Não há dúvida! A moda do pedir tomou conta da tugalhada toda e está aí para durar.
Assumindo a sua triste condição de inferioridade intelectual, o povo agora desata a pedir por tudo e por nada.
Petições para a direita e para a esquerda.
Uns pedem a favor e outros contra!
Os túneis, por exemplo.
Há uma petição contra e outra a favor dos túneis da Serra.
Que nunca serão construídos, está bom de ver.
Não sei se haverá alguma petição para a abstenção...
É tudo de joelhos a pedir.
A ver quem pede mais...
Acabem lá com essa indignidade, meu povo!
Homem que é Homem não pede: EXIGE!!!
Valha-me Deus...

Os taxistas de Lisboa andam em pânico desde ontem...
Segundo este humilde blog conseguiu apurar, a crise deve-se ao facto de agora nunca saberem, quando alguém levanta o braço na rua, se se trata de um cliente normal ou de um convite para o governo...
Jurista e advogado de renome – defendeu o ‘gato fedorento’ José Diogo Quintela quando este foi apanhado em excesso de velocidade no primeiro dia do ano, e o vereador José Sá Fernandes no Processo Bragaparques –, José António Pinto Ribeiro foi indigitado por José Sócrates para suceder a um dos ministros mais polémicos do seu Governo, Isabel Pires de Lima.
Jasus! Pinto de Sousa anda mesmo a pedir nas ruas a quem passar para fazer parte do seu governo!!!
Afinal não se trata dos 3,5 milhões anunciados ontem. Informações fidedignas chegadas a este humilde blog dão conta de que o montante actualizado ascende a 70 milhões de pagamentos indevidos ao Grupo Mello.
Menos mal... Se tivesse pago 100 milhões a mais ainda seria pior.
Assim sendo, ana Jorge poupou aos cofres do estado 30 milhões.
Muito obrigado, pela parte que me toca.
Começa bem esta ministra; perdão: directora geral, pois já declarou que não tem política própria para a saúde, limitando-se a seguir as orientações de Sócras.
O ministro da Saúde será, pois, Pinto de Sousa...
Desligar o som do Cotonete antes de ver a peça, para não ouvir sobreposição de músicas.
Há poucos como ele...
«Um sistema severo para com os mais fracos e brando para com os poderosos... Nada acontece a quem pratica a corrupção... processos terminam sem resultados visíveis... negócios milionários com o estado sempre para os mesmos... os que contratam em nome do estado vão depois para as administrações das empresas que beneficiaram...»
É preciso dizer mais alguma coisa???
Sou fã de Marinho Pinto desde o dia em que jantamos juntos no Museu do Pão aquando das comemorações dos 25 anos do Porta da Estrela.
A conversa trocada deu-me logo a indicação que ali estava um homem sem medo nem papas na língua.
Depois disso tenho publicado neste humilde sítio muitas das intervenções de Marinho. Numa das quais, em vídeo, ele explica rapidamente o que falha na justiça portuguesa.
Retomo-a aqui.
Já tem mais de um ano, mas está mais actual que nunca.
E vai a Tribunal de Contas, por isso.
Começa bem, Ana Jorge...
Calinadas umas em cima das outras...
Sócras não tinha lá mais ninguém?

Sócras, numa tentativa desesperada de salvar a face, demite Correia de Campos.
Parabéns aos bravos de Anadia!
Hoje o dia é vosso!
Se tivesse tempo ia aí beber um copo convosco, BRAVOS PORTUGUESES!!!!
Obrigado!
Se uma pequena Terra consegue demitir um ministro, porque é que o resto do País não segue o Vosso exemplo???
Aqui anda dedinho de Cavaco e, apesar das primeiras declarações infelizes da futura ministra, que já foi dizendo que vai ser apenas um pau mandado, este desfecho sempre é muito mais benéfico para Portugal do que a manutenção do Frankenstein Campos no poder.
Sócras pode não reabrir nenhuma das urgências que CC fechou, que isso seria a total confissão da culpa. Mas, com este susto, tarde fechará mais alguma urgência à papo-seco....
Só os desgraçados dos professores continuam na mesma...
E a culpa é toda nossa...


Só os políticos profissionais ainda não perceberam que os problemas do país não se resolvem com a produção de sucessiva nova legislação sobre o assunto.
Mas é só isso que se faz.
Ninguém consegue fazer cumprir a lei. Por isso muda-se sucessivamente a lei.
Que ninguém novamente cumprirá, claro.
Vem isto a propósito, em particular, do que se está a passar em Seia sobre a nova lei do tabaco.
No primeiro dia de Janeiro não se podia fumar em nenhum café.
Hoje, apenas 29 dias depois, raros são aqueles onde ainda tal é proibido.
Descobriu-se - com o tempo tudo se descobre - que não há regulamentação nenhuma sobre o caudal de extracção de ar em cada sala, pelo que qualquer ventoinha de 5 euros resolve "legalmente" o problema, expondo claramente a palermice de quem legisla em Portugal.
Ricardo George revela, em toda a extensão, a sua ingenuidade e impreparação científica.
Não sabia ele que era necessário regulamentar o caudal de extracção de ar a medir e que não bastava garantir-se apenas que "existe" extracção?
Em Gouveia, um proprietário bem disposto de um bar colocou uma ventoinha de mesa à porta com um papel colado a dizer: "sistema de extracção de fumos"!
E toca de autocolante azul.
Em Seia, 20 dias depois, é permitido fumar-se em todos os bares com excepção de 2 que, em breve, terão que seguir o exemplo dos demais, pois estão a perder a clientela toda.
E só não se fuma na única discoteca que aqui havia porque, entretanto, foi assaltada, roubaram-lhe tudo, e fechou.
(Não vejo esta notícia nos jornais...).
É triste verificar que o povo não adere a uma das poucas coisas que este desgraçado governo fez de jeito.
O povo prefere envenenar-se e poder socializar...
A Saúde não constitui um Bem para o povão tuga, como bem o demonstra a total ausência de revolta contra a inacreditavel política das ambulâncias tontas de Correia de Campos.
Em Portugal, quem se preocupa em cumprir as sucessivas leis que revogam sucessivas leis é, de facto, pastor.
E diz que há mais de 100, só em Seia.
Eu pensava que o único pastor que existia na serra era o Hermínio Pelicano.
Afinal há mais.
Está tudo explicado.

A argumentação de um português que foi apanhado a 250 Km/h numa estrada onde o limite era de 70!
Sr. Dr. Juiz,
Confirmo que vi a estrada a marca 70 em números negros inscritos num círculo vermelho, sem qualquer informação de unidades.
Ora como sabe, a Lei de 4 de Julho de 1837 torna obrigatório em Portugal o Sistema Métrico, e o Decreto 65-501 de 3 de Maio de 1961, modificado de acordo com as directivas europeias, define, COMO UNIDADE DE BASE LEGAL, as unidades do Sistema Internacional, S.I.
Poderá confirmar tudo isso no site do Governo.
Ora, no SI, a unidade de comprimento é o "Metro", e a unidade de Tempo é o "Segundo". Torna-se, portanto, evidente que a unidade de Velocidade é o " Metro por Segundo".
Não me passaria pela cabeça que o Ministério aplicasse uma unidade diferente.
Assim sendo, os 70 Metros por Segundo correspondem exactamente a 252 Km/h.
Ora a Polícia afirma que me cronometrou a 250 Km/h o que eu não contesto.
Circulava, portanto, 2 Km/h abaixo do limite permitido.
Esperando a aceitação dos meus argumentos, de Va. Exa...


Não. Não podemos confiar nas urgências.
Mas podemos confiar AINDA menos em ambulâncias sem equipas médicas, tripuladas por miúdos, que não conhecem as terras e que demoram o tempo que calhar até chegar a qualquer sítio por mais perto que fique.
As herdades, as quintas, os terrenos na margem desértica já estão ao preço do ouro.
O caseiro Sócras está a fazer BEM o papel que lhe foi encomendado pelos donos da quinta.
A menina socialista não trabalha mas também não larga o cargo. Não percebi onde está, aqui, a notícia...
Sócras perde contra bloguista que expôs uma das suas mentiras: a licenciatura que até lhe pode ter sido dada, mas nunca conquistada. Ainda há justiça em Portugal...
...mas pouca, porque 9 anos para levar um criminoso a tribunal, é quase uma proeza! Com o SNS que hoje temos, a ninguém é garantido que sobreviva 9 anos...



Recordando este caso... de Agosto do ano passado.

No primeiro contrato, o advogado João Pedroso - irmão de Paulo Pedroso - comprometia-se a fazer um levantamento das leis sobre a Educação e ainda a elaborar um manual de direito da Educação. O trabalho deveria estar concluído até Maio de 2006, mas tal não aconteceu. Apesar de não ter sido concluído nos prazos previstos, o advogado recebeu a remuneração.
Ainda assim,o ministério fez depois com João Pedroso um novo contrato com os mesmos objectivos, mas a pagar uma remuneração muito mais elevada. Em vez dos iniciais 1500 euros por mês, João Pedroso passou a receber 20 mil euros/mês.
Perante estes factos, o ministério da Educação justifica-se dizendo que os objectivos do primeiro contrato não foram cumpridos por erro de avaliação. O secretário-geral do ministério assume as responsabilidades da tutela. Ao Rádio Clube, João da Silva Baptista diz que o ministério não soube avaliar o volume de trabalho que entregou à equipa liderada por João Pedroso da primeira vez.
Por causa do erro de avaliação, o ministério da Educação acabou por ficar sem possibilidade de exigir a João Pedroso para acabar o trabalho pelo qual foi pago e decidiu por isso pagar mais e renovar o contrato.
João Pedroso, contactado pelo Rádio Clube, recusou comentar os contratos que assinou com o ministério da Educação, remetendo todos os esclarecimentos para o Governo.
Uma notícia Rádio Clube investigada pelo jornalista Nuno Guedes
As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas.
Afinal há quem não se queixe das mesmas.
Ontem mesmo, em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou "à situação de reforma em função de relatório de junta médica" .
Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira.
Teixeira Pinto nega ter recebido 10 milhões de euros de "indemnização pela rescisão do contrato" com o BCP, garantindo que apenas recebeu a "remuneração total referente ao exercício de 2007" : 9.732 milhões de euros em "compensações" e "remunerações variáveis".
Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro.
Sondagem Gallup para o Fórum Económico Mundial
Professores são profissão em que portugueses mais confiam e a quem dariam mais poder
Os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país, segundo uma sondagem mundial efectuada pela Gallup para o Fórum Económico Mundial (WEF).
Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos.
Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento a dizerem que confiam nesta classe.
Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com seis por cento, as estrelas desportivas ou de cinema.
A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos inquiridos confiam nos professores, seguindo-se (tal como em Portugal) os líderes militares e policiais, com 26 por cento.
Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os jornalistas, que são confiáveis para 20 por cento.
Políticos em último também na Europa
Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com dez por cento. A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18 por cento).
Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas oito por cento dos 61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua confiança. Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que as pessoas mais confiam.
Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos, bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por cento) e professores (18 por cento).
A Europa Ocidental daria mais poder preferencialmente aos intelectuais (30 por cento) e professores (29 por cento), enquanto a nível mundial voltam a predominar os professores (28 por cento) e os intelectuais (25 por cento), seguidos dos líderes religiosos (21 por cento).
28 por cento dos portugueses não confiam em nenhuma classe
A Gallup perguntou "em qual deste tipo de pessoas confia?", indicando como respostas possíveis políticos, líderes religiosos, líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, jornalistas, advogados, professores e sindicalistas ou "nenhum destes", tendo esta última resposta sido escolhida por 28 por cento dos portugueses, 26 por cento dos europeus ocidentais e 30 por cento no mundo.
A Gallup questionou "a qual dos seguintes tipos de pessoas daria mais poder no seu país?", dando como opções políticos, líderes religiosos, líderes militares e policiais, dirigentes empresariais, estrelas desportivas, músicos, estrelas de cinema, intelectuais, advogados, professores, sindicalistas ou nenhum destes.
A opção "nenhum destes" foi escolhida por 15 por cento em Portugal, 19 por cento na Europa Ocidental e 23 por cento a nível internacional.

«Esta história é o retrato fiel de um certo País – um País miserável, abandonado, relapso e irresponsável.»
Manuel Catarino, Chefe de Redacção do CM.
INEM TENTA ENVIAR BOMBEIROS PARA SOCORRER HOMEM
(A operadora do CODU do INEM telefona para os Bombeiros de Favaios)
Operadora (O): – Boa noite. É do CODU do INEM. É uma saidinha para Castedo.
Bombeiro de Favaios (BF): – Diga.
O: – Para o Bairro de Santo António, n.º **. Diga-me uma coisa: a VMER de Vila Real é a mais próxima, não é?
BF: – A de Vila Real já está fechada.
O: – Quanto tempo demora a viatura médica?
BF: – Ainda demora até ao Castedo. Vila Real...
O: – Não. De Vila Real a Castedo?
BF: – Ai. De Vila Real a Castedo? Sei lá.Três quartos de hora.
(A operadora do CODU fala com uma médica que se encontra no CODU)
O: – Doutora, a VMER demora três quartos de hora, mas também não tem coiso aberto...
Médica (M): [imperceptível]
O: – Mas que quer que ponha? VMER não disponível?
M: [imperceptível]
(Volta a falar com os Bombeiros de Favaios)
O: – Não há nenhum centro de saúde aberto?
BF: – Não, aqui está fechado.
O: – Vamos mandar a VMER de Vila Real. Isto é um masculino, de 44 anos. Quem nos ligou diz que caiu das escadas, deitou sangue pela boca, parece estar morto.
BF: – Diga. Estou?
O: – Sim. Está-me a ouvir?
BF: – Estou.
O: – Estou. Está-me a ouvir?
BF: – Estou...
O: – Ó meu Deus! Eu estou a ouvir. Está-me a ouvir?
BF: – Diga, diga...
O: – Ouviu o que eu disse até aqui ou não ouvi nada?
BF: – Não ouvi. Desculpe lá, estou a ouvir de telemóvel.
O: – Vou mandar vir a VMER de Vila Real. O senhor caiu pelas escadas. Quem ligou diz que já está morto!.
BF: – Ah!... Pois, e agora o que quer que se faça?
O: – Ficha CODU 32...
BF: – Espere aí, que eu agora não tenho aqui caneta!!!
O: – Eu vou ajudá-lo. Vou passar a VMER de Vila Real para ajudar a chegar ao local. Não desligue. (...) Valha-me Deus, estou lixada.
(A operadora do CODU liga para a médica de serviço à VMER de Vila Real)
Médica da VMER (MV): – Sim?
O: – Olá, doutora. É uma saída, para longe.
MV: – Para onde?
O: – Castedo, Alijó. (risos)
MV: – Ok. O que é?
O: – Um senhor de 44 anos caiu pelas escadas. Deitou sangue pela boca. O contactante diz que ele está morto!
MV: – Morto?
O: – Sim. Diz o irmão.
MV: – Pois, coitadinho.
C: – Mas com uma calma gélida, segundo a minha colega.
MV: – Hummm...
O: – Eu vou passar-lhe os Bombeiros de Favaios para dar uma ajudita.
(A operadora do CODU retoma a conversa com os Bombeiros de Favaios)
O: – Estou, Favaios?
BF: – Estou, estou.
O: – Ajude aqui a viatura médica, se faz favor..
BF: – Sim, sim, ora diga lá então..
O: – Estão em linha, pode falar.
(Bombeiro de Favaios e a médica da VMER de Vila Real falam um com o outro)
MV: – Boa noite.
BF: – Boa noite.
MV: – Boa noite. Podiam dar-nos algumas indicações? Onde é o...
BF: – Como, como?
MV: – Se nos podia dar algumas indicações. Onde é...
BF: – Ora bem. Eu não sei como é que vou explicar. Chega ali a Alijó, vai adiante, ao pé das bombas de gasolina. Há uma rotunda à esquerda. Corta à esquerda, para ir ao Intermarché. E segue sempre em frente para o Castedo. Sempre estrada fora.
MV: – Para onde?
BF: – Para o Castedo.
MV: – OK. Pronto, obrigado.
BF: – E agora, o que faço?
MV: – Diga?!?
BF: – O que faço? É preciso ir lá eu?
MV: – (risos). Ó senhor, nós vamos a caminho.
(A operadora do CODU reentra na chamada telefónica)
O: – Ó, Favaios!
BF: – Diga, diga.
O: – Obviamente é para lá ir a ambulância para iniciar suporte básico de vida. Se estiver em paragem. Digo eu.
BF: – Olhe, mas arranco para lá eu?
O: – ... (risos).
BF: – Estou?
O: – Peço desculpa. Eu estou a falar com uma corporação de bombeiros, não estou?
BF: – Está sim. Mas estou a atender o telemóvel.
O: – Então eu estou a dar-lhe uma saída, e pergunta-me a mim o que vai fazer? Nunca tal me aconteceu.
BF: – Desculpe lá, desculpe lá.
O: – Claro que tem de ir para o local com a ambulância e com o colega.
BF: – Então qual é o número?
O: – 32703.
BF: – Posso desligar, CODU?
O: – Pode, pode.
BF: – Arranco então. Vou já arrancar para lá.
O: – Sim, arranque para lá. Avalia a vítima e, quando tiver dados, dá a informação para cá para o CODU.
BF: – Eu estou sozinho.
O: – Está sozinho?
BF: – Estou.
O: – Então como vai sair uma ambulância sozinha?!.
BF: – Não tenho mais ninguém agora aqui.
O: – Como não tem?
BF: – Então como vou fazer!?!
O: – Espere aí! (dirigindo-se para a médica da VMER) Ó doutora, Favaios está sozinho, não tem mais ninguém... (volta a falar com o bombeiro) Não arranja outro tripulante?
BF: – Quem é que vou arranjar agora?!
O: – Qual é a corporação mais próxima além de vocês?
BF: – Só Alijó.
O: – Quanto tempo para chegar ao local?
BF: – É só ir buscar a ambulância e arrancar!
O: – É só ir buscar a ambulância e arrancar! (risos em fundo)
BF: – Cinco minutos.
O: – Mas quanto tempo demora a chegar ao local?
BF: – Daqui ao local são sete a oito minutos.
O: – Dez minutos. Qual é a corporação mais próxima? É Alijó?
BF: – É Alijó.
O: – Quanto tempo Alijó demora a chegar ao local?
BF: – Mais ou menos a mesma coisa. É pegado.
O: – Então vou mandar Alijó. Vou pedir ajuda, para você ajudá-lo a chegar ao local. (desabafo para alguém que está ao lado) Tu estás a ver? Ele está sozinho. “O que é que eu faço?”, pergunta-me ele.
(A operadora do CODU telefona para os Bombeiros de Alijó)
Bombeiro de Alijó (BA): – Estou sim...
O: – Uma saidinha para Castedo.
BA: – Castedo é Favaios!
O: – Pois é. Mas Favaios está só com um senhor e a ambulância. E a vítima pode estar em paragem respiratória. Vai a viatura médica de Vila Real. Não posso enviar uma ambulância só com uma pessoa para fazer uma emergência médica.
BA: – Aqui também não tenho ninguém.
O: – Não tem aí ninguém.
BA: – Não. Só se chamar...
O: – Então...
BA: – Aqui só fico eu de noite.
O: – Só fica o senhor sozinho de noite na corporação? Então se há um incêndio?
BA: – Tenho de tocar a sirene.
O: – Tem de tocar a sirene. Ó valha-me Deus!
BA: – Minha amiga, não temos meios.
O: – (dirigindo-se à médica da VMER) Ó doutora, Alijó idem idem...
BA: – Mas eu vou chamar um colega meu.
O: – Ó doutora. Eu posso mandar ir o de Favaios e o de Alijó. (dirige-se ao bombeiro) O senhor pode ir?
BA: – Vou chamar o meu colega.
O: – Vai chamar o colega. Pronto, então siga. Vá. Bairro de Santo António. n.º *
BA: – Qual é o número da ficha?
O: – 32706, Sabe onde fica?
BA: – Sei, sei. Vou já ligar.
O: – Pronto, obrigada.
(chamada termina após nove minutos e meio, minutos depois das 04h00 de anteontem)
CHAMADA PARA O 112
(Uma mulher é atendida por uma operadora do CODU minutos antes das 04h00 de anteontem)
Operadora (O): – Emergência médica, bom dia.
Mulher (M): – [imperceptível]
O: – Mais alto, estou a ouvir muito mal.
M: – [imperceptível]
O: – Castedo, Alijó, Bairro de Santo António nº **. Diga-me o número de telefone caso a chamada vá abaixo.
M: – *********
O: – *********. Minha senhora, ouça o que lhe vou dizer. O que se passa aí?
(Um irmão de António Moreira toma o lugar da mulher do outro lado da linha)
Irmão (I):– Estou? Estou?
O: – Diga então o telefone daí.
I: - *********.
O: – Pronto, muito bem. Diga-me o que se passa aí.
I: – Podia ligar-me aos bombeiros?
O: – Diga-me o que se passa aí. Para que quer a ambulância?
I: – [imperceptível]
O: – Quer uma ambulância em sua casa?
I: – A vir cá alguém é a guarda [a GNR], não é?
O: – Mas quer a guarda ou a ambulância?
I: – Vale mais a guarda.
O: – Olhe, se é só a autoridade que quer, vai desligar e voltar a ligar 112 e pede autoridade. Se há pessoas feridas, é mais ambulância.
I: – Não, não... Ele morreu.
O: – Morreu?!
I: – Ele deve ter morrido.
O: – E é homem ou mulher?
I: – É um homem.
O: – Com que idade?
I: – Quarenta e nove, mais ou menos.
O: – Quarenta e quantos?
I: – Quarenta e quatro.
O: – Quarenta e quatro anos. Ele já estava doente ou foi agredido?
I: – Ele estava doente.
O: – Doente com quê?
I: – Caiu!
O: – Você é familiar dele?
I: – Sou irmão.
O: – O seu irmão já estava acamado?
I: – Não. Estava em pé e tudo. Foi em casa. Ia a descer as escadas e caiu.
O: – Ao descer as escadas caiu. Foi hoje a queda?
I: – Foi, foi agora de noite.
O: – O senhor disse que ele morreu.
I: – É. Está morto. Deitou muito sangue pela boca.
O: – Mas diga-me uma coisa: isso mesmo agora?
I: – Foi. A minha mãe estava a dormir e deu conta.
O: – Ele não respira?
I: – Não.
O: – Confirme-me a morada.
I: – [imperceptível], Alijó.
O: – Como?
I: – Castedo, Alijó.
O: – O senhor está a dizer que o seu irmão faleceu e está tão calmo. O senhor não está a brincar com o 122, pois não?
I: – Não. Não estamos a brincar. Ouve lá.
O: – Neste momento o seu irmão não se mexe e não respira?
I: – Não, não, não.
O: – Olhe, vai desligar que eu daqui a um bocadinho volto a ligar. Pretendem ambulância e autoridade. É isso?
I: – Sim, sim.
O: – Para que querem a autoridade?
I: – Quer dizer que não se vai tocar nele nem nada. Não é?
O: – O quê?
I: – Não se pode tocar nele.
O: – Fique a aguardar a chegada de ajuda. Boa noite.
(a chamada termina depois de quatro minutos de conversa).
Caros leitores:
Se eu não tivesse assistido ao vivo ao episódio nas urgências dos HUC que culminou com a morte do meu Pai, eu não acreditava nisto.
Mas infelizmente sei que tudo isto é real. nada é romanceado.
Estas são transcrições reais das chamadas efectuadas.
Deus abençoe quem gravou e divulgou estas conversas.
Porque isto é o dia-a-dia do nosso país.
Por mim, vou já reenviá-la para o Presidente da República com um pedido URGENTE de tomada de medidas.
Portugal está a ser chacinado por esta gente!
Não posso concordar mais com o Manuel Catarino.
Isto não existe em parte nenhuma de África!
Isto é o país que nos viu nascer e que se está a encarregar de nos levar para a cova, mal tenhamos o mais pequeno azar.
Porque ninguém sabe de nada, ninguém quer saber de nada, ninguém tem competência para coisa nenhuma e Correia de Campos, ao fechar as poucas urgências e SAPs que ainda podiam ajudar - pelo menos estavam mais perto e tinham médicos - está a substituir as equipas médicas por bombeiros sem a mínima preparação clínica, como é obvio.
Correia de Campos está a deixar a população acidentada nas mãos de coitadinhos destes.
Mas, no fundo, quem se lixa é quem lhes cai nas mãos.
Nunca esperei viver para ver isto, no meu país.
E qual é a reacção do nobre povo da Nação valente e imortal a esta vilania?
Zero. Encolhe os ombros e aceita a morte - dos outros.
A passividade da população portuguesa perante este autêntico genocídio que está a ser perpetrado contra o povo é verdadeiramente aterradora.
O povo está a ver o que está a acontecer.
Está a ver toda a gente a ser deixada à sua sorte e não se revolta contra nada...
Isso é que é impressionante!
País valente e imortal?
Não!
País impotente e irracional!
Que bem merece tudo o que lhe acontece.
«Às armas, cidadãos!» - cantam os Franceses.
«Às Armas! Às armas!» cantavam os portugueses valentes.
Contra os canhões, Marchar, Marchar!
À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, poucos são os meus colegas que vão percebendo o que eu bem me esforço por tentar transmitir-lhes em conversas informais e até em reuniões sindicais, e que hoje se tornou público.
A culpa é, claro, minha.
Consigo fazer-me entender até pelos alunos com maiores dificuldades mas não consigo o mesmo junto da maior parte dos colegas.
Ninguém é perfeito.
Vou tentar aperfeiçoar a minha linguagem gestual...
AOS PROFESSORES E EDUCADORES
AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
Como a FENPROF exigia, Ministério da Educação obrigado a alterar prazos!
É do conhecimento das escolas a seguinte informação emitida pela DGRHE:
Na próxima sexta feira serão divulgadas na página do ME as fichas de avaliação dos docentes.
Sobre esta matéria o SPRC/FENPROF informa que as mesmas, de acordo com compromisso assumido pelo ME, deverão ser objecto de discussão com os Sindicatos, além de que só após a sua publicação em Despacho previsto no ECD e no Decreto Regulamentar 2/2008, as mesmas serão válidas.
Para além disso, deverão ainda ser objecto de análise pelo Conselho Científico da Formação Contínua, o qual ainda não está constituído.
Refere, ainda, a nota da DGRHE que:
A contagem dos prazos definidos no art.º 34.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na Internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação dos professores.
Ora, confirma-se, então, a análise que o SPRC/FENPROF e muitos Conselhos Pedagógicos das escolas fizeram da situação, designadamente face a decisões prematuramente tomadas neste âmbito em algumas escolas, por força de pressões ilegítimas e ilegais provenientes do ME.
O SPRC apela a todos os docentes que se mantenham vigilantes no sentido de impedir que prossigam novos atropelos à lei e que de imediato, caso existam, os comuniquem, dirigindo-se a qualquer sede ou delegação do SPRC, designadamente na fase de definição dos objectivos individuais de avaliação.
NOTA IMPORTANTE:
Colega,
O ME, com a sua habitual falta de competência e de responsabilidade, lançou nas escolas a confusão ao não cumprir, em um ano, as suas obrigações legais, mas exigiu às escolas que, em 20 dias, desenvolvessem procedimentos impossíveis de concretizar nas condições e nos prazos estabelecidos.
Contudo, e é essa a questão mais importante, a FENPROF reafirma a necessidade de uma avaliação do desempenho orientada, de facto, para a melhoria dos resultados dos alunos e o desenvolvimento profissional dos professores e educadores, o que, manifestamente, não decorrerá da aplicação do modelo imposto pelo ME!
A Direcção
O Correio da manhã traz nas suas páginas 2 e 3, 3 casos de 3 mortes à espera de ambulâncias do INEM ocorridas nas últimas 24 horas.
Desde 1 hora a mais de 2,5 foi o tempo de espera.
Dois acidentados esvaíram-se em sangue e o terceiro acabou por morrer com traumatismo craniano ao fim de 2 horas e meia de espera pela ambulância.
Mais o tempo de chegar ao Hospital, a coisa está a correr como o previsto:
330 milhões em poupanças na saúde e mais do dobro em poupanças para a Segurança Social que qualquer dia até já dá lucro...
Um dos acidentados tinha 43 anos apenas. Só nesse, o estado vai poupar um balúrdio em reformas...
Enganos no percurso, nevoeiro, complicações de toda a ordem estão a resolver na perfeição os problemas orçamentais de Correia de Campos, o EXTERMINA-TUGA IMPLACÁVEL!!!
Mas qual Dr Mengele....
avaliacao profs
AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE GUEIFÃES
ESCOLA BÁSICA DOS 2º e 3º CICLOS DE GUEIFÃES
GUEIFÃES – MAIA ( código152020)
Exma. Senhora Ministra da Educação
A Comissão Provisória e o Conselho Pedagógico deste Agrupamento de Escolas entendem manifestar a V. Ex.ª a sua apreensão pelo facto de ser evidente a impossibilidade de dar cumprimento aos procedimentos estabelecidos no Decreto Regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro, nos termos e nos prazos nele estabelecidos.
De facto, nos termos do artº 34º do referido diploma, nos primeiros 20 dias úteis após a sua entrada em vigor, deverão ser elaborados e aprovados os
instrumentos de registo e os indicadores de medida a que se referem os artigos 6º e 8º do mesmo diploma.
Ora é impossível dar cumprimento a este prazo que, sendo por si demasiado curto, está desde já diminuído porque, no Agrupamento, não se poderá desenvolver qualquer trabalho sustentado sem as orientações e sem a publicação de diplomas preconizados no próprio Decreto Regulamentar nº2/2008.
A título de exemplo, refira-se que para a elaboração dos instrumentos de
registo necessários à avaliação de desempenho devem ser consideradas as recomendações que forem formuladas pelo Conselho Científico para a Avaliação de Professores. Contudo, até à data, estas recomendações determinadas no nº 2 do artigo 6º ainda não foram divulgadas.
Por outro lado, as fichas de avaliação previstas no artigo 20º, que formalizarão a avaliação quantitativa dos diversos parâmetros classificativos, têm de ser objecto de despacho ministerial que ainda não foi divulgado.
Também, sem a publicação do Despacho previsto no ponto 2 do artº 12º, que
permita a delegação de competências de observação de aulas noutros professores titulares, é impossível à Comissão Provisória calendarizar a observação, pelos avaliadores, de, pelo menos, duas aulas leccionadas pelo docente conforme determina o ponto 1 do artigo 33º.
Estão o Conselho Pedagógico e a Comissão Provisória convictos que a observação de aulas, nos termos estabelecidos no artº 33, é manifestamente impossível de concretizar em departamentos curriculares com elevado número de professores e também no 1º ciclo, mesmo que, neste último caso, possam ser dispensados da observação os docentes que não necessitem da avaliação para efeitos de progressão na carreira.
Para além de todas as dificuldades na implementação do Decreto Regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro, acresce ainda o facto de este Agrupamento ter os departamentos organizados de forma distinta da estabelecida no Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio. É que, em 15 de Janeiro, na página da DGRHE surge a informação que, para efeitos de avaliação, os departamentos curriculares deverão estar organizados de acordo com o Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio. Ora, na data da divulgação do Decreto-Lei n.º 200/2007 de 22 de Maio, foi entendido que a organização departamental neste preconizada apenas visava o concurso para professores titulares.
A informação agora divulgada coloca em causa toda a lógica que preside ao funcionamento dos departamentos, e que está na base da sua organização, e cria também a confusão entre os actuais coordenadores no que diz respeito às competências de cada um.
Para além disto, se se tiver que alterar, neste momento, a organização do Agrupamento, formar-se-ão departamentos ainda mais gigantescos e mais obstáculos se colocarão aos coordenadores no desempenho das suas funções.
Por último, e porque consideram muito importante, não podem os órgãos
signatários deixar de referir que a enorme quantidade de legislação recentemente publicada e as inúmeras solicitações dos Organismos de Administração Central, a que o Agrupamento tem que dar resposta num curto espaço de tempo, estão já a colidir não só com a capacidade de reflexão necessárias à concepção de respostas adequadas como também com o tempo necessário à preparação eficiente das aulas e do trabalho delas decorrente.Tomada de posição da Comissão Provisória e do Conselho Pedagógico, aprovada por unanimidade, em reunião do Conselho Pedagógico realizada em dezasseis de Janeiro de dois mil e oito.
A Presidente da Comissão Provisória
(Maria de Lurdes Machado)
A Presidente do Conselho Pedagógico.
(Maria da Graça Zenhas)
Eu não consigo explicar isto aos meus colegas lá na escola.
Não lhes consigo fazer ver o que é claro para quem esteja por dentro do processo agora inventado e que é absolutamente desconexo.
E que a estupidez da legislação colidente feita às 3 pancadas para confundir os professores, mais ainda do que já estavam, é impossivel de ser cumprida.
Desisto.
Mas, felizmente, nem todos os professores são tão desinformados, "distraídos" e medrosos como a esmagadora maioria dos que eu conheço.
Nós estamos, de facto, no Portugal profundo.
Aveiro: Família encontrou idoso caído no chão da Urgência, numa poça de sangue e com maca por cima
22 de Janeiro de 2008, 17:23
Aveiro, 22 Jan (Lusa) - Familiares de um reformado de 75 anos acusam o Hospital de Aveiro de o ter "abandonado num corredor da urgência", onde o foram encontrar caído "numa poça de sangue" com a maca por cima. A administração admite a queda mas diz que o atendimento foi o adequado.
O idoso viria a morrer três dias depois do incidente nos Hospitais da Universidade de Coimbra, para onde foi transferido.
O Hospital de Aveiro garante que o doente em causa "foi observado pelo médico 20 minutos depois" da triagem com a cor amarela, pelo processo de Manchester, embora admita que o doente terá caído da maca e justifique a transferência para Coimbra devido ao agravamento do seu estado clínico.
Manuel Dias da Silva foi transportado à urgência do Hospital de Aveiro pelos Bombeiros de Estarreja, de sábado para domingo.
Segundo uma sobrinha, Carminda Moutela, o idoso deu ali entrada cerca da 01:00 da manhã na urgência e recebeu a pulseira amarela na triagem de Manchester.
De acordo com o relato feito à Lusa por Carminda Moutela, perante a demora, por volta das 05:00 a família procurou inteirar-se do seu estado, tendo sido informada de que "devia estar a fazer exames".
Às 06:00, atendendo a que não se encontrava o segurança, a mulher do idoso "irrompeu pela porta da urgência e foi dar com ele caído no chão num corredor, envolto numa poça de sangue e com a maca tombada sobre ele", contou a sobrinha.
"A minha tia entrou em pânico aos gritos e aí é que apareceram médicos e enfermeiros que o levaram para dentro e transferiram-no para Coimbra em coma profundo, onde veio a falecer segunda-feira, pelas 19:30", relatou a mesma fonte.
"Estava ainda na maca em que o puseram quando chegou na ambulância e nem soro lhe tinham dado, pelo que tudo indica que não foi visto por médico nenhum desde a 01:00 até a minha tia dar com ele naquele estado", acrescentou Carminda Moutela.
Manuel Dias da Silva, residente em Santo Amaro, havia primeiro recorrido ao Hospital de Estarreja (uma das urgências que está prevista encerrar), de onde foi encaminhado numa ambulância pelos Bombeiros de Estarreja para o Hospital de Aveiro.
Fonte da administração do Hospital confirmou à Lusa a admissão do doente naquela madrugada, mas os registos hospitalares indicam que foi feita a inscrição às 02:47 e a triagem às 2:52, recebendo a cor amarela.
"Vinte minutos depois foi observado pelo médico e foram pedidos exames e prescrita a terapêutica, tendo-se mantido calmo. Às 07:00 terá caído da maca, possivelmente ao tentar levantar-se, e foi nessa altura que a familiar o terá visto", disse à Lusa a mesma fonte.
De acordo com os esclarecimentos do Hospital, "foram feitos exames imediatos e uma TAC que demonstraram que não havia qualquer traumatismo".
"A decisão de transferir o doente para Coimbra, (onde veio a falecer), foi tomada devido ao agravamento do seu estado", elucidou a mesma fonte.
MSO
Lusa/Fim

Não são só as oficinas de automóveis a engordar: as lojas de electrodomésticos, computadores, roupa (inverteu-se o ciclo dos últimos 10 anos - já somos nós que vamos comprar têxteis a Espanha), TODOS os produtos alimentares, combustíveis líquidos, gás (que é quase a metade do preço), materiais de construção, material eléctrico, informática e consumíveis, produtos para design e artes gráficas, perfumes e produtos de beleza, produtos de higiene pessoal e industrial - a menos de metade dos preços de cá - etc, etc, etc...
Até automóveis! Há já portugueses que estão a abrir empresas em Espanha para poderem comprar frotas inteiras a metade do preço...
Ninguem sabe onde isto vai parar.
Mas há-de parar.
Senão quem pára mesmo é o país....

Palavras para quê?
Os professores merecem MESMO tudo o que lhes acontece...
E piores coisas virão.
É preciso acabar com os professores.
Esmagá-los até à quinta casa. Reduzi-los ao que de mais baixo há.
Porque eles deixam.
Há que aproveitar...

Isto é que são previsões!!!
Nem a Maya!
Este Sócras e sus muchachos são imbatíveis em tudo:
Nas promessas eleitorais, nas licenciaturas, no referendo, nas Scuts, na Ota, nos 150 mil empregos e até nas previsões.
Falta dizer que só no imposto sobre os combustíveis também deixou de arrecadar 220 milhões... Que foi quanto Sócras ofereceu de mão beijada ao seu melhor amigo Zapatero.
Isto, sim! São verdadeiros amigos!
E até se ofereceu para fazer campanha por ele em Espanha!...
Claro que Zapatero recusou de imediato.
Safa!....
Amigos, amigos... "negócios" à parte!
E o palonço do pai desculpa o INEM e o sistema, embora refira 30 vezes que não percebe nada do assunto.
Diz o palonço:
1 - «Chegámos ao Hospital e demos por ali umas voltas ao hospital (nas calmas); nisto passaram-se 5 minutos.
Depois chegou a ambulância.»
Ou seja: ele acha aceitável que a filha, em paragem cardio-respiratória, tenha que esperar 5 minutos por uma ambulância, que vinha de Coimbra.
Podia vir de outro lado qualquer.
Ou podia estar a IR para outro lado qualquer. Ninguém se lembra disso...
Se os tripulantes tivessem parado para tomar um café demoravam 15 minutos em vez de 5 e é tudo normal.
2 - Tentaram reanima-la durante 15 minutos sem sucesso.
3 - «Depois chegou um carro do INEM com uma médica e um enfermeiro e os sistemas de suporte de vida»!
Então mas a ambulância não tem já isso tudo?
E aí já tinham passado 20 minutos!!!
Que é que aquela andorinha esperava?
Que a filha estivesse viva?
Com lesões permanentes há, pelo menos, 15 minutos?
O que levará um alienado destes a desculpar um sistema que lhe deixa morrer o filho nos braços? Não se apercebeu que o filho morreu?
Ainda vão ter que lhe explicar isso, queres ver?
Claro que a ave de rapina Correia de Campos refugiou-se logo, ontem à noite mesmo, nesta tonteria do pai da bébé, afirmando que quando chegou a ambulância a criança provavelmente já estava morta.
Talvez...
E quando chegou ao Hospital, que foi 5 minutos antes??
Também já estaria?
E a próxima a quem aconteça o mesmo?
E se ainda estivesse viva à chegada às Urgências fechadas?
Não acabaria igualmente por morrer?
Mas esse é um método genial!
Se as ambulâncias demorarem meia hora a acudir a paragens cardio-respiratorias, a ataques cardíacos e a AVCs, eu posso afiançar, embora não seja médico, que todos os pacientes estarão mortos à chegada das ambulâncias.
E se, mesmo assim, algum ainda estiver vivo, também se resolve o problema com facilidade... é virem um pouco mais devagar...
Tenho-o dito muita vez e aqui fica, uma vez mais, a prova.
Não há, em Portugal, classe mais demitida dos seus direitos que a dos professores.
Por isso o ME faz deles o que quer.
Implementam-se nas escolas novos procedimentos de avaliação mesmo antes de a lei que os contempla ter sido publicada.
A TLEBS é a evidência da mixórdia intelectual que grassa nas escolas.
Editoras editam manuais e profs acotovelam-se em acções de formação para aprenderem as novas designações... que depois acabam por não ser aprovadas.
Quanto à perda de poder de compra?
Meu Deus! Eu vejo colegas meus a deslocarem-se mais de 100 kms diariamente para virem trabalhar em Seia... têm que almoçar por cá - alguns já trazem marmita - e tudo isto para ganharem cerca de 1000 euros?
Alguns nem isso levam para casa.
Como é possível?
Estão a pagar para trabalhar!
Esta gente não faz contas!?
O ME escraviza anualmente os professores e ninguém se revolta.
É bem feito.
Havia de escravizar ainda mais.
Ainda hei-de ver colegas à pancada por causa das cunhas para a subida a professor titular.... é só perceberem que em cada 1000 sobem 5...
O ensino e as escolas portugueses já não são o caos: são o Quénia...

A primeira coisa que Sócras fez, depois de ter sido eleito nesse nefasto ano de 2005, foi ir para o Quénia passar férias (?!?) em safaris milionários, deixando o país a arder entregue a António Costa.
Prova-se agora que foi cedo demais.
2 anos e meio mais tarde e - isso sim - essa seria uma viagem patriótica a bem da Nação.
Como diria o Solnado: «não temos sorte nenhuma...»
Perdoem-me os leitores, mas de vez em quando eu tenho que chamar a atenção de quem me lê para a indignidade que foi o caso Joana.
Da incompetência brutal da PJ, às agressões à desgraçada Leonor Cipriano estendidas ao atrasado do irmão e das quais ninguém duvida, até à imensa farsa que foi um inédito julgamento com juri - tipo: "daqui lavo as minhas mãos" - com as mesmas competências de juízes mas sem possuírem a mínima formação jurídica nem uma ideia aproximada do que é uma Lei nem como é que ela se articula nestes casos.
Os verdadeiros juizes, comprometidos por não terem matéria suficiente para condenar, lavaram nitidamente as mãos, escondendo-se atrás de um juri de miúdos a quem previamente se incutiu que aqueles dois desgraçlados eram culpados de uma morte que, até hoje, falta provar que existiu.
Pelo menos aqueles que conhecem exemplos dos métodos da PJ em Portugal sabem do que falo e sabem que aquele julgamento foi tudo menos normal.
Eu não sei se a Joana está viva.
Mas tenho a certeza absoluta que NINGUÉM na PJ, Ministério Público ou dos juízes e juri que os julgou, sabe ao certo se a criança está viva ou morta.
E por isso, aqueles dois desgraçados tinham que ser libertados imediatamente.
Fossem eles ricos e nem uma semana estariam presos, tal como aconteceu com o casal McCann.
Algém disto pode duvidar?
À nossa Joana - portuguesita e pobre - aconteceu o mesmo que à Maddie - inglesa e rica.
Desaparecerem as duas.
Uma foi dada como morta, e os tristes analfabetos dos pais, como criminosos.
Como nada se encontrou, acusaram-nos também de profanação e ocultação de cadáver cujos vestígios, entretanto, também nunca apareceram.
Seria um escândalo nacional perceber-se que a PJ não descobria rigorosamente nada...
À outra não foi possível dar este desfecho.
Os pais eram ricos, estrangeiros e influentes e não se lhes podia dar o tratamento das listas telefónicas, nas caves das esquadras, que tem sido denunciado em todo o mundo pela Amnistia Internacional, ano após ano.
Um tratamento bem português, herdado do fascismo.
João Cipriano, a cumprir pena de 16 anos e oito meses de prisão pelo homicídio, profanação e ocultação de cadáver da sua sobrinha Joana, afirma ter sido “espancado e torturado na PJ”, e só por isso confessou um crime “que não praticou” – nem ele “nem a irmã”, Leonor Cipriano.
Numa carta enviada ao Provedor da Justiça, Procurador-geral da República, Comissão dos Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República, Tribunal Constitucional e Supremo, a que o CM teve acesso, João garante nunca ter feito mal a Joana e pede “perdão” a Leonor (mãe da menina), por “não ter resistido às torturas e incriminações e assim, ter sido obrigado a dizer o que não fizemos”. Evoca as “fotos da cara e do corpo” de Leonor “e o estado em que a deixaram” depois das “sessões de tortura” e garante que também ele entrou “várias vezes na cadeia de Olhão, todo pisado e maltratado, com ferimentos, contusões e dores no corpo todo”. “Nunca tive a sorte de me levarem ao hospital, embora os guardas e o chefe da cadeia saberem e virem isso”, adianta.
“Chegaram-me mesmo a dizer: tu vais confessar tudo o que nós queremos e até o que não queremos. Tu e a tua irmã também, ou saem daqui para o manicómio ou sem conserto possível”, acusa João, que acrescenta ter sido obrigado “a indicar locais à toa” quanto ao paradeiro do corpo da menina: “Eu não sabia nada da Joana, nem fiz nada. Tinha de inventar, para não ser mais sovado e torturado, tal como a minha irmã Leonor também foi”. Além da “porrada”, João diz que chegou a ser obrigado a ajoelhar-se “sobre dois cinzeiros de vidro”.
Na carta, acusa o inspector da PJ Ribeiro Cristóvão – a quem apelida de ‘monstro’– de ser “o chefe dos torturadores” e diz que o livro por ele escrito – ‘A estrela de Joana’ – está “cheio de mentiras”. Congratulando-se pelo facto de o mesmo estar “a ser inquirido, com outros comparsas, pelo MP”, diz só temer “que isto venha a ficar abafado”.
Contactado pelo CM, Pereira Cristóvão disse “não ter nada a pronunciar” sobre as acusações de que é alvo por parte do tio de Joana, as quais, segundo fonte próxima do MP, terão levado já à abertura de um inquérito.
"OU FOI VENDIDA OU FOI RAPTADA"
“Tenho a certeza de que a Joana Guerreiro está viva e: ou foi vendida ou foi raptada!”, afirma na carta o tio de Joana, segundo o qual, “se os McCann fossem portugueses, já estavam presos, torturados, incriminados e condenados à força. Os irmãos (Leonor e João Cipriano) são pessoas pobres, modestas e portuguesas, sovadas e torturadas até ao limite das suas capacidades físicas e mentais, obrigadas a dizer o que não fizeram (para se arranjar culpados)”.
OUTROS DADOS
RESPOSTA
A Presidência da República, que recebeu a carta de João Cipriano a 19 de Novembro passado, respondeu esclarecendo não caber ao Presidente a apreciação do caso. Referiu, contudo, que os factos imputados aos agentes da PJ deverão “ser dados a conhecer ao Ministério Público”.
AGRESSÕES A LEONOR
A mãe de Joana diz também ter sido agredida nas instalações da PJ, em Faro, a 14 de Outubro de 2004, tendo sido coagida pelos inspectores a justificar os hematomas na face e corpo dizendo que caíra das escadas. O MP abriu processo contra cinco inspectores. O debate instrutório está marcado para dia 11 de Fevereiro. in CM.
Só num país fascista se condenam dois desgraçados por assassínio de uma criança sem que nunca nem o mais pequeno vestígio de alguma parte do corpo - incluindo sangue - da Joana tenha sido detectado.
Joana pode muito bem estar viva!
Entretanto, estes desgraçados cumprem penas de 18 anos de prisão por isso mesmo:
Por serem analfabetos e desgraçados.
E não poderem ter advogados à altura. Que são caros. Muito caros...
Portugal, 2008 dC.
Do lado do PSD - Cadilhe - 2.25%
Ou do lado do ex-deputado do PS Santos Ferreira - 97.75%?
Esta coisa do PS ser de "Esquerda" e o PSD de "Direita" dá-me uma vontade de rir!...
E hoje o BCP abre em queda livre!
Porque será????
Deus te abençoe, povão culto e esclarecido de Portugal....
É o novo responsável pelo gabinete de comunicação e imagem do IDT (Instituto da Droga e Toxidependência).
Tem competência atribuída para empossar quem quiser, independentemente da sua qualificação académica e profissional, para os cargos dirigentes do Instituto, contrariando os próprios estatutos do IDT.
Não é irmão dos maçons Teixeira dos Santos ou Vítor Constâncio.
É MESMO o irmão de José Sócrates.
Era uma vez um senhor chamado Jorge Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que ninguém conhece e para nada serve como se demonstra a seguir.
O senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores.
Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém o senhor Vasconcelos vai para casa com 12 mil euros por mês - ou
seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo
emprego.
Aqui, quem me lê pergunta:
- Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?
- Pois disse. Ele demitiu-se. Isto é: despediu-se por vontade própria!
- Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400 contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?.
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE foram mais vantajosos para os seus
gestores, o estatuto de gestor público não se aplica. Dizendo ainda melhor:
o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos.
Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes. Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis.
Trata-se, em suma, de um desenfreado, abusivo e desavergonhado abocanhar do erário público.
Mas voltemos à nossa história. O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros
mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo.
18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia,
sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE?
A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para
o sector energético.
E pergunta você, que não é trouxa: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?».
Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.
Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?
Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino,
aguentará tão pesada canga e tão descarado gozo?
Fiquei satisfeito e surpreendido simultaneamente por ver, na televisão, que o povo de Anadia adoptou esta minha ideia de renomear os cemitérios como «Hospitais Correia de Campos».
Espero que outras localidades a adoptem também porque a considero feliz e absolutamente apropriada para caracterizar o que se está a passar neste país.
Parabéns ao bravo povo de Anadia que mostra ao resto do país amorfo que ainda há Portugueses com garra e convicções pelas quais vale a pena lutar.
Afinal parece que nem todos os tugas são carneiros, demitidos dos seus direitos, e pacificamente a caminho do matadouro.
Viva Anadia e os (poucos) bravos Portugueses que Anadia representa!

ATENDEDOR AUTOMÁTICO ESCOLAR
Esta é a mensagem que o pessoal docente da Escola Secundária de Pacific Palisades (Califórnia) aprovou unanimemente que deveria ser gravada no atendedor de chamadas da escola.
Foi o resultado de a escola ter implementado medidas que exigiam aos alunos e aos pais que fossem responsáveis pelas faltas dos estudantes e pelas faltas de trabalho de casa.
A escola e os professores estão a ser processados por pais que querem que as notas que levam ao chumbo dos seus filhos sejam alteradas para notas que os passem - ainda que esses miúdos tenham faltado 15 a 30 vezes num semestre e não tenham realizado trabalhos escolares suficientes para poderem ter positiva.(Nos EUA ainda se liga a isso...)
AQUI VAI A MENSAGEM GRAVADA:
«Olá! Foi direccionado para o atendedor automático da escola. De forma a podermos ajudá-lo a falar com a pessoa certa, por favor ouça todas as opções antes de fazer a sua selecção:
- Para mentir sobre a justificação das faltas do seu filho, pressione a tecla 1
- Para inventar uma desculpa sobre porque é que o seu filho não fez o seu trabalho, tecla 2
- Para se queixar sobre o que nós fazemos, tecla 3
- Para insultar os professores, tecla 4
- Para saber por que razão não recebeu determinada informação que já estava referida no boletim informativo ou em diversos documentos que lhe enviámos, tecla 5
- Se quiser que lhe criemos a sua criança, tecla 6
- Se quiser agarrar, tocar, esbofetear ou agredir alguém, tecla 7
- Para pedir um professor novo, pela terceira vez este ano, tecla 8
- Para se queixar dos transportes escolares, tecla 9
- Para se queixar dos almoços fornecidos pela escola, tecla 0
- Se já compreendeu que este é o mundo real e que a sua criança deve ser responsabilizada e responsável pelo seu comportamento, pelo seu trabalho na aula, pelos seus tpcs, e que a culpa da falta de esforço do seu filho não é do professor, desligue e tenha um bom dia!»
Cantares das Janeiras (hoje)
Feira do Queijo já com 31 anos de existência (Sábado de Carnaval)
3º Festival de Jazz e Blues com (entre outros) o sexteto de Mário Barreiros (finais de Fevereiro e princípios de Março).

Uma coisa este governo conseguiu: conspurcar a imagem dos professores para níveis até há pouco inimigináveis.
É comum ouvir-se nos foruns da TSF e da Sic Notícias uma boa percentagem de intervenientes enxovalhar, indignada, os funcionários públicos e os professores.
É comum ouvir-se, na rua, a populaça rosnar entre dentes contra os professores que são uns vadios, uns chulos, da igualha deles próprios, os rosnadores de esquina.
Chegamos, parece-me, ao bas-fond.
Não sei quantas profissões merecerão, neste momento, mais desprezo por parte da população mais estúpida e analfabeta da Europa do que a de professor.
E isso foi conseguido em apenas 2 anos.
É claro que a culpa é totalmente do imenso rebanho incaracterístico que é a classe dos professores que, ao demitir-se totalmente da luta pelos seus direitos, bem merece tudo quanto lhes acontece.
E merecia mais.
E mais lhe acontecerá.
Primeira prisão vendida a privados foi comprada por ex-sócio de Alberto Costa

Segundo notícia de hoje no Público o estabelecimento prisional de Setúbal foi vendido a um ex-sócio de Alberto Costa de nome António Lamego, por acaso irmão de José Lamego - dirigente socialista de alto gabarito e espírito samaritano pois até foi um dos que beneficiou o Iraque com a feitura da sua Constituição.
Curioso é que quem vendeu a propriedade foi o Ministério dirigido por Alberto Costa por 3,1 milhões de euros a uma empresa que só teve existência legal um mês depois da data em que foi apresentada a proposta que permitiu a compra. Será este o grande interesse de se poderem criar empresas na hora?
Ainda mais curioso é que nesta transacção o Ministério da Justiça perde 892 mil euros relativamente ao valor que tinha pago ao Ministério da Defesa em 1998.
Outra curiosidade: este grupo de amigos (Alberto Costa, António Vitorino,António Lamego e José Lamego (seu irmão - o tal benemérito da constituição do Iraque)) tiveram uma sociedade de advogados desde 1999 e que foi dissolvida em 2005.
Tudo boa gente. Tudo normal ... para Portugal
in http://troll-urbano.blogspot.com/
É sabida a apetência dos dirigentes socialistas pelos negócios da Alta Finança, em Portugal.
Mas aqui está um negócio novo em que eu não me importava nada que Sócras e todos os seus amigos estivessem metidos até às orelhas.
Durante os próximos 40 anos, pelo menos...
Mas é preciso ser-se muito palhaço, muito cara de pau, para se vir, com olhos de carneiro mal-morto (e desta vez SÓBRIO!) dizer ao povão que JAMÉ se disse Jamé!
Este ca-Lino é quase tão surreal como o seu colega Correia de Campos, que manda fechar urgências premiadas a nível internacional por «constituirem um grave perigo para as populações»!
Mas onde é que Sócras terá ido desencantar estes dois?
É que está aqui um trio de facínoras, hein?

-----Original Message-----
From: A. João Soares
Sent: Friday, December 21, 2007 10:05 PM
To: A. João Soares
Subject: FW: Banco Alimentar - "Há médicos e professores a pedirem-nos ajuda para dar de comer aos filhos"
Assunto: Fwd: Banco Alimentar - "Há médicos e professores a pedirem-nos ajuda para dar de comer aos filhos"
«ISTO É ABSOLUTAMENTE VERDADE.
A CLASSE MÉDIA, COM NECESSIDADES COMO LER UM LIVRO OU UM JORNAL, OUVIR UMA MÚSICA OU VER UM BOM FILME, NÃO SE APERCEBEU DE QUE DE TUDO ISTO E MUITO MAIS TINHA DE PRESCINDIR, ATÉ DAR CONTA QUE ESTAVA REALMENTE POBRE E QUE SE TINHA DESCONTROLADO.
NO MEU CASO AINDA NÃO FALTOU COMIDA À ÚNICA FILHA QUE AINDA VIVE COMIGO, MAS EU TENHO COMIDO, FUNDAMENTALMENTE, SOPA AO LONGO DESTE ANO.
PRESCINDI DE TUDO O "SUPÉRFLUO" QUE ACIMA MENCIONEI MAS TENTEI ATÉ AGORA CONSERVAR A CASA (QUE ESTOU A VER QUE NÃO CONSEGUIREI, TENHO DE MUDAR PARA UM PEQUENO APARTAMENTO) E FIZ A ANEIRA DE COMPRAR UM CARRITO NOVO HÁ UM ANO POR O ANTERIOR JÁ TER 190 000 KM E ESTAR A DAR DESPESAS. TENHO, TAMBÉM , DE O MANTER MAIS PARADO... ANDAR A PÉ E DE TRANSPORTES PÚBLICOS.
O PROBLEMA É QUE A FALTA DE FORÇAS FÍSICAS INTERFERE COM A FALTA DE FORÇAS PSICOLÓGICAS E TUDO NA MINHA VIDA ESTÁ A RUIR.
SOU PROFESSORA E MAL NUTRIDA E COM GRAVES PROBLEMAS PSICOLÓGICOS ASSOCIADOS ESTOU EM RISCO DE TER UMA MÁ AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO. ESTOU EM PÂNICO.
QUE PAÍS É ESTE ???
DESCULPEM MAS GUARDO O MEU ANONIMATO, TENHO VERGONHA... : M.F.C.
Que País é este em que vivemos?
Jornal Expresso – Raquel Moleiro, com Isabel Vicente, 1/12/2007
A denúncia parte de Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar. São os 'novos pobres': a classe média sobreendividada
Manuela, 33 anos, hesitou antes de escrever aquele «e-mail» para o Banco Alimentar Contra a Fome (BACF). E mesmo enquanto o redigia, não tinha ainda a certeza de, no fim, ter coragem de carregar no botão de enviar.
Ela, bacharel em Relações Internacionais, quadro de um ministério, casada com um professor de educação física ex-atleta olímpico. Mãe de uma bebé com cinco meses, tinha agora de pedir ajuda para alimentar a família. O marido que ficou sem emprego, um salário de 2000€ que desapareceu no mês em que festejaram a gravidez, a renda da casa que foi falhando vezes de mais, o cartão de crédito gasto até ao limite, o apartamento trocado por um quarto, e nem assim a comida chegava à mesa . "No dia em que enviei o «e-mail» faltavam três semanas para receber e só tinha 80€", explica. "Havia para a bebé, mas nós íamos passar fome".
O caso tem um mês. Ana Vara, assistente social do BACF, ligou a Manuela mal leu o pedido. E disse-lhe o que tanto tem repetido ultimamente: não tenha vergonha, não é a única. " Nos últimos quatro meses, mais que duplicaram os pedidos directos ao banco alimentar. E há cada vez mais casos de classe média ", garante Isabel Jonet. A directora do BACF chama-lhes " os novos pobres": empregados, instruídos, socialmente integrados, mas, ainda assim, vítimas da pobreza e até da fome. Nos últimos três meses, chegaram ao banco alimentar de Alcântara 250 casos, 30% dos quais se enquadram nesta nova categoria. E em todos há pontos transversais: mais mulheres, muitas mães, desemprego inesperado, rupturas familiares, e sempre sobre-endividamento.
(...) As famílias tradicionalmente carenciadas aparecem no banco alimentar, pedem olhos nos olhos. Os novos pobres gritam por ajuda, envergonhadamente, através do correio electrónico.
Como Luciana, médica, cujo desemprego súbito do marido fez ruir a estrutura económica do lar de nove filhos . Sem ele saber, sem o magoar de vergonha, pediu apoio alimentar para um casa onde nunca tinha faltado nada.
Entretanto, nem tudo são lágrimas:
O lucro do Millennium BCP atingiu 191 milhões de euros no primeiro trimestre do ano. Os resultados em base recorrente cresceram 16% nos primeiros três meses do ano.
O Banco Espírito Santo divulgou quinta-feira um lucro de 139,8 milhões de euros no primeiro trimestre, mais 33% que no período homólogo.
O BPI obteve um resultado líquido de 96,8 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, um valor que corresponde a uma subida de 30 por cento face a igual período do ano anterior.
O resultado do Banco Bilbao Viscaya y Argentaria (BBVA) subiu para pouco mais de 1,25 mil milhões de euros , mais 23% no resultado líquido no primeiro trimestre de 2007.
O Banco Santander Central Hispano obteve um resultado líquido de 1,8 mil milhões de euros, no primeiro trimestre do ano. Este valor representa mais 21% que no período homólogo.
Fernando Madrinha – Jornal Expresso – 1/9/2007:
«Para um breve retrato deste nosso país singular onde cada vez mais mulheres dão à luz em ambulâncias – e assim ajudam o ministro Correia de Campos a poupanças significativas nas maternidades que ainda não foram encerradas –, basta retomar três ou quatro notícias fortes das últimas semanas. Esta, por exemplo: "Centenas de famílias pedem conselho à Deco porque estão afogadas em dívidas à banca ". São pessoas que ainda têm vontade e esperança de cumprir os seus compromissos. Mas há milhares que já não pagam o que devem e outras que já só vivem para a prestação da casa. Com o aumento sustentado dos juros, uma crise muito séria vem aí a galope ».
«Não obstante, os bancos continuarão a engordar escandalosamente porque, afinal, todo o país, pessoas e empresas, trabalham para eles . Daí que os manda-chuvas do Millenium BCP se permitam andar há meses numa guerra para ver quem manda mais, coisa que já custou ao banco a quantia obscena de 2,3 mil milhões de euros em capitalização bolsista. Ninguém se rala porque, num país em que os bancos são donos e senhores de quase tudo , esse dinheirinho acabará por voltar às suas mãos».
«Quer dizer, as notícias fortes das últimas semanas – as da tal «silly season», em que os jornalistas estão sempre a dizer que nada acontece – são notícias de mau augúrio. Remetem-nos para uma sociedade cada vez mais vulnerável e sob ameaça de desestrutruração, indicam-nos que os poderes do Estado cedem cada vez mais espaço a poderes ocultos ou, em qualquer caso, não sujeitos ao escrutínio eleitoral. E dizem-nos que o poder do dinheiro concentrado nas mãos de uns poucos é cada vez mais absoluto e opressor. A ponto de os próprios partidos políticos e os governos que deles emergem se tornarem suspeitos de agir, não em obediência ao interesse comum, mas a soldo de quem lhes paga as campanhas eleitorais ».
Duas mortes estranhas em urgências hospitalares no mesmo dia
A morte de uma mulher, anteontem à noite, no Hospital de Vila Real, na sequência de um acidente no IP4, veio relançar o debate sobre a fiabilidade do Sistema de Triagem de Manchester nas urgências hospitalares. Julieta Gomes não apresentava ferimentos exteriores e “estava consciente e colaborante”, pelo que recebeu a cor amarela - terceira numa escala de gravidade com cinco cores e que implica atendimento em menos de uma hora. Uma hemorragia interna detectada duas horas após o acidente acabaria por lhe custar a vida já no bloco operatório. É o segundo caso noticiado em dois dias.
Enquanto não morrerem umas dúzias de desgraçados por não terem sido atendidos a tempo nas Urgências a rebentar pelas costuras e que agora ainda vão receber os doentes das outras urgências que o governo encerra todos os meses, a coisa não se compõe.
Se morrer um cigano ou um familiar de alguém que não seja um banana e faça mais alguma coisa do que encolher os ombros, a coisa resolve-se logo.
Um cigano será pouco provável, porque eles irrompem em bando pelas urgências dentro, às dezenas, sem esperar a sua vez, ameaçando os médicos e enfermeiros e, por isso, os seus doentes são os primeiros a ser vistos. Podem é morrer outros a quem estes tenham roubado a vez...
Mas, como ninguém reclama, acaba por estar tudo certo.
Vivam as ambulâncias a substituir urgências e, acima de tudo, viva uma única ambulância a "servir" 3 concelhos com 140 mil pessoas, como acontece agora com os concelhos de Anadia e vizinhos.
Quando uma ambulância está ocupada, o candidato ao próximo acidente, ataque cardíaco ou avc vai ter que fazer o favor de esperar 3 a 4 horas para os ter - e se tudo correr bem! - para que a ambulância volte a estar disponível.
A coisa, confessemo-lo, até está bem esgalhada.
Se virmos bem, com este novo sistema já não serão precisas mais ambulâncias nem urgências nem sistemas de suporte de vida para as emergências médicas.
Depois de meia dúzia de horas de espera, para que é que um paciente em estado crítico precisa de uma ambulância?

Ou seja: Correia de Campos descobriu, de facto, a pólvora.
Não serão as ambulâncias nem as Urgências superlotadas num país envelhecido (e atafulhado de reformados pobres, subnutridos, desidratados, desanimados, que passam mal todos os últimos dias das suas tristes vidas) que vão resolver os problemas da Saúde em Portugal.
Quem os vai resolver eficazmente é algo muito mais simples e prosaico: os cemitérios.

Uma imagem vale mais que 1000 palavras?
Então tomem lá...
Quando os notáveis são tratados de maneira substancialmente diferente do comum dos mortais, o cidadão ganha mais descrença, desconfiança e até ódio pelo aleatório sistema judicial português que ninguém - a começar pelos magistrados - consegue compreender na sua essência.
Se 1,6 gr/lt não dá direito a apreensão de carta ao notável Zé Diogo Quintela, porque é que para qualquer outro cidadão "anónimo" (como a inenarrável comunicação social que temos adora classificar o povão) 0,8 gr/lt - que é exactamente metade - a dá, impreterivelmente?
Isto assim, de facto, não vai lá...
Mas não vai lá mesmo!
Como pode, um cidadão, desenvolver um mínimo de respeito por uma justiça destas, com sentenças à medida de cada freguês, que é tudo menos cega, que utiliza a par e passo pesos e medidas totalmente diferentes, numa exibição permanente de proteccionismo para uns e de repressão total para outros, num circo de aleatoriedade que escandaliza e surpreende o menos avisado?
Não. Tenho a certeza que isto assim não vai lá...
Quem viu ontem os Gatos, na passagem do ano, contente-se agora com a sua recordação e diga-lhes adeus pelo menos até Outubro.
É que o grupo tem contrato de exclusividade com a RTP, mas está impedido de trabalhar até lá.
Quer dizer: recebem para não trabalhar.
Pareceria uma enorme estupidez, pagar balúrdios a gente que consegue a liderança das audiências, neste preciso momento... para não fazerem nada, cedendo desta forma estúpida uma liderança certa à concorrência.
Mas é preciso perceber que quem lhes paga somos nós. O contrato é com a RTP e os buracos da RTP são sucessivamente cobertos pelo estado. Portanto não faz mal a ninguém.
E depois é preciso perceber-se que eles estavam a ser incómodos de mais para Sócras e a sua pandilha.
Pode dizer-se até que os Gatos eram, neste momento, a única pedra no sapato de Sócras, já que toda a comunicação social está controlada, desde as rádios às televisões, passando pelas sondagens e pela imprensa escrita propriedade de 3 grandes grupos financeiros.
A estratégia parece-me simples: o povo será submetido, a partir de agora, a uma medicação diária de 2 anos, com lavagens sucessivas e permanentes ao cérebro onde se lhe incute que, por pior que os portugueses vivam, este "é o melhor governo do mundo" e a coisa fica assim mais composta e a revolta natural, provocada pela vida cada vez mais difícil e já quase impossível para a esmagadora maioria dos portugueses, fica abafada.
As sondagens continuarão a mostrar que Sócras ganhará com maioria absoluta e quando chegar a hora das eleições espera-se que o rebanho se comporte em conformidade com a ração que lhe é deitada.
Já Pavlov o postulava... o princípio da acção e reacção.
O dramático é percebermos que as poucas vozes que se levantavam a denunciar esta nova ditadura da comunicação social - mesmo que na brincadeira - acabam por ser sistematicamente silenciadas.
Ninguém pode ridicularizar o ridículo Sócrates.
Ninguém pode denunciar as verdades que, aos olhos de todos, assumem proporções de verdadeiro escândalo internacional.
Ninguém pode dizer a verdade, a partir de agora, em Portugal.
E o povo continua oprimido, a pagar cada vez mais pelos serviços cada vez piores, a suportar uma corda ao pescoço cada vez mais apertada pela alta finança, a verdadeira patroa deste - e de qualquer outro - governo.
As poucas vozes vão-se calando... a válvula de escape da sociedade vai-se emperrando, mas isso pode não ser bom para o governo.
Quando uma caldeira ou uma simples panela de pressão aquece cada vez mais e tem a válvula de segurança avariada, o que acontecerá inevitavelmente?
Esta democracia de mentirinha que todos os dias é substituída, nas suas diversas vertentes, por um polvo ditatorial que vai estendendo os seus tentáculos a todas as áreas de intervenção social, instalando-se progressivamente à vista de todos, não sobreviverá muito mais tempo.
Depois de nos tirarem o direito à saúde e depois de deixarem a justiça e o ensino num estado caótico, este governo não poderá esticar muito mais a corda, porque o povo não aguenta.
Penso seu...
Mas, se calhar, sim.
Aguentámos os espanhóis durante 60 anos e a última ditadura mais 48... E já vamos em 34 de anarquia democrática e de assalto generalizado ao aparelho de estado por parte da alta finança que recuperou, em menos de uma década, tudo o que terá perdido na revolução dos cravos.
Já foi indemnizada milhões de vezes mas continua a reclamar mais e mais ainda de quem já não pode pagar nem sequer os juros.
A válvula de segurança da sociedade deve estar lubrificada e operacional.
Não deve soldar-se à estrutura.
O governo deve deixar as pessoas indignarem-se publicamente com a sua atitude despótica e ditatorial.
Para além de um direito constitucional, é a atitude social mais inteligente.
Mas não é isso que se verifica.
São dezenas os exemplos de tentativas de controle da comunicação social. E já nem isso é notícia.
Tal como a subida semanal dos combustíveis já o não são.
É suposto que os portugueses continuem a ser oprimidos e a pagarem pelos bens essenciais o dobro do que aqueles que ganham o triplo do que nós ganhamos, pagam.
Esta indignidade é inclusive defendida descaradamente nas televisões pelos comentadeiros proSócras do costume - os únicos que são convidados a "opinar", hoje em dia.
Não sei quem se lembrou de submeter o povo português a tal indignidade.
Fizemos, os portugueses, mal a alguém para nos calhar esta sina?
Assim está mal, caros leitores.
Assim é fascismo.
Assim Portugal não pode sobreviver enquanto democracia.
Até na América Latina a pobreza intectual deixou de andar de mão dada com a repressão.
Portugal não será excepção.
Ou a alta finança pela mão do seu mordomo, José Sócrates, alivia a opressão sobre o povo, ou um novo 25 de Abril se aproximará a passos largos.
É inevitável.
Bom ano de 2008 para Portugal