Toda a gente sabe que o ciclo-turismo é um dos mais completos e benfazejos desportos para a nossa saúde.
A todos os níveis.
O ciclismo, praticado de forma regular, continuada, e no intuito da não-competição, a par da natação, é o desporto que mais órgãos beneficia - a começar pelo coração - desentope as artérias, revitaliza tecidos, obstaculiza muitos tipos de cancro, em suma: dá-nos a saúde de que necessitamos no dia a dia, para além de ser um excelente anti-stressante.
Por isso, pergunta-se: porque é que não há ninguém a utilizar a pista de cicloturismo recentemente construída na zona industrial?
Ando lá eu e os meus filhos e praticamente mais ninguém...
A pista não tem mais nada, é certo, tem apenas cerca de 1100 metros dos quais os últimos 100 são quase proibitivos, pelo menos para ciclistas mais idosos, mas a verdade é que nem os jovens aparecem.
Há que promover a prática do ciclismo, não basta construir apenas uma pequena pista.
Há que a limpar semanalmente - está cheia de areia e dejectos de animais.
A pista deveria prosseguir pelo menos até à Arrifana - mais 500 metros, fazendo-se seguidamente o loop nessa Aldeia.
Entrando pelo ramal de cima e saindo pelo debaixo, ou vice versa, conseguia aumentar-se a pista para o triplo, sem esforço. E sempre é melhor, para um ciclista, ver movimento e poder parar num café para beber uma água, do que ter que obrigatoriamente parar sempre na zona do Pingo Doce, no princípio da pista.
Alargando a filosofia ao mais importante:
É possível que uma boa percentagem de automóveis evitasse circular em Seia, se as pessoas se habituassem a deslocar-se de bicicleta.
EXISTEM AGORA BICICLETAS COM MOTOR ELÈCTRICO - ESTOU A TESTAR UMA há 3 dias - QUE TRANSFORMAM LITERALMENTE SUBIDAS EM PLANOS.
NÃO CUSTA NADA subir. Não poluem. São totalmente ecológicas.
A nossa orografia não é favorável à pratica do cicloturismo, mas possui, claramente, 3 zonas em que se pode circular sem esforço:
Zona 1
Desde a Quinta do Crestelo (Intermarché) ao Largo Marques da Silva, Largo da Câmara, Praça da República. Esta zona compreende a Escola Secundária, Escola EB Dr Guilherme Correia de Carvalho e Escola Primária.
Vai até ao Estádio e, embora a subida seja um pouco íngreme, pode perfeitamente levar-se a bicicleta à mão, 200 metros.
Faz bem andar a pé um pouco, também.
No estádio, poderia construir-se uma outra pista - que podia ser parte da de atletismo - destinada às bicicletas.
Não estraga nada - as rodas não produzem qualquer impacto.
O único inconveniente poderá ser algum escurecimento de uma ou duas pistas, se não forem revestidas com qualquer material (tecido barato, por exemplo) devido à borracha dos pneus.
Mas seria muito bom para todos que se se abrisse o estádio às bicicletas para se transformar aquele equipamento subaproveitado numa estrutura muito útil para os senenses e para a sua saúde.
Quem quiser dirigir-se à zona do edifício Jardim - bares, advogados, estabelecimentos comerciais, residências - pode deixar a bicicleta no Largo da Câmara. É só descer as escadas do jardim e pronto. Não precisa de fazer depois o esforço necessário a guindar a bicicleta ao nível superior.
Todo o centro da cidade de Seia pode ser percorrido por bicicletas, evitando-se centenas de carros por dia, com a poluição, as bichas, os gastos em combustível a e a falta de estacionamento que conhecemos.
É apenas uma questão de se mudarem as mentalidades. Mais de 80% das viagens que os automóveis fazem às voltas em Seia, durante o dia, destinam-se a transportar apenas o condutor a um sítio ou outro.
Porque não pode ir de bicicleta?
Zona 2
Quintela - Maceira - Santiago e Zona Industrial.
Tirando uma subida de 150 metros em Maceira, pode fazer-se tudo de bicicleta nas calmas. Mais uma vez não faz mal a ninguém apear-se e fazer 150 metros a pé. Até é bom para descansar e recuperar fôlego. Pode fazer-se essa volta completa pela Ponte de Santiago sem risco nem perigo na rotunda, porque se vem sempre pela direita, escostados à berma.
Zona 3
Fonte 4 bicas - Arrifana - Vodra - S. Marinho - Sta Marinha - Pinhanços - Ponte de Santiago - Seia.
A dificuldade é subir de Quintela até Seia.
De facto, há apenas 250 metros + 250 metros em que tem que se levar a bicicleta à mão. Num percurso de mais de 12 kilómetros, não é muito.
Uma camioneta de caixa aberta pode levar 50 bicicletas de cada vez para cima, se se organizarem passeios alargados ou sistemáticos.
Zona 4
Zona Industrial - Pista cicloturismo - Arrifana - Escola STT - Pista.
É a zona natural mais fácil para a prática do cicloturismo. Aquela por onde se deve começar.
O ciclo-turismo é o hábito mais saudável que há e proporciona um excelente bem estar e descontracção, enquanto põe o nosso corpo todo a «trabalhar» sem qualquer impacto.
Não tem nenhum inconveniente ou contra-indicação, desde que praticado devagar e com cautelas, por causa do trânsito.
A seguir, vou fazer o reconhecimento de alguns destes percursos e trarei exactamente tempos e quilometragem, bem como uma estimativa das calorias queimadas em cada volta.
Vou fazê-lo com uma bicicleta assitida por motor eléctrico, com autonomia para 50 quilómetros, e depois farei o mesmo com uma bicicleta normal, de todo o terreno, dessas que custam 95 euros nos hipermercados.
Até já.
Na terceiora divisão nacional, o UDS abandona subitamente o futebol no incio da época.
Os jogadores foram informados subitamente do facto consumado.
Sem pretender fazer juízos de valor - pessoalmente sempre me bati contra o monopólio dessa alienação maior dos cérebros desprotegidos que é o pontapé na bola - tem que referir-se, pelo menos, a falta de transparência do processo e a surpresa da decisão.
A juntar ao facto de que, ao que se diz, alguns membros da direcção não apareciam desde Outubro.
Parece, também que os montantes das entradas dos espectadores aos jogos não dava, sequer, para pagar às autoridades obrigatoriamente presentes nos jogos.
A mim interessa-me essencialmente, não apenas o facto da desistência do desporto-rei em Seia, mas a sintomatologia que lhe subjaz.
Quando, numa cidade como esta, ninguém vai aos jogos, após uma época notável e um número impressionante de vitórias, há que perguntar:
1 - Será que já não estamos socialmente tão moribundos como Gouveia? É que lá, apesar de tudo, ainda há futebol...
2 - Para que serve, agora, o campo relvado, cuja manuntenção custa milhares de euros por mês?
3 - Será que as nossas crianças, jovens e adultos poderão, ao menos, começar a usufruir desse esplêndido espaço para a prática do futebol ou de outros desportos, supervisionadas, evidentemente, por monitores?
Se a resposta a esta terceira interrogação for positiva, temos que concluir que não houve qualquer prejuízo, muito pelo contrário...
Se não...

A jornalista Maria João Ruela enviou às pessoas registadas na SIC Notícias - como é o meu caso - o seguinte texto introdutório ao Jornal do meio dia da SIC:
«Primeiro Jornal
Maria João Ruela
O dinheiro dos portugueses
Bruxelas acaba de revelar uma notícia preocupante para o país: Portugal é o que tem o pior nível de vida para quem recebe o salário mínimo. Estamos a falar numa lista de países que inclui a Europa dos 15, ou seja os membros antes do alargamento. Portugal já está atrás da Grécia, embora quando se fale em custo de vida o nosso país salte para lugares mais cimeiros.»
Eu desafio qualquer um a interpretar a última frase.
Vou dar-lhe um tempinho extra: e repito-a para ser mais fácil:
«Portugal já está atrás da Grécia, embora quando se fale em custo de vida o nosso país salte para lugares mais cimeiros»
Hein?
Digam lá: é ou não requinte de malvadez?
99% do povão que ler isto fica a pensar que as coisas não estão assim tão mal, induzido pela expressão adversativa: embora .
99% do povão será induzido em erro pelo embora e pelo que se segue: «o nosso país salta para lugares mais cimeiros».
Mas acontece que ela refere-se ao CUSTO DE VIDA.
A jornalista-artista, bem paga pela Alta Finança que detém e cala todo o jornalismo nacional, diz uma verdade - que Portugal, em termos de Custo de Vida, é dos países MAIS CAROS, mas estabelece habilmente esta confusão semiótica no tuga que, ao ler essa frase traiçoeira, fica a pensar que em termos de CUSTO DE VIDA até estamos BEM!!!!
Será isto possível???
Não seria preferível enviar esta senhora novamente para o Iraque, para ver se alguém lhe espeta outro tiro no mesmo sítio do anterior, ou em lugares mais cimeiros?
As pessoas de quem se diz, em Portugal, terem muito papel - aos milhões - ganho honestamente com o suor do seu rosto, a trabalhar das 9 às 5 numa repartição, ou noutro lado qualquer, acabam subitamente por ser acometidos por uma estranha característica que os leva a conjugar os verbos da Língua Materna de uma forma peculiar.
Veja-se o caso Sousa Cintra e, mais recentemente, este caso Vieira.
Por muito que póssamos pensar que aquilo se deve a uma instrução primária algo aligeirada, completada com um liceu - como direi? - bastante relativizado e um bacharelato brilhante tirado num desses institutos marrecos que ninguém conhece a não ser os seus clientes (à Sócras), seguido de uma licenciatura nunca provada (também à Sócras) e de uma pós-graduação numa Universidade privada que, à data da dita, ainda as não facultava (outra vez à Sócras), essa pretensa falta de instrução mais não é que um magistral truque, apenas ao alcance de uma inteligência maior, de que aqueles intelectuais do futebol lançam mão para se fazerem, mais facilmente, entender pelo povo que os adora.
Assim é que ninguém se deve rir das pretensas calinadas de um Dr. Vieira que, respondendo às perguntas sobre o caso Mantorras, não se cansa de repetir que se orgulha imenso do homem que é (!) e da Família que tem.
E quando um homem declara aos 3 telejornais, a propósito de 5 milhões desaparecidos, que se orgulha imenso de si próprio, não necessita ser submetido a posterior interrogatório.
Mais uma vez, a PJ esteve ao seu melhor nível, garantindo às televisões que «não senhor», que «nada disso», e que «nem se prevê que Vieira venha a ser incomodado».
É essa a principal função da polícia.
Não é a de investigar, ao contrário do que muitos leigos pensavam, até porque para isso era preciso que houvesse gasolina nos carros e papel nos gabinetes e toner nas impressoras. Nada disso, que isso é coisa obsoleta.
A Missão principal e mais Nobre da PJ é - isso sim - informar o povo das pessoas que vão ser, ou não, interrogadas no futuro próximo.
Neste caso, o Dr Vieira, segundo ele próprio e corroborado pela polícia de investigação criminal - agora denominada PIDE: Polícia de Informação e Desmentidos Emediatos - está mais que ilibado à partida, de certeza absoluta.
Hum?
Não é necessária qualquer investigação.
De certeza absoluta.
Um homem que tem muito orgulho em si e na família e até foi obrigado a mudar de casa, não pode nunca ter metido 5 milhões ao bolso.
Hum?
Animais domésticos de companhia foi o assunto do debate na SIC esta tarde.
No país mais atrasado da europa, com milhões de problemas urgentes para resolver, a preocupação da SIC é... esta ridicularia.
Assim manda a Alta Finança proprietária das televisões todas.
Atente-se na qualidade dos intervenientes, nos erros de expressão, na conjugação verbal destas senhoras que se dão ao cuidado de telefonar para a televisão para debater este assunto de suma importância... os animais de companhia!
A primeira atrasada diz que os animais fazem parte da família dela!
A segunda atrolhada diz que «fui-me confrontada» com uma situação em que lhe colocaram uma bicha nas mãos!
E repete-o dezenas de vezes! Respeita os gatos - embora não seja dos animais que mais gosta - e respeita os cães. E exige transporte para levar os bichos ao médico! Devia haver uma lei... E que há um cão junto de uma bomba de gasolina a coçar-se a coçar-se a coçar-se!
O melhor: um grunho envia uma mensagem a dizer que os animais são SERES HUMANOS!
E os outros grunhos (da SIC) reproduzem-na ipsis verbis.
Imperdível!
Portugal 2006.

O Ministério das Finanças esclareceu ontem, em comunicado, que apenas tinha actualizado duas tabelas da ADSE para o regime convencionado e que os aumentos respeitavam a “actos clínicos de pouca procura por parte dos utentes”. Ora uma das tabelas actualizadas é a de Anatomia Patológica que abrange todas as análises clínicas.
In CM
É um governo descarado e mentiroso aquele que temos neste momento no País. E todos os dias dá provas disso.
O ataque à Função Pública só parará quando toda ela reagir como o governo merece: uma mega-greve de zelo que dure até Sócras recuar, como aconteceu com as demais classes ameaçadas: médicos, enfermeiros, funcionários judiciais.
Até lá, é sempre a nivelar por baixo.
E a mentir.
É curioso recordarmo-nos que, no regresso de uma das últimas férias que tirou a esquiar no estrangeiro (primeiro foi o safari no Quénia enquanto o país era devorado pelos incêndios e, logo a seguir, o ski num ressort de luxo), Sócras aleijou-se no joelho e, à chegada a Portugal foi visto de urgência, passando à frente de todos os doentes que aguardavam vez num Hospital privado em Lisboa onde lhe foi feita uma ressonância magnética e todos os exames complementeres que se fazem aos VIPs.
Pergunta-se: será que os pagou do seu bolso, ou será que os meteu na ADSE?
É que a ADSE não paga ressonâncias magnéticas...



Nem outra coisa seria de esperar de um aprendiz de ditador armado em democrata de esquerda.
PARA PODER MANIPULAR DIRECTAMENTE TODA A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL dirigindo-a para onde politicamente possa interessar e desviando-a de àreas em que politicamente ou financeiramente não interesse mexer e, se for caso disso, poder livrar os amigos, os financiadores da Alta Finança e os comensais do regime de quaisquer incómodos (como se tem visto), sejam de pedofilia, de crimes do colarinho branco ou de outros desvios do foro psiquiátrico, à cautela, toca a nomear um boy da nossa total cúnfia e não se passa cartão aos restantes partidos!
Ditadura tout-court.
Já nem se disfarça!
Sócras está mesmo decidido a implantar o Estado Novo versão II, e como tem praticamente todo o jornalismo vendido na mão, sabe bem que nada transparecerá cá para fora.
Nenhuma televisão entrevistará um comentador que denuncie este avanço ditatorial e anti-democrático de implantação de um novo regime ditatorial em Portugal.
É certo que a democracia não funciona neste país - eu sempre o disse - mas também é verdade que nunca esperei ver um tipo mediano, um banal bacharel de instituto, a liderar uma nova ditadura informal no Portugal de 2006.
Que vergonha, para 863 anos de História...
Volta, António: estás perdoado! Tu, ao menos, eras um intelectual... .
Agora que as festas e as festarolas estão a acabar, é altura de fazer uma breve reflexão sobre o que se passa em Seia em termos de promoção turística relativamente ao que se vê pelo resto do país.
Sem prejuízo de um tratamento mais exaustivo no futuro próximo, salta à vista que Seia não tem um acontecimento ícone.
Todas as terras são faladas a nível do noticiário televisivo, pelo menos uma vez por ano.
Enfim, Gouveia é a excepção. Não há quinzena em que não apareça nas televisões. A estratégia de Álvaro Amaro foi a de, por todos os meios ao seu alcance, lembrar permanentemente ao país que Gouveia existe e ainda não morreu.
Passados estes anos, podemos concluir que não deu grande resultado.
Não houve investimento da sociedade civil que acompanhasse a ânsia de AA em tirar Gouveia do marasmo.
E também isso é compreensível.
AA foi nitidamente enganado. Quando aceitou concorrer para a câmara pensava que a situação ainda era reversível.
Mas não. Pelo menos, por esse meio.
Gouveia já se encontra socialmente tão parada e entristecida que nem todas as transfusões mediáticas do mundo a poderão reanimar.
Porque o investimento privado, em Gouveia, já não existe.
Vejamos: quem investe são os jovens ou os grandes grupos. Não são os reformados que apenas querem a segurança do seu pé de meia bem guardadinho no banco para a sua velhice.
Em Gouveia já não existem, em quantidade e dinamismo, os primeiros e nunca existiram os segundos.
E assim sendo, não vale a pena - como AA já concluiu - continuar a deitar foguetes quando isso só traz ânimo no momento da explosão.
A seguir, volta o silêncio ensurdecedor.
Em Gouveia a iniciativa privada não acompanhou a dinâmica do presidente.
Ou porque já não existe, ou porque não acreditou que o foguetório, uma vez por mês, trouxesse a vida perdida.
Em Seia passa-se algo ao contrário.
Pura e simplesmente não se trata de captar as atenções do país para Seia nem sequer uma vez, durante o ano inteiro.
Eduardo Brito poderá defender-se dizendo que delega noutros essa função.
Se o faz, tem delegado mal.
Pode dizer que apoia uma iniciativa que, se alguma vez o teve, há anos perdeu qualquer sentido: a CineEco. Um bluff monumental a que as crianças das escolas são obrigadas a comparecer para verem, em vez de Cinema Ambiental, o Homem Aranha. Um pretenso festival de cinema que tem tido mais gente no juri do que população interessada em espreitar o que se lá passa. Uma triste feira de vaidades. Porque vaidosos, isso temos qb por cá.
Pode dizer que, para preencher essa óbvia lacuna, aderiu à pressa a uma ideia de algum xico-esperto, chamada Festival de Jazz e Blues.
Claro que se esperaria que fosse alguém, dentro da câmara, que tivesse algum conhecimento científico sobre este tipo de música, ou pelo menos sobre a música em geral, quem dinamizasse este evento.
Não senhor.
Foi mais fácil: compra-se simplesmente um pacote de espectáculos aos comerciantes de eventos e depois é vê-los, mais uma vez, aos mesmos vaidosos provincianos a encherem o peito com mais uma overdose de vaidade patega, como se fossem eles a promover o evento.
É perversa esta confusão senense entre o COMPRAR ESPECTÁCULOS avulsos e PROMOVER EVENTOS que suportem uma filosofia de oferta cultural coerente e incentivem uma criação de públicos.
É difícil, para não dizer impossível, assistirmos a algum evento em Seia enquadrado numa estratégia de oferta cultural devidamente fundamentada e planeada.
É tudo um tutti-frutti de coisas desgarradas absolutamente vazias de contexto e de planeamento a médio ou a longo prazo. Mistura-se o Jazz com o Blues(!) - nem sei como é que não misturaram também o Country, o Hip-Hop, o Rap, o Rock'n'Roll e as marchas marciais de John Phillip de Sousa, porque a única coisa que todas estas tipologias musicais têm em comum é serem oriundas dos EUA, mais nada! - com o cinema que acabou de passar no próprio cinema e que ninguém vê, e com as marchas populares condimentadas com o Levanta-te e Ri completamente estafado em que um comediante tem o desplante de chamar declaradamente FAUNA a 5000 senenses, que lhe agradecem o epíteto com uma monumental salva de palmas...
É isto o triste planeamento cultural em Seia.
À falta de ícone, aparecem algumas iniciativas popularuchas como aquela dos carros de rolamentos, que também já existe em 500 terras, e está visto que não pega em nenhuma.
As Marchas Populares estiveram próximas de o ser, mas desvaneceram-se.
Portanto, Seia anda desesperadamente à procura de um ícone.
Mas não o encontra.
Porque os ícones não se compram em pacotes nem se estabelecem por decreto.
Tem que haver motivação, ASSUNTO que mexa com as pessoas que cá vivem, para que a adesão popular se estabeleça naturalmente.
Depois, é preciso tratar da repercussão nacional para atrair o turismo.
Eis alguns exemplos do trabalho que há a fazer:
A feira do Queijo, da forma que está organizada, apenas num sábado de manhã (este ano tentou-se a tarde mas ainda bem que choveu senão era pior...) não faz sentido. Ninguém cá vem. As televisões estão todas em Gouveia, Celorico e Fornos. Porque essas é que são as Feiras importantes, hoje em dia.
Há que a substituir por outro evento mais alargado ou remodelá-la totalmente.
As Marchas Populares todos os anos são menos.
Este ano houve apenas 3 e a do Jardim de Infância. Eram 8, no início.
Um anfiteatro triste, sem luz - apenas a luz de presença do palco - ofuscou completamente os belíssimos trajes das Marchas. Mais prejudicadas: a Marcha Nova e a Marcha de Loriga.
Tem que haver pelo menos 6 Marchas e MUITA LUZ para que o espectáculo resulte. Este, pelos vistos, vai morrer também. Pela primeira vez viram-se clareiras nas laterais do anfiteatro.
A CineEco está morta e enterrada. É zero. Enquanto não voltar a ser um festival de Ambiente nem vale a pena falar disso.
O recém inventado festival de Jazz e Blues, com meia casa (180 pessoas por dia) não chega a lado nenhum. Para o ano haverá ainda menos, se continuar nos mesmos moldes.
A antiga GRANDE FIAGRIS já não existe.
Com o largo da Feira repleto de pavilhões comerciais, stands automóvel e agrícola e os 2 pavilhões - União e Desportivo - repletos de expositores.
Existe uma pequena Feira de Artesanato que não é - há anos - agrícola nem industrial. Isso é o que há em todas as terras. Nada nos diferencia das demais.
É preciso remodelar a Feira e adaptá-la aos tempos que correm. E não repetir cegamente os mesmos formatos como se faz em tudo o resto em Seia, até as coisas naturalmente se extinguirem por exaustão.
Passamos o ano inteiro sem que nada nos distinga, sem que nada chame a atenção dos portugueses para a nossa cidade ou concelho.
Ou pior: distinguimo-nos por não aparecermos.
É obvio que o caminho tem que ser outro.
EB tem que tomar em mãos a condução da estratégia da cidade no que se refere à animação turística.
Ou convocar quem o faça de uma forma profissional. Deixar de lado o amadorismo, o desenrasque, o improviso.
E não ouvir os treinadores de bancada a mandar palpites nas ruas.
Para terminar, nem tudo é mau:
Ainda não temos uma malfadada Feira Medieval - essa praga que alastrou por todos os concelhos, qual peste negra - e acabou-se com o pindérico Cortejo Histórico do 3 de Julho.
Portanto: ainda não se comprou a rainha das mediocridades e acabou-se com a maior que por cá tinhamos.
É por aí, sr Presidente... é por aí...
Remodelar o que há, torná-lo interessante e profissionalizar a coisa.
P.S: a foto do início do texto é a única que se encontra no apontador Google - o maior do mundo - refrente ao turismo em Seia.
E está num site alemão.
http://www.cdpreisen.de/assets/images/autogen/a_Beiras_seia_mergulho_no_lago.jpg
É preciso dizer mais alguma coisa?
O Ministério da Educação - tal como já nos vem habituando - fez, uma vez mais, asneira da grossa, ao que diz hoje o canal 1 da RTP.
Em pleno período de férias, em que mais de 90% dos professores estão a gozá-las, saem as listas de colocação para os próximos 3 anos.
Há 48 horas para a sua aceitação.
Teriam que ser interrompidas as férias a centenas de milhares de professores. O sindicato lá suplicou - que agora neste tempo de estado novo versão II só se lá vai se nos arrojarmos pelo chão a suplicar por amor de Deus - e o ministério lá percebeu a asneira e lá condescendeu em prolongar o prazo até ao final do mês.
Claro que ainda nem 10% dos professores tiveram tempo de consultar as listas mas a verdade é que já há centenas de reclamações; e só no primeiro dia útil seguinte ao da publicação das listas.
600 professores de Português Francês dos Quadros de Zona Pedagógica ficaram de fora enquanto 600 outros foram contratados para o seu lugar. Ninguém deu por nada no Ministério!
Quer dizer: é bem capaz de haver 600 horários zero só nestas disciplinas para os próximos 3 anos!!!
E depois a culpa é dos professores, que são uns malandros e não querem trabalhar!
Outros que estavam nas listas graduadas até à hora da colocação simplesmente desapareceram.
Nem ficaram colocados nem não ficaram.
Pura e simplesmente desapareceram!!!
E ainda falavam do Santana Lopes!!!
Que é que vão dizer agora?
É mesmo só rir!

Não restam dúvidas que o ditador e presidente do conselho de ministros José Sócrates está a ler o que escreveram Benito Mussolini e Adolf Hitler e segue-lhes rigorosamente todos os passos históricos.
Aconselha-se vivamente que chegue ao fim das biografias de cada um deles. Benito foi executado em 28 de Maio de 45 e Hitler suicidou-se 2 dias depois no seu bunker.
Ainda não chegou a essa parte, pelos vistos. Vai nos primeiros capítulos. Mas, justiça lhe seja feita, até aqui tem feito tudo direitinho:
1 - mentir descaradamente ao povo.
2 - fazer tudo ao contrário do que prometeu.
3 - não persegue judeus nem homossexuais mas persegue classes profissionais (professores, médicos, juízes, função pública em geral).
4 - mudar as leis, ou aproveitar vazios legais para esconder as misérias do regime.
5 - atentar contra os Direitos fundamentais dos cidadãos, Liberdades e Garantias e retirar ilegalmente regalias que a própria Constituição consagra.
Falta:
6 - Invadir outros países - a Madeira?
7 - Manter os funcionários públicos no guetto pantanoso de não progressão que já criou para eles.
8 - ser desmascarado pelo jornalismo que a alta finança lhe comprou.
9 - ser amaldiçoado pelo povo que ROUBA, MALTRATA e ESTUPIDIFICA todos os dias.
10 - acabar no "bunker" que está a construir em seu redor ou ser politicamente "fuzilado" em praça pública no momento em que a Justiça, que tanto maltrata, lhe possa chegar.
O dia em que este simples caseiro for arredado desta quinta em que a alta finança transformou Portugal, outro virá para o seu lugar, é certo.
Mas pelo menos este não lesará mais a Liberdade a Democracia e a Pátria.
«O Governo vai deixar de publicar no Diário da República (DR) os contratos de trabalho para a Administração Pública por considerar não ser obrigado por lei.
Isto de acordo com uma Orientação técnica da Direcção-Geral da Administração Pública (DGA), que mereceu concordância, por despacho de 29 de Julho de 2006, do secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo.
A Orientação Técnica n.º 03/DGAP/2006, assinada pela directora-geral Teresa Nunes no passado dia 4 e disponibilizada no ‘site’ da DGAP, diz o seguinte: “Assim, nada dispondo a Lei n.º 23/2004, de 22 de Junho, sobre a matéria em apreço e determinando o n.º 1 do seu artigo 2.º, que ‘aos contratos de trabalho celebrados por pessoas colectivas públicas é aplicável o regime do Código do Trabalho e respectiva legislação especial, com as especificidades constantes da presente lei’, haverá lugar à aplicação do regime do Código do Trabalho, daí resultando que a celebração e renovação de contratos individuais de trabalho, com ou sem termo resolutivo, não estão sujeitas a publicação no DR.”
Note-se que no futuro, como lembrou ao CM o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Bettencourt Picanço, “todas as admissões no Estado serão feitas por contrato individual de trabalho”.
A lei em que se baseia o Governo para não se sentir obrigado a publicitar no DR os contratos de trabalho foi aprovada em 12 de Maio de 2004 na Assembleia da República (maioria PSD/CDS-PP), assinada por Durão Barroso e promulgada pelo ex-Presidente Jorge Sampaio em 3 de Junho desse ano.
E, efectivamente, o diploma revoga expressamente o n.º 3 do artigo 9.º do decreto-lei 184/89, de 2 de Junho que obriga à publicação na II série do DR dos contratos de trabalho para o Estado.
Esse decreto foi aprovado pelo Governo de Cavaco Silva e promulgado pelo ex-Presidente Mário Soares em 20 de Maio desse ano.
Assim, desde 2004 que existia sustentação legal para a não publicação das contratações para o Estado, mas só agora o Governo de José Sócrates usa esse vazio legal.
E isto numa altura em que o Governo e a oposição iniciaram uma guerra a propósito do número de contratações de funcionário públicos e de alegada falta de transparência política.
A questão surge também depois de o Governo ter reformulado o DR, tornando a sua consulta na internet gratuita.
Sem dúvida que esta medida do Simplex poupa muito dinheiro ao Estado.
E, além disso, ao universalizar a consulta, dava a possibilidade a um maior número de portugueses de saber quem era ou não nomeado para o Estado. Esta nova orientação vem em sentido contrário.
"OBSCURIDADE" E MAIOR "ENCOBRIMENTO"
A ex-secretária de Estado da Administração Pública do anterior Governo (maioria PSD/CDS-PP), Rosário Águas, manifestou grande preocupação quanto à não obrigatoriedade de publicação no DR dos contratos de trabalho.
Em sua opinião, isso é “altamente penalizador da informação e conhecimento a que todos [políticos e simples cidadãos] temos direito”.
A ser verdade, “temo de, no que diz respeito à Administração Pública, haja uma total obscuridade”, considerou a ex-governante, lembrando que o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos “não esclareceu bem o crescimento líquido de onze mil funcionários públicos em seis meses”.
STE ACUSA
Também para Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Técnicos do Estado, esta orientação do Governo é a prova de que se “caminha cada vez mais para um maior enevoamento daquilo que é a movimentação na Administração Pública”.
Em sua opinião, “em vez de estarmos perante uma maior transparência assistimos a um maior encobrimento, o que é mau para a Democracia. Para dirigente do STE, “todos os cidadãos gostam de saber e de conhecer para poder ajuizar...”. Picanço questiona também a constitucionalidade da citada orientação técnica, porque “mesmo em termos constitucionais a transparência obriga à transparência de todas as contratações...”
NOMEADOS
LUÍS RIBEIRO VAZ
O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, nomeou Luís Ribeiro Vaz, gestor do grupo EDP, para coordenar a Oferta Pública de Aquisição da Portugal Telecom.
Segundo o despacho publicado no Diário de República, Ribeiro Vaz “mantém o estatuto remuneratório global inerente ao cargo na EDP”.
CARNEIRO JACINTO
António Carneiro Jacinto foi nomeado, por mais um ano, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, cargo que exercia desde a tomada de posse do Governo.
O despacho de nomeação foi publicado dia 3 de Maio em Diário da República, onde se dava conta de que Carneiro Jacinto ia receber 4432 euros mensais.
PRESIDÊNCIA
Cavaco Silva nomeou 45 pessoas para a Presidência da República, segundo vários despachos publicados dias 28 e 29 de Março em Diário da República. Para a Casa Militar, o Presidente nomeou o chefe, três ajudantes de campo, três assessores e duas secretárias; para a Casa Civil foram nomeadas oito consultores, 13 secretárias, dois adjuntos e nove assessores. »
José Rodrigues, in CM



Por mais que os tugas sejam obrigados a apertar o cinto, Sócras consegue estoirar tudo quanto nos tira e ainda fica a dever cada vez mais à alta finança mundial.
Em nosso nome.
O buraco das contas do estado continua a aumentar.
A receita subiu 7%, relativamente ao semestre passado, apesar do contrabando generalizado do tabaco ter feito cair 33% das repectivas receitas.
O buraco e o déficit aumentam, mesmo assim, 5.5% em apenas 6 meses!
Sócras faz com que os portugueses, apesar de esmifrados até ao tutano, aindas devam sempre e cada vez mais.
E o jornalismo?
Nada! Moita carrasco!
Uma breve referência e toca a mudar de assunto nos telejornais da hora nobre.
Não há um desgraçado de um jornalista que DENUNCIE este MISERÁVEL ESTADO DE COISAS!!!
A miserável classe jornalística que temos está toda de rolha na boca ou são despedidos.
A isto chegámos.
A que mais chegaremos?
Está completamente reimplantada a censura fascista no dia em que Marcelo Caetano faria 100 anos de vida.
O último a sair que feche a porta.
Mas também o merecemos!
Somos o quarto país da Europa em preços de carros.
E somos os primeiros em analfabetismo - por larga margem.
Somos os primeiros em mortalidade infantil - por larguíssima margem.
Somos os primeiros em abandono escolar - sem rival à vista
Somos os primeiros na menor erperança de vida
Somos os primeiros em doenças cardiovasculares
Somos os primeiros em SIDA
Somos os primeiros em mortes absolutas e relativas na estrada
Somos os primeiros em multas na estrada por alcoolemia
Somos os segundos mais bêbedos da europa - mas coladinhos à Itália.
Somos os primeiros em gastos com a saúde e os segundos em preços dos medicamentos
Somos o único país da europa em que genéricos chegam a ser mais caros que os medicamentos de marca
Somos os primeiros em lucros da banca
Somos os primeiros em pobreza per capita
Temos a freguesia, o distrito e a região mais pobres da Europa. 3 em 1
Somos os que mais investem em futebol per capita e relativamente ao PIB.
Somos os primeiros em ignorância a todos os níveis (chamam-lhe cultura geral)
Somos os que mais pagam impostos per capita e relativamente ao PIB
E somos os que mais fogem ao fisco. Talvez pelo motivo anterior, não?
Temos ou não razão para elevarmos a nossa auto-estima?
Eu acho que conseguirmos ser os mais pobre da europa e, simultaneamente, os que mais pagam em juros à banca, pela habitação, pela saúde e pelo automóvel, é digno de um povo escolhido por Deus.
É humanamente impossível fazer melhor que esta milagrosa performance do português...
Haja alegria no povo e siga a dança!

João Tilly Jr e a sua "brand new digital V-Drum TD-3".
Roland, pois claro. Com a velhinha TR-707 e um SPD-20 a apoiar.
Parece o Phil Collins...


Andava o mundo todo a rir-se da Scotland Yard, desde as broncas dos dois paquistaneses e do brasileiro electricista abatido no metro de Londres, na intensa luta contra o terrorismo movida pela Yard e andava o mundo todo preocupado com os preços galopantes dos combustíveis, que não paravam de bater recordes diários, e eis que o Tony tanto matutou, tanto matutou, que descobriu a forma de matar dois coelhos com uma cajadada.
Descobre subitamente a tal mega operação antiterrorista no dia anterior ao 11 de Agosto, prendendo 24 pessoas, em 24 células espalhadas pelo país.
Em consequência disso - e a única consequência, que se veja - em Heathrow, as bichas chegam cá fora e as pessoas ficam à chuva. Os voos da British Airways são cancelados a um ritmo de 30% ao dia.
As dificuldades agora impostas a quem quer viajar de avião estão a fazer com que outros 30% desistam de viajar.
Ou seja:
1 - No mesmo dia a SY descobre 24 células terroristas em todo o país. Nos 5 anos anteriores apenas tinha descoberto 3 falsos terroristas e assassinado um.
2 - No mesmo dia descobre que se podem produzir explosivos a partir de líquidos! Ainda não sabiam disso! Nunca tinham ouvido falar da nitroglicerina que aparece em milhares de filmes, na TV e nos cinemas. Portanto, todos os milhões gastos com assessores e com cientistas não tinham levado ainda a uma "descoberta" que até os alunos portugueses que chumbam a química duas vezes seguidas no 12º ano estão fartinhos de saber.
3 - Com o congestionamento dos aeroportos em todo o mundo, espera-se que as companhias reduzam em 30% a 40% os voos, ou seja, o gasto em combustíveis. Portanto, os voos que não forem cancelados estarão cheios, como é lógico, rentabilizando as companhias e fazendo-as poupar milhões em combustíveis.
4 - A procura do combustível irá descar, tal como aconteceu no meses posteriores ao 11 de Setembro, fazendo com que o preço do petróleo baixe em todo o mundo, independentemente das manobras do Irão e das decisões da OPEP. Esta baixa, que se estima em 10% para já, poderá chegar aos 30% se este "embargo" aos aeroportos se mantiver por um prazo alargado - 6 meses a um ano.
5 - O povo inglês ficará perpetuamente grato a Blair, por este ter poupado (segundo ele próprio) 4000 vidas.
Está reeleito garantidamente.
Temos que o reconhecer: É mesmo esperto, este Blair.
Terá aprendido com Sócras?
É um preview do menu animado do primeiro documentário com pós produção audio e locução feito em Seia.
Para o Museu do Brinquedo.
A primeira página do Expresso não foge à regra da propaganda e da desinformação do governo: «O Governo vai mudar a luta antiterrorismo».
Como se houvesse alguma luta para ser mudada.
Mas esqueceu-se de dar uma notícia verdadeira:
«O governo não contempla as progressões na carreira para a função pública em 2007».
Isso é que é notícia!
Quer dizer: o governo «pensa» que os 500 mil funcionários públicos se vão calar mais um ano a este roubo que se prepara para perpetrar contra eles.
Eu acho que está enganado.
Quando o pessoal perceber que, por mais um ano, ninguém progride na carreira, não acredito que se fique.
O que é demais parece mal...
Como esta triste e repetitiva palhaçada de um desgraçado e ridículo primeiro ministro que passa a vida a correr em todos os países que visita. Com os tristes dos guarda costas a terem que copiar esta pouca-vergonha...
Nem em África!
Eu sinto uma extrema revolta em ser "representado" internacionalmente por um pantomimeiro destes.
Ainda mais quando vem do Brasil de mãos ABSOLUTAMENTE a abanar.
Foi oferecer legalidade a todas as prostitutas e espertalhões brasileiros que queiram cá desenvover as suas empresas e fugir ao fisco e, em contrapartida, Lula ofereceu-lhe um jantar.
Como diria esse grande e verdadeiro socialista - Salgado Zenha - que, infelizmente, já nos deixou:
Que vergonha de gajo, pá!
Surpreendido por verificar que todos - repito: todos - os governadores civis que aparecem a falar para as televisões sobre os incêndios são mulheres, pus-me a matutar numa frase de Gugu (Guterres, o refugiado dos refugiados) que em 2000, para as TVs, afirmava, com aquela nula convicção que se lhe reconhecia, que «os cargos de Governador Civil eram inúteis e tendiam a extinguir-se a curto prazo».
Afinal quem se extinguiu foi ele.
Os «governadores» de coisa nenhuma e ainda por cima «CIVIS» (o que deixa naturalmente prever que a qualquer momento se poderia abrir um nicho de mercado para a tacharia MILITAR também...) cá continuam a fazer coisa nenhuma, a não ser preocuparem-se em elaborar documentos extensíssimos com as suas intermináveis competências - sinal evidente de que não fazem nenhum.
E a não perder esta oportunidade que os incêndios lhes dá para aparecerem nas TVs justificando, deste modo, a sua triste existência.
As questões são:
Para que é que servem, de facto, os governos civis e porque é que os que têm aparecido nas TVs são todos mulheres quando foi justamente aprovada a lei das cotas por não haver suficientes mulheres na política?
Competências:
Como representante do Governo compete ao Governador Civil:
Exercer as funções de representação do Governo na área do Distrito;
Portanto: estar presente em inaugurações, inaugurações e ainda em inaugurações.
Colaborar na divulgação das políticas sectoriais do Governo, designadamente, através de acções de informação e formação, diligenciando melhor a sua implementação;
Isto quer dizer: zero.
Para divulgar as políticas do governo há toda a comunicação social e os organismos sectoriais que forem por elas afectados.
Não é preciso que haja mais um organismo a fazer o que fazem os outros.
Prestar ao membro do Governo competente em razão da matéria informação periódica e sistematizada por áreas sobre assuntos de interesse para o distrito, nomeadamente nas áreas da protecção civil, segurança interna, policiamento de proximidade, questões económico-sociais e investimentos a realizar no distrito;
É tudo zero. Os relatórios da protecção civil estão a cargo da mesma e devem ser entregues directamente ao ministério da administração interna. Em matéria de segurança e policiamento os relatórios estão a cargo das várias polícias e são entregues ao mesmo ministério.
Os relatórios económico-sociais e sobre investimentos são produzidos pelos vários organismos existentes em cada distrito e estão na posse do gabinete competente nas câmaras municipais.
Portanto aqui o governador civil também não faz nenhum. Limita-se a pedir copias dos relatórios e enviá-los para quem já os tem em seu poder: o governo.
Preparar informação relativamente aos requerimentos, exposições e petições que lhe sejam entregues para envio aos membros do Governo ou outros órgãos de decisão;
O governador civil faz de carteiro? É que todas as petições, exposições e requerimentos são entregues directamente nas repartições competentes ou enviados aos gabinetes dos ministros. Para que é preciso mais um organismo a receber os documentos dos cidadãos?
Atribuir financiamento a associações no âmbito do distrito.
Ora, aí é que se começa a descortinar alguma utilidade.
Para além dos subsídios do governo e dos subsidios das câmaras e dos subsidios dos organismos directamente dependentes dos governos e dos subsidios dos organismos que fazem parcerias com as câmaras, há também os subsídios dos governos civis.
Mas acontece que o dinheiro para essa miríade de subsídios vem todo do mesmo sítio: dos nossos impostos e das nossas multas e coimas, pelo que é perfeitamente estúpido que se paguem milhões àqueles que vão distribuir as migalhas.
Desenvolver todas as diligências necessárias e convenientes a uma adequada cooperação entre os serviços públicos desconcentrados, de acordo com as orientações dos respectivos membros do Governo, e entre aqueles e outros órgãos administrativos localizados na circunscrição distrital;
Esta felizmente ninguém entende.
Mas «Serviços públicos desconcentrados» é uma frase lindíssima...
Parabéns ao assessor que se lembrou desta. Justificou o ordenado desse ano.
E por aí fora.
Os mais curiosos que queiram desatar à gargalhada com a ridicularia da argumentação sobre as atribuições dos governos civis, podem ir ao site do Governo civil do Porto, por exemplo.
E, já agora, deitem uma olhada ao organograma do mesmo governo civil e imaginem as dezenas de boys que ali «trabalham».
Entre o gabinete de apoio e o chefe de Gabinete estão, à esquerda, os adjuntos e, à direita, os assessores...!
À segunda questão- porque é que só aparecem governadores civis mulheres na televisão - todas as respostas são politicamente incorrectas menos a típica resposta tuga: por coincidência.
Eu não me lembro de ter existido algum atleta português - embora nascido na Nigeria e treinado em Espanha por uma espanhola - que tenha tido uma performance sequer aproximada à facilidade com que Francis Obiqwelu venceu ontem a corrida dos 200 metros nos campeonatos europeus em Gotemburgo.
Aqui fica a minha diminuta homenagem, em vídeo, para que Ben Johnson veja e aprenda que se pode correr tanto ou mais do que ele... sem drogas.
Quem se deu ao trabalho de ver hoje as primeiras páginas dos jornais desportivos (3 diários) pôde NÃO encontrar nenhum destaque à performance do campeão europeu de velocidade pura.
Encontra, sim, a futebolada e as tricas da ordem.
Deixámos morrer o Hóquei em Patins, em que fomos muitas vezes campeões do mundo, por abandono e falta de interesse do jornalismo profissional e, daquilo em que somos verdadeiramente bons, ninguém quer saber.
É só da desgraçada da bola que se vive neste país do frango de churrasco, do garrafão e do saco de plástico nas valetas.
Para os milhões de portugueses que lêem este blog diariamente e ainda não o conhecem, o Francis é o atleta ao lado da GRANDE promessa da velocidade feminina em Seia: a Joana Tilly.
Essa, toda a gente conhece...
A Beira Interior apresenta “níveis de desenvolvimento muito inferiores à média nacional e em forte perda demográfica”, refere o Plano Nacional de Política de Ordenamento do Território (PNPOT).
Segundo o documento, até 2020 a Beira Interior poderá perder 15 por cento da população, o equivalente a 50 mil habitantes.
A Beira Interior representa 2,3 por cento do PIB nacional produzido por 3,1 por cento da população do País ocupando uma área de 11 por cento do território nacional.
O Turismo é apontado como o sector estratégico para estancar a sangria económica suster diminuição da população.
O PNPOT sublinha o aproveitamento do Parque Natural da Serra da Estrela, Vale do Côa e a Rede de Aldeias Históricas “que pela sua dimensão assumem um impacto significativo na economia”.
O documento salienta a necessidade de explorar o eixo urbano estruturado pela A23 (Guarda-Covilhã-Castelo Branco) através de “um conceito de desenvolvimento policêntrico” de cada cidade.
Estratégias a seguir em cada cidade
- Explorar a posição estratégica da Guarda nos eixos rodoviários e ferroviários para o desenvolvimento de serviços logísticos e para a localização empresarial;
- Apoiar as apostas da Covilhã de articular o pólo universitário com um pólo de localização de actividades mais intensivas em tecnologia e conhecimento;
- Reforçar o papel de Castelo Branco na articulação com o Médio Tejo e com as regiões de Espanha, criando condições para sedear actividades orientadas para os mercados do litoral e do interior da Península; Assumir uma estratégia comum de afirmação territorial e de aprofundamento da cooperação transfronteiriça e de exploração das oportunidades decorrentes da ligação a Espanha;
Nos restantes concelhos
- Suportar o dinamismo emergente nas pequenas vilas melhor posicionadas
relativamente aos eixos de comunicação e favorecer a sua articulação com as principais cidades;
- Promover o turismo nomeadamente nas áreas de maior valia patrimonial ou ambiental: aldeias históricas, Serra da Estrela, Vale do Côa/Vale do Douro; Valorizar os projectos de regadio da Cova da Beira e Idanha;
- Valorizar os recursos hídricos e recuperar a qualidade da água, concluindo os projectos integrados de despoluição, em particular, nas bacias do Mondego e do Zêzere;
- Organizar a rede de equipamentos de âmbito supra-municipal numa lógica de complementaridade, de especialização e de funcionamento concertado;
Implementar soluções inovadoras de transporte público nas áreas rurais;
O que é o PNPOT?
O PNPOT é um documento que enquadra as políticas e instrumentos de gestão do território, contemplando as orientações fundamentais de um modelo de organização espacial que terá em conta o sistema urbano, as redes, as infra-estruturas e os equipamentos de interesse nacional, bem como as áreas de interesse nacional em termos agrícolas, ambientais e patrimoniais.
O documento é também decisivo para definir as diversas intervenções com impacte territorial relevante, incluindo as que venham a ser consideradas no âmbito dos fundos comunitários para o período de 2007/2013.
O programa nacional está orientado para seis objectivos estratégicos: conservar e valorizar a biodiversidade e o património natural, paisagístico e cultural, reforçar a competitividade de Portugal e reforçar as infra-estruturas de suporte à integração e à coesão territoriais.
Assegurar a equidade territorial no acesso a infra-estruturas, equipamentos colectivos e serviços de interesse geral, promovendo a coesão social, expandir as redes e infra-estruturas informação e comunicação, e melhorar a qualidade e eficiência da gestão territorial são os restantes objectivos definidos.
in Kaminhos
Isto é exactamente o que eu venho "pregando" no deserto há anos, e com maior insistência desde que fui eleito deputado municipal.
É num projecto que engloba as grandes linhas desta recomendação que intuitivamente eu e o Joaquim Nobre temos vindo a trabalhar nos últimos meses.
O Parque Natural da Serra da Estrela e as Aldeias Históricas são justamente as àreas que nós estamos a privilegiar na promoção turística da nossa região.
No Portal da Serra da Estrela, agora a enriquecer com vários documentários sobre as aldeias Históricas. Um por cada uma, no total de dez.
Mas, como digo, foi simples intuição.
Sabemos que nada pode ser feito por esta Terra que não passe obrigatoriamente pelo Turismo.
É natural. É lógico. É obrigatório.
Infelizmente já se perderam 20 anos no trabalho pela promoção turística da nossa região.
Mas agora tem que ser.
Senão, daqui a 15 anos estamos aqui meia dúzia de velhos abandonados no meio das silvas, aos bichos.
Numa das zonas naturais mais belas do nosso país.
É contra isso que lutarei, enquanto me restar um pingo de energia.
Voltei de uma semana de férias.
E no domingo passado, acordando - por lapso - sintonizado na TVI, deparo com um padre que fazia uma homilia incrível.
Dizia ele que «é uma vergonha o jornalismo que se faz, hoje, em Portugal.
Os senhores jornalistas estão praticamente todos silenciados, como que comprados, como que forçosamente calados perante um país em que impera cada vez mais a corrupção e o compadrio.
Aqueles jornalistas que, em governos anteriores, denunciavam febrilmente todas as situações de gritante irregularidade e injustiça, estão hoje vergonhosamente mudos, submetidos ao poder financeiro que tudo compra (comunicação social incluída), tudo avassala e tudo corrompe.»
Parabéns senhor padre!
O sr desloca-me aos belos tempos de Timor, em que a Igreja católica era a única instituição que denunciava as gritantes injustiças que se perpetravam contra o povo mawbere.
Hoje, são os eleitos por esse mesmo povo que o oprime - em vez da Indonésia - como sempre acontece em todas as democracias implantadas à força em sociedades medievas que, como Angola, Moçambique, Guiné, e quase todos os países africanos, Portugal, Vietnames, Coreias, América Latina, não conseguem interiorizar o conceito democrático básico. Fruto da opressão a que várias gerações foram submetidas, é claro.
A "educação" da corrupção, do compadrio e do medo passa de pais para filhos e para netos. É preciso mais 3 gerações, pelo menos, para que um portuga ganhe a coragem de fazer valer os seus direitos na rua. E consiga reclamar, numa repartição, quando a senhora não o atende porque está a tratar das unhas e a conversar com as colegas.
E para que perceba que aqueles que elege não passam a ser automaticamente seus donos. Nem donos das instituições para as quais foram eleitos.
A democracia não acaba na eleição. Começa nela.
Mas como fazer entender esta simples verdade a um povo que vê, no dia seguinte ao de qualquer eleiçao, o recém-eleito tratar de apoderrar-se de tudo, estendendo os tentáculos a todos os orgãos de influência, compadriando, distribuindo estrategicamente benesses de modo a perpetuar-se no poder e evitar que alguém mais possa ter a veleidade de tentar atingir aquele lugar?
O eleito trabalha para o eleitor.
O poder é do povo.
Até Fidel o diz, claramente.
Portugal está silenciado sob o poder da alta finança e dos interesses económicos.
É verdade.
Venho-o denunciando desde que o inefável e espertalhão Sócras se apoderou - com a ajuda da mesma alta finança e de toda a sua comunicação social - das consciências imbecis do povo mais estúpido da Europa: o portufutebolês.
Estamos, pois, perfeitamente de acordo.