O ex-gerente do Tottra & Açores, acusado de praticar um desfalque superior a 10 milhões de euros, foi ontem presente ao Juiz no Tribunal de Seia.
A operação rodeou-se do maior secretismo e constituiu surpresa geral, dado que ainda ninguém sabia que Camilo já tinha sido extraditado e se encontrava em Portugal.
Camilo resistiu a vários motins em que ficou refém de gangs de reclusos e, ao contrário do que se temia (e talvez alguns desejassen), sobreviveu.
Desde a primeira hora eu sempre recusei crucificar o Camilo, chamando a atenção dos leitores para o facto de que Camilo é apenas a ponta de um iceberg gigantesco que ninguém sabe por onde se estende e a que profundidade flutua...
É fundamental descobrir o que e quem estava por detrás das operações propostas pelo Camilo.
Iremos finalmente saber a verdade sobre o que se passou no Totta & Açores de Seia durante os anos em que ele foi gerente?
Porque, senhores Juízes, não se trata de uma operação normal de desfalque e fuga, nem o banco lá tinha 10 milhões no cofre à espera que Camilo os fosse buscar e metesse num saco...
Nada disso!
Espero que a investigação, neste caso, não seja tão ingénua a ponto de se contentar com tretas destas.
O que se tratou foi de uma prática continuada de recebimentos de dinheiros da sociedade civil que livremente lhos entregou para que Camilo - com o conhecimento e aval de quem? - os aplicasse em off-shores e na especulação financeira, revertendo essas operações juros em montantes muitas vezes superiores aos praticados pela banca comercial.
Este género de "operações privilegiadas" são propostas e praticadas em todo o país sempre com o conhecimento e aval de quem delas pode decidir.
Só por isso é que se pode falar de desfalque...
Se foi desfalque é porque o montante em falta foi assumido como tendo desaparecido do banco.
Caso contrário, tratar-se-ia uma mera burla a depositantes a que o banco seria completamente alheio.
Mas, pelos vistos, não é.
E, se não é alheio...
Não se queira fazer crer, portanto, que se trata de um vulgar desfalque.
Não!
Isso já sabemos que é mentira.
Poderemos, agora, no decurso do julgamento, vir a descobrir duas coisas:
1 - Quem dava cobertura a Camilo, nestas operações e aplicações.
2 - Quem entregou a Camilo os 10 milhões agora reclamados.
O que provavelmente nunca saberemos é a proveniência dos 10 milhões que lhe foram entregues em mão para ele "rentabilizar".
Mas isso, num estado de Direito, é matéria para as Finanças resolverem.
Depois de 3 anos de luta, nem sempre compreendido, tive este ano a satisfação de ver o Cine Eco reformatado, sintonizado e colocado no seu devido lugar.
Um festival de filmes e documentários ambientais é isso mesmo.
Os documentários e filmes a concurso foram projectados no CISE - o que faz todo o sentido - e os estudantes deslocaram-se a ver os filmes a concurso e não blockbusters comerciais - o que ainda faz mais.
O nosso documentário, realizado por mim e protagonizado pelos alunos do Clube de AudioVisuais da minha Escola, em 2006, ganhou ontem uma Menção Honrosa na sessão de encerramento deste renovado formato do Cine Eco 2007.
O filme fazia parte dos objectivos e da programação do Clube.
Não custou um cêntimo à Escola e foi realizado com meios absolutamente mínimos.
Mesmo assim foi reconhecido pelo Júri do único festival português dedicado à protecção e educação ambientais.
O documentário segue o percurso da água desde o ponto mais alto de Portugal continental até às nossas casas, em Seia, no sopé da Serra da Estrela. E pretende descobrir o que lhe acontece (à agua) depois de ter sido utilizada por nós.
Lauro António, entrevistado pela RTP, deu especial enfoque aos filmes que começam a ser produzidos pelas escolas de Seia.
É também para isto que serve a Cine Eco.
Esta Cine Eco, com este novo formato, recomeça de facto a servir para alguma coisa.
Pena é que as escolas, como a minha, supostamente fruto de incorrecta informação externa, tenham decidido não levar as crianças a ver filmes e documentários ambientais.
O esforço meritório da organização, com este novo formato, esbarra ainda junto das escolas - justamente as Entidades que o deviam abraçar, apoiar e fazer reflectir.
Para o ano há que melhorar este aspecto.
E há, também, que providenciar melhor som e iluminação para a sessão de encerramento. As pessoas, no palco, estavam com metade da face às escuras, como as imagens da RTP demonstram.
Não são pormenores. O profissionalismo vê-se nos mais pequenos detalhes. E, para que as imagens televisivas tenham um mínimo de qualidade e a coisa não pareça demasiado amadora, é necessária boa iluminação como toda a gente sabe.
Corrigidos estes 2 aspectos - articulação com as escolas e mais profissionalismo audiovisual na sessão de encerramento, o festival reganhará o impacto regional e a projecção nacional que todos queremos.
Como eu sempre disse, o caminho é este.
Aqui abaixo deixo o nosso documentário, em duas partes, para quem tiver curiosidade em vê-lo.
A propósito do comentário anterior, escreve o Viriato:
Se outros países aplicassem uma lei idêntica, estou a pensar na França por exemplo, seriam apreendidos TODOS OS CAMIÕES PORTUGUESES, que entram em França todas as segundas-feiras e saem às sextas, passando assim mais de 185 dias por ano civil em França, sem falar que circulam aos Domingos em Portugal com discos falsificados não respeitando assim o tempo de descanso obrigatório , nem diário , nem de 24 horas consecutivas cada 7 dias ! depois de muitos acidentes gravíssimos em França com camionistas portugueses, o ultimo foi na passada quinta-feira dentro da cidade de Paris, caso muito mediatizado porque o condutor português de um camião, esmigalhou completamente uma idosa que circulava de bicicleta nesse dia de greve dos transportes públicos, e foi o primeiro caso mortal desde que começou esse serviço de aluguer de bicicletas em Paris , a 15 de Julho e que até atingiu o record de 135.000 alugueres por dia. Foi preciso vir um português matar uma pessoa 3 meses depois . mas como aqui não é a república das Bananas chamada Portugal , o condutor de 51 anos, está preso, e quando sair .......... já estará reformado de certeza , porque 10 anos de prisão já ninguém lhos tira.
Nestas alturas há sempre a tendência para desdramatizar: «foi um português, poderia ter sido um francês ou um outro estrangeiro qualquer.»
A verdade é que parece que estas coisas só acontecem connosco, o que remete para uma reflexão mais aprofundada sobre a nossa portugalidade.
Não tenho qualquer dúvida que Portugal é, em muitos aspectos (mas não todos), uma autentica República das Bananas.
A Saúde, a Justiça, o Ensino, estão aí para o provar.
A consciência cívica da esmagadora maioria dos portugueses é muito comparável à sua cultura e apenas fruto do tempo que dedicam à leitura e à aprendizagem do que quer que seja: muito próximo do zero.
Conjugando a nossa falta de vontade de aprender com a irresistível vontade de nos divertirmos 24 sobre 24 horas (somos, de facto, os brasileiros tristes da europa), o resultado é inevitável: a consciência cívica, a ética, a Moral, passam-nos perfeitamente ao lado e são substituídas, na nossa portugalidade diária, pelos conceitos cultivados no dia a dia das tvs generalistas: a inveja, a frustração, o rancor, a impotência, a vingança, e tudo a coberto de uma profunda e enraizada cobardia.
Fazer cobardemente mal ao próximo para que "não suba acima de nós" torna-se mais importante do que a vida própria de muitos portugueses.
O que dá o mote para o meu próximo post.
São mais de duas dezenas os médicos espanhóis a exercer na Sub-Região de Saúde e no Hospital Sousa Martins da Guarda. Quase diariamente, cruzam a fronteira rumo a Portugal, galgando a A25. Um percurso que, desde Junho passado, se tem tornado num problema para muitos destes profissionais de saúde.
A polémica, de resto, não é nova. Em Junho passado, foi aprovada a nova lei relativa à reforma da tributação automóvel. Em causa, as multas aplicadas pela Brigada Fiscal da GNR aos espanhóis que trabalham em Portugal, mas que circulam em veículos com matrículas do país de origem. A maioria destes profissionais residem e têm família em Espanha, o que motiva deslocações bastante frequentes, e nalguns casos diárias, até ao país vizinho.
Assim, e desde que entrou em vigor o novo Imposto Sobre Veículos (ISV), Angela Pedraz, médica que exerce no Centro de Saúde de Fornos de Algodres, confessa sentir algum «receio» quando, todas as semanas, passa a fronteira, para visitar a família que ficou em Espanha. Mesmo assim, e para já, ainda não teve problemas. «Porque tenho tido sorte», desconfia. Mas a verdade é que alguns colegas também a exercer em Portugal não tiveram a mesma ventura. «Sei de outros médicos que já foram multados e impossibilitados de comparecer atempadamente nos seus compromissos profissionais», confidencia. Aliás, em Famalicão da Serra, uma médica ficou recentemente impossibilitada de se apresentar na localidade para dar consultas, devido ao facto de a sua viatura ter sido apreendida durante o percurso. Uma coisa é certa: Angela Pedraz não concorda com a nova política. «Já aqui trabalhamos há muitos anos e subitamente parece que andamos a "fugir" às autoridades, como se fossemos verdadeiros delinquentes», lamenta, acrescentando que, perante este cenário, o melhor, mesmo, é «evitar» algumas idas a Espanha. «Creio que esta lei é injusta e discriminatória», vai dizendo. «Para fugir às chatices, o ideal é passar a ter um carro em Espanha para chegar à fronteira e um outro para depois circular em Portugal», refere, assegurando ainda que não quer nem pensar em ser interpelada pelas autoridades e atrasar-se, por exemplo, «para um Banco de Urgência».
Actualmente, só no Hospital Sousa Martins trabalham, vindos do país vizinho, 11 médicos e uma enfermeira e na Sub-região de Saúde da Guarda, existem outros 13 médicos a exercer. A coordenadora da Sub-região, Isabel Coelho, admite que esta é uma situação que, de facto, «afecta a prestação de serviços». E, como se já não bastasse, alerta para o facto de muitos destes médicos pensarem, até, em ir embora de Portugal. «Isto depois do esforço enorme que fizemos no sentido de os trazer para a Guarda, devido à falta de médicos com que nos deparámos», justifica. De resto, Isabel Coelho tem conhecimento de pelo menos quatro casos de aplicação de coimas a médicos da Sub-região, «dois dos quais muito recentes».
O Colectivo de Médicos Espanhóis na Guarda alerta, em comunicado, para o facto de ser «insuportável continuar em Portugal» e garantem, mesmo, que se a actual lei não for reformulada, serão forçados a «abandonar» os seus empregos, «deixando sem médico de família cerca de 30 mil utentes na região da Guarda». Recorde-se que a actual lei prevê que os condutores estrangeiros apanhados em contra-ordenação podem incorrer numa coima que vai dos 300 aos 600 euros, com a possibilidade de apreensão do veículo até à liquidação do ISV.
Pelos vistos, quando o hospital de Seia estiver pronto, e começarmos a mandar os doentes por sistema para a Guarda, eles voltarão directamente para Coimbra, 3 horas para trás....
As reacções do "feudo de condes, viscondes e marqueses" à entrevista de Pinto Monteiro não se fez esperar. Entre os magistrados do Ministério Público pede-se a demissão do procurador-geral da República, posição partilhada também por vários inspectores da Polícia Judiciária e juízes.
Em causa, a entrevista de Pinto Monteiro ao Sol, em que admite poder ter o seu telemóvel sob escuta e onde acusa o MP de ser um "feudo de condes, viscondes e marqueses", acrescentando não garantir que a PJ não ande em "roda livre".
"Sobre quem o PGR quis lançar suspeitas? Pergunta um magistrado anónimo ao DN: Sobre os juízes, sobre os magistrados do MP, sobre o órgão de polícia criminal ou sobre uma qualquer entidade dependente do poder político?
E eu respondo: SOBRE TODOS!
Para o PGR, o MP, na prática, não cumpre a lei porque não respeita a estrutura hierárquica que o define.
"O MP é um poder feudal de condes, viscondes, marqueses e duques", disse Pinto Monteiro.
Sobre as intercepções, afirmou: "Eu próprio tenho muitas dúvidas de que não tenha telefones sob escuta. Às vezes faz uns barulhos esquisitos."
Interpelado sobre se consegue assegurar, como titular da acção penal, que as polícias não andam em roda livre, disse:
"Não, não consigo garantir. Não tenho controlo sobre elas." Juízes, magistrados do MP e polícias serão os que ainda permanecem fora do controlo do PGR, ou seja: toda a gente!
Classificando "a falsa modéstia a pior das vaidades", afirmou, referindo-se à sua nomeação: "Considero que fizeram uma boa escolha, pois sempre fui um bom juiz e um homem que nunca teve medo de ninguém."
Vamos ver quanto tempo mais Sócras o deixa continuar assim.
«Desde que tomei posse está tudo a mexer. Os grandes bancos estão a ser investigados. Não há distinção entre ricos e pobres. Ninguém dorme com o sentimento de que é impune», afirmava o Procurador-Geral da República no mensário sabugalense «Cinco Quinas» em Maio deste ano
Ao jornal, Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, concedeu uma entrevista em Maio deste ano em Badamalos, freguesia sabugalense onde tem casa e onde vem três vezes por ano retemperar forças.
«Aqui em Badamalos trato do meu jardim. As pessoas conhecem-me e eu conheço-as a todas. Há uma ligação muito forte. Nunca na minha vida distingui entre pessoas ricas ou pobres. Penso que até tenha sido isso que mais pesou para que me convidassem para Procurador», disse o Juiz Conselheiro, acrescentando «orgulho-me de estar tudo a mexer e as pessoas sabem que nem o Procurador-Geral nem os serviços da Procuradoria fazem a distinção entre poderosos e fracos, tudo é investigado e isso é bom porque não há ninguém impune em Portugal».
Fernando Pinto Monteiro, natural de Porto de Ovelha, concelho de Almeida, gosta da Beira e das suas gentes, sentindo-se bem entre a população que conhece. Falou do tempo da sua infância dividida entre a terra natal e o Sabugal, vila raiana onde os pais se instalaram quando tinha quatro anos de idade.
Questionado sobre a desertificação da Beira Interior e em especial do Sabugal, Pinto Monteiro disse não ter a mania das receitas mágicas mas sempre foi dizendo que a solução pode passar por pequenas indústrias familiares que produzam os bons queijos e os excelentes enchidos da região sabugalense. «E o turismo rural? As pessoas estão a ficar cansadas da praia e começam a procurar o turismo de habitação rural. Tem que se promover este silêncio, esta paz, este ar puro» sugeriu este beirão que apesar de ocupar um dos mais altos cargos do País continua fiel às suas origens.

Estoirou à luz o que já se sabia.
Pinto Monteiro, sem qualquer controle sobre as "polícias de investigação" receia que ele próprio esteja a ser alvo de escutas ilegais.
Aliás, 99% das escutas que REALMENTE se fazem em Portugal são absolutamente ilegais. São feitas a mando do capricho de algum inspector da polícia que temos, digna herdeira e representante dos métodos investigatórios do Estado Novo - daqueles que se encharcam em whisky depois das refeições, como acusam os jornais ingleses e ninguém desmente - e não a mando de nenhum juíz, como deveria acontecer num Estado que se arroga "de Direito".
Vivemos, hoje, num país em que a classe política corrupta enche a boca a apelidar de "democrático", para justificar os crimes que ela própria perpetra contra o povo, quando é sabido que este Estado policial está completamente minado de procedimentos fascistas e fascizantes.
Pois se o próprio chefe das polícias não tem mão nelas e receia, ele próprio, estar a ser alvo de escutas ilegais...
Pinto Monteiro, com esta sua denúncia pública, já fez a sua obrigação patriótica.
Agora, só tem um caminho a seguir.
É melhor que decida ele próprio demitir-se do que passar pela vergonha de ser posto na rua, como aconteceu com Xoné Moura, seu predecessor.
O FMI afirma, alto e bom som, que a economia portuguesa vai crescer menos que a média da Zona Euro, em 2008.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa as previsões de crescimento para o próximo ano. Portugal vai continuar a perder terreno em relação aos parceiros europeus e os preços vão subir mais do que é esperado no Orçamento de Estado.
Portugal vai continuar a perder o comboio europeu.
No próximo ano, a Zona Euro deverá crescer 2,1%, mas a economia portuguesa apenas 1,8.%.
É preciso lembrar que o Orçamento de Estado aponta para uma subida do Produto Interno Bruto de 2,2%...
Quanto à inflação para 2008, o FMI prevê um salto de 2,4%. O executivo português apenas 2,1%.
O FMI considera que as exportações portuguesas serão prejudicadas pela alta do euro e, por outro lado, os preços poderão aumentar por causa dos juros e do petróleo.
A nível mundial o FMI revê em baixa as previsões, calculando que, no próximo ano, a economia mundial deverá crescer 4,8%. Em apenas três meses, o FMI corta quatro décimas à previsão e alerta para uma quebra nos Estados Unidos. Quanto a 2007, o aumento do PIB do mundo deverá superar os 5%.
Mas nada de alarmes que estes tipos do FMI são uns novatos no assunto e não percebem nada de finanças!...
Têm muito que aprender com o Victor Constâncio sobre essa matéria e muitas outras... por exemplo, como sacar 6 mil contos por mês a mandar apertar o cinto a quem já só segura as calças com cordões.
Constâncio é o maior a dizer com todos os patrões; perdão: com todos os governos.
Todos eles fizeram um optimo trabalho, nas suas palavras!
Por isso é que somos, hoje, o terceiro país mais pobre da Europa!
Esse Constâncio devia ir preso...
O que nos vale é Sócrates. Esse, sim!
Esse é DOUTORADO também em Finanças públicas, para além de ser um especialista em engenharia de qualquer coisa que me escapa agora, de momento.
Anyway, esse é que sabe como é que elas se fazem...
Olá se sabe...
São apenas dois milhões.
Não há problema.
Ainda há 7,5 milhões que o não são.
Afinal de contas, 19% é apenas o dobro da percentagem de votos que teve António Costa na sua eleição para a CML em que pouco mais de 10% dos eleitores votaram nele...
Um bocadinho de desigualdade social também não faz mal a ninguém...
Que seria dos ricos se não houvesse pobres?
De que valeria exibir um Mercedes S deste ano, se toda a gente pudesse ter um?
Haja calma! Como diria o Herman: «nem todos podemos ser ricos, não é?»
Um amigo meu diz que fica todo contente quando ouve uma notícia de um assalto a um banco.
Eles, de facto, são assaltados mais vezes do que se julga.
Mas é pelo interior.
Ladrão que rouba a ladrão...
Não tenho nada contra Pedroso.
Tresanda àquilo que é, tal como o Castelo Branco, mas cada um faz do corpo o que quiser e ninguém tem nada com isso.
Agora: aquela recepção apoteótica no Parlamento foi, de facto, nojenta.
E até eu, que considero a Pestana completamente ché ché, não posso deixar de a acompanhar neste ponto.
A acusação de que os socialistas mudaram a lei para proteger os pedófilos parece-me, no entanto, excessiva e concerteza não passará em claro.
Era mau demais para Portugal que assim tivesse acontecido.
O que pergunto é: o que fez Catalina, enquanto podia, para obstar ao que se estava a passar na Casa Pia?
A acreditar nela própria, pelos vistos pouco...
Demasiado pouco...
Parece que a educação está em reforma. Sempre esteve, aliás. Vinte e tal ministros da Educação e quase cem secretários de Estado, em pouco mais de trinta anos, estão aí para mostrar o enorme esforço despendido no sector. Uma muito elevada percentagem do produto nacional é entregue ao departamento governamental responsável. Este incansável ministério zela por nós, está atento aos menores sinais de mudança ou de necessidade, corrige infatigavelmente as regras e as normas. Neste 5 de Outubro, dia da República, o chefe de Estado e o presidente da Câmara de Lisboa não se esqueceram de considerar a educação a mais alta prioridade e a principal causa do nosso atraso. Nesse mesmo dia, mão amiga fez-me chegar o último exemplo do esforço reformador que anima os nossos dirigentes. Com a devida vénia ao signatário, o secretário de Estado Walter Lemos, transcrevo o seu despacho normativo, cuja leitura em voz alta recomendo vivamente:
O Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, assenta num princípio estruturante que se traduz na flexibilidade de escolha do percurso formativo do aluno e que se consubstancia na possibilidade de organizar de forma diversificada o percurso individual de formação em cada curso e na possibilidade de o aluno reorientar o próprio trajecto formativo entre os diferentes cursos de nível secundário.
Assim, o Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, veio estabelecer um conjunto de orientações sobre o processo de reorientação do percurso escolar do aluno, visando a mudança de curso entre os cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, mediante recurso ao regime de permeabilidade ou ao regime de equivalência entre as disciplinas que integram os planos de estudos do curso de origem e as do curso de destino, prevendo que a atribuição de equivalências seria, posteriormente, objecto de regulamentação de acordo com tabela a aprovar por despacho ministerial.
Neste sentido, o Despacho n.º 22796/2005 (2.ª Série), de 4 de Novembro, veio concretizar a atribuição de equivalências entre disciplinas dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, através da tabela constante do anexo a esse diploma, não tendo, no entanto, abrangido os restantes cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
A existência de constrangimentos na operacionalização do regime de permeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, bem como os ajustamentos de natureza curricular efectuados nos cursos científico-humanísticos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, implicaram a necessidade de se proceder ao reajuste do processo de reorientação do percurso escolar do aluno no âmbito dos cursos criados ao abrigo do mencionado Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
Desta forma, o presente diploma regulamenta o processo de reorientação do percurso formativo dos alunos entre os cursos científico-humanísticos, tecnológicos, artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, incluindo os do ensino recorrente, profissionais e ainda os cursos de educação e formação, quer os cursos conferentes de uma certificação de nível secundário de educação, quer os que actualmente constituem uma via de acesso aos primeiros, criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, e regulamentados, respectivamente, pelas Portarias n.º 550-D/2004, de 22 de Maio, alterada pela Portaria n.º 259/2006, de 14 de Março, n.º 550-A/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 260/2006, de 14 de Março, n.º 550-B/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 780/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-E/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 781/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, e pelo Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de Julho, rectificado pela Rectificação n.º 1673/2004, de 7 de Setembro.
Assim, nos termos da alínea c) do artigo 4.º e do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, determino:
O que se segue é indiferente. São 11 páginas do mesmo teor. Uma linguagem obscura e burocrática, ao serviço da megalomania centralizadora. Uma obsessão normativa e regulamentadora, na origem de um afã legislativo doentio. Notem-se as correcções, alterações e rectificações sucessivas. Medite-se na forma mental, na ideologia e no pensamento que inspiram este despacho. Será fácil compreender as razões pelas quais chegámos aonde chegámos. E também por que, assim, nunca sairemos de onde estamos
É um número que envergonha o País: de acordo com dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a população residente em situação de risco de pobreza era de 19% em 2005, ou seja, cerca de dois milhões dos residentes em Portugal eram pobres ou em vias de se tornarem pobres.
Segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado em 2005, um quinto da população residente vivia em risco de pobreza. Este valor correspondia à proporção dos habitantes com rendimentos anuais por adulto inferiores a 4321 euros no ano anterior (cerca de 360 euros por mês), explica o INE, após as transferências sociais.
Os idosos com mais de 65 anos e os menores de 16 anos registavam as taxas de pobreza relativa mais elevadas: 28 e 23%o, respectivamente.
Em comparação com outros países europeus, a taxa de risco de pobreza apenas era superior na Lituânia e Polónia, com 21% da população em risco.
in CM
Há, portanto, 2 Portugais:
O Portugal de mentirinha, que os políticos corruptos tentam vender à europa, como se fosse um país a sério.
E o Portugal Real, em que a frieza dos números traz à evidência a rede intrincada de sucessivas mentiras e aldrabices com que os governantes - e a comunicação social por eles controlada - continuam a urdir para manter este povo permanentemente alienado.
Viva, pois, este Portugal da plena miséria intelectual e económica!
Marcelo disse ontem que o primeiro ministro de Portugal se está a tornar «ridículo», na sequência do episódio da PSP da Covilhã.
Eu nunca me convenci que a ordem para aquela palhaçada viesse directamente de Sócrates, pelos motivos já expostos. Porque acho que ele não é estúpido.
No entanto, as evidências parecem indicar em sentido contrário. Que terá sido alguém - nunca se saberá quem - do gabinete de Sócrates quem terá dado a ordem.
Pelo menos tal tem sido profusamente repetido e não foi ainda desmentido.
A ser verdade - no que continuo a não acreditar - isso seria, de facto, uma estupidez monumental.
Marcelo, ontem, na sua crónica, arrasa também completamente a PSP e o Ministro Rui Pereira, chamando-os quase literalmente de «estúpidos» e acusando-os de «fazerem dos portugueses estúpidos».
Vamos ver se não sofrerá represálias por essa sua temeridade...
Por outro lado, os Gatos, com a rábula do GNR controleiro das conversas de café, no parque infantil, e até na cama de um casal, retratou - se calhar sem grande caricatura - o que se passa neste momento em Portugal em termos de clima de bufaria e de controle da sociedade civil por parte das Forças da Ordem.
Forças da Ordem, essas, que deveriam andar atrás dos bandidos, dos assaltantes e dos homicidas em vez de se entreterem a controlar as conversas dos Cidadãos livres num país onde a Democracia e a Liberdade de Expressão entraram há já 33 anos.
Subscrevo inteiramente.
Quando até António Carrapatoso - Presidente da Vodafone, um dos representantes máximos da iniciativa privada (leia-se do grande capital privado investidor), um homem natural e assumidamente conotado com a direita portuguesa, fundador do observatório Compromisso Portugal, detentor de uma fortuna pessoal e de um rendimento anual que se situa no top 10 nacional, para quem só a iniciativa privada deve ser o motor da economia - vem a público falar da pouca vergonha que é o controle absoluto do governo por parte da alta finança, não é preciso dizer mais nada.
É urgente que o Presidente da República abra a válvula de segurança deste país, pondo na ordem esta gente, e fazendo parar de imediato o assalto descarado a que a alta finança e o governo estão a submeter Portugal.
A primeira, por via do endividamento futuro do Estado e o segundo pelo esmagar contínuo do povo com impostos injustos e injustificados.
Caso contrário teremos aí uma séria e irreversível explosão, não tarda nada.
Não fique o leitor confundido com estas hipóteses antagónicas.
A PJ portuguesa manda dizer ao mundo que Maddie está morta e que foram os pais que a mataram, quase provocando um conflito internacional com a Inglaterra, ao mesmo tempo que procura a menina nas redes pedófilas...
Tudo normal.
Se o leitor não percebe o intrincado raciocínio da PJ portuguesa, não se preocupe.
Se, um belo dia, alguém encontrar alguma congruência naquilo que essa gente faz é que se deve preocupar e seriamente. Provavelmente foi raptado durante a noite e acordou noutro país...
E os 6 que fugiram da prisão em Guimarães?
«A maior caça ao homem até hoje realizada em Portugal!
156 agentes, blá blá blá...»
Já apanharam algum?
Ao menos um, que seja?
Que vergonha...

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E o que faz o governo para inverter a situação?
Até agora, nada. Antes pelo contrário!
Paga os abortos, que é para haver cada vez menos jovens, em vez de arranjar alternativa para as mães de parcos recursos (que são aos milhões, agora), que engravidam sem querer.
E como subitamente percebeu que os idosos em fim de vida serão, dentro em pouco, o dobro dos jovens em início dela, o melhor a fazer é apressar os velhos também à cova, porque a velhice também dá muito prejuízo ao estado.
Ou seja: acaba-se com os jovens e acaba-se com os velhos.
E fica o problema resolvido.
E eu cá continuo à espera que acabem mas é com a classe política mais incapaz e / ou corrupta da Europa...
A seguir: Idosos nem conseguem pagar conta da farmácia
Ilda Coração tem 94 anos e é a pessoa “mais antiga” do Castelo, freguesia lisboeta com cinco centenas de habitantes, dos quais 70 por cento são idosos. “Grande parte dos moradores vivem sozinhos, sobretudo senhoras de avançada idade”, diz Carlos Lima, presidente da junta.
Toda a gente conhece Ilda. “Nasci na mesma casa em que ainda vivo”, conta ao CM. É numa modesta habitação com um quarto-sala, uma pequena cozinha e uma casa de banho que (sobre)vive. “Vou pouco à rua, costumo ir ao café mas acompanhada. Não saio sozinha”, confessa. A idosa, que sofreu uma trombose e tem a vista diminuída, tem medo de escorregar na calçada antiga que ladeia as ruas daquela zona. Tem um filho, três netos e uma bisneta. “Um dos meus netos é casado com a cantora Ana Malhoa, tenho uma bisneta, a Índia”, diz. Mas quem a visita com regularidade é outro “neto”: “Criei um rapaz desde os seis meses. Agora é arquitecto e muito meu amigo.” A reforma e a pensão de viuvez juntas não chegam a cem euros. Mas Ilda não reclama: “Pago cinco euros de renda e os remédios para a vista são grátis. No resto vou-me remediando.”
in CM
Que este governo tem implementado uma política de direita liberal, a fazer inveja a Sarkozy e à Sra Merkel, não há dúvida nenhuma. Chama-se socialista mas de socialismo não tem absolutamente nada. Todos o sabemos
Que se tem assistido a uma verdadeira escalada anti-democrática nas escolas, repartições, função pública em geral, em que as pessoas, antes de emitirem a sua opinião, baixam a voz e olham para todo o lado para se assegurarem que a bufaria não está por perto, também é verdade.
Que o primeiro ministro revela tiques ditatoriais e, não estivéssemos nós num período de plena democracia e liberdade em toda a Europa e o clima dos anos 30 poderia muito bem repetir-se em Portugal, é uma teoria que também não me repugna.
Mas, a ser verdade o episódio do "assalto" por parte dos 2 polícias, à paisana, à sede do sindicato da Covilhã, tal como ele é relatado, fruto de uma ordem directa de Sócrates, isso seria um verdadeiro suicídio político.
E Sócrates pode ser tudo o que quiserem, menos estúpido.
Cá para mim, aquele triste episódio foi provocado apenas por uma vontade de se "fazer um bonito": um típico acto de excesso de zelo por parte das chefias policiais a mando (ou não) da governadora civil.
Eu não acredito, de maneira nenhuma, que esta ordem tenha vindo do gabinete de Sócrates.
erros desses ele não comete.
Trata-se de mais uma "Charruada" servilista de quem perdeu uma boa oportunidade de ficar quieto.
Porque agora vai haver inquérito e, mesmo que não dê em nada, é mais um incómodo para a PSP e para o governo, que não necessitava dele.
Brevemente aqui o conteúdo da minha intervenção, a esse respeito, no Opinião Pública, na SIC Notícias há pouco.
Mas o fundamental é isto: estou convencido, depois de ter deixado assentar o pó, que este caricato episódio mais não passa do resultado de um desanrincanço de uma chefia da PSP ou do Governo Civil, sempre prontos a um servilismo cego a quem detém o poder, para ficarem bem vistos....
Porque Sócrates - repito - pode ser tudo... menos estúpido.
BANDEIRAS ERRADAS
Durante uma cerimónia no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, houve uma falha de protocolo. Um embaixador presente viu-se forçado a alertar que as bandeiras da
Alemanha,
Bulgária,
Eslováquia,
Estónia,
Holanda,
Lituânia,
Luxemburgo e
República Checa
estavam mal colocadas.
Vá lá, vá lá... foram só essas?
Muita sorte...
E a portuguesa? Estaria bem colocada?
Apesar de todas as campanhas "jornalísticas" de lavagem de imagem e das muitas sondagens, encomendadas a antigos deputados do PS, nos tentarem convencer que Portugal é um paraíso à face da Terra, parece que os portugueses decididamente já estão a abrir a pestana e a não ir mais em futebóis.
Ontem fiquei literalmente boquiaberto com o jornal da noite da TVI, em que várias reportagens puseram a nú outras tantas mentiras de Sócrates.
Deram-se ao trabalho de recuperar várias promessas datadas, para demonstrar os vários engôdos e, no final da peça, os pivots fizeram ar de desdém e de incredulidade relativamente ao que o primeiro ministro prometeu...
O que se andará a passar lá para os lados da Venda do Pinheiro?
Com este desemprego galopante, registando mais desempregados agora do que quando este governo foi empossado, de facto já nem vale a pena falar dos 150 mil empregos prometidos... onde é que isso já vai...
Só provoca riso generalizado, hoje em dia.
Pois é!
Mas há quem o tenha vindo a denunciar desde a primeira hora e tenha sido até insultado, como eu, por exemplo.
Mas hoje assiste-se a mais um fenómeno inédito:
Cada mês que passa os resgates nos fundos de investimento têm sido maiores; e neste último bateram todos os recordes registados desde que a Bolsa foi reaberta em Portugal.
Onde pára a tão apregoada confiança crescente dos investidores?
É tudo treta!
Contra factos não há argumentos. E, ainda por cima, repetidamente falsos.
Não é possível enganar muita gente durante muito tempo...
E então quando se trata de pilim... bem pode Sócrates e os ministros todos garantirem o que quiserem, que os investidores não vão na cantiga...
Ai, não!
Por um lado até é bom.
Pode ser que estes investidores passem a investir em empresas locais e regionais, em vez de injectarem dinheiro em empresas das quais só conhecem o nome e os resultados.
Pode ser que assim a verdadeira economia local sustentada se alicerce...
VISITA DE SÓCRATES À COVILHÁ PREPARADA DA PIOR FORMA:
POLÍCIA LEVA MATERIAL DE INFORMAÇÃO DA SEDE DO SPRC NA COVILHÃ
Hoje, 8 de Outubro, dois polícias “à civil”, entraram na sede do SPRC na Covilhã e, na ausência de qualquer dirigente, por se encontrarem em actividade sindical, levaram consigo dois documentos de informação.
Apesar de nunca vista, em 25 anos do SPRC e 33 de democracia, esta acção de características pidescas, a que um agente designou de rotina, assume contornos repugnantes e deploráveis, e constitui uma clara violação dos direitos, liberdades e garantias e das instituições democráticas.
O Sindicato dos Professores da Região Centro apela a todos os cidadãos para que não se deixem intimidar e aos professores para que participem em todas as acções de contestação a esta política e a este rumo de ataque ao regime democrático que o governo e o primeiro ministro entenderam tomar, a começar pelo Cordão Humano que se realiza amanhã na Covilhã, junto à Escola Secundária Frei Heitor Pinto, a partir das 14H30, organizado por diversos Sindicatos.
Para o SPRC é evidente que esta iniciativa da polícia não está desligada das declarações recentes do primeiro-ministro, cujo discurso, de teor absolutamente antidemocrático, faria corar os governantes mais à direita que passaram pelo poder no pós-25 de Abril.
Sabendo-se que as forças de segurança não agem sem comando e muito menos sem a direcção do poder político, o SPRC responsabiliza o governo por esta atitude intimidatória, autoritária e violadora dos mais elementares direitos democráticos e da liberdade do Povo Português.
A Direcção do SPRC decidiu apresentar queixa sobre esta violação dos direitos democráticos ao senhor Presidente da República, à Assembleia da República, à Provedoria de Justiça, à Procuradoria-Geral da República e entregar a análise deste acto de autoritarismo e totalitarismo aos seus advogados para que preparem a apresentação de uma queixa contra o governo português no Tribunal Europeu.
Entretanto, na sequência da situação a que foram sujeitos dirigentes sindicais de diversas organizações do distrito, designadamente o coordenador do SPRC, ontem, em Montemor-o-Velho, a Direcção do SPRC decidiu apresentar queixa-crime no Ministério Público daquela localidade contra o responsável local da GNR, o que será concretizado na próxima sexta-feira.
08.10.2007
A Direcção do SPRC
E eu digo mais:
O FASCISMO NÃO PASSARÁ!
O FASCISMO E OS FASCISTAS NÃO PASSARÃO!
Recebi este texto num comentário ao qual não posso deixar de dar destaque.
O que se passa com os Centros de Saúde de Seia e S. Romão?
Funcionam ou não?
Ainda mais quando se afirma que o Centro de Saúde de Seia até está a funcionar com as urgências que seriam destinadas ao Hospital, porque o mesmo Hospital não tem médicos suficientes!...
Mas afinal para onde caminha esta Terra em termos de saúde pública?
«Centro de Saúde de Seia:- Necessitando de uma consulta para o Médico de Família, para lhe dar conta de algumas consultas de especialidades a que fui obrigado a submeter-me e ainda para obter receita para as "famigeradas vacinas contra a gripe", uma vez que sou um idoso para quem é recomendada a sua aplicação, só consegui essa consulta para trinta e seis dias depois, seja, já em plena época outonal, com risco de entretanto ser apanhado por algum virus, que, evoluindo, lá poderá atirar comigo para o Hospital, onde me poderá acontecer aquilo que aconteceu a um seu ente querido, pedidndo desculpa de lembrar tal desgraça.
É que já me ia acontecendo o mesmo.
Posto Médico de S. Romão:- Consulta para Méico de Família.
É assim:- Tem que vir para a porta do Posto Médico pela manhã, para apanhar vez, se houver ainda alguma vaga das que guardam diariamente. Consta que tal é infrutífero, dado que alguns familiares de doentes madrugam para o efeito ou...
Outra hipótese:- Na última sexta feira do mês, da parte da tarde, começam as marcações das consultas para o mês seguinte. Se acontecer como aconteceu neste último mês, nessa última sexta feira de Setembro os utentes eram tantos que as datas disponíveis durante o mês de Outubro esgotaram e não conseguiram todos marcação de consulta.
Assim terão de voltar agora em 26 de Outubro a tentar de novo, se entretanto não forem desta para melhor.
Querem País mais terceiro-mundista?
Agradecerei a publicação.
Não refiro datas por ser facilmente identificável, e ficar marcado pelos senhores(as) que nos "guichets" nos tratam da saúde.»
Meus senhores: isto é uma perfeita vergonha.
Para além de ser ilegal e anti-constitucional esta é uma situação que envergonha Seia e as suas populações, que não têm culpa de morar num sitio tão desprezado pelo poder político central como este.
Há que tocar a reunir e exigir que o governo e a ARS cumpram com a sua obrigação e com a Constituição.
Porque os portugueses, ao serem esmifrados, pelo estado esbanjador, dos impostos injustos que são forçados a pagar, já cumprem - e bem! - com a sua parte.
A campanha maledicente contra a Judiciária continua...
Como é que se pode acreditar que este senhor tenha torturado seja quem for, se nunca torturou os pais de Maddie? Hein?
Digam lá...
A Judiciária é a melhor polícia do mundo, tirando todas as outras, e não precisa de torturar ninguém para obter confissões nenhumas!
Isso era o que fazia a PIDE!

A PJ consegue as confissões todas por "persuasão".
Tudo dentro do maior respeito pelos suspeitos e arguidos.
Por isso é que os pais de Maddie nunca se queixaram de nada.
Nem das 11 horas seguidas de interrogatório, que é uma coisa perfeitamente normal em qualquer país civilizado.
A PJ faz tudo na base da conversa e da persuasão, todos o sabemos.
Especialmente aqueles que por lá passaram.
Por isso é que o pessoal chega a julgamento e desdiz tudo o que confessou à Judiciária...
Porque afinal não foi bem persuadido...
Esta foi a persuasão a que a mãe da Joana foi submetida nos interrogatórios. Esta foto foi publicada pelo advogado dela, apesar da PJ ter, por todos os meios, tentado persuadi-lo a não o fazer.
A versão da PJ é que Leonor Cipriano terá caído entre 2 interrogatórios.
Aqui fica, novamente, para que cada um tire as suas conclusões.
Muito gostava eu - e a polícia inglesa - de ver a bonita cara da mãe de Maddie depois de uma persuasão destas...
Há gente muito maldosa...
Quem ler isto ainda há-de pensar que Portugal é alguma ditadura, onde os polícias desatam a torturar pessoas!
Nem pensar!
Vivemos numa Democracia e só os maldosos da Amnistia Internacional é que se queixam de a Judiciária atirar com umas listas telefónicas à cara de uns marginais lá nas caves.
Mas isso é para os bandidos poderem consultar os números para onde têm o direito de telefonar!
Ingratos...
Subscrevo inteiramente.
Veja-se a falta de assunto do desgraçado do repórter que não tem nada para dizer e ali fica, aflitivamente, a encher chouriços para justificar o carro de exteriores da SIC no aeroporto.
Uma intervenção «apoteótica», sem dúvida...
Não acredito que houvesse um outro político no país inteiro - talvez à excepção de Alberto João Jardim - que fosse capaz de tal atitude.
«O país está doido»... ou, pelo menos, o jornalismo televisivo está-o decididamente.
E há muito.
Não há dúvida nenhuma.
Parabéns a Santana Lopes.
A propósito da discussão sobre Democracia e ditadura iniciada nos comentários ao post anterior, lembrei-me de divagar um pouco sobre o que aconteceria a Portugal se, neste momento, estalasse um golpe de Estado como o que derrubou a monarquia, faz agora 97 anos, ou como o que derrubou o Estado Novo, há apenas 33.
E há, desde logo, a tendência para desvalorizar esta hipótese, porque não cabe na cabeça de ninguém que estale neste momento uma revolução popular (também não há memória de ter ocorrido nenhuma em Portugal) ou de ocorrer um simples golpe de Estado, embora desses, sim, já tenhamos tido vários na forma tentada só durante o século XX, dois deles vitoriosos.
Para acontecer um golpe de Estado é necessário que as condições de descontentamento no seio de quem tem as armas - as Forças Armadas - estejam criadas.
A Democracia aprendeu com a ditadura e jamais as voltará a criar. Há que ceder a tudo quanto os oficiais exigirem, para que o descontentamento não se instale. Há que nunca as fazer entrar em guerra, há que nunca cortar nas suas regalias e quando não houver dinheiro para armas terá sempre que o haver para ordenados elevadíssimos. Pelo menos para as altas patentes.
Assim se mantêm as FA controladas e se impede a sua sublevação interna.
Mas assim as FA não servem para nada! - exclamarão alguns, menos distraídos.
Mas é para isso mesmo que as FA devem servir: para rigorosamente NADA!
Qualquer desvio a este papel será extremamente prejudicial, senão mesmo letal para a Democracia.
Podemos comparar as FA, num regime democrático, a um cancro que se mantém controlado.
O melhor que nos pode acontecer é que o cancro se mantenha assim. Controlado. Que não faça nada nem "sirva para nada".
O 25 de Abril de 74 é a prova do que acabo de dizer.
Mas, responder-me-ão, é fácil manter assim as FA. Não há guerra, os militares têm as máximas regalias na Nação (as mesmas que têm os políticos), ninguém nos vai roubar mais nenhuma parte de território, portanto não vão ser necessárias nem vão entrar em acção. As nossas intervenções estrangeiras no âmbito da NATO também são protagonizadas por voluntários, de modo que nenhuma convulsão se espera das FA de hoje.
E parece verdade.
Até porque, mesmo que a Espanha nos roubasse outra Olivença, amanhã, Sócrates nunca enviaria tropas para lá.
Inteligentemente deixava roubar o que eles quisessem e tentaria negociar na secretaria o prejuízo menor.
Mas, por exemplo, se se levantar um movimento separatista na Madeira ou nos Açores (ou em ambos os arquipélagos) com o emprego da força: expulsão ou tomada de reféns dos militares aí estacionados, e das famílias dos representantes políticos do Continente, que ainda são umas boas centenas de pessoas?
Mais uma vez, seria a diplomacia a ser utilizada em vez da força.
E se a diplomacia não produzisse os resultados esperados?
Imaginemos que a Madeira e os Açores decidiam deixar de pagar impostos ao Continente. O que faria Sócrates?
Se a decisão fosse irreversível, e a Madeira e os Açores fossem auto-suficientes, Sócrates tinha que a aceitar, embora mentindo ao povo (também isso faria parte do acordo).
Agora imaginemos que, numa atitude radical, as ilhas decidiam não pagar mais nada a Lisboa e queriam que isso mesmo se soubesse.
Para evitar um cataclismo, o governo teria que aceitar a sua independência.
A Democracia não pode ganhar (=roubar) territórios a ninguém. Só pode perdê-los para ditaduras ou para grupos étnicos extremistas autóctones, como no caso da Tchechénia, ou da Sérvia e Montenegro, por exemplo.
Isto é: os governos, num regime democrático, só podem ceder a tudo o que for força exterior para minimizar o prejuízo. Qualquer acção de força levaria inevitavelmente à desfragmentação do regime democrático, porque iria trazer confrontos armados prolongados com as consequências inevitáveis de numerosas baixas colaterais entre civis inocentes e no seio das FA.
Portanto, ao contrário do pulso forte da Ditadura, que vive pela força e a usa no seu dia a dia - até para se manter no poder - a Democracia é naturalmente cobarde e submissa.
Não tem outro remédio.
Por isso mesmo, muito vulnerável a acontecimentos externos.
Qualquer analista político percebe que é muito mais fácil subverter um regime democrático desprotegido do que um regime ditatorial musculado.
Até porque, neste último, a Justiça é manipulada de acordo com os interesses do regime, de modo que é muito fácil fazer desaparecer quem se revele incómodo ao aparelho de Estado sem passar cartão a ninguém. Isso é impensável em Democracia.
Por todos estes motivos, a Democracia está muito mais exposta a ataques ao seu paradigma do que a ditadura.
Então como se tem mantido ao longo das últimas décadas nos países desenvolvidos?
A minha resposta a esta questão a seguinte: a Democracia funciona bem se as populações viverem com o mínimo de conforto. Mas já funciona muito mal quando as populações começam a entrar em sufoco económico-financeiro, como acontece hoje em Portugal.
O povo, num regime democrático, SABE que pode protestar, que ninguém o leva para o Tarrafal, nem o faz desaparecer.
E, por isso, protesta. Mas esse protesto forçosamente fragiliza a autoridade do regime, aos olhos do restante povo, que a isso assiste e também se vai sentir compelido a protestar por essas mesmas ou por outras razões.
Diria que a Democracia é um barril de pólvora sobre o qual está acesa permanentemente uma fogueira. Pode nunca rebentar, se as chamas não consumirem a tampa, mas as probabilidades são as de que, mais cedo ou mais tarde, a tampa seja consumida.
Quando um País (como acontece com Portugal) não possui recursos naturais que prolonguem indefinidamente uma situação económica que só pode ser temporária - os recursos fatalmente também terminarão - mais rápida se torna a evidência de que o equilíbrio económico tem que ser encontrado com urgência.
Mas aí é que começa e acaba o problema:
Como se vai poupar - e quem é que vai apertar o cinto - para que Portugal atinja o desejado equilíbrio financeiro?
E mais:
Vamos poupar em tudo, ou só em algumas coisas?
A esta respondo já: claro que não podemos poupar em tudo, porque depois a economia parava e a Alta Finança ia-se embora, transformando Portugal numa Cuba ou numa Guiné.
Há, portanto, que poupar por um lado, enquanto se constroem projectos megalómanos por outro.
Assim se fez com a EXPO 98 e com os 10 estádios do Euro 2004.
Mantendo a Alta Finança satisfeita, já se pode mandar apertar o cinto às populações.
E quem vai apertar o cinto?
Quem o pode fazer sem grande incómodo? Os ricos?
Também não, porque esses iam-se logo embora, como já vimos, e a classe política precisa da Alta Finança para enriquecer e para se fazer eleger, neste estado pantanoso de pescadinha de rabo na boca.
Então terá que ser o povo a apertá-lo, de uma forma geral?
Sim.
Por duas razões:
Primeiro porque não tem armas. Não pode fazer grande mossa.
Depois porque, como resultado de um logo e continuado processo de embrutecimento iniciado no Salazarismo e religiosamente continuado durante os 33 anos de Democracia, o povo português se fez maioritariamente estúpido e inculto, com muito pouca noção de cidadania e facilmente entretível com lixo televisivo barato.
Para as mulheres, 6 novelas por dia bastam e, para os homens, o futebol ininterrupto.
E assim se baniu a inteligência e o espírito crítico de um país que ainda há menos de 100 anos provou ao mundo que os tinha. Para dar e vender.
Conclusão: Desenhado todo este cenário, não haverá nenhuma possibilidade de sublevação popular no futuro?
O povo irá aguentar a corda no pescoço indefinidamente? Ou até quando?
A resposta é simples: até a fome ultrapassar a vergonha, e os filhos confessarem aos pais que a têm.
Não há nada que resista a isto.
A única possibilidade de revolta popular está, por isso, bem latente. E não será motivada por questões político-partidárias ou por outro motivo qualquer que envolva ética ou moralidade.
Será pela fome e pela miséria.
Só.
Eu não acredito que este povo esteja já totalmente domado por uma classe política corrupta e esmagado pelo peso do seu brutal endividamento à Alta Finança que, quando vir os filhos passarem fome, baixe os braços e abdique de protestar contra esse estado de coisas.
É, infelizmente, apenas nisto que reside a minha esperança em Portugal.
A necessidade falará mais alto. E se não for a dos pais, será a dos filhos. Ninguém disso tenha dúvidas!
O instinto de sobrevivência acabará por se sobrepor à alienação televisivo-governamental.
Assim, o meu prognóstico é este:
As famílias, por este andar, não poderão continuar a sustentar os filhos, durante muito mais tempo, dentro dos parâmetros mínimos aceitáveis de dignidade, dado o elevadíssimo grau de endividamento a que estão submetidas.
E depois?
Não há futebol nem novelas que substituam o pão, à mesa.
Viu-se, no Brasil, que o levantamento popular nos bairros residenciais, com o assalto generalizado a supermercados e mercearias, surtiu de imediato o efeito desejado.
Uma vez mais a Democracia fez o que dela se esperava: acobardou-se e cedeu.
Tratou-se de várias pequenas revoluções internas e localizadas, protagonizadas pelo povo anónimo e pobre, tanto em protesto contra a indignidade do sistema, como por simples imperativos de sobrevivência.
Em Portugal só pode vir a acontecer o mesmo, a tempo.
E o mal será o começar.
Quando o povo perceber que nenhuma força policial pode conter uma população inteira em revolução, os assaltos poderão tornar-se generalizados e Portugal poderá entrar definitivamente numa nova era.
A era da indignidade e da reivindicação nas ruas.
Para acalmar o povo e limpar esta imagem a nível planetário, os políticos portugueses terão que fazer como fizeram os brasileiros: começar a dar dinheiro às famílias carenciadas sob a forma de subsídios de sobrevivência.
E sem fazerem muitas perguntas...
É este o cenário que eu temo se instale em Portugal dentro de poucos meses.
E é na estupidez e na falta de visão dos políticos que nos governam que reside a minha esperança num Portugal renovado e expurgado da monstruosa corrupção que assola a nossa débil e ainda jovem Democracia.
Eu pasmo quando ouço muito "democrata" enaltecer a República e o republicanismo, por conta-ponto à Monarquia caduca.
Mas eu pergunto: houve algum plebiscito, alguma consulta, algum referendo para que o povo pudesse decidir se queria uma República ou se queria continuar com a monarquia?
Não.
E, antes do 25 de Abril, alguém perguntou alguma coisa ao povo?
Também não.
Portanto é preciso dizer que a República Portuguesa e o Regime Democrático foram IMPOSTOS DITATORIALMENTE aos portugueses.
Não foram escolhidos democráticamente.
Nem sequer indirectamente, como acontece na "democracia" americana.
E duas vezes no mesmo século.
E se houvesse agora um novo golpe de Estado para impor um outro regime qualquer?
Não caía bem, pois não?
Trata-se do maior contra-senso, de que ninguém fala.
Ou porque não se lembram disso, ou porque são assuntos incómodos para muito democrata... de profissão.
A mim não me preocupa que o cimento páre durante meia dúzia de dias.
O que me preocupa é o que acontecerá ao cimento depois de seco.
Será que o Hospital - que querem transformar em unidade de cuidados avançada denominada «Unidade Local de Saúde (ULS)» dependendo directamente da Guarda - vai servir para alguma coisa?
Será que a dança macabra das ambulâncias - SEIA - GUARDA - COIMBRA irá finalmente parar?

Temo bem que não.
Porque é isso o que ainda hoje acontece.
E asim sendo, não seria melhor que estivessemos ligados a Viseu, que possui um Hospital com muito maiores valências do que o da Guarda, que nem sequer possui nos seus quadros médicos em número suficiente para manter as especialidades e o atendimento a que hoje em dia se propõe?
Isto não pode ser só política...
Ouço argumentos do tipo: «a Guarda precisa de Seia» e «historicamente estamos ligados à Guarda», mas estes argumentos, com o devido respeito, não fazem qualquer sentido.
Os senenses têm que ter o que é melhor para Seia e não o que é melhor para a Guarda, que está legitimamente a tratar de si, usando Seia para aumentar o seu peso político.
E o argumento histórico, com o devido respeito pelo Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Seia, ainda faz menos sentido.
O que é fundamental é o bem estar das populações do nosso concelho.
Tudo o resto é chicana política.
Até no caso de o doente ter que ser transportado para Coimbra não seria necessário andar LITERALMENTE para trás se estivéssemos ligados a Viseu.
Fica quase "em caminho".
Caros decisores políticos: muitas vidas podem ser poupadas se se arrepiar o caminho que parece estar a ser tomado de se enviarem os doentes que apresentam um quadro mais complicado para a Guarda.
Por favor tenham isto em atenção.
Já nem vale a pena falar mais nesta desgraceira.
O mundo inteiro já sabe.
As pessoas com alguma vergonha já se afastaram, a começar pelo porta-voz que estava farto de não ter nada para dizer, e resta-nos agora pedir desculpa pela nossa incompetência, pedantismo, estupidez e, acima de tudo, pelo atraso de séculos que a nossa investigação demonstra relativamente às polícias da europa do seculo 21.
Também... se somos dos mais atrasados em tudo, porque é que a nossa polícia havia de ser diferente?
Girabolhos - se o pregador não mentir - será a localização de uma das 10 barragens a construir no futuro...
1000 milhões de euros, fora os trocos, serão canalisados para estes projectos.
Se tudo correr bem, 45% da energia de que necessitamos será produzida em Portugal no "tal" futuro.
Não posso apoiar mais esta iniciativa, apesar dos transtornos ecológicos que trará aos rios e à vida neles existente...
Mas, há mais de 11.000 anos (ultima glaciação) que nós somos a espécie dominante neste planeta... Por isso, os peixinhos e os castores terão que ter paciência...
Estranhamente - ou talvez já não - ninguém fala disso em Seia...
Nem os políticos nem a sociedade civil, nem a comunicação social... nada.
Está tudo adormecido, como que anestesiado, as pessoas absolutamente desinteresadas do que quer que seja.
Já nem os assaltos repetidos são notícia.
Já não há notícias em Seia, parece..
Que Tempo desanimador e triste este em que vivemos....
A um inspector compete investigar.
De um inspector espera-se que descubra o que aconteceu.
Este inspector mostrou-se incapaz, nos dois casos mais mediáticos ocorridos em Portugal, de descobrir o que quer que fosse.
Sobre a Joana, como não se descobriu coisa nenhuma, decidiu-se simplesmente que a miúda está morta e que foi a mãe que a matou.
Para isso se recorreu a um interrogatório à mãe que a deixou no estado que esta imagem documenta.
Portugal, 2004.
Sobre a Maddie ainda não se conseguiu decidir nada, embora o mesmo mecanismo tenha sido despoletado pela mesma PJ, tal como eu previ aqui logo no dia seguinte ao desaparecimento.
Mas acontece que os pais de Maddie não são grunhos. Nem retardados ou analfabetos como a mãe da Joana.
Claro que as televisões inglesas, mais cedo ou mais tarde, teriam que produzir uma reportagem chamando os bois pelos nomes, ou seja: trazendo a nú a inacreditável incompetência da Judiciária, neste caso, e explicando porquê.
A verdade é que as dezenas de erros consecutivos, cometidos uns sobre os outros, pela auto-denominada "melhor polícia do mundo" impossibilitam, neste momento, qualquer tipo de teoria consistente sobre o que de facto aconteceu.
Também tal como eu prognosticava, neste blog, que iria acontecer, e logo no dia seguinte ao desaparecimento.
Desde o não terem isolado o local de imediato, permitindo que o apartamento se tivesse transformado num local de romaria antes, durante e até depois da chegada dos investigadores, até ao facto de não terem recolhido amostras de sangue a não ser 3 meses e dois alugueres depois, e apenas porque a polícia inglesa o solicitou... um rol de incompetências desmascaradas para que o mundo inteiro perceba que só por milagre a criança alguma vez poderia ter sido encontrada por esta polícia que temos.
E o que faz o responsável pela investigação?
Ao ver a sua incompetência revelada com todas as letras, em vez de fazer o que lhe competia - descobrir o que aconteceu à garota - reage, ferido no seu "orgulho" de incompetente, e decide acusar a polícia inglesa de "estar feita" com o casal, "lembrando" que os pais são suspeitos de ter assassinado a criança.
Não diz onde, nem como, nem quando, muito menos porquê.
Limita-se, como no caso Joana, a decidir que:
1) a criança está morta
2) foi o casal que a matou.
Posto isto, forçoso é concluir que este senhor até pode reunir as condições necessárias para se assumir como inspector no Burkina Fasso ou numa qualquer tribo de aborígenes da Austrália, mas seguramente não as reúne quando se trata de uma polícia de um Estado de Direito, num país civilizado.
Se fosse comigo, ele teria que provar tudo o que afirma, sob pena de ter que arcar com as consequências.
Concerteza que os McCann não o vão deixar ficar impune.
Uma coisa é ser-se incompetente, incapaz, não se ter jeitinho nenhum para o trabalho que se desempenha e pelo qual se é pago.
Outra - e muito mais grave - é tentar encobrir essas manifestas incapacidades com conjecturas sem fundamentação, para desviar a atenção do principal, que é a evidência, revelada ao mundo inteiro, de que a judiciária falhou redondamente na sua obrigação.
Agora:
Não se faz constar que os pais (ou seja quem for) são os assassinos sem se ter a mínima prova ou sequer indício desse facto.
O inspector fala-barato foi de imedito substituído, é certo, mas já vai com 4 anos de atraso.
O que teria acontecido à desgraçada Mãe da Joana se este senhor tivesse ido tratar das galinhas há 4 anos?
Estaria presa?
E se a Joana aparece, daqui a uns tempos?
Quem vai pagar por esta acumulação de desgraças?
A taxa de desemprego em Portugal sofreu um agravamento em Agosto, fixando-se nos 8,3 por cento da população activa, o que faz com que o nosso país ocupe um orgulhoso quinto lugar na lista de países com maiores níveis de desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia.
O Eurostat revelou ontem que Portugal é um dos três países da União Europeia em que o desemprego aumentou em Agosto face a igual mês de 2006, contrariando a tendência verificada no conjunto dos Estados-membros da UE...
Com uma taxa de desemprego de 8,3 % em Agosto deste ano contra 7,5 % em igual mês de 2006, Portugal apresenta também o aumento relativo mais acentuado da União Europeia.
Nos restantes Estados-membros, o desemprego baixou entre Agosto de 2006 e 2007, com os recuos mais importantes na Polónia e na Lituânia (de 5,8 para 4,1).
Face a Julho, a taxa de desemprego média manteve-se estável na Zona Euro, em 6,9%, e baixou na UE a 27 para 6,7 % contra 6,8. Um ano antes era de 7,8 em ambas as zonas.
Na comparação mensal, Portugal regista um agravamento da taxa de desemprego para 8,3 % contra 8,2 no mês anterior. Em Agosto de 2007, as taxas de desemprego mais baixas foram registados na Dinamarca e na Holanda (3,3 %) e as mais altas na Eslováquia (11,1 %) e na Polónia (9,1 %).
Pior do que o nosso país, ficaram apenas quatro países: Eslováquia (11,1%), Polónia (9,1%), França (8,6%) e Grécia (8,4%).
Quer dizer:
O desemprego disparou definitivamente em Portugal.
Ultrapassando pela primeira vez o de Espanha, em 20 anos, e em pleno Agosto - o mês em que se regista menor desemprego devido à sazonalidade do turismo de verão.
Vieira da Silva desvaloriza.
Os outros ministros, Sócrates incluído... nada!
Só há 4 países na europa com um desemprego superior ao nosso, mas Portugal é o país, neste momento, em que o desemprego mais cresce em toda a europa.
Somos ou não somos bons nalguma coisa?
Essa auto-estima para cima!
O que levará o director do Sol a evitar a palavra MENTIU - jornalisticamente e factualmente correcta - contornando-a com a ridícula expressão «Faltou à verdade»?
Coisa feia!
De quem tem medo o director do Sol?
Que vergonha e que subserviência chocante a de José António Saraiva!
Longe vão os bons tempo do jornalismo digno desse nome do Expresso.
É preciso saber viver com todos... não é, Arquitecto?
Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei.
Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na "ciência" que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de "projectos e missões do Ministério da Educação" e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por "doutor", título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não.
Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. Secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da república, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei. Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota.
Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliarão da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: "Quem mais conhece melhor ama." Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na "medição" da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como "skill cognitivos". Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias "grelhas de análise". Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno "interrompe o professor", se "não cumpre as tarefas em grupo" e se "ajuda os colegas".
Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo "Diferencialidade": "Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste." Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal "índice de dificuldade e o de discriminação de cada item". É ela a seguinte: Df= (M+P)/N
em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, "tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes `desculpas de mau pagador', sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal". Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.
Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: "Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo." O sábio pedagógico-burocrático dixit.
O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas "ciências exactas", não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro ministro.
O mais incrível não é a notícia, em si.
É o comentário de um agente da PSP que reproduzo no final.
Todos já percebemos que isto estará a saque até mais cedo do que alguns vaticinavam (lá para 2009...).
Eu já não acredito que a violência generalizada não comece a fazer-se sentir já no final deste ano e durante o próximo, tendo em atenção a corda - bem apertada! - que se encontra enrolada na garganta da esmagadora maioria das famílias portuguesas.
Se os bancos continuam a apertar, e os combustíveis a disparar, o desespero poderá começar a ditar as suas leis.
O que é que isto tem a ver com gangs?
Pouco.
Mas com violência generalizada, tudo.
Veja-se o exemplo do Brasil com os assaltos generalizados a supermercados e a residências.
Ainda há poucos dias uma família com raízes em Seia e residente no Brasil (Londrina, uma pequena cidade nos arredores do Rio) foi assaltada, agredida e fechada numa casa de banho da sua residência, durante horas, enquanto a filha era obrigada a mostrar aos assaltantes onde estavam as joias, o dinheiro, e demais valores dentro de casa.
Começam a pensar em vir embora para Portugal, porque não aguentam a violência generalizada que se produz no Brasil.
Só não sei se virão a tempo...
Mas vamos ao comentário do agente:
Manuel Silva:
«Sou Agente da PSP. Sobre a noticia do gang que atacou na Amadora é mais um sinal daquilo que num futuro bem próximo vamos ter. Os portugueses de Bem que estejam preparados. O pior ainda está para vir, com os polícias desmotivados, os Oficiais de Policia nas secretarias, e os politicos a ver andar. Apenas os agentes fazem alguma coisa. Cada vez menos, é verdade. (Santarém)
Há algum tempo que todos os que se preocupam com estas coisas da política vêm detectando sinais progressivamente mais preocupantes relativamente à participação democrática do povo português na vida do país.
Sobre qualquer tema, a sociedade encontra-se dividida a meio.
É sempre metade para cada lado.
Ou então pior:
O povo abstem-se de participar de todo - como no caso da eleição para a CM Lisboa, em que meros 11% de eleitores elegem um Presidente.
É para isso, também, que isto caminha.
Cada vez menos gente interessada no futuro do país, porque a crescente preocupação com as suas vidas pessoais deixa menos espaço para a Rés Pública.
Com o PSD não se passou este fenómeno. A eleição foi disputada. O eleitorado participou.
Mas verificou-se o primeiro fenómeno: militantes divididos pela metade.
Luis Filipe Menezes tem uma mega-tarefa pela frente: colar o partido que está mesmo "partido" ao meio.
Como quase tudo, aliás, neste país.
Conseguirá ele conquistar a metade do PSD que votou contra ele?
Penso que sim. Se não todos, pelo menos uma boa parte.
Porque Menezes é muito decidido e aguerrido e, embora de quando em vez tenha umas infelicidades gigantes, a maior parte do tempo é bastante assertivo nas críticas que faz e nos temas que propõe.
O País precisa de uma oposição forte e interventiva para reprimir os tiques autoritários de Sócrates.
Mário Soares tem razão nesse particular: é preciso retirar a passadeira vermelha que o PSD tem estendido a Sócrates.
É preciso denunciar, é preciso desmascarar o que está por detrás das tão propaladas "reformas", é preciso limpar a areia dos olhos do povo e trazer tudo a nú.
Tal como Paulo Portas - quer se goste dele ou não - tem vindo a fazer.
E há tanto para denunciar, neste país, que o mais difícil deve ser mesmo o decidir por onde começar...
Deve começar-se pelo 4º poder: o jornalismo.
Vendido à alta finança, a verdade é que o novo estatuto dos jornalistas não os pode deixar de braços cruzados: os jornalistas não são uma classe amorfa como a dos professores que aceita tudo e ainda agradece.
Os jornalistas têm uma tradição de esquerda. Foram eles que crucificaram Santana Lopes. Foram eles que endeusaram Sócrates.
Também terão que ser eles a dar o alerta.
Quanto mais não seja porque Sócrates lhes está a ir definitivamente aos bolsos e às regalias...
Aproveitemos a onda de descontentamento dos jornalismo porque esse será o primeiro sinal do fim do Estado de Graça mais desgraçado desde o tempo das aparições Marianas, quando o primeiro ministro era o senense Afonso Costa.