março 31, 2006

AVC mata 3 portugueses por hora. Mas o que interessa é a gripe das aves.

O Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC) assinala-se hoje, surgindo como uma oportunidade para alertar a população para uma doença que, em Portugal, mata três pessoas por hora.

O AVC é considerado uma «catástrofe evitável», causando a morte de cerca de 575 mil pessoas por ano na Europa, segundo dados da Aliança Europeia para o AVC (SAFE).
Em Portugal, três pessoas morrem por hora, tornando o AVC na principal causa de morte no país.

O AVC é igualmente a principal causa mundial de incapacidade, impondo, por isso, «gastos significativos ao nível dos sistemas de saúde».
Um estudo recentemente realizado indicou que cerca de 125 mil mortes por AVC poderiam ser evitadas, num período de cinco anos e meio, através do melhor acompanhamento e tratamento da hipertensão.


De acordo com o livro «Risco Cardiovascular Global», uma edição apoiada pela Fundação Portuguesa de Cardiologia e pela Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, apesar dos números «alarmantes» dos acidentes cardiovasculares, uma abordagem adequada dos factores de risco por parte dos médicos e o correcto cumprimento das terapêuticas por parte dos doentes poderão torná-los evitáveis.

«A implementação de um programa de prevenção, quer primária, quer secundária, pode permitir baixar a taxa de morbilidade e mortalidade existente em Portugal», referem os autores do livro.

O Risco Cardiovascular Global é definido como «a probabilidade que um indivíduo tem de sofrer de doenças cardiovasculares por reunir uma série de factores de risco».

Os principais factores de risco são o sedentarismo, uma alimentação inadequada, a obesidade, o tabagismo, a hipertensão arterial, o colesterol elevado e a diabetes.

Diário Digital / Lusa

O problema é sempre o mesmo: esta doença não dá papel. Mas faz gastar milhões ao estado.
Os governos estão mais preocupados com aquelas que o podem dar... aos montes. Como a gripe das aves.
Todos sabemos de casos - provavelmente a maioria deles, em que os sintomas de um AVC aparecem de súbito mas, se o acidente for socorrido de imediato, o doente pode recuperar praticamente até 100%.

No entanto, os que ocorrerem em Seia, a uma hora de Viseu, mais o tempo necessário para o diagnóstico e o tempo de espera nas urgências e o tempo de espera por uma ambulância, podemos afirmar com toda a segurança que serão mortais.


Publicado por JoaoTilly em 09:58 AM | Comentários (2)

março 30, 2006

Sobre o EMBUSTE da "pandemia" da Gripe das Aves - que matou 100 pessoas em 9 anos!

(extracto do Editorial do número 81 abril-2006) na revista DSALUD por José Antonio Campoy - tradução minha).

Sabes que o virus da gripe das aves foi descoberto há 9 anos no Vietnam?
Sabes que desde então morreram apenas 100 pessoas EM TODO O MUNDO, TODOS ESTES ANOS?
Sabes que foram os norte americanos que alertaram para a eficácia do TAMIFLU (antiviral humano) como preventivo?
Sabes que o TAMIFLU apenas alivia alguns sintomas da gripe comum?
Sabes que a sua eficácia ante a gripe comum está a ser questionada por grande parte da comunidade científica?
Sabes que ante um SUPOSTO virus mutante como o H5N1, o TAMIFLU apenas aliviará a doença?
Sabes que a gripe das aves até hoje só afectou as aves?
Sabes quem comercializa o TAMIFLU? LABORATORIOS ROCHE.
Sabes a quem comprou a ROCHE a patente do TAMIFLU em 1996? À GILEAD SCIENCES INC.
Sabes quem era o Presidente da GILEAD SCIENCES INC e ainda hoje principal acionista? DONALD RUMSFELD, actual Secretário de Defesa dos USA.
Sabes que a base do TAMIFLU é o anis estrelado?
Sabes quem comprou 90% da produção mundial desta árvore? A ROCHE.
Sabes que as vendas do TAMIFLU subiram de 254 milhões em 2004 para mais de 1.000 milhões em 2005?
Sabes quantos milhões mais pode ganhar a ROCHE nos próximos meses se continua este negócio do medo?

Ou seja, o moral da história é o seguinte: Os amigos de Bush decidem que um fármaco como o TAMIFLU é a solução para uma pandemia que ainda não se produziu e que causou em todo o mundo apenas 100 mortos em 9 anos.
Este fármaco não cura nem a gripe comum. O virus, por seu lado, também não afecta o homem em condições normais.
Rumsfeld vende a patente do TAMIFLU à ROCHE e esta paga-lhe uma fortuna.
Roche adquire 90% da produção do anis estrelado, base do antivírico.
Os Governos de todo o Mundo ameaçam o povo com uma pandemia e compram à ROCHE quantidades industriais do producto.

Nós acabamos pagando o medicamento e Rumsfeld, Cheney e Bush fazem o negócio....
ESTAMOS COMPLETAMENTE LOUCOS, OU SOMOS IDIOTAS?


http://www.ciao.es/Gorrion__Opinion_1100147

Publicado por JoaoTilly em 12:10 PM | Comentários (0)

Por investigação de Felícia Cabrita (a mesma da Casa Pia) o Tribunal liberta e o estado indemniza condenado inocente

Depois de 360 dias de prisão, um inocente foi libertado.
Só é notícia porque em Portugal sempre houve centenas, senão milhares, de condenados inocentes aos quais isso nunca acontece.
Porque são pobres e não arranjam advogados à altura. Porque são pobres e não têm dinheiro para aguentar as despesas de um recurso.
Ou porque os cobardes dos vizinhos não denunciam as verdadeiras histórias às autoridades.
Foi exactamente isso o que aconteceu com este português. Teve que andar fugido para não ser preso injustamente; e acabou por sê-lo.
Um ano depois de encarcerado a Justiça fez-se. Porque os vizinhos, por pressão da SIC, ultrapassaram a típica cobardia portuguesa e explicaram o que aconteceu.

Mais uma vez se cumpre a nossa portugalidade.
As polícias "de investigação" reivindicam, mas não investigam. Se investigam não chegam a resultados nenhuns.
O que ainda nos vale são as polícias espanholas e a Interpol que indicam à magnífica PJ onde estão - em Portugal - os iates da droga.
Porque será que a nossa garbosa PJ se recusa a perder a ligação directa com a Interpol?
Porque os seus magníficos resultados mediáticos com honras de abertura de telejornais caíam a pique, todos o sabemos.
Não há uma apreensão de droga que se veja que não se faça por denúncia concreta das autoridades espanholas.
É um verdadeiro escândalo. Agora já nem tentam mascarar a coisa...
Depois dizem que é por não terem verbas nem para meter gasolina nos carros.
Até pode ser.
Mas também é verdade que não há gasolina que chegue quando a competência não está lá.
Vejam-se os casos Joana e Casa Pia: se não forem os jornalistas e as televisões a investigar e o povo a explicar as coisas.... quem o fará?

Publicado por JoaoTilly em 10:23 AM | Comentários (1)

março 29, 2006

Reino Unido: assassino português da namorada condenado a prisão perpétua. Julgamento terminou em 15 dias!

O tuga Hugo Quintas acaba de ser condenado a prisão perpétua menos de 15 dias após ter sido capturado em Espanha pela Interpol.
Se fosse em Portugal, depois de capturado (se alguma vez o fosse...) um julgamento destes demoraria quanto tempo?
2 anos?
4 anos?
6 anos?
Ou prescreveria?
E depois de 6 anos de trabalho e milhares de páginas em dezenas de dossiers "arrumados" no chão das secretarias? Seria anulado o julgamento por erros crassos processuais, como é costume?
Como aconteceu como aquele assassino (o Lobo?) que, depois de ter morto 7 pessoas (entre as quais 4 na praia de Vieira de Leiria) acabou por ser libertado porque o Ministério Publico não conseguiu acusá-lo no prazo máximo da prisão preventiva (3 anos... e mais 6 meses...)?
É só chorar!

Publicado por JoaoTilly em 04:49 PM | Comentários (3)

Gasolina subiu ontem 2,2 centimos (4$50) e em Junho sobe novamente o Imposto sobre os produtos petrolíferos

Só o que parece não subir é a revolta de um povo desprovido de coragem para lutar e reivindicar aquilo a que tem direito.
Somos hoje um triste povo manso e acabrunhado, perfeitamente resignado ao seu fado.
O de ser o mais triste e miserável de toda uma europa cada vez mais longe de Portugal.
E um povo cada vez mais sacrificado em prol das negociatas de milhões. Temos que ser nós - o povão - a pagar as OPAs e as fusões e aquisições no seio da Banca multimilionária (que continua a não pagar impostos) e os Estádios do Euro 2004, e as SCUTs que deixarão de o ser e os Hospitais que nunca se construirão e as Otas e os TGVs que também não.
Mas já estamos a pagá-los. A todos.
A esses e a outros negócios que já se fizeram já se pagaram, a Alta Finança e os construtores já receberam e agora falta o dinheiro para o que é verdadeiramente importante.
Paga o povo.

Até um dia, espero eu.
Até ao próximo 25 de Abril que não tarda, de certeza, mais 48 anos....

Publicado por JoaoTilly em 10:51 AM | Comentários (0)

Tribunal Arbitral condena Estado a pagar 2 milhões às vítimas da Casa Pia

Agora já só falta o Tribunal regular condenar o Estado a pagar outros 12 milhões de indemnizações.
Para Paulo Pedroso irão 2 milhões (recordemos que, depois de todo aquele escândalo, PP nem sequer chegou a ser acusado) e mais 10 milhões a Carlos Cruz, se for absolvido, como tudo leva a crer.

Começa agora a perceber-se que de um grande incómodo e um grande trauma para todos, pode esta montanha - ao parir um rato - constituir-se como um brutal negócio para os intervenientes.
Para os abusados, para os que se fizeram passar por abusados, para os advogados, para os abusadores que serão absolvidos e para os não abusadores injustamente acusados.

Publicado por JoaoTilly em 08:26 AM | Comentários (0)

março 28, 2006

Sócras, o copiador, «espantado» na FINLÂNDIA...


Sócras ficou muito "impressionado" com o sistema de ensino finlandês.
Levaram-no a visitar uma escola e o tuga, que nunca tinha visto nada na vida, nem nunca lhe passou pela ideia estudar o que se passa noutros países, passou-se literalmente com o que viu.

1) A Escola Básica de Ressu tem 400 alunos, com idades compreendidas entre os 7 e os 16 anos, e 37 professores no quadro.
Um ratio professor/aluno de quase 1 para 10. Muito parecido com o que se passa por cá. Na minha Escola o ratio até é superior.

2) A autarquia suporta todos os custos de funcionamento, incluindo livros e outros materiais escolares.
Por cá há escolas em que só há um compasso para o quadro e está partido desde o princípio do ano.
Um compasso partido para 18 turmas, 3 das quais do 9º ano que vão fazer exame em Junho.

3) O primeiro-ministro quis saber se os alunos com maiores dificuldades de aprendizagem são ajudados com aulas extra, mas os responsáveis da escola explicaram-lhe que esse tempo lectivo suplementar era considerado desnecessário.
Por cá, mais de metade dos alunos são considerados «com necessidades educativas». Perde-se, por isso, mais tempo com os alunos com dificuldades (há turmas com 18 alunos em grandes dificuldades, num total de 24) do que com aqueles que estudam. A esses não se liga.
Baixa-se a fasquia até que os calinos, que nem sequer sabem que matérias se deram nas aulas, consigam ter positiva.
Qualquer dia pergunta-se-lhes apenas o nome e, se acertarem, passam.

4) Depois de ler uma história em inglês, o professor pediu às crianças para abrirem os respectivos computadores e seleccionarem um programa informático de aritmética - apelo que foi cumprido imediatamente.
E cá? Com as escolas e bibliotecas escolares completamente equipadas com computadores e net, se se pedir aos alunos que abram um programa, eles só conhecem um - o msn.

5) Nas conversas que teve na escola, José Sócras ficou ainda mais espantado quando ouviu que na Finlândia «os melhores alunos querem ser professores».
Não é por causa do salário, que não é muito elevado.
É que «ser professor é sinónimo de grande respeitabilidade social», explicou uma das directoras da Escola Básica de Ressu.
E por cá? Os pais metem cunhas aos professores para que passem os seus filhos no final do ano «para que cheguem a ser, ao menos, professores»!

Não basta ficar impressionado, Sócras: é preciso perceber porquê...

Publicado por JoaoTilly em 07:30 AM | Comentários (1)

março 27, 2006

E ASSIM VAI PORTUGAL ...


9 em cada 10 aposentados com mais de 5.000 euros mensais foram juízes! Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo: visita http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3

São os seguintes os valores em Euros:

Janeiro
Ministério da Justiça
5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março
Ministério da Justiça
7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA
Abril
Ministério da Justiça
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
Antigos Subscritores
6193.34 Professor Auxiliar Convidado
Maio
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho
Ministério da Justiça
5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro
Ministério da Justiça
5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Tribunal de Contas
5663.51 Presidente
Ministério da Justiça
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
5015.16 Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa


- Boas Vidas!


Nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns)
Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos.
Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração - um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.

Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros).
Feitas as contas e os deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros!
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos!).
Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.


Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos......................... 4.400, euros;
Medeiros Ferreira....................... 2.800, euros;
Manuela Aguiar......................... 2.800, euros;
Pedro Roseta............................ 2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró . .................... 2.800, euros;
Álvaro Barreto........................... 3.500, euros;
Vieira de Castro........................ 2.800, euros;
Leonor Beleza . ........................ 2.200, euros;
Isabel Castro............................. 2.200, euros;
José Leitão................................ 2.400, euros;
Artur Penedos............................ 1.800, euros;
Bagão Félix............................... 1.800, euros.

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos os seguintes:

Luís Filipe Pereira . 26.890, euros / 9 anos de serviço;
Sónia Fortuzinhos .... 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço
Maria Santos . 62.000, euros /9 anos de serviço ;
Paulo Pedroso ........ 48.000, euros / 7 anos e meio de serviço
David Justino ............ 38.000, euros / 5 anos e meio de serviço;
Ana Benavente . 62.000 , euros / 9 anos de serviço;
Mª Carmo Romão . 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes ... 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada !


É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE..
MAS... HÁ MAIS!


APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado !. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social. O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário.
Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.


É BOM QUE TODOS SAIBAM COMO SE GOVERNA QUEM NOS GOVERNA.



Publicado por JoaoTilly em 06:59 AM | Comentários (4)

março 24, 2006

Faz hoje dois anos que o SNS deixou morrer displicentemente JOÃO TILLY DOS SANTOS


«João: isto é um matadouro!"»

Foram as primeiras palavras de João Tilly dos Santos, um doente abandonado como tantos outros nos corredores das urgências do Hospital de Coimbra, mal me viu irromper por eles adentro, à revelia das normas vigentes.
Por isso mesmo, por ninguém esperar que um acompanhante ali aparecesse é que tive a oportunidade de ver os doentes agonizantes enquanto os médicos e enfermeiras, em amena cavaqueira, confraternizavam em grupo discutindo onde iriam jantar logo à noite e outros assuntos mundanos.

Os doentes, abandonados, jaziam nos corredores, cada um para seu lado, deitados em macas encostadas às paredes.
Uns, os que têm a sorte de não estarem muito mal, sobrevivem.
Os outros, não.



Dois anos depois continuamos sem saber o resultado da autópsia.
Um homem foi deixado à sua sorte nos corredores dos hospitais e acabou por morrer.
Ainda ninguém pagou por isso.
Outros podem ter já morrido vitimas da mesma displicência e "deixa andar" das mesmas equipes clínicas.
Por isso aqui deixo, de novo, a história do fim da vida de João Tilly dos Santos.
Um português inteligentíssimo que teve a percepção de que ia ser deixado morrer por inépcia dos médicos que o "assistiram".
Eu é que nunca acreditei nisso.
Mas aconteceu.
Para que nunca mais aconteça.
Em memória do maior damista e acordionista que estas paragens alguma vez viram.


A HISTÓRIA
Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.

E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!

Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.


Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.

Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.


Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir à casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendeu a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e, depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»

Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem», disse, e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.

Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
«- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer».
Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.

Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.

Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.

Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.

Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.

Entrou no hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)


Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente:
«para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»


Quarta-feira 2 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.


Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.


Tal como ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?


Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.


Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.


É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.



Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.

Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!

E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.

O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?

Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.

Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.


Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.


Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...



Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.

Publicado por JoaoTilly em 12:28 PM | Comentários (4)

É triste não ter amigos?

«Ainda mais triste é não ter inimigos.

Porque quem não tem inimigos,
É sinal que não tem:

Nem talento que faça sombra,
Nem carácter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,
Nem coisa alguma que invejem...»


Voltaire

Publicado por JoaoTilly em 12:02 PM | Comentários (0)

março 21, 2006

Ao contrário do que a boyzada do costume está já aí a berrar na rua, a remodelação hospitalar serve apenas propósitos ECONOMICISTAS.
O resto é treta e pode até constituir um grave ATENTADO contra a Saúde da população Senense

«Não há qualquer preocupação com a eficácia da Saúde neste novo modelo Hospitalar. Quando muito esforçar-se-ão para que ela não baixe para níveis mínimos escandalosos para a população...»
Esta é a opinião generalizada dos técnicos de Saúde do Hospital de Seia.
Todos estão apreensivos com os últimos desenvolvimentos sobre aquela que é, sem sombra de dúvidas, a «desqualificação por via da poupança» que atinge, neste momento, o Hospital de Seia.
Chamem-lhe o que quiserem: Centro Hospitalar, remodelação de estruturas integradas ou o diabo a quatro, mas a verdade é que Seia vai mesmo perder valências que hoje tem e nada pode ganhar se o pouco que existe nos é retirado.
O objectivo é apenas um: poupar recursos.
Correia de Campos diz: «Uma cama no Hospital de Seia tem que ter o mesmo custo que uma cama no hospital de Leiria. Se custa mais, feitas as contas no final do ano, há que rentabilizar o sistema» (leia-se o negócio).
ESTE É O VERDADEIRO CONCEITO e esta a verdadeira «preocupação com a Saúde das populações».
Só um bronco ou um alienado pode pensar que há qualquer outra razão para além do patacão por detrás de qualquer remodelação na Saúde ou no resto.
E como toda a gente já sabe disto, aí temos a boyzada a passar ao ataque para lançar confusão nas mentes desprotegidas dos senis mais despreocupados.


Eu pergunto hoje:
Quando morrer, no transporte para Tondela ou para Viseu, o primeiro paciente que não puder ser convenientemente atendido em primeira intervenção nas Urgências do Hospital de Seia, por falta de pessoal qualificado que tiver sido deslocalizado, por razões de maior rentabilidade financeira, para Viseu ou para Tondela, quem vai responder por isso?

Cá estarei, nessa altura, para perguntar.
A não ser que, à semelhança do que aconteceu com o meu Pai, após ter chamado a atenção no JN para as condições miseráveis do nosso velho Hospital (que continuam as mesmas 3 anos depois), seja eu quem vá já a seguir...
Também não se perde grande coisa...

(Olhem aí a chucharada toda a concordar, querem ver?)

Publicado por JoaoTilly em 04:41 PM | Comentários (2)

março 20, 2006

Correia de Campos maltrata Seia pela segunda vez: Hospital de Seia DEFINITIVAMENTE DESPROMOVIDO para Hospital de rectaguarda do de Viseu

Exactamente ao contrário do prometido em tempo eleitoral, o inqualificável governo deste pobre país acaba de dar mais uma machadada nos legítimos interesses das populações do interior.
Correia de Campos MALTRATA Seia pela segunda vez.
A partir de agora, para além de fatalmente se perderem valências - ninguém no hospital acredita que a cardiologia e a pneumologia se aguentem numa base permanente - o nosso VELHO Hospital continuará velho e agora despromovido.
Com apenas uma comissão de gestão, perde toda a sua autonomia - aquele que foi considerado um dos 5 hospitais mais bem geridos do país em 2004 - ficando totalmente dependente das decisões tomadas em Viseu.
Por exemplo: poderemos vir a receber doentes de Tondela e de Viseu, enquanto os senenses podem ter que ir para a Guarda, para Viseu e para Tondela, por falta de camas... em Seia.
( a desenvolver)

Publicado por JoaoTilly em 01:16 PM | Comentários (1)

Faz hoje 3 anos que o Iraque foi invadido... por lapso

50 mil mortos entre a população civil do Iraque e mais de 4 mil entre os soldados invasores são as contas provisórias da tragédia que George Bush levou àquelas gentes.
Já pediu desculpa, dizendo que as informações que tinha estavam TODAS erradas.
Todos o sabíamos e Bush foi o primeiro a sabê-lo até porque foi assim que as encomendou.
Era preciso um pretexto para derrubar Saddam e para tomar conta do imenso mar de petróleo que jaz sobre aquela terra martirizada.











Correu mal. É certo que capturou o ditador, mas está tudo pior que antes.
Aquele país simplesmente não existe. A guerra civil aproxima-se a passos largos entre as duas etnias principais fruto do recrutamente maioritário de uma delas para a «polícia» do Iraque, levado a efeito pelos americanos.
As torturas nas prisões, de que o programa 60 minutes da NBC fez esta semana eco, demonstrando que toda a gente (até Bush) sabia perfeitamente dessas práticas, porque elas eram formalmente ordenadas desde o topo da cadeia de comando, acaba de lançar por terra os últimos e frageis argumentos de uma administração americana corrupta e selvagem, como não se suspeitaria pudesse existir no limiar do sec XXI.
E a culpa não pode ser assacada a Rumsfeld.

Sobre o falso pretexto da Invasão, toda a europa livre o afirmou, centenas de analistas independentes em todo o mundo escreveram profusamente sobre esse embuste, denunciando as verdadeiras intenções do genocida americano.
Ontem, Hugo Chavéz chamou Bush de «cobarde, de louco, de psicopata, de bêbedo e de assassino» directamente e por várias vezes em directo na televisão Venezuelana.
Bush não responderá, como todos os cobardes, dando plena razão a Chavéz.
50 mil mortos não serão esquecidos por nenhuma das partes.
Nem por nenhuma das famílias.
O Mundo está muito mais inseguro do que antes de Bush ter tomado posse.
Por sua culpa e sua tão grande culpa.

Publicado por JoaoTilly em 11:19 AM | Comentários (3)

março 17, 2006

Perícia a Carlos Cruz inconclusiva, pois claro.

Quem é que esperaria outra coisa?
É só perder tempo e gastar dinheiro.
Mas o que é que, neste país, funciona mesmo?
O que é que, de facto, é conclusivo?
Para além da condenação de 2 tristes, no caso Joana, por um crime "provado" administrativamente sem nunca um corpo ter aparecido? Fossem eles médicos ou advogados reputados a ver se já não estavam cá fora há que tempos...
E absolvidinhos da silva!
O grave é que toda a gente sabe que isto é verdade. Ninguém tem sobre isto a menor dúvida.
O Estado continua a pretender, pois, encenar uma peça que todos os espectadores sabem não passar disso mesmo. Uma pobre teatrada de 15ª categoria.

Vivemos, hoje em dia, numa sociedade de mentira total, tal como no tempo do D. Afonso VI, que, hemiplégico e deficiente mental, começou a reinar Portugal aos 13 anos de idade.
Claro que quem reinava de facto era a sua mãe - D. Luisa de Gusmão - e mais tarde, depois de as intrigas palacianas a afastarem, foi regente o conde de Castelo Melhor, D. Luis de Vasconcelos e Sousa, que conseguiu infligir várias derrotas aos espanhóis durante a guerra da restauração - Elvas, Ameixial, Castelo Rodrigo e, por fim, Montes Claros em 1665.
Estes sucessos militares conferiram ao "Rei" D. Afonso VI o cognome de «O Vitorioso»(!!!)
Só em Portugal, mesmo...

Voltando às perícias inconclusivas, elas são o pão-nosso de cada dia da "investigação científica" portuguesa.
Pergunta-se: para que se continua a recorrer a peritagens?
Para - apenas - se cumprir calendário, e se poder dizer que foram inconclusivas?

Publicado por JoaoTilly em 12:40 PM | Comentários (0)

Violência sobre crianças


O tema de hoje do programa Opinião Pública, na SIC, foi a violência sobre crianças. Parece que somos o país da europa onde ela mais se faz sentir. E a jornalista queria que o povo ligasse para lá a explicar porque é que tal acontece...
Ou seja: em vez de explicar cientificamente os fenómenos, a televisão prefere que seja o povão a explicá-los à luz da sua imensa sabedoria popular.
Muito bem.
Pois as respostas não se fizeram esperar e foram do melhor que já se ouviu em televisão.
Uma participante gritava, completamente descontrolada, a exigir a pena de morte para os pais que maltratam os filhos.
Outra começou por dizer que o filho não a deixa ver a neta e que o que ele quer é que a mãe morra para ficar com a herança e que ela era casada com um psicopata que foi internado em Luanda... até que lhe cortaram a palavra. Uma terceira afirmou que havia violência em sua casa (o pai batia na mãe de vez em quando) e por causa disso ela deixou de trabalhar e há 10 anos que não sai de casa e vive a poder de anti-depressivos.
Outra ainda afirmou peremptóriamernte que a «culpa é toda do Governo porque as penas deviam ser muito mais pesadas e se fossem mais pesadas isso já não acontecia e não se sabe o que aconteceu à Joana e a culpa é do governo».

Sem querer, o programa deu a resposta ao problema.
Parabéns.

Publicado por JoaoTilly em 12:13 PM | Comentários (0)

Eu OPO, tu OPAS

A maioria dos portugueses não sabe o que é uma OPA.
Ouve falar destas manobras bolsistas e financeiras com a distância e o interesse de quem ouve falar de terras desconhecidas de que só alguns possuem o mapa e as indicações para lá chegar.
Apesar de a maioria das famílias portuguesas dever dinheiro à banca e precisar dos bancos para o seu dia a dia, sendo estas instituições, na prática, as que mais entram pela vida dos portugueses dentro, tanto como entra o Estado, esses endividados não sabem grande coisa sobre os mecanismos bancários, o seu funcionamento e, mais importante, os seus direitos e garantias como clientes e detentores de contas e débitos ou créditos.
Como muito bem escreve esta semana Helena Garrido em editorial do Diário de Notícias, os portugueses nada sabem sobre o seu endividamento, e os bancos pouco têm feito para reduzir esta ignorância e providenciar a informação, a começar pelo Banco de Portugal.
É através dos jornalistas e analistas, e em particular dos jornalistas e analistas económicos, detentores dos códigos de acesso, que os portugueses vão sabendo destas movimentações e operações bancárias de grande envergadura, e vão sabendo que de um dia para o outro podem ter um seguro ou ser clientes de um banco que passou ser refém de outro banco, ou que se transformou noutro banco, sem chegarem a perceber as diferenças implícitas, vantagens ou desvantagens, da mudança.
Passou-se isto com a venda dos seguros do Banco Comercial Português à Caixa Geral de Depósitos. Na maioria dos casos, os detentores desses seguros apenas viram mudar a tutela institucional das companhias, sem chegarem a perceber o que mudou no clausulado dos contratos e aplicação desse clausulado pelas seguradoras.
O consumidor português, incluindo o consumidor de produtos financeiros, é passivo e obediente, em partes proporcionais à sua ignorância e ao atávico medo burocrático.
Agora, que a economia e as movimentações micro e macroeconómicas começam a destronar a política (há muito destronaram a cultura, por exemplo) e que todas estas OPAS seguidas, as da Sonae e outras à PT, a do BCP ao BPI invadem o espaço noticioso diário, chegou a altura de os portugueses começarem a exigir mais informação e não contarem apenas com os jornalistas e comentadores.
O vulgo, o que retém disto é que a economia portuguesa está a «dar sinais» de agitação, e essa agitação parece ou pode ser benéfica para a banca, a Bolsa, a crise ou o consumo. Mas, entre a Bolsa de valores, com B grande, onde estas transacções são feitas, e a emagrecida bolsa dos consumidores, existe pelo menos uma diferença de escala.
Será que estas OPAS todas se reflectem num acréscimo de qualidade de serviços para o consumidor? Numa poupança de meios? Num mercado mais competitivo e com maior concorrência e menos monopólio lesivo dos interesses dos particulares?
Ou estamos apenas e sempre a falar de mais benefícios para os accionistas e mais lucros para a banca, essa sim engordando a olhos vistos?
Quod erat demonstrandum…

Clara Ferreira Alves

Publicado por JoaoTilly em 01:35 AM | Comentários (2)

Desaparecida

Maria Cecília está desaparecida desde o dia 26 de Fevereiro.
Por favor se alguém a tiver visto é favor informar para o tel:

21 782 69 408

Pode ligar a cobrar.
Obrigada
Marta Alexandra Sá Oliveira Pinho









Publicado por JoaoTilly em 01:21 AM | Comentários (0)

março 15, 2006

Contra OPA com dinheiro espanhol


Tal como se previa nos textos anteriores aí está uma contra OPA do BPI sobre o BCP (porquê? pergunta-se) a pagar quase integralmente com o dinheiro de La Caixa tal como foi anunciado hoje de manhã.
Para quem ainda tivesse dúvidas...
Contra factos não há argumentos.
E pergunta o leitor incauto, muito mais preocupado com o 11 do Scolari do que com o aumento de impostos que vem já aí no fim do mês:
- Porque é que estes espanhóis se lembraram agora de tomar conta da banca portuguesa?
Eu respondo: porque a banca portuguesa é a que maiores lucros exibe, proporcionalmente ao país onde actua, justamente porque é a única, em toda a Europa, que consegue praticamente não pagar impostos no fim do ano.
E há a garantia - e isso é o mais importante - que os não virá a pagar no prazo Sócras - 3 anos.
Nenhum Alto Financeiro investiria aqui tanto bilião se não tivesse a certeza absoluta que os recuperaria em dobro nesse prazo.
Há alguma dúvida?
O maior cego continua a ser aquele que se recusa a ver.

Publicado por JoaoTilly em 10:46 AM | Comentários (3)

março 14, 2006

Esclarecendo o papel de Cavaco na pouca vergonha das negociatas da Alta-Finança

Esclarecendo melhor o sentido do texto anterior - porque surgiram dúvidas nos comentários...
O Novo Presidente não tem nada a ver com a governação. Nem este é um caso de governação. Vamos lá a ver para além disso:
Portugal vive o seu pior momento histórico em termos de todos os rácios europeus. Aqui nem sequer estamos a falar de economia. Apenas dos mega-negócios da Alta Finança.
O País está a saque. A Alta Finança que tudo compra por esse mundo fora - governos incluídos - tem, em Portugal, um maná. Não paga impostos e, consequentemente, lucra biliões. Enquanto o país está cada vez mais de tanga. Sucedem-se naturalmente, nesta lógica, os assaltos do capital ESTRANGEIRO às empresas nacionais. Financeiras (bancos) e Giga-empresas (PT, GALP, EDP). Ninguém tem dúvida que nem Belmiro nem J Gonçalves comprariam nada sem capital espanhol. Ou tem? É que eles nem disfarçam... Belmiro disse logo que era o Santander antes que alguém lhe perguntasse alguma coisa.
Assim sendo, o que se vê neste momento são as negociatas de biliões feitas pela Alta Finança enquanto o Estado, por exemplo, não tem nem sequer 500 mil euros para pagar a quem deve, e por isso um hospital (o da Guarda) não é construído por causa de umas migalhas como estas.
Sócras é o caseiro da Alta Finança nacional, que é a testa de ferro da Alta Finança espanhola, americana e europeia.
A Sócras nada interessa a não ser manter-se lá o máximo tempo possível. O país nada lhe interessa como o comprova todos os dias. 25% do tempo do mandato está esgotado e nem uma única das dezenas de medidas prometidas foi executada. Tem feito exactamente o contrário do que prometeu, até agora, e nada se rala.
Não é governar, portanto, que lhe interessa (nem Guterres nunca lhe reconheceu capacidade para tal) mas apenas "manter-se lá" o máximo tempo possível. Bem sabe que nunca mais terá uma oportunidade destas e está a aproveitá-la ao máximo.
Cada dia que passa são mais uns milhões em negócios e isso é o que a estes tipos interessa.
Com um bocado de sorte ainda vem a OTA e o TGV e são mais uns milhões que vão rolar por aí a contento de quem os recebe e a descontento de quem terá que os pagar - o povo bruto e atrasado que só se interessa pelo futaból, e os portugueses lúcidos que sempre constituíram uma imensa minoria e, a cada dia que passa, parecem ser cada vez menos.
É por isso que Cavaco terá que pôr mão nisto, já que Sócras está lá a ver a banda passar e a gritar «Yes!» de cada vez que um mega negócio financeiro é levado a efeito.
Cavaco será, portanto, a única pessoa que poderá pôr cobro a este descalabro, quanto mais não seja pelos avisos públicos e pela ameaça de dissolução do Parlamento se a ostentação giga-milionária continuar a verificar-se num país cada vez mais 3º mundista.
Mais ninguém.

Sobre os financiamentos das OPAs
O financiamento destas operações é feito com 90% de capital fresco espanhol e 10% de aumento real do capital dos accionistas como toda a gente sabe. Os 10% reais são para "enganar" a CMVM, como toda a gente sabe.
Não se pode ser ingénuo a ponto de não perceber como é que isto está a funcionar.

Sobre os subterfúgios
Onde há negócios de milhares de milhões não pode haver subterfúgios. O dinheiro tem que aparecer. O subterfúgio está na forma como as negociatas são construídas e a quem elas aproveitam em termos reais - espanhóis e alta-finança mundial - e quem, em Portugal, recebe as luvas relativas aos mesmos.
É preciso dizer mais alguma coisa?

Publicado por JoaoTilly em 06:36 PM | Comentários (0)

março 13, 2006

Sejam amigos!!!

A Alta Finança está a perceber que, daqui a um ano, Cavaco não terá remédio senão pôr fim às manigâncias selvagens de milhões, livres de impostos, que se praticam à força toda em Portugal.
Um desavergonhado ministro das Finanças chama a esta OPA do sr Milhões - Jardim Gonçalves - sobre o BPI: «a revitalização do mercado de capitais».

Quem quiser lançar OPAs pagas com biliões provenientes não se sabe bem de onde (há quem diga que só podem vir das costumeiras lavagens de capitais) que o faça agora.
Daqui a um ano será mais dificil.
Porque a ninguém parece que Cavaco continue a fechar os olhos a estas ostentações.
Portanto, há que puxar pelas OPAs todas enquanto é tempo....

Publicado por JoaoTilly em 08:29 PM | Comentários (2)

março 10, 2006

El Rei D. Cavaco

A cobertura televisiva realizada, durante todo o dia de ontem, à investidura de D. Cavaco mostra claramente que está toda a gente à espera de um «Desejado» que consiga endireitar isto.
E Cavaco pensa que é primeiro ministro. Está mais que provado.
Irá pressionar Sócras a cumprir as milhentas promessas furadas?
A princípio não; e depois talvez.
À medida que for dando conta do rápido afundanço desta casca de noz completamente à deriva chamada Portugal, Cavaco terá que puxar as orelhas ao pior e mais mentiroso PM da história de Portugal, Vasco Gonçalves incluído.
E Sócras, o financeiro, far-lhe-á ver que aqui o Presidente não serve para nada.
Tem apenas 2 armas: dissolver o parlamento e destituir o governo.
Cavaco não terá coragem para fazer uma coisa nem outra.
Conclusão: ficaremos a afundar-nos mais um ano, pelo menos.
Entretanto as co-negociatas das incinerações, das Otas e dos TGVs prosseguirão os seus trâmites luvários legais.
Tudo encherá os bolsos. Desde os proprietários dos terrenos - a Alta Finança já os comprou, à cautela - até à multimilionária Banca que financiará as grandes empresas dos amigos dos governantes.
Outra vez a Alta-Finança, tal como no Brasil e na Guatemala, por exemplo.
D. Cavaco não poderá ficar calado muito tempo.
Ou transformar-se-á, rapidamente, em Cenourinha, o 2º.

Publicado por JoaoTilly em 10:48 AM | Comentários (0)

Demasiado ocupado com o vídeo digital

Peço desculpa aos meus leitores por, ultimamente, ter escrito pouco ou quase nada. Ando demasiadamente ocupado com 2 projectos de vídeo digital (DVD). E ambos para Manteigas.
Estou a terminar um projecto lindíssimo sobre a vida das trutas para o Viveiro de Manteigas.
Muito bonito e didático.
É caso para dizer que tive que chegar aos 45 para ir às trutas...

Publicado por JoaoTilly em 08:43 AM | Comentários (1)

março 07, 2006

Sócras e as cimenteiras

Sabido é que nunca lá se co-incinerará nada porque o povo não deixa.
Não estou a ver confrontos com a polícia de choque, feridos e eventualmente um ou dois mortos, apenas para que aquele teimoso possa levar a dele por diante em mais este negócio chorudo para a Alta Finança.
Há-de haver meios mais "softs" de se fazer a vontade aos "Lords del Money", sem ser preciso pôr o povo em guerra.
Não se compreende, de maneira nenhuma, esta teimosia que, mesmo que levada a cabo, só resolveria menos de 5% dos resíduos perigosos em Portugal, como o próprio governo confirma.
A não ser que Sócras se queira ir já embora, como fez Guterres, não descubro nenhuma razão para esta sua teimosia.

Publicado por JoaoTilly em 02:55 PM | Comentários (1)

Miguel Horta e Costa, amuado, oferece mais que Belmiro


Afinal sempre havia margem para se dar mais uns pós aos investidores da PT.
47,5 cêntimos por acção, agora oferecidos, para que o pessoal não se deixe embalar pela cantiga do Belmiro ainda representa, pelos vistos, 3 mil milhões de euros (a serem distribuidos até 2008, nesta primeira faze do confronto).
Se não fosse a OPA, ficavam mais essas migalhas para serem divididas, pelo Natal, pelos administradores, presume-se.
Já que de condecorações... não há mais.
A última que Cenourinha pregou foi ao peito do boy que ganha 5 mil contos por mês a mandar trabalhar os outros, no fisco.
A propósito:
Que fará agora Cenoura, sem medalhas para dar e sem câmaras sozinhas nos tripés a filmá-lo, enquanto os operadores iam ali ao lado desenjoar?

Publicado por JoaoTilly em 09:58 AM | Comentários (0)

março 03, 2006

Cenourinha condecora todos quantos conheceu em vida


Só falta a criada de servir da Bibá Pita e o rotweiller do Balsemão.
De resto, já está tudo.
Não sobrou medalha nenhuma na gaveta.
Foi tudo distribuido a uma semana do fim do mandato.
Até o Fernando Seara apanhou com uma medalha ao peito por «ser o autarca da cidade onde Sampaio nasceu - Sintra».

Alguém que não seja português acreditará nisto?

Publicado por JoaoTilly em 10:33 AM | Comentários (1)

março 02, 2006

Hospitais novos... para que vos quero...

Tudo está a acontecer como o previsto.
De Hospital Novo (clique aqui para conferir), prometido por Correia de Campos para finais deste ano (2006!) tanto para Seia, como para a Guarda... népias!
Na última Assembleia Municipal, a Dra Vera Cruz (PSD) relançou o alerta.
Andamos todos esquecidos de que foi prometido um Novo Hospital e, um ano inteiro volvido, nem sequer o processo do concurso para a adjudicação da obra foi encerrado?
Quer-se dizer: tal como na altura alertei, se o governo anterior do mal amado Santana Lopes se tivesse aguentado, ter-se-ia remodelado o nosso velho Hospital e ter-se-ia transformado num outro praticamente novo, obra que ficaria pronta daqui por 3 meses.
Esse Hospital inteiramente renovado entraria a funcionar em pleno a partir do próximo Junho.
Assim, com as promessas de Sócras, voltou tudo à estaca zero.
Prometeu-se o céu e dá-se... zero, tal como se previa e esperava.
Daqui a 3 anos estaremos como hoje, se ninguém se mexer.
Já toda a gente percebeu isso.
Quantas pessoas vão sofrer e morrer entretanto, na dança macabra das ambulâncias (Seia - Guarda - Seia - Coimbra - Seia)?
É só começar a contá-las.
Depois o Santana é que era mau...

Publicado por JoaoTilly em 11:23 AM | Comentários (2)

Bush está para Sócras assim como o Tio Sam está para o Zé Povinho

Depois do genocídio do povo inocente do Iraque - por mero engano, como acabou por reconhecer Bush - sabemos hoje que ao mesmo Bush foi dado conhecimento, pela Protecção Civil americana, que o furacão Katrina iria provocar uma catástrofe de dimensões bíblicas, tal como infelizmente veio a acontecer.
Bush simplesmente não acreditou, esqueceu-se ou foi dar de comer à cadela, que tem especial destaque no site da Casa Branca.
E o que se receava aconteceu. Milhares de desalojados, centenas de mortos e uma das mais emblemáticas cidades dos EUA parcialmente destruída.
O que me faz espécie é:
«Sendo o Zé Povinho manifestamente tão atrasado como o Tio Sam - provavelmente os dois povos intelectualmente mais depauperados da actualidade - e mosando-se Bush tão idiota e incompetente como a esmagadora maioria da classe política portuguesa, porque razão estão os EUA à cabeça da lista dos países desenvolvidos enquanto nós nos encontramos justamente na cauda?»
Não se percebe muito bem, pois não?

Publicado por JoaoTilly em 10:30 AM | Comentários (0)

Portugal será o único país do mundo onde o virus das aves não será registado

E porquê?
Por isso mesmo: nunca ninguém o registará.
E com toda a razão! Ou somos os primeiros a fazer as coisas ou não vale a pena.
Já há disso por toda a Europa, e agora é que ia aparecer aqui?
Até nos chamavam logo atrasados relativamente aos demais países europeus!
Safa!
Nada disso.
Aqui não há virus nem meio vírus.
Lá por aparecerem umas galinhas a espirrar não quer dizer que tenham contraído um vírus, ora essa...
Pode ser uma simples constipação, por causa do tempo, e dos limpa neves e assim...

O caso dos 3 pássaros que apareceram mortos e assim foram deixados no passeio público durante 46 horas no Montijo, apesar das dezenas de telefonemas feitos por toda a gente das redondezas para todo o lado, é disso ilustrador exemplo.
Não há cá virus nenhum, homessa!
E já agora, ó virus: se me estiveres a ouvir, vai lá atacar para outro lado, pá, que aqui ninguém te passa cartão... é trabalho escusado.

Publicado por JoaoTilly em 08:32 AM | Comentários (2)