Retirei este texto daqui
Nas entrevistas de Maria de Lurdes Rodrigues tende sempre a existir um elemento de estranheza e irrealidade que me faz pensar que não partilhamos a mesma realidade, a mesma forma de alinhavar um raciocínio, o mesmo tipo de olhar sobre o mundo. Não percebo se somos de espécies diferentes – e eu serei uma alienígena – se apenas existe um registo perfeitamente incompatível na forma de encararmos os mesmos fenómenos.
Na entrevista da Visão vou isolar alguns dos elementos que me causam maior pasmo ou incredulidade, ao nível do “mas que raio é do que se está a falar, que eu não estou mesmo a ver”. Vou tentar não citar de forma pouco contextualizada, para não cair naquela acusação recorrente de a caricaturarmos, pois citando-a de forma extensiva é a melhor forma de obtermos a tal caricatura.
Comecemos pela gestão do património escolar. Passo adiante a prosa sobre a falta de investimento na sua recuperação e no facto de as promessas ultrapassarem o prazo desta legislatura, o que inviabiliza – de acordo com os puristas da teoria da prestação de contas em eleições – que em 2009 possamos saber se o prometido foi devido. Fico-me pela forma como MLR exemplifica como os órgãos de gestão das escolas podem rentabilizar os seus espaços, percebendo-se a origem peregrina da ideia dos “casamentos e baptizados”.
Vou só contar uma história que presenciei no Brasil. Era uma escola situada num morro e o espaço mais qualificado da favela. Era ali que se realizavam os baptizados e casamentos. O terreno para construção, era o mais próximo da escola. As casas já nem estavam viradas para a rua, mas para a própria escola. Temos uma realidade diferente, mas quando a escola é o espaço mais qualificado, tanto mais importante são estas práticas.
Nesta passagem, MLR arruma de forma perfeitamente inconsciente todo o mito de um Portugal moderno e desenvolvido. Mesmo quando assume que não vivemos todos numa imensa favela, acaba por achar que em muitos locais – basta ler a pergunta que vem antes – a Escola é o espaço mais qualificado. Pois é. O que não deixa de ser triste. E isso acontece muitas vezes em pequenas aldeias que a partir de agora irão ter esse «espaço qualificado» fechado. Isto no caso das EB1. Se nas vilas com uma EB 2/3, esse é o espaço mais qualificado da povoação, isso é um tremendo atestado de terceiro-mundismo ao nosso país, em especial atendendo ao estado em que muitas se encontram.
Por outro lado, MLR parece ter percebido tudo sobre as favelas brasileiras, nomeadamente a razão da inflação do valor dos terrenos. Terá despercebido que o maior valor se deverá não necessariamente, ou apenas, à proximidade da escola, mas sim, se é verdadeira a descrição feita, ao facto de essa ser a zona mais elevada da dita favela.
Quando se passa para a questão da desertificação do interior e no papel que o encerramento de diversos serviços por este governo, incluindo escolas, terá no seu agravamento, MLR responde desta forma:
«O que lhe digo é que o interior já está abandonado. (…) Não tenho a certeza, não é a minha especialidade.»
Pois o problema é exactamente esse. A falta de fundamento de muitas crenças apresentadas como inquestionáveis. Se não é a sua especialidade, sendo socióloga, será que sendo Ministra poderia ter alguma espécie de assessoria nessa matéria? E já agora não andar todos os anos a empurrar os miúdos de escola em escola?
Em seguida entramos na parte da análise das consequências do novo ECD para os docentes e MLR baralha-se por completo, com as clássicas frases demagógicas sobre a progressão dos docentes que não davam aulas e que agora vão-se valorizar os mais experientes. Leiamos:
Agora, o importante é a experiência. O antigo estatuto consignava que bastava o tempo passar, tendo ou não dado aulas, tendo ou não estado doente. Foi isto que procurámos inverter. Serão titulares os mais experientes, e a experiência tem de ser avaliada e comprovada.
Julgo que seja por isso que os quadros destacados no Ministério recebem quase tantos pontos como os docentes efectivamente em exercício nas Escolas (6 e 8 pontos por ano lectivo, respectivamente) e que um docente que ocupe um lugar de gestão como Presidente de Conselho Executivo durante dois mandatos de 3 anos, se acumular isso com a Presidência do Conselho Pedagógico, passa quase automaticamente a titular sem ter dado uma aula em todos esses anos. Em contrapartida, quem tenha dado aulas os sete anos da avaliação, sendo director de turma – sendo estas as funções que mais directamente colocam os professores em contacto com alunos e famílias – não tem hipótese nenhuma de chegar a titular, caso tenha tido um acidente de carro, ou caído na própria Escola, e partido uma perna que o imobilizasse 3 meses distribuídos por dois anos lectivos. Pior, um docente agredido que tenha necessitado de acompanhamento e recuperação por danos psicológicos, ainda é penalizado na sua progressão. Para além de quem MLR falseia por completo a forma como antes se processava a progressão, que dependia da frequência com aproveitamento em acções de formação validadas, certificadas e creditadas por quem? Pelo ME, claro está! Mas isto é omitido e os “jornalistas” não dão por nada.
Tudo extremamente coerente numa realidade alternativa à minha. Mas claro que a Ministra reafirma que nas escolas as situações que descrevo não sucedem, que tudo (por exemplo no caso da violência) é belo e seguro, mesmo se os factos que a contradizem são por demais evidentes.
Por fim, e porque isto vai longo vou-me ficar por esta sequência de pergunta resposta:
P: De quantos professores titulares vai precisar o Ministério da Educação?
R: Muitos mais do que as escolas precisariam. Os cerca de 30 a 33% previstos dão de uma enorme generosidade. Se olhássemos para a necessidade das escolas, 10% chegariam.
Já em post anterior tentei demonstrar até que ponto este cálculo dos 10% é uma imensa asneira, um disparate, uma atoarda, uma completa demonstração de desconhecimento.
Agora prefiro concentrar-me em outro nível, que é o da linguagem usada por MLR:
Generosidade?
Generosidade?
Importa-se de repetir?
Mas quem é que disse à excelentíssima senhora Ministra que ela é uma dama feudal com o poder do dom? Da dádiva?
E que todos somos seus vassalos?
Deveremos estar todos contentinhos porque MLR condescendeu em dar aos docentes a possibilidade de 30% deles progredirem normalmente na carreira?
Será essa a generosidade?
Mas MLR é detentora exactamente de que tipo de poderes divinos e taumatúrgicos para se pronunciar desta maneira sobre este tipo de assunto
Generosidade?
Deve ser a mesma generosidade que a fez criar o Prémio do Palerma do Ano, desculpem, do Professor do Ano, tipo torrão de açúcar dado ao cavalinho mais bem comportado e que mais cabriolou ao longo de 12 meses.
E já agora, só para terminar, devo ainda agradecer a MLR a generosidade de me pagar todos os meses? Em que termos devo endossar o meu cartão de agradecimento? E deverei fazer alguma genuflexão no acto do envio?

![]()
Mas para as privadas. Não haja confusões!
Este Mariano está a deixar aqueles que ainda acreditavam nele completamente gagos.
Toca de fechar cursos nas públicas e a abri-los nas privadas.
Pergunto-me: qual será a intenção?
Hein?
Ah! Já sei!
É a chamada «política de esquerda», porque este é um governo do Partido Socialista, que é um «Partido de esquerda».
É isso.
Como é que o povo mais triste da Europa (e o segundo mais infeliz do mundo) não há-de andar alucinado com o jogo?
Só este ano de 2007, para Portugal vieram 4.287.412 dos 18.792.642 prémios do euromilhões, o que representa 22,8% (mais de um quinto!) de todos os prémios saídos.
Mas quando se analisam os primeiros prémios, reparamos que a sorte ainda bafeja mais o nosso país: recebemos 34 dos 141 segundos prémios, o que representa 24,1% dos prémios - praticamente um em cada quatro.
E se estendermos a análise ao primeiro prémio a estatística é ainda mais incrivelmente favorável a Portuigal: recebemos 5 dos 11 primeiros prémios saídos este ano, o que representa 45.5% do total dos primeiros prémios!
Quase metade deles!
Não se percebe porque é que continuamos cada vez mais pobres...

É a retoma!
A Retoma está aí à força toda!
A retoma da propriedade vendida, por parte da banca, bem entendido...

Como se vê, não há qualquer razão para que o jardim (nem a escola EB1) de Travancinha fechem. Com Sta Eulália, completam 17 crianças.
Com Sameice, 27.
As 11 crianças de tenra idade do jardim de Infância de Travancinha mais as 6 de Sta Eulália e as 10 de Sameice vão deslocar-se de autocarro para Arrifana diariamente num trajecto de uma hora para cada lado (para as de Travancinha) e pouco menos para as de Sta Eulália, o que é simplesmente estúpido, inconcebível e desaconselhado inclusivamente pelo próprio Ministério da Educação, como se prova no extracto do documento abaixo. O limite máximo em transporte para as crianças do Jardim de Infância é 20 minutos. Estas crianças vão suportar 2 vezes uma hora!
Aqui está mais uma prova dos erros crassos e das conclusões erradas da carta educativa.



Que terão os nossos autarcas a dizer a mais esta inacreditavel calinada desta inacreditavel senhora?
Será que concordam com ela?
Então só têm uma coisa a fazer: demitirem-se em bloco e irem tratar de vida por outro lado.
Talvez bem longe, para o litoral, que não está desertificado...

Aqui está a proposta aprovada pela Assembleia Municipal do fecho do Jardim de Infância de Travancinha, da escola de Travancinha (uma escola modelo), da escola de Sameice, da de Sta Eulália e da de Vodra.
E a transferência de todas estas crianças para a escola sede - Arrifana - para a misturada geral.
Notar que as crianças de Travancinha (incluindo as do Jardim de Infância) e de Sta Eulália passarão 2 horas por dia em autocarros para se deslocarem para a Arrifana e de regresso a casa.

E aqui está uma Escola - a de Sameice - que está a ser reparada... para nunca mais abrir.
As crianças de Sta Eulália, as de Travancinha e as de Sameice, porque não se deslocam para a Escola de Travancinha, por exemplo? Que tem tudo o que é preciso e está ali pertinho?

A Escola de Sta Eulália é considerada apta para continuar a sê-lo porque tem ali ao lado um pavilhão gimnodesportivo da junta.
Mas, mesmo assim, não resiste.

A Escola de Sta Marinha não tem condições para recolher quaisquer alunos. A Escola e JI do Eirô têm incomparavelmente melhores condições. Mas vai ser esse o fluxo: as crianças saem do melhor para irem para o pior!

Como se pode ver, NÃO HÁ QUAISQUER RAZÕES PARA SE FECHAR SAMEICE, TRAVANCINHA E STA EULÁLIA.
Muito menos para trazer as crianças para Seia.
Se a Escola de Travancinha tem tudo o que é preciso e Sta Eulália é ali ao pé, podem as crianças destas 3 localidades (incluindo Sameice) frequentar Travancinha. São 3 kms de Sta Eulália e 5 de Sameice. 5 minutos ou 10 de transporte é muito diferente de 2 horas, acrescidos dos riscos para a segurança das crianças deixadas à solta na escola sede da Arrifana que não proporciona - repito - qualquer tipo de controle sobre os alunos durante os intervalos e tempos livres.
![]()
Até ao fim do 2º período, ou seja, em 121 dias de aula, foram agredidos 157 professores nas escolas portuguesas, mais de um por dia.
E, no período de avaliações e notas anterior às férias da Páscoa, a média disparou para dois por dia.
Os números são da Linha SOS Professor, mas a ministra continua a dizer que se trata de casos "pontuais" (e, na verdade, muitos professores acabaram no hospital, tendo sido suturados com número indeterminado de "pontos").
A culpa é, obviamente, dos próprios professores, que, apesar das instruções do Ministério para que se acabe com o insucesso escolar, continuam a dar más notas.
E, pior, a dar os programas. Fossem eles tão avisados como os seus colegas ingleses, que (veio agora no "Daily Mail", citando um estudo governamental) deixaram de falar do Holocausto e das Cruzadas nas aulas com medo dos alunos muçulmanos, e adaptariam os programas aos interesses dominantes de grande parte dos alunos das nossas escolas públicas futebol e toques de telemóvel.
A Matemática, o Português, a História, a Física, etc., seriam dados só em colégios privados.
Para que é que um futuro desempregado precisa de saber Matemática ou Física?
Se vier mais tarde a precisar de um diploma, poderá depois obtê-lo na Universidade Independente.
Ex.ma
Assembleia Municipal de Seia,
Minhas Senhoras e meus Senhores
Queridas Crianças e Jovens aqui presentes:

O Partido Social Democrata vem, neste dia de Alegria, saudar e comemorar o nascimento da Democracia directa e plural Portuguesa!
Estamos aqui, todos juntos, para relembrar Abril de 74.
E, nessa lembrança, valorizar a Democracia renascida na Terra que nos viu nascer e que acolhe as nossas vidas, anseios, projectos, avanços e retrocessos de que, em suma, as nossas existências se compõem.
Abril nasceu da vontade, da revolta, da inteligência, da impossibilidade da continuação da sustentação da ignomínia, da censura, da força bruta, da mentira!
Do apodrecimento natural de uma sociedade sobrevivente à 2ª guerra mundial embora a ela poupada por quem, apesar disso, a não poupou à fome, ao atraso e ao descrédito internacionais, ostracismo de que a frase «orgulhosamente sós» é ex-libriis, ainda hoje, em qualquer parte do mundo lusófono.
Alijada em si própria, uma organização repressiva e autista que já não possuía bases sociais de sustentação muitos anos antes de Salazar ter caído de uma cadeira sem costas no forte de Oeiras em 6 de Setembro de 1968 - precisou esse mesmo estado repressivo e moribundo de mais 5 anos e meio, ainda, para que uma nova oportunidade de Liberdade e Democracia se conseguisse emancipar por via de uma revolta militar que, se realizada na América latina se denominaria apenas de Golpe de Estado, mas que, felizmente, dado o apoio popular espontâneo que lhe sucedeu, o Mundo civilizado acabou por reconhecer como “Revolução Democrática” – ao contrário do que havia sucedido poucos meses antes em Santiago do Chile, a 11 de Setembro de 73. Aí, forças homónimas às que mantinham, em Portugal, Marcelo Caetano no poder, conseguiram organizar-se e destituir o libertário Salvador Allende que acabou por ser vilmente chacinado às suas mãos.
Nixon, na altura o todo-poderoso Senhor do Mundo, demitir-se-ia em 9 de Agosto de 74, na sequência de um escândalo de espionagem interna denominado Watergate.
Mas Frank Carlucci – o seu braço direito e protegido de Rumsfeld - continuou a ser o director máximo da CIA.
Nunca saberemos quem seria o seu concorrente, o responsável máximo da KGB, em Portugal.
Nem da Mossad Israelita, que 2 anos antes de Abril, fez a primeira incursão anti-terrorista de que há memória, em resposta à indignidade do que aconteceu nos jogos olímpicos de Munique.
Para se perceber o que se passou em Portugal, naquela época, têm que se ter em consideração todos estes acontecimentos contemporâneos e muitos mais.
1974 - É neste contexto, em plena guerra fria, que está prestes a terminar a guerra do Vietname com pesadíssimas baixas para os EUA.
Frank Carlucci seria destacado para embaixador dos Estados Unidos em Portugal. Cargo que exerceu de 74 a 77.
Estava há pouco tempo instalado na sua embaixada quando se desenvolveu a revolta militar que provocou a Revolução dos cravos na madrugada do 25 de Abril.
Acordam, hoje, muitos Historiadores, na tese de que o seu trabalho terá sido o de mitigar a revolta armada para que de Portugal se não fizesse uma nova Cuba. Outros defendem que os EU pretendiam transformar Portugal num segundo Chile.
Nem uma coisa nem outra aconteceu.
Nem sempre quem tem mais força ganha.
Que o digam os soldados portugueses que há 13 anos morriam inutilmente por terras de África, defendendo o primeiro e último império mundial: o português.
Terão feito, os EUA, o mesmo que os nossos vizinhos, quase 600 anos depois de Aljubarrota:
«Se não os consegues vencer pela força, há que tentar vencê-los pela inteligência».
Acontece, de facto, que ao país com o segundo maior índice de analfabetismo da Europa, é eminentemente mais fácil conquistá-lo pela alienação do que pela força.
Srs Deputados, minhas senhoras e meus senhores, crianças e jovens:
O que hoje parece ser inquestionável, amanhã será mentira!
Que o diga Maximilien Marie Isidore Robespierre, que acabou sem cabeça na mesma guilhotina que mandou construir a Joseph Ignace Guillot para resolver o problema a Luís XVI, guilhotinado em 21 de janeiro de 1793 e à Rainha Consorte Maria Antonieta, 6 meses depois.
Robespierre terá sido o último a ficar sem cabeça na máquina que mandou construir para utilizar no povo que discordasse dele.
Falo-vos de Robespierre em França, que morreu apenas 40 anos após o terramoto e Tsunami de Lisboa, que Pombal mandou reconstruir, logo a seguir.
Para além de fazer tão bem a uma Lisboa destruída, Pombal foi também um ditador e um perseguidor de «conspiradores». Que o digam os Távoras….
Para se perceber o presente, tem que se entender o passado.
Nenhum acontecimento histórico tem uma só leitura. Nenhum facto uma só interpretação ou consequência.
Abril será sempre uma referência de Liberdade, de Livre Arbítrio, de restituição da Dignidade perdida por um povo milenar – o primeiro e último Império do Mundo Civilizado que ainda hoje – 900 anos depois, se chama pelo mesmo nome – Portugal!
Para que consigamos, todos juntos, entender a profundidade da data que hoje celebramos, é fundamental fazer um esforço Patriótico de recordar a História do Portugal antigo e Moderno. Só assim se poderão entender os fenómenos sociais que se sucederam ao longo dos tempos.
O Partido social democrata, esta congregação de vontades e ideais que é um Partido Político - não irá aproveitar este momento de Alegria para fazer publicidade a si próprio.
Pugnamos pelo Concelho de Seia e por ele somente.
Mas é imperioso que denunciemos que 33 anos após Abril, Portugal não pode continuar a manter os índices civilizacionais que o envergonham perante o mundo desenvolvido.
E que também não é com meras operações de cosmética, arranjando números para Europeu ver, que o país mais antigo da Europa em termos da manutenção do seu território ganhará credibilidade para se poder afirmar, hoje, junto dos seus pares.
Naquela madrugada, os Capitães de Abril, fosse por golpe de Estado ou Revolução, abriram as portas para uma Democracia que esteve, logo a seguir, mortalmente ameaçada.
Eanes repôs a Verdade da História, estabilizando uma sociedade em que, à semelhança do que tinha acontecido 60 anos antes, ninguém se entendia.
Fizeram-no Presidente.
A Democracia orgânica começou, titubeante, a funcionar num país dela arredio.
Mas os maiores problemas das populações não ficaram resolvidos.
Nem então, nem agora.
Seia, desde 76, desde o início do poder local democrático, conheceu apenas uma única sensibilidade político-partidária.
O concelho nunca quis ser gerido pela filosofia que preside à esmagadora maioria dos países desenvolvidos por essa Europa fora.
Mas era importante que o tivesse querido, mesmo que transitoriamente, como a alternância democrática prescreve e aconselha.
Quanto mais não seja porque assim não pode assacar a outrem quaisquer responsabilidades pelas eventuais dificuldades que o Concelho atravessa.
Durante um único mandato de 4 anos um candidato que vestiu as nossas roupagens governou Seia. Mas a filosofia da sua governação – todos o sabemos – era a mesma pela qual sempre se tinha pautado. A mesma.
Cá está a prova de que uma mera operação de cosmética não aporta mais-valia para um concelho, para uma região, para um país.
Para se ter êxito na prossecução de quaisquer reformas políticas é preciso ser-se sério, transparente e inteligente.
Não basta mostrar-se, apenas, decidido, e fazer orelhas moucas aos protestos das populações e olhos cegos à evidência que a todos choca.
É necessário que se saiba o que se está a fazer, o que se está a ganhar para o nosso concelho e - fatalmente ao escolher - do que se abdica, também.
Mais do que cantar repetidamente loas à madrugada de Abril, há que tentar perceber o que se ganhou e o mais que se poderia ter ganho na sequência das alterações político-sociais que Abril nos trouxe.
E o que vemos hoje, 33 anos volvidos, é que se ganhámos muito em Democracia e Liberdade, outro tanto não o podemos dizer relativamente ao progresso e ao desenvolvimento do nosso concelho.
Seia tem perdido, efectivamente, sucessivas oportunidades para o seu desenvolvimento, desde 74.
Porque nunca teve uma visão estratégica sustentada para o seu futuro a médio prazo.
Durante estas últimas 3 décadas, Seia foi-se simplesmente acomodando aos fluxos populacionais migratórios que nela entraram e saíram, em consequência dos ajustes sociais de uma economia baseada em grandes indústrias que, uma após outra, acabaram por soçobrar às mãos de uma economia globalizadora que não perdoa insipiências nem amadorismos.
Mas, à medida que as grandes empresas fechavam, não houve a visão estratégica de procurar, para as populações, alternativa.
Tudo se deixou acontecer, naturalmente.
Não se procurou inverter o fluxo de abandono das sedes de freguesia, criando condições ou expectativas para quem as não tinha.
E não teve.
Por isso nos abandonou.
Em dez anos apenas, Seia desertificou-se a um ritmo alucinante.
Temos, hoje, 10 mil pessoas a menos, pessoas válidas, activas, que gerariam riqueza, em comparação com o que tínhamos na década passada.
A continuar a desertificação do concelho a este ritmo, em breve os problemas da saúde, do ensino e do pleno emprego estarão resolvidos.
Mas da pior forma.
Estudos credíveis e recentes apontam para um período de 20 a 30 anos até que o interior se desertifique completamente.
A História e as gerações vindouras não nos perdoarão se deixarmos morrer um concelho que recebeu o seu foral das mãos de D. Teresa, em 1136, muito antes de Portugal ser Portugal.
Temos, provavelmente, em nossas mãos, a última oportunidade para estancar a desertificação e encarar o nosso futuro a curto prazo.
Não temos muito tempo.
Mas temos que ter, por isso, muita força e determinação.
Possuímos, felizmente, uma situação estratégica que nos traz uma vantagem enorme relativamente a outros concelhos limítrofes: a Serra da Estrela.
Desde Marques da Silva que a nossa Serra da Estrela nos dá riqueza.
Nos dá energia.
É a hora, no entanto, de começarmos a aproveitar uma riqueza bem maior que ela nos tem querido dar e nós temos recusado receber.
O Turismo é a principal Indústria em todo o mundo e a mais florescente, crescendo à razão de 5% ao ano.
No nosso Concelho há condições naturais para dele tirarmos partido a todos os níveis: Turismo Histórico, Eco-turismo, Turismo Aventura, Turismo de repouso e contemplação, Turismo em Àreas Protegidas.
Mas teimamos em fechar os olhos à Serra. Teimamos em não aceitar o que ela tem, todos os dias, para nos oferecer.
Porque ela oferece-nos calma, tranquilidade, cultura, História, repouso e, ainda por cima, muita riqueza.
A Serra da Estrela quer ajudar Seia.
Basta olhar para ela todos os dias de manhã.
Um tesouro imenso de beleza, de harmonia, e de riqueza à espera de quem tenha a visão para abrir o cofre e dele se apoderar.
Não o fizemos ainda.
Outros, sim.
Do outro lado da serra.
Outros já nos mostraram que é possível.
Que muito do desenvolvimento que auferem daí advém.
Que muita da riqueza que ostentam a ela – à Serra da Estrela – a devem.
E nós continuamos parados no tempo.
Urge uma visão estratégica lúcida para o Concelho.
Urge que se faça qualquer coisa a mais do que gerir simplesmente o dia a dia, cada um deles mais triste, cinzento e vazio que o anterior.
Urge que estanquemos a desertificação galopante.
Urge um grito de «basta» contra o que nos está a acontecer.
Continuar de braços caídos, continuar resignados à nossa sorte é o pior que podemos fazer.
A nossa Sorte é o que dela fizermos.
E se outros já não foram a tempo de estancar a sangria populacional nas suas Terras, nós acreditamos que ainda vamos a tempo de o conseguir na nossa.
É preciso um novo 25 de Abril. Uma nova revolução para o nosso oncelho!
Não de Liberdade porque essa, felizmente, e apesar de todas as tentativas para a sua limitação, ainda a temos.
Mas de visão estratégica, de empreendedorismo, de labor, de crer que é possível inverter este estado de coisas.
É preciso, pelo menos, tentar!
Os nossos filhos, que, tal como os nossos pais, já hoje voltam a ter que percorrer dezenas de quilómetros para frequentar a Escola, nunca nos perdoarão se o não fizermos.
Viva o 25 de Abril!
Viva Seia!
Viva Portugal!
Vamos lá então começar a apreciar aquilo que os deputados da AM ontem fizeram:
Agrupamento de Escolas Abranches Ferrão:
Fechará o jardim do Eirô - com condições espectaculares, sala de reuniões, refeitório, espaço polivalente - um dos melhores jardins de infância do concelho, que até 2005 foi frequentado por 12 alunos em média.
Vai tudo para o JI de Santa Marinha que não tem refeitório nem espaço polivalente nem recreio coberto, nem espaço organizado para permitir o desenvolvimento de jogos, segundo a famigerada Carta.
E precisa urgentemente de obras, pelo menos, no exterior.
Fecharão ainda: a Escola e Jardim de Travancinha, Escola de Sameice, Escola de Sta Eulália e Escola de Vodra.
Virá tudo para a Escola base na Arrifana - as criancinhas do Jardim de Travancinha e tudo!!!!
Não sei para onde!
Nem fazer o quê!
Provavelmente para serem literalmente atropeladas pelos gandulos que aceleram nos corredores à força toda, em altos berros, sem nunca ninguém lhes dizer nada...
Dá-me ideia que alguém ainda se vai arrepender muito por ter cedido a estas manobras puramente economicistas, porque muita criança se vai ferir com esta brincadeira!
Mas depois não se queixem:
Eu estou aqui a avisar, HOJE!
Filho meu de tenra idade nunca na vida viria para aqui, por uma simples questão de segurança.
Adiante:
A escola de Travancinha, diz a carta, «está equipada com tudo o que é preciso para desenvolver as práticas lectivas, actividades de enriquecimento curricular e actividades de apoio à familia, estando dotada de refeitório e contiguamente de um pequeno pavilhão desportivo adequado ao desenvolvimento de práticas físicas e desportivas».
Mais diz: «A situação desta escola deve ser acompanhada...dada a distância e o tempo de deslocação dos alunos que é de 12,5 kms» (x 2) - tirando os do Casal, que ainda estão a distância superior.
É preciso dizer que os meus alunos do Casal de Travancinha se levantam às 6:30 da manhã para estarem na escola às 8:30h.É a isto que vão obrigar, a partir de agora, as crianças de 3 anos de idade.
Portanto, só no meu Agrupamento, e em apenas 2 anos, fecham 10 escolas, 10!
As distâncias percorridas por estas crianças serão agora:
Travancinha - 25 kms, e 2 horas transporte diário.
Casal de Travancinha: 29 kms, 2:15 horas de transporte diário.
Sameice: 18 kms, 1 hora de transporte diário.
Santa Eulália: 22 kms 1:30 horas de transporte diário.
Vodra: 6 kms. Meia hora de transporte diário.
(Continua)

Joana Tilly (única atleta da sua Escola a participar) em segundo lugar nos regionais de iniciados na Marinha Grande.
Para o primeiro ano de iniciados e a terceira vez em que corre 80 metros... não está nada mal!

Se somarmos os 11,6% dos analfabetos com os 45,1% dos que só têm, como estudos, o primeirto ciclo (antiga 4ª classe), obtemos o maravilhosos número de 56,7% de senenses que têm apenas o primeiro ciclo ou que nem sequer sabem ler...
Este número explica muita coisa, sem dúvida!
A Assembleia Municipal de Seia é livre de ler ou não ler os documentos que lhe são entregues.
É livre de os aprovar ou recusar.
Mas não devia poder aprovar algo que não leu.
O episódio indigno para a Democracia da aprovação de uma carta escolar com 252 páginas (na sua versão apresentada e com 246 na versão "aprovada" no "Conselho Municipal da Educação") sem sequer se ter uma pálida ideia do que lá está escrito, envergonha Seia e as populações que naqueles deputados confiaram a representação dos seus interesses, esperanças e anseios.
Tive a oportunidade de provar, ontem, que praticamente ninguém tinha lido a Carta, porque ninguém sabia sequer o principal: a taxa de analfabetismo da população senense!
Uma vergonha para Seia.
Aqui deixo a prova de que o documento - mesmo após a correcção das dezenas de erros que foram identificados pelo CAE e pelos representantes dos professores das escolas presentes no CM da Educação - continua pejado de dados falsos que se desmentem a si próprios.
Vejamos este exemplo claro:

Este gráfico, retirado da carta educativa, da página 30, mostra a evolução da população senense.
Nele se pode ver que em 2001 existiam 28.144 residentes.
Agora atente-se neste, retirado igualmente da carta educativa, da página 32.

Para além da descida brutal na franja populacional activa, dos 25 aos 64 anos, em apenas uma década, basta fazer as contas para se concluir que a população senense, em 2001, afinal seria apenas de... 4000 + 4000 + 4000 + 6000 = 18.000 residentes.
Só lá faltam 10.000! Um pequeno erro de 36%.
Vá lá, vá lá... Podia ser pior!
Agora atente-se na brilhante conclusão da análise do gráfico anterior:

É totalmente falsa a conclusão. Basta olhar para o gráfico.
Onde se verifica a maior descida é na faixa etária dos 25 aos 64 anos.
Que é de 10 mil!
O sr. Presidente da Câmara está habituado a lidar com gente pouco exigente.
Mas, de uma vez por todas, faça-me a justiça de não me confundir com eles.
Falta-lhe o início, e o som não é o melhor porque captado de uma máquina fotográfica (embora Leica) da incansável Moriae - www.asinistraministra.blogspot.com - que tive o prazer de conhecer pessoalmente.
No início da minha intervenção eu comecei por dizer que vinha de Seia (é obrigatório falar da minha Terra onde quer que esteja) e que me chamava João Tilly, mas podiam tratar-me apenas por... ENGENHEIRO João Tilly, o que arrancou a primeira salva de palmas da assistência.
Depois continuei dizendo que «há meses atrás, num indescritível programa de uma televisão paga pelos nossos impostos, tive a oportunidade de dizer à ministra, de olhos nos olhos que, da mesma forma que ela considera que os professores são culpados por todos os males da Educação em Portugal, também os professores têm a certeza absoluta de que a classe política é a única culpada pelos inêxitos de Portugal nos últimos 33 anos!» - o que arrancou a segunda salva de palmas da assistência.
A partir daí já está no filme.
Em 3 minutos tem que se dizer o que não caberia em 15 e, ainda por cima, interrompido mais algumas vezes pela assistência... mas foi o que se pôde arranjar.
Pelo menos deu para lançar as ideias pioneiras da greve de zelo a nível nacional e da introdução das quotas na avaliação, tal como a ministra faz com os professores.
Eu, pelo menos, diverti-me!
Obrigado, Moriae!
Um dos momentos mais tocantes do Congresso.
Pode não dizer muito a quem não esteve lá, mas aquela envolvência, aquela simples canção do Samuel emoldurada com a sinceridade de toda aquela gente, tocou-me.
Mais um momento que se perderia, não fosse a denodada entrega à causa da Moriae.
Parabéns pela realização - uma câmara apenas sem cortes nem edição - e pela criatividade do final.
Portugal foi tomado por um gang de miseráveis vigaristas falsários que transformaram o mais bonito país da Europa numa lixeira intelectual e moral em que a classe politica corrupta que nos atrofia há 33 anos apenas trata de se "encher" e de continua a fazer de nós parvos completos.
Alguém duvida de que HÁ HOJE maior corrupção do que no tempo de Salazar?
Alguém duvida de que HÁ HOJE maior controle na comunicação social e pressão sobre as polícias, que no tempo de Salazar?
Alguém pode duvidar de que existe, HOJE, maior bandalheira e pouca vergonha A TODOS OS NÍVEIS do que no tempo de Salazar?
A única coisa MELHOR do que no tempo de Salazar é não haver guerra colonial.
De resto, até polícias políticas já há!
E várias! Algumas sob o epíteto de "Secretas" ou de "SIS".
Perante este polvo de interesses obscuros, esta organização generalizada de criminosos a soldo de outros maiores ainda, quem é que se pode assumir, HOJE, como cordeirinho, como tuga, como atrasado mental, como parvo ou alienado???
Eu não!
Os meus fihos, felizmente, também não!
Os meus Amigos igualmente não!
Toda a gente que me merece o mínimo de respeito, certamente que não!
Os tristes analfas e os corruptos que fazem vida à custa de favores, de cunhas, de pedidos, esses sim!
Há, pois, que ser cada vez mais interventivo. Não ter medo de chamar às coisas pelos nomes. Aos vigaristas, aos falsários e falsificadores, às associações de criminosos que tomaram conta do país, pelos seus nomes!
Há que chamar a atenção das polícias para o rol interminável de ilegalidades, favorecimentos, compadrios e corrupções que se levam a efeito na vida pública do país e que envolvem, hoje em dia, os negócios do Estado da forma mais descarada que imaginar se possa.
E chamar a atenção do Presidente da República, para as fraudes no plano político, também.
Um crime perpetrado por um detentor de um cargo público tem uma componente política também.
Se todos denunciarmos as ilegalidades que presenciamos no dia a dia, o escândalo passará fronteiras e alguma coisa terá que ser feita, forçosamente, no nosso País.
Por isso é que eu apelo a todos os patriotas: ACUDI a PORTUGAL! nesta hora dramática de corrupção generalizada, em que os maiores e mais impensáveis escândalos são desculpabilizados, "justificados" e até já nem sequer são valorizados pelas populações, pelas polícias, pelos Órgãos do Estado. Que dizem ser ainda de Direito.
A quem agradecerá a História?
Aos corruptos vigaristas e falsários?
Seguramente que Não!
Depois de conseguir ganhar um prazo de 24 horas sobre a conferência de imprensa profusamente anunciada onde se iriam fazer as "revelações bombásticas" sobre o percurso academico de Sócras, o gang de assessores do primeiro pinóquio já conseguiu que a reitoria viesse dizer que "as provas bombasticas AFINAL não se referiam ao percurso de Sócras"!!!
Imaginam-se as negociatas e os acordos que se fizeram nestas últimas 24 horas!
Imaginam-se, apenas!....
Onde anda a Maria José Morgado?
Em sucessivas cerimónias e em discursos de tomada de posse?
Está certo!
Ninguém acredita nisto!
Que bela Máfia!....
Esta ultrapassa tudo e prova insofismavelmente a pirataria e a falsificação do gang de falsários que rodeia Sócras.
Sócras acaba por ser licenciado AINDA ANTES de ter entregado os "trabalhos" que, já de si, eram ridículos!!!
Desculpem lá, mas a esta ninguém pode resistir.
EXIGE-SE A DEMISSÃO DESTES FALSÁRIOS JÁ!!!!
CAVACO!!!!
AQUI DEL CAVACO!!!!
DE QUE ESTÁ À ESPERA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA???

José Sócrates foi aprovado na cadeira de Inglês Técnico com um trabalho feito numa folha A4 e enviado para o reitor da UnI, acompanhado de um cartão com o timbre do seu gabinete de secretário de Estado. Esta é a explicação que deverá ser dada pela nova direcção da Uni, em conferência de imprensa, quando tornar públicos estes dois documentos, apurou o SOL. A conferência, prevista para esta tarde, foi entretanto adiada para amanhã.
José Sócrates terá feito a cadeira de Inglês Técnico – uma das cinco que realizou na Universidade Independente para concluir a licenciatura em Engenharia Civil – através de um pequeno trabalho entregue numa folha A4, que fez chegar ao reitor acompanhado de um cartão do seu gabinete de secretário de Estado.
O cartão e a folha A4 foram encontrados no processo do aluno José Sócrates pela nova equipa que está à frente da Universidade Independente.
O SOL apurou que está previsto estes dois documentos serem apresentados durante a anunciada conferência de imprensa da nova direcção, com a indicação de que o dossiê escolar de Sócrates, nesta cadeira, não contém qualquer outro elemento de avaliação.
Um destes documentos é, então, um cartão de José Sócrates (subscrito enquanto secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente e que tem o timbre do seu gabinete), em que este escreveu, pelo seu punho: «Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês».
Agrafada a este cartão, está uma folha A4, com um pequeno texto em inglês, que corresponderá à resposta a menos de uma dezena de alíneas.
Segundo apurou o SOL, este «trabalho para a cadeira de Inglês» é o único documento escolar de Sócrates desta cadeira e terá servido para concluir a sua avaliação final a Inglês Técnico.
Contactado, o gabinete do primeiro-ministro informa que, a haver comentários ao caso, ficarão para depois da conferência de imprensa da UnI.
A conferência de imprensa, que estava marcada para hoje às 18h foi entretanto adiada para amanhã, quarta-feira.
Ontem, a direcção da UnI prometeu revelações importantes na investigação empreendida pela Universidade ao processo do aluno José Sócrates.
É o fim do mundo em cuecas!!!!
Daqui a umas horas a Uni vai fazer «revelações bombásticas» sobre o percurso académico do pinóquio e de «outras figuras públicas».
Não esperando que a Uni se descredibilize a si própria vindo agora informar, por exemplo, que Sócras nunca lá pôs os penantes, confesso que estou com alguma curiosidade para ver o que dirá a Uni sobre o percurso do recém licenciado Armando Vara!
Porventura, nada.
Mas, se a verdade vier ao de cima, muita coisa o povo saberá sobre os cursos comprados nas Universidades privadas por esse país fora.
Pessoalmente, conheço um ex-deputado que se recusou a comprar a sua própria "licenciatura".
Mas garantem-me que muitos não resistiram.
Muitos mesmo....
Veremos se Sócras ficará ainda mais em Rabat.
Zé Pedro Gomes explica tudo.
As trapalhadas do Pinóquio com o reitor da Uni e com o inefável Armando Vara!
Eu dei-lhe imagem.
E recorri, em algumas cenas, ao excelente ilustrador do blog We Have Kaos in the Garden
É só rir!
Está definitivamente provado que o Documento entregue à Câmara da Covilhã não coincide com o apresentado na RTP.
Os Certificados de Sócrates aparecem não só com datas mas também com NOTAS diferentes
O certificado de habilitações de José Sócrates, cujo original está na posse da Câmara Municipal da Covilhã, não coincide com o certificado que consta do seu dossier de aluno na Universidade Independente (UnI) e que foi revelado na RTP, na quarta-feira, pelo próprio primeiro-ministro.
Esse documento, a que o PÚBLICO teve acesso, apresenta seis notas divergentes (!!!)com as que surgem no certificado que José Sócrates mostrou na Grande Entrevista, e que é igual ao que o PÚBLICO consultou na UnI.
Acresce que também as datas não coincidem. No certificado da Covilhã – emitido a 26 de Agosto de 1996 e que teve por objectivo a reclassificação de José Sócrates enquanto funcionário do quadro daquela autarquia – é referido que o então secretário de Estado Adjunto do Ambiente “concluiu” a licenciatura a 8 de Agosto de 1996.
Por sua vez, no certificado da UnI, emitido a 17 de Junho de 2003, lê-se que a conclusão do curso ocorreu a 8 de Setembro de 1996 – ou seja um mês depois da data indicada no outro documento.
Na entrevista concedida à RTP, o primeiro-ministro validou esta data como sendo a correcta. Contactado pela TVI, o gabinete de José Sócrates admitiu, contudo, que o primeiro-ministro possa ter sido induzido em erro, tendo por base o último certificado da Independente. E que a data correcta para o termo da licenciatura é mesmo a do certificado que foi enviado para a Covilhã.
Há, contudo, neste documento outros dados que não estão de acordo com os certificados dos três estabelecimentos de ensino por onde Sócrates passou: o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), e a UnI.
Comparando os três documentos, resulta que o certificado da Covilhã dá como tendo sido feitas na UnI duas cadeiras – Computação Numérica, do 2º ano, e Investigação Operacional, do 3º – que foram sim concluídas no ISEC e no ISEL.
A cadeira de Computação Numérica tem ainda outro problema: ao contrário do que lá está registado, a nota final não foi de 14 valores mas sim de 15 (valor que se mantém correcto no certificado final da licenciatura, inserido no dossier de aluno de Sócrates na UnI).
A discrepância de notas repete-se em mais cinco cadeiras: a Mecânica dos Fluidos surge a nota 13, quando no certificado da UnI a avaliação é de 11; a Análise de Estruturas a nota é 18, sobe um ponto; a Betão Armado e Pré-Esforçado registam-se 17 valores, menos um ponto do que no certificado da UnI; a Geologia Aplicada a nota é 16, mais um ponto; e a Projecto e Dissertação a avaliação é de 17, menos um ponto.
As notas agora reveladas pelo certificado enviado para a Câmara Municipal da Covilhã correspondem às notas inscritas numa folha, apresentada como pauta ao PÚBLICO, que faz parte do dossier de aluno de José Sócrates.
Na primeira investigação publicada sobre o caso neste jornal, no dia 22 de Março, já se dava conta das divergências de notas registadas nessa pauta e no certificado de habilitações que também constava do processo.
E agora?
Nem assim se levanta um processo a este indizível Pinóquio???
A Procuradoria-Geral da República (PGR) está disponível para fazer «todas as investigações que se mostrem necessárias ou que venham a ser solicitadas» relativamente ao percurso académico do primeiro-ministro, José Sócrates. Quem o disse foi a assessora da PGR à agência Lusa.
A disponibilidade manifestada pela PGR surge na sequência das críticas do líder do PSD, Marques Mendes, às explicações do primeiro-ministro sobre a polémica em volta das habilitações, quarta-feira à noite, em entrevista à RTP.
Apesar de se dispor a investigar as habilitações de José Sócrates, a PGR considera importante esclarecer dois aspectos.
«Em primeiro lugar correm no Direcção de Investigação e Acção Penal (DIAP) inquéritos relativos à Universidade Independente onde serão apurados todos os eventuais ilícitos, pondo por isso a questão de saber se tem justificação a abertura de inquéritos autónomos», afirmou.
A mesma fonte salientou ainda que, «tal como tem sido afirmado, a PGR não faz juízos políticos nem juízos de valor, mas somente análises jurídicas».
Só há que fazer queixa. Nada mais.
José Sócrates possui dois certificados de licenciatura na Universidade Independente (UnI).
Um, publicado nos jornais, diz que o primeiro-ministro acabou a licenciatura a 8 de Setembro de 1996. Esta é a data que Sócrates referiu na entrevista à RTP. O outro, que consta no ficheiro pessoal de Sócrates na Câmara Municipal da Covilhã (CMC), foi emitido em 26 de Agosto de 1996 e atesta que o chefe do Executivo acabou a licenciatura em 8 de Agosto do mesmo ano!
Mas as diferenças entre ambos não se ficam por aqui:
O certificado que se encontra na CMC atesta que o primeiro-ministro teve equivalências a 24 cadeiras e que realizou sete na UnI. São elas Inglês Técnico, Computação Numérica, Análise de estruturas, Betão Armado e pré-Esforçado, Investigação Operacional, Estruturas Operacionais e Projecto e Dissertação.
No segundo certificado, o chefe do Executivo teve equivalências a 27 cadeiras e fez cinco durante o ano lectivo na Independente. Às cadeiras de Computação Numérica e Investigação Operacional Sócrates terá tido equivalência, ao contrário do que atesta o primeiro certificado!!!.
Em entrevista à RTP, o primeiro-ministro reiterou ter tirado apenas cinco cadeiras na Universidade Independente, no ano lectivo de 1995/1996.
É só rir!!!!
Quanto não vale ter amigalhaços nas privadas certas!!!
Veja-se a última descoberta da TVI:
O primeiro-ministro esteve inscrito na Universidade Lusíada, antes de tirar a licenciatura na Independente. José Sócrates foi aluno do curso de Direito entre 1987 e 1993, embora não o tenha revelado publicamente.
Sócrates, na altura deputado do PS, candidatou-se ao curso de Direito na Lusíada, em 28 de Outubro de 1987. Matriculou-se alguns dias mais tarde, a 6 de Novembro, tendo como base o bacharelato em Engenharia Civil, concluído no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra. No ano lectivo seguinte, 88/89, Sócrates desistiu pouco depois do início das aulas. Em Outubro de 89, pediu o reingresso e manteve-se inscrito até ao final do período escolar. Nos anos lectivos de 90/91 e 91/92 Sócrates não se matriculou. Mas, em 10 de Setembro de 1992 reingressou no curso de Direito e manteve-se inscrito até ao final do ano. Durante os quatro anos lectivos em que esteve inscrito na Lusíada, José Sócrates não realizou qualquer exame.
Depois da matrícula na Lusíada, Sócrates inscreveu-se, anos mais tarde, no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e, em seguida, na Universidade Independente, onde concluiu a licenciatura em Engenharia Civil.
O gabinete do primeiro-ministro confirma que José Sócrates afinal também foi aluno da Universidade Lusíada. A TVI pediu para ter acesso ao dossier de aluno de Sócrates nesta universidade, mas a autorização ainda não foi concedida.
É só rir!
13 anos, primeiro ano em iniciados femininos. Treinada por Regina Babo, do CAS.
Tem ganho todas as provas em que tem participado em Seia, Guarda e Castelo Branco.
Foi ontem apurada para os regionais.
Agora é preciso convencer a sua escola a inscrevê-la, o que não parece ser tarefa fácil. Há 2 anos que a escola não inscreve a atleta mais rápida de Seia, naquele escalão etário, sequer no mega-sprint...
É preciso dizer que, para além da mais veloz, a Joana recebeu também o Prémio de mérito escolar por ter sido a melhor aluna da Escola Dr Guilherme Correia de Carvalho, no ano passado.
De onde se prova que o desporto não é só para quem não dá nada nos estudos...
4 cadeiras dadas pelo mesmo professor para se obter uma licenciatura, com todas as notas lançadas no mesmo dia em Agosto, não é uma Universidade: é um gabinete de explicações!
Como é possível tratar todos os portugueses como atrasados mentais?
Haverá algum tuga que acredite numa pouca-vergonha destas???
Ninguém esperava ficar elucidado de coisa nenhuma, como é evidente, na entrevista combinada de ontem. Mas, ainda assim, mais um escândalo se veio a saber.
É que o "super-prof" António José Morais, que lhe "deu" todas as 4 cadeiras de que Sócras necesitava para "concluir" a sua "licenciatura", afinal era colega do próprio Sócras no segundo Governo de Guterres, e mais: foi nomeado pelo próprio Sócras para Presidente do Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça do qual acabou por ser exonerado por Alberto Costa.
Se isto não é a maior promiscuidade e pouca vergonha, é porque já não há um pingo de vergonha em Portugal.
A imprensa, a mando da Alta Finança que a detém, está já a tentar lavar, à força toda, as nódoas que encardiram a imagem até aqui "impoluta" do narcisista primeiro ministro, que continua a considerar-se a si próprio como um exemplo a seguir por todos os portugueses!
Safa!...
Mas uma mensagem subreptícia passou: a de que teria sido Belmiro a tratar de se vingar de Sócras da sua traição relativamente à atitude da CGD na OPA falhada da Sonae sobre a PT...
A verdade é que ninguém, em seu perfeito juízo, tem agora dúvidas de que Sócras comprou o seu título, tal como acontece com muito mais gente da classe política por esse país fora e até aqui em Seia.
Curioso foi ver que, pela primeira vez, o buldozer de Contenças, Coelhone "dez por ceinto", não tratou, na Quadratura do Círculo, José Sócras como "engInheiro", como sempre vinha fazendo até hoje.
Enfim... a última réstea de credibilidade do Pinóquio foi-se, mas estou convencido que ele resistirá a mais este escândalo.
Vamos ver com que fragilidades e o que acontecerá daqui para a frente...
Há que analisar o caso Freeport... isso sim.
Isso é bem mais grave que um mero título comprado por tráfico de influências.
Já estou como os "gatos": de facto com portugueses destes... não vamos lá.
O bacharel caloiro e engenheiro falso até se intitulava de pós graduado em engenharia sanitária, quando o que frequentou (se é que lá pôs os pés!???) foi uma acção de 6 dias sobre a matéria.
Um simples seminário!
E ainda é preciso provar que lá esteve!!!
É o fim do mundo em cuecas...
Comparam, agora, o bacharel galguista ao Bill Clinton.
Só um atrasado mental pode comparar um Estadista daquela estatura, provavelmente o único Presidente dos EUA deste século que ficará na História pela positiva e que teve um mero deslize - igual ou menor do que os que têm todos os seus acusadores - com um basbaque de um aluno medíocre transformado num espertalhão galguista pela tortuosa vida polítiqueira que levou desde sempre.
A História se fará.
E dos tratantes pouco falará.
O mesmo ministro que ordena o fecho compulsivo vem dizer logo a seguir que no tempo de Sócras (!!!??? Qual tempo? Alguma vez ele lá pôs os pés???) a Uni funcionava normalmente.
O próprio PGR na sua tirada mais infeliz até à data diz que «não há matéria para investigar o Pinóquio (e a sua prestação de habilitações falsas à AR)».
Mas é claro que há.
Há perjúrio repetido e continuado ao longo dos anos.
Mais lhe valera que estivesse calado, a Pinto Monteiro.
Fez-me lembrar Xoné Moura, nitidamente.
O nervosismo perante esta patranha, urdida ao longo dos anos, deixa-os a todos fora de si.
Quem o tentar proteger cai com ele.
SocrasGate fará estragos por muito mais tempo e já não acredito que este escândalo possa continuar a ser abafado.
A imprensa Portuguesa - mesmo vendida à Alta Finança - não pode alhear-se desta indignidade.
UNI DIZ QUE FECHO É PARA "CALAR A VERDADE E ENTERRAR PASSADO"
DIRECÇÃO ACUSA TUTELA DE SER PARCIAL
Um dia depois do ministro Mariano Gago ter anunciado o encerramento da Universidade Independente (UnI), a direcção daquela instituição divulgou uma ‘carta aberta’ ao governante, onde se mostra surpreendida “pela profundidade das ligações, das implicações” e acusa a existência de “muitos interesses que procuram encerrar [a UnI] de forma a calar a verdade e enterrar o passado, para que nada se descubra”.
Há alguém que vai ser enterrado, bem me parece.
Mas não será propriamente o passado...
A vergonha que Sócras e a Uni continuam a lançar sobre a credibilidade do ensino superior português não tem parança!
Vem agora a descobrir-se que Sócrates é como a pescada: antes de o ser (falsaMENTE!) já o era!
Na sua biografia da AR aparece o figurão como «engenheiro» já em 93!
Enquanto o diploma (falso) que apresenta agora - passado num domingo e atestando cadeiras que ninguém conhece dadas por professores inexistentes - tem a data de 96 - ano em que simplesmente NINGUÉM se licenciou naquela universidade privada.
Este senhor é a MAIOR VERGONHA que PORTUGAL apresentou como político até à data.
O maior mentiroso, charlatão, impostor, usurpador, subversivo da legalidade democrática e, claro - com todas estas qualidades -, só se podia tornar no maior DITADOR aprendiz da democracia.
Em qualquer país civilizado este escândalo dava de imediato perda de mandato.
Que faria Cavaco se esta pouca vergonha se passasse com Santana Lopes?

Em vez de Governar, o governo está totalmente absorto a tentar encobrir as galgas do bacharel caloiro.
Este IndependenteGate, em qualquer país civilizado, só poderia levar à DEMISSÃO imediata do "engenheiro" caloiro!

E CAVACO?
O que faz CAVACO?
Deixa esta pouca vergonha desta mentira miserável continuar indefinidamente?
CAVACO TEM QUE TOMAR POSIÇÃO E DEMITIR O MENTIROSO!
Por muito menos do que isto, e mal conseguiu afastar Ferro Rodrigues, Cenourinha fala-barato demitiu Santana Lopes.
Um primeiro ministro tem que falar verdade ao País, pelo menos relativamente à sua própria vida.
Ninguém se pode intitular daquilo que não é!
Muito menos QUEM DEVE DAR O EXEMPLO!
Um analfabeto não se pode fazer passar por Doutor.
Um caloiro com 10 cadeiras feitas num instituto marreco não pode vir dizer ao País que possui pós graduações e MBAs!!!
Alguém tem que pôr mão nisto.
O Pinóquio já não vai conseguir calar os jornalistas por mais tempo. Foram dois anos inteiros de controle da comunicação social e de trevas de informação, mas este escândalo ultrapassa tudo.
A seguir, virá o caso de polícia do escândalo do Freeport.
É só aguardar...

O meu filme sobre a Guarda está, neste momento, no top do YouTube na categoria News & Politics.
É o segundo filme que consegue esta proeza, a seguir ao «Pão do Sabugueiro», este na categoria Howto & DIY.
SÓCRATES FOI QUEM MAIS NOMEOU: AUDITORIA ATRIBUI-LHE 148 ESCOLHAS DE PESSOAL
José Sócrates foi o primeiro-ministro do triénio em causa que mais nomeações fez para o seu gabinete. O Tribunal de Contas imputa-lhe 148, enquanto Santana Lopes tem 80 e Durão Barroso 62.
"Foi no gabinete de um primeiro-ministro que se registou o valor mais elevado de admissões (148), entendidas estas como o número de pessoas que desempenharam funções num só gabinete, a qualquer título (no quadro e além do quadro), mas independentemente da duração da sua permanência", escrevem os auditores.
Cada português paga 430 euros por ano para financiar os gastos com os gabinetes do Governo. São os salários dos assessores, os pedidos de pareceres e a contratação de especialistas. Tudo feito sem controlo. O Tribunal de Contas quer acabar com a anarquia.
Os números são esmagadores. Em três anos (2003 a 2005) a despesa total movimentada pelos gabinetes do Governo atingiu o valor de 12,8 mil milhões de euros, sendo que só as despesas de funcionamento (aquelas que permitem que os ministérios trabalhem no seu dia-a-dia) totalizaram 216,3 milhões de euros. Só para se ter uma ideia, os gastos dos ministérios davam para construir três aeroportos da Ota e uma dezena de pontes iguais à Vasco da Gama.
Se dividirmos os 12,8 mil milhões por três anos (4,3 mil milhões) e o distribuirmos por dez milhões de habitantes, verificamos que, em média, cada português teve de pagar do seu bolso 430 euros por ano para financiar o funcionamento dos gabinetes do Governo. Estamos a falar em despesas que dizem respeito a ordenados com assessores, chefes de gabinete, pagamento de pareceres e contratação de especialistas.
Mas a vertente financeira é apenas uma parte do problema. A verdade é que existe um total descontrolo na actividade dos 205 gabinetes governamentais que foram auditados pelo Tribunal de Contas e que empregaram 1303 assessores, técnicos, consultores e especialistas durante três anos.
"É a primeira vez que o Tribunal de Contas realiza uma auditoria aos gabinetes dos ministros, o que se revelou do maior interesse e certamente permitirá contribuir para o aperfeiçoamento do regime de funcionamento" dos mesmos, afirmou ao CM uma fonte do Tribunal.
A auditoria ontem divulgada é particularmente crítica em relação à falta de rigor com que são registadas as despesas e as contratações de funcionários que prestam serviço nos gabinetes ministeriais.
Não existe qualquer informação estatística respeitante ao pessoal que presta serviço nos gabinetes dos ministros, nem se sabe em que qualidade os colaboradores exerciam as suas funções. A informação enviada ao Tribunal é muito deficiente e a existência de várias discordâncias entre os números inscritos na Direcção-Geral do Orçamento e as contas feitas nos vários ministérios coloca em causa a veracidade dos números.
Por último, mas não menos grave, existe uma falta de rigor na elaboração e publicação em Diário da República dos despachos de nomeação e de exoneração dos assessores que trabalham para o Governo.
Mas a verdade é que nos governos liderados por Durão Barroso, Santana Lopes e José Sócrates foram contratados assessores sem limites pré-fixados, com critérios de selecção nem sempre claros e com remunerações atribuídas sem ter em conta as funções para as quais foram contratados. O Tribunal de Contas fala de colaboradores a ganharem mais do que o próprio ministro a quem foram ajudar e alguns com ordenados superiores ao do primeiro-ministro.
Para acabar com este estado de coisas, a instituição liderada por Guilherme d'Oliveira Martins recomenda que se estabeleça um limite máximo para o número de colaboradores por gabinete, que se fixem as remunerações do pessoal e, já na proposta de Orçamento do Estado para 2008, se elimine a prática de inflacionar os orçamentos dos gabinetes dos ministros de modo a parar as transferências para entidades privadas.
O ALERTA DE FREITAS
A polémica em torno dos gastos dos gabinetes nasceu na sequência de uma declaração polémica atribuída a Freitas do Amaral, que disse que o Estado pagou 250 milhões de euros em pareceres e estudos económicos no Governo de Durão Barroso. Mais tarde, Alfredo de Sousa decidiu avançar com a auditoria e também o deputado António José Seguro pediu informação sobre a matéria.
SÓCRATES FOI QUEM MAIS NOMEOU: AUDITORIA ATRIBUI-LHE 148 ESCOLHAS DE PESSOAL
José Sócrates foi o primeiro-ministro do triénio em causa que mais nomeações fez para o seu gabinete. O Tribunal de Contas imputa-lhe 148, enquanto Santana Lopes tem 80 e Durão Barroso 62.
"Foi no gabinete de um primeiro-ministro que se registou o valor mais elevado de admissões (148), entendidas estas como o número de pessoas que desempenharam funções num só gabinete, a qualquer título (no quadro e além do quadro), mas independentemente da duração da sua permanência", escrevem os auditores.
Mas Sócrates não fica sozinho. São registados outros casos de dois gabinetes com 108 e 72 admissões.
Os auditores são particularmente críticos em relação a "desconformidades" que apontam face à lei: "152 elementos em comissão de serviço integraram, incorrectamente, uma estrutura de apoio técnico de um ministro, não identificado no documento, e duas figuras atípicas com a designação de 'conselheiro Roma' e 'gestor POAGRO' em gabinetes de três ministros, de um mesmo ministério, repartidos, pois, pelos três governos analisados."
Estas duas últimas figuras, 'conselheiro Roma' e 'gestor POAGRO', não se enquadram nos cargos e funções previstos mas têm salários superiores aos do primeiro-ministro. Por fim, são identificadas centenas de nomeações sem cabimento legal.
O QUE DISSERAM EM SUA DEFESA
NOBRE GUEDES (Ex-ministro do Ambiente)
O antigo ministro do Ambiente do Governo de Santana Lopes, Nobre Guedes, adianta que em matéria de pagamentos tudo era tratado pela Secretaria-Geral do Ministério e acredita que tudo foi feito com suporte legal e dentro das regras definidas.
JORGE LACÃO (Subsecretário de Estado)
Assumindo a defesa do Governo socialista, Jorge Lacão refere que a contratação dos 148 colaboradores para o gabinete do primeiro-ministro englobava 50 assessores herdados do Executivo de Santana Lopes e também os trabalhadores da residência oficial.
CARLOS TAVARES (Ex-ministro da Economia)
Ministro da Economia no Governo de Durão Barroso, Carlos Tavares considera "absurdos" alguns reparos do Tribunal, nomeadamente no que se refere ao limite dos adjuntos que, aquele responsável diz ter sido ultrapassado apenas "durante um dia".
M. J. BUSTORFF (Ex-ministra da Cultura)
Pertencente ao Governo de Santana Lopes, Maria João Bustorff alega que grande parte do orçamento do seu ministério estava canalizada para o Centro Cultural de Belém e para a Casa da Música. Diz ainda que utilizou a classe económica em voos comunitários.
CELESTE CARDONA (Ex-ministra da Justiça)
A responsável pela Justiça no Governo de Durão Barroso defende-se afirmando que não conhece os elementos constantes do relatório, mas que as suas decisões tiveram sempre base nos documentos de suporte que lhe foram dados pelos serviços do Ministério.
M. G. CARVALHO (Ex-ministra da Ciência)
Ex-ministra da Ciência nos Governo de Durão Barroso e Santana Lopes, defende-se dizendo que conhecia e estavam registados todos os elementos que constituíam o seu gabinete e que os colaboradores aposentados auferiam remunerações mais baixas.
NÚMEROS
37,9 milhões de euros foi quanto os três governos pagaram por estudos, pareceres e projectos a empresas de consultores e escritórios de advogados.
1303 Foram os funcionários recrutados pelo valor de 20,9 milhões de euros, numa amostragem feita em 30 gabinetes dos três executivos.
2 gabinetes ministeriais são responsáveis pela contratação de um conjunto de 180 funcionários entre os que estão no quadro e além dele.
2002 é a data em que foi aprovada uma deliberação para moralizar benefícios suplementares que nunca foi publicada.
CM, 31/03/2007
Para os maiores mentirosos do mundo, Sócrates é, indubitavelmente, uma referência incontornável.
Um verdadeiro Guru.
A mentira e a pouca vergonha, graças ao «engenheiro» «bacharel» e caloiro Sócrates ganharam uma nova dimensão.
Todas as patranhas já registadas e que foram ditas desde o despontar das civilizações, têm forçosamente, a partir de agora, que calendarizar-se e notar-se com as siglas aS e dS - antes e depois de Sócrates.
O descaro com que se vende à alta finança, o despudor com que retira os cuidados de saúde às populações do interior, entregando os velhos à sua sorte e as parturientes às ambulâncias, são verdadeiros crimes como nunca se viu neste país na era pós Salazar.
Salazar, pelo menos, preocupava-se com os mais pobres e morreu pobre.
Esta classe política corrupta trata de si. Apenas.
Querem lá saber dos pobres, dos velhos ou das grávidas!...
Façam-se mas é abortos à fartazana, que darão milhões às privadas; transformem-se maternidades em salas de chuto que darão outros milhões às privadas; edifique-se a OTA naquele pântano qu