Que seja melhor que este 2006, o ano das mentiras de Sócras.
Portugal acaba um dos piores anos da sua História recente.
Pelas perspectivas, o próximo será ainda pior.
Sócras esmifrará ainda mais os pobres e continuará a poupar os detentores das fortunas escandalosas e imorais.
E continuará a proteger a banca e a alta-finança giga-milionárias, que continuarão a não pagar impostos.
Se é verdade que apenas 2% dos portugueses detêm 90% da riqueza do país, porque é que têm que ser os restantes 98% a pagar a crise?
Não seria mais fácil sacar dezenas de milhares de milhões a esses 2%, que nem disso davam conta, do que uns míseros patacos aos 98% de pobres portugueses, patacos esses que tanta falta lhes fazem?
À miserável e criminosa classe política portuguesa que nos tem governado desejo um péssimo ano de 2007.
Que é o mesmo que desejar um óptimo 2007 à minha Pátria.
1400 empregos postos em causa e mais de 5000
indirectamente afectados se tal vier a acontecer.
E, a verificar-se, será a 3ª grande unidade na zona de Nelas-Mangualde a anunciar o seu encerramento só nos últimos 3 meses.
Sócrates diz que está tudo bem.
Mas deve ser no Terreiro do Paço.
O emprego dele só estará em causa em 2009...
Tenho recebido dezenas de pedidos de informação (vários por dia), sobre alojamento na Serra da Estrela no final de ano.
Se ganhasse alguma comissão com isso já podia ter ido de férias para Nova Iorque.
Mas não gosto de Nova Iorque.
Gosto da Serra da Estrela com neve, sem neve e com alguma neve, como é o caso de agora.
Até ao 31 de Dezembro nevará com força, segundo as previsões.
A todos indico o Portal da Serra da Estrela em www.portalserradaestrela.com
Trata-se da mais completa lista de alojamentos de qualidade na Serra da Estrela disponível no momento.
Entrem e cliquem em Seia.
Percorram a vasta lista de Casas de Turismo em Espaço Rural e deliciem-se com a oferta.
Façam as V. reservas.
Não precisam de dizer que vão da minha parte.
Mas venham a esta parte.
Obrigado a todos e... bom fim de ano na Serra mais bela do Mundo!
O dia de Natal é um dia. Como 364 outros.
Tudo o que se disser a mais do que isto ou envolve estupidez sustentada ou mascara o óbvio negócio sazonal.
Resisto sempre, por isso, a fazer-lhe quaisquer alusões.
Fiz esta apenas porque hoje deve ter morrido no Iraque o militar americano número 2973.
Ou seja, a avaliar pelo contador diário de mortes registadas desde o início da invasão, ter-se-á igualado durante o dia de hoje o número de mortes ocorridas no 11 de Setembro em Nova Yorque.
Se os primeiros 2973 foram da responsabilidade de Bin Ladden (coisa que, até hoje, nunca ficou provada) os segundos 2973 são, indubitavelmente, da responsabilidade de George W. Bush.
Ninguém (a não ser Michael Moore) fala nisso.
Para quem ainda tivesse dúvidas que de que muito pouca gente, neste ME, terá uma pálida ideia do que anda a fazer, aqui vai a última.
Este Ministério da educação bateu, em 2006 o record mundial de processos perdidos em tribunal. Não perdeu muitos: perdeu-os TODOS!
Zero% de sucesso para os doutos juristas que ali trabalham.
"Os tribunais administrativos de Castelo Branco e Leiria deliberaram favoravelmente a dois professores que exigiram o pagamento das aulas de substituição contínua como trabalho extraordinário.
De acordo com a edição desta quinta-feira do jornal ‘Público’, as sentenças contrariam o entendimento do Ministério da Educação, que considera que a substituição dos professores que faltam não tem de ser remunerada de forma extraordinária. Segundo o Estatuto da Carreira Docente em vigor, as aulas de substituição são consideradas “serviço docente extraordinário”, no entanto, a tutela só aceita que as aulas de substituição sejam pagas como horas extra quando asseguradas por professores da mesma disciplina e desde que estes sigam o plano de aulas do colega em falta, adianta o jornal.
O ‘Público’ acrescenta ainda que de acordo com o Código de Processos nos Tribunais Administrativos, se houver mais de três decisões no mesmo sentido sobre casos “perfeitamente idênticos”, todos os docentes que tiverem feito substituições poderão requerer que as horas sejam pagas como extraordinárias. Em declarações à rádio ‘TSF', Augusto Pascoal, secretário nacional da Fenprof, mostrou-se satisfeito com a decisão judicial, sublinhando que o Ministério terá de pagar todo o dinheiro que deve.
Esta controvérsia surgiu em 2005, quando o ME aprovou um despacho que obrigava as escolas a organizar os horários dos professores para que caso algum faltasse ser imediatamente substituído, de forma a manter a ocupação dos alunos".

Camilo Coelho, o português preso na mais terrível cadeia do Rio de Janeiro, no Brasil, tem a vida nas mãos do juiz federal César Peluso. Se o magistrado não despachar até à próxima quarta-feira o processo de extradição para Portugal – o caso apenas pode ser apreciado, na melhor das hipóteses, em Março do próximo ano.
O presídio Ary Franco, a mais violenta cadeia do Rio de Janeiro, está nas mãos de três facções criminosas. Camilo, acusado em Portugal do desvio de 10 milhões de euros quando era gerente da agência do Totta & Açores de Seia, é o “português rico” – e, por isso, tem sido o refém preferido nos sangrentos motins na prisão. Na última revolta, no dia 7 de Dezembro, caiu de novo em poder dos amotinados – que o quiseram matar para chamarem a atenção da Imprensa. Sobreviveu graças à intervenção da tropa de choque.
A revista Domingo, na última edição, contou o drama deste homem.
Camilo Coelho arrasta-se nas catacumbas de Ary Franco sob a ameaça da morte. Acordar vivo é para ele um autêntico milagre. Só quer sair daquele inferno. Espera que o Supremo Tribunal Federal, em Brasília, dê seguimento ao pedido de extradição apresentado pelas autoridades portuguesas.
Mas o drama do “português rico” não é suficiente para acelerar os prazos do Supremo. O juiz César Peluso, o titular do processo, está avisado sobre o grave perigo que corre Camilo. Se não levar até à próxima quarta-feira a extradição a plenário – o caso não será julgado antes de Março.
O Supremo Tribunal encerra por estes dias de Natal e de Ano Novo. Ao longo de Janeiro, funciona apenas com um juiz de turno para serviço urgente. Depois, mete-se o Carnaval. Os juízes federais só em Março voltam ao plenário.
Camilo Coelho não tem tempo para esperar.
E o governo português o que faz?
Para todos os efeitos, Camilo não é um homicida. Não feriu nem matou ninguém. É um senense que nunca extorquiu dinheiro ou bens a ninguém.
Se lho deram foi porque confiaram nele. E, quem lho deu, para especular nos off-shores, bem sabia que corria riscos.
Camilo Coelho tinha centenas de amigos, em Seia, quando os convidava para sua casa para beber D. Perignon e Barca Velha.
Hoje, toda a gente faz de conta que não o conhece.
Eu, que apenas lá bebi 2 super bock e nunca tive dinheiro suficiente para o rentabilizar nos negócios da especulação financeira, continuo a tê-lo como meu amigo.
Espero que sobreviva para poder ser julgado aqui em Portugal, na sua terra. Onde é acusado de ter cometido o crime de abuso de confiança.
O que eu acho é que não interessa a ninguém que ele volte para Portugal.
Porque ele era capaz de dizer umas verdades um pouco inconvenientes... e denunciar aqui uns ex-amigos que, de modo algum, querem ver os seus nomes envolvidos neste escândalo.
Boa sorte para Camilo Coelho.
Para o meu Amigo Camilo.
Atente-se nos esgares alucinados deste secretário de estado...
Clique numa imagem para visualizar toda a colecção.
José Magalhães confirma que o governo ligou tudo à terra: Sócrates pretende, de facto, tomar conta de tudo.
Da justiça (mandando recados ao tribunal constitucional), da RTP (mandando recados ao Director de informação), das liberdades e garantias constitucionais (perseguindo pessoas e tentando calar os incómodos).
«Ligámos tudo» é o grito histérico de prepotência de uma classe política incompetente que se conseguiu guindar, ao fim de muitos anos de instalação de um mecanismo televisivo e jornalístico de perpetuação da estupidez, ao governo de um país com quase 900 anos.
Que não tem culpa nenhuma do que lhe está a acontecer.
Pina Moura, o senense de Lisboa, defendia ontem, numa discussão acesa que mantivemos em plena Assembleia Municipal de Seia que, atendendo às auto estradas que já temos, hoje em dia, não se justificam hospitais regionais com serviços de urgências.
Respondi-lhe que tivesse cuidado aquando das suas raras deslocações a Seia, porque se lhe dá um AVC em Loriga, até chegar ao hospital mais próximo (Viseu), está frito.
Poucos minutos após, dá um treco a um colega nosso, Presidente de uma Junta de freguesia.
Se não fosse a gravidade da situação, que felizmente se revelou passageira, em vez de perguntar por um médico, apeteceu-me gritar:
Quem tem uma Via Verde?...
À boa maneira dos 48 anos passados.
Que se pode esperar, mais, de um governo destes?
Como é possível que se proíba - sem o esconder, sequer! - alguém de explicar aos deputados e à própria nação, o que se passou?
Onde está a Democracia e a Liberdade?
André Figueiredo criticava abertamente o PCP pelo episódio da Mesquita na última Assembleia Municipal.
Tinha razão.
Mas só metade dela.
Porque o governo do seu partido, uma vez no poder - e absolutamente cego por ele - consegue fazer igual...
ou pior.
Com a presença de Pina Moura himself!
É ou não uma notícia, esta?
O Presidente da AM de Seia Finalmente veio cá!
E ainda dizem que não há Milagres de Natal!

Na Casa do Cinema - Seia
21 horas
Valentim Loureiro congratula-se com o facto de Maria José Morgado ter sido nomeada para tentar controlar o incontrolável na sociedade portuguesa - a promiscuidade entre futebol, lavagens de dinheiro e corrupção nas autarquias - dizendo que assim ninguém vai ter dúvidas de que nada há de errado com o erro.
Parabéns, Major!
O sr lembra-me o ministro da defesa do Iraque aquando da invasão de Bush.
«Está tudo controlado»!

Veremos se assim será, sendo certo que uma mulher sozinha não poderá pôr ordem nos milhares de corruptos futeboleiros e autarqueiros e construtores por esse país fora.
Mas vai tentar.
Lá isso, estou certo que vai.
Se não conseguir, até ao final do dia, desisto.
Passo a utilizar o meu antigo alojador (americano, imperialista mas eficaz) Blogger.
Em joaotilly.blogspot.com
Dizia a minha tia Aura (de Castro Daire), qualquer coisa parecida com isto:
«Ó Joãzito (era eu! Já fui um Joãozito, para aí há 10 mil séculos!):
«Nunca troques o que é velho
pelo novo que há-de vir.
O novo fica mais velho,
e o velho torna a servir»
Ora...
Hoje na RTP 1:
«Não se pode deixar um português chegar perto do poder.
Dá-se-lhe um bocadinho de poder e transforma-se logo num tiranete do pior!
Parece que se lhes rasga a camisa e salta um monstro - Um Hulk - de lá de dentro!»
«Portugal é um problema com 10 milhões de soluções. Cada português tem a sua.»
«Somos um povo sem o mínimo sentido de humor. Se tivéssemos o sentido de humor dos ingleses olhávamos para o espelho e morríamos imediatamente, tal a nossa pinderiquice e ridicularia.»
A coisa que mais me impressiona na Serra da Estrela não é a neve.
Sobre ela tenho dezenas de fotos alojadas aqui na fotopages.com.
O que mais me impressiona, hoje, são as núvens.
Aqui ficam algumas.
E a Joana.
Outra "coisa" que impressiona...
Quanto paga a banca multimilionária em impostos?
Na prática, fruto de uma taxa altamente bonificada relativamente às demais empresas portuguesas e de uma engenharia fiscal cuidada, os bancos continuam a pagar, no final do ano, em IRC, praticamente Zero.
Sócras abriu a boca aqui há umas semanas na tentativa de acalmar o povo e a indignação crescente que se começava a fazer sentir na sociedade com esta autêntica vergonha nacional que é esmifrar os pobres até ao tutano enquanto se poupam os ricos a qualquer esforço... mas é claro que nada fará, à semelhança da sua já habitual estratégia de (não) agir.
Fala, fala, fala... o tuga acalma-se pensando que alguma coisa será feita, mas para além desta intoxicação continuada e indigna, contra os poderosos nada acontece. As coisas continuam tal como estão.
Afinal, quando foi que um caseiro se voltou contra o dono da quinta?
Os bancos a operar em Portugal tiveram um lucro diário de 6,6 milhões de euros nos primeiros 181 dias do ano.
De acordo com os dados revelados pelo Boletim Informativo da Associação Portuguesa de Bancos (APB) referentes ao primeiro semestre de 2006, o resultado líquido da Banca ascendeu aos 1,2 mil milhões de euros.
A maioria dos lucros decorreu de juros e de comissões sobre serviços.
Os dados da associação liderada por João Salgueiro revelam que os lucros da Banca aumentaram 29,6 por cento em relação ao primeiro semestre do ano passado, altura em que o resultado líquido tinha ascendido aos 925 milhões de euros, ou seja, 5,1 milhões diários.
Contas feitas, a Banca ganhou nos primeiros seis meses deste ano mais 1,5 milhões por dia do que no período homólogo de 2005.
Grande fatia destes lucros ficou a dever-se às comissões e aos juros cobrados.
Só em juros, as instituições financeiras ganharam 8,2 mil milhões de euros (45 milhões de euros diários). O Boletim Informativo da APB refere que a evolução ascendente do preço do dinheiro contribuiu fortemente para o aumento do resultado financeiro.
Uma trajectória que deverá prolongar-se no segundo semestre do ano se se tiver em conta os aumentos das taxas de juros decretados pelo Banco Central Europeu (BCE), que se fixam actualmente nos 3,5 por cento.
Resta saber qual o impacto que a limitação dos arredondamentos praticados pelos bancos nas taxas de juros – que têm de passar a ser feitos pelo valor mais baixo – recentemente decretada pelo Governo e que este mês começou a ser aplicada vai ter nas contas das instituições financeiras no primeiro semestre do próximo ano.
PROTAGONISTAS
PAULO TEIXEIRA PINTO
O Millennium BCP é o banco português com mais lucros. No primeiro semestre do ano ganhou 395,8 milhões de euros.
CARLOS SANTOS FERREIRA
Com um resultado líquido de 388,5 milhões de euros, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é o segundo maior banco de Portugal.
NUNO AMADO
O terceiro lugar do ‘ranking’ pertence ao Banco Santander Totta com lucros de 211,6 milhões de euros.
RICARDO SALGADO
O Banco Espírito Santo (BES) é o quarto maior do País. Registou lucros superiores a 200 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2006.
FERNANDO ULRICH
Alvo de uma OPA pelo BCP, o Banco BPI é o último dos cinco grandes, com resultados líquidos de 148,6 milhões de euros.
No que respeita a comissões, os ganhos atingiram os 946 milhões de euros, perto de 12 por cento mais do que no primeiro semestre do ano passado. Enquanto nos resultados decorrentes de negócios nos mercados cambial, de derivados e de capitais cresceram 26,4 por cento para os 1,04 mil milhões de euros.
Do lado das despesas, os custos com pessoal aumentaram ligeiramente acima dos 17 por cento, para os 1,3 mil milhões de euros. Um crescimento da despesa que a associação justifica com o “acréscimo significativo” no número de empregados.
O sector contratou perto de três mil pessoas, numa manobra decorrente da integração de colaboradores de serviços que antes se encontravam externalizados. Este crescimento traduziu-se por um aumento médio de onze trabalhadores por cada balcão bancário.
A Banca emprega actualmente mais de 50 mil pessoas.
O número de balcões registou, contudo, uma redução de 56 unidades, sendo que o número de balcões no País é correntemente de 4734.
Os lucros bancários têm gerado algumas críticas. Recentemente a ex-eurodeputada Helena Torres Marques interrogou-se sobre como é que uma economia que cresce pouco mais de um por cento tem um sector bancário que apresenta lucros deste calibre.
Economistas e fiscalistas criticam as instituições financeiras por cobrarem comissões muito elevadas.
‘RANKING’ BANCÁRIO
Observando os resultados de cada banco inscrito no Boletim Informativo da Associação Portuguesa de Bancos, o primeiro lugar da lista é ocupado pelo Millennium BCP que nos primeiros 181 dias do ano apresentou um resultado líquido de 395,8 milhões de euros. A instituição de Paulo Teixeira Pinto lidera também a concessão de crédito, com um total de 55,4 mil milhões de euros emprestados.
O segundo lugar da lista pertence à Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 388,5 milhões de euros de lucros e 52,9 mil milhões emprestados. Seguem-se o Banco Santander Totta, o BES e o BPI.
No lodo oposto da lista surge o ABN que registou um prejuízo da ordem dos 3,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, antecedido pelo Banco Best – que teve um prejuízo de 1,6 milhões de euros – e pelo Deutsche Bank, com um resultado negativo de 1,1 milhões de euros.
RESULTADOS DO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2006 E EVOLUÇÃO RELATIVAMENTE A 2005 (em milhões de euros)
+ Juros e rendimentos similares: 8275 (Junho 2005) / 7031 (Junho 2006) / 1243 (variação absoluta) / 17,7% (variação relativa)
- Juros e encargos similares: 5954 (Junho 2005) / 4830 (Junho 2006) / 1124 (variação absoluta) / 23,3% (variação relativa)
= RESULTADO FINANCEIRO: 2321 (Junho 2005) / 2201 (Junho 2006) / 119 (variação absoluta) / 5,4% (variação relativa)
+ Resultados serviços e comissões: 946 (Junho 2005) / 848 (Junho 2006) / 98 (variação absoluta) / 11,6% (variação relativa)
+ Outros resultados: 1049 (Junho 2005) / 830 (Junho 2006) / 219 (variação absoluta) / 26,4% (variação relativa)
= PRODUTO BANCÁRIO DE EXPLORAÇÃO: 4316 (Junho 2005) / 3879 (Junho 2006) / 437 (variação absoluta) / 11,3% (variação relativa)
- Custos com pessoal: 1343 (Junho 2005) / 1147 (Junho 2006) / 196 (variação absoluta) / 17,1% (variação relativa)
- Gastos gerais administrativos: 866 (Junho 2005) / 910 (Junho 2006) / -43 (variação absoluta) / -4,8% (variação relativa)
- Depreciações e amortizações: 162 (Junho 2005) / 164 (Junho 2006) / -2 (variação absoluta) / -1,2% (variação relativa)
= RESULTADO BRUTO DE EXPLORAÇÃO: 1944 (Junho 2005) / 1658 (Junho 2006) / 286 (variação absoluta) / 17,2% (variação relativa)
- Provisões e similares: 518 (Junho 2005) / 558 (Junho 2006) / -40 (variação absoluta) / -7,2% (variação relativa)
- Impostos sobre os lucros: 227 (Junho 2005) / 175 (Junho 2006) / 51 (variação absoluta) / 29,3% (variação relativa)
= RESULTADO LÍQUIDO: 1200 (Junho 2005) / 925 (Junho 2006) / 274 (variação absoluta) / 29,6% (variação relativa)
Fonte: Associação Portuguesa de Bancos
PARTICULARES VENCEM EMPRESAS NOS CRÉDITOS
A concessão de crédito aumentou 11,2 por cento no primeiro semestre do ano, para os 201,5 mil milhões de euros, impulsionada pela evolução dos empréstimos a particulares, que atingiu os 11,1 mil milhões de euros – uma subida superior a 15 por cento. Dentro deste segmento, o crédito ao consumo foi o que mais cresceu no primeiro semestre, ultrapassando os 17 por cento, tal como já tinha sido evidenciado no último Boletim Estatístico do Banco de Portugal.
O crédito à habitação cresceu 16,2 por cento e os empréstimos para outros fins 5,2 por cento. Os empréstimos concedidos às empresas não financeiras aumentaram apenas 6,7 por cento. Para o segundo semestre do ano, e a avaliar pelos dados do Banco de Portugal, a concessão de crédito deverá abrandar. A principal autoridade monetária nacional revelou recentemente que os pedidos de crédito têm vindo a estagnar desde Agosto último, por efeito dos aumentos das taxas de juros decretados pelo Banco Central Europeu (BCE).
CRÉDITO A EMPRESAS E PARTICULARES (em milhões de euros)
CRÉDITO A PARTICULARES: 111 123 (Junho 2005) / 96 559 (Junho 2006) / 14 564 (variação absoluta) / 15,1% (variação relativa)
Habitação: 88 814 (Junho 2005) / 76 440 (Junho 2006) / 12 374 (variação absoluta) / 16,2% (variação relativa)
Consumo: 10 780 (Junho 2005) / 9 199 (Junho 2006) / 1 581 (variação absoluta) / 17,2% (variação relativa)
Outros fins: 11 529 (Junho 2005) / 10 920 (Junho 2006) / 609 (variação absoluta) / 5,2% (variação relativa)
CRÉDITO A EMPRESAS NÃO FINANCEIRAS: 90 413 (Junho 2005) / 84 698 (Junho 2006) / 5 715 (variação absoluta) / 6,7% (variação relativa)
TOTAL: 201 536 (Junho 2005) / 181 257 (Junho 2006) / 20 279 (variação absoluta) / 11,2% (variação relativa)
Fonte: Boletim Estatístico do Banco de Portugal - Outubro/06
PROTAGONISTAS
PAULO TEIXEIRA PINTO
O Millennium BCP é o banco português com mais lucros. No primeiro semestre do ano ganhou 395,8 milhões de euros.
CARLOS SANTOS FERREIRA
Com um resultado líquido de 388,5 milhões de euros, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) é o segundo maior banco de Portugal.
NUNO AMADO
O terceiro lugar do ‘ranking’ pertence ao Banco Santander Totta com lucros de 211,6 milhões de euros.
RICARDO SALGADO
O Banco Espírito Santo (BES) é o quarto maior do País. Registou lucros superiores a 200 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2006.
FERNANDO ULRICH
Alvo de uma OPA pelo BCP, o Banco BPI é o último dos cinco grandes, com resultados líquidos de 148,6 milhões de euros.
CRÉDITO MALPARADO EM QUEDA
A avaliar pela informação contida no Boletim Informativo da Associação Portuguesa de Bancos, o rácio do crédito malparado tem vindo a baixar desde 2002, situando-se em Junho último nos 1,8 por cento.
A organização de João Salgueiro atribui este facto à “dispersão do risco” decorrente do reforço dos empréstimos a particulares.
O crédito malparado atingia, em Agosto passado e de acordo com o Banco de Portugal, 2,17 mil milhões de euros, ou seja, 217 euros por cada português. Um valor relacionado com o sobreendividamento das famílias.
Para evitar chegar a uma situação em que o pagamento das dívidas se torne incomportável, a Associação para a Defesa do Consumidor – Deco – tem aconselhado as pessoas a procurarem a ajuda de especialistas nos gabinetes de apoio ao endividamento e a avaliarem bem a necessidade que têm de contrair mais um empréstimo, assim como a capacidade de o sustentarem a longo prazo.
Outra medida aconselhada pela Deco para baixar os encargos mensais com prestações a curto prazo é a consolidação dos vários créditos num único empréstimo. A associação alerta, porém, que há custos associados a esta operação – como o pagamento das taxas de amortização antecipadas exigidas pela maioria das instituições financeiras – e que a longo prazo se acaba por pagar mais juros.
Antes de se alcançar uma situação incomportável, a Deco sugere que as pessoas procurem negociar novas condições de contrato com os bancos.
RÁCIO DE CRÉDITOS: COBRANÇA DUVIDOSA/EMPRESAS E PARTICULARES
2002: 2,2%
2003: 2,3%
2004: 2,0%
2005: 1,9%
2006: 1,8% (Junho)
APONTAMENTOS
IMPOSTOS
O Governo quer os bancos a pagarem mais impostos já no próximo ano. A intenção do Executivo é aproximar a taxa de IRC paga pela Banca à taxa média efectiva do sector não financeiro (que se situa entre os 18 e os 20%).%0

Salvador Allende e os 3000 chilenos assassinados podem, finalmente, descansar em paz.
O maior ditador da América latina morreu hoje com 33 anos de atraso.
Que a terra lhe seja leve como o chumbo e que Deus exista.
É o mal que lhe desejo.
1 - A antiga namorada de Pinto da Costa denuncia-o como mandador de uma sova num vereador socialista que correu mal, porque era para ser «bem pior»?
E não lhe acontece nada?
2 - Os magistrados do apito dourado foram perseguidos por detectives para chantagem futura?
E não fizeram queixa a ninguém?
3 - Um sub-director da Judiciária manda dar uma sova nuns tipos que assaltaram o filho... aos próprios agentes da Judiciária???
E depois vem-se a saber e ele... decide demitir-se do caso Apito Dourado???
E não lhe acontece nada?
Nem aos agentes da Judiciária agressores dos presumíveis assaltantes?
Não!
Nem eu - que espero sempre o pior do pior que Portugal é - consigo acreditar nisto!
Deve ter sido um pesadelo.
Vou dormir mais um bocadinho.
O ministério da Educação baterá, este ano, todos os recordes de ilegalidades descobertas em Portugal desde o 25/4.
Depois da trapalhada dos exames do 12º ano e das ilegalidades e arbitrariedades que lhe sucederam, é agora obrigado a colocar os alunos que recorreram para os Tribunais.
Infelizmente, das dezenas de milhares de alunos prejudicados apenas 78 processaram o Ministério.
E os outros?
Acontece que, embora esta frase tenha caído em desuso ultimamente, a verdade é que ninguém está acima da Lei.
Há pessoas - ou mal intencionadas, ou caciques, ou simplesmente grunhos - que se recusam a aceitar isto, meros 32 anos depois da madrugada de Abril.
Mas aí está a Justiça a fazer cumprir a Lei a quem é pago para a respeitar, embora faça exactamente o contrário todos os dias.
Mais um aluno que o Tribunal obrigou o Ministério a colocar em Medicina.
De 78, falta julgar 76 casos.
Os 2 julgados foram mais duas envergonhantes derrotas para o Ministério da Educação.
Repito, para que ninguém se esqueça:
NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI!
Agora pergunto:
Porque é que os milhares de alunos que foram prejudicados por estas provas indignas e absolutamente incompetentes não reclamaram?
Entupiam os tribunais, é certo. Mas até isso era serviço. Chamava a atenção do país para esta triste realidade do «quero, posso e mando (e só faço asneira da grossa)».
Assim, os desistentes injustiçados deram o seu lugar aos que não se conformaram com os “despachos” e as coisas que aqueles senhores do Ministério se lembram de “despachar” a toda a hora.
Alunos Portugueses: ponham aqui os olhos!
RECLAMEM SEMPRE quando acham que têm razão. Cortem de vez com esta prática miserável do «parece mal» e do «não vale a pena».
Tudo vale a pena se alma não é pequena!
NUNCA desistam de lutar por uma causa justa!
QUEM LUTA, GANHA!
E se não ganhar para si, prestou um Grande Serviço à comunidade e ao País.
Quem se assume como estúpido, palonço ou carneirinho não passará nunca disso.
Ninguém respeitou nunca um amorfo ou um desistente.
Pouco me importa que me chamem panfletário.
Não faço é fretes ao poder e à corrupção instalados em todas as áreas deste pobre país.
Lutem, jovens de Portugal, pela democracia, pela Liberdade e pela Legalidade e Transparência de procedimentos.
Houve muito Grande Português que perdeu a vida nessa luta, para que hoje pudéssemos ser livres e, sem receio de ser presos, apontar o dedo ao novo "fascismo" e obscurantismo que se instalam rapidamente em todo o lado.
Não deitemos fora o que outros deram a vida para nos oferecer.
Respeitemos, ao menos, quem lutou pela Democracia e pela Liberdade quando isso implicava a prisão, a tortura e, para muitos, a morte.
Não foi há tanto tempo assim...
A lei do silêncio, a cobardia e o medo só abrem caminho à corrupção e ao compadrio cada vez mais instalados e descarados.
Como diria o Carlos Carvalhas, com aquela típica pronúncia de Visjeu:
«Amigojs e Companheirojs:
Lutemojs juntojs!
Facijsmo, nunca maijs!»

Ora aí está uma medida não aberrante.
24 pessoas por dia - ou outro número qualquer, já que por aqui as estatísticas são como o jornalismo, faz-se delas o que se quer - morrem por dia vítimas de alguma coisa que estará relacionada com o tabaco.
O fumo não faz bem a nada a não ser ao stress, segundo se diz.
Eu, que nunca consegui travar o fumo, não me incomodo que fumem ao pé de mim. Considero que tão más como o fumo são as inúmeras doenças com que cada um de nós brinda os demais através da simples respiração, de que as 12 constipações que apanho no princípio de cada ano lectivo são um repetitivo exemplo.
Por acaso, como não há nem um por entre todos os iluminados que redigiram o novo Estatuto da Carreira Docente que tenha dado aulas nos últimos 15 anos, já ninguém se lembra disso.
Que os professores adoecem todos os anos com gripes e constipações transmitidas pelos alunos. Que depois se agravam, dada a idade dos professores, se não forem combatidas logo aos primeiros sintomas.
Ninguém sabe ou se lembra que, em cada turma, entre Outubro e Fevereiro, todos os alunos apanham pelo menos uma constipação - e uns apanham as dos outros - e todas eles as transmitem, via tosses constantes, aos professores.
Eu tenho o meu método.
Vejo aquela pequenada toda a tossir na fila da frente e toca logo a abrir a janela. Corre ar e os efeitos são minimizados.
Depois, é tomar imediatamente um Anadin Extra, mal chego a casa.
Até porque se adoecer e faltar, isso IMPOSSIBILITA-ME de subir na carreira, de acordo com o novo estatuto.
Mais uma...
«A constipação é um processo autolimitado, que evolui em três a cinco dias e depois termina», diz Sandra D’Abril, referindo os grupos mais susceptíveis de sofrer constipações:
«Pessoas com mais de 65 anos, crianças, grávidas, indivíduos com a defesa do organismo diminuída (cancro, SIDA), doentes cardíacos, diabéticos, aqueles que sofrem de patologias do foro respiratório e os profissionais de saúde por estarem em permanente contacto com os doentes.»
O Primeiro Ministro corre com os seus seguranças todos atrás, para as fotos dos tablóides, quando é súbita e tragicamente atropelado por um car-racer que regressava a casa depois de uma gloriosa sessão numa antiga maternidade agora transformada em sala de chuto.
A sua alma chega ao Paraíso e dá de caras com São Pedro à entrada.
- Bem-vindo ao Paraíso! Antes de entrar temos que resolver aqui um pequeno problema... Sabe, é que raramente vemos políticos por aqui... então não sabemos bem o que fazer consigo...
- Não vejo nenhum problema nisso. Basta deixar-me entrar - exclama o antigo Primeiro Ministro.
- Eu bem que gostaria de o deixar entrar, senhor Sóc, mas sabe como é... burocracias... O senhor vai passar um dia no Inferno e outro no Paraíso. Depois pode escolher onde quer passar a eternidade.
-"Ora essa! Não é necessário. Eu já decidi. Quero ficar no Paraíso - protesta Sócras.
-"Desculpe, mas temos as nossas regras."
São Pedro acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até ao Inferno.
A porta abre-se e Sóc vê-se no meio de um magnífico campo de golfe. Ao fundo, o clube, onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado em vida. Todos muito felizes em traje social.
Sóc é cumprimentado, abraçado e todos começam a falar sobre os velhos
tempos em que ficaram ricos à custa do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois deleitam-se com montanhas de lagosta e caviar bem regados com Dom Perignon.
Quem também está presente é o diabo, um tipo muito divertido que passa o tempo a dançar e a contar anedotas.
Eles divertem-se tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam carinhosamente enquanto o elevador sobe.
São Pedro está à sua espera.
Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Seja. Sóc passa 24 horas no paraíso, junto de um grupo de almas felizes que saltitam de nuvem em nuvem, tocando harpas e entoando hinos.
Tudo corre muito bem e, antes que ele perceba, o dia chega ao fim e São
Pedro retorna.
- E então? Tudo bem? Agora já pode escolher a sua casa eterna.
Sóc pensa um minuto e desabafa:
- Olhe, eu nunca pensei vir a tomar esta decisão. O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar muito melhor no Inferno.
Então São Pedro leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre-se e ele vê-se no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo e com um cheiro horrível.
Sóc vê todos os seus amigos com as roupas rasgadas e muito sujas, catando o entulho e colocando-o em sacos pretos; repara que por vezes os amigos se pegam à pancada na disputa de pedaços de comida podre.
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do Primeiro Ministro.
- Não estou a entender?! - gagueja - Ontem mesmo eu estive aqui e havia um lindo campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançámos e divertimo-nos à grande. Agora só vejo este fim de mundo cheio de lixo mal cheiroso e os meus amigos totalmente arrasados!
O diabo olha pra ele ironicamente e responde:
- Ontem estávamos em campanha, amigo.
Agora, que já conseguimos o seu voto, eis a realidade.
A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os Professores pensassem no seguinte:
Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em cumprir *integralmente* nas suas escolas o seu horário de trabalho.
Passo a explicar:
Pela manhã, *TODOS* os professores se apresentavam nas suas escolas para iniciarem o seu dia de trabalho. Agora vai ser necessário um pouco de aritmética, mas da mais básica.
Se um professor tem 3 horas de aulas num dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas,etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente está habituado (mal) a fazer em casa. É também suposto utilizar as secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o seu trabalho.
É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a escola lhe forneça condições de trabalho.
*No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer *.
Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se acotovelam na escola o melhor será irem para casa?
*Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado? *
Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo.
TODOS para as escolas desde manhã a cumprir o horário de trabalho na escola, o local de trabalho natural.
*Ataquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a ausência de condições de trabalho faça o resto. *
Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma legal.
Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos
dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima
enxovalhando-vos continuamente.
Substituam os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o
que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os
assuntos de forma séria.
Sejam de uma vez por todos PROFESSORES UNIDOS.
Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.
E NÃO SE QUEIXEM.
Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes
pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito
para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se não se vem deitar.
Agora façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos amigos, especialmente os professores. Comecem a divulgar esta ideia e pode ser que tenham um futuro melhor.
O ministro da Saúde anunciou esta segunda-feira em Valongo, Porto, que os pequenos hospitais vão ser privados de urgência nocturna mas serão dotados de serviços de cirurgia de dia e consultas externas especializadas.
Segundo Correia de Campos, que falava numa visita à Unidade de Saúde Familiar (USF) de Valongo, a estratégia assenta «numa política de integração dessas pequenas unidades em centros hospitalares, em união com hospitais mais fortes» que poderão fornecer os especialistas necessários.
«É muito mais importante para a população que os pequenos hospitais, em vez de terem uma urgência nocturna, disponham de um serviço de cirurgia aberto e um serviço de consultas externas de especialidades, com especialistas vindos de hospitais mais fortes», disse.
Em declarações à RTP, o ministro acrescentou que «o mais importante é servir melhor os portugueses».
Para uma maior familiarização com o sistema hoje anunciado, o ministro disse que vai levar autarcas, de concelhos onde alguns hospitais serão privados de urgências, numa visita de estudo à Estremadura espanhola, onde já funcionam os chamados hospitais de proximidade.
«Ali se poderá ver como é possível termos soluções mais úteis para a população do que a simples abertura de uma urgência durante a noite, com uma equipa que faz uma ou duas cirurgias nocturnas, no máximo», salientou o ministro.
Para este magnífico ministro, as pessoas não passam de números, já se sabia há anos.
Tudo é decidido, tal como manda Sócras, em função de quanto se gasta e onde se pode poupar.
De modo que morrer uma ou duas pessoas por noite, por falta de um serviço de Urgência próximo, não é assim tão importante.
Se não aguentou um ataque cardíaco até chegar a um hospital que fica a 50 quilómetros, paciência.
Teve azar.
Importante é que possam ter cirurgia de dia.
Para desencravar um pêlo, uma unha, ou remover um cravo.
Bem Hajas, Correia de Campos! Quando te sentires mal de certeza que não te vens tratar a Seia.
Mas vê lá: toma é cautela! Não te dê nenhum amock quando vieres inaugurar o nosso Novo Hospital sem médicos nem Serviços.
Senão... estás feito.
Pode ser que, agora, os ingénuos defensores de Gago e da "bondade" da sua política percebam BEM o que é que está em jogo, neste governo.
Claro que não é o Ensino, nem a Saúde nem a Justiça.
A única coisa que estes políticos «socialistas» vêem é o carcanhol!
Aí está a prova.
O comissário europeu da Educação, Ján Figel, tem alertado para o subfinanciamento crónico das universidades europeias. No caso português a situação é bem pior ainda e aquilo que se propõe no OE para 2007 é dramático (geralmente não utilizo estas palavras, mas neste caso não há outro adjectivo)!
O Governo decidiu um corte cego para as instituições do Ensino Superior: 6,2 por cento a menos, nominalmente, comparando com as verbas do ano passado. É um corte superior ao das instituições de saúde, das autarquias locais e das entidades do emprego e formação profissional. É o maior corte do ponto de vista orçamental, nas grandes despesas do Estado.
António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa
Perceberam agora? Ou ainda não?

Em Várzea de Meruge - Seia , Serra da Estrela - a população cansou-se de pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.
Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente.
Nunca a frase: «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...
Cliquem nas imagens para ver em pormenor. Demora um pouco, mas vale a pena...
"O umbigo da Ministra da Educação deve ser tão GRANDE que não a deixa ver / ouvir opiniões diferentes da sua.
Há qualquer coisa que não está a funcionar bem no Ministério da Educação. Existe uma determinação em abstracto do que se deve fazer, mas compreensão muito escassa da realidade concreta. O que se passa com o ensino do Português e a aprendizagem dos textos literário é escandaloso.
Onde deveria haver sensibilidade, finura e inteligência na compreensão da literatura, há apenas testes de resposta múltipla completamente absurdos. Assim não há literatura que resista.
Há tempos, dei o exemplo da regulamentação por minutos e distâncias de determinadas provas. O ministério respondeu-me que se baseavam na mais actualizada bibliografia e que tinham tido reacções entusiásticas perante tão inovadoras medidas.
Não me convenceram minimamente. Trata-se de dispositivos ridículos e hilariantes, que provocam o mais elementar bom senso.
O problema reside em considerar os professores como meros funcionários públicos e colocá-los na escola em sumária situação de bombeiros prontos para ocorrer à sineta de alarme.
Mas a multiplicação de reuniões sobre tudo e mais alguma coisa não permite que o professor prossiga na sua formação científica.
Quando poderá ler, quando poderá trabalhar, quando poderá actualizar-se?
Não é certamente nas escolas que existem condições para isso.
Embora na faculdade eu tivesse um gabinete, sempre partilhado com mais quatro ou cinco pessoas, nunca consegui ler mais do que uma página seguida. Não existem condições de concentração.
Pelo caminho que as coisas estão a tomar, assistiremos a uma barbarização dos professores cada vez mais desmotivados, cuja única obssessão passa a ser defenderem-se dos insultos e dos inqualificáveis palavrões que ouvem à sua volta.
A escola transforma-se num espaço de batalha campal, com o apoio da demagogia dos paizinhos, que acham sempre que os seus filhos são angelicais cabeças louras.
E com a cumplicidade dos pedagogos do ministério.
Quando precisaríamos como de pão para a boca de um ensino sólido, estamos a criar uma escola tonta e insensata.
Nesta benemérita tarefa tem-se destacado o secretário de Estado Valter Lemos. É certo que a personagem se diz e desdiz, avança e volta atrás, com a maior das facilidades. Mas o caminho para onde parece querer avançar é o de uma hostilização e incompreensão sistemática da classe dos professores.
Com isto prejudica o país, e prejudica o Governo, com um primeiro-ministro determinado e competente, mas que não pode estar atento a todos os pormenores. E prejudica o PS, mas não sei se isto o preocupa.
Vem agora dizer que o professor deve avisar previamente que vai faltar, o que no limite significa que eu prevejo com alguns dias antecedência a dor de dentes ou a crise de fígado que vou ter.
E que deve dar o plano da aula que poria em prática caso estivesse em condições.
Donde, as matérias são totalmente independentes de quem as ensina, basta pegar no manual, e ala que se faz tarde.
Começa a tornar-se urgente uma remodelação do Governo, mas isso é tema delicado a que voltarei mais tarde."
Professor universitário, Eduardo Prado Coelho