Permitam-me que desenvolva um pouco da minha visão sobre o modelo de turismo local e regional que deve ser adoptado pela CM e pelas autoridades regionais. É no fundo, o modelo que é seguido em todos os países civilizados e que se baseia em 3 pressupostos fundamentais:
1 – O Turismo é, hoje, a maior indústria num número cada vez maior de paises e, segundo os últimos indicadores, é já a maior indústria a nivel mundial, ultrapassando a música, o petróleo e supostamente até a droga, se bem que neste universo não haja estatísticas fidedignas mas apenas presunções..
2 – O Turismo é uma industria inócua, praticamente não poluente, totalmente reciclável e de renovacão permanente.
3 - O Turismo traz riqueza às regiões e populações autóctones e traz benefícios a nível do enriquecimento intelectual e psicossomático a quem o pratica.
Neste sentido,
Não posso deixar de felicitar o sr presidente da Câmara por ter elegido (finalmente!) o turismo como uma prioridade e mesmo até um desígnio para o nosso concelho!
Bem vindo ao clube, e vale mais tarde que nunca.
Apenas ano e meio depois de uma campanha em que se defendia que o Turismo tinha que ser uma actividade como qualquer outra, e depois de se ter banido o objectivo 18 das grandes Opções do Plano, finalmente se entende que o Turismo será a principal - para não dizer a única - actividade que nos resta num futuro próximo.
Mas não digamos isto de forma resignada, ou triste, porque
O turismo é só a maior indústria do mundo!
Os nossos vizinhos Espanha e a Franca têm, já hoje, no turismo a sua principal fonte de receitas, por exemplo, ultrapassando em larga medida as que o bem conhecido “pomar da Europa” traz a “nuestros hermanos” e as que a mega-indústria automóvel traz a França apesar de ser uma das maiores a nível mundial.
Nós, em Portugal, não teremos condições para ombrear com uma coisa nem com outra.
Mas Turismo podemos ter.
Portanto não encolhamos os ombros numa atitude triste e resignada… porque não nos calhou o resto do tacho, meus senhores: calhou-nos a parte de leão.
Parte de Leão essa que nós temos vindo a desprezar, é certo. E, tal como acontece no reino animal, o que uns desprezam os outros aproveitam e assim Seia, que sistematicamente tem abdicado da sua parte de leão no que ao turismo diz respeito, deixa naturalmente espaço para aqueles a quem depois denominamos de “os maus da fita”, os aproveitadores, que vêm do outro lado da serra, simplesmente banquetear-se com o que nós deixamos à beira do prato.
Não os podemos levar a mal. De facto eles não nos roubam nada. Somos nós que desprezamos o verdadeiro bife da alcatra e o néctar do Dão regional e os substituímos alarvemente pela sandes de torresmo e pelo penalte verde.
O Turismo e a riqueza são de quem os procura e de quem os sabe aproveitar, meus senhores!
Muito se tem perdido para a Covilhã e, meus senhores, o mérito não é só dos Costa Pais!
Há muito demérito e muito laxismo dos organismos oficiais do lado de cá da serra e também – há que o dizer claramente – da fraca iniciativa privada da nossa encosta.
Mas é claro: não adianta chorar sobre o leite derramado.
Não se pode mudar o passado. Há que olhar em frente e construir um novo futuro.
E vale muito mais começar agora, embora tarde, do que nunca, a trabalhar nesse sentido.
Como todas as indústrias o Turismo necessita de infra-estruturas e condições específicas para que possa singrar e fortalecer-se.
Madrid e Barcelona têm, neste momento, tantos visitantes como residentes. São milhões de pessoas por dia e se cada uma deixar lá 100 euros, são centenas de milhões de euros por dia que ficam em Madrid e em Barcelona, a mais do que aqueles que ficariam, sem o Turismo.
E Quantas industrias poluidoras seriam necessárias para trazer este mesmo «income» a estas cidades?
O turismo não polui, não se deslocaliza, não fecha as portas para ir para países de mão de obra barata como a Polónia, a Roménia ou Portugal, segundo o ministro Pinho. Cuja inteligência é apenas comparável ao nome que lhe calhou em sorte.
O turismo duplica, triplica, multiplica a riqueza de uma região.
Se ordenado e regrado, os seus produtos são inesgotáveis.
Não é preciso comprá-lo para o voltar a vender.
Os Cântaros estão no mesmo sitio há 20 milhões de anos.
As ribeiras e os cursos de água também.
Todos os dias lá estão.
Os bosques, tal como os conhecemos, há centenas.
Mas antes havia outros.
Que serão substituídos por outros ainda, amanhã
A indústria do turismo é totalmente auto-reciclável e os clientes facilmente se fidelizam ao maravilhoso produto que tivemos a sorte de nos vir parar às mãos.
Uma bênção de beleza e recursos infinitos, geradora de Paz e de riqueza, com que a Mãe Natureza nos presenteou e que nós temos vindo a desperdiçar e a malbaratar a cada ano que passa.
Tudo o que Seia tem que fazer é arranjar forma de partilhar essa bênção de forma ordenada com quem nos visita, para que se minimizem os males que a sua divulgação fatalmente acarreta.
Ao contrário de alguns puristas que defendem que a serra tem que ser preservada da civilização para que se mantenha impoluta e intocável através dos tempos, eu não partilho dessa visão fundamentalista.
De nada nos serve a beleza que não é vista, a música que não é ouvida, a maciez que não se toca.
A Humanidade deve ter acesso a todas as maravilhas naturais. Cabe aos autóctones – nós – preservar esses Bens a fim de os podermos transmitir às gerações vindouras.
Mas não basta proteger a Serra. A Encosta Nordeste (a nossa parte da Serra) tem que ser também divulgada, para que o turista sinta o seu apelo e a necessidade de a vir conhecer ao vivo.
Aqui se enquadrarão as campanhas publicitárias, de que a participação da CM na BTL foi recente exemplo.
Louva-se o esforço.
Louva-se acima de tudo o profissionalismo da Ana Fernandes que, ali sozinha, fazia das tripas coração para dar resposta a todas as solicitações.
Mas tem que se mudar a imagem e a oferta.
A nossa participação em feiras de turismo tem que ser mais profissional. Este ano, a imagem de Seia já foi mostrada num plasma. É o mínimo que se exige.
Mas é preciso apostar mais na oferta diversificada. Na divulgação do turismo rural, regional, dos percursos pedestres. O CISE tem, nisso, uma palavra a dizer.
Os folhetos que foram entregues na BTL são, de facto, espectaculares e devem ter custado uma fortuna.
Não se pode é criticar alguém por não fazer e depois criticá-lo na mesma quando tenta fazer.
Há que ajudar quem quer fazer.
Muito bem. É por ai.
Mas também não se pode ficar apenas à espera de mais um ano e mais uma BTL com o mesmo stand do costume.
É preciso inventar, mudar a imagem do stand e da oferta disponível – a informação turística deve ser global e não se ficar por uma ou duas casas de turismo rural.
Há mais de 20 no concelho. Que é feito das outras?
Há várias marcas de queijo para além da Matias.
A Casa Matias deve estar representada, claro, mas que é feito das outras?
A imagem do Stand tem que ser apelativa, cheia de imagens do concelho e da serra e não apenas um expositor já algo danificado feito de simples vinyl de corte com o logotipo da cidade. Isso tem muito pouca informação
É preciso ao longo do ano chamar a atenção do visitante potencial para a beleza da serra de verão, altura em que ela esta deserta.
É necessário criar programas atractivos,
Percursos entre freguesias / aldeias de xisto aldeias de granito.
O nosso concelho tem para mostrar o xisto e o granito, enquanto a serra da Lousã, a do Açor e outras só tem uma coisa: ou xisto ou granito.
Nós temos as duas porque a serra do Açor entronca na Estrela em Loriga.
Loriga é o paradigma da maravilha da serra.
Loriga é granito / Fontão ja é xisto.
Cabeça e Casal do Rei são xisto. Teixeira é xisto. Alvôco tem os dois.
E depois o Alva agreste do Sabugueiro e a acalmia de Vila Cova e a magnificência de Sandomil…
É preciso que a iniciativa privada invista.
Mas não há iniciativa privada.
Com o apoio da Câmara e das juntas de freguesia era possível criar percursos inter freguesias. Percursos que liguem S. Romão, Valezim, Sazes, Corgas e Sandomil
S Romao, Valezim, Loriga, Alvôco
S Romao, Valezim, Cabeca, Casal do Rei, Vide
S Romao, Valezim, Vide, Teixeira, Alvôco, Loriga, Seia
Sabugueiro, Lagoa, Torre
Sabugueiro, Lagoa, Loriga
Torre, Lagoa, Loriga
Etc etc etc
É preciso promover a imagem de Seia na Torre – que se encontra completamente descaracterizada, cheia de produtos estranhos: tigres brancos do Tibete, Pandas da China e Coalas da Austrália misturados com N. Sras de Fátima…
Na serra: e apenas à beira da estrada: há que divulgar por exemplo a Fonte dos Perús, as Candeeiras, as lagoas de Loriga. É tudo concelho de Seia.
Mas depois a falta de apoio técnico: os milhares de excursionistas que enchem os degraus da lagoa comprida com os farnéis. E as toneladas de lixo que lá ficam a cada fim de semana.
Muito há a fazer pelo turismo na serra.
E pelo ordenamento desse turismo. Promove-lo é urgente. O turismo selvagem que hoje temos tem que ser reordenado.
À beira da lagoa e preciso construir apoios ao turismo excursionista.
Casas de banho, Self services, lojas de informação turística e regional, comércio de qualidade.
Se é queijo que o turista procura, muito bem venda-se queijo, mas não o da Beira Baixa!
Nem casacos da Maia, nem camisolas do Alentejo!
Nem Sra de Fátima com os emblemas dos 3 maiores clubes de futebol.
Há que ordenar. Há que proibir o lixo cultural e o lixo orgânico.
Regras tem que ser estabelecidas.
O tão atacado parque natural ainda e o único organismo que luta pela preservação da qualidade ambiental da serra.
Não tenhamos duvidas: se não existisse o Parque, a esta hora a serra seria uma lixeira gigante.
Alguém disso duvida?
Mas o parque não pode fazer tudo sozinho.
Não há patrulhas a vigiar a serra quando e mais necessário: aos fins de semana de inverno. Também não há apoio ao viajante.
É turismo selvagem apenas o que temos na serra. Não pode ser.
Perguntam-me os presidentes das juntas: Que faz a Urze? Que fazem as bonitas pick ups reluzentes e amarelas que se vêem para cima e para baixo na serra para além de fazerem peões no Vale do Rossim?
Nao sei responder. Mas gostava de saber.
Os presidentes das juntas tem uma responsabilidade acrescida neste turismo que se quer de qualidade.
A iniciativa privada já esta no terreno sob a forma de turismo rural. Isso há muito.
Mas desacompanhado. É preciso criar actividades de turismo cultural ou pelo menos de contemplação.
Porque temos muitos monumentos megalíticos e nenhum está classificado.
Temos Pontes romanas gigantes, como a de Sandomil, a par de outras minúsculas como a do Carvalhal da Louça.
Temos autênticas obras de arte como a ponte romana da Folgosa, com aquele marco impressionante cujas inscrições já mal se descortinam.
Quem está ali enterrado? Consegue ler-se Antonius. Mas Antonius quê? quem era? Que legiões comandava? Em que ano? O que conquistou ele?
Nada se sabe.
Qualquer dia nada mais se poderá recuperar.
Só de jeep se lá consegue chegar e mal…
Mas temos mais: Temos antas grandiosas como a de Vale de Igreja por estudar e classificar.
Quantos anos tem? 5 mil, 6, 10? Ninguém sabe.
Assim não vamos lá.
O viajante e nós, os senenses que aqui nasceram e os que para cá vieram morar com 6 anos de idade, como eu, queremos conhecer o nosso Património Cultural.
Temos direito a isso.
É uma tarefa maior.
Descobrirmos e Aprendermos o que temos para legarmos às gerações vindouras.
Sermos os Descobridores do nosso concelho e como tal lembrados pelos nossos filhos e netos.
Meus senhores:
E preciso ordenar.
Dotar de regras o nosso Bem maior: O Turismo.
Que será a salvação, mas não só, o progresso e o desenvolvimento de Seia e do seu Concelho.
Não continuemos a desprezar as maravilhas com que a Mãe Natureza nos presenteou.
Não temos mais esse direito.
Srs Presidentes das juntas, sr Presidente da Câmara, srs vereadores: dentro das minhas humildes capacidades eu reitero a minha disponibilidade, se a quiserem aceitar, para ajudar, trabalhando nessa recuperação Patrimonial e no desenvolvimento do Turismo regrado da nossa região.
Sem ordenados nem senhas de presença.
Este blog ultrapassou o limite de 10 gigas mensais que o photobucket oferece no seu programa gratuito.
Por isso, ou pago 25 aéreos por ano, ou não há mais fotos para ninguém até ao dia 8.
É o problema do grande tráfico.
lá terei que puxar dos cordões à bolsa...
Photobucket Support
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E a Qualidade de vida dos portugueses sempre a descer.
O famigerado bacharel continua a mentir descaradamente ao povo e a manipular informação feita à medida, tal como hoje mesmo, com esta de que os tribunais aumentaram a sua produtividade em 57% por via da redução das férias judiciais....
Só quem nunca lá entrou ultimamente pode engolir essa.
A Justiça está mais lenta que nunca! Agora, os julgamentos são adiados quando apenas falta ouvir uma testemunha, porque às 17:30h, IMPRETERIVELMENTE, em todo o país, os juízes dão o seu dia de trabalho por findo.
Nem que só falte 1 minuto para se encerrarem as diligências.
É a resposta que a magistratura decidiu dar ao famigerado.
Os professores deviam fazer o mesmo.
Trabalho para casa? Corrigir testes até de madrugada aos fins de semana?
Por alma de quem?
Alguem agradece?
O povão, ao menos, reconhece alguma coisa?
Ainda criticam...
Ora fazem os juízes e os funcionários administrativos judiciais muitíssimo bem.
Toca de fazer o mínimo, já que é isso que o triste bacharel diz que valemos...
O famigerado bacharel, pelo seu lado, consegue valer ainda menos do que o que menos produz, na função pública.
A primeira parte da animação da maior Feira medieval que se realiza por estas bandas.
Este ano até gibóias e odaliscas compareceram, para além dos saltimbancos, grupos corais e grupos de música medieval.
Sócras recuou no plano que previa o fecho de 15 Urgências hospitalares. E mandou o desajeitado Correia de Campos assinar ontem protocolos com seis municípios que iriam ficar sem Urgências nenhumas se o plano inicial fosse avante.
Assim, algumas unidades vão funcionar nos mesmos locais e com as mesmas equipas, embora as horas de funcionamento sofram redução. E, para salvarem a face, também lhes mudaram o nome: deixam de se chamar Urgências e passam a denominar-se ‘Consultas Não Programadas’.
É a prova de que estes tipos também se acobardam quando vêm o povo em protesto.
A saída é, portanto, mesmo essa: há que protestar e partir a loiça.
A única linguagem que estes tipos entendem é a força bruta, porque têm um medo que se pelam de um eventual confronto generalizado nas ruas.
Bem sabem que a coisa descambava de imediato. A polícia de choque fazia asneiras, como sempre; o ministro da administração interna não saberia o que fazer e com o povo nas ruas e as televisões todas em cima, qualquer protofascismo tuga (este ou o próximo que vier) recuará sempre.
Todos têm um cagaço terrível que lhes aconteça o que acontece em Paris, volta não volta e, de facto, têm bem razão para o ter, que a coisa está por um fio...
Armam-se em arrogantes e prepotentes, mas quando confrontados com a ira e o protesto popular reduzem-se de imediato à sua brutal insignificância...
O protesto destemido é a única resposta eficaz, tal como já acontecia no tempo do inefável Guterres.
Documentário realizado com alunos do Clube de Audiovisuais e Novas Tecnologias da Escola Dr Abranches Ferrão - Seia.
Uma viagem, seguindo o percurso da água, desde o ponto mais alto de Portugal Continental até ao sopé da Serra da Estrela.
De onde vem a água que utilizamos?
O que lhe acontece depois de utilizada por nós?
Os alunos mostram, explicam e respondem a esta e a outras questões.
Março de 2004.
Eu (no meio da Orquestra Sinfónica do Norte) e o Sequeira - Foto Flash - cá em cima no coro da Igreja, de máquinas em riste, fazíamos das tripas coração para arranjar planos interessantes a partir de um assunto praticamente estático: uma orquestra sentada. Imóvel.
O resultado, à distância, nem foi mau.
Não havia luz à altura, por isso tivemos que diminuir as velocidades dos shutters até ao limite mínimo. E a coisa lá se desenrascou.
O resultado é este (apenas o primeiro movimento: «allegro con brio»).
Este ministro repetente é o máximo!
Melhor que o próprio Pinho himself!
Imagine-se que, na quarta-feira, o fecha-hospitais recebeu o presidente da Câmara Municipal da Régua, o social-democrata Nuno Gonçalves, acompanhado «não pelo seu chefe de gabinete, não pelo secretário de Estado, e não pela secretária, mas por um deputado do PS!!!».
Se não lesse isto no Portugal Diário não acreditava!
Ao que isto chegou!
Qualquer dia começa a receber as pessoas no Largo do Rato, assessorado pelo outro grande socialista Victor Constâncio...
Mas mais:
Disse Correia de Campos, a propósito da participação do presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Baptista, na manifestação em protesto contra a desclassificação da urgência do hospital local de médico-cirúrgica para tratamentos básicos:
«O presidente da Câmara Municipal de Chaves tornou a sua vida mais difícil ao participar na manifestação».
A sua vida? A vida dele ou a da população?
Porque quem torna as vidas das populações insustentáveis é mesmo o fecha-hospitais!
E este revanchismo bafiento não lembra MESMO alguma coisa anterior ao 25 de Abril?
Mas estes politiqueiros de meia tigela bem instalados na vida à custa da política ainda não perceberam que Portugal já vive há 33 anos em Democracia?
E que JÁ existe Liberdade de Expressão, pela qual tanto se bateu Mário Soares
Ao que isto chegou!.. Autoritarismo, ameaças...
Será por isso que o António Oliveira é, de longe, a personalidade mais votada nos Grandes Portugueses?
Concentração de automóveis antigos organizada pelo Museu do Brinquedo de Seia.
Só os primeiros 10 minutos, que o Youtube não dá para mais.
O filme tem 40 min e está disponível no Museu do Brinquedo em Seia.
Realização minha e voz de Madalena Cunhal.
Casos destes acontecem todos os dias.
Não vejo ninguém ralar-se com isso.
Só quando nos toca a nós é que berramos que nem capados contra a pouca vergonha que é o SNS.
A mim já me tocou.
Um grupo de foliões entre médicos, médicas e enfermeiras, divertiam-se à grande e à francesa nas urgências de Coimbra, enquanto o meu pai agonizava na maca, sem ninguem lhe ligar nenhuma.
Deixaram-no morrer enquanto combinavam alegremente onde é que iam jantar naquela noite.
Por isso trarei aqui sempre casos iguais ao do meu Pai. Na esperança que alguém ponha mão em muitos dos descarados assassinos que ganham a vida deixando morrer os outros, no SNS.
Aqui vai mais um.
Fernando dos Santos deslocou--se três vezes às Urgências do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) com fortes dores nas costas e no peito.
Apesar das queixas insistentes, o doente, de 61 anos, foi sempre mandado para casa com uma receita médica, acabando por morrer, no passado dia 14, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), devido “à dissecção de uma artéria da aorta”.
A família não se conforma com a situação e acusa o HDFF de negligência médica. “Não o trataram como devia ser e agora já não está junto da família”, lamenta Fátima Camarinho, viúva de Fernando dos Santos, antes de explicar: “O meu marido era um homem saudável, que nunca esteve doente nem teve problemas de coração.”
Tudo começou no dia 11, quando a vítima sentiu fortes dores nas costas e no peito. Fernando dos Santos foi de ambulância de casa – na Tocha, Cantanhede – para o HDFF e saiu, horas depois, com uma receita médica. No dia seguinte, as queixas mantiveram-se e a família levou-o de novo ao hospital. “Tinha dores insuportáveis e não conseguia deixar de gritar, mas voltaram a mandá-lo para casa com uma nova receita médica, dizendo que os exames não acusaram nada de grave”, lamenta a viúva.
No terceiro dia, Fernando Santos regressou às Urgências do HDFF, mas foi encaminhado para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), onde acabou por morrer, “devido ao rebentamento de uma veia no coração”, diz Fátima Camarinho, que acusa o Hospital da Figueira de negligência médica. “Os médicos não fizeram o diagnóstico com rigor quando entrou no hospital pela primeira vez”, desabafa.
QUEIXA NÃO CHEGOU À DIRECÇÃO
A família da vítima apresentou uma reclamação por escrito, com duas páginas, nos serviços do Hospital Distrital da Figueira da Foz. O documento deu entrada no dia 17.
A directora clínica do Hospital Distrital da Figueira da Foz, Teresa Monteiro, disse ontem desconhecer a existência da reclamação. Como tal, recusou pronunciar-se sobre o caso.
in CM
Uma banda senense com músicos excepcionais, uma iluminação e um som imbatíveis a tocar muitíssimo bem. Aqui fica uma amostra.
Contactos: JC SOM Produções
Driv'in... é um conceito que inventei ontem.
Por isso não tive tempo ainda para o afinar. Está em bruto, portanto.
Mas desenvolve-se à volta da possibilidade de um internauta poder «conhecer» uma localidade onde nunca esteve e nela poder «passear», ficando depois a conhecê-la de uma forma geral.
Ao contrário do que existe profusamente na net, esta visita não é virtual.
É perfeitamente real. O cibernauta vê realmente as casas, os jardins, as fontes, os monumentos que realmente existem, e cruza-se com automóveis e pessoas reais. Não há simulações nem imagens 360 virtuais que nunca funcionam.
Haverá imagens panorâmicas, mas são reais. Com as ferramentas minimas disponíveis pode sempre «voltar-se atrás» ou ver as coisas em reverse.
O "passeante" é conduzido através das ruas da localidade como se de uma viagem de taxi se tratasse.
Aqui e ali, o passeante "pára e sai do taxi", para apreciar melhor este ou aquele pormenor da arquitectura ou da beleza natural local.
De futuro terá narração e uma colecção de pontos de interesse turístico.
Transformar-se-á, pois, numa visita turística guiada.
Com patrocinadores: Restaurantes, Hotéis, Casas de Turismo Rural, comércio e indústria locais, para além das autarquias, evidentemente, que terão o maior interesse em publicitar as suas cidades e concelhos na única janela aberta para o mundo sem hora marcada: a World Wide Web.
O passeante entra num restaurante, num hotel, num jardim. Se não quiser, sai imediatamente, saltando para a frente, ou para trás, e pode seguir «Viagem».
O cibernauta pode apreciar visualmente os pratos e ouvir os sons naturais que se produzem localmente. Só não pode provar a gastronomia que vê...
Para já fica apenas o conceito base, que pode ser trabalhado com informação e material extra.
Começamos com um passeio (Drivin in...) em Santa Comba Dão.
A moderna e bonita cidade onde nasceu, entre outros, o António Oliveira.

... e apesar de o filme não ter corrido a maior parte do dia, devido a problemas técnicos a que sou totalmente alheio.
Parabéns ao Carlos Branquinho, ao Ricardo Mota Veiga (F.O.R.M.A.T.O.S) e ao Paulo Farol.
E a mim também, já agora....
Apresentação produzida e realizada por mim, com fotografia de Ricardo (F.O.R.M.A.T.O.S) Mota Veiga, e voz de Paulo Farol.

Vai nevar na Serra da Estrela a partir de amanhã.
Na terça feira com força (7 cms na Torre).
Teremos, pois, um Carnaval na Neve a sério.
Terça feira de Carnaval estará tudo branquinho a partir da Lagoa Comprida. Um espectáculo único para quem subir a Serra pela nossa encosta - Seia.
Quem entrar pela Covilhã só vê neve mesmo lá em cima na Torre.
Perde 99% do espectáculo natural.
Eu avisei...
Palavras para quê?
É apenas o governo do bacharel galguista, do pinho xoné, da milú Rodrigues, do Walter o lemos e do fecha-hospitais no seu melhor.
Uma miséria e um compadrio tão descarados como estes nunca se viu!
Despedido de uma empresa do Estado e devidamente indemnizado para ir trabalhar para outra empresa do estado a ganhar ainda mais... e o chefe é o mesmo!!!!!
Um escândalo destes nem na Sicília!!!
Se fosse no tempo do Santana Lopes esta pouca vergonha dava perda de mandato directa.
E hoje?
Alguém abre a boca????
O CM, que ainda é o único jornal que vai dizendo umas coisas, bem traz os assuntos à primeira página, mas MAIS NINGUÉM fala disso.
Não há repercussão. Fica tudo abafadinho, como no tempo do fascismo.
A comunicação social, propriedade da Alta Finança, tem que abafar todos os escândalos deste governo (e dos próximos).
E querem estes tipos fazer passar uma imagem de competência e seriedade para o povo...
Tá bem, abelha!
JÁ ESTÁ DISPONÍVEL NO SITE www.dgrhe.min-edu.pt A INSCRIÇÃO OBRIGATÓRIA PARA
OS NOVOS CANDIDATOS
E O TESTE RECOMENDÁVEL PARA VERIFICAÇÃO DA PALAVRA CHAVE E Nº DE CANDIDATO PARA OS QUE JÁ CONCORRERAM NO ANO PASSADO
QUALQUER DÚVIDA TELEFONE DO SPRC - DELEGAÇÃO DE SEIA 238 315 498
AVISEM OS COLEGAS NOVOS
OBRIGADO
Ó fleguês, venha lá investile no nosso país, fleguesinho...
Temos mão de obla balata, não vos coblamos impostos pelas melcadolias maladas e de contlaflacção que vocês vendem às toneladas nas V. lojas chinesas, não vos exigimos facturas nem lecibos, deixamos-vos fazerem concolência desleal aos nossos comelciantes e ainda vos mostlamos a polta de entlada pala Angola que vocês já contlolam há uma década!
Que mais quelem?
Venham para Poltugal, venham, que é um país de futulo: tlagam as vossas famílias de milhales de pessoas, que nós agola até vamos tel clínicas de abolto a factular 9 milhões pol ano.... qualquel dia a juventude poltuguesa é composta de descendentes de ciganos e chinesinhos...
Só têm que disputal este teleno com os "gypsies"... mas vocês ganham de celteza polque são muitos mais!
Venha lá fleguês!
«Os professores estão a faltar 40% menos, desde que foram implementadas as aulas de substituição»...
Walter, o lemos, TSF, 13/02/2007 d.C.
Só falta dizer em que é que baseou esta magistral galga:
1 - A que período respeita? De Setembro 06 a Janeiro 07? Ou outro à escolha do freguês?
2 - Relativamente a que período anterior? Período homólogo do ano anterior? Período homólogo dos últimos 10 anos? 30? Desde J. Cristo?
3 - Quem fez o levantamento dos dados deste ano? Alguém acredita que tivesse havido tempo para isso, quando o ME demora mais de um ano a dar uma resposta a um simples requerimento? E tratar estes dados? E compará-los com seja lá o que for?
Só um estúpido cai em galgas desajeitadas como esta.
O lemos aprende com o mestre Bacharel galguista, passando atestados sobre atestados de estupidez ao povo.
Que alegremente os aceita sem questionar coisíssima nenhuma.
É o Portugal do 2007...
Que lindo referendo este!
Aposto que a abstenção ficaria próxima do zero.
Mas é claro que este assunto não é importante...
Para o bacharel galguista.
Ze Pedro Gomes in Cromos da TSF
Quão ingénuas podem ser 2,2 milhões de almas...
O Negócio das clinicas Luso-Espanholas estima-se em 9 milhões po ano: pouco menos do que custou o aborto do referendo.
Quem é que o povão pensa que os vai pagar?
Se os hospitais os fizessem, as clínicas não teriam clientes.
Porque é que já se estão a instalar cá, hipoteticamente dando tiros no escuro?
Porque têm garantias deste governo de que o SNS não os fará.
Ninguém investe 4 milhões de euros numa clínica para depois não ter clientes.
Toda a gente sabe disso...
Menos o povo que, ingenuamente, lá foi votar a pensar que está a fazer Bem...
E até está.
Às Corporacions Genocidoestéticas.

Aqui está espelhado o aborto do referendo.
Eis alguns números elucidativos:
Votaram SIM 25.4% dos eleitores. 2,2 milhões de pessoas.
Votou SIM esta grande minoria de portugueses, que o galguista-mor e sus muchachos se apressaram a chamar de «Os Portugueses».
25% dos eleitores é que são, afinal, «Os Portugueses».
Os outros 75% - ou seja 6.6 milhões que, ou votaram Não, ou nem sequer lá puseram os pés, não são «Os Portugueses».
São o triplo dos portugueses do Sim, mas pelos vistos não são portugueses nenhuns!
Devem ser espanhóis!
Ficamos, pois, a saber que em vez dos 10 milhões de habitantes que se sabia existirem até agora, e dos 8.8 milhões de eleitores, afinal só existem 2,2 milhões de Portugueses!
Parabéns para todos os que o não são. De certeza que só têm a ganhar com isso.
Pelo menos enquanto for esta a classe política que se governa, desgovernando-nos.
Incrível, este bacharel!
Mais maquiavélico que o próprio Salazar.
Espero que reponha os cofres do estado dos 10 milhões que nos fez perder, a todos, neste referendo inútil.
Se não tiver disponível, de momento, a gente aceita uma garantia de hipoteca sobre o Freeport.
Este país só pode ser levado na brincadeira, mesmo!
No princípio desta palhaçada escrevi as razões que me levam a concluir isso mesmo. Que apenas de uma indigna palhaçada se trata, nesta história do aborto para distrair o povão. A argumentaçãpo é clara e não a vou repetir.
Na altura defendia que quer ganhasse o SIM ou o Não tudo ficaria igual, pelos motivos apontados.
Hoje, 3 semanas depois do início do carnaval, a minha suspeita transformou-se em certeza absoluta.
Vejamos as respostas às questõe seguintes, mesmo que ganhe o SIM:
- As menores de 18 anos poderão abortar sem serem penalizadas?
Não.
- As grávidas poderão deslocar-se a hospitais distantes, nas ambulâncias dos bombeiros, a fim de preservarem o anonimato, para poderem abortar?
- Não. O estado não pagará deslocações.
- Os médicos são obrigados a fazer abortos a pedido das grávidas?
- Não.
- As clínicas privadas podem vir a receber apoio do Estado para fazer abortos?
- Embra nada se tenha dito a esse respeito, isso é mais que evidente. Se não receberem, ninguém o fará. Qual é o hospital público que o vai fazer? Onde é que há médicos, obstetras, anestesistas em quantidade suficiente, por esse país fora, que se queiram dedicar à mortandade? O negócio é mesmo esse...
- E se, mesmo ganhando o SIM, o referendum não for vinculativo (4,3 milhões de votos)?
- Fica tudo como está.
- Se o SIM vencer, como tudo indica, quanto tempo levará a lei a ser promulgada?
- Não se sabe. Primeiro é preciso fazê-la e regulamentá-la. Depois é preciso fazê-la cumprir. No SNS não haverá, em todo o país, mais de 50 médicos que se prestem a isso. E também não é preciso mais, que nenhuma mulher recorrerá ao seu hospital de residência para pedir um aborto. Portanto dos 20 mil abortos anunciados (?) por ano, far-se-ão uns 50 de forma legal. E provavelmente terão que vir para aqui médicos estrangeiros fazê-los nas urgências e nas Maternidades agora fechadas.
Claro que a maior parte se fará nas clinicas privadas, como sempre, às quais as pobres e as desprotegidas não terão nunca acesso. Porque mesmo que comparticipe, o Estado não pagará tudo. Haverá sempre uma fatia a ser paga pelo utente nas privadas....
Se isto não é chamar o povo que vai votar literalmente de estúpido, o que é que isto será...?
Mas cada um tem o que merece.
Daqui a um ano cá estaremos para fazer o balanço.
Para ver o que se ganhou com este carnaval e estes 10 milhões de euros já gastos para entreter o povão mais bruto e atrasado da europa.
Para todos aqueles que estavam à espera de que nada se soubesse.... correu mal.
Vamos à corrida!
A desanexação daquela vasta área pertencente à rede natura 2000 constituiria, por si só, um gravíssimo crime ambiental punido pela UE.
Como se tal não bastasse, no mesmo dia foi autorizada a construção, nesses terrenos protegidos, do mega empreendimento Freeport.
O caso foi levantado pela comunicação social mas imediatamente abafado e os jornalistas selvaticamente perseguidos com processos crime por difamação... por dizerem a verdade.
Hoje, o Freeport assume-se como um gigantesco flop. O maior caso de insucesso comercial no que concerne às grandes superfícies.
Mas isso não interessa nada.
A Alta Finança, os imperadores do betão e os políticos que autorizaram aquele atentado ambiental ficaram todos muito bem, por certo.
A seguir construir-se-á outra coisa qualquer naquele sítio, financiado pela alta finança e prontamente levantado pelos donos do betão.
Agradecendo, claro, a quem autorizar a reconversão...
Tive que esperar até hoje de manhã para ouvir a única ideia verdadeiramente importante desde o início deste inútil carnaval antecipado que é o referendo.
Em democracia não é o povo quem ordena, como Zeca Afonso ingenuamente sonhava, mas é ele quem vota em quem vai mandar.
O povo português votou no bacharel.
Ao bacharel não lhe passou pela cabeça perguntar ao povo se concordou ou não com:
- A imediata subida do IVA para 21%
- A subida dos restantes impostos, da Electricidade, dos principais produtos e serviços, das coimas, dos combustíveis.
- O fecho das Urgências e das maternidades que obrigam portugueses a irem nascer a Espanha.
- O encerramento de milhares de escolas que obrigam milhares de alunos em tenra idade a percorrerem horas em transportes indignos, por dia.
- Os milhões de milhões que serão distribuídos pelos bolsos dos mesmos na construção do inútil aeroporto da Ota e do mais inútil ainda TGV.
Já Guterres se tinha esquecido de perguntar ao povo se concordava com:
- A EXPO 98 onde Mega Ferreira perdeu 5 milhões de contos (e não euros).
- A construção dos 10 mega-estádios de futebol a 10 milhões de contos em média cada um, hoje completamente às moscas, mas que serão pagos durante os próximos 30 anos por autarquias absolutamente falidas que conseguiram empenhar definitivamente a qualidade de vida das próximas duas gerações dos habitantes locais.
E, no fundo, nem Guterres nem o bacharel nem Cavaco nem Soares se lembraram de perguntar ao povão se ele não se importa de continuar a assumir-se como o mais pobre, doente e analfa da europa; e de continuar a descer convictamente na tabela civilizacional Europeia a cada dia que passa.
Esqueceram-se, prontos.
Paciência.
Mas eu não me esqueço de perguntar ao povão que passa o ano a queixar-se da falta de dinheiro, da doença que é a saúde pública, da injustiça diária que é a justiça portuguesa, da falta de funcionalismo que é o funcionalismo público, etc, etc, etc, o que vai fazer na hora de decidir.
Embora já o saiba bem porque as milhares de patranhas diárias debitadas pela máquina propagandística do bacharel são as únicas coisas eficazes no seu governo.
Por isso, a história repetir-se-á.
O povão vai dar mais uma vitória ao bacharel, a quem competia mudar este estado de coisas e, em vez disso, continua a esmifrá-lo nos seus últimos cêntimos, enquanto continua a aliviar de impostos os financiadores da Ota e do TGV - a alta finança mega-milionária.
Que hoje mesmo se soube que bateu, mais uma vez, todos os recordes em lucros absolutos, acumulando 2.000 milhões de euros praticamente livres de impostos, o que dá, para os diferentes bancos, um acréscimo de 24 a 36% nos lucros relativamente ao ano transacto.
É o fado tuga.
Ninguém se pode queixar.
Ainda só vi 32 vezes o resumo do jogo de ontem nos 3 canais abertos e na SIC Notícias. Aqui é praticamente em loop. Mal termina a peça, volta a começar, para que ninguém perca pitada deste grande dia de Orgulho nacional!
E se houver alguma estação de televisão que não abra os seus serviços de notícias com o jogo, hoje, denunciem-no imediatamente aos provedores.
Será um caso de lesa-Pátria!
Estejam bem Alerta, verdadeiros Portugueses!
Ao condecorar o pior magistrado da nação de todos os tempos, reconhecido por todos os seus pares e por todos os que ainda resistem às toneladas diárias de anestesia, lixo e desinformação que as televisões afincadamente debitam neste país à beira mar desamparado, Cavaco iguala-se, ele próprio, ao pior Presidente da República de todos os tempos: Cenourinha Sampaio, o zérico palavroso.
Com este acto, que mais não é que a gota de água que faz transbordar o cada vez menor cálice da minha paciência para com esta avassaladora e congénita estupidez tuga, Cavaco Silva perdeu, para mim, a última réstea de crédito político que ainda lhe restava.
Por mim, até já pode desatar a condecorar o Zé Cabra, o Hermínio pastor e a queda a pique dos shares da SIC que possibilitou, na época do Zé Cabra e neste preciso momento, as suas respectivas promoções a «vedetas» nacionais.
Recebo este mail do meu bom Amigo Luis Taborda (DJ Tab), que não resito a partilhar com os meus irredutíveis leitores.
"No dia 03/10/2006 num daqueles programas da manhã da SIC ou TVI esteve como convidado um senhor, humilde, a contar uma história que ultrapassa a compreensão :
Faz três anos ficou COMPLETAMENTE CEGO fazendo uns trabalhos de soldadura. Fartou-se de ir aos médicos do serviço nacional de saúde, médicos e mais médicos, horas e horas de espera para as consultas, etc.
Os médicos acabaram por lhe dizer que o seu caso não tinha cura, e que só poderia ser observado para obter ALGUMA MELHORIA em Cuba ou Espanha.
Resumindo: ele é pobre e o nosso serviço nacional de saúde não se preocupou em canalizar o homem para ser visto no estrangeiro (é um direito consagrado). Ele pensou em suicidar-se, pois não queria mais viver assim.
Por coincidências da vida, o seu filho é casado com uma UCRANIANA, (um país pobre??? !) e ela, através de familiares na UCRANIA, tentou levar o sogro por CONTA PRÓPRIA, para verem se poderia haver alguma esperança para si, naquele país mais pobre do que o nosso.
CONCLUSÃO:
O homem chega à UCRANIA de manhã e é levado de IMEDIATO para o serviço médico para dar entrada.
NESSE MESMO DIA, às duas da tarde, fez uma cirurgia com LASER. ACONTECEU UM MILAGRE!!!
Quando acabou a sessão laser, o doente JA ESTAVA A VER O MÉDICO.
MILAGRE?? NÃO!!!
A ISTO CHAMA-SE MEDICINA E TECNOLOGIA!!!
EU ACRESCENTARIA QUE ALÉM DE SE EXERCER MEDICINA , HÁ QUE SE TER RESPEITO PELO "SER HUMANO".
AS PESSOAS TÊM QUE SER RESPEITADAS COMO TAL.
EM PORTUGAL, O DESGRAÇADO NUNCA MAIS RECUPERARIA A VISÃO!
TRÊS ANOS VIVEU CEGO E RECUPEROU A VISTA, LÁ, EM MINUTOS!!!!!
O homem chorava ao contar isto (ele chegou de lá há cerca de um mês)
MAIS... NÃO PAGOU NADA... RIGOROSAMENTE NADA
SÓ pagou as gotas que tem que deitar nos olhos!
O homem ainda foi falar ao Ministério da Saúde (Português), para ver se ao menos lhe comparticipavam o medicamento, mais foi como deitar água num cesto...
Que vergonha este nosso s.n.s. (serviço nacional de saúde) que deveria
ser escrito com maiúsculas ( S.N.S.), mas que não merece sê-lo.
Divulguem.
É PRECISO QUE OS NOSSOS GOVERNANTES SE SINTAM ENVERGONHADOS.
TALVEZ ASSIM TOMEM MEDIDAS PARA QUE TODOS TENHAMOS DIREITO A SER TRATADOS DIGNAMENTE NAS HORAS EM QUE MAIS INFELIZES NOS SENTIMOS - QUANDO NOS FALTA A SAÚDE.
Meu Caro:
Essa esperança perdi-a eu há muito. Os doentes são tratados, no SNS, como animais vadios.
Quem não tiver um "conhecimento" ou uma cunha num Hospital público é deixado a apodrecer nos corredores ou encostado às paredes das urgências.
Desgraçadamente.
E olhe que eu sei bem do que falo...
As galgas do bacharel e sus apaniguados não passam em claro neste blog.
Eis o que se passa, realmente, em Espanha:
O facto de as clínicas em Badajoz fazerem aborto à balda (sem fiscalização aparente) não significa que o aborto em Espanha seja livre.
Porque o não é.
A lei espanhola é tão restritiva como a portuguesa actual.
«Existe despenalização até às dez semanas, em caso — comprovado — de perigo para a vida da mulher, má formação do feto ou violação».
O que se passa é que, em Espanha, as clínicas fazem-no mais ou menos à balda, porque o governo - que nunca referendou o aborto - tem fechado os olhos a esta prática.
O que está a acontecer neste momento é que se estão a realizar 80 mil abortos por ano em Espanha. Um em cada 7 minutos e 6100 por mês. E como as as sequelas a nível emocional para as jovens e casais começam a ser incomportáveis, as autoridades começaram já a perseguir as clínicas que o fazem abertamente.
«Recomeçou a debater-se a questão nos últimos meses, porque se descobriu que existem clínicas espanholas que, infringindo a lei, se dedicam a eliminar seres humanos a qualquer preço e em qualquer fase de desenvolvimento do feto», afirmou Juan António Camino, fazendo notar que estes casos já se encontram nas mãos da justiça.
«Uma sociedade que não respeita a Vida é uma sociedade sem futuro» disse, ontem, em Braga.
Cármen Ocaña, psicóloga clínica da Universidade de Sevilha, sustentou que a liberalização do aborto em Espanha não foi uma solução mas sim a criação de mais problemas.
Segundo aquela especialista, o governo espanhol - em Espanha não houve referendo sobre o aborto - optou pelo lado economicista da questão do aborto e não se dedicou a informar a população sobre as consequências físicas e psicológicas de uma IVG e a esclarecer as alternativas ao aborto.
"Para o governo é mais barato eliminar uma pessoa do que criá-la e educá-la", disse a psicóloga clínica, acusando a sociedade espanhola de ser hipócrita por gastar mais dinheiro a salvar o lince ibérico do que a ajudar as mulheres em risco de abortar.
Assente na sua experiência clínica diária, Cármen Ocaña assegurou que as mulheres, os companheiros delas e os médicos que procedem a uma IVG sofrem posteriormente de síndrome pós-aborto.
"Transtornos emocionais e afectivos, ansiedade, sentimento de culpa, de pressão, efeitos psicossomáticos, insónia, predisposição para drogas e álcool, tendências suicidas ou preocupação com gravidezes futuras" são alguns dos sintomas daquele síndrome nas mulheres.
A especialista explicou que nos homens o síndrome pós-aborto provoca tristeza generalizada, transtorno no sono, falta de respeito pelas mulheres e mesmo disfunções sexuais.
Lamentando as estatísticas espanholas que indicam que em cada quatro minutos que passam desfaz-se um casamento e em cada sete minutos há um aborto - por dia há 207 e por ano há 80 mil abortos em Espanha -, Cármen Ocaña afirmou que Portugal irá ter um "problema grande de futuro" caso o Sim ganhe no referendo de dia 11 de Fevereiro.
Imagem colhida na Sic Online.
É preciso resistir a mais esta grande patranha que nos anda a ser vendida a todos.
Se o SIM ganhar, Portugal vai juntar-se aos seguintes países tão atrasados como o nosso, com a modalidade de aborto à balda - sem ser necessário invocar quaisquer razões para desculpabilizar a chacina:
República Checa, Hungria, Eslovénia, Eslováquia, Roménia, Bulgária, Lituânia, Letónia, Estónia, Grécia.
E aos seguintes países realmente desenvolvidos:
Suécia, Dinamarca, Holanda e Áustria.
Todos os restantes países não permitem o aborto sem fortes E COMPROVADAS razões.
E como o bacharel anda por aí a encher o povão com mentiras, como aliás é seu apanágio, aqui vai a Verdade:
Em Espanha: apenas em caso de violação (o bacharel e os movimentos SIM tentam enganar o povo quando insinuam que o aborto é livre em Espanha!)
França: comprovadamente por razões sociais e económicas.
Alemanha = França mas apenas após aconselhamento médico obrigatório
Reino Unido, Itália, Finlândia: por comprovadas razões sociais, sócio médicas ou sócio económicas. Violação. Risco para a saúde física ou mental da mulher.
Bélgica: havendo risco para a saúde da mulher. E por razões sócio económicas comprovadas.
Polónia: apenas em caso de violação, incesto ou mal formação do feto.
Irlanda: só em perigo de vida para a mulher, incluindo suicídio.
Quer dizer: para além de todo os países paupérrimos do leste, apenas os 3 "nórdicos" e a Holanda (que é diferente dos restantes em tudo, desde o livre consumo de drogas até à prostituição em locais públicos e aos casamentos homossexuais) admitem o aborto à balda.
E Portugal, se o SIM ganhar.
Esta é a verdade.
É dificil responder.
Mas acabam por ganhar os Nãos no ranking da estupidez.
É verdade que mais de 90% do SIM nem sequer percebe que vai votar uma emenda ao código penal (o povo mais analfa da Europa a substituir-se aos doutos juristas portugueses! Adoro!).
Mas o Não consegue ainda fazer pior: consegue dar a vitória ao SIM.
Porque, se em vez de votar Não, os seus apioantes nem sequer lá pusessem os pés, ganhavam de certeza. Os SIM não têm quorum para chancelar o referendo.
É preciso que haja 50% de eleitores + 1 a votar para que o referendo seja vinculativo.
Ao ir votar, os Nãos estão, por isso, a ajudar o SIM a ganhar.
Haverá alguma coisa mais estúpida que isto?
Nada.
Em vez de deixar nascer as crianças e depois entregá-las às dezenas de milhares de famílias que chegam a esperar dez (10) anos pela conclusão de um processo de adopção, o Estado, a coberto da estupidez popular, prefere chaciná-las.
12 mil crianças chacinadas por ano são um bonito número de que, ao que parece, Portugal se deve orgulhar.
Se o marido falece, perfilam-se automaticamente 2 herdeiros. A mulher, de imediato, e a criança, quando nascer.
Se a viuva decidir abortar, passa automaticamente a herdeira única.
Se o não fizer, terá que dividir a herança com a criança que nascer.
Aqui legaliza-se não só o aborto como o crime premeditado.
A que ponto chega a estupidez!
Estimando os movimentos pró legalização da chacina que a maior parte dos primeiros abortos se fazem antes dos 18 anos, o que fazer a essas jovens que incautamente engravidam?
A resposta é: NADA.
Não são maiores de idade, por isso a Lei não lhes confere capacidade para decidirem sobre essa matéria.
Nem ninguém pode decidir por elas sob matéria com este grau de intimidade.
Na sua pressa de fazer um bonito e de reconquistar as simpatias ultimamente arredias do povão tuga, o bacharel esqueceu-se disso...
Este referendo é MESMO um imenso atestado de estupidez previamente passado a quem participar neste Carnaval.