:24 AM | Comentários (9)

fevereiro 27, 2008

revista de imprensa: tudo menos a luta dos professores!


Mais do mesmo.
Os bancos a arrecadarem milhões e o povo cada vez mais pobre.
Belmiro diz o que toda a gente sabe: que a única coisa que o estado faz é cobrar impostos, muitos deles indevidamente.
Agora atenção que este é um governo «de ESQUERDA!»
Que faria se fosse de direita....

Belmiro lança a escada para a privatização do aeroporto de Pedras Rubras, ao mesmo tempo que vai anunciando que Sá Carneiro foi o melhor político português de sempre.
Há-de ir longe com estas declarações enquanto esta fina flor do entulho revanchista estiver a tomar conta do pedaço...

A guerra dos contadores. Tem que acabar o aluguer, por lei, mas como a lei neste país é a única coisa que não se cumpre... continuam os alugueres.

Simone chama um medíocre pelo seu nome e isso é notícia.
A notícia não é o boy ser medíocre: é ter sido dita uma verdade neste país.

2500 a 3000 professores em luta inédita em Coimbra: nem uma linha em nenhum jornal.
Não faz mal: os noticiários das TVs abriram - os 3 - com essas imagens.
E hoje as relevisões não se calam com isso.
Sóc já não controla a comunicação social como controlava, não há dúvida...

Publicado por JoaoTilly em 09:15 AM | Comentários (5)

Pagas ou não pagas???




Inefável Valter Lemos, o verdadeiro ministro, diz que só paga as horas aos professores que recorreram para os tribunais e ganharam.

Este tipo não existe!...
A que país da África sub-sahariana terá ido Sócras desencantar esta sua fabulosa equipa para a educação?

Publicado por JoaoTilly em 12:48 AM | Comentários (0)

Cobrar impostos: o desporto favorito do Estado!



Belmiro não poupa este desgraçado governo...

Publicado por JoaoTilly em 12:31 AM | Comentários (0)

fevereiro 26, 2008

2500 professores em Coimbra neste momento!!!!



A maior manif de professores em luto e com archotes em Coimbra.
A SIC Notícias esteve lá.
E eu estou aqui a tratar de mostrar o trabalho dos repórteres.
Cada um luta à sua maneira...


Desligar o som do Cotonete à direita em baixo

Publicado por JoaoTilly em 11:03 PM | Comentários (0)

A Luta será ganha!

Caras e caros colegas,

O meu Balanço dos Prós-e-Contras:

Finalmente apareceu alguém a fazer frente à Sra. Ministra da Educação, parabéns aos colegas de Ribeirão (porque é verdade que ela mente, e sabe que mente, e nós também sabemos que sim) e à colega que lhe disse que "qualquer um que não seja professor pode ser ministro da educação".
Já fui simpatizante (não militante) de um partido político, coisas da
juventude em que acreditamos no que nos dizem, mas agora não acredito em
nenhum deles.

Também coloco sérias reservas nos nossos sindicatos que nos deixarem ao merecê das politicas educativas dos sucessivos ministérios.
No entanto, quero dar os parabéns ao colega da Fenprof que esteve à altura dos acontecimentos e respondeu-lhe, com convicção e querer, que a luta não vai parar.

Esta batalha não é fácil, é talvez a mais difícil de todas as que travamos
até agora em prol dos ideais que nos levaram um dia a sonhar ser professor.

Temos de continuar a lutar, sem discursos embrulhados, vagos e com o cuidado de ficar de bem com todos. Não é aceitável que um professor venha dizer que a culpa é de todos, porque se alguma culpa os professores têm, é a de nunca se terem demarcado das várias experiências pedagógicas frustadas, iluminadas e copiadas (de ilustres países onde os políticos são sérios e onde os jovens não se atrevem se quer a cuspir para o chão) que nos foram impostos governo após governo.

A escola tem sido um verdadeiro tubo de ensaio e o ministério de educação o
laboratório por onde têm passado muitos aprendizes de "feiticeiros" e "estagiários" a cargos públicos bem remunerados.

Se o tubo de ensaio nunca chegou a explodir, a nós se deve, que anos após
anos improvisamos e asseguramos a minima qualidade do ensino.

Mas escola e alguns professores erraram, desde logo na preparação da classe
política autista que agora nos governa, que sem qualquer respeito pelo comum
dos cidadãos lhe retira os seus direitos, lhe diminui a participação cívica, lhe diminui a dignidade, lhe quer fizer sentir inútil e desprezável no seu próprio país.

Compare-se a postura deste governo na educação e na saúde, na educação
dá-se o poder aos pais, às autarquias e às empresas, na saúde, nomeadamente
nas juntas médicas, dá-se o poder exclusivo aos médicos.

Temos de nos unir!!! E dizer BASTA SRA MINISTRA! BASTA SR. 1º MINISTRO!
BASTA SR. DA CONFAP!!!

Não se esqueçam, todos os dias na escola lutem pelos vossos direitos!!!

Não permitam no vosso dia a dia que os outros julguem o vosso trabalho sem
nada conhecerem sobre a educação!
Manifestem o interesse de participar na avaliação do desempenho das outras profissões!

No dia 1 de Março concentração na Avenida da Liberdade em Braga!
Usem a máxima levem um professor consigo!

No dia 8 de Março todos a Lisboa, vamos mostrar ao país que não são só
alguns professores que protestam, mas sim a sua grande maioria.

Abraços,

Eduardo Cunha
Professor (simplesmente) da Escola Secundária de Barcelos

Publicado por JoaoTilly em 09:16 PM | Comentários (4)

Porque nutrirá tanto ódio contra os professores, Sousa Tavares?


Na TVI disse hoje meia dúzia de mentiras das quais destaco a de que, no que se refere ao pagamento de horas estraordinárias por parte do ME, os processos ganhos se referem a providências cautelares, o que nem sequer faz sentido!...
É falso. trata-se de sentenças que já transitaram em julgado, portanto tornaram-se efectivas, e por isso podem fazer jurisprudência.
Sousa Tavares devia informar-se antes de dizer calinadas na televisão.
Pode nutrir o ódio que quiser pelos professores, mas não devia poder mentir ao povo.
Digo eu...

Publicado por JoaoTilly em 09:08 PM | Comentários (0)

La Cuca racha!

Publicado por JoaoTilly em 12:44 AM | Comentários (1)

fevereiro 25, 2008

Gandas Oportunidades!




Desligar o cotonete para não haver confusão com o som

Publicado por JoaoTilly em 10:19 PM | Comentários (0)

As milhentas contradições de um país sem rumo

A Caixa Geral de Depósitos personifica o país.
A luta pelo controle do maior banco português, por parte do governo e da alta finança privada, deu no que deu.
Desde sábado que os cartões da CGD não fazem operações em nenhuma caixa automática em Seia, nem passam na maioria dos terminais de pagamento.
A CGD não é só "o banco", como diz o Scolari.
É o maior e provavelmente também o pior de todos os bancos em termos de serviços.
Uns jornais da especialidade afirmam que a CGD está a perder milhões por dia enquanto outro diz que os lucros, mesmo assim, são incomensuráveis. Provavelmente há verdade nas duas afirmações.

Depois a bulha dos galarós socialistas: o do Tribunal de Contas e o da Câmara de Lisboa: à força de querer tomar conta de tudo, o PS acaba por lançar uns socialistas contra outros!
Quando os escândalos são monumentais, não há peneira que tape o sol...

DGV não tem hipóteses de cobrar multas, como eu sempre aqui disse. São às dezenas de milhar e não há gente que consiga tratar nem de um décimo delas.
Os papalvos que as pagam voluntáriamente ficam sem o dinheiro. Os outros, espertalhuços, os que nada fazem, vêm as multas arquivadas.
Quem é que manda os portugueses serem burros? Para além das televisões e da comunicação social, claro...

Na mesma página pode ler-se que o pai do IRS e do fisco viu uma vivenda penhorada depois de pagar o que devia!
Ora aí está! Deus não dorme!

E afinal a economia, ao contrário do que afirma o pinóquio, está na maior crise desde 93! Já não se consegue esconder por mais tempo o falhanço a toda a linha do indigno engenheiro projecteiro mamarracheiro.

A escolha de um amigo íntimo de Pinto da Costa para investigar o crime na noite do Porto pôs aquela rapaziada trabalhadora da PJ toda aos saltos.
Não é que haja alguma diferença: quem confessar leva com um processo e quem não se acusar fica de fora, como sempre aconteceu aqui em Portugal.
Mas não deixa de ter uma certa piada que já não haja nomes disponíveis para os cargos de chefia da investigação que não passem invariavelmente por... Pinto da Costa.
PC tornou-se num planeta gigante (gasoso, segundo Carolina) que atrai, segundo as leis da física, toda a matéria inerte e orgãnica, desde os maiores calhaus à poeira mais insignificante que à sua volta gravitam.

E os Falcon que, afinal, já não estão ao nível de um país de inquestionável modernidade e franco progresso como Portugal!
Há, pois, que os substituir. E já!
É uma vergonha para todos os portugueses - especialmente para as crianças maioritariamente pobres (68%) e para o analfabetismo funcional que ronda os 55% (diagnosticados, fora os outros 30 e tal que estão encobertos...) e para os reformados que vivem com pensões de 300 euros por mês - que Cavaco e o seu irmão gémeo Sócrates (como diz Júdice) se deixem transportar em aviões ultrapassados.
Claro que os Falcon têm que ser substituídos, nem que para isso se tenham que fechar mais umas escolas e uns serviços de urgência por esse interior fora.
E vamos substitui-los por quais? Isso é que é outra história!...
Talvez por mais alguns desses F-16 descontinuados há séculos e comprados directamente ao Big Brother Guantanamo, que os mantinha a aguardar ordens de abate, ou por aqueles corsair A-7 que estavam em plena sucata no deserto do Nevada à espera de serem transformados em latas de coca cola.

Este país é impagável!

Publicado por JoaoTilly em 08:26 AM | Comentários (1)

fevereiro 24, 2008

Assim vai Portugal...

Publicado por JoaoTilly em 12:18 AM | Comentários (1)

fevereiro 23, 2008

Trailer Audiovisuais



Produzido pela Digicyber a partir de um logo de Ricardo Mota Veiga (F.O.R.M.A.T.O.S)

Publicado por JoaoTilly em 11:51 PM | Comentários (0)

Vale a pena ler...


Clique aqui para aumentar



















Publicado por JoaoTilly em 08:59 PM | Comentários (0)

Cordão Humano, em Coimbra

Em defesa da dignidade de SER PROFESSOR


Dia 26 de Fevereiro de 2008, terça-feira, vamos realizar um CORDÃO HUMANO.
A concentração terá lugar na Praça da República (21 horas).
De seguida, seguiremos até à DREC (delegação do ME em Coimbra).
Uma caminhada que simbolizará “O protesto da unidade dos professores para mudar a Educação”, porque ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR.

Pedimos aos colegas que se vistam de preto ou assinalem o luto com peças de roupa preta!

Chegou a hora de dizermos que já chega de tanta irresponsabilidade e destruição da Escola e da nossa Profissão.


Passa a palavra! Não faltes!


A Direcção do SPRC/FENPROF

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Tirando a palhaçada da roupa preta, concordo com a acção. Mas os portugueses, um dia, e os professores, já, deviam deixar-se destas atitudes circenses.
Não é preciso roupa preta nem azul.
É preciso é ir!

Publicado por JoaoTilly em 12:08 PM | Comentários (0)

Simplex

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Publicado por JoaoTilly em 12:01 PM | Comentários (0)

Ana Gomes tem medo de ser atropelada na rua pelos seus colegas do PS!


Ana Gomes acaba de fazer uma denúncia por telefone a acusar os seus colegas do PS de a tentarem «cilindrar»!
O motivo é a estúpida tentativa de ocultação do que toda a Europa já sabe: que o governo português foi conivente com os vôos dos raptos da CIA.

Segundo a deputada do PS, já a tentaram calar com 3 estratégias diferentes. Primeiro disseram-lhe que não ia na próxima lista para o Parlamento Europeu. Depois intimidaram-na e acusaram-na de deslealdade «porque essas coisas não se podiam dizer»!!!
Agora deram-lhe a indicação que ia ser "cilindrada".
Ela receia ser atropelada por um carro de um colega de bancada!

Estou a recuperar a denúncia telefónica de viva voz porque passou agora mesmo na SIC Notícias e de certeza absoluta que não volta a passar!

Publicado por JoaoTilly em 11:42 AM | Comentários (1)

Irmão de António Costa e "comentador político da SIC" já arranjou tacho para a mulher

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Sem comentários.
Só para chamar a atenção dos leitores mais distraídos para o facto de que o governo tomou conta da SIC há cerca de 2 meses.
Os dois comentadores de serviço são do PS, o director da SIC Notícias, António José Teixeira, também. O tipo das sondagens foi deputado do PS muitos anos e agora também é comentador político e futeboleiro.
A SIC foi, portanto, tomada de assalto. Um verdadeiro escândalo que ainda não vi ninguém denunciar.
E porquê?
A razão só pode ser aquela que é pública e que se prende com as dificuldades financeiras que a Impreza e mais especialmente a SIC atravessam.
Quem manda no dinheiro é quem manda no governo, como toda a gente sabe...

Publicado por JoaoTilly em 11:13 AM | Comentários (0)

SEDES corrobora aquilo que eu venho afirmando há mais de um ano
















1 - Existe um «mal-estar» na sociedade portuguesa que poderá originar uma «crise social de contornos difíceis de prever»

2 - o Estado tem uma «presença asfixiante» e mantem um «fundamentalismo ultra-zeloso».

3 - «sente-se hoje na sociedade portuguesa um mal-estar difuso, que alastra e mina a confiança essencial à coesão nacional».

4 - «sinais de degradação da qualidade cívica»

5 - «degradação da confiança dos cidadãos nos representantes partidários»

6 -«Justiça ineficaz»

7 - O aumento da «criminalidade violenta» e da «insegurança entre os cidadãos».

8 - O Estado «tem uma presença asfixiante» na sociedade, «demite-se muitas vezes do seu dever de isenta regulação, para desenvolver duvidosas articulações com interesses privados».

9 - O Estado assume uma «espécie de fundamentalismo ultra-zeloso, sem sentido de proporcionalidade ou bom-senso».
«Calculem-se as vítimas da última década originadas por problemas relacionados com bolas de Berlim, colheres de pau ou similares e os decorrentes da criminalidade violenta ou da circulação rodoviária e confronte-se com o zelo que o Estado visivelmente lhes dedicou»

10 - Para combater esta «crise social», a associação apela à intervenção do Presidente da República e pede aos partidos políticos para que se abram à sociedade, promovam «princípios éticos de decência» e desenvolvam «processos de selecção que permitam atrair competências e afastar oportunismos».


Muito bem: embora com mais de um ano de atraso aqui temos recomendações perfeitamente correctas.
Agora comparemo-las com as afirmações dos generais e altos responsáveis das forças armadas e tiremos as nossas conclusões.
Está tudo previsto.
Da última vez demorou 48 anos. Agora já vai em 34...

Publicado por JoaoTilly em 10:43 AM | Comentários (0)

fevereiro 22, 2008

Ministério Público TEM A CORAGEM de levar 5 alegados torturadores da mãe da Joana a Tribunal

Ministério Público acusou cinco elementos da Judiciária de tortura
inspectores da PJ vão ser julgados por agressão a Leonor Cipriano


Os cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ) acusados por Leonor Cipriano, mãe de Joana, a menina algarvia que desapareceu em 2004, de agressão durante os interrogatórios no âmbito das investigações ao caso, vão ser julgados.

O Ministério Público acusa os elementos da Judiciária de tortura, avançou a SIC.
Um dos acusados é o ex-coordenador de investigação criminal da PJ de Portimão, Gonçalo Amaral, o único que não pertence à Judiciária de Lisboa, e que esteve ligado também à investigação do caso Madeleine McCann. O outro é um inspector chefe, o líder da equipa que estava a chefiar as investigações no terreno no caso Joana e que entretanto se reformou. Dos restantes três acusados, dois deles eram os responsáveis pelos interrogatórios e o outro elemento é acusado de falsificação de documentos.

Joana tinha oito anos quando desapareceu a 12 de Setembro de 2004 da aldeia da Figueira, Portimão. Leonor Cipriano, a sua mãe, e João Cipriano, o seu tio, foram condenados a 16 anos de prisão por homicídio e ocultação do cadáver da criança.

A criança pode estar viva.

Publicado por JoaoTilly em 01:59 PM | Comentários (2)

fevereiro 21, 2008

Entrevista ao pinóquio.


E esta sempre teve mais share do que a última que o verdadeiro galguista deu à SIC... 1/6 do share da TVI!...
É só rir!
O povo volta-lhe as costas em todas as ocasiões, mas a comunicação social tem que viver, não é?...
E as "sondagens" do deputado do PS que não convencem ninguem lá continuam a dar-lhe a maioria.
É um espectáculo este pais...
Mas será que estes tipos ainda pensam que enganam alguém?

Publicado por JoaoTilly em 06:36 PM | Comentários (0)

E o Hospital da Guarda?



30 médicos da Guarda perguntam ao Pinóquio o que aconteceu com as promessas do novo Hospital...

http://www.kaminhos.com/destaque.asp?id_artigo=7765

O mais engraçado (sem graça nenhuma) é que o Hospital daqui de Seia vai passar a debitar para o da Guarda preferencialmente, que já está a rebentar pelas costuras e nunca mais entra em obras...

Cada um tem o que merece?
Eu bem me farto de berrar...

Publicado por JoaoTilly em 06:32 PM | Comentários (0)

A suprema alegria para os pais: os alunos passam a jantar e a dormir nas escolas!

O DN de hoje traz mais uma espectacular notícia para as escolas, para os alunos e os professores.
A Ministra da Educação ameaça estender o conceito de 'escola a tempo inteiro' aos 5º e 6º anos de escolaridade.
O senhor Albino, Presidente da Confap, rejubila com a medida.
Com esta medida, ficamos mais perto do sonho da Confap:
transformar os professores em empregados domésticos dos pais.
Os alunos do 2º ciclo do ensino básico passam actualmente 39 horas por semana na escola.
A dona Lurdes e o senhor Albino acham pouco.
E vai daí, juntam esforços e o sonho concretiza-se: os alunos vão estar, brevemente, enfiados na escola durante 55 horas semanais, ou seja, mais 16 horas do que actualmente.

O plano é assim: depois das 17 horas, as escolas do 2º ciclo passam a oferecer mais duas horas de Actividades de Enriquecimento Curricular, onde a Ministra vai enfiar a martelo a área de projecto, a formação cívica e o estudo acompanhado.

Para o senhor Albino, esta é uma boa medida. Assim, os pais podem trabalhar descansados, ir ao cinema, namorar e enfiar-se nos centros comerciais, enquanto os filhos ficam enclausurados entre quatro paredes, desafiando a paciência e a autoridade dos professores.

Ninguém contesta um modelo de sociedade e de economia que impede os pais de estar com os filhos antes das 20 horas.

A anomia e a anestesia deste Povo são tão grandes que poucos contestam uma sociedade que obriga as crianças a estarem 11 horas por dia na escola! Estou em crer que se quer fazer com as crianças aquilo que a economia já fez com muitos dos pais delas: embrutecê-las!

É provável que a Ministra ainda tenha tempo para anunciar a suprema das medidas, a mãe de todas as reformas da Educação: as escolas públicas irão passar a funcionar em regime de internato, oferecendo uma verdadeira 'escola a tempo inteiro': 24 horas por dia de actividades lectivas, de enriquecimento curricular e de repouso. O senhor Albino ficará feliz e o Povo rejubilará.

Os pais vão finalmente ver-se livres dos filhos: para sempre!

E os professores verão aprovado um novo e derradeiro estatuto:

o estatuto de empregados domésticos dos pais!

Bem mas este novo estatuto sempre tem uma vantagem: se desaparecer alguma criança de alguma escola, só passados 3 meses os pais darão conta....

Publicado por JoaoTilly em 12:35 AM | Comentários (1)

fevereiro 19, 2008

Assim não se pode ser professor


Cheguei a casa às 20:45h. Vindo de uma reunião na minha Escola.
E tenho sorte em morar perto da Escola.
Os meus colegas foram todos para mais longe. Alguns, muitos quilómetros mais longe.
Mães, Professoras, donas de casa com os filhos à espera.
Quando eu acabar este texto, depois de já ter jantado, ainda elas não chegaram a casa.

Quanto mais nos empenhamos mais o pinóquio da licenciatura, das promessas e dos projectos falsos nos sacaneia.
Que grandes sacanas! Há que responder!
Mas não é com petições humilhantes de chapéu na mão... Não!
É a lutar nas ruas!
A chamar os bois pelos seus nomes, porque afinal são mais do que um.
E não esquecendo as vacas...
Também é preciso chamar as vacas pelo seu nome.
E a bezerrada lambe-botas.
Os lambe-botas, por exemplo, que foram ao beija-mão ao Sócras, dar mau nome aos verdadeiros Professores que lutam contra esta sequência de indignidades que nos está a ser imposta pela escumalha da política, gente que nunca trabalhou nem deu aulas na porca da vida.
Há que lutar contra estes parasitas da sociedade.
Eu estou, como sempre, na luta por uma Escola onde se ensine e se aprenda!
Nunca por um armazém de crianças estupidificadas que mais não pretende ser que um gigantesco jardim de infância para entreter as crianças até os pais chegarem a casa.
E onde se passa de ano, porque é preciso baixar o nível de analfabetismo português.
Claro que o analfabetismo funcional tem que ser erradicado.
Mas não é por essa via falsa das passagens administrativas e compulsivas.
O «Passem-nos! Passem-nos já senão lixam-se!» vai ter que recuar.
Aliás, Sócrates tem recuado em muitos aspectos.
Atrever-me-ia a dizer que o homem é tão determinado a avançar que parece estranho também adorar recuar.

Na rua, contra o pinóquio e sus muchachos, SEMPRE!
Sempre e enquanto houver energia a correr-me nas veias, que determinação nunca me faltará.
E viva Portugal limpo e desestupidificado!

Publicado por JoaoTilly em 09:37 PM | Comentários (1)

Morto por comboio quando regressava a casa da escola

Uma vez perdi um bom par de horas na net à procura de notícias destas em jornais Espanhois e Franceses. Não encontrei nenhuma.
Em Portugal encontrei dezenas.
Devemos mesmo ser o único país da Europa em que notícias terceiro mundistas como esta são banais.
Não é uma vez por ano nem sequer uma vez por mês.
Os acidentes com comboios, que deviam ser zero, elevam-se às dezenas por ano numa frequência que assustaria os indianos.
Aliás, se alguém alguma vez fizer um estudo sobre a nossa densidade populacional e a comparar com a chinesa e a indiana nos locais onde lá se verificam acidentes semelhantes com composições ficará boquiaberto.
Porque de certeza que esse rácio é extraordinariamente "favorável" a Portugal...

Agora analisemos um pouco mais a notícia do JN.
Quem era o jovem que morreu?
Porque morreu ele?

Trata-se de um jovem de 15 anos, muito bom rapaz, segundo os vizinhos, mas que não queria nada com a escola.
Tinha 15 anos e andava no 6º ano! Com essa idade devia andar, pelo menos, no 9º. Podia andar no 10º.
O padrasto era trolha e a mãe fazia limpeza a dias.
Está o cenário montado.
Atalhou caminho para não ter que dar a volta por mais longe.
Mas atravessou àrea vedada e teve que saltar um muro bastante alto.

Quer dizer, meus caros: não há milagres.
Enquanto a cultura deste povo for a que é, os seus interesses forem o que são e a classe política espertalhona se banquetear com essa imensa incultura e obscurantismo intelectual, estas ocorrências tipicas do 3º mundo não pararão.
E não é obrigando os alunos a permanecerem na escola contra a sua vontade que se consegue alguma coisa.
Esses, os que não querem, é dá-los como vítimas da estupidez que os rodeia e que os bombardeia massivamente nas TVs generalistas, incluindo aquela que é paga por todos nós.
Esquecer os perdidos e trabalhar com os que querem ser alguém é uma máxima minha, bastante pragmática, mas que tem vindo a dar, até há uns tempos atrás, muito resultado. Agora já nem essa dá.
Porque as turmas estão maoritariamente constituídas por miúdos que não têm o mínimo interesse em aprender o que quer que seja. Falo do Portugal profundo, onde me insiro, claro. Não falo nos colégios milionários de Lisboa.

Obrigar quem odeia a escola a permanecer dentro dos seus muros é uma vilania.
E veja-se o absurdo da situação: se este rapaz estivesse ocupado com outra coisa que não a escola - onde já provou que nada está a fazer (além de número) - não tinha ficado debaixo deste comboio...

Esta dá que pensar.

Publicado por JoaoTilly em 08:38 AM | Comentários (4)

FIDEL renuncia

Publicado por JoaoTilly em 07:48 AM | Comentários (1)

fevereiro 18, 2008

Onde enterrar Sócrates?


Sócrates morreu.

O conselho de ministros reuniu-se para decidir onde seria enterrado.


Luis Amado sugeriu:
- Deve ser enterrado em Vilar de Maçada. Afinal, é a terra natal dele.



Então Mário Lino que, não se sabe como, entrou na reunião cambaleando, disse com aquela entoação típica dos finais de almoços bem regados:
- Em Vilar de Maçada pode ser... Mas em Jerusalém, JAMÉ!...

Como estava naquele estado, ninguém lhe deu atenção.

Teixeira dos Santos, então, disse:
- Acho que deve ser na Covilhã, onde viveu e fez carreira política.
E onde assinou aqueles maravilhosos projectos que o firmaram como o imenso vulto da Cultura e da Engenharia que é hoje...


Mário Lino, mais uma vez, interveio:
- Na Covilhã pode ser... Mas em Jerusalém, Jámé! Jámé!


Novamente, ninguém lhe deu ouvidos.



Manuel Pinho, finalmente, sugeriu:
-Nem em Vilar de Maçada nem na Covilhã.
Deve ser enterrado em Lisboa, pois era o Primeiro-Ministro, o melhor primeiro ministro de Portugal desde o tempo desse grande estadista que foi D. Sebastião, e todos os Primeiros-ministros devem ser enterrados na Capital.


E Mário Lino, novamente:
- Em Lisboa pode ser...
Mas em Jerusalém, é que Jámé!
Já-mé!









Aí, todos perderam a paciência com o impertinente:
- Ó Lino, pá!
Porquê esse medo todo de Sócrates ser enterrado em Jerusalém?


E Mário Lino:
- Porque uma vez enterraram lá um tipo e ele RESSUSCITOU...

Publicado por JoaoTilly em 10:02 PM | Comentários (3)

fevereiro 16, 2008

Frank Zappa


Adicionei mais umas pérolas de Zappa à minha rádio...

























Publicado por JoaoTilly em 11:28 PM | Comentários (2)

Recordando o caso que exporá a verdade sobre a nossa PJ a todo o mundo

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Os advogados dos McCann terão acesso ao processo mal ele seja arquivado, o que se espera aconteça o mais tardar em Maio.
De seguida o mundo inteiro saberá que diligências erradas, a destempo, ao contrário foram feitas pela nossa maravilhosa PJ...
E a que contaminações sucessivas de provas elas conduziram. Também se saberá o que não foi feito e deveria ter sido, e o que foi mal feito, e passados meses.

Os "inspectores que almoçam durante 3 horas e bebem 3 whiskies ao fim de almoço" e "aqueles que enfiam sacos de lixo pela cabeça das vítimas para lhes poderem arrear à vontade (que por acasao são os mesmos!!!!) para assim lhes arrancarem confissões sob tortura" - que se preparem e que se aguentem à bronca de proporções épicas que os espera.
É triste, mas foi preciso esta infeliz menina ter sido sacrificada para que o mundo se apercebesse dos métodos medievais, arbitrários, persecutórios, das torturas infligidas aos suspeitos e da incompetência que grassa no interior da PJ portuguesa, a auto-denominada «melhor polícia do mundo!...».

Publicado por JoaoTilly em 07:58 PM | Comentários (0)

A nossa homenagem ao terraplanador

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Publicado por JoaoTilly em 07:31 PM | Comentários (0)

fevereiro 15, 2008

Os projectos do Pinóquio...

http://static.publico.clix.pt/docs/politica/projectossocrates/

Isto não é ficção!
Estes são os abortos dos projectos assinados por Sócrates. A maior parte deles ilegais, como se demonstra nas legendas.
Ninguém acredita quão mau este tipo é...


Os requintes de malvadez do Pinóquio estão explicados nas legendas das fotos do Público no link acima ou aqui: http://static.publico.clix.pt/docs/politica/projectossocrates/

Publicado por JoaoTilly em 07:44 AM | Comentários (5)

fevereiro 14, 2008

Por todo o país os professores estão completamente desorientados


Os professores andam completamente desorientados.
Na loucura do preenchimento de grelhas, na voragem do cumprimento da legislação em catadupa que ninguém entende para que serve a não ser para mascarar a dura realidade de que somos um país de analfas em que os alunos simplesmente não aprendem a um ritmo normal, os professores andam perdidos em preenchimento de papelada que não tem qualquer utilidade, porque dela não se extrai qualquer consequência, ainda menos qualquer melhoria para o ensino.
Trata-se tão somente de documentação desgarrada, duplicada, repetitiva, de preenchimento obrigatório destinado a justificar o injustificável.
Porque é que os alunos têm dificuldades? Ninguém quer saber. Basta dizer que têm. E depois inventar estratégias para ultrapassar dificuldades que residem basicamente em dois pilares que ninguém quer analisar.
1 - Mais de 20% das crianças do interior apresenta um estado de desenvolvimento nada conscentâneo com a sua idade biológica.
Porquê?
Isso é que era preciso investigar e descobrir.
Porque provêm de ambientes familiares (?!) marcados pelo desemprego, pelo vinho, pela estupidez, pelo analfabetismo funcional, pelo atraso congénito, pela falta de comida e de higiene. Em 2008.
Porque é que há tanto NEE, tanto 319, tanto currículo alternativo nas escolas do interior?
Doi muito perceber porquê. Mas está à vista de todos. É preciso cerrar os olhos com muita força e tapar bem o nariz para o não perceber.
Mas disso ninguém quer saber.
O que fazem os assistentes sociais? Porque é que as escolas os não chamam?
Como é possível que seja do conhecimento geral que os pais de determinado aluno passem o dia à porta da taberna e voltem para casa a cambaler apenas à noite deixando os filhos em casa todo o dia sem nada para comer?
Onde está a Escola neste processo? A autarquia? A GNR? A segurança Social?
Alguém que acuda a estas crianças!!! Onde está?
Nada! Não há ninguém...
Escreve-se nas grelhas: "dificuldades na compreensão e aplicação de conhecimentos".... "pouco tempo dedicado aos estudos"...
Que CRIME!
Como podem as crianças dedicar tempo aos estudos com a barriga vazia?
Sem água para tomar banho?
A tresandarem com a mesma roupita semanas a fio???
CRIME!!!
As Escolas e as Autarquias e a GNR e a Segurança Social, todos são cúmplices desse hediondo crime que se está a perpetrar contra estas crianças desprotegidas.
Estratégias??? É proporcionarem-lhes uma casa condigna com comida na mesa e água quente na casa de banho!
Essa é a primeira estratégia.

Disso ninguém quer saber.
Deixá-los viver para castigo, não é?
Tudo se cria, não é?
Vergonha!

2 - Desinteresse absoluto pelos estudos porque os alunos bem sabem que no fim do ano passam na mesma.
O efeito pernicioso que eu ando a denunciar há anos está aí em todo o explendor! São os próprios alunos que agora dizem aos professores que não vale pena estudar porque fulano e cicrano nunca fizeram nada e passaram na mesma. Para que é que vão matar a cabeça a estudar?
Os pais apenas lhes exigem que passem (alguns nem isso!); ninguém lhes exige que aprendam, de facto, alguma coisa.
Pronto.
Estratégias??? É mostrar-lhes que, nos tempos que correm, mesmo aprendendo o que se lhes ensina, irão ter muita dificuldade em arranjar emprego, quanto mais não sabendo coisa nenhuma à saída de uma escola!....
Ler, compreender, fazer cálculos simples... como se pode arranjar emprego sem estes mínimos requisitos?

Disso ninguém quer saber.
É preciso é despachá-los com o 9º ano para as estatísticas. E, se não derem nada na escola, vão para o centro de Emprego da Guarda aprender a jogar futebol, que lhes dá equivalência ao 9º ano!
Vergonha!

E os professores? O que fazem?
Toca a preencher grelhas atrás de grelhas, umas obrigatórias, outras que os próprios DTs inventam (!!!), que no fim do ano conduzam a uma falsa sensação de melhoria nos resultados globais que se pretendem, por esta via, inflaccionar.
Mas que nada trazem de positivo ao Ensino propriamente dito.

As crianças não aprendem mais nem melhor por via das dezenas de documentos que os professores são obrigados a preencher de ora em diante.
Trata-se apenas de papelada para inspecção ver. Ou nem isso, que não há inspectores em número suficiente para ler um milésimo da papelada agora produzida nas milhentas reuniões intercalares praticamente inúteis que se estão a realizar por todo o país.
Inúteis porque nelas não se trata de pedagogia. Apenas de burocracia. Pura e dura. Papelada.
Em 3 horas de reunião não há um minuto para se tratar de estratégias pedagógicas sérias para debelar este ou aquele problema dos alunos.
Trata-se do preenchimento frenético de grelhas com a chamada «chapa 100». Ou seja, com o "carimbo" da treta do costume, treta esta igual a toda a treta similar que se está a produzir em todas as escolas por esse país fora.
Para inspecção ver.
Se os alunos de facto aprendem, ou porque não aprendem, isso já são pormenores para os quais acaba sempre por não haver tempo.
E também ninguém disso quer saber.
Há é que preencher grelhas e mais grelhas a contra-relógio e, mesmo assim, as reuniões que deviam demorar hora e meia acabam por demorar 3.

É preciso é estancar o envergonhante abandono escolar e que as crianças passem de ano quer saibam alguma coisinha, quer não.
Isto é que é preciso ser dito e denunciado!

A palavra de ordem do Ministério é: PASSEM-NOS! PASSEM-NOS!!!

Este belo texto de Maria João Teles reflecte esta triste e envergonhante realidade a que estão submetidos os professores e a escola de Portugal hoje em dia.
A não perder.

Tristeza
(...)
Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog ( até me esqueço dele!) e desabafar.
Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia.
Desabafar porque estou a sentir-me inútil, enxovalhada, descartável e uma peça partida de um jogo de xadrez qualquer, jogado por aprendizes dessa arte ancestral e que requer tanto inteligência como habilidade. Ou será que se tratam antes de foliões que, num pub rasca qualquer, vão atirando dardos a um alvo para passarem o tempo?
Desabafar porque, quando me perguntam qual é a minha profissão, eu já não sei se devo responder orgulhosamente "Sou professora!" ou, em vez disso, "Faço parte de uma companhia circense e, conforme o dia, vou sendo a mulher-palhaço, contorcionista, malabarista, domadora de feras...Olhem! Acumulo funções!"

Aproximam-se a passos largos os meus quarenta e três anos. Desde os seis que estou ligada ao ensino. Nunca cheguei a sair da escola. Fui aluna e depois professora. Comecei a leccionar ainda como estudante universitária e esta profissão faz parte de mim como a minha pele. No entanto, hoje sinto-me como uma cobra: com uma urgente necessidade de a mudar e arranjar uma nova.
Pela primeira vez, questiono a sabedoria da escolha que fiz relativamente à minha profissão. Escolha consciente, diga-se em abono da verdade...a culpa foi toda minha, ninguém me obrigou e pessoas avisadas bem me alertaram.
Mas, também existiam outras que pensavam de forma diferente.
Relembro nomes de antigos professores... daqueles que, por si só, já eram uma aula e não precisavam de recorrer a metodologias e estratégias inovadoras (já agora...se alguém souber de alguma que ainda não tenha sido tentada, não seja egoísta e partilhe-a comigo...eu já não consigo inventar mais!).
Recordo como esses professores me incentivaram a seguir esta carreira-"Foste feita para ensinar, miúda! Vai em frente!"- e como um deles, quando o encontrei já bem velhote, comentou com um sorriso "Eu bem sabia! Sempre lá esteve o bichinho!"
Que diriam, todos os meus professores que já partiram, sobre tanto decreto regulamentar que, em vagas sucessivas, vai transformando a nossa Escola e os seus professores num circo de muito má qualidade, cheio de artistas saturados, humilhados, mal pagos e fartos de trabalharem num trapézio sem rede?
Sou regulada por um Ministério que espera que eu seja animadora cultural, psicóloga, socióloga, burocrata, legisladora, boa samaritana, mãe substituta...
Espera-se que tenha doses industriais de paciência e boa vontade, que me permitam aguentar a falta de educação de meninos mal formados, de meninos dos papás, de meninos que estão na escola apenas porque não têm ainda idade para trabalhar (porque bom corpo isso têm!), de meninos que estão na escola a enganar os pais, que até se deixam enganar por conveniência, de meninos que frequentam os Cursos de Educação e Formação e os Profissionais porque acham que é uma forma de fazer turismo com os livros debaixo do braço (desculpem, enganei-me...vou rectificar- "sem os livros debaixo do braço"), de meninos que vêm para a escola para não deixarem que outros meninos, estes últimos sim, com aspirações e provas dadas, possam seguir em frente até serem os homens que os primeiros nem sequer conseguem projectar mentalmente...
Além disso, tenho reuniões: de departamento, de conselho de turma, de equipa pedagógica, de Assembleia de Escola (pois foi...também caí na patetice de aceitar presidir a este órgão...mais uma vez a culpa foi minha, pois pessoas avisadas bem me alertaram!), de grupos ad-hoc, de reuniões para decidir quando faremos mais reuniões...
Tenho legislação para ler. Labirintos de artigos em que o próprio Minotauro marraria vez após vez num ataque de fúria! Um dédalo legislativo, no qual nem Teseu conseguiria encontrar a ponta do fio.
Há papelada para preencher. Pautas dos profissionais, grelhas de observação para cada um dos alunos, registos das actividades de remediação...
Não esquecer a reposição de aulas. As dos alunos que faltam por doença, por namoro, por jogo dos matraquilhos...desde que a justificação do Encarregado de Educação seja aceite, lá tenho eu de arranjar actividades de remediação para quem não quer ser remediado!
Proibi a mim própria adoecer, visto que também tenho de repor essas aulas, mais as das greves, as das visitas de estudo dos alunos nas quais a minha disciplina não participa ( mesmo estando eu a cumprir o meu horário na escola...não faz mal, depois ofereço um bloco ou dois de noventa minutos gratuitamente!), as das minhas ausências em serviço oficial...
A questão é saber quando e como vou repor essas aulas, dado que o meu horário e o dos alunos é incompatível durante os períodos lectivos! Claro que isso não faz mal: dou dias das minhas férias! Afinal, não consta por aí que os professores estão sempre a descansar?
Tenho aulas para preparar. Testes e trabalhos para corrigir.
Devo investir na minha formação. Quando? Como? Onde?
E isto é a ponta de um rolo de lã que, bem aproveitadinho, dava uma camisola e pêras! Ou então uma camisa de onze varas!
Fazendo o ponto da situação, sobra-me pouco tempo para aquilo que gosto realmente: ensinar.
Pouco tempo para aquilo que me dá prazer: fazer circular o conhecimento.
Pouco tempo para conseguir que esse conhecimento ocupe o espaço que, na maioria dos casos, é ocupado por uma crassa ignorância.
Agora, dizem-me que vou ser avaliada ( tudo bem, não tenho nada contra o ser avaliada...talvez assim, com as novas emoções, eu descongele, pois há tanto tempo que estou no frigorífico laboral!), mas parece-me que vou voltar a uma espécie de estágio ainda pior do que aquele que enfrentei há dezassete anos atrás.
Tenho receio que as escolas se transformem num circo ainda maior.
Um circo de palhaços ricos e palhaços pobres.
Um circo de compadrios e vingançazinhas pessoais.
Um circo em que uma meia dúzia de artistas vai andar vestido de lantejoulas e seguido de cãezinhos amestrados, uma outra meia dúzia vai tornar-se perita na arte do contorcionismo, para evitar obstáculos, e a grande maioria da companhia vai ter de engolir fogo para o resto da vida profissional.
Ah! Não posso esquecer que, se tudo correr de feição a este Ministério da Deseducação, até o senhor Zé da padaria vai poder presidir a um órgão de gestão das escolas.
Esta não é a profissão para a qual eu me preparei anos a fio.
Por isso, estou triste.
Estou triste.
E não escrevi sobre tudo a que tinha direito.
E esta tristeza, para que eu a consiga despejar convenientemente, tem de ser escrita, gravada com letras...não me chega falar dela.
Até porque, ultimamente, também já não me apetece falar.

Postado por FM http://reinodamacacada.blogspot.com/

Publicado por JoaoTilly em 04:52 AM | Comentários (7)

O socratear do verdadeiro artista

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Não basta socratear para se ser um verdadeiro estadista (leia-se: «artista»).
Mas - está provado - para se ser um verdadeiro artista é preciso socratear.

Publicado por JoaoTilly em 04:39 AM | Comentários (0)

E ainda dizem que os alunos são fracos a matemática...

José Sócrates, numa das suas múltiplas visitas a escolas, numa delas
considerada escola-modelo onde foi distribuir uns computadores aos
professores, resolve pôr um problema às criancinhas.
(Desta vez, parece que não houve casting prévio...)

- Meninos, tenho um problema para vocês resolverem. Quem acertar na solução ganha um computador que eu ofereço!!!
Então, é assim:

Um avião saiu de Amesterdão com uma velocidade de 800 km/h; a pressão era de
1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 ºC.
A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 lugares para
passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras, mas uma
estava de folga.
A pergunta é... Quantos anos tenho eu?

Os alunos ficam assombrados.
O silêncio é total.
A professora fica estupefacta.
Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:

- 50 anos, senhor inginheiro!

José Sócrates surpreendido fita-o e diz:
- Caramba! Acertaste em cheio. Vou dar-te o computador!
Eu tenho mesmo 50 anos.
Mas como encontraste esse número?

E Joãozinho diz:
- Bem, foi muito fácil. Foi uma dedução lógica, porque eu tenho um primo que é meio parvo, e tem 25 anos...

Publicado por JoaoTilly em 04:22 AM | Comentários (0)

fevereiro 13, 2008

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO!

Se é jovem, não tem experiência
Se é velho, está superado
Se não tem carro, é um coitado...
Se tem carro, chora de "barriga cheia"
Se fala em voz alta, grita
Se fala em tom normal, ninguém o ouve...
Se não falta às aulas, é um tontinho
Se falta, é um "turista"
Se conversa com outros professores, está a falar mal dos alunos
Se não conversa, é um desligado
Se dá a matéria toda, não tem dó dos alunos
Se não dá a matéria, não prepara os alunos
Se brinca com a turma, arma-se em engraçado
Se não brinca, é um chato
Se chama a atenção, é um autoritário
Se não chama, não se sabe impor
Se o teste de avaliação é longo, não dá tempo
Se o teste de avaliação é curto, tira as chances dos alunos
Se escreve muito, não explica
Se explica muito, o caderno não tem nada
Se fala correctamente, ninguém entende
Se fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário
Se o aluno é reprovado, foi perseguição
Se o aluno é aprovado, o professor facilitou.


É verdade, o professor está sempre errado! ? !


Mas, se você conseguiu ler até aqui, agradeça-lhe a ele.

Publicado por JoaoTilly em 11:03 AM | Comentários (1)

fevereiro 11, 2008

Vão responder hoje em tribunal os 5 PJs que espancaram a desgraçada vendedora de Joana

"Meteram-me um saco na cabeça para não ver as pessoas e bateram-me com uma espécie de tubos com rolos de papelão, além de me terem obrigado a ajoelhar sobre cinzeiros".

"Os polícias obrigaram-me a dizer que tinha caído das escadas!"

Porque é que não deram o mesmo tratamento ao casal McCann???

"Só não dissemos a verdade, que tinhamos VENDIDO a Joana, na altura, por medo", confessou a uma irmã, João Cipriano, preso na cadeia de Belas, que culpa Leonor pela venda de Joana."


Começa hoje em Faro o debate instrutório do processo instaurado pelo Ministério Público a cinco inspectores da Polícia Judiciária, que alegadamente agrediram Leonor Cipriano, mãe de Joana, a menina algarvia que desapareceu a 12 de Setembro de 2004
Até Junho, a juíza de instrução criminal do Tribunal de Faro, Ana Lúcia, deverá tomar uma decisão em relação ao processo instaurado pelo Ministério Público contra cinco inspectores da Polícia Judiciária (PJ) arguidos no "caso Joana" por suspeita da prática de crimes de agressões à mãe da criança, Leonor Cipriano, omissão de denúncia e falso testemunho.
O visado neste último caso é o inspector-chefe Gonçalo Amaral, na altura coordenador das investigações sobre o desaparecimento de Joana Cipriano, a 12 de Setembro de 2004, na aldeia da Figueira (Portimão) e dada como assassinada, em casa, pela própria mãe e por um tio (condenados a 16 anos de prisão após recurso no Supremo Tribunal de Justiça, que lhes reduziu a pena), apesar de o corpo nunca ter aparecido.

Hoje, a partir das 14.00 horas, terá lugar o debate instrutório no Tribunal de Faro sobre o processo do Ministério Público contra os inspectores da Judiciária, alguns pertencentes à Direcção Central de Combate ao Banditismo, em Lisboa. Todos os arguidos foram notificados para comparecer na sessão, tal como a queixosa das agressões, Leonor Cipriano, mas não é certo que estejam presentes, podendo ser representados pelos respectivos advogados.

No Estabelecimento Prisional de Odemira, onde está detida desde Setembro de 2004, Leonor Cipriano mantém "calmamente" a convicção, junto de familiares que a visitam, que "Joana está viva", tendo sido "vendida", como o DN já referiu. "Só não dissemos a verdade na altura por medo", terá confessado a uma irmã. João Cipriano, irmão, preso na cadeia de Belas, confirma esta versão, mas culpa Leonor pela venda de Joana.

Quanto às agressões de que se queixa por parte da PJ numa das deslocações à directoria de Faro, Leonor Cipriano contou à família que lhe "meteram um saco na cabeça para não ver as pessoas e bateram-lhe com uma espécie de tubos com rolos de papelão, além de a terem obrigado a ajoelhar-se sobre cinzeiros". Quando há cerca de um ano e meio esteve no Departamento de Investigação e Acção Penal, em Évora, para fazer o reconhecimento dos autores das agressões, não conseguiu identificá-los. "Mas como é que ela poderá dizer quem a agrediu se lhe taparam a cabeça para não ver as pessoas? Nem mesmo consegue agora dizer quem eram os polícias que estavam na sala quando ali entrou, já que passado todo este tempo, qualquer um pode mudar certos aspectos da sua fisionomia, como cabelo, barba. Já podem estar diferentes, pelo que tudo é mais difícil para ela", sublinhou ao DN Lurdes David, sogra de Leonor Cipriano.

Por outro lado, aquela familiar garante que a queixosa nunca lhe referiu qualquer tentativa de suicídio ao cair das escadas na PJ de Faro, como foi avançado por inspectores na altura. "Ela nunca falou em escadas", lembrou Lurdes David. Recorde-se que, em 2004, quando surgiram fotos de Leonor no jornal semanário Expresso com marcas de agressões no rosto e noutras partes do corpo, o seu companheiro, Leandro Silva, assegurou ao DN que ela lhe contara que a polícia a obrigara a dizer que tinha caído das escadas. O mesmo foi referido pela sogra de Leonor num depoimento prestado na altura na PJ. Contudo, o mesmo foi alterado sem o conhecimento dessa testemunha, que acabou por assinar dias depois um novo documento, desta vez no seu local de trabalho (uma sucateira perto de Portimão), sem o ler, como assegurou a própria ao nosso jornal. "Só depois é que percebi a asneira que tinha feito, mas já era tarde. O inspector já se tinha ido embora e eu estava farta de problemas", recordou Lurdes David.|

Publicado por JoaoTilly em 08:15 AM | Comentários (0)

fevereiro 10, 2008

A minha auto-avaliação enquanto professor

«--- De acordo com ponto 2 do Artigo 9.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, (itens de referência para os objectivos individuais), passo a apresentar os meus objectivos e respectivas estratégias.
a) A melhoria dos resultados escolares dos alunos;
Pretendo baixar o insucesso dos meus alunos, a matemática, de 25% para 20% . No ano anterior a turma tinha 20 alunos dos quais 5 tiveram insucesso (25 %); como este ano a turma aumentou para 25 alunos, se os mesmos 5 não obtiverem sucesso terei uma percentagem de insucesso de 20%. Estou de parabéns. (P.S: Não esquecer de pedir para voltarem a aumentar a turma para o próximo ano).
Estratégia II: não me aumentando a turma, e como o Ministério diz que não precisam de ter aproveitamento a matemática (podem transitar com nível 2 a duas ou três disciplinas), vou oferecer 2€ sempre que um aluno tenha positiva num teste. (P.S: se 2 € não resultar terei de pensar em 5€ e já não vou de férias para a praia ).
b) A redução do abandono escolar;
Pretendo obter 4% de abandono escolar, que corresponde a 1 aluno cuja família é constituída por pais toxicodependentes;
Se durante o ano lectivo a avó materna que cuida de um dos alunos, por este ter sido abandonado pelos pais, vier a falecer (já tem 80 anos) ou ficar incapacitada de cuidar dele, comprometo-me a adoptá-lo para cumprir os objectivos da minha avaliação;
Quanto aos que mudarem de residência sem efectuarem transferência, encarregar-me-ei de descobrir a nova morada e contactá-los pessoalmente para que assinem os papéis da transferência (P.S: espero que nenhum dos ucranianos regressem ao seu país pois a 5€ por positiva, não vou poder ir à terra deles tratar dos papéis);
c) A prestação de apoio à aprendizagem dos alunos incluindo aqueles com dificuldades de aprendizagem;
Comprometo-me a prestar apoio a todos explicando individualmente a matéria que tinham que estudar e resolvendo os exercícios que tinham para TPC, mas que não fizeram pois como me disseram "tenho mais que fazer que ir para casa fazer TPC's"; (P.S: 90 min de aula a dividir por 25 alunos dá 3,6 min a cada um; será que aquela programação de matemática que previa 8 aulas para uma unidade contou com este tempo?);
d) A participação nas estruturas de orientação educativa e dos órgãos de gestão do agrupamento ou escola não agrupada;
Como não sou titular só poderei ser director de turma, o que farei se me atribuírem o cargo (que remédio); (P.S: se não me derem o cargo de DT será que ficarei em falta? Se calhar é melhor pedir para, por favor!, por favor!,
me darem o cargo);
e) A relação com a comunidade
Proponho-me a estabelecer boas relações com a comunidade, não reagindo se for insultado ou agredido por alunos ou EE.
Não sei se é com a escolar se é com a local por isso pelo sim pelo não estou a pensar organizar uma recepção, com buffet claro, a todos os alunos e EE e convidar também os elementos da Junta de Freguesia (P.S.: se não me deixarem fazer a recepção na escola tenho de alugar um espaço.
NOTA: se alugar o espaço à Junta até estou a contribuir para as boas relações, pois uma rendazita é sempre bem vinda para a autarquia).

Agora não posso pensar em mais itens; a minha mulher está-me a chamar para atender um aluno que tem os pais desempregados e veio cá a casa buscar umas merceariazitas, enquanto não chega o subsídio de desemprego. É que a mãe já me disse que na situação em que se encontram, não tem dinheiro para mandar o miúdo à escola, mas eu não posso aumentar a taxa de abandono...


Isabel Fidalgo

Publicado por JoaoTilly em 09:16 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2008

Uma rapidinha de fim-de-semana

Os professores não confiam nos sindicatos. Também não se sindicalizam que isso custa 18€ por mês. Mas se não fossem os sindicatos os professores estavam, neste momento, a aparar relva e a ajudar nas cozinhas. A única entidade que nos defende contra o fascismo, a bufaria e a indignidade que se está a implantar nas escolas são os sindicatos.
Longa vida ao sindicalismo!

Ao contrário da propaganda fascista que vai infectando os pobres espíritos dos tugas mais estúpidos da europa, a função pública perde em toda a linha relativamente à privada. O primeiro estudo está aí no J Negócios para o provar. É preciso abrir os olhos contra as propagandas pro-fascistas.


A corrupção está imparável apenas porque a ninguém interessa pará-la. Nem aos corruptos nem aos corruptores. Nada mais há a dizer sobre isso. Ninguém o quer fazer. A ninguém convém que Portugal deixe de ser um país da corrupção total.
Ponto final.






As polícias e a Justiça a pedido, virtudes herdadas da ditadura que nunca mais nos larga, são o que mais envergonha Portugal. Enquanto alguns casos passarem nas televisões todos os dias, não se trata - não há meios para se tratar - de mais nada. Mas também não se consegue tratar, ao menos, desses...
Um país do 3º mundo com uma polícia tipicamente do 4º.





Aqui está a prova do que disse acima. São os próprios juízes a queixarem-se de que as polícias não lhes entregam elementos para poder, sequer, levar os casos mais mediáticos a julgamento. República Portuguesa das Bananas.




Por isso a criminalidade está imparável. Os portugueses só têm acesso ao que se passa a nível nacional se lerem a imprensa local. 99% dos crimes não aparecem na imprensa nacional. Aqui em Seia, nem na local. Há lojas comerciais que foram assaltadas 3 vezes em 3 meses e nem uma noticiazinha se lê... vá-se lá saber porquê...

E assim, tal como eu profetizava no dia 5 de Maio, o caso Maddie será arquivado por total incompetência da nossa PJ. Resta saber o que fazer ao palhaço Flores e a todos os demais que andaram a dizer nas televisões que os pais tinham morto a criança.
Eu não me importava de ver essa escumalha toda atrás das grades por uns tempos.
Trabalhar, de qualquer modo, não trabalham...
Um desgraçado de um presidente de uma câmara importante, como a de Santarém, que durante mais de meio ano passou todas as manhãs na SIC a falar do caso Maddie - e ainda por cima sem ter a mais pequena prova do que diz - é porque não tem mesmo nada que fazer na sua câmara.
Cabe ao povo responder a esse palhaço nas próximas eleições.
Para além disso, era um favor a Portugal que alguém fizesse a esse triste palhaço o que fizeram à Maddie: simplesmente desaparecer.

E, já que estamos a falar de palhaços, aqui vai a última actividade circense do pinóquio que não consegue dizer uma verdade nem deixar de fazer uma indignidade.
É uma característica que já vem de longe, pelos vistos.
Este falso engenheiro e falso licenciado e falso engenheiro técnico e falso (apenas) também nunca teve nenhuma profissão a não ser a política.
Percebe-se porquê... não tem, de facto, habilitações literárias para ser nada na vida, a não ser político, no país mais atrasado da europa.
Um falsário num país de corruptos.
Está no lugar certo.

Publicado por JoaoTilly em 08:56 AM | Comentários (16)

fevereiro 06, 2008

Fotos de Luis Pinto no posto de Turismo

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A Fototeca Municipal de Seia promove, de 2 a 29 de Fevereiro, no Posto de Turismo de Seia, uma exposição fotográfica de Luís Pinto, denominada “38 Imagens – 1960-1975”.

Publicado por JoaoTilly em 12:18 PM | Comentários (4)

fevereiro 05, 2008

Lista dos 700 prisioneiros raptados para Guantanamo que passaram por Santa Maria (Açores)


Abaixo os links para os documentos que a REPRIEVE apresentou na Comissão Europeia com a lista dos mais de 700 prisioneiros raptados para Guantanamo pelos EUA, com escala nas Lages, que a Organização Não Governamental acusa publicamente Portugal de ter tido conhecimento e até de ter ajudado às operações.


A ONG chama a estes vôos «a Viagem da morte» - The Journey of Death - e chama-os para o maior destaque do seu site sediado no reino Unido.

O press release:

http://www.reprieve.org.uk/documents/080128FINALJourneyofdeathpressrelease.pdf

e a lista

http://www.reprieve.org.uk/documents/08.01.28FINALTheJourneyofDeath-Over700PrisonersIllegallyRenderedtoGuantanamoBaywiththeHel.pdf

Repare-se nas histórias inacreditáveis de alguns prisioneiros - os primeiros que têm fotos - que acabaram por ser libertados depois de 5 anos de tortura e cativeiro por... engano dos EUA!
Faltam as histórias das dezenas (ou centenas?) que morreram em cativeiro sem julgamento. Muitos estariam, como estes, absolutamente inocentes!

E que não se sabe ao certo quantos prisioneiros transportavam os últimos vôos... 727 foi apenas o número que se conseguiu apurar.

E as conclusões:

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Publicado por JoaoTilly em 12:08 PM | Comentários (2)

De todas as manipulações sociais, o carnaval é a mais inexplicável

Todos nos habituámos a viver com as mais brilhantes iniciativas, vendidas a nível global, para manipular comercialmente a sociedade e dela tirar o máximo proveito.
O dia do Pai, o da Mãe, o dos namorados, o Natal são os principais pretextos para se venderem objectos.
O perigo não reside nisso, mas no conceito que entretanto se incutiu nos espítitos dos simples humanos que não destinguem uma manobra comercial, por mais óbvia que seja, de um eventual conceito superior que lhe estaria associado. E que não existe.
Portanto, sem questionar seja o que for, conseguiu-se que a população desatasse a comprar objectos nessas datas pre-determinadas, cumprindo, assim, o seu destino paradigmático: o de fazer o que lhe mandam.
É isso que se espera e se exige das massas.
De vez em quando é que a coisa corre mal. Mas isso são as excepções. Rebeliões, golpes de estado, revoluções são raros e a excepção à regra.
A regra é a pacífica aceitação de todas as orientações por parte do imenso rebanho de que todos fazemos parte.

Isto não acontece por acaso: as televisões, as rádios, a imprensa, todos têm a ganhar com a eliminação da inteligência, do livre arbítrio e do espírito crítico das populações.
Quanto menos se questionarem as "orientações superiores" mais facilmente elas são implementadas para bem dos projectos dos governos e de quem os sustenta: a Alta finança Mundial.
E quando até os pequenos estão de acordo com os grandes, é ouro sobre azul.
O pequeno comércio, que passa a vida a revoltar-se contra as grandes superfícies, está de acordo com elas nas datas acima referenciadas.
Pouco mais há a dizer sobre as iniciativas comerciais descritas a não ser que os media conseguiram incuti-las a pedra e cal no espírito das populações que a elas adere sob pena de ostracismo e segregação social.
Quem não irá oferecer um presente à namorada a 14 do corrente?
Quem não dará um presente à Mãe e ao Pai nos "seus" dias? E à família e amigos mais intimos no Natal? Impensável, hoje em dia.
A pretexto de quê?
De nada. É porque toda a gente o faz.

Mas o Carnaval é o mais perverso de todos os arrebanhamentos de consciências.
Porque não traz consigo um negócio associado.
Quer dizer: em muitos casos já o tem, porque os espertalhões perceberam que o conceito funcionava e há que tirar daí proveito.
Mas, ainda em muitos casos, não é de ganhar dinheiro que se trata.
Então de que é que se trata?
Para se entender bem a resposta a esta inquietante questão seria conveniente começar por interromper aqui a leitura para ler a minha mensagem de Carnaval, no texto anterior.


Retomando, é inquestionável que toda a gente quer ser Feliz, embora ninguém saiba o que isso é. Soa bem, parece ser bom.
Mas as drogas também o são, dizem-me.
De todas as que existem eu só conheço o álcool e a cafeína. Não sou, por isso, autoridade na matéria, mas se as drogas trouxessem infelicidade imediata ninguém se viciava.
É porque trazem algum bem-estar imediato...
Uma substância alucinogénia estranha entra na corrente sanguínea e exerce uma acção na parte do cérebro que trata das sensações e das emoções. Existe uma explicação física e química para o fenómeno. Uma explicação científica palpável.
Passando o efeito da substância, porque o corpo a absorveu na totalidade e a transformou noutra coisa qualquer, o viciado sentirá o efeito de falta da substância que o alucinou.
Também isso está explicado científicamente.
Eu próprio sinto falta do café, se estiver 2 dias sem tomar nenhum. Do álcool, curiosamente, nunca senti a mínima falta. Deve ser por isso que, aos 47, decidi cortar com a cerveja... fico-me com um alentejano tinto às refeições e água ou ice tea fora delas. Não custa nada.

Voltando ao Carnaval: se a felicidade aparece à hora marcada, e não é provocada por uma substância hipnótica, há aqui um problema grave para se resolver.
Quando a felicidade geral se justifica pela "alegria contagiante", passa a haver dois: o primeiro, que ainda não está resolvido, e o do suposto "contágio".

Eu penso o seguinte:
Não há nada que possa justificar a súbita invasão de uma sensação de felicidade nos dias 3 e 5 de Fevereiro às 3 da tarde.
Como não se explica o esforço de todas aquelas almas a construir carros alegóricos e a aprender coreografias, para não falar no frio que as pobres moças semi nuas rapam a desfilar no pino do Inverno em Portugal.
E a ausência de explicação é ela própria uma tese, tal como acontece nas religiões: «ou se acredita ou não».

Aqui é obvio que ninguém acredita em nada. Nada há para se acreditar.
Então o que leva as pessoas a alegrarem-se àquela hora certa?
Nada.
Não há motivo palpável, a não ser aquilo que elas pensam que os outros esperam que elas façam.
E isso é o que de mais importante há na vida para as pessoas intelectualmente desprotegidas - que se constituem e afirmam, cada vez mais, como uma esmagadora maioria em Portugal (e não só).
Provo-o com esta simples redução ao absurdo:
Não houvesse ninguém a ver e certamente não haveria Carnaval.

Para mim, o dogma carnavalesco em Portugal tem o seu âmago numa clara ausência de Inteligência e de Espírito Crítico de quem o promove e para ele contribui. Só essa ausência pode propiciar o aporte das mais aberrantes confusões e mesclas copiadas do carnaval brasileiro, por mais inimagináveis que nos pareçam.
Mas calma! Não ficamos por aqui.
Os carnavais "genuínos" e portugueses ainda são mais estranhos, dada a total ausência de referências. O monumental pedantismo que os suporta - herdado da mesma filosofia de "pesquisa" da música tradicional portuguesa que, aqui há uns anos, grassava nos meios "eruditos" que se dedicavam a estudar e a recriar o popularucho, conferindo ao que sempre foi banal uma dimensão que o banal nunca teve - é aqui mais mitigado, pois os eruditos do popularucho não dão a cara nos carnavais (a palhaçada ainda não confere status...) e lançam como "organizadores" desses corsos tradicionais gente comum da terra, gente simples e bem intencionada, que se esfalfa a trabalhar o ano inteiro para conseguir algum protagonismo social.
Os tais 15 minutos de fama.

O que não tem explicação... explicado está.

Publicado por JoaoTilly em 11:00 AM | Comentários (0)

Mensagem de Carnaval

Não acredito que alguém possa ser feliz em data marcada.
As pessoas estão ávidas de algo que traga sentido às suas vidas, já que quase todas nasceram desprovidas da inteligência e do espírito crítico mínimo que lhes mostraria um caminho a seguir.
Acredito que a esmagadora maioria das mulheres procura o homem certo para deixarem de ser infelizes. Puro engano... Mesmo que o encontrassem isso não afastaria, senão por momentos, o vazio interior que as consome.
Acredito que a esmagadora maioria dos homens procura uma mulher qualquer - uma qualquer, digo bem - com o mesmo objectivo.
Por isso ambos laboram permanentemente no mesmo erro.
O curioso é que é este repetitivo erro o responsável pelo perpetuar da espécie.

Acredito que é meia noite e quem preferir o conforto da sua caminha a ver o canal de História ou o Discovery, sem carnaval, sem "mamãe eu quero" nem "cidade maravilhosa", e sobretudo sem falsos pretextos para socializar, está anos-luz mais próximo da tão almejada "felicidade" do que a maioria dos frenéticos "foliões" carnavalescos.

Desejo a todos - extensível aos profissionais da diversão e da folia a metro - um bom e bem vivido Carnaval Maior: o da Vida.

Publicado por JoaoTilly em 12:05 AM | Comentários (0)

fevereiro 03, 2008

De sucesso em sucesso, até à pobreza final!

Os salários reais nos últimos 7 anos caíram cerca de 10%, com destaque para a Função Pública. Some-se o aumento do IVA de 17 para 21%, uma subida de 4%.
Acrescente-se mais 4 ou 5% de gastos mensais, correspondentes ao aumento da gasolina e veja-se que o nível de vida dos trabalhadores portugueses baixou cerca de 20% desde 2000.
Para quem ganha 500 euros, são menos 100 euros.
Para quem ganha 1000 euros, são menos 200. Para quem ganha 1500, são menos 300 euros ao fim do mês.
Não admira que já haja professores e médicos à porta do Banco Alimentar contra a Fome.
O que vale é que estamos num País com políticas de grande sucesso...

Publicado por JoaoTilly em 11:47 PM | Comentários (0)

fevereiro 02, 2008

A Serra da Estrela vista aqui pelo rapaz...














































Publicado por JoaoTilly em 01:01 PM | Comentários (0)

Enquanto os palonços andam a tirar fotografias aos pastores aqui vos deixo esta pérola...



Hoje é a Feira do Queijo, mas nem todos temos que ser pastores, não é?
Já há o Hermínio Pelicano... já é suficiente.


DESLIGAR O SOM DO COTONETE (ou deste clip) para não haver sobreposição

Publicado por JoaoTilly em 12:44 PM | Comentários (5)

Uma saidinha para Castedo...?

Publicado por JoaoTilly em 10:21 AM | Comentários (0)

Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos


PÚBLICO consultou aleatoriamente 1000 processos na Câmara da Guarda
Sócrates assinou durante uma década projectos da autoria de outros técnicos
31.01.2008 - 23h25 José António Cerejo
José Sócrates assinou numerosos projectos de edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele.
Nalguns casos, esses documentos eram manuscritos com a letra de Fernando Caldeira, um colega de curso do actual primeiro-ministro que era funcionário do município e que, por isso, não podia assumir a autoria de projectos na área do concelho.

O primeiro-ministro diz que assume “a autoria e a responsabilidade de todos os projectos” que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu “sempre nos termos da lei”.
Embora se trate de uma prática sem relevância criminal, as chamadas “assinaturas de favor” em projectos de engenharia e arquitectura constituem uma “fraude à lei”, no entendimento do penalista Manuel Costa Andrade, e são unanimemente condenadas pelas organizações profissionais dos engenheiros técnicos e dos engenheiros.

A actividade privada do actual primeiro-ministro como projectista de edifícios era publicamente desconhecida até que, em Junho do ano passado, um antigo presidente da Câmara da Guarda, o também socialista Abílio Curto, a ela se referiu numa entrevista. “Uma vez disse-lhe [a José Sócrates] que ele mandava muitos projectos para a Câmara da Guarda, obras públicas, particulares. (...) O que sei é que nem todos os projectos seriam da autoria dele. Mas isso levar-nos-ia muito longe e também não vale a pena”, afirmou o ex-autarca à Rádio Altitude, pouco depois de ter terminado o cumprimento de uma pena de prisão por corrupção passiva.

Obra quase desconhecida

Ausente dos seus currículos, o trabalho de Sócrates como projectista é muito pouco conhecido. Mesmo os seus amigos da Guarda ignoram se essa actividade se estendia a outros concelhos. Questionado pelo PÚBLICO, Sócrates confirmou que exerceu “funções privadas” desde 1980, mas nada adiantou quanto ao número, natureza e localização das obras que projectou.

O arquivo camarário da Guarda mostra, porém, que essa actividade, no caso daquele município, teve algum relevo. O PÚBLICO consultou aleatoriamente mil processos de licenciamento de obras particulares de entre os cerca de 4000 submetidos à autarquia entre 1981-1990. E só nessa amostra de um quarto da totalidade dos processos encontrou 27 com a assinatura de José Sócrates. No essencial, trata-se de casas de emigrantes, ampliações e anexos mas também dois edifício de habitação colectiva.

Destacam-se os processos em que o primeiro-ministro, então engenheiro técnico ao serviço da vizinha Câmara da Covilhã, assina – quase sempre com reconhecimento notarial – peças manuscritas, nomeadamente memórias descritivas, termos de responsabilidade e cálculos de betão, em que a caligrafia usada nada tem a ver com a de José Sócrates. Muitas vezes, essa caligrafia, inconfundível, é a mesma que aparece nos autos das vistorias realizadas no fim das obras pelos técnicos da Câmara da Guarda: a letra de Fernando Caldeira, colega de curso do primeiro-ministro e que, por ser funcionário do município, estava legalmente impedido de subscrever projectos na área do concelho.

Noutros casos, os trabalhos manuscritos apresentam uma caligrafia que não corresponde nem à de Sócrates nem à de Caldeira, e alguns deles aparecem dactilografados. Comum a muitos dos projectos assinados pelo técnico da Covilhã, que em 1986 se tornou líder distrital do PS em Castelo Branco, é o facto de serem rapidamente aprovados, apesar dos reparos e observações críticas dos arquitectos da repartição técnica da Câmara da Guarda e até dos pareceres contrários da administração central.

Coincidente em muitos deles é também o facto de os donos dessas obras garantirem que José Sócrates não é o autor dos projectos das suas casas. Dos 13 proprietários que o PÚBLICO conseguiu localizar – muitos dos outros residem no estrangeiro e alguns já faleceram –, apenas um, António Lourenço Fresta, confirmou que foi com ele que “tratou do assunto”.

“Só o conheço da televisão”
Alguns, como Aníbal Beirão, um empresário de Porto da Carne, não só negam que Sócrates tenha tido alguma intervenção nas suas obras, como identificam claramente quem o fez. “Tratei de tudo com o eng. Caldeira e foi a ele que paguei. Agora quem assinou não sei”, diz.

Outros, entre os quais António Caldeira, também empresário na mesma aldeia e irmão do engenheiro Fernando Caldeira, desmentem a ligação do primeiro-ministro às suas obras e apontam para autores mais ou menos incertos: “Isto não tem nada a ver com o Sócrates”, garante António Caldeira. No entanto, o projecto da sua fábrica de blocos de cimento, construída no interior de uma zona urbana, foi assinado em 1990 pelo deputado socialista que então mais se destacava na defesa do Ambiente. Segundo o empresário, o autor foi um conhecido arquitecto da Guarda. Sucede que nessa época este ainda nem sequer tinha concluído o curso.

Já o ex-emigrante José Pereira Ramos não hesita em identificar Cristóvão Pereira, um desenhador da câmara local, como autor do projecto da sua casa. “Foi a ele que paguei. Ao Sócrates só o conheço da televisão.”

Entre alguns engenheiros e arquitectos da Guarda, que pedem anonimato, a versão que corre sobre a ligação profissional de Sócrates à Guarda é simples e é assim resumida por um deles: “Havia aí um grupo de técnicos da câmara que açambarcava uma boa parte dos projectos de casas dos emigrantes. Como não podiam assinar punham o Sócrates a fazê-lo, porque ele era da Covilhã e não tinha esse problema” de impedimento legal.

De acordo com esta versão, o grupo era composto por Fernando Caldeira, António Patrício e Joaquim Valente, todos engenheiros técnicos e antigos colegas de José Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. O primeiro e o segundo são hoje directores de departamento na Câmara da Guarda e o último, que apenas foi técnico da autarquia em 1980 e 1981, tendo depois desenvolvido a sua actividade em duas empresas que criou, tornou-se presidente da mesma Câmara em 2005. Dos três, só António Patrício nega que alguma vez tenha tido relações profissionais com Sócrates. Os outros admitem ter trabalhado com ele, mas sempre “para ajudar pessoas a resolver os seus problemas”.

Publicado por JoaoTilly em 08:10 AM | Comentários (0)

Sócrates acumulou subsídio de exclusividade como deputado com funções privadas
E só foi impedido de o continuar a fazer porque se descobriu que não era engenheiro!!!!
De que mais precisa este país???


Entre finais de 1988 e o final de 1991
Sócrates acumulou subsídio de exclusividade como deputado com funções privadas


O ex-deputado José Sócrates recebeu indevidamente um subsídio de exclusividade da Assembleia da República, entre finais de 1988 e princípios de 1992, por acumular as suas funções parlamentares com a actividade profissional de engenheiro técnico, enquanto projectista e como responsável pelo alvará de uma empresa de construção civil.

Sócrates nega que tal tenha acontecido, mas diversos documentos por ele assinados confirmam a violação do regime legal de dedicação exclusiva.

Declarando “sob compromisso de honra” que “exerceu as funções de deputado em regime de exclusividade” entre Outubro de 1988 e o final de 1991, o então porta-voz do PS para a área do Ambiente requereu ao presidente da Assembleia da República que lhe fosse pago, relativamente àquele período, um subsídio mensal para despesas de representação reservado aos deputados em dedicação exclusiva. O pedido foi feito em Fevereiro de 1992 porque o processamento do abono em causa, correspondente a 10 por cento do vencimento (100 euros, vinte mil escudos à época), tinha estado congelado desde a publicação da lei que o criou, em Agosto de 1988, devido à existência de dúvidas sobre o conceito de dedicação exclusiva.

Ultrapassado este impasse em Janeiro de 1992, graças a um parecer da Procuradoria-Geral da República que fazia equivaler a exclusividade à impossibilidade legal de desempenho de “qualquer actividade profissional” – sem falar em actividade remunerada –, José Sócrates e muitos outros deputados requereram o pagamento rectroactivo do subsídio desde Outubro de 1988.

No caso do actual primeiro-ministro, os serviços da assembleia chamaram-lhe a atenção, logo após a entrega do requerimento, para o facto de a sua declaração de IRS mostrar que tinha exercido a actividade de engenheiro técnico em 1989, situação que contrariava a declaração feita no requerimento. O deputado informou então, por escrito, que “a verba de 95 000$00”, constante da sua declaração de IRS, se referia a “um projecto executado no mês de Março de 1989” – informação que aliás não coincide com a que agora deu ao PÚBLICO sobre o mesmo assunto (ver outro texto).

Perante este esclarecimento, o presidente da Assembleia autorizou que fosse pago a José Sócrates o subsídio respeitante aos períodos entre 15 de Outubro de 1988 e o fim de Fevereiro de 1989 e 1 de Abril de 1989 e 31 de Dezembro de 1991. De fora ficou, portanto, o mês de Março de 1989, o único, de acordo com as declarações entregues pelo deputado, em que exerceu a sua actividade privada entre Outubro de 1988 e o final de 1991 – o que também não confere com as suas respostas ao PÚBLICO.

Em Abril de 1992, porém, José Sócrates assinou um documento relacionado com a revalidação do alvará de uma firma de construção civil da Covilhã, entretanto falida, que mostra uma realidade diferente.
“Em 30/07/80 fiz um contrato verbal em regime de profissão livre a tempo parcial com a firma Sebastião dos Santos Goulão, na qual exerço as funções de consultor técnico”, afirma o deputado nesse documento.
A acreditar nesta declaração, Sócrates exerceu a sua actividade profissional em todo o período relativamente ao qual declarou a dedicação exclusiva e recebeu indevidamente o subsídio correspondente. Para esclarecer melhor o alcance daquela afirmação, o PÚBLICO pediu a José Sócrates que explicitasse o seu sentido, tendo-lhe sido respondido (em Dezembro) que não havia mais comentários a fazer.

Por outro lado, uma declaração subscrita por ele próprio em 13 de Abril de 1992 vai ainda mais longe: “(...) declaro por minha honra (...) que pertenço ao quadro técnico da firma Sebastião dos Santos Goulão, Industrial de Construção Civil, na qual exerço as funções que competem à minha profissão por forma efectiva e permanente (...).”
Nesta altura, já no decurso da VI Legislatura, José Sócrates, mediante um novo requerimento, já estava a receber, desde Janeiro de 1992, o subsídio de exclusividade que manteve até ao fim do mandato, em 1995.

As relações profissionais de Sócrates com aquela firma não foram, no entanto, além de Abril de 1992, na medida em que a Comissão de Alvarás de Empresas de Obras Públicas e Particulares (actual Instituto da Construção e do Imobiliário) recusou o nome do então deputado como responsável pelo renovação do alvará da empresa (garante da sua capacidade técnica), por não ter sido junto ao processo o respectivo certificado de habilitações ou a carteira profissional de engenheiro técnico civil.

Mas para lá da sua ligação a esta empresa em violação do regime de dedicação exclusiva, José Sócrates manteve no mesmo período a sua actividade profissional como projectista de edifícios.
Numa pesquisa que ficou longe de ser exaustiva (ver edição de ontem), o PÚBLICO encontrou nos arquivos da Câmara da Guarda diversos documentos por ele assinados em 1989 e 1990 e relativos aos projectos de quatro edifícios.

Um desses projectos prende-se com um prédio de três pisos que começou a ser construído em 1989 na Rua da Ferrinha, na Guarda, com projecto de José Sócrates e sob a sua responsabilidade técnica.
O proprietário, Elpídeo Gomes, garante, todavia, que nunca lhe encomendou nenhum serviço.
Dois outros referem-se a obras, feitas em 1989 e 1990, da empresa Joaquim Caldeira & Filhos, em Porto da Carne.
O último tem a ver com uma moradia mandada fazer na Guarda, em 1990, por Manuel dos Santos Miguel.
Os donos destas três últimas obras disseram igualmente ao PÚBLICO que desconhecem qualquer ligação do então deputado aos seus projectos.

Nas respostas que enviou ao PÚBLICO o primeiro-ministro diz, contudo, que depois de ser eleito deputado, no final de 1987, a sua actividade privada se tornou “muito residual” e se resumiu a projectos feitos “a pedido de amigos, sem remuneração”.

Relativamente às funções desempenhadas por José Sócrates na empresa Sebastião dos Santos Goulão verifica-se uma outra situação delicada, na medida em que o então responsável pelo alvará da firma foi simultaneamente técnico da Câmara da Covilhã entre 1980 e 1987, até ser eleito deputado. Embora a legislação da época seja pouco clara quanto às incompatibilidades dos consultores técnicos que são funcionários das autarquias, o princípio geral seguido desde antes do 25 de Abril é o de que estes não podem ter responsabilidades nas empresas de construção civil sediadas no concelho em cuja câmara trabalham.
Tanto mais que o estatuto disciplinar dos funcionários públicos sempre contemplou o dever de isenção e imparcialidade, o qual é susceptível de ser posto em causa quando há acumulação de funções privadas e públicas daquele género.

No caso de José Sócrates o eventual conflito de interesses nunca foi suscitado pelos seus superiores.
Mas o PÚBLICO encontrou no arquivo municipal da Covilhã processos de obras feitas pela firma de cujo alvará ele era responsável em que as vistorias camarárias eram feitas por ele próprio e mais dois colegas.

Publicado por JoaoTilly em 07:54 AM | Comentários (0)

Comunicado da Escola de Música do Conservatório Nacional
Porque Não Podemos Concordar Com a Ministra da Educação



Extinção do ensino musical especializado no 1º ciclo

Por decisão ministerial as escolas públicas de música (vulgo Conservatórios) vão ser impedidas de dar aulas ao 1º ciclo (chamados cursos de iniciação). Assim, os actuais e futuros alunos (dos 6 aos 9 anos de idade), se quiserem continuar a estudar música, terão de frequentar aquilo que o estado passa a oferecer gratuitamente, as actividades de enriquecimento curricular (AEC), o que representa passar de um currículo de 6 horas semanais com estudo individual de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática, para uma actividade de currículo ainda desconhecido, provavelmente com a duração de apenas duas horas semanais.

Se por acaso o aluno quiser continuar com a mesma formação que as actuais iniciações oferecem, terá de se inscrever numa escola particular, deixando de pagar a propina anual da escola pública (em Lisboa é de 45€) para passar a desembolsar grandes quantias em dinheiro.

Ao tomar esta atitude de alargamento da oferta de ensino musical através das AECs, e de inviabilizar o ensino do 1º ciclo (iniciações) nos Conservatórios, o Ministério impede o ensino especializado de oferecer um ensino de qualidade que visa o desenvolvimento da criança na idade ideal para o início da formação como instrumentista. (Suzuki, Gordon, Manturzewska, Lhemann, Schuter-Dyson, Sosniak, Bloom).

A razão pela qual se extingue o 1º ciclo das escolas públicas de ensino especializado de música não tem como finalidade uma verdadeira democratização do ensino musical, assumindo declaradamente uma componente apenas de formação genérica, visando competências diferentes das que actualmente os Conservatórios oferecem para estas cargas etárias. A verdadeira razão encontra-se sim na necessidade de libertar os docentes que actualmente leccionam as iniciações, procedendo ao seu despedimento e posterior reconversão para leccionarem as AECs, pelas quais serão remunerados abaixo do seu actual estatuto, pois o Ministério sabe que nem a médio prazo terá docentes em número suficiente para a tal generalização do ensino da música ao 1º ciclo.

Trata-se pois apenas de uma operação de engenharia financeira sem ter em conta a degradação de qualidade que este novo sistema irá introduzir no ensino da música. Este novo sistema irá produzir indubitavelmente efeitos perversos e anti-democráticos pois terão naturalmente preferência na admissão às escolas públicas (a partir do 2º ciclo) aqueles candidatos que demonstrem maiores competências, competências essas que passarão a ser exclusivo do ensino particular a preços elevados. Haverá um favorecimento daqueles que têm maior capacidade económica para proporcionarem essa formação aos seus filhos em detrimento da criança de meios sócio - económicos mais desfavorecidos.
Não se deve, com o pretexto da criação de um ensino generalizado da música, extinguir o ensino vocacional (especializado).

Regime de Frequência Supletivo
Sua Extinção


Com a intenção de reduzir a frequência destas escolas apenas ao regime integrado, será negada a existência tanto do regime supletivo como do articulado.
O regime articulado permite às famílias organizar a formação dos seus educandos através de uma articulação de tempos lectivos e de escolas, nomeadamente permitindo a escolha da escola básica e a gestão do seu currículo.
Simultaneamente, o regime supletivo permite às famílias escolherem as escolas e sobretudo ao aluno não ter que ficar agarrado apenas à opção música, realizando dois percursos paralelos até que a sua decisão de formação esteja definida.

Com especial furor ataca o Ministério da Educação o regime de frequência supletivo. Este regime de frequência caracteriza-se por permitir ao aluno frequentar as disciplinas musicais no Conservatório e as do ensino geral na escola de sua escolha. Afirma o Ministério que este regime de frequência se caracteriza por ser um ensino avulso no qual o estudante poderá ele próprio compor o seu currículo, sem obrigação de nenhum tipo de regras de precedências, podendo eternizar a sua presença na escola. Mais afirma o Ministério que o regime supletivo não permite uma certificação no final do ensino secundário visto o aluno poder optar por um diploma de ensino secundário de outra vertente, naquela em que frequenta as disciplinas não musicais. Não havendo certificação , não há sucesso escolar, conclui sem mais nem menos o Ministério. Para a 5 de Outubro os Conservatórios não formam alunos.

Vejamos o que realmente caracteriza este regime de frequência , aquele que é escolhido pela grande maioria dos alunos e encarregados de educação:

1º - Os alunos do regime supletivo são obrigados até ao final do 3º ciclo a frequentarem exactamente o mesmo nº de disciplinas que os alunos dos outros regimes, a saber: integrado e articulado. Obedecem às mesmas regras de precedência e de estudos.

2º - Durante o ensino secundário nesta escola, são obrigados a frequentar anualmente pelo menos três disciplinas, a saber, instrumento, formação musical e classe de conjunto. Também aqui o aluno não pode frequentar apenas uma só disciplina.

3º - O aluno do regime supletivo raramente obtém um diploma secundário de música pois já o obteve ou vai obter na via e curso que frequentou na outra escola secundária onde realizou a formação não musical.
4º - Não. O facto de se emitirem poucos diplomas secundários de ensino da música não é sinónimo de insucesso escolar, pois não exigindo o ensino superior da especialidade nenhuma classificação específica do ensino secundário de música, o aluno prefere fazer uma preparação paralela num curso científico-humanístico e logo que se sente preparado concorre para o ensino superior de música ou sai para a vida profissional. Será necessário deixar aqui claro que para se exercer uma profissão no campo da música, os diplomas não são necessários pois as pessoas têm que passar uma audição pratica para obterem o lugar. A única ocasião de que precisam de um diploma é para seguirem a carreira de ensino e para esta necessitam sim do diploma mais qualificado que é o do ensino superior e não o secundário.

5º - Provando que a não obtenção de diploma secundário de música não é sinónimo de insucesso escolar poderemos verificar que só na Escola de Música do Conservatório Nacional nos últimos seis anos 125 alunos seguiram os seus estudos superiores e cerca de 183 alunos foram para a vida profissional , ou seja a Escola foi o veículo escolhido pelos alunos para lhes dar a formação necessária para seguirem carreira. O Ministério deveria encontrar uma solução para este problema da certificação e não limitar-se pura e simplesmente a acabar com o regime de frequência supletivo.

6º - A verdadeira razão porque se acaba com o ensino supletivo e se recomenda que nas escolas públicas apenas se pratique o regime integrado está agora à vista, quando sabemos que o interesse fulcral da Ministra da Educação é a extensão das AECs vertente música, a todas as escolas do 1º ciclo. Para isso necessita de docentes. A Srª Ministra sabe que só assim obterá escolas muito mais pequenas implicando o despedimento de professores a nível dos 2º , 3º ciclos e secundário. Estes docentes servirão naturalmente para ministrarem as AECs.

7º - É fundamental que os Pais e Encarregados de educação percebam que a coberto de uma pseudo “democratização” do ensino da música se vai na realidade reduzir a prática musical apenas às AECs, e sobrecarregar as finanças familiares se se optar por prosseguir com uma formação específica agora apenas numa escola privada. De notar igualmente que com a extinção do regime supletivo se está a obrigar muito mais cedo o encarregado de educação a tomar a opção de uma carreira para o seu filho, visto só ser possível o ensino integrado nas escolas públicas, o que é obviamente difícil e claramente indesejável.

8º - É ainda preciso considerar o curso de canto, frequentado totalmente em ensino supletivo por alunos maiores de 17 anos, de acordo com as regras até hoje em vigor e definidas em Regulamento Interno, cuja viabilidade continua por discutir.

Pelo que foi dito nos números anteriores, poderemos afirmar que o regime de frequência supletivo é credível e formador de músicos em igualdade de circunstâncias com qualquer outro regime de frequência, e que a sua diabolização pelo Ministério obedece apenas a interesses de ordem financeira e não pedagógica.
Estamos ainda a cercear o direito de escolha dos encarregados de educação.

aprovado
na Reunião Geral
de 30 de Janeiro de 2008

Publicado por JoaoTilly em 07:38 AM | Comentários (2)

fevereiro 01, 2008

Sócrates assinou projectos de outros engenheiros


O primeiro-ministro terá assinado numerosos projectos de arquitectura e engenharia relativos a edifícios na Guarda, ao longo da década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele. Gabinete de Sócrates classifica notícia de falsa.

José Sócrates disse ao Público que assume «a autoria e a responsabilidade de todos os projectos» que assinou e que a sua actividade profissional privada se desenvolveu «sempre nos termos da lei».

De acordo com o jornal, muitos dos projectos foram elaborados por engenheiros técnicos, colegas de curso, que eram funcionários da Câmara da Guarda, não podendo assiná-los por impedimento legal. Em alguns casos, os documentos eram manuscritos com a letra do colega Fernando Caldeira, que era funcionário daquela autarquia e que, por isso, não podia assumir a autoria.

No âmbito desta investigação, foram consultados aleatoriamente nos arquivos da Câmara mil processos de licenciamento de obras particulares, de entre os cerca de 4.000 submetidos entre 1981 e 1990. Os documentos assinados por Sócrates tinham em comum o facto de serem rapidamente aprovados, apesar dos reparos e observações que neles constam, e até de pareceres contrários da autarquia, escreve o jornal.

Sócrates explica-se
Na carta enviada ao Público, o primeiro-ministro diz que a sua actividade profissional se desenvolveu sempre «nos termos da lei e sem qualquer incompatibilidade com as funções» que exerceu na Câmara da Covilhã.

Com a sua eleição para deputado, em 1987, a sua actividade privada «tornou-se, naturalmente, muito residual, resumindo-se à intervenção pontual em pequenos projectos a pedido de amigos, sem remuneração».

Depois dessa data o único pagamento que recebeu foi de 95 contos, em 1989, para acerto final de contas com a empresa para a qual trabalhou como consultor técnico.

«Seja como for, para além de ter declarado esses rendimentos na declaração fiscal competente, comuniquei aos serviços da Assembleia da República esse recebimento, para que me não fosse aplicado nesse ano, como não foi, o regime de dedicação exclusiva. Não auferi quaisquer outras remunerações por actividades privadas nem nesse ano nem nos anos subsequentes», acentua.

Admitiu que em 1992 foi de novo contactado pela empresa para retomar a colaboração, «uma intenção que, todavia, foi abandonada poucos dias depois, também por comum acordo, sem que tenha chegado a produzir quaisquer efeitos».
Lusa


Carta pública

O gabinete do primeiro-ministro reiterou hoje as respostas dadas «há quatro meses» ao Público sobre a actividade profissional de José Sócrates na década de 80, classificando a notícia do matutino como falsa.

«Reiteramos a falsidade da notícia, que reporta a factos de há 28 anos, e reiteramos que o primeiro-ministro assume a autoria e a responsabilidade de todos os projectos