Como querem proibir-nos (32 anos depois de Abril!) de EXPLICAR aos colegas e população em geral o que se passa, criámos um blog para que ninguém ignore o atentado à Democracia que está a ser perpetrado no nosso Agrupamento de Escolas.
Está aqui, a partir de agora.
www.listaB-af.blogspot.com
Como não podia deixar de ser, perante tal chorrilho de ilegalidades a «presidente» da «comissão que não sabe ler a lei» foi forçada a suspender o acto eleitoral.
Não estamos, ainda, na República das Bananas...
Mas pouco falta.
Se um tipo se descuida, voltamos ao tempo da PIDE....
Safa!
Uma «comissão de acompanhamento eleitoral» aparecida, de repente, a 2 dias do sufrágio e que, a existir legalmente, deveria ter visto publicada a sua constituição muito antes do início do processo eleitoral e deveria ter analisado as condições de elegibilidade dos concorrentes ANTES da afixação das listas, está a tentar, num esforço final desesperado para nos impedir de concorrer, anular-nos a lista.
Os incautos nem sequer imaginam as consequências PESSOAIS que esta tentativa CRIMINOSA - porque baseada em argumentação absolutamente FALSA e facilmente desmontável, lhes vai trazer.
Claro que nem sequer nos notificaram da sua "deliberação" pre-tomada, mas isso é só mais uma das ilegalidades a somar às dezenas de outras que os amigos do polvo instituído na escola cometem diariamente com a maior naturalidade e displicência.
É claro que recorremos de imediato, apesar de formalmente não notificados.
Mas não apenas para as instâncias que eles imaginam...
Quem se mete numa guerra deve curar de conhecer primeiro a qualidade do adversário.
Nós até podemos perder nas urnas. Não há problema nenhum.
Isso é Democracia. Umas vezes ganha-se, outras perde-se.
É tudo normal, se o processo for limpo.
Mas não é o caso deste, que se encontra inquinado desde o início.
NÓS APENAS EXIGIMOS CONCORRER!
E vamos poder concorrer, ninguém tenha disso a menor dúvida!
Agora, ou daqui a uma semana, ou daqui a um mês, ou daqui a 2 meses.
Concorreremos, DE CERTEZA ABSOLUTA!
Porque a Lei não deixa qualquer margem para dúvidas e não pode ser grosseiramente MANIPULADA pelos amigos do "sistema" vigente.
Eu possuo exactamente as mesmas qualificações, aos olhos da lei, que a actual presidente da CE possuía há 3 anos quando a sua lista foi aceite a sufrágio. Pela mesma pessoa que agora recusa a nossa.
Artigos 19 e 7 da lei 115-A/99, que não mudou.
Mas não só.
Ainda hoje, apesar de a nossa concorrente possuir QUASE um mandato em funções numa CE, eu possuo EXACTAMENTE as mesmas condições de elegibilidade.
Porque a Lei é clara: é preciso contar-se UM MANDATO COMPLETO em exercício de funções.
Não incompleto nem parcial.
Portanto, a actual presidente concorre com as mesmas qualificações que possuía há 3 anos.
E eu estou exactamente nas mesmas condições que ela.
Não há nada a fazer.
Por muito que estrebuchem, e por mais ilegalidades em cadeia que cometam, enquanto a redacção desta lei não for alterada, ela não deixa qualquer margem para dúvidas.
É clara como a água.
Aguardaremos com serenidade os desenvolvimentos que se precipitarão na próxima semana.
P.S.: A presidente desta comissão que tenta inviabilizar agora a nossa lista é curiosamente a presidente da Assembleia de Escola que a tinha aceite anteriormente e também a mesma que deu ilegalmente posse à actual CE em 2003, e a mesma que, ilegalmente, também, não nos diponibilizou, até hoje, os cadernos eleitorais.
Como se tal não bastasse, substituiu a actual presidente do CE na Assembleia de Escola quando esta decidiu concorrer à CE.
As suas relações de amizade e cumplicidade com a actual presidente são do conhecimento geral, bem como a sua relação hostil para comigo. Que advem de uma discussão sobre «avaliação contínua» decorrida o ano passado.
A senhora professora, com tão grandes responsabilidades na Escola, não fazia a mínima ideia do que «avaliação contínua» significava.
Defendia que as notas do terceiro período não reflectiam as do 1º nem as do 2º períodos.
Exactamente ao contrário do que a lei postula.
Tive que lhe explicar o conceito de «avaliação contínua».
Com desenhos no quadro e tudo.
E nem assim percebeu!
Dizia que, para ela (lá está: em vez de estudarem, inventam!) «avaliação contínua» apenas queria dizer «avaliação continuada».
Sem comentários.
Ora, depois de tudo isto, a senhora não precisava fazer campanha eleitoral contra nós.
Mas não consegue conter-se...
A simples e mera apresentação da nossa lista está a transformar-se numa grande afronta para o regime ditatorial instituído na nossa Escola, que vê, num simples acto de exercício da Democracia instituída em Portugal há 32 anos, uma terrível ameaça.
E, se calhar, o caciquismo que tanto nos teme lá terá as suas razões para nos temer.
Porque sabe bem que a primeira coisa a banir será esse mesmo caciquismo do seio do nosso Agrupamento.
A transparência será a palavra de ordem contra o amiguismo e os cozinhados de panelinha.
Mas não respirem de alívio aqueles que, para azar da nossa Escola, vissem este projecto derrotado.
Porque eu não me esqueço do que andam a dizer a nosso respeito e sei bem quem o faz.
Quer ganhe ou perca, as difamações de que estamos a ser alvos, por termos ousado "desafiar" um regime autoritário e manifestamente ilegal, na nossa Escola, não lhes vão sair baratas. A todos posso assegurá-lo.
Porque o tempo em que eu "levava" e calava, já lá vai.
Não ganhei nada com isso, já que a ladraria continuou e até se avolumou, sempre nas minhas costas, é claro!
A cobardia é uma das principais virtudes de muita gente frustrada que sabe perfeitamente que nunca será mais que um número a apagar na hora da morte.
Mas aguardemos serenamente os resultados.
Na certeza de que haverá desenvolvimentos.
Por um lado, era até bom que não ganhássemos.
Para que eu pudesse de imediato dar o troco a algumas "peixeiras" (sem ofensa para as verdadeiras comerciantes de pescado) que, depois de chumbarem 2 e 3 vezes no seu percurso escolar, se enganaram na lota e rumaram à Arrifana para dar lições de falsa moral no intervalo da faladragem da vida alheia.
Só que não vou ter essa sorte porque, tirando o grupo de caciques que veem os seus perpetuados tachos ameaçados, a generalidade de professores e funcionários do Agrupamento está farto desta experiência traumática de "Regresso ao Passado", e ao tempo da "Outra Senhora", em que nada pode ser discutido livre e abertamente sob pena de represálias de toda a ordem.
VIVA A LIBERDADE E A DEMOCRACIA! digo eu.
A primeira revenche do autoritarismo vingativo já está aí: foi o terem faltado à palavra anteriormente dada, recusando-se agora a apresentar a primeira educadora de Seia com um livro editado comparticipado pela CE e que faz parte, naturalmente, da nossa lista: Anabela Nunes.
Vingativamente, depois de lhe terem dito anteriormente que sim, agora viram-lhe as costas.
Deve ser porque só temos gente capaz e dinâmica na nossa lista.
Não temos cá instalados nem tachistas.
A segunda foi terem positivamente deixado de cumprimentar os elementos da nossa lista, bem como aqueles que elas acham que nos apoiam.
É só rir de tanta estupidez em tão poucas e desprotegidas cabeçonas!
Onde nós chegámos, 32 anos depois da Democracia ter bafejado este país!
E o que mais se verá e, seguramente, será alvo de incómodos desenvolvimentos muitos meses após as eleições.
Nós temos muita Esperança no futuro, apesar de todas estas movimentações histéricas que se estão a passar.
A Verdade vem sempre ao cimo e a Justiça neste país trabalha lentamente...
mas vai trabalhando.
Manifesto eleitoral e Plano de Acção da lista B candidata ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Dr Abranches Ferrão
A presente equipa propõe-se trabalhar em sentido muito diverso - e provavelmente até oposto – relativamente à linha de actuação do actual Conselho Executivo, com objectivos perfeitamente definidos e sempre na perspectiva da prestação de Serviço Público à Comunidade Escolar e à Comunidade Social onde ao Agrupamento se encontra inserido.
Pensamos que o Agrupamento existe para servir a comunidade e o Conselho Executivo para servir o Agrupamento.
E nunca o contrário.
Assim, a filosofia que subjaz ao espírito da presente lista pode resumir-se em 3 grandes linhas orientadoras:
1 - A Acção
Os últimos 3 anos foram, infelizmente, perdidos para o nosso Agrupamento e com especial notoriedade para a nossa Escola Sede.
De facto, se há palavra que caracteriza o mandato que agora termina, ela é: INACÇÃO.
A Escola perdeu sucessivas oportunidades para se modernizar e para melhorar as suas condições de trabalho, porque ao dinamismo do CD anterior que, durante anos, conduziu este Agrupamento de forma exemplar e com desinteressado espírito de Serviço Público (por isso o guindou até à primeira linha de notoriedade relativamente ao que existia no interior do país), fazendo da Escola Sede um EXEMPLO de Dinamismo e de Trabalho, munindo-a de condições inigualáveis – de que o Auditório, a Biblioteca e a Sala de Informática são manifestos exemplos – sucedeu um laxismo e uma falta de intervenção no meio escolar e social atrozes, que fizeram com que este Agrupamento parasse literalmente no tempo durante os últimos 3 anos, em nada evoluindo durante este período.
De facto:
A Escola nunca mais se candidatou nem concorreu a projectos inovadores que, para além da grande notoriedade que lhe vinha granjeando, garantiam um excelente encaixe financeiro que permitiu, por exemplo, construir as 3 valências notadas acima: Auditório, Biblioteca e Sala de informática.
Isto, para além de ter permitido a obtenção de equipamento vário de índole tecnológica de que também o Agrupamento foi pioneiro nesse tempo. máquinas de filmar e de fotografar digitais topo de gama (na época);
- equipamento de som para o Clube de Rádio que emitia diariamente,
- equipamento de projecção vídeo e de som Surround (5.1) para o Auditório onde funcionava o Clube de Cinema que, através do visionamento e discussão das obras cinematográficas mais marcantes do nosso tempo, era frequentado por dezenas de alunos nos seus tempos livres,
- equipamento de observação astronómica (telescópio e conjunto de lentes),
- a estação meteorológica
- e equipamento vário que se encontra, muito dele, encaixotado na sala de Físico-Químicas sem nunca ter sido utilizado, como osciloscópios e geradores de sinal.
Tudo isso acabou ou está INACTIVO.
A Escola regrediu em diversidade e qualidade da Oferta extra-curricular e tudo o que hoje ainda possui e não foi destruído ou vandalizado – como a aparelhagem do clube da rádio ou o equipamento de som da escola - para nada serve.
A Escola-sede deveria ter recebido o FORSEIA (Centro de Recursos e Formação) no primeiro ano do mandato deste CE.
Esse programa, se tivesse sido aqui desenvolvido durante os últimos anos, dotaria a Escola Sede de meios tecnológicos e de recursos financeiros mais do que suficientes para continuarmos a ter uma Escola apetrechada com o que de mais evoluído existe em termos de Novas Tecnologias da Informação e de Transmissão de Dados.
Ao invés, passou-se que estivemos mais de 3 meses sem sequer termos tido Internet na Escola, só este ano-lectivo.
Outro exemplo: A Escola esbanja milhares de euros por ano em energia eléctrica, porque todas as salas funcionam com a iluminação ao máximo.
Mesmo – e sobretudo – nos dias radiosos de sol. Nesses dias, têm que se baixar as persianas para se acenderem as luzes do tecto.
Bastaria colocar bandas translúcidas nas janelas para filtrar a incidência directa dos raios solares, eliminando os reflexos do quadro, e já não seria necessário ter a iluminação ligada.
Em vez disso, o que se faz?
“Obriga-se” os professores a poupar nas fotocópias prejudicando a legibilidade dos testes – e o desempenho escolar dos alunos – a fim de se pouparem uns míseros cêntimos porque «não há dinheiro para as fotocópias».
Pergunta-se: Não há dinheiro para as fotocópias dos testes e há dinheiro para se equipar a sala do CE com mobiliário de luxo?
Nós captaremos recursos financeiros por via dos projectos a que nos candidataremos.
E pouparemos no que se deve poupar e NUNCA naquilo que é o objecto do nosso trabalho: o processo Ensino-Aprendizagem.
Voltaremos a ter uma Escola exemplar no domínio da diversidade da oferta extra-curricular, dinamizaremos planos de formação para alunos, funcionários e professores nas mais diversas áreas do Conhecimento.
Abriremos a Escola-sede à Comunidade social envolvente, com iniciativas que motivem os Pais para o acompanhamento da aprendizagem dos filhos.
Voltaremos a fazer observação astronómica à noite, aberta à comunidade.
Voltaremos a dinamizar o Clube da Rádio, de Cinema, faremos Televisão em circuito fechado e mostraremos à comunidade que, depois de um cinzento período de inacção de 3 anos, a nossa Escola continua com o fôlego e o dinamismo que sempre conheceu e que a caracterizava até há bem pouco tempo.
2 - A Disciplina
Nenhuma Escola pode funcionar sem um mínimo de disciplina interna.
Mas o CE pode impor respeito e rigor numa Escola se ele próprio é o paradigma da falta deles.
A Escola não pode continuar a iniciar as suas actividades, de manhã, sem que pelo menos um elemento do CE esteja presente.
Tal não se verifica há anos.
Esta Escola Sede tem invariavelmente funcionado em regime de auto-gestão, sem responsável presente até à hora em que chegue o primeiro, que a maior parte das vezes é depois das 10 da manhã.
Exceptuando, curiosamente, os dias em que há visitas.
Nesses dias há sempre mais do que um elemento às 8:45h.
Não pode ser.
Se há um acidente (e já houve) são os auxiliares que chamam a ambulância.
Se é urgente sujeitar-se um aluno insurrecto a uma medida de coacção, não há para onde o enviar.
Ninguém do órgão de gestão está presente.
Para se exigir respeito é preciso merecê-lo.
É por isso que, hoje, de entre Professores e Funcionários, poucos são os que nutrem algum respeito e admiração pelo actual CE em funções.
Muito menos os alunos insurrectos costumeiros repetidamente identificados que fazem o que querem, fumando à descarada na pérgola, bebendo álcool atrás dos pavilhões e até no bar, faltando deliberadamente às aulas, passeando-se alegremente pela Escola, gritando nos corredores a plenos pulmões em tempos lectivos, prejudicando as restantes aulas que decorrem, vociferando palavrões despudoradamente à frente de professores, auxiliares e até elementos do CE; numa palavra: exibindo todos estes maus exemplos perante a comunidade escolar, dia após dia, dentro do recinto da Escola sem que disso se retirem consequências.
O actual CE, sempre tão autoritário para com os professores não tem a mínima "mão" nos alunos insurrectos e por isso presta um péssimo serviço à Escola que devia proteger.
Não se incute respeito em ninguém quando os exemplos que vêm de cima são incredíveis.
A credibilidade conquista-se pela actuação diária.
Não ela rectórica vazia e formal como a do Plano de Actividades do actual CE.
3 - A Justiça
Uma Escola é um meio social.
É uma sociedade heterogénea em que se movimentam pessoas diferentes, de carácteres diferente, de maneiras de ser, sensibilidades, credos, de convicções diferentes.
Os conflitos interpessoais são espectáveis. Por isso é preciso saber gerir susceptibilidades.
Chama-se a isso Gestão de Recursos Humanos.
Nesta escola, infelizmente não é só a gestão de recursos financeiros que é deficiente.
A gestão dos Recursos Humanos deixa, igualmente, muito a desejar.
Neste particular:
Os professores e os auxiliares que não cumprem devem ser, evidentemente, chamados à atenção.
Mas só um CE que CUMPRA pode chamar a atenção dos incumpridores.
Não podem fomentar-se perseguições a Professores e Funcionários que se recusem a entrar no jogo de compadrios, de “filhos e de enteados”.
Todos os professores e funcionários são iguais perante a Lei e o regime Escolar.
Não pode haver preferências pessoais, nem discriminações positivas ou negativas.
Evitando estas práticas correntes, evita-se a maior parte dos conflitos.
Um funcionário, se tiver mais habilidade e gosto para desempenhar determinada tarefa não deve ser colocado noutra apenas por capricho de quem manda ou como acto de punição por antipatia pessoal.
Ao funcionário exige-se que cumpra, mas devem-lhe ser, antes, dadas as condições materiais e psicológicas para que possa cumprir.
A um funcionário não se pode exigir um comportamento prossecutório de colegas ou de professores.
Connosco não haverá Professores nem Funcionários Administrativos nem Auxiliares privilegiados.
Haverá PAZ Social dentro da Escola e do Agrupamento.
Propomos o fim de um autoritarismo bafiento e o despontar da Democracia Participativa neste Agrupamento.
É urgente a injecção de sangue novo, de ideias e projectos inovadores, e o fim de situações de nítido privilégio dentro e fora dos órgãos de gestão, que todos conhecemos.
1º Ciclo e Jardins de Infância
As crianças das nossas Escolas do 1º ciclo e dos Jardins de Infância voltarão a frequentar a Escola Sede às quartas feiras, em regime de rotatividade,
onde programas específicos ligados à descoberta da nossa realidade Cultural e Científico-Natural os esperam para, inseridos em actividades de espírito marcadamente lúdico, possam proporcionar às nossas crianças o despertar para os estágios de desenvolvimento que naturalmente se lhes seguirão.
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Companheira(o):
Se é sensível às Verdades indesmentíveis que aqui são descritas, dê-nos a sua confiança na próxima terça-feira, 30 de Maio.
Todos – Professores e Funcionários - trabalharemos com o mesmo objectivo: o de voltar a conferir a este agrupamento os níveis de Excelência que ele já atingiu no passado.
A todos será dada a OPÇÃO e a VOZ para que, dentro da escala de serviço que tem que se desempenhar, possam ESCOLHER aquele para que demonstrem mais aptidão.
Por-se-á fim às guerrilhas internas que afligem os Trabalhadores da Escola Sede.
Por tudo isso e muito mais que fica por dizer,
Garantimos à Comunidade Escolar que:
Connosco, este Agrupamento voltará aos níveis de Modernidade, Qualidade de Ensino e de Produção de Serviço a que todos os senenses se habituaram a identificar com a Escola Dr Abranches Ferrão.
O futuro deste Agrupamento de Escolas estará, no dia 30 de Maio, nas Vossas mãos.
Gratos pela Vossa atenção.
Somos, para Servir,
João Tilly
Pedro Ferreira
Anabela Nunes
Gorete Rodrigues
22/05/2006
...para se perceber a verdadeira dimensão da obra de Salazar, por exemplo, e porque é que continuamos o país mais atrasado da Europa.
O leitor faça um favor a si próprio: quando tiver 10 minutos livres (no intervalo de um dos milhares de programas sobre futebol com que vai ser assediado a partir de agora) faça um esforço para ler os dois textos anteriores.
Sobre a plataforma idiosincrática que eles estabelecerão no seu cérebro já poderemos começar a "trabalhar" sobre os principais assuntos de Portugal.
Se os não ler, nunca vai perceber o que se segue e o que nos tem acontecido a todos nós desde que a República foi implantada em Portugal.
Por exemplo: alguma vez foi realizado um referendo (ou uma consulta generalizada) para se saber se os portugueses queriam de facto a destituição da Monarquia e a implantação da República em 1910? Não.
E alguma vez se perguntou aos portugueses se eles queriam o golpe de Estado que se deu a 25 de Abril? Também não.
E o que se deu em 1917? (Sidónio Pais). Nada.
E sabe que foi um decreto DITATORIAL de 17 que instituiu a democracia (sufrágio directo do Presidente da República) em Portugal?
Curioso, não?
Ou seja: em Portugal ao povão nunca lhe perguntaram coisa nenhuma.
Primeiro, sucessivos golpes de Estado mudam o regime e demitem Presidentes.
E depois é que se pergunta ao povo quem escolhe para o governar.
Mas não se pergunta nada sobre o tipo de regime que o povo quer.
Esse foi-lhe sempre imposto.
É esta uma das conclusões a que chega obrigatoriamente quem estude alguma coisinha sobre o nosso país.
O poder foi assumido por um Governo Provisório, presidido por Teófilo Braga; esse Governo assegurou a governação enquanto a nova Constituição não foi elaborada e, entre outras reformas, decretou a lei da família, a lei do divórcio, a lei de separação da Igreja e do Estado, e criou as Universidades de Lisboa e do Porto.
A Assembleia Constituinte reuniu pela primeira vez em 19 de Julho de 1911 e em 21 de Agosto tinha concluída a Constituição.
A primeira Constituição republicana é, com as mudanças impostas pelo novo regime e novos tempos, um regresso ao espírito da Constituição de 1822, regresso que resultou de um anticartismo tradicional do movimento republicano.
O órgão básico de toda a política era o Congresso da República, constituído pelo Senado e pela Câmara dos Deputados.
Senadores e deputados eram eleitos por sufrágio universal e directo e a duração dos mandatos era de seis anos para os primeiros, três para os segundos.
Ao Congresso competia eleger e destituir o Presidente da República.
Quanto à administração local, consagrou-se o princípio da descentralização, outra noção grata ao ideário republicano.
«O poder executivo não terá ingerência na vida dos corpos administrativos.» Como a cobrança de receitas continuou centralizada, a independência das autarquias foi sempre precária.
Embora nenhum artigo o estabelecesse, introduziu-se a praxe constitucional de fazer depender a permanência dos Governos no poder da confiança parlamentar, porque esta confiança estava na base do mandato presidencial. Esta situação facilitou a acção de outras forças geradoras de instabilidade política.
Em dezasseis anos, o regime republicano conheceu oito presidentes e cin- quenta mudanças de Governo.
Os primeiros anos do novo regime são, do ponto de vista político, marcados pela luta entre as correntes em que se dividiu o Partido Republicano logo que este conquistou o poder.
Até à implantação do novo regime, o movimento republicano dispôs de um objectivo suficientemente forte para lhe assegurar a unidade: derrubar a monarquia.
Mas logo que a monarquia caiu fizeram-se sentir as consequências da falta de um programa concreto.
Uma corrente exigia reformas radicais impostas por métodos igualmente radicais; apoiava-se num activo sector de opinião popular, era agressivamente anticlerical e pretendia agir depressa.
Uma outra mostrava-se mais branda, defendia uma linha de transigência e conciliação com muitos interesses criados e tinha o apoio dos níveis mais altos da burguesia republicana.
A primeira destas tendências levou à formação do Partido Democrático (Afonso Costa):
a segunda, dos Partidos Evolucionista (António José de Almeida) e Unionista (Brito Camacho).
Para além da oposição das ideias e das classes, funcionou o conflito entre pessoas.

O chefe do Partido Democrático, Afonso Costa, tinha um talento vigoroso e uma capacidade de agir que o colocavam muito acima da generalidade do pessoal político do novo regime. Essa superioridade atiçou contra ele os ódios políticos.
Em 1913, o chefe democrático presidiu ao Governo e conseguiu dominar temporariamente a anarquia administrativa e equilibrar o orçamento, quebra-cabeças herdado da monarquia.
A partir de então, a oposição dos outros partidos acentuou-se, ao mesmo tempo que a adesão popular se tomava mais forte.
Uma segunda fase do percurso político da Primeira República relaciona-se com a Primeira Grande Guerra, de 1914-1918.
As forças políticas portuguesas dividiram-se.
O Partido Democrático defendia a entrada de Portugal no conflito.
O argumento mais usado foi o de que era esse o único caminho para defender as colónias.
Sabia-se que, em 1913, chegara a estar pronto para assinatura um pacto secreto entre a Inglaterra e a Alemanha, pelo qual as duas potências dividiam o ultramar português, metade para cada uma.
A guerra suspendera a execução, mas o vencedor, fosse um ou outro, viria a ficar com ambos os quinhões. Além dessa razão, havia o desejo de fazer alinhar o País no contexto europeu, o que se entendia ser exigido pelo progresso nacional.
Mas na base dos debates estavam irredutíveis elementos ideológicos: as «esquerdas» eram pelos Aliados, que diziam representar a causa da liberdade, as «direitas» eram pelos Alemães, que se identificavam como a autoridade e a ordem.
A implantação popular do Partido Democrático era tão forte que o projecto de entrar numa guerra no estrangeiro não provocou grandes resistências.
As dificuldades a vencer foram mais as externas que as internas: a Inglaterra não admitia que Portugal invocasse a aliança inglesa como motivo para a entrada na guerra.
Se quiséssemos fazer a guerra, seria por causa nossa, não por causa da aliança.
O assunto veio a ser resolvido em 1916 com o apresamento dos barcos alemães.
Ao começar a guerra, cerca de setenta navios mercantes alemães, surpreendidos no mar, vieram refugiar-se no Tejo, porto neutro, onde contavam escapar ao apresamento pela esquadra inglesa.
Mas a Inglaterra precisou dos navios e pediu-nos que nos apoderássemos deles para depois os colocar ao seu serviço.
Assim fizemos e, como se esperava, a Alemanha declarou-nos a guerra.
Duas divisões com cinquenta e cinco mil homens foram enviados para a França no início de 1917 (ano do Aparição da Sra de Fátima) e ali se mantiveram até ao Armistício, em Novembro de 1918.
Outras forças foram enviadas para Angola e Moçambique, que tinham fronteiras com colónias alemãs e foram invadidas; a guerra assumiu aí os aspectos mais graves para nós, com cerca de cinco milhares de mortos.
Isso nos deu o direito de, na conferência da paz, alinhar entre os vencedores e obter o reconhecimento das nossas posições africanas, além de comparticipação nas pesadas indemnizações de guerra (as reparações) que os Alemães tiveram de pagar aos Aliados.
Com a entrada na guerra, os partidos inimigos deram-se as mãos para um Governo interpartidário (União Sagrada), mas a acalmia não durou muito.
Em fins de 1917, as forças que se opunham à participação portuguesa na guerra (de um modo geral, os sectores da direita) desencadearam a revolução de Sidónio Pais, que estabeleceu a ditadura.
Um decreto ditatorial modificou a forma de eleição do chefe do Estado e Sidónio foi eleito presidente da República por sufrágio universal e directo.
Essa primeira experiência presidencialista durou porém pouco; no fim de 1918, Sidónio Pais foi assassinado em Lisboa.
Na agitação que se seguiu, sidonistas e monárquicos tentaram conquistar o poder.
A monarquia chegou a ser proclamada no Porto, e é esse efémero episódio que se chama monarquia do Norte.
A tentativa monárquica provocou um reavivamento do sentimento republicano que levou ao triunfo das forças democráticas (República velha, por oposição à República nova, designação que os sidonistas davam ao seu regime).
O período de 1920 a 1926 foi a fase mais agitada da história da Primeira República.
Em 1920 passaram pelo Governo oito ministérios.
Do ano seguinte foi a noite sangrenta de 19 de Outubro, em que foram assassinados alguns políticos de grande destaque, entre eles, António Granjo, o presidente do Ministério que nesse dia tinha sido derrubado por uma revolução democrática.
Os partidos imputaram-se mutuamente a responsabilidade ou a cumplicidade no crime, que teve imensa e indignada repercussão nacional.
Com o fim da guerra, as questões económicas, financeiras e sociais tinham-se agravado muito e a permanente crise política impedia a sua solução.
A moeda desvalorizou-se: a libra valia 7$50 em 1919 e 127$40 em 1924.
A inflação galopante subverteu as pequenas economias, que em grande parte estavam capitalizadas em títulos de crédito do Tesouro, os papéis do Estado. Estes passaram a não valer nada e o crédito do Estado e as possibilidades de recorrer ao empréstimo interno ficaram diminuídas.
Em 1924, o Governo recorreu à venda da prata, que até então representara parte importante da moeda em circulação.
As receitas públicas não foram actualizadas na medida da desvalorização, o que criou enormes dificuldades de tesouraria e o empobrecimento das remunerações.
Os operários, enquadrados por organizações sindicais predominantemente anarquistas usaram então insistentemente a greve como instrumento de luta pela melhoria do salário: muitas vezes as greves eram acompanhadas de violentas confrontações com as forças do Governo, servindo-se da bomba como arma frequente.
Tudo isso alarmou muito a consciência pequeno-burguesa, o alicerce do regime.
O Partido Democrático entrou em crise e cindiu-se em grupos rivais.
Afonso Costa, desgostoso, retirou-se da actividade política directa e passou a viver no estrangeiro.
A actividade dos partidos aparecia a um grande sector da opinião não como um processo de realização de uma política progressista, mas como um obstáculo a essa política.
«Só a ditadura nos pode salvar», era uma opinião corrente em 1924, como se lê num artigo da Seara Nova desse ano.
«Não se diz tal ditadura, a ditadura de tais homens, a ditadura com tal finalidade e tais processos, a ditadura apoiada em tal ou tal força nacional superior às classes, às casernas e aos partidos. Diz-se, muito simplesmente, a ditadura.»
O Governo do Partido Democrático de António Maria da Silva estava já no poder havia vinte e dois meses.
Era uma longevidade inadmissível para os outros partidos, ansiosos de se revezarem no Governo.
As dissidências mais avançadas do Partido Democrático decidiram recorrer a um golpe militar.
Em 28 de Maio de 1926, o general Gomes da Costa, um dos poucos generais que combateram na Flandres e que por isso tinha prestígio no exército, proclamou a revolta em Braga e depressa conseguiu a adesão de todas as tropas do Norte.
O plano previa que a revolução estalaria ao mesmo tempo em Lisboa, coman- dada por um oficial de marinha muito metido na vida política: o comandante
Cabeçadas.
O movimento em Lisboa gorou-se por falta de adesões, mas, em face da situação do Norte, o presidente da República chamou o comandante Cabeçadas, nomeou-o presidente do Ministério e no dia seguinte renunciou ao mandato presidencial.
Mantinha-se desse modo a ficção da legalidade constitucional, porque era o Ministério no seu conjunto quem substituía o presidente quando este cessasse funções (por isso Cabeçadas foi nomeado ministro de todas as pastas, isto é, foi investido na qualidade de conjunto do Ministério).
Não era, porém, só a oposição partidária quem estava interessado na revo- lução.
As forças da direita também o estavam e agiram imediatamente sobre os chefes militares para que estes pusessem ponto final não só à hegemonia do Partido Democrático, mas ao próprio governo dos partidos, quaisquer que eles fossem.
As tropas continuaram a avançar para Lisboa, já depois da renúncia do presidente, isto é, depois de atingido o objectivo inicial.
O pretexto era uma parada nas ruas da capital; mas depois da parada ficaram acampadas em redor da cidade e, em 17 de Junho, voltaram a entrar nela para impor a demissão do presidente do Ministério, em quem viam o último representante do antigo regime.
Assim começou a ditadura militar (1926-1933).
A obra da Primeira República foi julgada de formas diferentes.
Para uns, foi um período totalmente negativo, que substituiu a autoridade pela demagogia, desorganizou o aparelho do Estado, tornando-se incapaz de resolver problemas reais, empobreceu o País, retardou o progresso económico, agravou a dependência semicolonial em relação à Inglaterra e se resumiu a uma irresponsável palradeira parlamentar entrecortada por páginas sangrentas.
Para outros, foi uma época de agitação fecunda e criadora que fez a primeira experiência de governação democrática, interessou o povo no processo político, deu passos definitivos e inovadores na legislação da família e do ensino, defendeu os domínios ultramarinos da avidez das grandes potências pelo corajoso preço da entrada na Primeira Grande Guerra e permitiu a formação da mentalidade política civilizada e progressiva revelada pelos intelectuais da Seara Nova.
O antagonismo radical destas interpretações reflecte conflitos ideológicos insuperados, impeditivos da formação de uma imagem integradora e explicativa, independente de preconceitos valorativos.
É, aliás, tendência geral, em relação aos períodos recentes da história, usar-se mais o sentimento que a aritmética e preferir-se a reacção emotiva, que vai da hipérbole pueril ao insulto primário, aos juízos baseados nos factos, isentos, serenos e informados.
(Continua - O Estado Novo)
1 - O 5 de Outubro de 1910
A revolução republicana eclodiu na noite de 4 de Outubro.
O plano de operações tinha sido organizado por oficiais de carreira (capitão Sá Cardoso, tenentes Helder Ribeiro e Aragão e Melo) e previa três ataques simultâneos: ao palácio Real das Necessidades, onde o rei deveria ser preso, ao Quartel-General e ao Quartel do Carmo, onde funcionava o comando da Guarda Municipal.
Para isso os conspiradores (pequenos grupos de oficiais e sargentos, que seriam apoiados por agrupamentos civis) deviam apoderar-se, às primeiras horas da madrugada do dia 4, de quase todos os quartéis da capital e convergir depois com as respectivas tropas para aqueles objectivos.
Também se previa a revolta dos navios de guerra ancorados no Tejo, cujo comando seria assumido por Cândido dos Reis, o único oficial general com que o movimento contava.
Os revolucionários conseguiram apoderar-se, sem grandes dificuldades, dos quartéis de infantaria 16 (a Campo de Ourique), artilharia 1 e também do Quartel dos Marinheiros, em Alcântara.
Nas outras unidades o projecto falhou e as tropas manobraram à ordem dos oficiais fiéis à monarquia, indo ocupar posições para combater o movimento.
A tentativa de assalto ao palácio real chegou a iniciar-se, mas foi detida e os revoltosos não conseguiram atingir nem o Quartel-General nem o do Carmo. As colunas saídas dos quartéis sublevados foram assim, durante a madrugada, instalar-se na Rotunda, onde se barricaram e esperaram reforços que, entretanto, não chegaram.
Às seis da manhã parecia tudo perdido, e os dirigentes republicanos, que se tinham reunido nos banhos públicos de São Paulo à espera dos resultados dispersam e procuram pôr-se a salvo.
O almirante Cândido dos Reis suicidou-se.
A notícia desse facto chegou de manhã à Rotunda e agravou o desânimo que se apoderava dos revoltosos.
Às nove horas, numa reunião de oficiais, reconheceu-se a inutilidade da resistência e todos foram autorizados a debandar.
Todos os oficiais se retiraram, procurando refúgio seguro.
Machado Santos, alguns sargentos e uma centena de soldados e civis arma- dos continuaram, porém, em armas. Tudo indica que se tratou, como Pulido Valente afirma, de uma resistência da Carbonária depois do colapso da revolta militar.
Machado Santos, membro da Alta Venda, isto é, do supremo comando carbonário, dispunha de uma autoridade muito diferente da que lhe vinha da sua modesta situação de comissário naval «graduado» em segundo-tenente.
Os civis e os soldados ajuramentados na associação secreta obedeciam-lhe com ilimitada confiança e sabiam que na cidade agiam numerosos grupos de revolucionários civis e que até nas tropas que se lhes opunham havia muitos homens dispostos a ajudá-los.
Essas previsões confirmaram-se.
Durante a manhã de 4 de Outubro foram-se juntando aos revoltosos carbonários que afluíam de todos os pontos da cidade e também soldados que fugiam dos quartéis e vinham cumprir os compromissos.
Muitos deles traziam armas, outros alimentos para os combatentes.
Só na aparência a Rotunda é um núcleo isolado de resistência; de facto, é o comando de um exército invisível mas muito activo que domina os bairros populares e que, colocado nas imediações dos quartéis fiéis ao Governo, im- pede os movimentos de tropas arremessando bombas sobre as forças que se aventuram pelas ruas da cidade.
Os comandos militares agiram sob o terror dessas bombas, que fizeram muitas vítimas. A única força que cresce de hora a hora é a da Rotunda.
Ao fim da tarde do dia 4 parecia um arraial em festa, com mais de mil e quinhentas pessoas, que já se consideravam vencedoras.
Entretanto, a revolta da esquadra vinha tornar crítica a situação das forças monárquicas. Durante a tarde, dois navios de guerra tinham bombardeado o
palácio real, e o rei saiu dali para Mafra.
A resistência do cruzador D. Carlos, o mais poderoso navio da Armada, foi dominada e o navio aderiu à revolução.
Os navios republicanos puderam então mover-se livremente do estuário do
Tejo.
Assim, manobraram de forma a recolher as forças republicanas que estavam no Quartel dos Marinheiros e preparavam-se para um desembarque no Terreiro do Paço, para atacar as tropas fiéis ao Governo, que estavam concentradas no Rossio.
A fadiga apoderava-se dos oficiais e dos soldados depois de uma segunda noite fora dos quartéis e a iminência do desembarque ameaçava colocar essas forças, já desmoralizadas, entre adversários instalados na Rotunda e no Terreiro do Paço.
Ao amanhecer o dia 5, as tropas já só dominavam os quartéis e os locais em que se instalavam e de onde não ousavam sair, porque os grupos de revolucionários civis tinham-se disseminado por toda a cidade.
O Governo deu ordem para que os regimentos das cidades próximas convergissem sobre a capital, e chegou a recear-se um agravamento da luta.
É nessa altura que o ministro plenipotenciário da Alemanha resolve propor a ambas as partes um armistício de uma hora, para poder receber em navios de guerra alemães os estrangeiros que quisessem proteger-se.
Quando se dirigia de automóvel para a Rotunda, a fim de obter o acordo dos revoltosos, os moradores dos prédios próximos julgaram tratar-se de uma rendição das forças do Governo e, de um modo quase súbito, a Avenida da Liberdade encheu-se de uma multidão que aclamava a República vitoriosa.
Os soldados dos regimentos postados no Rossio confraternizaram com a população e começou a ver-se a bandeira da República em várias janelas de residências particulares e de serviços de Estado.
Não tardou que fosse hasteada no Quartel-General.
A República tinha portanto triunfado e toda a resistência cessara quando os membros dos órgãos directivos do Partido Republicano se reagruparam e di- rigiram para o edifício da Câmara Municipal, onde, segundo os planos iniciais, a proclamação formal do novo regime devia realizar-se.
No próprio dia 5, um suplemento ao Diário do Governo anunciava: «Hoje, 5 de Outubro de 191O, às onze horas da manhã, foi proclamada a República de Portugal na sala nobre dos Paços do Município de Lisboa, depois de terminado o movimento da revolução nacional.»
O Governo Provisório, organizado pelo directório do Partido Republicano, era presidido por Teófilo Braga, sobrevivente da geração de 70, que dispunha de grande prestígio intelectual e, durante muito tempo, foi vigoroso apóstolo do positivismo científico, método que pretendia aplicar nos seus numerosos estudos literários.
Os ministros eram António José de Almeida, Afonso Costa, Basílio Teles, Bernardino Machado, António Luís Gomes.
Nas pastas militares ficavam dois oficiais superiores sem intervenção na revolução: o coronel Correia Barreto e o comandante Azevedo Gomes.
Entretanto, o rei estava em Mafra e ali soube, pelo telégrafo, que a República tinha sido proclamada em Lisboa.
Por conselho dos seus ajudantes, dirigiu-se, com as rainhas D. Maria Pia e D. Amélia, para a Ericeira, em cujas águas pairava o iate real.
Embarcou disposto a dirigir-se ao Porto, convencido de que o episódio revolucionário se limitava a Lisboa; o comandante do navio persuadiu-o, porém, a tomar o caminho de Gibraltar, primeira etapa de um exílio de que não houve regresso.
Em todo o País a notícia de implantação do novo regime foi recebida sem oposição. A expressão corrente de que a República se implantou pelo telégrafo é verdadeira.
Os comandantes das tropas que, sem pressa, se aproximavam de Lisboa regressaram aos seus quartéis e manifestaram a sua aceitação do regime.
Por toda a parte a regra foi a mesma: adesão pacífica dos quadros instalados às novas instituições. O sinal mais visível da mudança de regime era a supressão da coroa real nos edifícios públicos e a destruição do retrato do rei.
A simplicidade do processo de implantação da República é, porém, mais
aparente que real. As contradições da revolução de Lisboa iriam pesar de maneira decisiva no processo histórico da primeira fase do regime republicano.
O próprio relato dos acontecimentos que a propaganda vinculou - um punhado de valentes resistindo sozinhos no Largo da Rotunda, comandados por um obscuro comissário naval - procura esconder uma realidade completamente diferente: a revolução do republicanismo ortodoxo falhara completamente, mas a do republicanismo carbonário triunfara.
Ora, o movimento carbonário era a expressão de um estrato socioeconómico com características muito diferentes das que se registavam nas camadas dirigentes do Partido Republicano.
Os carbonários eram marujos, soldados e trabalhadores das profissões mais modestas; eram, para a classe média de 1910, a mesma ralé que em 1836 tinha causado a indignação de Herculano.
A plebe armada revelara-se uma força que o Exército não conseguira dominar, e isso tornava-a ameaçadora e perigosa.
Por essa altura, Teófilo Braga fez a generosa comparação: «[...] a Carbonária entregou a revolução ao Partido com a humildade de um sapateiro dando um par de botas ao freguês» (V. Pulido Valente, op. cit., p. 149).
Este juízo era o dos republicanos moderados: as forças populares tinham feito uma revolução que lhes não pertencia a elas, mas ao partido.
Por isso, segundo os notáveis da República, o papel do povo tinha ali o seu ponto final.
Chegou a ser publicado (embora fosse depois revogado) o decreto que desmobilizava os sargentos, cabos e praças que tinham tomado parte na revolução.
O regime viu-se assim colocado, desde a primeira hora, entre duas forças contraditórias: por um lado, uma força de combate sem quadros; por outro, quadros partidários sem força de luta.
A esquerda democrática e a direita, reforçada pela adesão maciça das classes médias, que agiam por instinto de conservação, entram desde o início numa competição que só terminaria em 1926 como triunfo duradouro do conservadorismo republicano.
Bibliografia: História de Portugal, José Hermano Saraiva.
(Continua - A 1ª República)

Sentei-me aqui para acabar o post sobre Fátima e Afonso Costa, mas mudei de ideias porque só tenho 15 minutos e escrever sobre Afonso Costa leva algumas horas, por baixo...
Vou então relacionar três tristes coincidências que me têm vindo a atormentar e para as quais não encontro explicação.
Trata-se dos 3 políticos mais célebres de Seia.
Que ganharam a maior parte da vida (excepto Afonso Costa) com a política.
E do que dela lhes adveio.
Acontece que nenhum deles deixou marca que se veja em Seia.
Pina Moura é o único dos três que ainda está activo, mas não se lhe vislumbra qualquer resquício de vontade de contribuir para o progresso da Terra que o viu nascer.
De facto, nem um mísero fontanário, uma pequena biblioteca, uma simples Fundação dessas que há para aí aos milhões... rigorosamente nada aqui deixaram, nem sequer como símbolo de agradecimento para com a Terra onde aprenderam as primeiras letras, ou de cumplicidade para com as gerações que lhes sucederão.
É, provavelmente, um caso único na nossa História!
Os políticos senenses ignoram a sua Terra enquanto os demais se preocupam em deixar o seu cunho em todas elas.
Os senenses aqui nasceram, é certo, mas daqui fugiram a sete pés mal apareceu a primeira oportunidade para não mais voltarem.
A não ser Pina Moura, de passagem para a Guarda, muito de vez em quando...
O nosso vizinho Guterres, por exemplo, fez com que o Fundão - uma obscura vilazinha sem importância de maior nos anos 80 - se transformasse naquilo que hoje é.
Algumas 4 vezes maior que Seia.
Gugu e Sócras estancaram a "queda" e a desertificação sistemática da Covilhã nos anos 90, por via das falências das indústrias de Lanifícios (e das demais) e, com o advento da Universidade e da Faculdade de Medicina "roubada" a Viseu, muito contribuiram para que a Covilhã ultrapassasse claramente a vizinha Guarda que sempre lhe foi muito superior em extensão, comércio, Serviços e níveis de desenvolvimento.
Hoje, a Guarda dos retrógrados Almeida Santos e Pina Moura é uma sombra da Covilhã de Guterres e Sócras.
Tal como Seia é uma sombra do Fundão.
O maravilhoso de tudo isto é que, apesar do que ó número 1 das Nações Unidas para os refugiados fez pela sua Terra, o Fundão tem uma câmara municipal PSD.
E, não satisfeito o povão mal agradecido, até Donas - a aldeia de Guterres - tem uma Junta de Freguesia social - democrata.
É caso para dizer (como se diz na Covilhã):
Ala, que é cardume!
E agora venham cá os grunhos caciqueiros defender a «inteligência do povo» mais analfa da Europa e a sua maravilhosa «sabedoria» popular...
Peço desculpa aos meus leitores que já estavam habituados a visitar-me diariamente, mas acreditem que não tenho tido tempo nenhum para escrever. Para além de engripado, aproveitei estes dias para acabar alguns projectos em vídeo digital - DVD - que estavam muito atrasados, e a começar 2 novos.
Por agora só para confirmar o que todos os dias se confirma: somos o país mais pobre com a capital mais pobre da europa dos 15 e mais dois: Até a Eslovénia já nos ulltrapassou. E andam aí estes parvalhosos a pedir auto-estima ao povão.
Quem lhes desse com um chaparro nas ventas...
Logo à noite ponho estes assuntos em dia.

Com este texto, a desenvolver, pretende-se estabelecer mais um curioso paralelismo entre a oportunidade das aparições de Lourdes, França em 1858 e as de Fátima, Portugal em 1917 à luz dos regimes políticos então vigentes.
Comecemos por França.
Governava Charles Louis Napoléon Bonaparte, sobrinho do grande Napoleão, presidente e imperador da França.
Após a queda de Napoleão I, Charles iniciou um longo período de exílio na Suíça, onde se associou aos carbonários, sociedade revolucionária formada na Itália e activa na França e também em Portugal, em finais do sec 19 e princípio do sec 20 (nomeadamente no regicídio de D. Carlos) e na transição da monarquia para a República.
Em 1832, com a morte do único filho de Napoleão I, Luís Bonaparte tornou-se o pretendente bonapartista ao trono francês. Tentou, em 1836, em Estrasburgo, e em 1840, em Bolonha, fazer-se proclamar imperador e derrubar Luís Filipe.
Na primeira vez, foi deportado para os Estados Unidos. Quatro anos depois, embarcou na desastrada 'Conspiração de Bolonha'. Condenado a prisão perpétua, foi encarcerado na Fortaleza de Ham, de onde fugiu para Londres (1846) disfarçado de pedreiro, com o nome de Badinguet, que depois ficou como seu apelido.
Durante as Revoluções de 1848, voltou para a França.
Apresentou-se, então, como defensor dos ideais napoleónicos e dos princípios da ordem e da estabilidade social.
Foi eleito em vários departamentos e, com a nova Constituição, chegou à presidência da República em 1848.
De 1852 a 1858, Napoleão III exerceu um poder absoluto (Império Autoritário), que se caracterizou por muitas restrições às liberdades civis.
É neste contexto que aparece, em 11 de Fevereiro de 1958, na vila francesa de Lourdes, às margens do rio Gave, a primeira aparição da "Senhora" a Bernardete Soubirous, uma criança de 14 anos.
Aqui fica a história oficial das aparições de Lourdes.
Chamo a atenção para a analogia com o que se passaria, 6 décadas depois, em Fátima:
1 - Bernardete vai com amigas à lenha.
2 - A criança tem uma saúde muito frágil. (Dois dos 3 pastorinhos morrem nos anos seguintes às aparições por tuberculose, presumivelmente).
3 - Os pais não acreditam nela, tal como aconteceria em Fátima.
4 - Há repetição nas aparições - 18 ao todo - e uma agenda de aparições que se prolonga por 6 meses, exactamente como aconteceria em Fátima, 59 anos depois.
5 - E só Bernardete vê a Senhora, tal como só os 3 pastorinhos viam a Virgem.
O que é bastante conveniente para "explicar" fenómenos que mais ninguém acaba por ver.
Em seguida (mais logo, que agora já não há tempo) abordarei o fenómeno português das aparições de Fátima e o momento político que as envolveu, começando por revelar que o primeiro ministro português, na altura, era um senense de seu nome Afonso Costa.
E que Afonso Costa já tinha sido primeiro ministro (chefe do governo) por mais duas vezes. Em 1915 e em 1916. Coisa que poucos senenses saberão.
E que foi no seu tempo de primeiro ministro, em 1917, que se deram as duas revoluções Russas.
A primeira, que depôs o czar Nicolau II e em que o menchevique Kerenski assumiu o governo provisório, e a segunda, a bolchevique, liderada por Lenine. O chamado Outubro Vermelho.
Dois importantes acontecimentos (um nacional e outro mundial) que nunca vi relacionar com o tempo de Afonso Costa, nem com as aparições de Fátima, mesmo depois de se fazer constar que um dos segredos de Fàtima envolvia justamente uma tentativa de «conversão da Rússia», por parte da Senhora.

Não se percebe que influência poderiam ter os 3 pastorinhos na Igreja Ortodoxa Russa, nem porque é que a Senhora apareceu na Cova da Iria em vez de dar o recado directamente na Praça Vermelha, se era esse o seu propópsito, mas também muito pouca coisa faz sentido quando se fala em religião. Por isso...
O facto é que foi desta forma que o «segredo» foi vendido ao povo.
(continua já a seguir)...
O célebre Packard em que Salazar votou, pela última vez na sua vida em 1969 (levaram-lhe a urna ao carro pois estava já impossibilitado de se deslocar pelo seu próprio pé) - estará em Seia em exposição a partir desta semana e pelo prazo de um mês, no Museu do Brinquedo.
Descobri-o numa aldeia do concelho vizinho de Oliveira do Hospital e não descansei enquanto não arranjei forma de o trazer para Seia, para a concentração que teve lugar este sábado, 13 de Maio.
Depois disso, o dinamismo da Organização conseguiu fazer com que o seu proprietário actual o dispensasse para poder ser devidamente apreciado pelos admiradores deste tipo de coleccionismo.
O Packard, de 7000 cms cúbicos e 8 cilindros em linha, está absolutamente irrepreensível.
Junta-se uma foto do então Presidente do Conselho de Ministros provavelmente na última fotografia que se lhe conhece, justamente dentro do Packard.
Admirem!
Não confundir com os dois Mercedes Benz 770 Grooser, de 1938, que foram adquiridos pela PIDE para protecção de Salazar e Carmona depois do atentado de que o primeiro foi vítima em 1937.
Esse automóvel tem sido conotado como tratando-se de um presente de Hitler, o que não é verdade.
Mas, por isso mesmo, para que não fosse confundido com o ditador Nazi, Salazar recusar-se-ia sempre a usar esse carro.
Com uma única excepção.
Salazar usou também, até cair da cadeira em 68, o seu mais conhecido automóvel: um Caddilac 75.
Leia a história desses carros que se encontram ainda hoje no Museu do Caramulo, aqui abaixo.

Do tipo W 07, o maior e mais caro Mercedes-Benz, foram produzidas, de 1930 a 1938, 117 unidades, em Untertürkheim, com várias carrosseries, das quais 42 blindadas, na forma limousine pullmann.
O Imperador do Japão, Hiroito, adquiriu três e para o Estado Português vieram dois em 1938.
No Domingo, 4 de Julho de 1937, na Av. Barbosa do Bocage, em Lisboa, a porta da moradia de Josué Trocado, onde habitualmente o Prof. Oliveira Salazar ia à missa, teve lugar um atentado bombista reivindicado pelo Partido Comunista.
Os Serviços de Segurança do Estado decidem então encomendar dois veículos blindados Mercedes Benz (27 de Outubro de 1937) através do agente da marca, em Lisboa, Sociedade Comercial Mattos Tavares, Lda. Pelos arquivos da fábrica verifica se que a construção dos chassis datam de 18 de Janeiro de 1938 e das carrosseries Pullmansteel de 9 de Março.
Os dois carros foram expedidos para Lisboa em 12 de Abril.
Ambos foram matriculados em Junho de 1938 em nome da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado - Rua António Maria Cardoso, Lisboa - e são postos à disposição dos Presidentes da República e do Conselho de Ministros, General Óscar Carmona (AL-10-71 chassis 182.067) e Prof. Oliveira Salazar (DA-10-72 chassis 182.066).
Salazar, que não fora consultado sobre a aquisição destes automóveis, logo manifestou o seu descontentamento, traduzido pela não utilização deste carro, pois receava que se pudesse pensar ser um presente de Hitler, situação que de facto tinha acontecido com Josef Stalin e Benito Mussolini.
O Buick, que já tinha aquando do atentado de 1937, continuou a ser o seu carro único e preferido.
Mas dúvida ficou, criando o mito do “presente de Hitler”.
Com o intuito de esclarecer o “mito”, a direcção do Museu do Caramulo decidiu investigar junto da Daimler-Benz, dirigindo-se aos seus arquivos centrais na Alemanha.
Dessa busca resultou a obtenção da ordem de encomenda dos dois Mercedes-Benz por parte do Estado Português, desfazendo assim a versão em que estes haviam sido oferecido por Adolf Hitler.
O Mercedes foi utilizado apenas uma vez, por ocasião da visita oficial do Generalíssimo Franco, em 1949.
Normalmente era aproveitado pelo motorista Raul para transportar as visitas ao Palacete de S. Bento. Dai só acusar 6.000 km quando dezassete anos depois é mandado vender, em hasta pública, pela direcção-geral da Fazenda. Arrematado por seis mil escudos pelo sucateiro Alfredo Nunes - Rua do Alvito, 109, Lisboa que o regista, em 9 de Fevereiro de 1955 em seu nome, é pouco tempo depois vendido aos Bombeiros Voluntários do Beato e Olivais com o fim de ser aproveitado para uma ambulância.
Porque o custo de transformação se revelou elevado decidem vendê-lo, em 16 de Junho de 1956, a João de Lacerda para figurar no Museu do Caramulo.
Actualmente acusa apenas 12.949 quilómetros, por ter circulado desde 1956 com alguma frequência para conservação da mecânica.
Nunca houve necessidade de o restaurar por estar, desde a pintura aos cromados e estofos, impecável. Até os pneus são de origem, sendo mantidos a 40 libras de pressão, não acusando “gretas” nos flancos, talvez por terem sido fabricados com borracha sintética “tipo Buna”.
É, pois, considerado o mais perfeito e bem conservado Mercedes-Benz Grosser do mundo.
O Cadillac 75 de 1947
No pós-guerra eram os automóveis de mais prestigio da indústria dos Estados Unidos da América. No ano de 1947 a Cadillac produziu 59.436 carros; todos com o “velho” motor V-8, de válvulas laterais, lançado em 1938.
Em 1947 o Estado Português mandou comprar dois automóveis Cadillac iguais: um para o Presidente da República e outro para o Presidente do Conselho de Ministros. Até essa altura as viaturas oficiais estavam normalizadas nas marcas e modelos. Todos os Ministros dispunham de automóveis Packard Clipper, de oito cilindros, de sete lugares e os Secretários e Subsecretários de automóveis da mesma marca mas de cinco lugares.
Desde então e até à sua morte, o Prof. Oliveira Salazar usou sempre o Cadillac que lhe estava destinado, tendo recusado um Mercedes-Benz 600 adquirido pelo Ministério das Finanças em 1968 (carro que hoje está na Presidência da República), por entender que o Cadillac continuava em bom estado e servia muito bem, para o seu serviço oficial.
Em Abril de 1971, menos de um ano após a morte do Prof. Oliveira Salazar (27 de Julho de 1970), este automóvel foi vendido em hasta pública, sendo então adquirido, por João de Lacerda, para ser exposto no Museu do Caramulo. De registar que o seu interior está impecável, como se tivesse saído da fábrica, pois o Prof. Oliveira Salazar tivera o cuidado de o mandar forrar com capas.
ESPECIFICAÇÕES
150 HP; V-8 (88,9 x 114,3); 5675 cc; 3 veloc.; chassis 3 420 872 ; motor 21-501 ; peso 2350 Kg. ; veloc. 130 km/h.

O ministro vai mandar encerrar a maternidade de Elvas.
Em consequência disso, os bombeiros de Campo Maior esperam que muitas crianças nasçam nas ambulâncias, enquanto as mães são transportadas desde os extremos do concelho para Badajoz, ou para outro lado qualquer, que ainda não se sabe bem.
Por isso, 2 bombeiros de Campo Maior foram já a Badajoz tirar um curso intensivo de obstetrícia em movimento, para ajudar as crianças que se espera nasçam em viagem.
Acontece que, para ajudar à festa, também não entra uma ambulância nova em Campo Maior há 14 anos...
Os Bombeiros de Elvas e os de Campo Maior vão recorrer, por isso, aos serviços de um Pronto Socorro!
Portanto:
Para que não corram riscos nas maternidades, onde são assistidos por obstetras com menos prática do que o normal (menos de 1500 partos por ano), os bebés alentejanos vão passar a nascer em ferros-velhos em movimento, assistidos por bombeiros que devem, pelos vistos, fazer mais de 1500 partos por ano!!!
Ganda Ministro, pá!!!
És cá dos nossos!!
Numa coisa tens razão, ó Correia: nas maternidades que fechares nunca mais nenhum bebé correrá perigo! Nem as mães!
“Existe uma canalha que frequenta as rádios, televisões e jornais que não respeita nada nem ninguém”. A afirmação foi disparada contra os jornalistas que pretendem “liquidar aqueles que incomodam”, por Emídio Rangel, ex-director da RTP e da SIC, no lançamento do livro de Carrilho, ontem, no teatro D. Maria II.
Há cerca de 2 anos inseri vários textos sobre o que denominei «o miserável jornalismo televisivo».
Criei, até, uma categoria neste blog dedicada a isso.
Porque é um fenómeno que tem atacado cirurgicamente a sociedade portuguesa sempre que tal se mostra necessário e com uma eficácia terrível.
O sistema, ou processo, é sempre o mesmo:
Subitamente, sem se perceber porquê, um jornal começa a ridicularizar um personagem público e, passadas apenas algumas horas, ergue-se um coro nacional em todas as rádios e televisões no mesmo sentido, que se fixa dia e noite, numa maré alastrante que pode durar semanas inteiras.
Esta acção concertada visa arruinar a carreira e as legítimas pretensões de quem se propõe atingir alguma posição de relevo público-institucional.
O primeiro mártir deste tipo de campanhas jornalísticas - este «polvo jornalístico», como lhe chama agora Manuel Carrilho - não foi ele.
Foi Santana Lopes.
No auge dessa campanha, a toda a hora se produziam "notícias" negativas sobre SL, cujo objectivo era nitidamente o de o ridicularizar ao máximo aos olhos do povão que nada sabe de coisa nenhuma e, portanto, vai acreditando no que o cartel de jornalistas comprados pelos interesses instalados vomitam, enquanto recebem à baboseira.
Se fazia a sesta, se ia à discoteca, se estava a passear no jardim com a família, tudo foi pretexto para a guerra diária e generalizada que os média lhe moveram, numa tentativa descarada de lhe assassinarem a imagem, à custa de uma mega-acção global sem precedentes neste país.
O jornalismo do regime, à força da repetição diária em todos os telejornais, acabou por cilindrá-lo. O homem não podia fazer fosse o que fosse. Não podia aparecer nem ficar recatado. Não podia estar acordado nem a dormir. Só estaria bem se estivesse morto.
E porque é que isto aconteceu?
Porque Santana Lopes ousou incomodar, como ninguém antes dele, a Alta Finança - a qual obrigou, por exemplo, a começar a pagar impostos.
Esse «obviamente pagarão!» foi o seu epitáfio político.
Nunca mais o grande capital o deixará levantar cabeça.
Tornou-se o alvo a abater para todo o sempre.
E teve aqui o seu início a campanha "jornalistica" generalizada mais sabuja que eu vi, em 45 anos de idade, destinada a liquidar um Homem.
Campanha essa que não terminou com a sua derrota eleitoral. Longe disso!
Continuará para sempre, enquanto os todo-poderosos do dinheiro desconfiarem que ele, se mandasse, os obrigaria a pagar ainda mais impostos.
Ainda hoje ele não pode fazer nada, nem sequer ir às compras, que saltam logo matilhas de maledicentes escrevinhadores do regime a denunciá-lo por estar vivo.
Foi com Santana Lopes que começou a indignidade e nasceu o polvo.
Carrilho é, apenas e nitidamente, a segunda vítima.
Mas não sofreu menos por isso.
O padrão da molusca ignomínia jornaleira repetiu-se, agora em sinal contrário.
Carrilho era demasiado perigoso em Lisboa. Tem ideias que «colidem directamente com quem quer continuar a fazer mal à Cidade».
Tem uma visão para uma Lisboa moderna que choca frontalmente com os grandes interesses instalados. Com os grandes construtores. Com os grandes projectos de betão.
Carrilho queria ordenar e organizar a cidade reavivando o seu centros históricos, recolocando as pessoas e o pulsar da Vida no lugar dos escritórios e dos arranha céus desertificantes.
Carrilho queria uma Lisboa para os lisboetas. Para que os residentes e visitantes pudessem usufruir de uma Qualidade de Vida bastante mais elevada.
Carrilho queria uma Lisboa viva. Com mais espaços verdes, com centros de debate e de discussão social. Com mais locais de troca de Culturas e Conhecimento.
Isto colide frontalmente com a Lisboa do betão. Dos condomínios fechados de luxo de Telheiras ou da Lapa, dos andares de 250 mil contos com porteiros e segurança interna.
Isto colide com os interesses da Alta Finança.
Vai daí, foi o segundo alvo a abater.
Nada disto é novo.
O que é pioneira é a coragem da sua denúncia em livro, porque Santana Lopes já anteriormente tinha acusado a imprensa mercenária exactamente do mesmo nas eleições legislativas.
Onde até uma forte gripe e uma súbita doença incomodativa que o obrigou a uma intervenção cirúrgica a meio da campanha - Santana chegou a discursar com 40 graus de febre - se fez confundir com «cinzentismo» e «falta de convicção»!
Há meses escrevi a Carrilho, solidarizando-me com a sua luta e comparando-o a Santana Lopes. Não nos ideais, mas nas convicções.
Agradeceu, embora não se identificando com a analogia, obviamente.
Agora, os recentes assassinatos "jornalísticos" colocaram-nos no mesmo "saco".
Utilizando os mesmos processos, fizeram deles dois alvos a abater.
A História provou, uma vez mais, que eu não estava muito longe da verdade.
Ricardo Costa, director da SIC Notícias, visado directamente no livro que Carrilho colocará à venda amanhã, veio defender-se hoje das acusações de campanha organizada contra o candidato, da pior maneira possível.
Em vez de provar a sua inocência, aos espectadores, mostrando tecnicamente que Carrilho está a mentir, argumenta com as prováveis causas da sua derrota eleitoral.
Espanto!
Porque não era a sua convicção, enquanto analista político, que o director deveria transmitir. Mas os factos e as razões da acusação infundada.
Ao não se defender das acusações directas e específicas de Carrilho, o irmão do ministro está a dar ao ex-candidato toda a razão. E mais alguma.
No meio de todo este imbróglio o que mais me espanta é ter percebido que as empresas privadas de televisão também são obrigadas a admitir gente intelectualmente débil e boys do partido do poder nos altos cargos das suas direcções.
Fiquei a sabê-lo...

A bronca mediática sobre as duas empresas espanholas tráz mais uma vez à luz aquilo que todos sabemos e realça mais um ou dois aspectos laterais.
1º - A PJ portuguesa já investigava as empresas desde 2004. Mas o inquérito estava parado.
2º - A justiça espanhola deteve os administradores das empresas para averiguação. Só serão ouvidos amanhã.
3º - Faz-se constar em todas os orgãos de comunicação social que se trata de uma mega-fraude, mesmo antes de alguém ser ouvido e se poder defender. Nenhuma sentença foi proferida porque nem sequer o julgamento (a existir) foi marcado. Mas já aí está a sentença dos media para o povo consumir: é uma mega-fraude, e pronto.
4º - É óbvio que, depois de uma campanha orquestrada com esta, mesmo que os arguidos sejam declarados inocentes eles não terão a mínima condição de restituir o dinheiro a quem o investiu, dada a corrida aos reembolsos que se prevê.
5º - Se algum banco português fosse alvo de uma tal campanha, a consequência seria a sua falência imediata, pois um banco apenas é obrigado a manter, em reservas, cerca de 5% do capital a ele confiado.
6º - Os espanhóis reclamam, no país vizinho, acusando Espanha de ser uma República das bananas, por ter permitido que estas instituições exercessem livremente a sua actividade, alegadamente ilegal, durante 25 anos.
7º - Os portugueses não entendem essa reclamação. A uma Republica dessas estão eles habituados há 32 anos.
Pelo menos.
Segue-se uma lista de anúncios que podem ser encontrados nas paróquias deste país.
Um indicador do grau de cultura de uma classe que (ainda) é conotada com algum privilegio... porque mais culta que o povão médio.
Vai-se a ver...
«Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças».
«Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia».
«O torneio de basquet das paróquias continua com a partida da próxima quarta-feira à tarde: vinde animar-nos, enquanto procuramos derrotar Cristo Rei.
Por favor, metei as vossas ofertas dentro de um sobrescrito, juntamente com os defuntos que quereis fazer recordar».
«O pároco acenderá a sua vela na do altar. O diácono acenderá a sua na do pároco e, voltando-se, acenderá um a um todos os fiéis da primeira fila».
«Quarta-feira à tarde, ceia à base de feijocas no salão paroquial. Seguir-se-á o concerto».
«O custo da participação na reunião sobre "oração e jejum" inclui as refeições».
«O grupo de recuperação da confiança em si mesmos reúne-se na quinta-feira, às 7 da tarde. Por favor, usai a porta de trás».
«Na sexta-feira, às 7 da tarde, as crianças do Oratório representarão "Hamlet" de Shakespeare, no salão da igreja. A comunidade está convidada a tomar parte nesta tragédia».
«Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos».
«O coro das pessoas de sessenta anos dissolver-se-á durante todo o Verão, com o agradecimento de toda a paróquia».
«Na quinta-feira, às 5 da tarde, haverá uma reunião do grupo das mamãs. Roga-se a todas as que queiram fazer parte das mamãs que se dirijam ao pároco no cartório paroquial».
«Tema da catequese de hoje: "Jesus caminha sobre as águas". A catequese de amanhã: "À procura de Jesus"»
Acabo de participar num fórum da tsf, hoje subordinado ao tema: «quais os nossos trunfos para podermos singrar na Europa?»
E eles, curiosamente, escolheram dois excertos da minha intervenção para fechar o programa:
1 - «Perdemos todas as oportunidades, mesmo aquelas que tinhamos antes do 25 de Abril» e
2 - «Nós, hoje, não somos nada: nem carne nem peixe. Por isso é preciso decidir: ou vamos para a carne ou vamos para o peixe!»
e com esta frase gravada da minha intervenção terminou o medley de excertos com que sempre se fecha o programa.
Não tem importância nenhuma, mas fica um homem com o ego mais lavado, quando vê que alguém (que nunca conhecerei) valoriza as minhas intervenções.
Aqui fica um resumo para os mais curiosos e antes que me esqueça totalmente do que disse de improviso, como sempre:
Estou em Seia, no sopé da Serra da Estrela, outrora o 2º destino turístico do país, que hoje nem sequer faz parte dos roteiros turísticos da nação.
Este breve intróito serve para ilustrar a minha breve intervenção.
Para se poder fazer o ponto da situação e percebermos o que nos aconteceu, temos que ter uma perspectiva alargada do que se passou connosco, onde estamos e para onde caminhamos.
E o que aconteceu com o país foi simplesmente que fomos perdendo todas as oportunidades, mesmo aquelas que tinhamos antes do 25 de Abril.
Desde 85, ano em que aderimos à então CEE, até hoje, recebemos mais de 50 mil milhões de contos. Em subsídios concedidos pelos outros povos. Pelos nossos companheiros de projecto europeu.
Pergunta-se: o que se fez e onde está esse dinheiro?
Construiram-se umas auto estradas e umas torres de betão, mas isso não corresponde nem a 1% do dinheiro recebido.
Ninguém sabe onde está o resto, ou melhor: toda a gente sabe onde ele foi esbanjado e onde não foi investido.
E agora é a nossa vez de pagar.
Mas também agora, as grandes empresas abandonam-nos para se irem instalar nos paraísos dos baixos salários: a Roménia e a Polónia.
E esses países estão agora a receber os subsídios da UE que nós também recebemos durante 20 anos e que imbecilmente esbanjámos.
Agora somos nós que contribuimos duplamente contra nós:
Estamos a começar a devolver à UE tudo o que emprestaram - e que nós não utilizámos para nos desenvolvermos - e estamos a contribuir para os países que nos "roubam" todos os dias as grandes empresas (e milhares de postos de trabalho e de famílias em desespero e à mingua) que, hoje, para eles se deslocalizam.
O nosso problema básico é que nós estamos, quais baratas tontas, a arengar entre dois modelos extremos de sociedade, e sem sermos capazes de optar por nenhum deles:
De um lado, o Brasil - onde nada funciona à primeira e tudo acaba por funcionar depois, mercê da macroeconomia paralela - e do outro, a Europa regrada e desenvolvida.
Nós estamos - em Alma - muito mais próximos da idiossincrasia Brasileira, mas isso não é saída para o nosso subdesenvolvimento.
Lá, as coisas acabam por funcionar «não funcionando».
Eles aprenderam a viver quase sem "trabalhar", na acepção suada do termo, mercê de uma complicadíssima teia institucional de jogos de bastidores, corrupções legais e distribuição de luvas que, quando respeitada, faz com que tudo acabe por se resolver.
Só um pouco mais lentamente do que na Europa.
Mas, em compensação, o país é muito rico e o povo paga muito menos impostos.
Por isso se permite generalizadamente a existência das favelas, por exemplo, autênticos mega-guetos de uma sociedade impensável em qualquer país desenvolvido (Portugal incluído).
Ninguém paga água nem luz nem impostos, nas favelas. E é assim mesmo.
Cá as coisas são mais fáceis.
Não funcionam. Apenas.
O que fazer?
Eu sou professor de matemática.
Todos os dias fico aterrorizado ao verificar que as escolas básicas estão a descarregar, para a sociedade, multidões de jovens absolutamente inmpreparados para o que quer que seja, por serem autênticos analfabetos funcionais.
As crianças conseguem ler. Ou seja: transformam códigos escritos em informação fonética, mas não fazem a mínima ideia do que estão a ler.
Assim não é possível melhorar coisa nenhuma no futuro.
Se queremos um modelo desenvolvido temos que começar pela geração que hoje ainda é criança.
Esqueçamos a nossa. Quanto a essa já não há nada a fazer. Perdemos 32 anos de oportunidades e de sonhos.
Talvez haja algo a fazer pela geração seguinte.
Mas o quê?
Formá-los. É a resposta.
Ministrar-lhes Conhecimento. A sério.
E obrigá-los a aprender.
Se os alunos que, hoje em dia, nada fazem, nem ideia das disciplinas que deveriam estudar, e mesmo assim chegam sem esforço ao 10º ano começarem finalmente a chumbar, daqui a 4 anos teremos o nosso principal cancro social em vias de resolução.
Começaremos a formar multidões de gente capaz, que sabe que está viva, e que entende que existe vida para além da morangada e do futebol.
Assim, estaremos a dar à sociedade a possibilidade de, naturalmente, se aperfeiçoar, porque os melhores, no processo natural da vida virão logicamente ao de cima, substituindo a mediocridade reinante instalada em todo o lado, e também no aparelho de estado.
É este o caminho e não há outro.
A escola tem que começar a exigir que os alunos aprendam.
Tem que começar a formar em vez de passar alunos.
E aí, sim. Daqui a 20, 30 anos teremos finalmente gente competente a governar este país.
E um povo culto para poder reivindicar o que mais faz falta - decidindo, por exemplo, entre a construção de mais um Hospital ou de mais um estádio de futebol - e assim poder participar e compreender o fenómeno do desenvolvimento e da contínua reforma social.
Poderemos, só então, começar a pensar em convergir para os rácios dos países europeus desenvolvidos.
Antes, não.
Nas Previsões Económicas da Primavera, hoje apresentadas, a Comissão Europeia prevê que Portugal termine o ano com 8,1 por cento de desempregados, uma taxa que é 0,5 pontos mais alta do que a verificada em 2005.
No próximo ano, o desemprego em Portugal, medido pelo número de desempregados em percentagem da população activa, deverá subir até 8,3 por cento.
Se as previsões da Comissão Europeia se confirmarem, Portugal terá em 2007 uma taxa de desemprego superior à da Zona Euro e da União Europeia.
É claro que Sócras virá já, com a sua propaganda à António Ferro, desmentir a Comissão Europeia, como sempre!
Ele e os seus competentíssimos serviços xuxas do país mais pobre da europa sabem muito mais do que os especialistas dos países mais desenvolvidos.
Por isso é que eles estão onde estão e nós estamos onde estamos.
E continuamos caminhando, alegremente, para onde caminhamos.
Parafraseando um amigo meu: «O caminho (para o abismo) faz-se caminhando».
É o que Sócras está fazendo com Portugal.
À beira do abismo, continua a dar gigantescos passos em frente...

E atingirá níveis de pobreza ímpares.
É o relatório oficial da Comissão Europeia.
Bom. Eu, sinceramente, não acredito que tal venha a acontecer.
Porque este povo já pouco mais poderá suportar.
Já não há, na classe média, possibilidade de endividamento adicional, pelo que não tenho dúvidas que, ou arrepia imediatamente caminho, ou este governo não chegará sequer ao seu fim.
Quanto mais 50 anos do mesmo...
Os crimes violentos com homicidios a sangue frio, como acontece nos EUA e na África do Sul, já hoje se verificam neste 8até agora) país de brandos costumes.
Há pouco mais de 2 horas, um jovem de 17 anos, que regressava de uma discoteca, foi assassinado em Cacilhas com 3 tiros a sangue frio, sem ninguém saber porquê. Ele seguramente não o soube.
Matar é cada vez mais normal porque os níveis de tolerância estão no mínimo de sempre e a polícia só apanha os atrasados mentais e os que se entregam, apesar das balelas que todos os dias nos contam sobre o seu fantástico profissionalismo.
Seguir-se-ão os assaltos generalizados a supermercados e lojas comerciais. Previ tudo isto, em Dezembro de 2004, para os anos seguintes.
Está tudo a bater no fundo, infelizmente.
Claro que o verdadeiro tuga que aplaudiu e embasbacou com a construção de 10 estádios de futebol não se parecebeu que esse dinheiro era preciso para o nosso desenvolvimento. Para construir estradas, Hospitais e Escolas (e não fechá-los).
O povão boca-aberta tem-se deixado encantar pelos inúteis elefantes brancos de betão, sem sequer imaginar que o que se gasta aqui não pode ser novamente investido além. Já foi.
Mesmo os mais distraído-futeboleiros, que só partem para a ignorância in-extremiis, começam a perceber que o ponto de rotura se aproxima rapidamente.
Porque as pessoas têm que sobreviver e fazer sobreviver as suas famílias.
E para dar de comer a um filho não se pode olhar a meios quando eles não existem.
Há que resoilver o problema de alguma forma.
Os que hoje continuam a encher os bolsos com luvas e negociatas e os seus tristes e miseráveis lambe botas que são pagos (e alguns fazem-no mesmo à borla à espera de alguma migalha que caia lá de cima) para acalmar o povo, fazendo crer que está tudo a correr bem, que se cuidem...
Se eu fosse a eles pensava duas vezes antes de continuar nessa vida.
Porque uma das grandes virtudes do povo esfomeado é vingar-se de quem os oprimiu e de quem os enganou.
Que o diga Miguel de Vasconcelos.

Até os socialistas profissionais berraram contra este inqualificável governo!
Este Sócras é impagável!
Um discípulo foleiro, mas muito foleiro mesmo, de Guterres.
O método aprendeu-o ele: mandam-se umas intenções para o ar para ver as reacções. Se elas forem muito desfavoráveis, recua-se.
Então pronto!
É só berrar contra as ignomínias de extrema-direita deste governo, como a de pôr as maternidades e as escolas a dar lucro!
Fica o problema resolvido.
Vá lá: toca a berrar!
O último desarrincanço da ministra que não faz a mínima ideia da realidade do ensino, e que se destina apenas a tentar lançar areia para os olhos do povo que eles garantem já totalmente embrutecido pela morangada com açucar, é a seguinte:
«Os professores que sabem com antecedência que vão faltar num determinado dia (1% das faltas dadas, na melhor das hipóteses!) têm que deixar a aula preparada para que alguém (quem?) possa dá-la por eles.
Confesso que nunca vi semelhante assalto à pretensa estupidez do povo a quem se dirige esta propaganda, na minha vida de 19 anos de professor!
Porque toda a gente percebe que esta medida não serve para nada.
Vejamos:
1º - Praticamente ninguém sabe que vai faltar no dia anterior à falta.
As faltas são dadas por motivo de força maior.
Uma dor de barriga, uma avaria no carro que se recusa a pegar de manhã, um filho que adoeceu durante a noite, uma circunstância imponderável, são as causas de 99% das faltas dos professores.
2º - Mas mesmo que os professores saibam que vão faltar, apenas será necessário que o não publicitem. E pronto. Passa automaticamernte a constituir um facto imponderável. Cai tudo por terra.
3º - Nos residuais casos em que as faltas são previamente declaradas (e só podem ser dadas para a frequência de acções de formação, ao abrigo da Lei), a aula deixa-se então ficar preparada.
Muito bem.
E para quê? Alguém a vai dar?
É claro que não!
Porque nunca coincide que um professor de matemática do 9º ano, por exemplo, esteja disponível em horário de substituição quando o seu colega falta. Ou está a dar aulas, ou estará em horário extra - por exemplo a dar aulas de apoio pedagógico - ou em cargos, ou não estará na escola.
A probabilidade de estas coincidências poderem ocorrer, simultaneamente na mesma escola, seria ínfima. Porque mesmo que assim calhasse, em 45 minutos dos 90 que compõem a aula, este professor de substituição teria que ser do mesmo grau de ensino.
Ou seja: do mesmo ciclo. Não pode ser um professor do 6º ano ou do secundário, por exemplo.
Estão a ver? A probabilidade de tudo isto acontecer simultaneamente é quase a mesma de nos sair o totoloto.
Vejamos um exemplo prático: no meu horário de 28 tempos (quando deviam ser só 18 lectivos, segundo a lei) eu tenho 3 blocos de 45 minutos de substituição.
Na minha escola eu só posso substituir um colega, que é o único do meu ciclo, para além de mim.
Se ele faltar em qualquer um dos dias de aulas, bem pode preparar as aulas que quiser, que nunca ninguém as dará.
Porque essa falta nunca calhará em cima de nenhum dos meus 3 blocos de substituição. Calhará sempre em cima das minhas aulas ou quando eu não estou na escola. E vice versa, pelo mesmo motivo.
4º - Mesmo que todas estas incríveis coincidências se verificassem, por milagre, o professor que fosse substituir o colega não tem noção nenhuma da turma (porque ele não é professor dessa turma. O professor é o colega que está a faltar) ou seja: não tem noção do estado em que a turma se encontra no processo ensino-aprendizagem, nem conhece as dificuldades de cada aluno.
Conclusão:
Só uma louca ou uma pessoa que não possui a mínima noção do que a palavra «pedagogia» significa, poderia sequer pensar numa aberração destas.
Mas lá está: o objectivo também não é o de que algo melhore.
O objectivo desta propaganda miserável é o de que este povo continue adormecido e se continue a iludir com o pretenso «trabalho» do governo.
Vamos a ver se o consegue.
A propósito de 2 comentários que a Lena d'Água me enviou respeitantes a um post em que eu previa a inevitabilidade do nuclear, vou aprofundar mais um pouco as razões que me levam a concluir por essa mesma inevitabilidade.
Que são, resumidamente, de duas ordens.
1 - Os preços do petróleo continuam a aumentar e assim continuarão nos próximos 20 anos.
E porquê?
Porque a China entrou na festa do consumo desenfreado de automóveis. A procura de petróleo refinado já excede a oferta e dentro de um ano duplicá-la-á.
Se é certo que o volume de extracção ainda é suficiente, hoje, para a procura que existe, o poder de refinação global existente é substancialmente menor. Pelo que, ou se começam já a construir centenas de refinarias por todo o lado, ou os preços dos combustíveis rapidamente duplicarão, mesmo que o barril não chegue aos 100 dólares, como esperam os especialistas.
2 - Porque, apesar dos países mais desenvolvidos estarem já a trabalhar na progressiva substituição do petróleo pelas energias alternativas denominadas "limpas" na produção de electricidade - e notar que os milhões de baterias de acumuladores e dínamos a que essas instalações limpas obrigam, em todo o mundo, são muito pouco ecológicos - o consumo do petróleo não decrescerá substancialmente, pelas razões apontadas no ponto anterior.
Haverá apenas uma "deslocalização" ou "migração" do uso de grande parte do petróleo: da produção de energia eléctrica para a produção de energia mecânica, nos milhões de automóveis que se estão a vender por ano na China (e até na Índia), cujo consumo de veículos disparou nos últimos 2 anos e ascende, hoje, a um crescimento em flecha de 20% ao ano!
Com 1.3 mil milhões de pessoas avidamente desejosas de comprar carro, não há resposta, em combustíveis, que resista.
Obviamente a procura de petróleo continuará a aumentar e, com ela, o efeito-estufa e as mega-emissões de CO2 extremamente nocivas para a Vida na Terra.
A Europa teria, no futuro, uma atmosfera menos poluída, porque emitirá menos CO2 no futuro, não fora o facto de a poluição vir cá ter na mesma, vinda das Terras do Sol Nascente, por via do disparo incrível do número de automóveis a que se aludiu, e da produção desenfreada de carvão numa base diária, que continua a ser a principal fonte energética doméstica daquele vasto território.
O que fazer?
Proibir a China de fabricar ou importar automóveis? Não se pode.
O protocolo de Quioto foi às urtigas e, por isso, o que os governos terão que fazer é lançar mão do nuclear para continuar a produzir energia eléctrica barata.
Não vejo outro remédio....
Embora não goste nem um bocadinho dos perigos que o processo da cisão do átomo potencialmente encerra.
Nisso estou perfeitamente de acordo consigo, Lena.
Mas... qual é a alternativa, neste contexto?
Quantos anos se passaram desde o «Nuclear não, obrigado!»?
E o que se fez, entretanto, para a instalação das energias limpas em Portugal, por exemplo?
Recuou-se.
Agora, qual é o remédio?

Enviaram-me esta imagem que é a capa da Agenda da Casa da Cultura de Maio, por email, junto com uns comentários bem brejeiros que me dispenso de inserir.
De facto, se a intenção não é declarada, ela está lá, mesmo sem querer.
No mínimo, manifesta-se grosseiramente "subliminar"...
Pergunto-me o que se passará na cabeça desta gente.
Não terão olhos?
Valha-me Deus!
Há dias, em Fuentes de Onoro, estava eu a meter gasolina (que é muito mais barata) na bomba mais próxima da fronteira, quando deparo com a seguinte situação passada justamente à minha frente:
Um veículo da Brigada de Trânsito estava parado na mesma bomba, o que me chamou de imediato a atenção, já que nos encontrávamos em território espanhol.
Nisto, saem do carro dois agentes.
Um deles abre a mala do carro. E o que se vê lá dentro?
2 jarricans prontinhos para serem enchidos com combustivel.
Eu nem queria acreditar!
O nervosismo do funcionário espanhol contrastava com o à vontade dos 2 agentes portugueses que, na maior descontracção, conversavam entre si naturalmente.
Note-se que o meu carro, de matrícula portuguesa, se encontrava exactamente atrás do veículo da GNR, mas isso não foi impedimento algum para que os agentes levassem a operação por diante.
Agora eu pergunto:
Quantas irregularidades estiveram, aqueles agentes, a cometer simultaneamente?
1 - Abastecer em Espanha.
2 - Encher 2 recipientes situados na mala do carro.
3 - Transportar combustível na mala do veículo da BT.
4 - E a quem se destinava esse combustível? À BT decerto que não...
Estas são atitudes consideradas como exemplares?
Este António Costa, tal como a ministra da Educação, mostra bem que conhece o seu ministério... ao litro.
Maria de Lurdes Rodrigues mostrou-se ontem EXTREMAMENTE CHOCADA ao saber que mais de metade dos alunos desiste no 12º ano.
É caso para perguntar:
Quando aceitou ser ministra da Educação não foi informada do país onde ia exercer o cargo?
Pensava que ia ser ministra onde?
Em França?
No Reino Unido?
Na Bélgica?
Na Holanda?
Que pouca vergonha!!!!
Ao menos mantenha a boca fechada, para que o povo não perceba que a senhora NÃO FAZ A MÍNIMA IDEIA do panorama escolar do país nem do ministério que tutela.
E, já agora, também ainda não saberá que:
Os alunos entram para o 2º ciclo sem saberem ler?
E fazem o 9º ano sem perceber o que lêem?
E que os professores perdem mais de metade do tempo com alunos cábulas em vez de se dedicarem aos bons, aos quais não ligam nenhuma, «porque não é preciso»?
Estamos a criar um país de analfas, nas escolas, porque nos dedicamos aos ALUNOS-ZERO que não querem saber da Escola para nada, em vez de nos dedicarmos aos BONS, que querem ser alguém na vida.
Porque são estes - e não aqueles - que nos podem tirar, no futuro, desta torpe e vil estagnação intelectual em que o mega-sistema vigente de perpetuação da mediocridade, estabelecido pelos sucessivos desgovernos e religiosamente alimentado pela morangada mediática e pelo inenarrável "jornalismo televisivo", mergulhou esta geração.
O culto da mediocridade instituído no ensino básico leva a que as Escolas se tenham transformado em clubes de perpetuação de subdesenvolvimento, onde se privilegia a mediocridade e o obscurantismo, em vez de locais onde se ministre o Conhecimento e se mostre a Luz da Ciência às mentes, em formação, das nossas crianças e jovens.
Nós, os professores do ensino básico, ao seguir escrupulosamente as directivas dos sucessivos ministros da Educação, constituimo-nos dos maiores "criminosos" da Nação.
Por mim, sempre dei o meu máximo, tentando ensinar a Matemática a todos, tornando-a o mais apelativa e útil que me é possível, mas não perco tempo com quem anda na escola em turismo.
Por isso, talvez, é que tenho conseguido, em 19 anos de ensino, níveis de aprovação, a Matemática, da ordem dos 78%, que depois são confirmados na Secundária.
Enquanto os meus colegas, por esse país fora, cumprindo rigorosamente com o estabelecido pelo Ministério, perdem todo o seu precioso tempo (e o dos seus alunos) a tentar "recuperar" quem se recusa a pegar num livro.
Paciência...
A Assembleia da República já gastou no primeiro trimestre deste ano cerca de 38% do orçamento de 2,5 milhões de euros destinada às ajudas de custo aos deputados em 2006.
Mais de 948 mil euros foram gastos, entre Janeiro e Março, no pagamento das presenças dos deputados em reuniões plenárias e comissões parlamentares, e na deslocação de deputados residentes em círculos diferentes daqueles pelos quais foram eleitos.
Por cada presença em reunião plenária ou comissão parlamentar, os deputados residentes fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro e Amadora têm direito a 64,89 euros. Já os parlamentares residentes nos concelhos acima referidos têm direito a apenas um terço desse valor, ou seja, 21,63 euros.
Aos deputados eleitos por um círculo diferente da sua residência está previsto ainda, no estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos, ajudas de custo até dois dias por semana (129,78 euros) para deslocações ao círculo pelo qual foram eleitos.
Para isso, basta que os parlamentares preencham uma declaração e entreguem aos serviços da Assembleia da República. Nesta legislatura, 29 deputados comunicaram deslocações em trabalho político.
Os tribunais ficaram na terça-feira impedidos de aceder à versão online do Diário da República (DRE) devido a uma falha na renovação do contrato com a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), que expirou em Dezembro, segundo apurou o Jornal de Negócios.
De acordo com o jornal, na sua edição de quarta-feira, a explicação obtida no número verde do DRE foi de que o Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ) não renovou a assinatura, que expirou em Dezembro.
Todavia, o Sindicato dos Funcionários Judiciais foi mais taxativo.
No seu site escreve que «numa época em que se apregoa uma justiça que tenderá para a desmaterialização, com investimentos das novas tecnologias da informação o acesso ao Diário da República online deixa de ser possível nos tribunais, alegadamente por, pasme-se, falta de pagamento do ITIJ à INCM».
O Ministério da Justiça, por sua vez, limitou-se a indicar que todos os magistrados e tribunais recebem o Diário da República em formato papel...
Palavras para quê?
A CP vai acabar com os comboios directos de Lisboa para as Beiras.
Covilhã, Guarda e Castelo Branco perdem Intercidades, substituídos por automotoras em viagens mais curtas.
Os passageiros farão transbordo em Coimbra e no Entroncamento.
O objectivo da empresa pública é o de «optimizar a gestão da frota fazendo circular menos comboios nas linhas».
Ao passo que a ligação Lisboa-Porto "DIZ-SE QUE VAI" diminuir em tempo com Alfas Pendulares mais rápidos, de 3h para 2h 30m.
Ao mesmo tempo "DIZ-SE QUE SE VAI" investir no TGV.
A verdade é que para muitas Maternidades, centenas de escolas, muitos serviços públicos e agora Intercidades, a bitola é sempre a mesma:
A palavra de Ordem para o Interior é: FECHAR! FECHAR! FECHAR!
É nestas alturas que eu gostava que o Governo Sócras fosse privatizado.
Era a primeira coisa a fechar, de certeza, dado o prejuízo que acarreta para a Nação...

George W. Bush dizia em 11 de Dezembro de 2002:
«Por outras palavras, não acho que as pessoas devam ser obrigadas a tomar a decisão que julgam ser melhor para o bem da sua família.»
«In other words, I don't think people ought to be compelled to make the decision which they think is best for their family»
(a propósito da vacina contra a varíola).
E, em 29 de Agosto de 2002:
«Não existem cavernas suficientemente profundas para a América, ou suficientemente escuras para esconderem alguém.»
«There's no cave deep enough for America, or dark enough to hide»
(a propósito dos terroristas).