junho 29, 2007

«Só descubro uma razão para a obstinação da OTA: é porque é onde se pode gastar mais dinheiro e mais rapidamente»

Com esta máxima Medina Carreira diz tudo o que a oposição e as pessoas de boa fé ainda não tinham descoberto ou tinham pejo em dizer.
Na entrevista que deu ao Jornal de Negócios, na SIC Notícias (claro! Já é lei que não se pode criticar este governo num canal aberto!) Medina Carreira chama de tudo a estes tristes governantes.
«Gente tonta, sem nenhum juízo, ninguém sabe o que anda ali a fazer», etc, etc, etc.
Mas, neste particular da Ota, pelo menos reconheceu que aquela corja de incompetentes sabe bem o que quer: obedecer à Alta Finança e gastar o mais possivel no mais curto espaço de tempo.
E isso, de facto, só se consegue na Ota.
A não perder as repetições deste programa pela noite fora...

Publicado por JoaoTilly em 12:11 PM | Comentários (1) | TrackBack

Correia de Campos demite directora por causa de um cartaz


A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho foi exonerada do cargo pelo ministro da Saúde por não ter retirado um cartaz das instalações do centro contendo declarações de Correia de Campos “em termos jocosos”.

O despacho, publicado em Diário da República, data de 5 de Janeiro de 2007. O Ministério da Saúde decidiu assim que Maria Celeste Cardoso não reunia “as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas” pela tutela.

O cartaz era uma notícia publicada pelo 'Jornal de Notícias', onde o ministro da Saúde afirmava que nunca tinha ido a um Serviço de Atendimento Permanente (SAP), e que não pretendia ir.

A decisão provocou incomodo entre os deputados, nomeadamente entre os deputados socialistas. Manuel Alegre considerou mesmo a decisão como “desproporcionada” e “intolerante”. Para o socialista o despacho está confuso e não permite “perceber o que se passou no Centro de Saúde de Vieira do Minho”.


Esta é de Janeiro mas só se soube agora. Apenas dois dias depois de ter mandado dar medicamentos fora de prazo aos pobres!...
Deve ser esse o objectivo deste atarantado ministro: divertir o povo diariamente e contribuir assim para a boa disposição popular enriquecendo, simultaneamente, o anedotário nacional.

Publicado por JoaoTilly em 11:44 AM | Comentários (3)

junho 27, 2007

O Dia Internacional Da Surdez e Da Cegueira


"O Dia Internacional Da Surdez e Da Cegueira comemora-se hoje, dia 27 de Junho, em homenagem a Helen Adams Keller, uma activista que tomou como meta da sua vida, a luta a favor dos Sensorialmente Incapacitados.

Caso a Helen Keller fosse viva e portuguesa, para poder beneficiar de uma redução no seu IRS, teria que comparecer de 5 em 5 anos nas finanças para recomprovar que a sua deficiência se mantinha.
Em Portugal, esta regra, também é aplicável a portadores de Trissomia 21 (que como se sabe, não tem cura)...
A coisa é tão surreal que, "um antigo soldado a quem tenham amputado uma perna em 1966, por exemplo, tem que ir à junta médica de cinco em cinco anos mostrar que a perna ainda não voltou a crescer..."

Publicado por JoaoTilly em 11:03 PM | Comentários (0)

A culpa do nosso subdesenvolvimento é da "fuga" generalizada à matemática...


Cerca de 175 mil alunos do terceiro ciclo e do secundário enfrentaram há dias a mais temida das provas: o exame nacional de matemática.

Os resultados que conseguirem averbar os pouco mais de 100 mil alunos do 9º ano serão decisivos para fazer uma primeira avaliação dos resultados do plano de acção, lançado há um ano, para tentar acabar com a aversão dos estudantes portugueses à matemática. Aliás, já em Maio a ministra da Educação tinha avisado que, pela primeira vez, os exames nacionais iriam avaliar os alunos, mas também - e de forma inequívoca - o desempenho das escolas e dos professores.

É pena que só agora se reconheça que os maus resultados averbados pelos estudantes são também um reflexo do ambiente pedagógico, das escolas que frequentam, dos programas, dos professores. Já era assim há 30 anos, quando eu lutava nos bancos das escolas com as primeiras equações. E, entretanto, milhares e milhares de portugueses foram escolhendo o seu percurso profissional não em função do que realmente gostariam de fazer, mas sim da distância que conseguiriam cavar entre si e a inultrapassável matemática, durante o resto do seu percurso académico.

O país que somos hoje, com todas as suas fragilidades, é também um reflexo dessas duas ou três gerações de costas voltadas à matemática, com tudo o que isso implica.

Infelizmente, precisaremos de mais 20 anos para que chegue aos lugares de decisão uma geração de gente reconciliada com os números e o com o raciocínio abstracto.

Paulo Camacho

Publicado por JoaoTilly em 06:15 PM | Comentários (5) | TrackBack

Projecto do novo cemitério de Seia



Este está quase feito...
De Miguel Krippahl.

Publicado por JoaoTilly em 05:47 PM | Comentários (1) | TrackBack

Projecto do Centro Escolar de Seia

Serei eu ainda vivo quando este projecto for construído?
Aqui há 2 anos, coincidindo com a campanha eleitoral, também se viram uns cartazes muito giros representando a nova Piscina Municipal de Seia...



Parabéns ao Miguel Krippahl.
O projecto está feito.
Só falta o resto.
Estarei eu vivo, ainda, para o poder ver?

Publicado por JoaoTilly em 05:38 PM | Comentários (0)

José Sócrates e o seu «Nacional Socialismo»


PORTUGAL - O "nacional socialismo" do Primeiro-Ministro, José Sócrates...
Por Paulo M. A. Martins

O actual Governo Socialista, do Primeiro-Ministro, José Sócrates, é a tentativa visível e crescente de tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar.
...É, enfim, a institucionalização, em Portugal, do "Nacional Socialismo"...

Os Portugueses, particularmente os que se encontram na diáspora, acompanham com a mais viva apreensão e preocupação as políticas desenvolvidas pelo actual governo socialista, do Primeiro-Ministro, José Sócrates, não só em Portugal, como ao nível das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo Mundo.

O actual governo tem vindo a manifestar a mais viva e negativa aptidão para conduzir os problemas de Portugal e, sobretudo, os que afectam directamente os Portugueses, a que importa pôr travão.

Nem sempre esses problemas são bem entedidos, dada a "máquina de informação" que persiste em manter os portugueses o mais distante possível das questões do País, bem como intensifica a desinformação que é desenvolvida a todos os níveis.

Portugal e os Portugueses estão aterrorizados com o que se está a passar, desde os grandes negócios que perfilam com o novo Aeroporto Internacional de Lisboa, o silenciamento dos jornalistas, cujo estatuto profissional, agora, aprovado pela Assembleia da República, constitui a maior ofensiva contra o direito de informar e ser informado, a vergonha e o miserabilismo com o que se está a passar na Saúde, na Educação, na Justiça, etc, tudo isto, perante a passividade do Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva.

Portugal, ao assumir o exercício da Presidência da União Europeia, nos próximos seis meses, vai ficar suspenso e entregue à sua sorte, tudo isto porque, internamente, é imperativa a manutenção de uma imagem de estabilidade política, quando, efectivamente, é o próprio governo que, através das suas medidas "diabolizantes", que nem lembram ao diabo, tem vindo a provocar toda a desestabilização social e não só...

Entretanto, eis que surge a público, o oportuníssimo, lúcido, inteligente e frontal, artigo subscrito pelo Dr. António Barreto, ex-Ministro da Agricultura do Partido Socialista e ilustre Sociólogo, sob o título "OPA sobre o país", hoje, publicado no jornal "Público", que nos ajuda e convida a uma reflexão bem mais profunda, e que, com a devida vénia, passo a transcrever.

OPA SOBRE O PAÍS

Por Dr. António Barreto (*)

"É a tentativa visível e crescente de o Governo tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar.

Não. Não se trata do lançamento de mais uma OPA sobre empresa ou clube desportivo. É, simplesmente, a tentativa visível e crescente de o Governo tomar conta, orientar e vigiar. Quer saber tudo sobre todos. Quer controlar.

Quando o Governo de Sócrates iniciou as suas funções, percebeu-se imediatamente que a afirmação da autoridade política era uma preocupação prioritária. Depois de anos de hesitação, de adiamentos e de muita demagogia, o novo primeiro-ministro parecia disposto a mudar os hábitos locais. Devo dizer que a intenção não era desagradável. Merecia consideração. A democracia portuguesa necessita de autoridade, sem a qual está condenada. Lentamente, o esforço foi ganhando contornos. Mas, gradualmente também, foi-se percebendo que essa afirmação de autoridade recorria a métodos que muito deixavam a desejar. Sócrates irrita-se facilmente, não gosta de ser contrariado. Ninguém gosta, pois claro, mas há quem não se importe e ache mesmo que seja inevitável. O primeiro-ministro importa-se e pensa que tal pode ser evitado. Quanto mais não seja colocando as pessoas em situação de fragilidade, de receio ou de ameaça.

Vale a pena recordar, sumariamente, alguns dos instrumentos utilizados. A lei das chefias da Administração Pública, ditas de "confiança política" e cujos mandatos cessam com novas eleições, foi um gesto fundador. O bilhete de identidade "quase único" foi um sinal revelador. O Governo queria construir, paulatinamente, os mecanismos de controlo e informação. E quis significar à opinião que, nesse propósito, não brincava. A criação de um órgão de coordenação de todas as polícias parecia ser uma medida meramente técnica, mas percebeu-se que não era só isso. A colocação de tal organismo sob a tutela directa do primeiro-ministro veio esclarecer dúvidas. A revisão e reforma do estatuto do jornalista e da Entidade Reguladora para a Comunicação confirmaram um espírito. A exposição pública dos nomes de alguns devedores fiscais inscrevia-se nesta linha de conduta. Os apelos à delação de funcionários ultrapassaram as fronteiras da decência. O processo disciplinar instaurado contra um professor que terá "desabafado" ou "insultado" o primeiro-ministro mostrou intranquilidade e crispação, o que não é particularmente grave, mas é sobretudo um aviso e, talvez, o primeiro de uma série cujo âmbito se desconhece ainda. A criação, anunciada esta semana, de um ficheiro dos funcionários públicos com cruzamento de todas as informações relativas a esses cidadãos, incluindo pormenores da vida privada dos próprios e dos seus filhos, agrava e concretiza um plano inadmissível de ingerência do Estado na vida dos cidadãos. Finalmente, o processo que Sócrates intentou agora contra um "bloguista" que, há anos, iniciou o episódio dos "diplomas" universitários do primeiro-ministro é mais um passo numa construção que ainda não tem nome.

Não se trata de imperícia. Se fosse, já o rumo teria sido corrigido. Não são ventos de loucura. Se fossem, teriam sido como tal denunciados. Nem são caprichos. É uma intenção, é uma estratégia, é um plano minuciosamente preparado e meticulosamente posto em prática. Passo a passo. Com ordem de prioridades. Primeiro os instrumentos, depois as leis, a seguir as medidas práticas, finalmente os gestos. E toda a vida pública será abrangida. Não serão apenas a liberdade individual, os direitos e garantias dos cidadãos ou a liberdade de expressão que são atingidos. Serão também as políticas de toda a espécie, as financeiras e as de investimento, como as da saúde, da educação, administrativas e todas as outras. O que se passou com a Ota é bem significativo. Só o Presidente da República e as sondagens de opinião puseram termo, provisoriamente, note-se, a uma teimosia que se transformara numa pura irracionalidade. No país, já nem se discutem os méritos da questão em termos técnicos, sociais e económicos. O mesmo está em vias de acontecer com o TGV. E não se pense que o Governo não sabe explicar ou que mostra deficiências na sua política de comunicação. Não. O Governo, pelo contrário, sabe muito bem comunicar. Sabe falar com quem o ouve, gosta de informar quem o acata. Aprecia a companhia dos seus seguidores, do banqueiro de Estado e dos patrícios das empresas participadas. Só explica o que quer. Não explica o que não quer. E só informa sobre o que lhe convém, quando convém.

É verdade que o clima se agravou com o tempo. Nem tudo estava assim há dois anos. A aura de determinação cobria as deficiências de temperamento e as intenções de carácter. Mas dois conjuntos de factos precipitaram tudo. O caso dos diplomas e da Universidade Independente, a exibir uma extraordinária falta de maturidade. E o novo aeroporto de Lisboa, cujo atamancado processo de decisão e de informação deixou perplexo meio país. A posição angélica e imperial do primeiro-ministro determinado e firme abriu brechas. Seguiu-se o desassossego, para o qual temos agora uma moratória, não precisamente a concedida aos estudos do aeroporto, mas a indispensável ao exercício da presidência da União Europeia.

De qualquer modo, nada, nem sequer este plano de tutela dos direitos e da informação, justifica que quase todos os jornais, de referência ou não, dêem a notícia de que "o professor de Sócrates" foi pronunciado ou arguido ou acusado de corrupção ou do que quer que seja. Em título, em manchete ou em primeira página, foi esta a regra seguida pela maior parte da imprensa! Quando as redacções dos jornais não resistem à demagogia velhaca e sensacionalista, quase dão razão a quem pretende colocá-las sob tutela..."

(*) Sociólogo e ex-Ministro da Agricultura do Partido Socialista


Posto isto, cabe a cada um de nós, individual e colectivamente, reflectir com seriedade, transparência e isenção, independentemente da nossa opção ideológica individual, sobre o que foram os últimos dois anos do Governo do Primeiro-Ministro, José Sócrates, atentos os nossos objectivos como País e, sobretudo, como cidadãos.

Portugal caminha por um rumo errado e, sobretudo, contrário aos interesses dos Portugueses.

Portugal não pode mais continuar a ser "laboratório de experiências" de políticas erradas e contrárias aos interesses nacionais.

Portugal e os Portugueses não podem mais continuar a ser postergados e adiados por interesses contrários à sua Independência Nacional.

Portugal não pode continuar a ser "traido" por um Primeiro-Mnistro e um Governo que, na Campanha Eleitoral prometeram "Socialismo em Liberdade" e, agora, impõe-nos o "Nacional Socialismo"...

De uma vez por todas, tomemos consciência de que Portugal precisa de outros políticos e governantes, porque estes, que estão aí, já deram provas de que estão, deliberadamente, a empurrá-lo para um precipício do qual não tem retorno.

Portugal e os Portugueses querem governantes e políticos que os conduza e governe com o mínimo de DIGNIDADE, COMPETÊNCIA, SABER E HONESTIDADE.

PORTUGAL E OS PORTUGUESES recusam-se a avançar com "coveiros" e "vendilhões do templo", que lhes postergam e vilipendiam os mais elementares DIREITOS DE CIDADANIA.

PORTUGAL E OS PORTUGUESES VENCERÃO!


Paulo M. A. Martins
Jornalista Luso-Brasileiro
Fortaleza (CE)
Brasil

Publicado por JoaoTilly em 05:15 PM | Comentários (2)

Quase metade das autarquias em ruptura financeira


E 74% das autarquias não têm meios de pagar as dívidas.


Quarenta e oito autarquias do País, entre as quais Lisboa, Gondomar, Sines e Covilhã, encontravam-se no final de 2005 numa situação de ruptura financeira.
Segundo o «Jornal de Negócios», caso nessa data já estivesse em vigor a nova Lei das Finanças Locais, poderiam ter sido automaticamente consideradas insolventes pelo Ministério das Finanças e colocadas ao abrigo de um «plano de emergência» para reequilibrarem as suas contas, ficando a sua gestão refém do Governo Central.

Esta é uma das conclusões do Anuário Financeiro dos Municípios que hoje será apresentado em Lisboa pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC).

O estudo revela ainda que cerca de 74% das câmaras não tem capacidade financeira para saldar as suas dívidas, pelo que existem cada vez menos autarquias a recorrerem ao crédito.


E depois ficam muito admirados quando se fala em corrupção nas autarquias!!!!

Publicado por JoaoTilly em 11:20 AM | Comentários (0) | TrackBack

Autor de blogue processa Sócrates

António Caldeira não admite ser processado por escrever a verdade sobre o percurso académico do primeiro-ministro e vai apresentar uma queixa-crime por difamação e denúncia caluniosa.
O professor quer ainda reclamar uma indemnização por danos

O autor do blogue «Do Portugal Profundo», António Balbino Caldeira, vai apresentar uma queixa-crime contra o primeiro-ministro, José Sócrates, por difamação e denúncia caluniosa.

A notícia foi avançada pelo «Público» pelo advogado do professor do Instituto Politécnico de Santarém, José Maria Martins.

Trata-se de uma resposta à queixa-crime que o chefe do Governo moveu contra o professor, na sequência dos escritos no blogue sobre a alegada utilização indevida do título de engenheiro, bem como do seu percurso académico.

O professor Caldeira entende que tudo o que escreveu tinha fundamentado, referiu José Maria Martins.
Segundo o advogado, autor da denúncia que motivou um inquérito à licenciatura do primeiro-ministro, a queixa-crime será apresentada «contra quem tiver processado» o autor do blogue.

Desde Fevereiro de 2005, que o pai «Do Portugal Profundo» tem publicado informações sobre a alegada utilização indevida do título de engenheiro e sobre o percurso académico do primeiro-ministro.

O professor será ouvido esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) na qualidade de testemunha do inquérito sobre a obtenção do diploma de licenciatura e como arguido no processo-crime por difamação.
Nessa ocasião, deverá processar o primeiro-ministro.

José Maria Martins acrescentou que «um ou dois dias depois» da apresentação da queixa-crime contra Sócrates, o professor irá ainda deduzir um pedido de indemnização cível, por danos causados, sem contudo especificar o montante a reclamar.

«Se forem processados, os cidadãos não devem amochar»

António Balbino Caldeira justifica no seu blogue a queixa-crime a apresentar: «Não queria crer (. ..) porque não acredito na vingança, mas parece que é real. Um primeiro-ministro que processa alguém, como eu, (. . .) por ter levantado dúvidas fundamentadas e publicado a verdade sobre a utilização indevida do título de engenheiro e o seu percurso académico, age contra a liberdade de expressão».

E conclui: «Se forem processados pelos detentores do poder, os cidadãos não devem amochar, sendo a partir daí, legítima a resposta no mesmo foro, responsabilizando o cumprimento da constitucional independência dos tribunais. Os cidadãos não têm de comer um processo e calar a sua voz, com a resignação dos súbditos perante o todo-poderoso, sem denunciar o abuso sofrido e pedir a sua reparação».



Justiça será feita contra todos os criminosos que perseguem os Cidadãos por estes exercerem o direito de cidadania consagrado na Constituição.

Publicado por JoaoTilly em 01:27 AM | Comentários (0) | TrackBack

Autor de blogue processa Sócrates

António Caldeira não admite ser processado por escrever a verdade sobre o percurso académico do primeiro-ministro e vai apresentar uma queixa-crime por difamação e denúncia caluniosa.
O professor quer ainda reclamar uma indemnização por danos

O autor do blogue «Do Portugal Profundo», António Balbino Caldeira, vai apresentar uma queixa-crime contra o primeiro-ministro, José Sócrates, por difamação e denúncia caluniosa.

A notícia foi avançada pelo «Público» pelo advogado do professor do Instituto Politécnico de Santarém, José Maria Martins.

Trata-se de uma resposta à queixa-crime que o chefe do Governo moveu contra o professor, na sequência dos escritos no blogue sobre a alegada utilização indevida do título de engenheiro, bem como do seu percurso académico.

O professor Caldeira entende que tudo o que escreveu tinha fundamentado, referiu José Maria Martins.
Segundo o advogado, autor da denúncia que motivou um inquérito à licenciatura do primeiro-ministro, a queixa-crime será apresentada «contra quem tiver processado» o autor do blogue.

Desde Fevereiro de 2005, que o pai «Do Portugal Profundo» tem publicado informações sobre a alegada utilização indevida do título de engenheiro e sobre o percurso académico do primeiro-ministro.

O professor será ouvido esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) na qualidade de testemunha do inquérito sobre a obtenção do diploma de licenciatura e como arguido no processo-crime por difamação.
Nessa ocasião, deverá processar o primeiro-ministro.

José Maria Martins acrescentou que «um ou dois dias depois» da apresentação da queixa-crime contra Sócrates, o professor irá ainda deduzir um pedido de indemnização cível, por danos causados, sem contudo especificar o montante a reclamar.

«Se forem processados, os cidadãos não devem amochar»

António Balbino Caldeira justifica no seu blogue a queixa-crime a apresentar: «Não queria crer (. ..) porque não acredito na vingança, mas parece que é real. Um primeiro-ministro que processa alguém, como eu, (. . .) por ter levantado dúvidas fundamentadas e publicado a verdade sobre a utilização indevida do título de engenheiro e o seu percurso académico, age contra a liberdade de expressão».

E conclui: «Se forem processados pelos detentores do poder, os cidadãos não devem amochar, sendo a partir daí, legítima a resposta no mesmo foro, responsabilizando o cumprimento da constitucional independência dos tribunais. Os cidadãos não têm de comer um processo e calar a sua voz, com a resignação dos súbditos perante o todo-poderoso, sem denunciar o abuso sofrido e pedir a sua reparação».



Justiça será feita contra todos os criminosos que perseguem os Cidadãos por estes exercerem o direito de cidadania consagrado na Constituição.

Publicado por JoaoTilly em 01:26 AM | Comentários (0)

junho 24, 2007

A recepção à ministra, em Seia

A recepção à ministra que o não é.
Só de título.
O verdadeiro "ministro", o que reune em conselho de ministros, Valter Lemos, não tem tempo para andar a passear pelo país. Está em Lisboa a "trabalhar" a vida aos professores, às crianças e aos pais para poupar algum ao Sócras, já que a alta finança e a especulação bolsista não contribui com nenhum para o Estado.

Em Seia, a Ministra veio inaugurar a segunda fase das obras da Escola Profissional.
Foi recebida por um conjunto de pais que não querem ver as escolas dos filhos fechadas.

Ninguém da oposição política, excepto eu, compareceu.

Sem comentários.
Seia, 2007




























Colecção inteira de fotos
aqui
cortesia: asinistraministra

Publicado por JoaoTilly em 11:52 AM | Comentários (2)

junho 23, 2007

A bufaria chegou a Seia

"Baseado" em coisas que lhe "chegaram aos ouvidos" o presidente da Junta de Sta Marinha tirou o dia de ontem para me atacar, na AM, colocando na minha boca expressões que eu nunca disse nem diria em público, mesmo que as pensasse.

Alguém interpretou mal, intencionalmente ou não, algo que eu terei dito num jantar ao qual até faltei e apenas apareci no fim, e que se prendia com a necessidade de os Presidentes das Juntas serem mais interventivos nos problemas e temas que lhes dizem directamente respeito, como seja o fecho das escolas, que acontecerá um pouco por todo o concelho a partir do próximo ano lectivo, legitimado por uma Carta Educativa eivada de erros e conclusões ao contrário.
Lamentava-me eu de que os Presidentes das Juntas (alguns, não todos!) estão a assistir pacificamente ao fecho das escolas melhores e mais bem equipadas para que as crianças sejam levadas para quilómetros de distância e para escolas com piores condições.

Isso foi interpretado como tendo sido dito desta forma: os presidentes das juntas só estão na AM para receber as senhas de presença.

É ridículo!
Perder um dia inteiro e deslocarem-se, alguns, de tão longe, terem que almoçar por sua conta para receberem, passado meio ano, uma mísera senha de presença de meia dúzia de euros?
É preciso ser-se muito tacanho, mesmo...

O que realmente se retém desta história é que, um pouco por todo o lado, à semelhança do que acontecia antes do 25/4, há muito quem se dedique à digna arte da "bufaria" desatando a bufar aos superiores hierárquicos, ou superiores "sociais", aquilo que pensa ter ouvido.
Ou o que lhe conviria ter ouvido.
Mas não ouviu.

Claro que, mesmo apanhado de surpresa, reagi energicamente e ditei para a acta a minha rejeição liminar desta mentira arranjada pela bufaria instituída.

Mas o caso não ficará por aqui.
Vou ouvir atentamente as acusações que me fizeram, em público, e procederei criminalmente se houver matéria para isso.
É que a mentira não é crime, mas a difamação é.

Publicado por JoaoTilly em 11:01 AM | Comentários (1) | TrackBack

Carta Aberta ao Presidente da Junta de Sta Marinha

Ex.mo Sr Presidente da Junta de Freguesia de Sta Marinha:


Caro Pedro Marques:

Inexplicavelmente e sem que nada o fizesse prever, ontem, na AM, elegeste-me para vítima de um típica tentativa de assassínio de carácter.

Colocando um chorrilho de mentiras e falsidades na minha boca, tentaste lançar o odioso dos teus colegas, presidentes das juntas de freguesia, sobre a minha pessoa.

Felizmente muitos já me conhecem, porque já tiveram oportunidade de verificar o meu empenho no desenvolvimento do Concelho em várias ocasiões em que, por um motivo ou outro, os visito, nas suas freguesias, durante eventos de índole turística ou cultural, como ainda na semana passada aconteceu em Loriga, Cabeça, Vide e Sandomil.
Mas outros ainda não me viram trabalhar em prol do Concelho e podem ser induzidos em erro pelas tuas palavras de ontem.

Eu trabalho e esforço-me para Bem do nosso Concelho, independentemente da cor política da Junta ou da Câmara Municipal. Se fosse por aí, estava quieto.
Tento promover o nosso Concelho por todo o nosso país nas mais diversas formas: desde os AudioVisuais até aos passeios turísticos pelas freguesias.
Estou a trabalhar na implementação de um projecto de Eco-Turismo, Turismo Cultural e Turismo em Áreas Protegidas para o nosso Concelho que passa, justamente, pelas Freguesias da Serra e pelas do Vale.
Preciso das Freguesias para promover o nosso Concelho:

S. Romão, Valezim, Loriga, Alvoco, Teixeira, Cabeça, Vide, na Serra.
Sandomil, Vila Cova, Torrozelo, Santa Marinha, Paranhos, Girabolhos e Urtigueira (Mondego), no Vale.
Sabugueiro, Lagoa, Pistas e Torre e as belezas naturais, na Serra "conhecida".

Está praticamente concluído o DVD de Loriga. A esse se seguirão os restantes.

Eu, sendo da "oposição", como vocês dizem, não sou da oposição à nossa Terra.
Tento fazer o mais que posso pelo nosso Concelho - até aqui sem ganhar um tostão.
De futuro estou a criar uma empresa que se dedicará a estas tipologias de turismo e, aí sim, espero pelo menos tirar para as despesas.

Acusaste-me de ter dito, num jantar qualquer, que os presidentes das juntas só estão na AM para receber as senhas de presença.
Eu, embora apanhado de surpresa, não podia deixar de repudiar e desmentir energicamente essas afirmações me atribuis, com base num baixo e miserável "diz-que-disse", porque tu não estavas presente.
Está instituída a bufaria em Portugal, não há dúvida!
Mas neste caso ela é completamente falsa.

Isto tudo vem a propósito de uma Carta Educativa que eu denunciei estar errada de uma ponta à outra. E provei-o no meu blog

Mas isso é política.
Apenas.
Não é nada de pessoal contra ninguém. Nem sequer contra quem a elaborou.
Limitei-me a manifestar a minha opinião sobre a Carta Educativa na AM, no Conselho Municipal da Educação e nesse jantar no qual eu nem sequer participei. Só cheguei no fim.

Com base em bufos, no "diz-que-disse" e em "mexericos" cobardes, acusas-me de ter insultado os meus colegas da AM e isso é redondamente falso.
E, se a mentira não é crime, a difamação é-o concerteza.

Não consegui ouvir bem parte da tua intervenção por isso vou solicitar a gravação áudio das tuas acusações e a sua transcrição em acta e, se houver matéria para tal - e penso claramente que há - vais ter que provar aquilo de que me acusaste nas Instâncias competentes.

Porque o que aconteceu foi que eu, a propósito da Carta Educativa, queixei-me efectivamente de que muitos elementos da AM (principalmente Presidentes de Juntas de Freguesia) são pouco interventivos.
Num assunto que os toca directamente: o fecho das Escolas.
Lamento que os Presidentes das Juntas - e não só! - estejam ali, muitas vezes, a fazer figura de corpo presente. Porque não usam da palavra. Apenas votam sem participarem na discussão dos assuntos.

Parece (e é a minha profunda convicção!) que estão ali por "obrigação".

Mas isso é apenas a minha opinião.
E é uma evidência para quem vai a uma AM, e que aparece reflectida em todas as actas.
Daí até dizer que estão ali só para ganhar senhas de presença... vai uma distância infinita!

Ninguém pode pôr palavras na minha boca, nem subverter a intenção das minhas palavras. Mas, ao contrário do Presidente da Câmara, que ainda ontem disse que ele «era o único dono da interpretação das suas palavras», eu sei bem que sou eu quem fala, mas são os outros que interpretam o que eu digo.
E admito que as pessoas confundam ou percebam mal, aqui ou além, algo que eu tenha dito.
Já me tem acontecido ser mal interpretado. Muitas vezes, até.
Mas se não perceberam ou se acham que não perceberam alguma passagem, as pessoas devem pedir explicações, antes de caluniar.

Outra coisa é aproveitar algo que se diz, para se lhe dar a volta e apresentá-lo com sentido contrário.
Isso já é malvadez.

Aguardo um pedido de desculpas e uma explicação formal sobre o teu discurso de ontem “baseado” em bufaria, boatos e falsidades.

Sempre a considerar-te,

João Tilly.

Publicado por JoaoTilly em 09:35 AM | Comentários (0)

A minha intervenção na Assembleia Municipal de 22/06/2007

1 – Ensino:
Decorreram esta semana os Exames de Matemática e de Língua Portuguesa do 3º ciclo. Mais uma vez se verificou o facilitismo costumeiro no de Língua Portuguesa e as dificuldades acentuadas a Matemática.
No programa Prós e Prós em que a interpelei, a ministra garantiu que a filosofia dos exames de matemática, este ano, iria ser revista.
Mas, na véspera do exame, a ministra não resistiu a vir pata as televisões anunciar que os resultados a matemática do 6º ano foram os piores de sempre!
A isto se chama: Sentido de oportunidade!
Estou a falar de uma “ministra” que já nem sequer aparece no Conselho de Ministros. No seu lugar senta-se, invariavelmente, Valter Lemos, o secretário que manda na ministra.
Enretanto, a incompetência científica do ME, a nível da elaboração dos exames, mantém-se firme e hirta: Depois da bronca agora declarada inconstitucional dos exames de Química do ano passado, este ano já se detectaram erros crassos pelo menos no exame de História. Trocaram os dragões pelos tigres da Malásia! Os dragões estão definitivamente fora de moda.
Para quem tão mal diz dos professores normais, o Ministério dá, como sempre, o pior dos exemplos.

2 – A batota da OTA
Tudo se vem a saber: o 1º ministro negociou com a Alta Finança o estudo sobre Alcochete na condição de que nem sequer se falasse na Portela+1.
O governo desmentiu isto, mas como se provou em directo nas tvs: desmentiu mentindo, como é, aliás, seu apanágio.
Um primeiro ministro que passa a vida a mentir, desde que tomou posse, sobre os impostos, a saúde, as scut, as suas próprias habilitações (só em Africa!), e agora neste caso da Ota,
que persegue e manda perseguir quem diz a verdade sobre ele… como diria Sarcozy na crise de Paris o ano passado: nós não estamos perante pessoas. Estamos perante outra coisa! E o povo Francês deu-lhe razão, já por duas vezes.
A História dá sempre razão, a prazo, a quem a tem.

3 – Turismo e especulação financeira
Em Portugal o Turismo gerou 6640 mil milhões de euros, em 2006, experimentando um aumento de 7,3% só num ano. Qual é a indústria que se lhe pode comparar (tirando a banca e a especulação financeira que não paga um euro de impostos ao Estado?).
O PIB está a crescer 1, poucos por cento e o governo acha que esse número raquítico, que nos separa da Europa a cada dia que passa, é já uma oitava maravilha! Que se dirá de uma indústria que produz 7 vezes mais e que em Seia continua a ser ignorada por total falta de incentivos?
Joe Berardo: Tem milhões, diz-se… mas como os arranjou? Na Bolsa, diz ele, e em especulação financeiras.
Pode ter sido nestes ou noutros negócios.
Mas que riqueza produz ele, e que contribuições paga neste país? Quanto paga ele de impostos para as finanças e segurança social?
Zero. As transacções bolsistas estão livres de impostos em Portugal. Berardo pode ganhar um milhão por dia que não paga nada de impostos. Ao contrário de quem aufere o ordenado mínimo, que tem que os pagar!
O Belmiro, ao menos, emprega dezenas de milhares de pessoas. E contribui, com os seus impostos e com os dos seus milhares de funcionários, para o progresso do pais. E o Berardo?
Aquela colecção única de arte moderna, quanto lhe custou? Onde a adquiriu? E a quem? O Estado alugou-lha por 10 anos para o CCB por uma fortuna colossal…
E impostos? Nem sequer desse dinheiro que o Estado lhe deu ele paga impostos, segundo os tablóides, alegando o supremo Interesse Público!
Entretanto o fisco aperta o cerco ao desgraçado da oficina ou da carpintaria que teve que atrasar a entrega de meia dúzia de euros do IVA para poder pagar aos seus funcionários ou para poder sustentar a própria família.
Que ignomínia, meus senhores! Que máquina fiscal esta que espreme e esmaga os pobres e não belisca os magnatas nem sequer num euro que seja! Em vez de pagar quem pode, suga-se até ao tutano quem já nada tem nem se pode defender.
Eu sinto Vergonha desta classe política interesseira e corrupta, que se governa à custa deste regime injusto e atroz que se perpetua ao longo dos anos, banqueteando-se de Expos 98s, de Euros 2004s, de Otas e de TGVs, e dos respectivos túneis ao fundo dos quais não há meio de se ver finalmente a luz…
Portugal não precisa de Joes Berardos, como não precisa de projectos megalómanos que se revelam absolutamente inúteis e que hipotecam gerações inteiras como os 10 estádios de futebol do Euro.
Portugal não precisa destes judeus da Alta Finança – como ele próprio se intitula – verdadeiros mentecaptos a prometem injectar dinheiro, ganho sabe-se lá onde e por que meios, em clubes de futebol.
Isto é demasiado terceiro mundista; e, de facto, só num país terceiro mundista uma televisão paga com os nossos impostos se pode lembrar de entrevistar e endeusar um mero especulador bolsista, e ainda por cima intelectualmente lerdo, detentor de um vocabulário infantil, usando uma linguagem balbuciante, que envergonharia um aluno do 2º ciclo porque nem sequer se consegue fazer entender, como este tal de Joe Berardo.
Portugal precisa de quem contribua para a riqueza do país.
Como o Turismo faz de forma limpa, contributiva e não poluente.

4 – Dificuldades acrescidas para a Vida e apoio desmedido à morte
Ouvimos hoje mesmo Correia de Campos, o Ministro da doença, o que fecha Maternidades e Urgências para abrir salas de chuto e clínicas de aborto, afirmar que as mulheres que decidirem fazer aborto nem sequer pagarão taxas moderadoras.
Mas quem se dirigir a uma urgência com um ataque cardíaco, uma doença súbita ou vítima de um acidente de trabalho com traumatismo, continua a pagá-las. Às taxas moderadoras.
Isto, se fosse em França ou num qualquer país civilizado, dava sublevação popular e tumulto de imediato. Mas aqui, o desgraçado povo português encolhe os ombros, resignado à sua sorte. Ou, como dizem os chutos e pontapés: resignado à P…. da sua Vida!
As Taxas moderadoras «servem para moderar o afluxo às urgências» defendia, de inicio, o infame ministro. Agora já foi forçado a confessar a verdade: «são para subsidiar o SNS».
Mas nem de uma forma nem de outra elas deixam de ser um atentado à inteligência do cidadão.
Modera-se um fluxo quando parte desse fluxo pode optar por um outro serviço com tempo e ponderação. O Paciente pode ir a uma consulta regular e vai à urgência? Então Paga. Está certo.
Mas quem está a ser vítima de um ataque, doença súbita, traumatismo, acidente, tem que ir às urgências, se chegar a tempo! Não há opção. Não pode optar por uma consulta regular. É uma questão de vida ou de morte!
Quem decide abortar tem opção: pode fazê-lo nos hospitais (os poucos que o fizerem) ou nas muitas clínicas privadas que o farão a peso de ouro.
Este é um caso de morte programada. Friamente. Não há urgência. Não pode haver urgência em matar. Só em salvar Vidas!
Este governo, com Correia de Campos, subsidia quem mata, enquanto penaliza quem dá à Luz!
Este país é já hoje um autêntico lar gigante de 3ª idade, cada vez mais envelhecido, com menos população activa que produza riqueza para as reformas dos milhões e milhões de idosos que já temos. E que aumentam todos os dias relativamente aos jovens, em proporção.
O Parlamento Europeu aprovou anteontem por unanimidade uma directiva, que enviou aos Estados membros, que vai no sentido de que os jovens estudantes com compromissos familiares assumidos possam ser ajudados pelos respectivos governos.
Mas o governo português faz exactamente ao contrário.
Em vez de subsidiar quem quer ter filhos, apoia quem os quer liquidar antes de nascerem.
É mais barato para o Estado, a curto prazo, que uma criança, ao longo da sua vida estudantil, fica cara.
Mas as crianças são o futuro da Nação e são elas que trabalharão quando nós já não pudermos.
Será que este ministro deste inacreditável governo nem sequer isto vê?
É só criar condições para que as clínicas privadas possam ganhar milhões à conta do Estado a fazerem abortos a torto e a direito já que os hospitais não os farão (como aliás sempre se soube), e mais nada?
Que governo é este que subsidia a morte em vez de proteger a Vida?

5 – Desistência do Uso de regalias
Srs deputados: este País, com este governo, chegou a um ponto tal de repressão e intimidação sobre os portugueses, que já nem os cidadãos têm coragem de usar aquilo que são os seus direitos constitucionais, com medo de retaliações e das inevitáveis consequências.
As mulheres portuguesas, soube-se ontem, renunciam à regalia do trabalho parcial que a Lei lhes confere enquanto amamentam. Apenas 17% das portuguesas usam esse direito, enquanto a média europeia é 75%.
O medo está instalado. Da Lei, faz-se tábua rasa, porque o ordenado ao fim do mês fala mais alto. Há filhos, casa e carro para sustentar. Há que nos submetermos a tudo, tal qual no tempo do fascismo.
Antes, quem falasse era preso. Hoje, quem usar os seus direitos é perseguido, despedido e processado.
Estamos ou não estamos a viver sob o jugo de um regime intimidatório e autoritário tal como o antigamente denominado regime fascista?
Há que reagir contra este governo despótico que alimenta este estado pró-fascista. Fascismo, meus caros, nunca mais!

6 – Local
Aeródromo: Como eu sempre disse, está perdido.
Não há, não vai haver, os meios pesados já cá não estão, e para o ano temos o aeródromo da Covilhã.
O aeródromo de Seia, apesar das milhentas promessas do sr Presidente de que se ia construir a torre de controlo e os meios necessários, foi como a pista de ski, que era a maior da Europa. Era tão grande que não se consegue ver. O aeródromo foi um sonho lindo – mais um – que “voou” por inépcia de quem tinha a obrigação de tratar da sua homologação.

A estrada da Arrifana: há dois anos esteve mais de um ano em macadam. Agora há meses que está outra vez. Faz-se o saneamento necessário e nunca mais nada se repara. O alcatrão do lado não intervencionado já se deteriorou por causa da infiltração de água do lado intervencionado e agora é preciso alcatrão a toda a largura da estrada. Isto não é derretar alcatrão: é derreter dinheiro. A menos que nada se faça até às próximas eleições. Só faltam 2 anos.
O Bairro da Fisel: Aquilo são as obras de santa Ingrácia. Os moradores estão há 2 anos impedidos de entrar em casa de forma normal por causa da lama quando chove e da poeira quando não chove. Aquilo será para acabar também só nas próximas eleições sr presidente? É que já só faltam 2 anos…

Júlio Santos:
O caso Júlio Santos deve-nos fazer pensar a todos nós, autarcas e cidadãos que se preocupam com o bem estar da nossa terra. Um autarca vizinho condenado por corrupção, branqueamento de capitais e peculato. A 5 anos e 10 meses de prisão efectiva.
Mas Júlio Santos não é mais que um bode expiatório da Justiça que temos. O elo mais fraco.
Fácil de abater porque não tem uma grande câmara nem um grande Partido por detrás.
O caso Felgueiras, com a ex-socialista Fátima, Cascais com o ex-comunista Judas, Oeiras e Gondomar com os ex-sociais democratas Isaltino e Valentim, Marco de Canavezes, com o ex-centrista Ferreira Torres, são exemplos bem mais graves.
Nenhum está preso.
Mas mais: não há corruptos sem corruptores, que eu saiba. E ambos são criminosos. Aqui, estranhamente, quase só se fala no corrupto. Nunca no corruptor. E não há branqueamento de capitais se não houver capitais para branquear. Quem lhe entregou os capitais? Os tais 2 cheques no total de 250 mil euros de que afinal agora aparece apenas um? Quem lhos entregou para ele branquear? E cadê o outro?
Os jornais trazem bem escarrapachado o nome do construtor. Que constrói para muitas câmaras. Para a de Seia, durante décadas, para a de Viseu, de Coimbra, do Porto, para outras de norte a sul do país.
Queixa-se o corruptor, nos jornais de ontem, que pagou ao Júlio Santos com medo de não receber, porque os pagamentos estavam atrasados.
Pergunto: será que esse construtor sempre recebeu a tempo e horas de todas as outras câmaras para as quais fez obra?
De certeza absoluta que, conhecendo o poder local a nível de todo o país, não terá havido uma só – repito – uma só autarquia que não tenha atrasado o pagamento de alguma obra…
Então? Se acreditássemos na história do corruptor, o que teríamos que concluir, forçosamente, relativamente às outras câmaras municipais para as quais trabalha ou trabalhou?
É claro que não podemos acreditar no corruptor senão ele teria tentado corromper todas as outras câmaras. E disso não há notícia.
O maior pecado de Júlio Santos foi o de ter sido um presidente de uma câmara pequena com um pequeno partido por trás.
Por isso, e apenas por isso, irá preso.
Quem o corrompeu – um grande e poderoso - nem incomodado será.
É a Justiça em Portugal, em 2007.

João Tilly

Publicado por JoaoTilly em 02:27 AM | Comentários (0)

junho 21, 2007

Exame de matemática do 9º ano

Desta vez o exame de matemática já parece um exame de matemática.
Até aqui parecia um romance com umas questões de matemática escondidas lá bem no meio. Agora, não.
Apareceram questões de matemática e somente em apenas 2 ou 3 questões o vício romancesco permaneceu.
Ainda bem.
A ministra cumpriu o que nos prometeu a todos naquele miserável Prós e Prós em que a interroguei e acusei o ministério de patrocinar exames que eram de tudo menos de matemática.
Este já é um exame de matemática.
Tirando 2 ou 3 palhaçadas a que até já estávamos habituados, o exame foi um exame normal.
Só pecou por chamar matérias "estanques" do 7º e do 8º ano - coisa de que os alunos do 9º já estão um pouco "esquecidos", porque deixaram de se usar no programa deste ano. Sendo que em nenhum momento a elas se faz referência, como, por exemplo, potências de expoente negativo e menor multiplo comum. São coisas já "passadas" para os alunos do 9º.
Mas tirando essas duas questões, o exame pode ser considerado normal.

Que bem eu fiz, Senhor, em ir a Lisboa atirar-lhe algumas verdades à cara, como se pode ver num filme aqui à direita baixa.
Afinal eu tinha razão, porque a coisa foi mesmo corrigida.

Publicado por JoaoTilly em 12:43 PM | Comentários (3)

Fuhrer Sócras processa quem o desmascarou publicamente

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou uma queixa-crime contra o blogger António Balbino Caldeira, professor em Alcobaça, devido ao conjunto de textos que escreveu sobre a sua licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente (UnI), noticiou hoje o Expresso na edição on-line, citando fonte próxima do processo.
O autor do blogue «doportugalprofundo.blogspot.com» vai ser ouvido no mesmo dia no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) de manhã como arguido e à tarde como testemunha.

Esta dupla condição resulta do facto de o DCIAP estar a conduzir dois processos sobre a licenciatura do primeiro-ministro na UnI: um que teve origem numa participação feita pelo advogado José Maria Martins, que levantou suspeitas sobre a passagem de Sócrates pela UnI, e no qual o bloguer será ouvido como testemunha, e um segundo que foi aberto após a queixa-crime do primeiro-ministro contra António Balbino Caldeira. Ambos os inquéritos estão a correr paralelamente, adianta o jornal.

Contactado pelo Expresso, António Balbino Caldeira não quis prestar qualquer declaração, mas escreve:
«O sistema persegue politicamente os seus opositores por estes pretenderem exercer os seus direitos de cidadania.
Mas só sobrevive com a complacência dos órgãos do Estado e a resignação popular».


Sócras, para além de mentiroso, manipulador e mau carácter, também é rancoroso e revanchista.
Tem todas as condições e qualidades para ser aquilo que de facto é: a pior coisa que aconteceu a Portugal no pós 25 de Abril.

Publicado por JoaoTilly em 12:35 PM | Comentários (2)

junho 20, 2007

António Barreto arrasa o "Fuhrer" Sócras


por António Barreto

«A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.

Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro.
Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.

Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado?
Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo.
Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes.
João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe.
António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.

Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância.
O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice.
O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos
políticos. Sem hesitar, apanhou a onda.

Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates.
Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino são pura diversão.
E não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas
tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo.
Mas nada de semelhante se repetirá.

O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico.
Irritado. Enervado.

Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber.
Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.

Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação.
O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação.
As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações.

Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade.
De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela
liberdade.»

Publicado por JoaoTilly em 10:08 PM | Comentários (3) | TrackBack

Júlio Santos condenado

O ex-presidente da Câmara de Celorico foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão efectiva por corrupção passiva, peculato e branqueamento de capitais.

Júlio Santos é natural de Prados, Celorico da Beira.
Estudou em Seia, aqui fez o 7º ano antigo (11º de hoje), enquanto esteve hospedado no Patronato e foi meu colega de turma.
Mais tarde fui fornecedor, uma única vez, da Câmara de Celorico, a quem vendi meia dúzia de telemóveis. Há mais de 10 anos.
Tratamo-nos por tu, evidentemente, e isto é só para dizer que nunca senti o mínimo aliciamento da sua parte, em nenhum sentido, no único negócio que fizemos.
Acertámos o preço e as condições, entreguei a mercadoria e recebi o dinheiro, tudo dentro da maior transparência. E, naquela altura, cada Startac custava bom dinheiro... Não me pediu nem insinuou qualquer vantagem pessoal para si. Recebeu um telefone exactamente igual aos dos outros vereadores e pronto.
Não sei quantos autarcas procederiam de igual forma, ainda mais quando o fornecedor era uma pessoa das suas relações pessoais.
Aqui fica o meu testemunho, por ser verdade.

Por outro lado, pergunto:
Se foi condenado por corrupção passiva - e todos sabemos aqui em Seia quem foi o corruptor - o que aconteceu a esse corruptor?
É que me parece que ele também era arguido neste processo.
O corruptor passou um cheque de 125 mil euros, que foi encontrado na secretária de Júlio Santos pela PJ, o que na altura deu brado em todos os jornais da região.
Pergunto:
Será que Júlio Santos apontou uma arma à cabeça do corruptor para o obrigar a passar-lhe o cheque?
Sabemos que não há corrupção se não houver, pelo menos, 2 criminosos.
Um está condenado.
Que é feito do outro?????


Aqui em baixo pode ler-se uma entrevista que Júlio Santos deu ao Jornal A Guarda em finais de 1999, e que é muito curiosa. Volvidos quase 8 anos ela está perfeitamente actual.
Júlio Santos dá a conhecer a sua visão sobre todos os aspectos que nos afligem: o interior e a interioridade, as vias de acesso, o TGV e Castelo Branco, o ostracismo a que a Guarda tem sido votada, a sua visão sobre a necessidade de um ministro para o Interior, a realidade do Politécnico e a necessidade uma Universidade para a Guarda, o turismo como a indústria do sec XXI, etc, etc.
Deixo aqui também um link para uma outra entrevista, em Abril de 2000, desta vez ao Terras da Beira em que JS diz claramente que, "se não for o Turismo na nossa região, qualquer dia ela fecha-se para um Lar de terceira Idade."
Cusioso comparar esta visão com a de outros autarcas da região... muito curioso...
Está tudo aqui em baixo. É só clicar.

"Eu acho piada, porque já não há Beira Interior. A Beira Interior acabou"

Júlio Santos, presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, licenciado em Direito, professor, advogado, desportista, escritor, entre outras facetas da sua vida, apresentou-se como candidato às próximas eleições para a Federaç\ao Distrital do PS. Para saber a sua posição sobre estes e outros aspectos falámos com ele na sua casa em Linhares da Beira.

NG - Júlio Santos, presidente da Câmara Municipal de Celorico e membro destacado do PS. Porque é que resolveu apresentar a sua candidatura à Federação Distrital do PS?

JS - O destacado é expressão sua. Relativamente à pergunta que me coloca, digamos que eu achei que era altura que, em termos políticos, dentro do partido socialista alguém dissesse " O rei vai nu". De facto, neste momento, quer a nível do PS quer do PSD quer a nível de todas as forças partidárias, no que respeita ao distrito da Guarda, "o rei vai nu". E porquê? Porque aos poucos vamos sendo afastados dos centros de poder, vamos perdendo certos poderes que tínhamos, vamos sendo ostracizados e até usados como tem acontecido ultimamente. Basta!

NG - Refere-se ao facto de haver líderes partidários de outros distritos?

JS - Não me refiro a isso. Eu sou militante do PS há mais de dez anos mas sou natural da Guarda há quarenta. A Guarda já foi uma terra importante. Vivi em Lisboa doze anos e, quando lá estava, e me perguntavam de onde era dizia: sou da Guarda. Portanto, a Guarda tem obrigações para com todos os seus concidadãos e os intérpretes políticos têm que ter a obrigação de saber responder aos anseios de todos aqueles que são de cá e que cá querem viver. Não é isso que se tem passado ultimamente. Não se podem abrir as portas a quem quer que seja que venha de fora (diz-se que o que vem de fora é que é bom), até porque cá há muita coisa boa. Há muita gente boa e inteligente. Há que sacudir a poeira de uma vez por todas e dizer: nós somos capazes de nos governar.

NG - O facto de se apresentar resulta de uma atitude de descontentamento?

JS - Não é descontentamento, mas porque não ando nisto há dois dias. Sou político profissional há sete anos mas já sou político há mais de duas décadas. Eu tenho feito uma análise séria, com base em dados concretos, e verifico que, infelizmente para o Distrito e para a Guarda, as pessoas que deviam ter a responsabilidade de responder e de fazer aquilo que é exigido aos líderes políticos não o fazem. Assim sendo, acho que chegou o tempo de dizer: já que não há ninguém que seja capaz de abanar este barco vou eu abaná-lo. Sei que corro muitos riscos e que não vai ser uma tarefa fácil, porque há muita gente acomodada que quer que a acomodação continue. Mas mesmo assim... Tenho um projecto estruturado, pensado e delineado há muito tempo: para o distrito da Guarda (para a Serra da Estrela, Fozcôa e Fronteira). Eu e alguma gente que conheço estamos disponíveis para trabalhar por isso. Assim, decidi avançar e dar a voz a essa gente.

NG - Nessa perspectiva que balanço é que faz dos mandatos, da actividade do actual presidente da Federação Distrital do PS, António José Seguro?

JS - É uma pergunta assassina. António José Seguro é uma pessoa que conheço há cerca de vinte anos e que respeito muito. Prevejo-lhe um grande futuro político, mas por muito que ele goste do distrito nunca pode gostar dele mais do que eu. Eu sou da Guarda e ele é de Penamacor. Naturalmente que, enquanto presidente da Federação, fez o que pôde, não sei se muito se pouco, para se afirmar e se reafirmar como líder político da Guarda. Se calhar a Guarda podia ter ganho muito mais.

NG - O facto de ele estar, neste momento, longe da Guarda não será prejudicial para o distrito?

JS - Na sequência do que eu estava a dizer, mesmo para ele talvez também tenha sido redutor o mandato que ele teve aqui. Não bastava ser um agente da Guarda dentro do poder, no Governo. Devia ter promovido outras pessoas para que, numa eventual saída dele, seguissem as suas pegadas e continuassem a dar protagonismo e poder à Guarda. Ele não o fez. Ele preferiu enquistar-se na Federação, na própria lista dos deputados. Não é honesto ser o último da lista dos deputados sendo deputado já no Parlamento e, por isso, não deixou que nenhuma porta mais se abrisse para o Partido Socialista na Guarda. Portanto, ele foi útil quando nós lhe dissemos: António José Seguro, se tu queres avançar, avança que nós apoiamos-te; se não queres não te metas nisso.

NG - Não é estranho que tenha de vir uma pessoa de fora do distrito para assumir a liderança da Federação Distrital do PS da Guarda?

JS - O distrito da Guarda teve muitas dificuldades de afirmação, sobretudo desde a queda de Abílio Curto. A partir daí criou-se, a nível do partido, como que uma anarquia. Havia guerras todos os dias: Carlos Santos dizia mal de Santinho Pacheco e vice-versa. Havia uma rivalidade muito grande entre a Guarda, Seia e Gouveia. Enfim, era um pandemónio. Não sei que volta é que aquilo daria se não fosse alguém com pulso e credibilidade. Foi a credibilidade imposta por cima que funcionou e, portanto, acho que António José Seguro fez um bom trabalho quando se candidatou porque pacificou o partido. Ainda bem que o fez. Ele teve o seu mérito e também teve a sua promoção. É presidente da Federação e, com base nisso, foi e é deputado do Parlamento Europeu. Mas, António José Seguro está de abalada. Está em Bruxelas, era e deixou de ser Coordenador da Comissão Permanente do Partido (um lugar de grande destaque a nível do partido), era membro do Governo e isso trouxe-nos mais valias. Mas hoje já não é nada disso e a Guarda não tem ninguém no Governo. Não há ninguém capaz de agitar a bandeira da Guarda e dizer, em alto e bom som, que a Guarda também existe.

NG - Houve eleições e há deputados eleitos pelo distrito. Que apreciação faz dos deputados que nos representam?

JS - Não faço apreciação nenhuma, porque não há trabalho nenhum para apreciar.

NG - Foi nomeado recentemente o novo Governador Civil. Que apreciação faz do Governador Civil que saiu e quais são as expectativas face ao novo Governador?

JS - Em relação a isso eu já deixei em entrelinhas algumas coisas. Na minha opinião, a escolha mais feliz que o anterior Governo fez no distrito da Guarda foi a nomeação do Governador Civil. O Dr. Fernando Lopes foi um Governador que há-de ficar na memória de todos os guardenses como o homem que conseguiu, tal como António José Seguro no Partido Socialista, a união entre todos e o fim das hostilidades. Fernando Lopes fez a união entre as forças desavindas da cidade. Esse mérito ninguém lho retira. Infelizmente, neste momento, já não é o Governador Civil. Não sei se foi afastado por vontade própria ou se foi pressionado para isso, mas se calhar foi afastado sem ser por sua vontade. Isso custa-me, porque a uma boa solução sucedeu uma outra que não sei se será boa. O futuro há-de prová-lo. Vamos ver. Eu respeito sempre as decisões que têm legitimidade. O Governo não manda quem bem entende. Nós vemos a nossa realidade local e não sei se o Governador Civil Fernando Cabral será a melhor escolha para o distrito e, inclusivamente, para o Partido Socialista.

NG - Pensa que o novo Governador será o motor para agitar a tal bandeira do distrito que referiu há pouco?

JS - Não sei se também é papel do Governador Civil o agitar da bandeira. Ele é um agente do Governo e deve estar disponível para receber os governantes e para dar conta do que se passa no território. Não me parece que seja por aí a melhor forma de agitar bandeiras. Se o fizer fá-lo mal, porque o governo é de todos os portugueses, não é do Partido Socialista. De qualquer das maneiras eu quero acreditar que vai haver bom senso e que o Dr. Fernando Cabral vai fazer um bom trabalho à frente do Governo Civil.

NG - Já referiu que o facto de avançar é uma atitude de insatisfação. O distrito da Guarda está, de algum modo, a perder. Relativamente a alguns aspectos concretos que são importantes, como o caso das acessibilidades. Que balanço é que faz do actual estado das obras do IP2 no distrito, da duplicação do IP5 e de outras acessibilidades dentro do distrito, uma vez que já se manifestou como candidato à Federação Distrital?

JS - Sou assumidamente candidato a presidente de Federação do PS da Guarda e sou-o para ganhar. Aceito naturalmente que posso perder. Numa eleição pode-se sempre ganhar ou perder, mas tudo farei para que a minha candidatura sai vencedora. No que respeita à estratégia, eu hei-de defini-la em conjunto com os meus apoiantes. Embora a eleição seja pessoal ninguém é eleito sozinho. Há pessoas que pensam como eu, que estão disponíveis para trabalhar comigo e, portanto, será com eles que eu irei definir a estratégia a apresentar a Congresso, o qual terá lugar no primeiro trimestre do ano que vem. Há uma série de assuntos que estão na ordem do dia. Referiu bem as acessibilidades e quanto a isso digo-lhe que não estou satisfeito.

NG - Sei que foi crítico relativamente ao facto de as obras do IP2 tardarem no seu concelho.

JS - Não acho isso, o que eu acho é que não é justo que se transforme o IP2 numa auto-estrada de Castelo Branco. Era bom ter uma auto-estrada a passar em Vilar Formoso. Se essa auto-estrada for por Castelo Branco ou por Viseu é-me indiferente, desde que a Guarda não perca. Mas tanto tem perdido a Guarda como Celorico da Beira. Isso eu não posso perdoar. Diz-se que a duplicação do IP2 vai dar auto-estrada da Guarda a Lisboa. Onde é que ela anda? Em Castelo Branco. O que é que há na Guarda? Prometeram-nos que teria a segunda fase da VICEG, parte da auto-estrada. Onde é que anda? Será que a senhora presidente, Maria do Carmo, vai ter a VICEG pronta ou a auto-estrada daqui a dois anos, quando forem as eleições? Não sei se vai. Mas, neste momento, o meu maior problema é o IP2. Então e, pelo menos, de Celorico a Fozcôa? Perdem-se milhões de contos e onde está o desenvolvimento de Fozcôa? Qual é o aproveitamento que tem sido feito das gravuras? O futuro turístico passa por um triângulo: Fozcôa - Serra da Estrela - Fronteira. Quem não perceber isto não percebe muitas coisas que virão. Se não houver uma intercomunicabilidade fácil entre estes três ângulos obviamente que não vai haver desenvolvimento. Quem perder esta guerra perde o futuro. O último quadro comunitário de apoio tem 5-6 anos e quem não o aproveitar nunca mais se chega à frente.

NG - E relativamente ao IP5?

JS - O IP5 é uma promessa adiada há muitos anos. Talvez eu seja suspeito, porque me habituei a andar nas auto-estradas e, agora, cada vez que ando no IP5 ando com medo. Andar com medo na estrada é o primeiro passo para andar mal. Foi-nos prometida a auto-estrada, pelo menos a duplicação. Já foi prometida no Governo do Cavaco e no anterior. Espero que daqui a dois anos ela esteja concessionada.

NG - Quanto às linhas da CP. Fala-se que o TGV vai passar por Castelo Branco. Isso irá subalternizar a linha da Beira Alta que, até agora, era a principal fronteira. Que lhe parece?

JS - Não pode. Eu estive a ver o mapa de Portugal e, nestes termos, é impossível que o TGV vá por Castelo Branco. Só por malvadez é que pode ir. Em Portugal o TGV só faz sentido se houver uma linha única de Lisboa a Madrid com uma bifurcação: Entroncamento - Madrid e Entroncamento - Porto e Lisboa. Nunca será possível do Entroncamento ir para Castelo Branco. É inviável o TGV nessas circunstâncias. Se esta não for a lógica do TGV, obviamente que é uma escolha política e é má para o distrito.

NG - Por falarmos em Distrito, não lhe parece que houve aqui alguém que falhou quando o distrito mostrou inoperância no aspecto do tratamento do lixo, ao ponto de ter que tratar isso com a Cova da Beira?

JS - A esse nível não me parece. O que era urgente era resolver o problema.

NG - Mas não lhe parece que havia de haver uma liderança do distrito para tratar isso? Como alguém disse, até o lixo temos que tratar com a Cova da Beira.

JS - Eu fui um dos agentes protagonistas dessa guerra, porque a certa altura quiseram empurrar isso para mim. Eu não quis ficar com esse ónus, porque o problema do lixo é de todos, mas sobretudo da Guarda. Portanto, quem tinha a responsabilidade primeira para resolver o problema era a Guarda.

NG - Mas a Guarda tinha a presidência da Ecorraia.

JS - Tinha e nós fazíamos parte. Na primeira fase não, mas na segunda fase aderimos à Ecorraia e acreditámos que esta era a entidade certa para resolver o problema. Não foi possível. Há coisas boas e más e, se os lixos forem para Castelo Branco, não há mal nenhum. Os lixos e outras coisas mais.

NG - É comentado que o distrito da Guarda tem andado a perder. Como classifica, por exemplo, a situação da RTP que se diz da Beira Interior, mas que até no logotipo é de Castelo Branco.

JS - Eu acho piada, porque já não há Beira Interior. A Beira Interior acabou.

NG - Não lhe parece que alguns serviços deviam ter um âmbito distrital?

JS - O Governo decidiu ter uma série de cadeias de televisão no país. Escolheu Castelo Branco. Sendo o Sócrates da Covilhã, o António José Seguro de Penamacor e o Primeiro Ministro do Fundão, naturalmente que a televisão iria para Castelo Branco. Eu admito isso e aceito. O que não aceito é que a Guarda não seja capaz de se opor a Castelo Branco ou de negociar. Devia haver alguém que dissesse: levem lá a televisão mas as outras coisas têm que ficar aqui.

NG- Mas quem é que deve fazer isso?

JS- Os políticos, naturalmente. A Câmara da Guarda, a Assembleia Distrital e todas as entidades políticas que têm a ver com o desenvolvimento do distrito.

NG- Relativamente a um dos grandes factores de desenvolvimento do Distrito, que é o ensino, a grande paixão da anterior legislatura. Como é que avalia a situação que se passa no Instituto Politécnico da Guarda?

JS - É uma tristeza aquilo que se passa no Instituto Politécnico, porque nos tempos que correm já não se vêem estudantes acantonados e professores em greve. Essas coisas todas devem ser negociadas e quando não se conseguem negociar é porque está tudo errado. Para mim a Guarda merece mais que o Politécnico, merece uma Universidade. Aliás, é a cidade certa para ter uma Universidade. Há muitos estudantes portugueses que vão para Salamanca. Era capaz de haver muitos estudantes espanhóis que quisessem vir para Portugal e, naturalmente, que viriam para a Guarda. Há muito mérito com o Politécnico. Eu já disse mais do que uma vez que a Guarda sem o Politécnico desaparecia, era uma vila. Portanto, hoje o Politécnico é a mais valia da Guarda. Na minha opinião, devia ter uma Universidade e tudo farei para que a tenha. Eu não desisto para que a Guarda venha a ter Universidade. Deixou-se levar a situação a este ponto e não dignifica nada a Guarda nem o Distrito. Assim, o futuro fica hipotecado.

NG - Relativamente ao Distrito, uma vez que se candidata a uma estrutura distrital. Como é que vê o desenvolvimento do distrito e, principalmente, da capital de distrito?

JS - Tenho alguma apreensão em relação a isso. Parece-me que as forças políticas ainda não estão preparadas para deixar a política de caserna e passar à acção política do Distrito. Nós não podemos ser sectários nem a nível partidário nem a nível cultural. Temos que dar as mãos quando é preciso e reivindicar em conjunto quando o que está em causa é o interesse dos cidadãos que aqui vivem e que são muitos. Por isso e porque conheço bastante bem os agentes que neste momento representam essa política tenho algum receio de que possamos perder o comboio. Há muita gente a dar com a mão na mesa, a dar pontapés por baixo, mas não nos sítios certos. São palavras, muitas vezes de circunstância, que servem certos interesses locais, mas que não têm nenhuma repercussão a nível nacional e que, portanto, não trazem nada de novo. Isso permite que outros, muito mais espertos que nós, se coloquem no sítio certo e consigam as mais valias que nós não temos conseguido até hoje.

NG - Não lhe parece que o interior já merecia, tanto que se fala em combater as assimetrias regionais, propostas mais concretas que incentivassem o investimento nestas regiões?

JS - O interior merecia um Ministro do Interior, um Ministério para o Interior. Hoje, Portugal é o litoral. Quanto a mim, o futuro de Portugal está no interior. As coisas boas de Portugal estão no interior: a Serra, a gastronomia, os montes, os vinhos. O valor do turismo já não está no Algarve. É o lazer que se obtém no ar puro, na calma, na tranquilidade, nas paisagens, na caça, na pesca... Essa mais valia temo-la nós. Ainda não foi estudada como uma possibilidade de desenvolvimento mas, na minha perspectiva, nós temos muito mais futuro do que o litoral.

NG - A propósito da gastronomia. Que comentário faz à polémica que existe sobre o queijo da Serra, o emblema da nossa região?

JS - É a minha menina dos olhos, uma vez que Celorico é a capital do Queijo da Serra. Já tenho manifestado algumas preocupações, porque eu sou quase que um fiscal da qualidade do queijo. Tenho-me batido pela melhoria das condições de vida dos agricultores. Quero transformar os pastores em empresários. Por isso, a Escola Profissional de Celorico da Beira irá ter uma vertente agro-ambiental. Todo o trabalho que tenho feito a nível de promoção tem dado resultados. Desde que estou na Câmara, há seis anos, que o preço do queijo já triplicou. Portanto, têm valido a pena as campanhas de informação, as feiras, todo o trabalho que nós vimos fazendo, como o licenciamento das queijarias e a criação do Solar do Queijo. Neste momento o Solar é a catedral deste produto. Mas sei que há uma falha e eu queria que ela fosse colmatada. Não podem ser os próprios produtores a dizer que o queijo deles é bom. A Faproserra tem, na sua constituição, os próprios produtores. Se me perguntarem se aquilo que eu tenho em minha casa é bom eu digo que sim. Portanto, há que criar urgentemente mecanismos de controlo do exterior, a nível do Ministério, para fazer a certificação. Se assim não for todo o trabalho que eu tenho e que muita gente tem feito comigo vai por água abaixo. Qualquer dia chegam aqui e dizem: vocês andam-nos a enganar. Eu não quero enganar ninguém. O Solar do Queijo existe para dar garantia de qualidade ao produto. Não quero que digam que em Celorico há queijo falsificado.

NG - Há seis anos candidatou-se contra um dinossauro reconhecido da política. Que balanço é que faz destes anos de actividade autárquica?

JS - Não sou a pessoa certa para fazer esse balanço. Acho que mexi com algumas consciências, que fizemos coisas boas e más. Lançámos muitas iniciativas, desde a Juventude à Terceira Idade, às áreas de intervenção comunitária, como o queijo, a floresta... Fizemos aquilo que pudemos e que nos deixaram. Já não foi pouco.

NG - O que é que ainda está por fazer?

JS - Muito. Estamos agora a planear o concelho a longo prazo. Não havia planeamento nenhum. Temos vários projectos, sobretudo a nível do turismo. Eu considero que a indústria do turismo é a indústria do Séc. XXI. Portanto, eu quero estar preparado e quero que Celorico também esteja. Tenho projectos tais como: a Pousada de Linhares, o abastecimento de água em alta a Celorico, Fornos e Gouveia, a variante Celorico da Beira, o funcionamento do lagar de azeite, o turismo, a gastronomia, o Museu Agrícola, o Museu do Queijo da Serra e o Museu Moinho. Depois de termos o nosso concelho numa lógica de circuito interno e ligado a outros circuitos, sobretudo a aldeias históricas, estamos mais ou menos preparados para receber aqueles que têm disponibilidade para gozar daquilo que, felizmente, já temos.

NG - Falou em muitos aspectos relacionados com a cultura. O que é que a Câmara tem feito no âmbito da cultura e do desporto?

JS - Mais uma vez não serei a pessoa mais indicada para falar disso. Numa primeira fase tentámos ver aquilo que era a realidade desportiva do concelho. Verificámos que, a nível desportivo, não havia mais do que dois clubes de futebol: Celorico e Lageosa. Entretanto, nós assumimos uma política desportiva e decidimos tentar cativar os clubes para que lançassem outras modalidades. Mas não foi bem aceite, porque os clubes não estão vocacionados para isso. Assim, decidimos criar uma Associação. Antes desta lançámos a Escola Desportiva de Celorico da Beira, para a qual contratei sete monitores para darem aulas de desporto: natação, ténis, karaté, atletismo, ginástica rítmica, futebol feminino e ciclismo. Fizemos ver aos clubes que já que eles não queriam essas actividades, pelo menos deviam arranjar alguns critérios de selecção para não se desperdiçarem energias e para que os clubes que quisessem fazer formação o fizessem de uma forma séria. Por isso, decidimos que a nível dos jovens, no concelho, só vão haver quatro equipas: iniciados, infantis, juvenis e juniores. Só essas equipas é que terão o apoio da Câmara. Daqui para a frente Celorico terá sempre quatro equipas subsidiadas pela Câmara que disputarão os Campeonatos Distritais, com o objectivo de virem, mais tarde, a disputar os Nacionais. Queremos uma selecção concelhia que possa alargar-se a outros concelhos, mas que seja única. Neste momento somos o concelho com mais clubes em competição. Temos a consciência de que estamos a promover os nossos jovens e a dar-lhes possibilidades de eles praticarem desporto. É essa a minha maior preocupação. No que respeita à Escola Desportiva há uma modalidade que, neste momento, está por cima, que é o BTT. O ciclismo conseguiu uma projecção tal que se emancipou da Câmara. Neste momento é uma associação concelhia que a está a liderar. Já tem provas dadas e demonstra que é possível, com um empurrãozinho, criar qualidade de vida nas pessoas que vivem no nosso concelho. Quanto ao aspecto cultural, nós tínhamos um Cinema Centro Cultural completamente fechado. Agora todos os fins-de-semana temos dois filmes, que quinze dias depois de estrearem a nível nacional estão em Celorico. O cinema é quase gratuito para os jovens estudantes e, de vez em quando, há animação cultural e temos grupos de teatro. Está em criação um grupo de teatro em Celorico e um grupo polifónico. Para além disso temos em carteira a criação da Escola de Artes. Esta vai ser, na minha perspectiva, a mais valia não só de Celorico mas de toda a região da Guarda em termos culturais. Tenho agendada uma reunião com a Senhora Secretária de Estado da Cultura para financiamento dessa escola. Depois de criado esse espaço com um atelier colectivo e uma pequena residência para artistas acho que vamos dar um grande salto em frente. Se nós somos inteligentes os outros também nos acompanham. A verdade é que há muita gente desejosa para respirar os nossos ares e para comer as nossas morcelas e as nossas farinheiras.

NG - Como disse, o concelho de Celorico era liderado por um presidente considerado um dos dinossauros da política. Após esse período viveu alguma convulsão e havia guerras com a Associação Cultural de Celorico. Como é que está o concelho neste momento relativamente a esses aspectos e à Escola Profissional?

JS - Infelizmente, às vezes, é preciso dar dois passos atrás para depois dar um em frente. Eu tive muitas forças negativas para poder fazer o meu projecto. As coisas são como são. Se calhar algumas pessoas de Celorico não estavam preparadas para aquilo que aconteceu. Eu tinha um projecto sério para este concelho e bati-me por ele. As pessoas votaram, conseguimos ganhar e, portanto, tinha a obrigação de o executar. Obviamente que com muitas resistências. O anterior presidente esteve vinte anos na Câmara e isso é muito tempo. Ainda hoje não se capacita que já não é o presidente da Câmara. Ele ainda acha que devia ser ele. Tudo isso levou a que se desenrolasse um clima de guerrilha permanente. Felizmente que com as últimas eleições se resolveu esse problema. Mais uma vez o povo disse o que queria. Se a Escola Profissional de Celorico não continuou foi porque o ex-presidente não quis. Nós propusemo-lhe que ele ficasse como Director Administrativo da Escola e que se mudasse apenas o Director Pedagógico para dar credibilidade aos cursos que eram ministrados, mas ele não aceitou. O mesmo se passou com a creche. Aquele espaço era necessário para o jardim de infância oficial, para o qual foi construído inicialmente. Desde que esses problemas foram resolvidos acabaram as guerras em Celorico. A oposição existe ainda, reconhecemo-la e respeitamo-la. Nós temos o nosso projecto, as pessoas que estão comigo estão de boa fé para ajudar a trabalhar e a desenvolver o concelho. Foi bom ter acontecido isto para verem de quem era a culpa, para verem quem é que estava interessado em fazer coisas e quem estava interessado em destruí-las. A história há-de fazer justiça.

Publicado por JoaoTilly em 11:33 AM | Comentários (1)

junho 18, 2007

O «Professor Titular» visto pel'A BOLA

As nossas escolas lançam-se, definitivamente, na arrojada experiência do mundo da bola. Com uma Ministra apostada em ser um género de Scolari da educação, o Ministério investe na divisão sectarista entre (professores) titulares e suplentes.

Os titulares serão, então, convocados à luz de uma escolha surpreendente. Mais importante do que saber dar aulas e ter sucesso na relação educativa com os alunos, interessará saber como pisar a alcatifa dos gabinetes, ter prática de carreira burocrática fora da sala de aulas e, acima de tudo, não ter tido lesões que obriguem a paragens mais ou menos longas no Campeonato, mesmo que por culpa de qualquer sarrafada alheia.

A táctica é, pois, não ter vida para além do dever. O destino é entregar a titularidade professoral aos mais dignos ratos de sacristia. Por isso, não bastará saber marcar golos. E, tal como em alguns clubes de futebol manhosos, é preciso não esquecer de elogiar o presidente e ser de uma fidelidade canina ao treinador.


Do jornal A BOLA (pag.9 - Vítor Serpa, Director do jornal)

Publicado por JoaoTilly em 10:00 AM | Comentários (5)

Claro que o infame tinha que meter o "dedinho" no estudo de Alcochete...


Nem outra coisa seria de esperar deste famigerado projecto mal acabado de controleiro, espécie falhada de um novo Salazar do Sec 21 (mas em ignorante), que tem que controlar tudo o que não passe directamente por si.
Vai daí, o infame compra a CIP para que afaste os restantes promotores do estudo que comportava também a opção Portela + 1.

Isso é que nunca poderia ser!, que aqueles terrenos para urbanização de super luxo há muito que estão prometidos à alta-finança quando o aeroporto for de lá escorraçado.
Soares, entretanto, não esconde o seu desagrado por estas súbitas movimentações.

Então?
Mas afinal, o que é que estava combinado???
Como é que ficam agora os interesses estratégicos que o Clã Soares & Amigos nutre por aquelas paragens?
A acreditar nos mentideros da OTA, há muito que alguns notáveis de Lisboa compram os terrenos todos que aparecem para vender lá para aquelas bandas.

Vá-se lá saber porquê...

Publicado por JoaoTilly em 09:48 AM | Comentários (0)

Afinal Mário Cá-Lino tinha razão:
Portugal entre os três mais desertificados da Europa


Portugal é um dos três países mais desertificados da Europa segundo as últimas análises realizadas pela Agência Espacial Europeia e pela Desert Watch, tornadas públicas por ocasião da comemoração hoje do Dia Mundial da Luta Contra a Desertificação.
A análise da AEE, feita com base em imagens obtidas pelo seu sistema de satélite e que destaca ainda a desertificação em Itália e na Turquia, insere-se num projecto que está a ser desenvolvido em conjunto com a Convenção das Nações Unidas para a Luta contra a Desertificação (UNCCD).

Segundo o projecto DesertWatch da AEE, o nível de desertificação nos três países - Portugal, Itália e Turquia - é dos mais elevados da Europa, sendo crucial melhorar agora os modelos de análise, que começou a ser feita em 2004.

in Kaminhos
É um incompreendido, este Cá-Lino...

Publicado por JoaoTilly em 09:31 AM | Comentários (0) | TrackBack

junho 15, 2007

Não pode continuar a morrer gente por falhas do INEM-Um apelo

Morreram mais dois portugueses por falha do sistema de emergência médica. José António Silva de 41 anos e o seu pai António Silva de 69 anos, ambos residentes em Lamarosa no Concelho de Torres Novas, morreram porque o INEM voltou a falhar. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas, Arnaldo Santos, não poupou criticas à actuação da emergência médica e considerou uma vergonha o que se passou.

O CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) do INEM confundiu Lamarosa, povoação do Concelho de Torres Novas onde os doentes agonizavam, com outra terra do mesmo nome em Coruche. Mas mesmo quando esclarecido do erro pelos Bombeiros, que compareceram no local, o INEM foi incapaz de fazer sair uma viatura de emergência de Abrantes. A mesma encontrava-se na altura a socorrer feridos num acidente de viação.

Estas duas mortes vêm somar-se a muitas outras já denunciados neste blogue. Um pouco por todo o país estão a morrer pessoas sem assistência médica desde que Correia de Campos iniciou a sua politica criminosa de reforma dos serviços de Saúde. Foi fechando os Serviços de Atendimento Permanente um pouco por todo o lado sem criar alternativas, retirou competências aos Bombeiros que durante anos prestaram socorro a quem dele necessitava sem olharem a meios e ignora todas as criticas e apelos que lhe chegam de autarcas, bombeiros e cidadãos anónimos.

Em Janeiro foi em Odemira que duas pessoas num espaço de poucos dias foram deixadas morrer sem socorro. Em Fevereiro foi em Macedo de Cavaleiros que um acidentado morreu sem que a VMER (Viatura Médica de Emergência Rápida) do INEM tivesse sequer arrancado de Bragança porque não tinha médico disponível. Em Março em Santana da Serra repete-se o mesmo drama. O INEM não respondeu e morreu Francisco Ferreira Vaz sem que houvesse quem lhe prestasse socorro.

Este mês são já vários os casos de doentes que morrem por falha do sistema de emergência. Em Vendas Novas um doente morreu no Centro de Saúde local enquanto esperava o socorro de uma viatura que deveria ter saído de Évora e não consegui chegar a tempo. Poucos dias depois repetiu-se o mesmo cenário em Ourique. Quando o INEM chegou ao Lar da Santa Casa da Misericórdia de Ourique apenas consegui certificar o óbito. Agora foram mais estes dois portugueses de Lamarosa que morreram vítimas das falhas do sistema da emergência médica.

Senhores jornalistas do Sol não sei se lêem este blogue. Mas se por acaso o fazem eu deixo aqui os links dos sites onde estas coisas têm sido noticiadas. Investiguem e denunciem.
Caros amigos leitores ajudem a divulgar esta vergonha. Façam chegar a vossa indignação aos vossos partidos, aos vossos autarcas, aos jornais da vossa região. Escrevam nos vossos blogues, avisem os vossos amigos. Por favor falem disto e façam eco deste apelo que aqui deixo.

Esta situação não pode continuar. Temos de mostrar que estamos indignados com o que se está a passar. Temos de exigir que o Ministro da Saúde venha dar explicações sobre o que está acontecer.

Falha do INEM em Lamarosa (Torres Novas)- duas mortes
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1295071

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=243743&idselect=181&idCanal=181&p=0

Falha do INEM em Odemira – duas mortes
http://dn.sapo.pt/2007/01/18/sociedade/saude_afasta_inquerito_mp_e_ordem_in.html

Falha do INEM em Macedo de Cavaleiros – uma morte
http://www.bcd.pt/imprimir.php?id_noticia=8347

Falha do INEM em Santana da Serra – uma morte
http://www.correioalentejo.com/index.php?diaria=256

Falha do INEM em Vendas Novas – uma morte no Centro de Saúde de Vendas Novas

http://queraiodesaudeanossa.blogspot.com/2007/05/ainda-requalificao-dos-servios-de.html

A Situação do socorro médico em Ourique e a notícia da morte de um residente no Lar da Santa Casa da Misericórdia local foi objecto de notícia na edição em papel do Jornal Público.
Publicação: Saturday, May 26, 2007 1:28 AM por contramestre

Publicado por JoaoTilly em 07:58 AM | Comentários (1) | TrackBack

A «lógica»CC:
Correia de Campos obrigado a reabrir SAP de Torres Novas, mas a senhora «morria na mesma»...

Receando a possível - e se isto fosse um País desenvolvido, inevitável - instauração de um processo-crime por negligência grosseira (pelo menos!), Correia de Campos vem desde já dizer que mesmo que o SAP estivesse aberto «tudo continuaria na mesma» dando a entender que a senhora morreria na mesma.
Como pode ele saber?
Há ataques cardíacos fulminantes e há enfartes que demoram semanas a desenvolver-se até ao desfecho final.
Se ele nem sequer ainda tem o resultado da autópsia, como pode ele garantir que a senhora morria na mesma?
E a próximas? Morrerão na mesma?
Então vale mais fechá-los todos.
E, já agora, como há doentes que morrem nos Hospitais e nas Urgências, o melhor é fechá-los também a todos.

É a lógica Correia de Campos

Publicado por JoaoTilly em 07:39 AM | Comentários (1)

junho 14, 2007

Omenagem à hortografia

Francisco José Viegas, Escritor

Asenhora menistra da Educação açegurou ao presidente da República que, em futuras provas de aferissão do 4.º e do 6.º anos de iscolaridade, os critérios vão ser difrentes dos que estão em vigor atualmente. Ou seja os erros hortográficos já vão contar para a avaliassão que esses testes pretendem efetuar. Vale a pena eisplicar o suçedido, depois de o responçável pelo gabinete de avaliassões do Menistério da Educação ter cido tão mal comprendido e, em alguns cazos, injustissado. Quando se trata de dar opiniões sobre educassão, todos estamos com vontade de meter o bedelho. Pelo menos.

Como se sabe, as chamadas provas de aferissão não são izames propriamente ditos limitão-se a aferir, a avaliar - sem o rigôr de uma prova onde a nota conta para paçar ou para xumbar ao final desses ciclos de aprendizagem. Servem para que o menistério da Educação recolha dados sobre a qualidade do encino e das iscólas, sobre o trabalho dos profeçores e sobre as competênssias e deficiênçias dos alunos.

Quando se soube que, na primeira parte da prova de Português, não eram levados em conta os erros hortográficos dados pelos alunos, logo houve algumas vozes excandalisadas que julgaram estar em curso mais uma das expriências de mudernização do encino, em que o Menistério tem cido tão prodigo. Não era o caso porque tudo isto vem desde 2001. Como foi eisplicado, havia patamares no primeiro deles, intereçava ver se os alunos comprendiam e interpetavam corretamente um teisto que lhes era fornessido. Portantos, na correção dessa parte da prova, não eram tidos em conta os erros hortográficos, os sinais gráficos e quaisqueres outros erros de português excrito. Valorisando a competenssia interpetativa na primeira parte, entendiasse que uma ipotetica competenssia hortográfica seria depois avaliada, quando fosse pedido ao aluno que escrevê-se uma compozição. Aí sim, os erros hortográficos seriam, digamos, contabilisados - embora, como se sabe, os alunos não sejam penalisados: á horas pra tudo, quer o Menistério dizer; nos primeiros cinco minutos, trata-se de interpetar; nos quinze minutos finais, trata-se da hortografia.


Á, naturalmente, um prublema, que é o de comprender um teisto através de uma leitura com erros hortográficos. Nós julgáva-mos, na nossa inoçência, que escrever mal era pensar mal, interpetar mal, eisplicar mal. Abreviando e simplificando, a avaliassão entende que um aluno pode dar erros hortográficos desde que tenha perssebido o essencial do teisto que comenta (mesmo que o teisto fornessido não com tenha erros hortográficos). Numa fase posterior, pedesse-lhe "Então, criançinha, agora escreve aí um teisto sem erros hortográficos." E, emendando a mão, como já pedesse-lhe para não dar erros, a criancinha não dá erros.

A questão é saber se as pessoas (os cidadões, os eleitores, os profeçores, "a comonidade educativa") querem que os alunos saião da iscóla a produzir abundãnssia de erros hortográficos, ou seja, se os erros hortográficos não téêm importânssia nenhuma - ou se tem. Não entendo como os alunos podem amostrar "que comprenderam" um teisto, eisplicando-o sem interesar a cantidade de erros hortográficos. Em primeiro lugar porque um erro hortográfico é um erro hortográfico, e não deve de haver desculpas. Em segundo lugar, porque obrigar um profeçor a deixar passar em branco os erros hortográficos é uma injustiça e um pressedente grave, além de uma desautorizassão do trabalho que fizeram nas aulas. Depois, porque se o gabinete de avaliassão do Menistério quer saber como vão os alunos em matéria de competenssias, que trate de as avaliar com os instromentos que tem há mão sem desautorisar ou humilhar os profeçores.

Peçoalmente, comprendo a intensão. Sei que as provas de aferissão não contam para nota e hádem, mais tarde, ser modificadas. Paço a paço, a hortografia háde melhorar.

Publicado por JoaoTilly em 11:37 AM | Comentários (3)

junho 13, 2007

Morreu a caminho de Évora


É a primeira morte, que se saiba, que pode e deve ser assacada politicamente a este governo.
O SAP fechou. Ninguém ajudou a senhora. 40 minutos de ambulância, depois de um ataque cardíaco, foram mortais.
Ninguém lhe deu um comprimido, uma injecção... nada.

Este bem-disposto a quem a vida tem corrido muito bem, que trata os portugueses como números e que acha que a Saúde tem que dar lucro, carrega sobre os seus ombros a sua primeira morte.
Há meses avisei pessoalmente Pina Moura, em plena Assembleia Municipal, que era muito perigoso voltar à sua terra Natal - Loriga (ou Cabeça?) - Porque se lhe dá lá um treco, primeiro que lhe arranjem uma ambulância e o transportem para Seia para ser observado no Hospital passará, seguramente, mais de uma hora. O que, num ataque agudo, é fatal.
E ainda ele não nasceu na Teixeira, senão a ambulância teria que vir de Loriga e aí passariam seguramente 2 horas até ser diagnosticado no Hospital de Seia.
Que o enviaria para a Guarda,
que o enviaria para Coimbra,
não fosse ele uma celebridade!

Correia de Campos, o bem-disposto, já tem 11 Ambulânciozinhos registados - bebés que nasceram em ambulâncias - devido ao fecho de maternidades, alegadamente por não terem condições.
As ambulâncias e os Bombeiros têm mais!...
Ainda nenhum morreu, felizmente.
Mas a sorte não o acompanhará os bombeiros para sempre.
Nem acompanhará Sócras e Correia de Campos para sempre.
Estatísticamente dentro de muito pouco tempo o primeiro «azar» num parto de ambulâncias chegará.
E depois?

Publicado por JoaoTilly em 07:29 PM | Comentários (5) | TrackBack

A capa






















































O meu agradecimento para um dos melhores designers da região - Ricardo Mota Veiga da F.O.R.M.A.T.O.S - que só não é arquitecto porque não é mentiroso, nem nunca foi aluno da Universidade Independente.

Publicado por JoaoTilly em 07:06 PM | Comentários (2)

junho 12, 2007

A minha moção de estratégia para o PSD de Seia

Como o Porta da Estrela se antecipou - porque alguém dentro do PSD lhe passou informação - ao calendário que eu tinha preparado para a apresentar, publico aqui a minha moção de estratégia para a actuação futura do PSD de Seia, a fim de que não restem dúvidas a ninguém.
Como o documento é extenso e não deve interessar a muita gente, quem quiser a ele ter acesso pode clicar aqui abaixo.

A moção denomina-se: «Um PSD vivo e Activo junto das populações.»
A estratégia é baseada em 7 medidas para 2007.
E como ela é muito mais abrangente do que o artigo no jornal, é explicada a seguir na sua globalidade e em extensão.
Escora-se em 7 linhas mestras:


1 – Deve eleger-se quem dá provas de trabalho feito e disponibilidade para o continuar.


2 – Um rumo de intervenção pública, de denúncia e de reconstrução do Concelho.

3 - O turismo como motor de desenvolvimento do concelho e travão para a desertificação.

4 – Abertura e visibilidade concelhias.

5 – Captação de investimentos e empresas para o Concelho.

6 – A política é uma nobre arte, mas é preciso fazê-la. E isso dá trabalho.

Este é o ponto que encerra a filosofia subjacente ao documento.

As principais preocupações da acção a desenvolver situam-se nos domínios:
- Saúde
- Educação
- Desemprego
- Desertificação
- Segurança
- Turismo
- Qualidade de Vida dos Senenses
.

Termina com a inevitável
Conclusão:

Está tudo abaixo
É só clicar.

Moção de Estratégia: 7 Medidas Para 2007

Um PSD VIVO E ACTIVO junto das populações!

A presente moção de estratégia alicerça-se em SETE constatações prévias:

1 – Nos últimos 19 meses a comissão política demissionária do PSD de Seia não realizou reuniões periódicas com os deputados da Assembleia Municipal, nem com a Vereação, nem com os nossos presidentes de Junta, nem com os cabeças de lista nas Freguesias onde não ganhámos, mostrando-se estranhamente desinteressada pelo trabalho levado a cabo nestes três principais Órgãos da Democracia Representativa do Poder Local.

2 - Também não visitou as populações locais nem se inteirou dos seus problemas, que assumem cada vez maiores proporções e gravidade.

3 - Em consequência do que tem vindo a descurar os reais problemas das populações e do Concelho.

4 – Promovendo, com esta actuação, o descrédito junto das populações mais informadas, que continuam a não reconhecer grande empenho, por parte do PSD de Seia, na resolução dos problemas do Concelho.

5 - Ao alhear-se dos problemas das populações, a Comissão Política demissionária do PSD de Seia contribuiu para aumentar o sentimento de “falta de alternativa” junto daqueles que justamente devia seduzir para o seu projecto de Sociedade.

6 – o PSD é um partido de Poder, vocacionado para as grandes vitórias e para as reformas sociais, e por isso não pode afastar-se das populações nem dos seus legítimos problemas e anseios.

7 – Nessa linha, os vereadores do PSD e os seus Deputados na Assembleia Municipal têm desempenhado um trabalho notável, em todas as sessões de um
e de outro Órgão, como as respectivas actas confirmam, não dando tréguas ao executivo municipal e colocando, em todas as oportunidades, o Presidente da Câmara em situações políticas excepcionalmente incómodas e de muito difícil sustentação face às muitas promessas consecutivamente adiadas e ao desempenho quase catastrófico das Finanças camarárias. A proposta de uma Carta Educativa completamente absurda - porque repleta de erros e de conclusões opostas às evidências - é apenas o último exemplo da incompetência dos serviços camarários. Apesar disso, ela vai permitir encerrar muitas escolas com óptimas instalações para manter outras, que não possuem quaisquer condições para o acolhimento das crianças, em funcionamento;

O proponente apresenta a seguinte Moção de Estratégia baseada em 7 medidas a serem levadas a efeito já durante este ano de 2007.
As quais se enunciam como segue:


1 – Deve eleger-se quem dá provas de trabalho feito e disponibilidade para o continuar.

Deve, a futura Comissão Política do PSD de Seia ser extraída, em grande parte, do PSD que trabalha, e disso dá diariamente provas. Ou seja: da Vereação, da Assembleia Municipal e dos nossos representantes nas freguesias.


2 – Um rumo de intervenção pública, de denúncia e de reconstrução do Concelho.

Deve, a futura comissão política do PSD de Seia tomar um rumo muito diverso do que tem seguido: assumir uma postura de intervenção política pública, de marcação da agenda política, do debate concelhio, e de denúncia frontal:
- dos problemas adiados, e dos novos que entretanto foram criados;
- do incumprimento das promessas que só servem para se iludir o povo;
- do imobilismo que é a palavra de ordem da estratégia (ou da falta dela) do executivo;
- da continuada falta de captação de investimento para o nosso Concelho.

3 - O turismo como motor dde desenvolvimento do concelho e travão para a desertificação.

Deve, a futura Comissão Política do PSD de Seia:
- Trabalhar junto das populações, auscultá-las atentamente, ouvir os seus legítimos problemas e anseios.
- Alertá-las para as graves consequências das políticas imobilistas e do “deixa andar” do actual executivo municipal.
- Alertá-las para a necessidade da aposta no Turismo até porque se trata já da principal indústria mundial, a única que cresce 5% ao ano.
- Alertá-las e para a situação privilegiada da maioria das nossas freguesias que do Turismo muito podem aproveitar para se desenvolverem e para travarem a sua desertificação.
- Informá-las de que existe um pacote, anunciado por este governo, e com base no QREN de 100 milhões de euros para se investir no Turismo e que desse pacote praticamente nada está destinado ao nosso concelho.
- Ajudá-las no projecto, criação e implementação de empresas e actividades de cariz turístico, nomeadamente nas freguesias da Serra, nas Aldeias de xisto e de granito, nas Aldeias do Alva, e nas Freguesias do Vale que, embora não possuam as atracções naturais do xisto e da neve, estão dotadas da melhor localização e acessos para a construção de hotéis, residenciais, albergarias e possuem ainda óptimas condições para o desenvolvimento do turismo Cultural (Dólmens, Túmulos milenares, Estradas e Pontes Romanas notáveis).

4 – Abertura e visibilidade concelhias. Quanto maior, melhor para todos.

Simultaneamente, deve a futura Comissão política do PSD de Seia:
Promover a visibilidade da nossa Terra a nível nacional e internacional, por todos os meios ao seu alcance, quer de sua própria iniciativa, quer apoiando outras oriundas da sociedade civil, de valor e notoriedade que contribuam para arrancar Seia e o seu Concelho do esquecimento a que temos sido votados pela comunicação social nos últimos anos. Seia tem a única feira do queijo que nenhuma televisão cobre e o seu festival de Cinema há anos que não é visitado nem sequer pelas rádios nacionais. São iniciativas sem utilidade, que não deixam marca na sociedade nem sequer a nível regional. Captar a atenção para o Concelho é o primeiro passo para se poderem captar investimentos.

5 – Captação de investimentos e empresas para o Concelho.

O executivo municipal não tem sabido “vender” a nossa imagem – a principal porta de entrada para a Serra da Estrela - junto dos operadores turísticos, nem junto das empresas que estão vocacionadas para o turismo.
Nem junto de nenhumas outras, infelizmente. De facto, temos uma nova zona industrial ainda não completamente legalizada, com lotes por escriturar (por falta de verba) e confrangedoramente deserta.

É preciso fazer um esforço junto das novas empresas de base tecnológica que não necessitam de grandes eixos viários para se instalarem, nem de grandes mercados populacionais para vingarem. As empresas com base nas novas tecnologias tanto podem estar sediadas em Seia como em Silicon Valley, onde não há sequer mercado para se vender um computador.
É preciso levar a efeito esse grande esforço para conseguir atrair essas empresas de fácil instalação e elevado potencial, proporcionando-lhes as condições fundamentais – nomeadamente a disponibilização de pequenos pavilhões - para que se instalem no nosso Concelho.
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