A minha segunda viagem aérea sobre o distrito.
Há uns anos sobrevoei Seia e fiz o primeiro filme aéreo sobre a cidade. Aterrámos no aerodromo de Seia sem autorização de ninguém (também não havia a quem a pedir) e vim a pilotar o avião durante parte da viagem de regresso até Viseu, naquela que foi a experiência mais louca aos comandos de uma máquina, depois de ter conduzido um comboio num troço entre Coimbra e Figueira da Foz, há muitos anos atrás...
Amanhã, sexta, a aventura será mais longa.
Dependendo do estado do tempo, do vento e da oscilação do pequeno Cessna, poderemos sobrevoar todo o distrito, o que me dará um banco de imagens notável.
A ver vamos.
Se o Cessna cair fica muita gente, em Seia, satisfeita.
Mas aquelas que ficarão na História do nosso Concelho provavelmente não.
Até amanhã.
Pelo que se vê, nos noticiários, a Universidade Independente - onde o caloiro Sócrates tentou o golpe da licenciatura falsa, só com 10 cadeiras feitas no Instituto - fazia isso por sistema.
Providenciava habilitações falsas a quem não as tinha
«Há solicitadores que tiraram licenciatura e mestrado... sem nunca lá terem posto os pés», segundo as declarações de ontem de Luís Arouca.
Pergunto:
Porque é que a PJ não detém Sócrates, para averiguações, até às 5 da manhã como está a fazer a todos os outros?
E pergunto mais:
Porque é que o caloiro que se fazia tratar por engenheiro ainda não se demitiu?
Pensa que consegue abafar toda esta máfia de que ele próprio fez parte?
Por mim não o conseguirá.
Escusa de estar descansado
Eu recuso-me a ter como primeiro ministro do meu país um mentiroso, um galguista da pior espécie, que se fez passar por licenciado quando nunca passou de caloiro no primeiro ano do instituto.
Esta gente mete-me verdadeiro asco!
De:
Enviado: segunda-feira, 26 de Março de 2007 16:42:09
Para: joaotilly@hotmail.com
Assunto: SEM COMENTÁRIOS
Autor: Olho Vivo
Data:29-08-2005 00:23
Assunto:Re: Comentário ao Sr. João Tilly
Mensagem:
O SR.J.T. tem todo o direito à sua opinião que é livre. Mas porque é
que no seu blog não são permitidos comentários? o Blog é do sr....
mas falar em liberdade, responsabilidade e democracia e depois
encerrar a participação aos leitores do blog parece-me
contraditório. Que ele exponha as suas ideias mas também que nos
deixe opinar... não deve ser assim?
(Cópia do cometário constante do PORTA DA ESTRELA, que é subscrito
por muitos. Até porque chamar ditadores a quem lhe apetece e
CENSURAR comentários que fazem... é que é de DITADOR)
Sei bem porque não agradam os tais comentários que não se podem
fazer...
RESPOSTA:
Não pode comentar?
Claro que pode!
Tal como o faz no PE!
No PE, para onde diz que se foi queixar, os seus comentários não são publicados automaticamente.
Eles só os publicam se quiserem.
Qual é a diferença?
Pode SEMPRE enviar comentários para o meu email
Tal como o fez agora
Não pode é inseri-los automaticamente
Tal como acontece em todo o lado e no PE.
Sabe porquê?
Porque os "democratas" cobardes anónimos utilizavam essa janela aberta e democrática para me insultarem.
E eu só deva conta horas depois. E, às vezes, até só dias depois.
Conhece algum blog que lhe permita publicar imediatamente?
Eu não.
Faça os seus comentários para onde enviou este.
O que o impede?
Se calhar a sua má-fé, não?
João Tilly
PS: Os comentadores podem usar um de 5 emails:
joao.tilly@netvisao.pt
joaotilly@netvisao.pt
joaotilly@hotmail.com
joaotilly@gmail.com
mail@joaotilly.com

«João: isto é um matadouro!"»
Foram as primeiras palavras de João Tilly dos Santos, um doente abandonado como tantos outros nos corredores das urgências do Hospital de Coimbra, mal me viu irromper por eles adentro, à revelia das normas vigentes.
Por isso mesmo, por ninguém esperar que um acompanhante ali aparecesse é que tive a oportunidade de ver os doentes agonizantes enquanto os médicos e enfermeiras, em amena cavaqueira, confraternizavam em grupo discutindo onde iriam jantar logo à noite e outros assuntos mundanos.
Os doentes, abandonados, jaziam nos corredores, cada um para seu lado, deitados em macas encostadas às paredes.
Uns, os que têm a sorte de não estarem muito mal, sobrevivem.
Os outros, não.
Três anos depois continuamos sem saber o resultado da autópsia.
Um homem foi deixado à sua sorte nos corredores dos hospitais e acabou por morrer.
Ainda ninguém pagou por isso.
Outros podem ter já morrido vitimas da mesma displicência e "deixa andar" das mesmas equipes clínicas.
Por isso aqui deixo, de novo, a história do fim da vida de João Tilly dos Santos.
Um português inteligentíssimo que teve a percepção de que ia ser deixado morrer por inépcia dos médicos que o "assistiram".
Eu é que nunca acreditei nisso.
Mas aconteceu.
Para que nunca mais aconteça.
Em memória do maior damista e acordeonista que estas paragens alguma vez viram.
A HISTÓRIA
Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.
E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!
Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.
Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.
Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.
Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir à casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendeu a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e, depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»
Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem», disse, e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.
Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
«- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer».
Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.
Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.
Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.
Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.
Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.
Entrou no hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)
Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente:
«para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»
Quarta-feira 2 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.
Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.
Tal como ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?
Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.
Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.
É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.
Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.
Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!
E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.
O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?
Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.
Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.
Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.
Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...
Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.
Esta foi a última vez que se votou para uma Comissão Executiva na nossa Escola. Na nossa e em qualquer outra, porque a partir de agora os Executivos serão nomeados pelas DREs e CAEs (governo).
A nossa lista não colheu mais do que 28 votos contra os 103 da lista do actual directivo.
Os números dispensam comentários.
Continuo convicto que tinhamos condições para guindar aquela Escola aos níveis de Excelência que já alcançou, no passado, mas os eleitores preferem, em esmagadora maioria, que tudo continue como está.
Muito bem.
Fizemos a nossa obrigação. Apresentámos a nossa alternativa. A partir de agora, ninguém se pode queixar.
Agradeço aos 27 bravos resistentes e inconformados que confiaram no nosso projecto. Agradeço, também, aos alunos que ontem, inesperadamente, me deram uma grande prova de solidariedade e apoio incondicional, que me comoveu.
Infelizmente, naquela Escola, os bons alunos não têm voz nem ninguém se preocupa com eles. Só com os maus.
Por falar nisso, ficaria muito preocupado se tivesse visto algum alienado ou lambe-botas colar-se ao meu projecto.
Logicamente, não.
O que nos confere a legitimidade racional de que todas as minorias necessitam.
Em Democracia não é a Qualidade quem vence.
É o Número.
O povo - seja lá o que isso for - é quem mais ordena.
E até a auto mutilação democrática é uma opção, em democracia.
Aos que me perguntam se não receio, a partir de agora, as esperadas represálias pela minha frontalidade, repondo o mesmo de sempre:
Com quase 47 anos de idade ainda não descobri o que a palavra «receio» significa.
Uma coisa é certa: a mim ninguém me põe a pata no pescoço, nem de mim faz gato-sapato, como vejo tristemente fazer a outros, no dia a dia.
Continuarei a lutar na medida das minhas possibilidades, enquanto deputado municipal, por um Concelho mais próspero. E, enquanto Professor do Quadro, por uma Escola de Qualidade.
E continuarei a denunciar formalmente situações de gritante ilegalidade ou injustiça que se forem apresentando diante dos meus olhos.
Mas, a partir de agora, devolverei todas as queixas a quem mas fizer.
As queixas devem ser feitas a quem tem por obrigação resolver os problemas das populações: à Câmara Municipal, no Concelho de Seia; e ao Executivo, na Escola.
Já o tinha decidido, aquando do desfecho das autárquicas, e repito-o agora: acabou-se o Robin Hood.
Quem tiver queixas e reclamações a fazer, por mais gritantes que sejam, que tenha a coragem de as entregar no local próprio.
Porque eu estou farto de ser conotado com o defensor dos fracos e oprimidos que, na hora da verdade, pelos números revelados, não me parece que me agradeçam por aí além....
O mecanismo é sempre o mesmo: as pessoas vêm ter comigo a fazer as queixas mais incríveis que imaginar se possa. Eu, naturalmente (e pelos vistos ingenuamente também!), fico sensibilizado com os seus problemas.
Levanto as questões, quase sempre denunciando problemas alheios que os próprios, por qualquer razão, não têm a coragem de denunciar.
Fico, por isso, com o odioso sobre as minhas costas, como aconteceu no triste caso das autárquicas.
E, vai-se a ver, na hora da verdade... não aparece ninguém!
Pior: como se viu neste caso, acho até que "as vítimas" acabam por votar no seu "opressor"!
Ora, para esse peditório decididamente já dei.
Mais uma vez Muito Obrigado a todos os que acreditaram no meu projecto.
Vamo-nos vendo por aí!
O Público mostra a investigação que já foi publicada em inúmeros blogs por esse país fora, onde se demonstra que o bacharel galguista, armado em engenheiro, nunca poderia ter tirado a sua licenciatura na Universidade Independente, na altura.
É só rir!...
E agora?
Nada.
Processo de licenciatura
Há falhas no dossier de José Sócrates na Universidade Independente
22.03.2007 - 07h09 Ricardo Dias Felner
O dossier relativo à licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente tem várias falhas. Há alguns documentos por assinar, ou sem data, timbre ou carimbo, tal como há elementos contraditórios, nomeadamente os relativos às notas atribuídas a José Sócrates.
De acordo com os documentos a que o PÚBLICO teve acesso - 17 folhas fotocopiadas de "todo o dossier" de curso -, o primeiro-ministro terminou o bacharelato no Instituto Superior de Engenharia Civil de Coimbra em Julho de 1979, com média de 12 valores.
Quinze anos mais tarde, quando já estava empenhado na campanha de António Guterres para primeiro-ministro e era deputado do PS, inscreveu-se no curso do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) de Engenharia Civil, na modalidade de Transportes e Vias de Comunicação.
Uma das folhas do processo, de que foi dada cópia ao PÚBLICO e lida na presença do reitor da UnI, indica que José Sócrates fez dez cadeiras semestrais no ISEL, no ano lectivo de 1994/95. E deixou 12 por fazer, antes de entrar para a Independente. Aqui, Sócrates concluiu cinco disciplinas.
Foi essa folha que terá servido para atestar a frequência das disciplinas no ISEL no processo de equivalência e matrícula da UnI, a 14 de Setembro de 1995.
Só que a sua data é posterior: nas costas da fotocópia vê-se um carimbo, assinado pelo chefe de secção da secretaria do ISEL, "conforme o original arquivado", com data de 8 de Julho de 1996. Já o Boletim de Matrícula na UnI revela que, nessa ocasião, o único documento junto ao processo foi uma fotocópia do BI.
Se estes dois documentos são assinados e têm data, o mesmo não sucede com outras fotocópias. É o caso, por exemplo, do Plano de Equivalências de José Sócrates, sem qualquer timbre nem carimbo e onde se concretiza que cadeiras mereceram equivalência por parte da UnI.
Ou do Pedido de Equivalência, uma folha não numerada (como todas as outras), onde apenas surge o nome José Sócrates Sousa, manuscrito pelo próprio, e o mapa de equivalências por ele proposto.
Acresce que o número de cadeiras a que é requerida a equivalência, 25, tem menos uma cadeira do que o total das disciplinas a que José Sócrates viria de facto a obter equivalência no processo de transferência: 26.
Por outro lado, o espaço onde o responsável do conselho pedagógico pelo processo deveria colocar a sua assinatura está em branco.
Documentos sem numeração
Não se sabendo a data em que foi entregue, consta também dos documentos consultados o requerimento em que José Sócrates pede o plano de curso da UnI e afirma enviar a relação das cadeiras que fez no ISEL. Sócrates ressalva, contudo, que o certificado do ISEL só o poderá entregar em Setembro, "pelo facto de algumas notas não estarem ainda lançadas".
Calcula-se que o primeiro-ministro se estivesse a referir a Setembro de 1995, mas com essa data, ou outra aproximada, não se encontra qualquer certificado do ISEL.
O primeiro-ministro despede-se apresentando os melhores cumprimentos, com "do seu José Sócrates" escrito à mão.
O reitor disse não conhecer o primeiro-ministro antes de este ter frequentado a UnI.!!!!
Na resposta ao requerimento de José Sócrates, esta com data de 12 de Setembro de 1995, assinada pelo reitor, é atestada a recepção do requerimento e Luís Arouca indica já que a comissão científica da Faculdade de Ciências da Engenharia e Tecnologias deliberou "propor-lhe a frequência e conclusão das seguintes disciplinas do Plano de Estudos de Engenharia Civil: Análise de Estruturas, Betão Armado e Pré-Esforçado, Estruturas Especiais e Projecto e Dissertação".
De fora ficou, "por falha", segundo Luís Arouca, a cadeira de Inglês Técnico.
Por fim, existem duas folhas avulsas, aparentemente folhas de rosto, que não se percebe a que se referem. Uma, com cabeçalho do gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ambiente, é um fax dirigido a Luís Arouca e aparenta ser uma folha de rosto. Na zona do texto, José Sócrates escreveu: "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos (o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo."
Luís Arouca afirmou ao PÚBLICO não se lembrar a que se referia o primeiro-ministro.
O reitor insistiu, ainda, que não existem mais documentos sobre José Sócrates naquela instituição.
"As fichas de cada aluno já ninguém sabe delas. Nos primeiros anos, a nota final é acompanhada com fundamento, depois é deitada fora", concretizou.
Sobre o registo do pagamento de propinas, a resposta foi semelhante.
"Ao fim de cinco anos, vai tudo para o maneta."
Por fim, confrontado com o facto de as folhas do processo não estarem numeradas, o reitor afirmou:
"A numeração importa. Mas nem sempre se numera."
O certificado de habilitações, assinado pela chefe dos serviços administrativos, Mafalda Arouca, e pelo reitor, Luís Arouca, indica ainda que o curso foi concluído a 8 de Setembro de 1996, com média final de 14 valores.
Por que decidiu o Público fazer esta investigação - Nota da Direcção Editorial
Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios, à forma como José Sócrates obtivera a sua licenciatura em Engenharia Civil.
Para o PÚBLICO, o currículo académico de um político ou qualquer outra figura pública não é critério para o avaliar nem como pessoa, nem para saber se é ou não competente para exercer o cargo que ocupa. Grandes figuras políticas europeias - como Jacques Delors - não possuíam qualquer licenciatura.
Na banca portuguesa, o presidente de um dos principais bancos privados e o vice-presidente doutro grande banco também não completaram a sua licenciatura.
E, entre os seis membros da direcção do PÚBLICO, só um completou a licenciatura, e não é o director.
Em contrapartida, para o PÚBLICO, é importante verificar se referências susceptíveis de colocar em dúvida a forma como o primeiro-ministro se licenciou merecem ser investigadas. Não para saber se merece ou não o título com que se apresenta, mas para verificar se agiu sempre de forma limpa, leal e legal.
Era isso que os boatos que corriam um pouco por todo o lado punham em causa - e saber se um curso superior foi obtido ou não de forma limpa, clara e legal é fácil de provar.
O resultado dessa investigação, assim como os passos dados pelo jornalista para recolher a informação aqui reunida, permite ao leitores ajuízarem sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena, algo que só foi possível porque o próprio primeiro-ministro deu autorização para que consultássemos o seu processo individual na Universidade Independente. Desse processo apenas reproduzimos nestas páginas imagens das peças que considerámos mais relevantes, o que resultou da opção de não divulgar outros elementos do currículo escolar que não eram relevantes para esta investigação. Fizemo-lo por considerar que isso podia configurar uma intromissão na esfera privada de José Sócrates que nada acrescentava ao esclarecimento do que era relevante. br>
Esta investigação permitiu já ao gabinete do primeiro-ministro corrigir um elemento do seu currículo que era disponibilizado no site oficial do Governo, o que em si mesmo é positivo.

Aceitam-se títulos para este reality show, à semelhança da «Bela e o Mestre» da TVI.
É só sugeri-los para o meu email, que se encontra à direita neste blog.
Bom trabalho de casa, meninos!

Aparte algumas imprecisões (não se trata da Escola Secundária de Seia, mas da Abranches Ferrão) e outros lapsos de somenos importância, o essencial está ali.
É so ler.
Edição desta semana do Tal & Qual
Cumpre-me aqui corrigir um lapso que o calor do momento gerou.
Os agradecimentos que enderecei ao Dr Nuno Almeida têm forçosamente que estender-se ao Dr Nuno Vaz, já que ele esteve desde a primeira hora igualmente na base da estratégia da acção que interpusemos contra a DREC, a qual saiu vitoriosa em todas as instâncias.
Aqui fica a correcção e o pedido de desculpas ao Senador da Advocacia de Seia.
A saga chegou ao fim. Pelo menos, a primeira parte.
Nove meses e meio de luta valeram a pena.
A sentença final foi conhecida na segunda-feira.
Ganhámos também o recurso.
O Tribunal Central Administrativo do Sul declarou improcedente o recurso da DREC pelo que todos os actos praticados pela "Comissão de acompanhamento do acto eleitoral" a partir do momento em que anulou a nossa lista concorrente à Comissão Executiva da Escola Dr Abranches Ferrão são definitivamente nulos.
As eleições terão que repetir-se, com a inclusão da nossa lista, como sempre foi óbvio para todos.
Prova-se uma vez mais que um despacho de uma Direcção Regional de Educação, de um secretário de Estado, de um ministro, seja lá de quem for NÃO TEM força de Lei, se contrariar o seu espírito.
E que a Lei não pode ser interpretada à vontade do freguês, nem da forma que der mais jeito a uma das partes.
Enquanto Presidente do Conselho Directivo da minha Escola COLOCAREI SEMPRE EM CAUSA QUALQUER DESPACHO ARBITRÁRIO que me pareça colidir com o Espírito da Lei.
Qualquer despacho será estudado à luz da Lei e só será acatado, na minha Escola, se efectivamente tiver um suporte legal perfeitamente claro e não colidir com os Direitos, Liberdades e Garantias de nenhum membro da Comunidade Escolar.
Tal como manda a Constituição da República Portuguesa.
Neste momento muitos actos que estão a ser praticados na minha Escola (e em muitas outras) são profundamente discricionários, ilegítimos e até mesmo ilegais.
Isso não se passará comigo enquanto Presidente da Comissão Executiva.
Já enfrentei a ministra, cara a cara, num "debate" televisivo absolutamente combinado, como se pode ver no primeiro filme à direita neste blog.
Já enfrentei os juristas da DREC em Tribunal e ganhei-lhes em todos os estágios.
Estou a enfrentar 2 processos disciplinares absolutamente persecutórios, levantados contra mim pelo mais abjecto servilismo e mais negro obscurantismo (que perderá sempre tudo o que há para perder na Justiça).
Por isso já mostrei que poucas coisas neste mundo me metem medo.
Agradeço às dezenas de pessoas que me fizeram chegar mensagens de solidariedade e de revolta pelo que nos tentaram fazer.
É devida uma palavra de reconhecimento, acima de tudo, ao afinco e à competência do Dr Nuno Almeida.
Não é todos os dias que um jovem advogado do interior ganha um processo e o respectivo recurso aos juristas do Ministério da Educação.
Trata-se de uma vitória clássica de David contra Golias.
Por isso sabe melhor.
Portugal ainda é um Estado de Direito.



Um evento que vem sendo organizado, há 10 anos, pela Casa da Juventude D. Ana Nogueira, em S. Romão.
E que eu venho cobrindo desde 2003.
Em projecção, com duplo ecran de fundo, em tempo real, captura de imagem (com 3 câmaras) e realização.
Estou, neste momento, a editar a edição do décimo aniversário que se realizou em Dezembro último.
Entretanto, aqui fica a canção vencedora de 2004.
«Um luar contigo», vinda de Fornos de Algodres.
Veja-se a edição de ontem da II série do Diário da República:
Índice do Diário n.º 49, Série II de 2007-03-09
Parte C - Governo e administração directa e indirecta do Estado
Despacho n.º 4288/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério das Finanças e da Administração Pública
Nomeação do licenciado Manuel José de Carvalho Ribeiro da Costa para o cargo de director-geral de Estudos e Previsão do Ministério das Finanças e da Administração Pública
Despacho n.º 4290/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Justiça
Nomeia para presidente do conselho directivo do Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça, I. P., o licenciado João Manuel Pisco de Castro e para vogal a licenciada Teresa Isabel Magalhães Ribeiro
Despacho n.º 4291/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Economia e da Inovação
Nomeação do licenciado António José Rodrigues Gonçalves para presidente da Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade
Despacho n.º 4292/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação da licenciada Maria Rita de Oliveira Horta para o cargo de directora do Gabinete de Planeamento e Políticas
Despacho n.º 4293/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado Carlos Alberto Moreira Alves de Oliveira Guerra para o cargo de director regional de Agricultura e Pescas do Norte
Despacho n.º 4294/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado Carlos Manuel de Agrela Pinheiro para o cargo de director-geral de Veterinária
Despacho n.º 4295/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado Jorge Nicolau da Costa Monteiro para o cargo de presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, I. P.
Despacho n.º 4296/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado Eurico José Gonçalves Monteiro para o cargo de director-geral das Pescas e Aquicultura
Despacho n.º 4297/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado Joaquim Jorge Castelão Rodrigues para o cargo de director regional de Agricultura e Pescas do Algarve
Despacho n.º 4298/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado João Correia de Oliveira para o cargo de inspector-geral da Agricultura e Pescas
Despacho n.º 4299/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Nomeação do licenciado João Filipe Chaveiro Libório para o cargo de director regional de Agricultura e Pescas do Alentejo
Despacho n.º 4300/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Educação
Nomeação de dirigentes da Agência Nacional para a Qualificação, I. P.
Despacho n.º 4301/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Presidência do Conselho de Ministros e Ministério da Saúde
Nomeação do licenciado António Manuel Oliveira das Neves
Despacho n.º 4304/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Administração Interna - Direcção-Geral de Viação
Delegação de competências do director-geral de Viação na directora de serviços da Direcção Regional de Viação do Algarve Maria Luísa Carneiro Miguel
Despacho n.º 4305/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Administração Interna - Direcção-Geral de Viação
Delegação de competências do director-geral de Viação no director de serviços da Direcção Regional de Viação Centro Manuel António Miranda Góis
Despacho n.º 4306/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Administração Interna - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras - Direcção Regional da Madeira
Delegação e subdelegação de competências no chefe do Departamento Regional de Emissão de Documentos, da Direcção Regional da Madeira, inspector João Alberto Luís Lima
Despacho n.º 4308/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério dos Negócios Estrangeiros - Secretaria-Geral
Nomeação da engenheira Maria Manuela Antunes Barata para o cargo de directora dos Serviços de Administração Patrimonial do Departamento Geral de Administração
Aviso (extracto) n.º 4473/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério das Finanças e da Administração Pública - Direcção-Geral dos Impostos
Delegação de competências do chefe do Serviço de Finanças do Montijo
Despacho n.º 4311/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército
Despacho n.º 4312/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no chefe do Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Despacho n.º 4313/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no adjunto para o Planeamento
Despacho n.º 4314/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no inspector-geral do Exército
Despacho n.º 4315/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no comandante do Comando Operacional do Exército
Despacho n.º 4316/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no ajudante-general do Exército
Despacho n.º 4317/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no comandante da Logística do Exército
Despacho n.º 4318/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no comandante da Academia Militar
Despacho n.º 4319/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Defesa Nacional - Exército - Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército
Delegação de competências no comandante da Instrução e Doutrina do Exército
Despacho n.º 4320/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Justiça - Directoria Nacional da Polícia Judiciária
Subdelegação de competência no coordenador de investigação criminal licenciado Carlos Alberto Lopes Farinha
Despacho n.º 4322/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Economia e da Inovação - Gabinete de Estratégia e Estudos
Provimento do licenciado António José Ribeiro dos Santos Morgado no cargo de director de serviços do GEE
Louvor n.º 87/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas, I. P.
Atribuição de louvor do presidente cessante do Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas, I. P., ao Dr. Ramiro Augusto Lopes Gomes
Louvor n.º 88/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas, I. P.
Atribuição de louvor do presidente cessante do INIAP ao engenheiro José Carlos Reis Mendonça de Aguiar
Louvor n.º 89/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas, I. P.
Atribuição de louvor do presidente cessante do INIAP à assistente administrativa principal Graciosa Maria Riscado da Silva Antunes
Resolução n.º 9/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, I. P.
Delegação de competências do conselho directivo do IPTM na sua presidente e vogais
Despacho n.º 4326/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Gabinete do Secretário de Estado da Segurança Social
Alteração do representante da Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos no concelho consultivo do Instituto da Segurança Social, I. P.
Despacho (extracto) n.º 4327/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto da Segurança Social, I. P. - Centro Distrital de Segurança Social de Castelo Branco
Nomeação de Angelina Maria Cunha Mendes Figuinha
Despacho n.º 4328/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Gabinete do Ministro
Nomeia o licenciado Ricardo António Gouveia França Jardim para, em acumulação de funções, presidir os conselhos de administração dos Hospitais de Júlio de Matos e de Miguel Bombarda e as licenciadas Isabel Maria Esperança Paixão e Sandra Maria Silveira vogais do conselho de administração dos mesmos Hospitais
Despacho n.º 4329/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Gabinete do Ministro
Nomeação do licenciado Manuel Simões Pereira Nobre
Despacho n.º 4330/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Gabinete do Ministro
Nomeação da licenciada Maria Margarida Cidade Pereira Moura Theias
Despacho (extracto) n.º 4331/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Sub-Região de Saúde de Lisboa
Transferência de Isabel Maria d'Abreu Lobo Costa Macedo Pinto Pereira
Despacho (extracto) n.º 4332/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Sub-Região de Saúde de Lisboa
Transferência de Maria do Rosário Pereira Lopes Ferreira
Despacho (extracto) n.º 4333/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Sub-Região de Saúde de Lisboa
Transferência de Jorgelina Maria Guerreiro Ramos Beckert Rodrigues
Despacho (extracto) n.º 4334/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo - Sub-Região de Saúde de Lisboa
Transferência de Carla Cristina Martins Ferreira Simões
Despacho n.º 4339/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Centro Hospitalar de Coimbra
Nomeação no quadro de pessoal do chefe de serviço de cardiologia
Despacho n.º 4340/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia
Mudança de área profissional de Olga Regina Rodrigues de Sousa
Deliberação n.º 438/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Hospital Dr. Francisco Zagalo
Exoneração do assistente graduado de pediatria Abílio Jorge da Silva Guimarães
Contrato (extracto) n.º 548/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Saúde - Hospital do Espírito Santo - Évora
Contratação de Maria José Godinho Madeira
Louvor n.º 90/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Gabinete do Secretário de Estado da Educação
Louvor atribuído ao coronel Jorge Saraiva Parracho, ao cessar as suas funções na área da segurança nas escolas
Despacho (extracto) n.º 4342/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
Reclassificação profissional de Maria Cecília Morais Pereira para a carreira de psicóloga
Despacho (extracto) n.º 4343/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
Reclassificação profissional de Ana Paula Casegas Pardal Duarte Freitas para a carreira de psicólogo
Despacho (extracto) n.º 4344/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
Reclassificação profissional de Maria da Conceição Pina Cabral para a carreira de psicólogo
Despacho n.º 4345/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Direcção Regional de Educação do Centro
Delegação e subdelegação de competências nos coordenadores educativos de Aveiro, Helena Maria de Oliveira Dias Libório, de Castelo Branco, Maria Laurinda Martins Pires Sanches, de Coimbra, Manuel Ernesto Rodrigues Paiva, da Guarda, António Dias Maximino, de Leiria, José Correia Lopes, e de Viseu, Adelino Pereira do Aido
Despacho n.º 4346/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Direcção Regional de Educação do Centro
Delegação e subdelegação de competências no director de serviços de Recursos Materiais Mário José da Cruz Gonçalves
Despacho n.º 4347/2007, D.R. n.º 49, Série II de 2007-03-09
Ministério da Educação - Direcção Regional de Educação do Centro
Delegação de competências no director de serviços Administrativos e Financeiros Raul Manuel dos Santos Coelho
Aqui se mostra à evidência a promiscuidade entre o Estado e as empresas privadas dos «amigos» dos detentores dos cargos públicos.
Tudo se paga: se não é com dinheiro é com géneros, com favores, com tráfico de influências...
O Governo orçamentou para este ano 956 milhões de euros para despesas com a aquisição de serviços a entidades privadas.
A verba, destinada a gastos com estudos, consultadoria, seminários, pareceres, limpeza de instalações, publicidade e comunicações, regista um aumento de 19 por cento, correspondente a 153,2 milhões de euros.
Só o Ministério do Ambiente, de Nunes Correia, tem uma subida orçamental de 137%.
Sócras aumentou o escândalo em 115 milhões de euros/ano, desde que tomou posse.
De 842,8 milhões de euros, em 2005, a 956 milhões de euros, em 2007.
Os maiores aumentos ocorrem em rubricas como ‘outros trabalhos especializados’ e ‘outros serviços’, onde o acréscimo total é de 88 milhões de euros.
Com uma despesa pública desta grandeza, o Estado é o mais importante gerador de negócios para empresas de áreas como estudos, consultadoria e escritórios de advogados.
Os ministérios do Ambiente e da Justiça têm as maiores subidas orçamentais: 137% e 85%, passando, respectivamente, para 66,9 milhões de euros e 139,1 milhões de euros.
Os serviços contratados a empresas privadas têm sido, com alguma frequência, objecto de polémica. O caso mais recente envolveu o secretário de Estado das obras Públicas, Paulo Campos, por causa de um estudo de 155 mil euros encomendado à F9 Consulting, empresa conhecida por ter ligações ao seu adjunto Vasco Gueifão.
AS MAIORES SUBIDAS
O orçamento da rubrica ‘outros trabalhos especializados’ tem um aumento de 62 milhões de euros, ascendendo o total a 169 milhões de euros no conjunto do Governo. Com esta verba, pagam-se serviços técnicos como informática e tipografia.
A rubrica ‘outros serviços’ conta, por sua vez, com um acréscimo de 26 milhões de euros, atingindo 121 milhões de euros no total.
Aqui está a forma iluminada como o Governo vai conseguir reduzir as queixas-crime por furto em 99%.
Quem se quiser queixar... PAGA as custas à cabeça!
Já não nos bastava sermos roubados diariamente - pelo governo em primeiro lugar nos impostos, combustíveis, taxas moderadoras, etc, etc... - e agora ainda vamos ter que pagar as custas do processo à cabeça se quisermos fazer queixa de outros furtos e roubos!?
Sabendo que a taxa de sucesso da investigação policial em pequenos e médios furtos e roubos ronda os 0,01% fácil é concluir que os poucos que ainda faziam queixa vão deixar de o fazer, rapidamente.
Ou seja: a criminalidade em Portugal vai baixar drasticamente!
Conto, a título de exemplo, a minha experiência: durante anos geri uma agência Vodafone e, nesse tempo, todos os dias lojas de telemóveis eram assaltadas por todo o país. As nossas lojas - Seia e Guarda - não foram excepção e acabaram por ser assaltadas 3 vezes cada uma. Claro que as companhias de seguros puseram-se logo a milhas ao primeiro assalto, alegando o risco do negócio.
Até hoje nunca descobriram nenhum criminoso, apesar de, no último assalto, num dia em que foram destruídas duas lojas simultaneamente na 1º de Maio aqui em Seia (a nossa e a Optimus logo ao lado), os larápios terem tido a desfaçatez de deixar escarrapachadas as dedadas das mãos bem abertas nas montras em sinal de provocação à polícia... A seguir dispararam sobre uns mirones que se encontravam numa varanda e fugiram para Nelas onde dispararam sobre um carro da GNR, furando-lhe o capot e o tejadilho. Só não morreu ninguém por milagre. O incidente passou nas televisões, a PJ garantiu para as câmaras da TV que seria implementada uma caça ao bandido sem quartel... e o resultado, tal como nos anteriores assaltos, foi nulo.
Nunca fui notificado da prisão de ninguém nem convocado para verificar se alguns telemóveis eventualmente recuperados(???) nos pertenceriam.
Felizmente não se pagavam as custas à cabeça, senão seriam dois roubos em vez de um, já que o motivo que consubstanciaria esse pagamento se revelaria de eficácia nula.
6 vezes nula.
Uma nulidade pegada.
Esta é, portanto, mais uma espectacular medida deste maravilhoso governo, que continua a castigar os portugueses como se de eternos CONDENADOS se tratasse, diariamente sujeitos a novas sevícias e castigos, por terem feito alguma coisa muito má que não se consegue descortinar... (a não ser talvez por terem eleito semelhante gente para os governar...).
Se é por isso, até há uma explicação.
Deve demitir-se de imediato a comissão política inexistente e a auto-denominada «liderança» igualmente inexistente do grupo parlamentar do PSD.
Porque o presidente da comissão política, depois de prometer apoio a Álvaro Amaro, deu um dos seus hilariantes golpes de rins e decidiu incluir a lista do candidato concorrente. É preciso ter pontaria...
E porque a maioria dos membros da comissão política inexistente apoiou efectivamente a candidatura vencedora de Àlvaro Amaro.
Nuno Vaz bateu Tenreiro Patrocínio na Presidência da Mesa do Concelho Fiscal e teve a maior votação de entre todos os orgãos eleitos.
Inclusivamente mais do que Álvaro Amaro, ele próprio.
Santos da terra não fazem milagres???
Espera-se agora que o Presidente da Comissão Politica inexistente do PSD de Seia mostre um laivo de vergonha e se demita, levando consigo a auto-denominada «líder» inexistente da bancada parlamentar do PSD da AM.
Duas «lideranças» que nunca existiram simplesmente porque para se ser lider de alguma coisa é preciso saber-se do que se fala.
Só assim se ganha o respeito dos seus pares.
O PSD deve iniciar de imediato o seu processo de renovação. Com os velhos do Restelo e os "notáveis" maledicentes do costume (que não fazem RIGOROSAMENTE NENHUM durante 4 anos para além de criticarem quem tenta fazer alguma coisa, e de se mostrarem apenas por alturas de eleições), o PSD de Seia nunca mais lá irá.
Toda a gente o sabe.
Até eles!...
Tinha decidido retirar provisoriamente este texto para não provocar mais sobressaltos na fragilizada e praticamente inexistente "direcção" do PSD local. Mas, pensando bem, o que esta "direcção" precisa mesmo é de ser BEM abanada. Abanada até ser substituída por alguem que faça uma pequena ideia do que é trabalhar em prol do concelho.
O PSD precisa e merece gente à altura para o dirigir em Seia.
Gente desinteressada e que, pelo menos, tenha uma vaga noção sobre aquilo de que fala, quando o faz publicamente
O episódio do abandono da Assembleia Municipal, que se verificou ontem, por parte de alguns elementos do PSD, a pretexto do estrito não cumprimento dos prazos da convocatória, e apesar do Presidente da Câmara ter pedido publicamente desculpas à Assembleia pelo lapso, é dos piores serviços que se podem prestar ao Concelho de Seia.
Quem nos elegeu exige-nos que trabalhemos em prol da nossa Terra.
Não em favor das nossas ambições pessoais ou de outra coisa qualquer.
Tentar inviabilizar uma reunião da Assembleia Municipal com mais de 90% dos deputados presentes, que para ali se deslocaram e por isso perderam a tarde, não é uma atitude séria nem reveladora do respeito que temos que ter por quem nos elegeu.
Um simples lapso é claramente desculpável e tomáramos nós que todos os lapsos e falhas que existem neste Concelho fossem apenas dessa magnitude...
É por estas e por outras que certos "políticos" nunca irão a lado nenhum, tal como escrevi no PE logo a seguir às eleições.
Políticos desta qualidade, todos os dias dão razão a quem votou contra eles.
Todos os dias dão provas das prioridades que têm definidas para o seu Concelho, que deles espera, acima de tudo, muito trabalho e dedicação.
Todos os dias caem em erros cada vez mais clamorosos, desprestigiando os Órgãos para os quais foram eleitos e contribuindo decisivamente para o descrédito do Partido que representam.
A Direcção do PSD de Seia (caso haja), pelo seu lado, também está a prestar um óptimo serviço a Eduardo Brito e à sua conhecida estratégia de perpetuação no poder.
Porque ou não se vê ou só dá tiros no pé.
O tempo passa e nenhum documento ou iniciativa é apresentado ao Concelho. Quando decide finalmente concertar uma acção, dá nisto...
Na AM, e apesar dos repetidos alertas que tenho vindo a fazer ao longo do tempo, de cada vez que um certo deputado com auto-nomeadas grandes responsabilidades decide aparecer é, também, um autêntico fartote!
O que vale é que os restantes deputados actuais, felizmente, são portadores de um afinco e de uma qualidade interventiva muito acima da mediania cinzenta e têm conseguido produzir as melhores intervenções, alertando para os principais problemas e dificuldades que se fazem sentir no Concelho, e propondo simultaneamente estratégias para a sua resolução.
Isto, apesar de a Comissão Política actual (caso haja) se ter demitido de todas as funções, o que faz do PSD de Seia, neste momento, um barco que navega à deriva, sem rumo definido, sem estratégia que se veja.
Os deputados municipais que se recusaram a participar neste caricato episódio, têm consciência de que foram eleitos para representar o povo do Concelho de Seia.
Para ajudar, com as suas propostas e trabalho dedicado, a resolver os seus problemas e contribuir para o progresso e desenvolvimento do Concelho.
Falo por mim: não fui eleito para servir de muleta a ninguém. Nunca o faria.
Quem quer ser político deve curar, primeiro, de conhecer os problemas do Concelho.
Depois, elaborar uma estratégia para a sua resolução. Em terceiro lugar, se for da oposição, deve saber propor alternativas exequíveis para o rumo que o Concelho está a seguir.
Não deve, um político com responsabilidades assumidas e mandatado pelo povo, procurar faits-divers em tudo quanto lhe aparece pela frente para não ter que mostrar à evidência eventuais gritantes fragilidades no que se refere ao conhecimento dos problemas do Concelho.
Não pode, um político com responsabilidades assumidas e mandatado pelo povo, colocar a sua ambição de protagonismo à frente dos interesses do Concelho.
O PSD ia perdendo, ontem, na AM, uma soberana oportunidade de trabalhar em prol dos senenses.
Felizmente, os deputados que se recusaram a alinhar naquela caricata atitude, acabaram por marcar a sessão, produzindo as três únicas intervenções de verdadeira qualidade que se ouviram naquela Assembleia. Uma sobre o nosso desígnio concelhio – o Turismo de qualidade - e sobre o modelo que deve ser implementado, outra sobre a actuação e limites do Parque Natural e a terceira sobre a triste situação político-social do país.
Da bancada do regime, apenas loas ao governo. Nada mais.
O PSD, na Assembleia Municipal - apesar da ineficiência da sua comissão política actual (caso exista) - continua a trabalhar, mais do que qualquer outra bancada, em prol do Concelho.
João Tilly
Deputado Municipal pelo PSD que trabalha.
A foto que vem na 1ª página da kaminhos de hoje é esta.
Foi tirada há já uns anos, num domingo, e faz parte de um filme que intitulei «Torre sunset».
Vou procurá-lo para o colocar online.
Já nem me lembrava dele...
Ao contrário do que eu pensava, quando se levantou a questão, na penúltima Assembleia Municipal sobre o eventual fecho das esquadras de Loriga e de Paranhos da Beira, a população afinal parece não estar muito incomodada com essa medida.
Em Paranhos, populares em frente à própria esquadra chegaram a dizer-me, sem rodeios:
- «Deixe fechar, homem! Para que é que a gente os quer cá? Só para passarem multas aos automobilistas? Para isso não é preciso... deixe-os lá ir embora para outro lado...»
O que é que se responde a isto?
Pensamos que estamos a defender as populações e afinal são as próprias populações que não querem ser defendidas...
Agora é só trabalhar até ao fim da vida descontando sempre para os outros, bem sabendo que 3 em cada 4 portugueses que descontam há menos de 10 anos continuarão a fazê-lo por mais 30 para a segurança social e nunca terão tempo para usufruir dos seus próprios descontos.
É mais uma vantagem de ser Português.
O chamado «Serviço público» que a RTP nos dá compete, cada vez mais, com o lixo televisivo das privadas.
Só se diferencia a televisão pública das privadas olhando para o logo no canto superior esquerdo.
Que é feito do serviço público?
Porque é que a RTP nunca vem, por exemplo, a Seia cobrir nenhum evento enquanto passa a vida enfiada em Gouveia e na Covilhã?
Não se sabe.
Eu, pelo menos, não sei.
Mas que o Serviço Público obrigaria que se cobrissem os acontecimentos mais marcantes do ano, em cada cidade ou Concelho, disso não pode haver dúvidas.
A Feira do Queijo, as primeiras neves da época, o festival de Jazz, a CineEco (por mais esvaziada que esteja) mereceriam um tratamento com alguma visibilidade. Nem que fosse mínima.
Uma qualquer. É que assim, não há nenhuma.
E os impostos dos senenses continuam a ser investidos na promoção do outro lado da serra.