«A gente passa uma vida a construir a nossa honra e, no final, perde-a toda»
João Tilly dos Santos.
Nem direito teve a evitar a «padralhada» na sua última viagem.
Hoje é a missa do 7º dia.
Nem é o 7º, nem ele suportava padres, quanto mais missas...
Os eternos paradoxos sócio-culturais do interior em famílias católicas.
Têm medo que Deus exista mesmo e ele vá parar ao Inferno...
«Acreditar em Deus? Eu, que sou leigo?? Se nem os profissionais (padres, bispos e cardeais) acreditam...»
Aqui deixo 3 regras que podem salvar a vida dos doentes que cairem nas mãos do sistema publico de saúde em Hospitais de Grande Dimensão.
Foram conclusões tiradas do meu e de dezenas de outros casos que ultimamente me têm sido contados e dos quais procurei extrair regras básicas de comportamento que, em todos os casos, fizeram a diferença entre a vida e a morte.
1 - Corram tudo à procura de alguém conhecido dentro do Hospital. Se for amigo, apenas conhecido, ou mesmo alguem da terra. Percam a vergonha e peçam ajuda às pessoas conhecidas. Paguem o que for preciso, se for caso disso, mas arranjem sempre maneira de terem lá dentro quem olhe pelos vossos.
É isso, neste momento, que lhes salva a vida. Nada mais.
Caso contrário, ninguém olha pelo doente anónimo, até ser preciso libertar a maca dele ou o doente entrar em paragem cardíaca.
2- Se o caso for de certa gravidade, dêem sempre uma morada da cidade do Hospital onde está o doente, mesmo que falsa. Com isso evitam transferências para o Hospital da residência. Estas transferências são as maiores responsáveis pelas mortes subsequentes. Os hospitais grandes querem libertar camas e até macas a todo o custo e quem for de fora é recambiado ao fim do dia ou na primeira oportunidade para o Hospital da residência.
Há que os enganar, para salvar a vida ao doente que, quase sempre agora acaba por lá voltar passados 2 ou 3 dias (os que têm a sorte de durar tanto). Portanto, vamos poupar o doente aos passeios de ambulância para trás e para a frente. Fica logo lá. Pelo menos há meios que os hospitais de provincia não têm e, desde que haja alguém conhecido lá dentro, o doente é sempre melhor tratado.
3 - Sejam chatos: telefonem, vão a todas as visitas, procurem os médicos. Não se importem de ouvir raspanetes ou ameaças de expulsão.
É com esta estratégia que muitas vezes se obrigam os médicos e enfermeiros dos grandes hospitais a examinarem o doente com alguma atenção.
Nos grandes hospitais, quem não berra é ignorado e a ignorância é a negligência que mata mais rápido do que o cancro e o coração juntos.
Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.
E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!
Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.

Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.
Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.
Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir á casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendou a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»
Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem» disse e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.
Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer. Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.
Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.
Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.
Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.
Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.
Entrou para dentro do hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)

Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente: «para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»
Quarta-feira 2 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.
Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.
Tal com o ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?
Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.
Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrtugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.
É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.
Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.
Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!
E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.
O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?
Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.
Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.
Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.
Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...
Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.
O meu Avô Tilly... personagem caricata!
Não vou voltar a conhecer alguém como ele. O máximo que poderei encontrar, são uns certos "ares" que o meu pai e o meu tio dão, de avô Tilly... mas nunca serão O Avô Tilly.
O meu avô Tilly era um génio. E como tal, muitos viam-no como uma pessoa estranha...estranha, esquesita, inconstante, instável, distante, de feitio complicado, difícil, dono de uma grande teimosia e ideias muito fixas, que muitas vezes chegavam a contrariar-se ou ser totalmente distorcidas da realidade onde as pessoas ditas "normais", vivem.
Mas o meu avô Tilly não era uma pessoa "normal"...as pessoas "normais" não são génios!! E o avô Tilly era um génio, e por isso...diferente.
Foi ele que me pôs a andar pela primeira vez. E também era ele que me perguntava inúmeras vezes o meu nome, quando eu, com 1 ano acabado de fazer, apenas lhe respondia : "RRRRRR", e ele ria-se!
Pedia-me para imitar o meu outro avô, que era gordinho e GNR, e eu impinava a barriga, punha as mãos atrás das costas e sorria, e ele ria-se! Antes de a minha irmã nascer, dizia a toda a gente que encontrava que eu era a sua neta preferida, só para eu responder: "Sou a única!", e ele ria-se!
Comprava-me rebuçados e metia-os nos meus bolsos sem que a avó Gracinda soubesse, e dizia: "Se a "Sargento Baralhou-as" (minha avó) sabe....!!!!" e ria-se! E eu ria-me sempre com ele, das brincadeiras dele, das piadas, das histórias, das caretas...era tão engraçado!
O grande Herman diz que o humor está intimamente ligado à inteligência. Eu concordo plenamente, e o meu avô, (que por acaso até nem ligava nenhuma ao Herman!) era um dos casos onde isso se comprovava facilmente. Tinha tanto de divertido quanto de inteligente.
Sabia fazer de tudo!
Um verdadeiro autodidacta, dominava na perfeição tudo o que tivesse a ver com electricidade...arranjava engenhocas incríveis, e desarrumava o que fosse
preciso até encontrar a peça exacta para construir um determinado tipo de
móvel ou de apoio, ou para direccionar a luz no sentido certo...nada era
impossível!
Passei duas ou três férias de Verão com ele e com a minha avó em Lisboa.
A praia era sempre a da Costa, e enquanto eu passeava com a minha avó (sempre de chapéu branco na cabeça, eu e ela!), de uma ponta à outra do areal, o meu avô ia para o mar e ficava lá horas!
Desaparecia literalmente, e a minha avó queixava-se de tanta aflição.. (coisa que hoje ainda faz, 24h por dia, seja qual for o motivo!). Passadas umas horas, lá vinha ele, todo feliz e consolado, de corpo e alma lavados!
Adorava o mar, o meu avô Tilly!
Esteve na Marinha, quando era novo, e sempre adorou o mar... uma vez foi "merdido por um pexe", como lhe disseram, no Algarve, e teve de nadar centenas de metros de costas, e com o pé levantado, cheio de dores, até chegar a terra. Tinha sido um peixe-aranha, e ele contava esta história várias vezes, porque eu e os meus irmão adorávamos a parte em que ele dizia: "E o pescador, quando me viu chegar com o pé naquele estado disse, "Ahhh..você foi merdido por um pexe!"... riamo-nos sempre da cara que ele fazia!
Foi num desses Verões, devia ter uns 4 ou 5 anos, que aprendi a nadar.
E foi o meu avô Tilly que me ensinou. Dizia: "Quando vier a onda, vem com ela!", eu lá ia, engolindo uns quantos "pirolitos", e ele ria-se!
Também me ensinou a andar de bicicleta. Eu nem achava grande piada, e a vontade era pouca, mas ele vibrava com aquilo!
Foi ele que me comprou a minha 1ª bicicleta (tinha rodas atrás e era azul, foi ele que a escolheu), depois tirou-lhe as rodas... mais tarde comprou-me a minha 2ª bicicleta, também azul, mas com um cestinho branco à frente, (também escolhida por ele).
Nunca demos grandes "passeatas", como ele dizia, mas era uma alegria para ele ver-me andar no quintal da casa de Quintela.
Um "Ás" das Damas, o avô Tilly tem uma colecção interminável de taças e medalhas espalhadas pela casa de Quintela, algumas em minha casa em Seia, que ele me oferecia a mim e aos meus irmãos, e outras na casa da Damaia, o seu refúgio.
Ele não ligava muito às taças, nem às vitórias...tinha orgulho nelas, mas o que lhe dava mesmo prazer era jogar, era o jogo em si, o prazer do raciocínio, das hipóteses possíveis de jogadas.. e ele era o melhor de todos!
Ficou todo orgulhoso quando entrei para o Conservatório e me ouvia tocar nas
audições. Os olhos pequeninos e muito verdes, brilhavam e sorriam quando
treinava as minhas peças na loja, ou em casa, no piano velho. Quando saí do
Conservatório, nunca me criticou, nem me pediu satisfações ou fez sentir
mal. Apenas perguntou: "Mas não gostavas de lá andar, Ritinha? Olha que tu
tinhas jeito para aquilo!"
A música sempre foi outra das paixões do avô Tilly. Tocava não sei quantos
instrumentos, (autodidacta). As festas de aniversário e de Natal em
Quintela, há muitos anos atrás, (tinha eu 3 ou 4 anos), eram muito
animadas... Tio Toninho nas teclas do órgão ou do piano velho, avô Tilly no
acordeão, o meu pai entre tachos e panelas improvisava uma bateria, e a
estrela (eu!), em cima dos móveis, de colher na mão, cantava todo o meu
reportório de músicas da novela da noite... todos aplaudiam!!
Os anos foram passando, as limitações começaram a surgir, e as dores do reumatismo, a falta de visão e de mobilidade dos dedos e dos pulsos, foram "sossegando" o avô Tilly... mas o amor ao seu acordeão será eterno.
Os fins de tarde de Primavera e Verão nunca mais serão os mesmos sem o som do acordeão do meu avô Tilly, que assim fugia do mundo, das pessoas, dos problemas, e "escondia-se" atrás do seu companheiro.
Fechava os olhos verdes e pequeninos, passeava os dedos pelos botões do acordeão, numa cumplicidade que só eles os dois entendiam, e fazia a vontade ao ouvido, e ao coração... era o remédio para todos os males.
O som que saía do jardim daquela casa, (dos mais bonitos que já ouvi na
vida), vai ficar para sempre na minha memória, e o sorriso de garoto safado
que acabou de fazer alguma vai acompanhar-me todos os dias, porque é assim que quero lembrar o meu avô Tilly.
E é assim, numa dessas tardes de Primavera, de acordeão ao colo, olhos
fechados e sorriso nos lábios, que o meu avô Tilly está agora... eu é que
não o posso ver, mas sei que é assim mesmo que ele está.
Até sempre, meu Avô Tilly.
Ritinha
24/03/2004
02:30h
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Geralmente as pessoas dotadas de inteligência superior são arrogantes.
Geralmente as pessoas simples e honestas não são particularmente dotadas.
Geralmente as pessoas ingénuas não são nada criativas.
Geralmente os músicos virtuosos não são grandes pensadores e os jogadores brilhantes de jogos de raciocínio não têm dom especial para as artes.
João Tilly dos Santos era isso tudo junto.
Era o homem mais simples, inteligente e ingénuo que conheci.
João Tilly dos Santos nunca mais vai tocar acordeão, nem jogar as damas.
Nunca mais vai falar comigo, nem abraçar os netos.
João Tilly dos Santos, o meu Pai, o meu colega das músicas, o meu amigo, deixou-me, subitamente, hoje.
Porquê?
A frase do ano foi ouvida hoje no Tribunal de Setúbal:
"Uma arma com munição simulada não serve para matar".

Se não serve, não serve. pronto. Não se fala mais nisso.
A culpa foi, portanto, de que quem morreu. Que, pelos vistos, não sabia que não se morre vítima de disparos daqueles.
O desgraçado não estava ao corrente de tão eficaz terminologia tecnico-legal, pelo morreu sem necessidade nenhuma arranjando, com esse seu mau feitio, um desagradável problema para a família e para a polícia.
Agora a sério:
Se uma arma, que é construída para disparar, o faz com sucesso e isso é considerado uma anormalidade inimputável ao autor do disparo pela justiça portuguesa, está criado o precedente para a instalação da real pancadaria nacional, ao belo estilo dos filmes dos anos 40.
Porque se quem é profissional do ofício e no perfeito uso das suas faculdades, pode alegar simplesmente desconhecimento das características da arma e da munição, qualquer cidadão pode alegar o mesmo e até mais.
De facto, um cidadão não é um profissional e não tem que possuir a mesma quantidade e qualidade de informação.
Pelo que se um namorado desavindo atirar com uma cadeira à cabeça de um rival, a partir de agora pode sempre alegar que não sabia que uma cadeira podia matar, já que ela não serve para isso, mas para as pessoas se sentarem.
O mesmo se passa com os porteiros de discotecas ao brandirem bastões e tacos de basebol.
Um simples taco, desenhado para bater uma bola inofensiva, pode matar???
Essa agora!?
Quem é que ia adivinhar isso?
O Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP) confirmou terça-feira, no Porto, a realização de "uma greve de talões caídos" às infracções menos graves a partir de sábado e até 2 de Abril, caso o Governo continue a fazer "orelhas moucas" às suas reivindicações", disse à Lusa Jorge Rufino, da Direcção daquela estrutura sindical.
Repare-se bem na filosofia que preside ao serviço da polícia: o de multar, unicamente.
A tal ponto que eles próprios escolhem fazer greve às multas e não, por exemplo, ao acompanhamento dos cidadãos.
Isto porque a função pedagógica da polícia está absolutamente esquecida por ela própria.
No entanto, não é isso que está consagrado no espírito das missões quer da GNR quer da PSP.
Nessas oito missões, nem por uma única vez se menciona a expressão multar ou autuar. Apenas a de regular o trânsito. A autuação é, quando muito, uma consequência da não acatação de tal regulação, pelo que deveria a ela recorrer-se apenas no caso de tal gestão se encontrar deliberadamente prejudicada por um condutor infractor.
Não é o que se passa, na prática.
Pelos vistos, tanto a GNR como a PSP interiorizaram que a sua missão primeira é a de multar.
A prova é a que o título indica.
Uma questão cultural? De cultura de polícias e de cidadãos antes de serem polícias, perguntar-se-á?
Não. É uma questão de "ordens superiores". De "atingimento de objectivos".
E quando me falam em objectivos de "números mínimos de multas por militar", eu peço desculpa mas perco logo a compostura.
Como é possível exigir-se a uma patrulha que lhe traga "x multas por semana, ou por mês?".
Como é possível "chamar-se a atenção" de comandantes de posto por "não se estarem a atingir objectivos em termos de números de autuações mensais"?
Que polícia é esta?
Que defesa do património e da segurança dos cidadãos é esta?
Esta greve de zelo anunciada - e perfeitamente ILEGAL, porque as forças da ordem estão por lei proibidas de fazer greve em Portugal- não é, portanto, uma greve de zelo relativamente a qualquer uma das suas várias missões, mas apenas e tristemente uma greve... às multas.
É preciso dizer mais alguma coisa?
A GNR esta noite conseguiu mais uma daquelas proezas que a fazem ficar na história contemporânea da Cidade, no pior sentido.
Conseguiu multar um bar por estar aberto fora de horas e ter clientes lá dentro.
Tudo normal, se não estivesse tudo errado.
Afinal o bar estava fechado e os clientes... eram os 2 empregados. É preciso dizer-se que estes funcionários estão devidamente registados e bastava pedir os documentos comprovativos para o verificar. De tal não quis saber o militar autuante.
Vai de passar a multa sem perguntar nada a ninguém.
É tambem preciso recordar que não é naquele bar que se encontram alguns imigrantes ilegais, há meses, alguns deles servindo refeições a muita gente fardada.
É preciso também dizer que o controle dos imigrantes ilegais é uma das missões da GNR.
O gerente avisou logo que era mais uma daquelas multas que nunca seriam pagas.
Claro que o recurso para a Câmara se fará logo que recebida a coima, e esta arquivada.
Mas o que se pergunta é: que necessidade há de se criarem situações ridículas umas sobre as outras?
Pergunta-se já na cidade:
Será que o comando ainda tem mão nos homens?
Não estará a pagar agora o excesso de zelo que lhes incutiu no passado?
Para mim é claro que muitos dos soldados não estão a seguir as directrizes do comando.
Por muito que não concorde com a filosofia cega dos números e dos objectivos imposta pelo comandante, a verdade é que ainda lhe reconheço inteligência bastante para se salvar do ridículo.
Pelo que a conclusão é simples: a cadeia de comando não estará a funcionar a 100% no seio da corporação.
Isto não é só uma conjectura minha.
Brevemente explanarei as razões que nos levam a concluir isto.
Contra factos, não há argumentos.
Pode ler-se no online do Porta da Estrela: As patrulhas da Brigada de Trânsito da GNR detiveram, durante a semana passada, 183 condutores que apresentavam níveis de álcool no sangue iguais ou superiores a 1,20 gramas por litro, segundo um comunicado desta força policial.
Se é notícia é porque se consideram estes números anormalmente altos.
Pois bem: Em Seia, e a acreditar na mesma fonte, são detidas 4 pessoas por semana - o que também não é verdade, porque só às segundas feiras o número é, em média, superior a esse - o que coloca o peso das detenções em Seia - apenas em Seia - em 2.81% relativamente ao total nacional.
Fazendo a proporção, conclui-se que, para que este´valor acompanhasse a média nacional, Seia teria que ter 220.000 habitantes (por comparação com os 10 milhões da nação).
Como o concelho tem efectivamente pouco mais de um décimo - vinte e poucos mil - conclui-se que:
- a acreditar nos números da GNR, Seia apresenta um nível de alcoolemia mais de 10 vezes superior ao do resto do país.
- Se corrigirmos estes dados com a evidência de que as patrulhas actuam quase exclusivamente na cidade e arredores (em termos de fiscalização de alcoolemia) rapidamente esse número sobe mais 8 a 9 vezes.
- E se ainda inserirmos as devidas correcções relativamente aos números de condutores detidos que se têm verificado de facto, e que têm sido realmente muitíssimo superiores aos anunciados para o último mês, poderíamos considerar um factor multiplicativo de, pelo menos, 2.
O que daria um nível real de detenções na cidade de Seia que pode facilmente ultrapassar as 100 vezes a média nacional.
É só fazer as contas...
A continuarem assim as coisas, com o monopólio absoluto das petrolíferas sobre o mercado e a total ausência de controle por parte do Estado, por este andar, em 31 de Dezembro de 2004 os combustíveis terão subido mais de 20% relativamente ao mesmo dia do ano anterior - 2003.
Alertei para isso em devido tempo.
O povo continua distraído.
Vamos com 4.7% de aumento em 2 meses e 22 dias...
Quando é que o povo acorda, neste país?
Em 2100?
Realizou-se na passada quarta-feira uma festa promovida pelos alunos da ESTT no bar Palmeiras em Seia. A animação constava de uma breve actuação de dois alunos seguida de noite dançante. O bar tem um espaço magnífico para a confraternização entre os colegas e o ambiente não podia ser melhor. Até que, por volta da meia noite e meia, a visita das autoridades obrigou o bar a baixar a música de tal maneira que praticamente não se ouvia. Assim se “matou” mais uma festa que estava no auge e que, por falta da animação, praticamente ali acabou.
Os convivas, já que não podiam dançar, optaram por... beber. E assim foi que, às 3 e meia da manhã, a algazarra no centro da cidade era tal que parecia de dia.
«Foi pior assim», desabafou o gerente do bar. «Transportou-se o barulho... para a rua».
Se calhar o objectivo era mesmo esse. Já que tanto se queixam de que a vida nocturna está em crise, talvez fosse a intenção das autoridades animá-la um pouco...
Dos alunos da Escola Superior de Turismo e Telecomunicações chega-nos a queixa da falta de uma rede de transportes capaz de dar resposta às necessidades dos estudantes. Uma vez que a Escola se situa fora da cidade «devia haver transportes consentâneos com as necessidades dos alunos, que muitas vezes terminam as aulas às 14 horas e têm que lá ficar até ao fim da tarde, porque não há transportes de volta».
Da mesma forma, «se se atrasam de manhã não têm hipóteses de se deslocar à Escola a não ser de taxi, com custos gravosos para as suas bolsas». Mais se queixam de que «não há cantina» e que «o bar da escola fecha cedo de mais (de acordo com o horário dos funcionários) e que muitas vezes ao princípio da tarde já não há nada que comer na escola». Ouve-se mesmo dizer, a muitos deles, que «assim não vale a pena vir estudar para Seia».
Ora aí está uma conclusão precipitada. Estudar, pelos vistos, ainda vale. Transportarem-se e comer na Escola é que talvez não...
Está marcada para o próximo fim de semana a primeira assembleia alargada de gerentes de bares de Seia com o ponto único de analisar o momento que se vive na nossa cidade, no que se refere à vida nocturna «e tomar posição» relativamente ao mesmo.
Os promotores queixam-se basicamente de que a vida nocturna está praticamente parada, devido ao medo que os clientes têm de sair à noite, porque «é certo e sabido que soprarão no balão à volta para casa.» Queixam-se daquilo a que chamam «perseguição selectiva de clientes», que muitas vezes sofrem «esperas da patrulha à porta de casa». Apontam os casos das cidades vizinhas, como exemplo de sã convivência entre as autoridades e os cidadãos, nas quais «de maneira nenhuma se verifica este ataque cerrado e perseguição feroz aos clientes que saem à noite à procura de sã convivência com os amigos em locais públicos».
Queixam-se que a actuação da Corporação «faz dos senenses alcoólicos, quando não são mais que os vizinhos» e que «o elevado número de condutores que semanalmente são levados a tribunal apenas revela o “excesso de zelo” e a “marcação cerrada” da corporação de Seia, que não encontra eco em mais cidade nenhuma - Gouveia inclusivé (sede do destacamento)».
Têm bom remédio, os donos dos bares: se «em Seia não se pode ir a um bar à noite», por que não passam a fechar ao fim da tarde, e saem, eles próprios, beber um caneco a qualquer lado?
A somar a mais de um milhão sem água nem esgotos, temos agora mais 200 mil que passam, literalmente, fome em Portugal - Europa- 2004 dC.
É claro que Durão Barroso sabe perfeitamente que isso é menos importante que o 4-0 que levou o Sporting ontem à noite.
Mas no dia em que este povo decida honrar a sua História de mais de 800 anos, e começar a exigir dos governantes a resposta aos seus reais problemas, muito político e muito mega-estádio terão os seus dias contados. Os primeiros enquanto assaltantes descarados do povo e os segundos enquanto catedrais da fuçanguice e templos da anormalidade.
Nessa altura recomeçará a valer a pena ser português.
Já não faltarão outros 30 anos.

Joaquim Pimenteg, o cgonista-mog do Jognal de Santa Maguinha, afigma que A MRG não sai de Seia, e o que foi pgofusamente escgito(!) só pode deveg-se a bguincadeigas de mau gosto ou fontes pouco cgedíveis.
E tem toda a razão. O patrão dele deve ter dado propositadamente uma informação errada ao Porta da Estrela (de cuja Administração faz parte) para prejudicar esse jornal.
O grupo MRG não sai, não sai e não sai! Prontos!
E se saísse, levava Pimentegue com ele, o que seguia uma pegda guegavíssima paga as letgas e paga o humog senense..
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O jornal Porta da Estrela tráz à sua primeira página na edição de hoje o tema da alcoolemia na conduçãp em Seia:
16 automobilistas conduziam sob o efeito de álcool e três sem habilitação legal.
As brigadas da Guarda Nacional Republicana (GNR) do concelho de Seia detiveram, no espaço de um mês, 14 condutores por excesso de álcool. As taxas de alcoolémia variam entre os 1,24 gramas e os 2,5 gramas de álcool por litro de sangue. Na cidade senense foram ainda detidos indivíduos do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 23 e os 57 anos. O homem de 57 anos apresentava uma taxa de 1,93 gramas, enquanto que o de 50 anos conduzia com uma taxa de 2,09, o de 49 anos, 2,57 gramas, o de 48 anos, 2,27 gramas, o de 43, 2,09 gramas, e dois de 34 anos, que conduziam, respectivamente, com 1,77 e 1,84 gramas, um de 33 anos com 2,99 gramas, de 30 anos com 2,2 gramas e um de 23 anos que conduzia uma viatura com uma taxa de 1,44 grama de álcool. Nas operações da GNR foi também detida uma mulher, de 33 anos, que acusou uma taxa de 2 gramas.
Já esta semana, na passada terça-feira, foram detidos, em Seia, dois indivíduos por condução sob efeito do álcool. Segundo fonte da GNR, um homem de 30 anos apresentava uma taxa de 1,90 gramas de álcool por litro de sangue e um outro, de 51 anos, conduzia com uma taxa de alcoolemia de 1,38.
Em artigo na mesma página é referido que O Grupo Territorial da Guarda da GNR registou, no período de 8 a 14 do corrente mês, um total de 22 ocorrências criminais. Quanto às detenções, a maioria deve-se à condução sob efeito do álcool (oito).
Se compararmos os dados destes dois artigos, forçoso é concluir que esses oito condutores seriam provavelmente todos de Seia.
O que quer dizer que em mais lado nenhum se bebe antes de conduzir.
Apenas em Seia.
Sabemos como são realizadas as Operações STOP selectivas a cidadãos previamente escolhidos. Sabemos das esperas à saída dos bares e à porta das casas.
Vamos publicar exemplos gritantes de perseguição a cidadãos pelas ruas da cidade, esperas à porta de casas particulares, de garagens, em ruas sem saída, em parques de estacionamento e até a cidadãos que foram obrigados a soprar... sem estarem, sequer, a conduzir.
Procedimentos que, se não forem totalmente ilegais são, pelo menos, altamente reprováveis, pelas perseguições previamente seleccionadas que encerram.
No próximo número do Porta da Estrela explicaremos, tim-tim por tim-tim, com vários exemplos, o peculiar "modus operandi" da GNR de Seia que, na sua avidez por atingir os objectivos determinados, e apenas por isso, nos eleva a todos à condição de "os mais bêbedos de Portugal".
Quase um milhão de pessoas em Portugal vive sem abastecimento de água em casa, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em vésperas do Dia Mundial da Água, Adérito Mendes, responsável do Instituto da Água, disse à agência Lusa que o inventário está a ser feito há cerca de dois anos e por enquanto "não é possível dar um número com significado" que mostre a quantidade de pessoas que não têm sistema de abastecimento de água e esgotos em casa.
Cerca de 100 especialistas estão a trabalhar neste projecto, que custará cerca de 2,5 milhões de euros.
Segundo as Nações Unidas, actualmente 1,1 mil milhões de pessoas não têm acesso a água potável e 80% das doenças no mundo resultam dessa falta.
Como se vê, até a pretexto da falta de água se metem uns milhões ao bolso.
O povo, entretanto lá vai ficando na mesma.
A nova juíza Casa Piana ainda agora pegou no processo e já está a mostrar que pertence de corpo e alma ao clube da "malta fixe".
Da "malta" que faz o que bem quer e lhe apetece da Justiça Portuguesa.
Da "malta" pleno-poderosa que tanto pode decidir de uma forma como da contrária, que mal nenhum lhe acontece nem responde perante ninguém.
A nova Juíza decidiu interrogar arguidos sem passar cavaco a ninguém.
nem ao Ministério Público nem aos advogados de defesa dos arguidos.
É à balda, que estamos em Portugal.
Estamos feitos.
Para quem pensava que o mal era o da escolha do juíz... pode continuar a escolher; alguma vez há-de acertar... ou nem por isso?
Havia problemas no Kosovo.
Foi fácil.
Encheu-se o céu e a terra de bombas cirúrgicas, ajoelhou-se o inimigo, arranjaram-se os aliados locais do costume, ocupou-se a província com forças militares da ONU e, enquanto se aguarda a definição do estatuto para o Kosovo, recrudesce a violência étnica.
Importa referir que as últimas notícias que li a propósito do estatuto a conceder ao Kosovo têm mais de um ano: diversos media em Belgrado publicaram excertos de um relatório de seis páginas do Instituo de Server, no qual um grupo de peritos norte-americanos e europeus abordou a questão do Kosovo e concluiu que a única solução sustentável será a independência.
Um dos membros norte-americanos desta equipa sugeriu que a mais que previsível oposição dos dirigentes sérvios à ideia da independência do Kosovo poderia ser suavizada com uma oferta de 2,5 mil milhões de dólares, sensivelmente a mesma quantia em euros, uma espécie de recompensa para o acordo, e a promessa de que o Kosovo e a Sérvia seriam em breve integrados na UE.
Não bastou a Jugoslávia ser atacada, derrotada e humilhada ao ponto de ter de mudar de nome, Milosevic ser preso e julgado por crimes de guerra.
A revista geopolítica italiana "Limes" alertava há tempos para a criminalização de países ou regiões como a Albânia, o Montenegro, a Sérvia ou o Kosovo. Poderosas redes mafiosas traficam tabaco, armas, drogas e pessoas (mulheres e imigrantes), penetram nas polícias e nos meios políticos.
Ontem, violentos confrontos entre sérvios e albaneses provocaram dez mortos no norte do Kosovo. Hoje, como há um ano, a situação é de total anarquia e lê-se nos jornais que quem domina são as máfias albanesas e que a região é óptima para servir (se não serve já) de base estratégica na Europa à Al-Qaeda
Após o 11 S, os USA e seus aliados invadiram o Afeganistão e depois o Iraque para acabar de vez com o terrorismo. Guerra total ao terrorismo e a quem os apoiar, disseram eles, definindo um conjunto de países como fazendo parte do eixo do mal.
Ora, as acções terroristas intensificaram-se em larga escala, desde o Bali até Espanha.
E agora?
Bem, acho que os aliados, se Bush se mantiver no poder, não vão alterar significativamente a sua estratégia e é de esperar que os serviços secretos “fabriquem” uns quantos factos para punir exemplarmente mais uns quantos países párias em jeito de reforço do ambicioso projecto intitulado Grande Médio Oriente, um plano para redesenhar mapas e mudar sociedades, do Magrebe ao Paquistão.
Um médio oriente, made in USA !
Pacheco Pereira um dos mais entusiastas da guerra, escreve hoje, sobre as consequências do 11 M que “o que me interessa não é a análise espanhola, ou europeia, ou americana, é análise da Al-Qaeda”. Pois é. Interessa conhecer o inimigo, as suas forças e fraquezas. Mas, não foi isso que se fez. Derrubam-se os santuários do IN à bomba com “níveis de destruição maciça quase incompreensíveis, um nível de choque e pavor, capaz de paralisar de forma imediata a determinação do IN em resistir”, conforme profetizava Harlan Ullman estratega militar da Defesa Americana e conselheiro de confiança de Donald Rumsfeld. O problema é que o pavor não só não paralisou o terrorismo como antes o "animou". Que fazer então ? Só tenho dúvidas quanto à forma de intervir nesta “guerra”. No entanto, parece-me que é absolutamente imprescindível acabar com a lei da bomba e começar por solucionar o problema da Palestina. A paz na região seria um passo decisivo para atenuar a conflituosidade, mas os USA continuam totalmente reféns de Sharon, Mossad & Cia. Assim, temo que novas guerras preventivas se poderão seguir já que não é possível utilizar o modelo israelita, ou seja: a cada ataque brutal terrorista ter como resposta um ataque militar de intenso choque e pavor por parte dos aliados. Sendo os alvos desconhecidos é impossível seguir esta estratégia. Então para continuar a guerra e perseguir sem tréguas o IN haverá que atacar o Irão e a Síria, e todos os demais países que oferecem apoio operacional e logístico aos terroristas.
O produto terrorista islâmico foi apresentado na Europa : não podemos permitir que tenha vindo para ficar. Que temos de lutar contra o terror é um facto que todos acordamos. A questão está nos meios para atingir esse fim. Pela minha parte não avalizo a bomba como método e acho que no caminho para a paz há que abrir o espírito, ter bom senso, ser firme e não fechar nenhuma via que nos leve lá.
Mário Faria
Os portugueses são o povo que mais gasta em roupa em toda a europa, segundo os últimos estudos globais. Estes estudos, que agora são publicados quase todos os dias, provenientes de organizações independentes, têm o mérito de não nos deixarem esquecer o nosso lugar na Europa, contribuindo assim para a auto-estima de um povo cada vez mais orgulhoso na sua... roupa (que, ainda por cima é quase toda espanhola...).
Gastamos cerca de 5 vezes mais do que os nosso congéneres ingleses, Austríacos, Noruegueses, que ganham mais do que 5 vezes o nosso ordenado médio.
Só faltava dizer: é um problema cultural.
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Mas como também somos os mais incultos da europa, teremos então que dizer que é um problema Incultural.
O Tribunal da Relação prenda com estes lindos adjectivos a atitude do Juiz Rui Teixeira, ao chamar para si um processo que não lhe pertencia.
O resultado do sorteio foi ignorado, violando o princípio do Juiz natural.
A Relação vai passar a batata podre a Ana Teixeira e Silva que terá agora que decidir o que ninguém queria: ou confirma os actos do Juiz (o que previsivelmente fará, para garantir a perpetuação do corporativismo inadmissível entre os magistrados deste país), ou ganha coragem e volta tudo à estaca zero, única coisa que terá, na minha opinião, quer ser feita, apesar do mega-escândalo - mais um - para a Justiça portuguesa.
Porque, se estamos a tratar de Justiça, não podemos admitir como válida nenhuma diligência de um juiz que não cumpriu com a legalidade.
Tocou-lhes a eles, ao SIS.
Vão ter a oportunidade de mostrar o que valem.
Procurar terroristas não é tarefa fácil em lado nenhum.
Em Portugal pior, porque com as centenas de milhares de imigrantes ilegais que pululam em toda a área de negócio, não se adivinha particularmente leve esta tarefa.
Deixaram-nos entrar a todos os que quiseram e aqui já falhou o SIStema básico de segurança nacional. Agora, em vez de procurar em 50.000 ilegais, que seria o expectável, vai ter que se procurar em 500.000, que nem sequer se conhecem nem se sabe por onde andam.
Vão marcar em cima dos cidadãos do Médio Oriente, diz-se.
Particularmente em cima dos marroquinos, diz-se.
A minha intuição diz-me que não estará aí a solução do problema.
Diz-me que devem procurar nas centenas de lojas que vendem cartões de telemóveis e aparelhos desbloqueados no Rossio, por exemplo. Parece-me lógico ser a partir daí, desses aparelhos ilegais que ninguem controla, que se estabelecem as comunicações entre as células terroristas, fornecedores e transportadores.
Diz-me que o terrorismo se deve atacar na origem logística.
É mais importante saber quem compra dinamite do que quem compra mochilas.
Isto da futebolada ainda está pior do que eu pensava.
Acabo de ver, numa das 600 repetições de programas com que a SIC notícias nos brinda diáriamente, Bagão Félix, o próprio, confessar que insulta os árbitros quando vai ao futebol.
Mas já se imaginou aquela boca santa, aquele paradigma das boas maneiras, aquele aflitivo campeão da procura das expressões politicamente correctas, aquele ex-libriis do equilíbrio, a chamar de gatuno - e muito pior - a um desgraçado de um árbitro?
Isto não me parece nada bem.
A bola dá mesmo cabo das cabeças mais "compensadas"...
Que fará às outras?
Devia ser decretado dia de luto mundial em memória dos milhares de Iraquianos inocentes mortos e estropiados desde a invasão do Iraque, faz hoje um ano.
Nenhum dos objectivos atingidos e terrorismo cada vez mais ousado, foi o que se conseguiu até aqui.
Continuemos para mais um ano de mortes, bombardeamentos, atentados e toda a espécie de infâmias que, como diz o mordomo das lages, aquele povo "merece"...
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Assim é que se combate o "terrorismo".
Publicar livros já não dá a devida notoriedade nem derstaque social aos autores.
Tornou-se banal a partir do momento em que até quem não sabe escrever os escreve.
Para se conseguir destaque televisivo que compense o esforço, agora é necessário romancear a coisa e até produzir peças de teatro.
Assim aconteceu com o psiquiatra Daniel Sampaio, irmão do Sampaio seu irmão.
Pelos vistos o papel dos livros que esperam eternamente nas bancas das livrarias que sejam adquiridos pelos mesmos que já compraram os 15 anteriores, já não são atractivas para o público e, portanto, vai de teatralizar histórias, que sempre ficam mais fáceis de serem consumidas pelo público.
Aguarda-se a peça dos investigadores de Farmácia da Universidade de Coimbra, e a a pantomima dos investigadores de Termodinâmica Aplicada do Instituto Superior Técnico.
Ó Mário: só nos faltava esta. Então isso diz-se?
Negociar com os terroristas é coisa que sempre se fez, ele incluído, mas não se pode dizer isso ao povo...
Ai, valha-me Deus...
Tem que se fazer de conta que não queremos saber nada dos terroristas, enquanto se lhes vai pagando aquilo que eles querem, e cedendo a algumas exigências, senão é uma bombaria sem fim.
Olha o exemplo de Blair na Irlanda, com a marcha laranja e mais recentemente de Aznar em Espanha, que até mandavam os amigos Alcaides negociar com a ETA para conseguir tréguas.
Toda a gente sabe que é assim que se faz, mas se se começa a publicitar isso, o povo desata para aqui aos ataques de nervos, que não há quem o acalme...
Tal como se previa, e como quem não quer a coisa, em apenas 2 meses e meio já a gasolina subiu mais de 4%.
Se fosse de uma vez só, era o diabo.
Agora assim, devagarinho, nem o povo se apercebe e os milhões metem-se na mesma ao bolso com grande limpeza e low-profile...
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Grandes mentes estas da Alta-Fininça.
Valem quanto ganham!
O juiz Ricardo Cardoso foi hoje afastado do processo Euroárea. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Tribunal da Relação de Lisboa. Foi ainda determinado que o julgamento deve continuar a partir do ponto em que foi suspenso, considerando válida toda a prova produzida até então. O advogado justificou esta decisão com o facto de o juiz Ricardo Cardoso ser "sócio n 45.521 do Benfica" e ter "feito parte da comissão de honra de Luís Tadeu", opositor de Vale e Azevedo nas eleições de 1997 para a presidência do clube, ganhas por este.
É surpreendente como o juiz protagonista da libertação mais curta do mundo - 14 segundos - frente às camaras da TV, não se lembrou desta sua condição de benfiquista opositor, que constitui gritante incompatibilidade agora corrigida por Tribunal superior.
Parece-me ajuizado dizer que, enquanto for a inefável TVI a deixar malas esquecidas nos aeroportos e a ir buscar "bombas" a Sevilha, a coisa ainda corre menos mal: ou seja, não corre.
O pior é quando forem os outros a fazerem as mesmas brincadeiras...
Os Inspectores de Finanças e os empresários alegadamente corruptores ficam de fora do processo.
Nem a julgamento vão. O maior flop da Justiça Portuguesa.
2 anos de inquérito e investigação, para quase nada.
Só a arraia miúda, como lhe compete, se vai sentar no banco dos réus.
- «A corrupção atinge 95% do fisco.
Se Maria José Morgado tivesse continuado à frente da Polícia Judiciária, muitos governantes estavam presos a esta hora» - afirma um dos arguidos, que confessa ter ganho mais de 2 milhões de euros com a corrupção na Administração Pública, e durante os últimos governos.
- «Não tem a ver com política. A corrupção é superior a qualquer governo», afirma Rui Canas.
Ah, boca linda!
Passam polícias, passam ladrões, passam crianças e vendedores de droga e ninguém quis saber de nada!
Malas deixadas abandonadas horas a fio em vários pontos do aeroporto de Lisboa, ao lado das quais passam polícias com metralhadoras!!!
Viva Portugal!
Figueiredo Lopes tem mesmo tudo controlado!
Alguns deles são civis americanos.
Os outros, pelos vistos, continua a não interessar.
Só servem para engrossar as estatísticas das ONGs que continuam a afirmar que mais de 12.000 inocentes civis iraquianos já morreram desde a invasão americana.
Faz-me lembrar o sempre presente corporativismo jornalístico:
Morreram seis pessoas num atentado em Nassyria , entre elas um jornalista espanhol...
As outras... não eram jornalistas, portanto não merecem destaque.
Ó diabo!
Porque será que eu não acho nada que isto seja uma boa notícia para nós?

Barroso-man já descobriu que, 2 anos passados sobre o seu governo de coligação, a culpa de Portugal ter batido no fundo em todos os parâmetros possíveis e analisáveis sobre tudo quanto é domínio, foi do governo anterior.
Suspeito que, no final da legislatura - se Barroso lá chegar - a culpa de Portugal ainda estar pior do que hoje, será, novamente, do governo anterior.
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Alguém duvida?

A polícia espanhola chegou à conclusão que foram 20 os envolvidos no atentado de Madrid. Nem mais nem menos que uma vintena.
É surpreendente a eficácia das polícias depois de "casa roubada".
Já no 11 de Setembro, apenas algumas horas após os atentados, foram publicadas listas com os nomes dos autores. Até os documentos dos terroristas foram encontrados,em perfeito estado de conservação, no meio dos destroços aos quais nem as caixas negras dos aviões resistiram.
Surpreendente.
Apetece perguntar: se a polícia é assim tão eficaz, depois do mal feito, porque diabo não terão evitado a catástrofe?
Se já havia listas com os nomes dos terroristas agora implicados, por que razão não os capturaram meses antes?
É um mistério tão dificil de descortinar como o terrorismo, ele próprio.
Sampaio quer que os militares da GNR permaneçam no Iraque.
Eu apoio-o a 100%. Acho é que são poucos, os que lá estão.
Tudo o que seja menos de 5.000 homens lá, dá uma imagem pindérica do nosso país, que tem que estar representado condignamente ao pé dos seus pares.
Por exemplo: eles não têm lá ninguém que regule o tráfico, perdão, o trânsito.
Passa um Bagdadense a conduzir sem cinto... ninguém o multa. Está mal!
Vai-se a ver, estaciona sem tirar tiquet... multas? Népia. Não pode ser!
A inspecção dos carros, os seguros, o registo de propriedade ou a carta de condução não é preciso controlar, porque os gajos são étnicos e toda a gente sabe que as etnias estão dispensadas dessas burocracias.
No balão é que é pior, que aqueles malucos são abstémios. Mas aspiram na papoila à força toda e isso também se podia resolver. Era só adaptar o balão para o ópio, e aquilo é que era atingir objectivos!
Não podem é, por exemplo, adoptar o procedimento interno: por cada condutor levado a tribunal, um dia de folga. É que lá já não há tribunais e depois o que é que os soldados iam fazer nas folgas? Andavam para ali, de mãos nos bolsos, à civil, a rondar os bares e a avisar os colegas da patrulha de quem está a beber, para depois lhes fazerem esperas à porta de casa?
Não! Isso nunca se viu em lado nenhum.
Alguém devia tratar daquele mercado e isso não está a ser feito.
Era o papel adequado para a nossa GNR.
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Covão Sunset
Barroso-san quer que os portugueses tenham o máximo respeito pelos muçulmanos.
Não falou nos Indús, nos Tibetanos, nos Budistas, nem nos agnósticos.
Nos muçulmanos, sim. Esses têm o direito à diferença!
Vá-se lá saber porque pisca o olho agora, Barroso-man, a Allah!
Lembra-me aquela velha história do moleiro que atravessa a ponte de madeira podre numa noite de vendaval:
«- Deus é Bom! Mas o diabo também não é ruim...»
Estamos todos mais descansados.
Barroso diz que ainda não há ameaças credíveis ao nosso país.
Sabendo que a Al-Qaeda costuma sempre avisar com antecedência, como fez em N.Y. e, mais recentemente em Madrid, se eles ainda não ameaçaram é porque está tudo OK.
«Portugal é um alvo menor», diz Carvalhas.
Óptimo! É mais difícil de acertar nele.
Também pode ser visto pela perspectiva contrária: quanto menor o alvo, mais perto dele temos que estar.
Não percebi porque usou ele a palavra "alvo", de qualquer modo.
Em Esposende encontraram-se 3 cassetes video com cânticos árabes.
Isso hoje já é considerado uma arma de destruição em massa...
«O povo não tem que fazer... se trabalhassem não tinham tempo para essas coisas», explica uma idosa à RTP1...
Que grande verdade!
Allah e Esposende são grandes.
Tempo de vacas gordas para o CM.
Até o seu director foi convidado para aquele debate(?) de ontem no canal 1, onde uma Fátima Campos Ferreira, cada vez mais frenética e parecida com a Julia Pinheiro, para ali se põe a berrar durante 2 horas seguidas, atropelando os convidados que, de qualquer forma, tambem pouco mostram perceber dos assuntos tratados.
Curioso notar como todos eles - até Adriano Moreira - tiveram relutância em comentar a notícia, preferindo desviar a conversa de cada vez que se falava no assunto.
Porque é assim: ou a notícia é verdadeira e ai Jesus! é preciso fazer desde já alguma coisa, ou então ela é falsa e é preciso que seja desmentida.
Claro que estamos em Portugal e, portanto, nem uma coisa nem outra.
Passa-se ao largo e faz-se de conta que as coisas não existem.
Lá vai amealhando, entretanto, o CM, que os tempos estão difíceis e assim permanecerão por século séculórum...
Bush, Blair, Aznar e mordomo devem estar mais arrependidos de se terem encontrado nos Açores, faz hoje um ano, do que o Castelo Branco por ter insultado o seu mordomo.
Mas enquanto o marchant apenas levou com o ferro de engomar na testa e vê a sua vivinha toda exposta nas revistas cor-de-rosa, aquela tripla+1 cometeu o maior suicídio político conjunto e ao vivo de que há memória.
Não fica um de pé.
Aznar já foi. Blair é ido, com ou sem caso Kelly, e Bush já era a 8 meses das eleições. Mesmo que o seu staff "descubra" tudo e mais umas botas sobre Kerry (como aquelas fotos forjadas do seu pretenso activismo ao lado de Jane Fonda), nada há a fazer. É que o homem tem mesmo um passado impoluto, livre de deslizes.
Ainda há disto!
O mordomo de Castelo Branco, foi despedido.
O outro, o dos Açores, ainda por cá anda, a "limpar" as pratas da casa.
Do Blog de Luis Silva extraí esta imagem que reputo excepcional. Já filmei esta casa em 2002 aquando da realização do spot televisivo promocional para a CineEco. Vou procurar o spot para mostrar um frame. Para já, fiquemos com a foto de Luis Silva, um grande Torroselense cujo blog vale a pena visitar.
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As pistas no final da tarde do último domingo
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Há uma ilha, de rochas, no meio...
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Turistas extasiados ao longe
Aproveitem que é de borla... e vem aí mais.
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A direita, um glaciar.
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Vêem a casinha em baixo ao centro? É um abrigo.
Diz que este camarada se lembrou de nós e desatou a enfiar mensagens e Corões com a sua foto no caixote do lixo do Correio da Manhã, ameaçando que no Euro 2004 é que vai ser...
Então mas ele alguma vez ameaçou os américas com as Torres Gémeas ou os espanhóis com os comboios?
Faz algum sentido avisar-nos?
É claro que só pode ser treta.
Agora, que fez esgotar o tablóide, disso não há dúvida.
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Uns espertalhões estes jornalistas...
Na sequência dos atentados de Madrid, Durão Barroso pensou... pensou... e decidiu que devia reforçar as medidas de protecção contra o terrorismo.
Chamou o seu ministro Figueiredo Lopes a quem ordenou que mandasse implementar um plano visando este objectivo.
O ministro disse que sim senhor, que ele até já tinha pensado nisso um dia destes, enquanto via a Paixão de Cristo.
Barroso retorquiu, em tom grave, que estava a falar a sério.
Figueiredo Lopes respondeu-lhe, no seu tom habitual, que ele também.
Pronto. O assunto foi encerrado.
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Portugal está a salvo.
Está visto que Zapatero não é atractivo para os grandes lavadores de dinheiro internacionais.
Se a Alta Finança o retira da Bolsa é decerto para o fazer render em "negócios" mais proveitosos.
Onde será?
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Deixa cá pensar... deixa cá pensar...
Só num ano, o numero de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 13%. No mês passado aumentou 0.7% relativamente ao anterior.
Chama-se a isto retoma económica em português.
Eu começo a sentir uma certa admiração pelo poder de encaixe de Durão Barroso.
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Aguentar uma Ferreira Leite, mesmo com uma roupagem de Mona (cabeça) Lisa (onde não é possível encaixar coisa nenhuma) não é fácil...
(foto enviada por João Fonseca, o grande)
A coisa não é fácil, não senhora.
O PSOE passa a ser dirigido pelo "super-insonso" da contra informação espanhola. Um estilo contrário ao da arrogância prepotente de Aznar, segundo a opinião geral em Espanha.
Remete-me imediatamente para a época Guterres.
Ele havia lá político mais simpático e bem intencionado que Guterres!
Era o perfeito primeiro ministro para um país de brandos costumes. Falava ao coração das pessoas, sempre sorrindo, sempre esperançoso. Quem o ouvisse falar ficava imediatamente fã.
O pior é o resto. É quando tem que se dirigir um país que, já segundo PIO III, «não se governa, nem se deixa governar».
Guterres foi-se embora quando percebeu que não tinha mão nisto.
E se calhar tinha razão. Quem é que tem mão nisto, afinal?
Portugal é cada vez mais o paraíso da alta finança, da alta corrupção, da droga às toneladas a entrar a todo o momento nos portos e nas estradas.
Não há forma de se atacar a lavagem de milhões pelo colarinho branco e todo o português percebe isso claramente, não é só a Maria José Morgado.
A Banca é quem mais foge ao fisco. O Estado é quem mais falha com os cidadãos.
Relativamente à vida em sociedade e à criminalidade aceite e instituída, toda a gente percebe que enquanto o peixe for miúdo, cai-lhe tudo em cima.
Mas a partir de uma certa dimensão, quem é que se mete com ele?
A Alta Finança, que tudo controla, inclusivamente as notícias que nos são transmitidas (ler o 5º Poder escrito há cerca de 2 anos), está rigorosamente acima de tudo. Serviços secretos, polícias especiais, Europol, nada lhe chega.
O que deixa um desconforto na alma de todos aqueles que querem acreditar na Justiça e na Igualdade de oportunidades, e nessa linha filosófica teimam em continuar a educar os filhos.
Está a enganá-los, quem assim faz.
Pensem nisso da próxima vez que ralharem a um filho vosso, porque prejudicou, de alguma forma, um colega.
Não é assim mesmo que a sociedade sobrevive?

A Primeira medida anunciada por José Luis Zapatero não podia ser mais acertada.
Demarca Espanha da invasão abusiva a um povo sacrificado há tempo demais.
De facto, se o objectivo da invasão era:
- a captura das armas de destruição em massa, não foi conseguido.
- acabar, ou desferir um duro golpe ao terrorismo internacional, está à vista.
- a restituição do povo à Liberdade, menos ainda.
- a melhoria das condições de vida de um povo martirizado por um ditador, estamos conversados.
- capturar o troféu Saddam para mostrar ao mundo a força americana, isso sim.
- assassinar civis indescriminadamente (por absurdo)- velhos, mulheres e crianças, mais ainda. Esse teria sido largamente ultrapassado.
Qualquer estadista com "2 dedos de testa" (como dizia Aznar) mesmo que tivesse acreditado, numa primeira fase do processo, nas mentiras de Bush, tem agora a obrigação de recuar, ao verificar que nada do que foi anunciado corresponde à realidade; muito pelo contrário.
Espero que Durão Barroso tambem acorde desta absurda hipnose americana e se desmarque imediatamente desta filosofia opressora.
Que já constitui uma mancha indelével na nossa História.
Do amigo Paulo Hortênsio recebi uma data de imagens de handpainting, das quais selecciono esta que me é particularmente cara.
Editei-a um pouco para ficar com um aspecto mais condensado.
Ela simboliza tudo aquilo que o mundo devia ser.
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Mas não é.
PSOE + Esquerda Unida será o novo governo de Espanha?
Parece-me bem que sim.
Esta vitória do PSOE, repito, só se deveu ao cartão vermelho mostrado pelo eleitorado a Aznar.
Que os socialistas não tirem, desta vitória, outras ilações... senão começam menos bem.
Ora aqui está como o terrorismo mudou a face de um país...
Sondagens da TVE e da Cadena Ser dão vantagem ao PSOE.
O PP já confirma tácitamente.
José Maria Aznar foi castigado.
Não foi o PSOE quem ganhou, note-se bem!
Foi o PP quem perdeu, acima de tudo pelas crises do Prestige e pela «vergonhosa gestão da crise do 11 de Março» SIC.
«A participação dos eleitores aumentou 8% a nível geral e 10% no País Basco, na prova de que o povo Basco quer a resolução do seu problema de forma política e pacífica» TVE.
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Grande povo espanhol!
Fonte: Al-Jazeera
Four US soldiers have died following two separate roadside bomb blasts in Baghdad.
An army spokesman said the first bomb killed three and wounded one when it exploded at 19:45 GMT on Saturday in southeast Baghdad.
The fourth death followed a roadside bombing at 03:30 on Sunday morning.
The attacks bring the number of US soldiers killed in action in Iraq since its invasion and occupation to 389.

Figueiredo Lopes e Portas já responderam:
- «Não há novidade: 2 F-16 vão sobrevoar os estádios com a antecedência de 2 horas com ordem para disparar».
Disparar?
Caças supersónicos a sobrevoar estádios vão disparar contra quem?
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E são duas horas, é?
- «Obrigado pela dica, ministros!» - estarão a agradecer os terroristas que esfregam as mãos à espera do 2004...

Aqui está um filme que, não fora contar a história mais conhecida no mundo cristão, não merecia ter sido feito.
De facto, o argumento só funciona porque toda a gente conhece aquilo. E por isso se conseguiu poupar tanto dinheiro na sua produção.
A primeira parte poderia ter sido realizada e produzida em Portugal, sem espinhas.
A segunda, já não.
Na segunda, Mel Gibson obrigou os produtores a abrir os cordões à bolsa e somos prendados com algumas cenas - de poucos segundos, é certo - de uma beleza ímpar, logo seguidas de outras tão horríveis que se tornam absolutamente repulsivas, e como há muito não via no grande écran.
As cenas da flagelação, por exemplo, são insuportáveis e indescritíveis.
O sangue nunca mais acaba. Há sangue por todo o lado.
JC devia ter mais de 50 litros dentro dele.
E este é o principal defeito do filme.
O exagero das proporções.
JC leva uma tareia durante horas que dava para matar 20 homens.
E depois ainda consegue carregar uma cruz que devia pesar uns 400 quilos...
Peca por inverosimilhança.
De resto, para quem não for muito sensível ao sangue e à carne dilacerada, vale a pena comprar o bilhete.
Há cenas que, pela sua estética, valem bem o dinheiro.
A mais marcante é um plano vertical puro de cima no Monte Golgota, a uma altura acima das núvens, após a crucificação.
Há uma gota que se forma na lente da câmara e cai com um efeito especial que vale o filme todo.
Os outros motivos de interesse estarão fora da tela, no pranto das senhoras de 3ª idade que vêm, pela primeira vez em muitos anos, ao cinema...
Em 4Colores:
«El gobierno ocultó que en la furgoneta hallada poco tiempo después del atentado del 11M había dos cintas
// en vez de una, tal y como dijeron //
en árabe.
El gobierno n o h a p e r m i t i d o hasta bien entrada la noche
// cuando se sabía a primera hora de la tarde //
que George Bush lamentaba que el atentado en Madrid fuera por causas de la implicación de España en el apoyo en la guerra de Iraq.
La Cadena Ser tenía conocimiento
// desde primera hora de la tarde //
de la cinta de video
// en épocas de dvd's //
con una reivindicación del atentado por Al-Qaeda.
Televisión Española no interrumpe su emisión
// a media tarde //
para emitir la comparecencia del ministro del interior
// angel "mentiroso" acebes //
en la cual anuncia la implicación de Al-Qaeda en el atentado
// podríamos llamarlo "ocultar la información"? //
Què?
Sólo la interrumpimos cuando nos interesa?
Quem fala assim não é gago!
O inevitável aconteceu, finalmente. Após a análise de todas as provas - a bomba que não explodiu, a carrinha encontrada com detonadores, a detenção de marroquinos e indianos - segue-se agora o achado de uma cassete junto à Mesquita de Madrid reivindicando formalmente a autoria dos atentados. O ministro, que há menos de 48 horas assegurava que se tratava da ETA foi obrigado a confirmar que essa hipótese está praticamente afastada.
«Muito mais sangue irá correr» e esta é uma resposta à colaboração das nações com a opressão americana».
Tudo quanto receávamos, aconteceu, de facto.
Os jornalistas que trabalham na TVE subscreveram um abaixo-assinado por não lhes ter sido permitido que fizessem a cobertura da manifestação espontânea que decorre neste momento na Capital espanhola.
Recorde-se que a TVE não fez a cobertura do acontecimento.
Os espanhóis estão a saber o que se passa APENAS pelas televisões estrangeiras, como no tempo do Generalíssimo.
O que eu previa no post de ante-ontem está a acontecer.
De facto, o povo espanhol é muito diferente do nosso. Não se acomoda com as tretas nem com as mentiras dos dirigentes políticos.
Aqui em Portugal ninguem se manifesta; tudo parece mal.
Aí está uma democracia mais jovem que a nossa e que dá estas imensas provas da sua vitalidade.
Agora a manifestação vai continuar na Porta do Sol, Quilómetro zero, onde se reúnem os «Madrilenos Bons» "hasta que se vayan" (leia-se «os políticos do PP»).
Parabéns aos espanhóis, que constituem uma das nações mais evoluídas e com maior sentido cívico da velha europa.
Continuando a exposição anterior, se a Al-Qaeda já tinha tentado chantagear a França relativamente aos TGVs, há mais 2 desenvolvimentos que ainda não foram tidos em consideração:
1 - A hipótese de o 11 de Março ter tido o segundo sentido de demonstrar a força da organização em Espanha, para França e Europa ver, faz algum sentido. Repare-se que os comboios explodiram nas estações, praticamente parados. Morreram apenas as pessoas directamente atingidas pelos estilhaços e pela parede de ar. Porque não fizeram os terroristas explodir os comboios em andamento às velocidades máximas, por exemplo? As bombas já iam lá dentro e os descarrilamentos subsequentes, juntamente com a dificuldade de acesso aos sinistrados elevaria o número de mortos para valores inimagináveis...
2 -Imaginemos agora o que aconteceria se apenas 1 bomba - 1 daquelas explodisse num TGV a 250 km/h... Não vale a pena, pois não? Não ficaria ninguem para contar a história. Não se reconheceria um único corpo. Seria pior que um desastre de avião, porque num TGV podem viajar 1500 pessoas.
Eis o que me leva a concluir, dada a coincidência dos factos e o modus operandi dos terroristas que, mais do que um ataque de retaliação, o 11 de Março serviu para vender à Europa o seu produto: o terrorismo
Resta saber se a Europa o compra.
É sempre mais barato comprar o terrorismo do que aguentar a sua acção.
Em vez de 100 atentados pode ser que só se sofram 10 e mesmo assim haverá tempo para as verdadeiras polícias da Europa tentarem apanhar algumas células.
De resto, não tenho dúvidas.
O terrorismo internacional veio para ficar e, com as políticas belicistas "aliadas" não é nos próximos anos que ele desaparecerá.

No dia 3 de Março, e a propósito de notícias sobre ameaças feitas por uma organização desconhecida - pelo menos o nome não foi publicado - aos TGVs franceses, escrevia eu que a única coisa a fazer era pagar e fazer de conta que a polícia tinha descoberto as bombas.
É espantosa a coincidência temporal entre as ameaças e o atentado terrorista.
Será bom que não se descure também esta pista.
Se a organização for a mesma, isso quer dizer que eles já estão em França e o 11/3 em Madrid pode ter sido uma demonstração de força, destinada a convencer os Franceses a ceder à chantagem.
Seria um 2 em 1.
Receber dinheiro dos aterrorizados para financiar o terrorismo.
Há dias fui informado oficiosamente, pelo meu advogado, que todo o destacamento de Seia da GNR (43 homens e mulheres, ao que parece) me vão processar, por causa de um artigo que escrevi no Porta da Estrela.
Embora já o esperasse e o tivesse escrito até num post anterior, dada a súbita tomada de posição da direcção do jornal relativamente ao artigo "GNR: Mega operação gera Mega-coincidência", a sua confirmação não deixa de me provocar uma certa emoção.
Não pelo texto de opinião, que nada contém de ilícito criminal, nem passará por certo da fase de Instrução, mas pela avalanche mediática que me espera: serei o primeiro cidadão português e talvez até da Europa a ser processado por uma corporação inteira, apenas por dizer a verdade!.
Ora, este facto irá trazer-me uma notoriedade a nível nacional que estava longe de esperar.
Seia será mais uma vez o centro das atenções do país, embora ainda não pelos êxitos alcançados no combate ao banditismo e tráfico de droga.
Sê-lo-á por causa da maior "acção" promovida pela GNR portuguesa contra um único cidadão, apenas porque este não abdica de usar um direito constitucionalmente readquirido desde 1976: o da Liberdade de expressão.
Criticar a actuação da GNR, é crime, pelos vistos, para os soldados de Seia, em pleno sec 21!
É pena, porque isso faz dos senenses 30.000 criminosos todos os dias.
Dada a incapacidade de colocarem em tribunal todos os cidadãos martirizados que diariamente criticam publicamente a filosofia que preside à sua continuada actuação (que praticamente se limita - reafirmo-o claramente - a multar estacionamentos, faltas de cinto e alcoolemia), decidiram(?) eleger o Cristo dos senenses, para descarregarem a sua ira.
Recebo diariamente avisos de pessoas mais do que credíveis das profissões mais díspares - professores, advogados, médicos, e até de altos responsáveis no comando dos Bombeiros de que "me vão fazer a folha", de que "arranjei 40 inimigos para a vida", de que "nunca mais me largam", e até de que me perseguirão até à morte (fartei-me de rir com esta...), como se de um bando de marginais se tratasse, prontos para uma vingança do estilo de "ajuste de contas".
Não acredito em nada disto, como é evidente.
Mas, a ser verdade, tratar-se-ão, quando muito, de desabafos de meia dúzia de pessoas (já que a esmagadora maioria dos agentes, por serem novos em Seia, nem sequer os conheço), que não deveriam ter tido autorização para envergar alguma vez uma farda.
Estão, portanto, prontos para me crucificarem, mas a coisa não vai ser fácil.
É que eu não aceito arbitrariedades e, ao contrário d'Ele, não me calo nem dou a outra face.
Vamos ver qual será a imagem que sairá mais prejudicada aos olhos de todo o país, no final: a minha, que é irrelevante, ou a da Corporação, que vive essencialmente dela.
Dá-me a impressão que o Cristo de serviço não terá sido muito bem escolhido...
E no domingo dará a resposta a Aznar.
Vai responder-lhe sobre a ETA.
Os negócios que mandou fazer, através dos alcaides amigos, com os Etarras, para que aceitassem tréguas até às eleições.
Quanto custaram essas tréguas?
Vai responder-lhe sobre o Prestige.
A sua falta de visão e a falta de actuação durante essa grave crise, enquanto andava muito ocupado, com o amigo Blair, em reuniões sucessivas para negociarem, das sobras de Bush, qual a parte do Iraque que caberia a cada um.
E Vai responder-lhe sobre o 11 de Março.
Em que Aznar, por ter a ETA controlada, baixou a Guarda ao Terrorismo internacional.
Vai responder-lhe, em suma, pela desgraça que se abateu sobre Madrid.
Porque se Aznar não tivesse apoiado incondicionalmente a administração Americana, esta retaliação - que é apenas a primeira - nunca teria tido lugar.
Longa Vida a Aznar para que tenha tempo de ver que bem ficará inscrito o seu nome na História contemporânea.
Só quando fecharem as urnas nas Canárias é que vamos saber que foi a al-Qaeda quem praticou os atentados.
Até lá ficamos na dúvida...
Eu tenho que confessar que pensei que o povo espanhol estava um pouco mais atento a este fenómeno; mas se calhar, é por estarem tão habituados a atentados, que já nem ligam.
Não restam dúvidas para ninguem sobre a autoria dos atentados, e toda a gente sabe que o governo vai ter que o admitir domingo ou segunda.
O que é um duplo crime.
Não se engana o povo, nem se mantem a população na ignorância a fim de se perder o mínimo numero de votos.
Não é leal nem democrático.
Aznar teria provado que não se tornou naquilo de que o acusam se tivesse dado esse exemplo de transparência.
Assim, afundar-se-á definitivamente, como o Prestige.
O meu blog está de luto.
Pela estupidificação futeboleira anarquizante.
Pelo analfabetismo convicto dos portugueses.
Pela pouca sorte dos Espanhóis quando escolheram este primeiro ministro.
O mesmo para os Portugueses.
Pelo massacre que a administração Bush perpetrou no Iraque.
Pela resposta igualmente assassina - embora muito mais ténue - dos fundamentalistas muçulmanos.
Ganhámos um inimigo terrível de borla.
Há que viver ou que morrer com isso.
O nosso primeiro ministro lançou-nos na boca do lobo para agradar a Bush, sem que este o tivesse, sequer, pedido, e apesar de todas as vergonhas que o americano o faz passar por não se lembrar nunca de Portugal.
Pois bem: Portugal não é uma quinta do sr Dr Durão Barroso.
E espero que ele perceba uma coisa, já que a partir de agora nada mais pode fazer para evitar seja o que for.
O que eu quero que o sr Dr Durão Barroso nunca se esqueça é que se algum dos meus for atingido por alguma bomba muçulmana, ele não se ficará a rir.
Nem que fuja para a China.
A propósito do provérbio das abelhas, que diz que não se deve mexer em enxame com pau curto, lembrei-me do nosso amigo americano.
Bush quis acabar o que o pai começou. É simpático e fica bem no retrato de família.
Para tal, empreendeu a Cruzada do petróleo e espezinhou toda uma pátria e três nações étnicas.
!0.000 já morreram ou ficaram irremediavelmente estropiados.
Aquilo era um país pobre.
Agora é a miséria total.
Milhares passam fome e doenças e Bush, finalmente, nem sequer conseguiu ainda o "seu" petróleo.
É claro que quem mexeu em abelhas, e não utilizou pau curto.
O pau de Bush é do tamanho da Europa.
As vespas já chegaram ao pau.
Talvez não lhe consigam chegar de novo ao braço. Mas nós não estamos no braço de Bush. Estamos no princípio do pau, a olhar para o braço (que esperamos nos dê de comer), e de costas para as vespas.
Esta singela questão, colocada num dos comentários por um leitor, deixou-me literalmente perplexo.
A resposta é claramente não, por 3 ordens de razões:
1 - Os portugueses não devem atacar a Al-Qaeda, porque se trata de uma força terrorista que luta contra a opressão americana, os verdadeiros e maiores terroristas do nosso planeta. Não lutam contra a portuguesa, que não existe.
2 - Depois, porque os interesses americanos de hegemonia do golfo nada têm a ver connosco. É uma guerra que não nos diz respeito. Se tivessemos que lutar ao lado de alguém teria que ser ao lado do povo oprimido do Iraque, contra os selvagens opressores, autênticos bárbaros do sec 21.
3 - E sobretudo, por uma razão de mera inteligência, não se deve atacar ninguém quando se sabe que não temos a mínima possibilidade de vencer.
Querem saber porque é que o terrorismo explodiu, ontem, em Madrid?
Cliquem no canto superior esquerdo deste blog e arrastem o rato para a direita.
A explicação é a mais simples do mundo.

«Os portugueses têm que trabalhar mais anos para garantir a reforma».
Para a garantir?
Então a reforma não é um direito inalienável?
E que «os impostos têm que aumentar»
E que «as empresas devem recorrer mais ao despedimento colectivo»
Ó Constâncio: espera lá!
O povo tem alguma culpa que os políticos corruptos prefiram comprar submarinos, por exemplo, arrecadando luvas de milhões, do que investir o dinheiro público em sistemas de protecção social?
E quais são os portugueses que têm que trabalhar mais, para garantir a reforma, já agora?
Todos os que não forem políticos, porque àqueles que o forem bastam-lhes meia dúzia de anos no Parlamento sem abrirem a boca (graças a Deus!) para GARANTIREM chorudas reformas vitalícias de 700 contos por mês...
Ó Victor: esqueceste-te desses? Dos teus grandes amigos?
Porque é que esses não hão-de cumprir os 35 anos de serviço como a demais função pública?
Olha: sabes que mais?
Esses, no que respeita a reformas, já estão todos mais que garantidos e também te garanto que, com esse discurso, tu estás mesmo apenas à espera da tua.
(por António Tilly)
Do fenómeno e da sua manutenção.
Da fabricação do adepto.
Da importância que o político tem que dedicar ao adepto, para a sua própria sobrevivência.

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Confesso que sempre me senti incomodado com a relevância que o futebol, enquanto espectáculo desportivo, teve e tem em Portugal. Talvez por me parecer uma actividade demasiado evidente e simplista assente na capacidade de excitar as mais elementares emoções. Como as telenovelas e outros romances da mesma espécie, o discurso que enaltece o futebol, assenta na usual (e parece que intemporal) perspectiva dicotómica ou bipolar: uns são "os outros" (os maus) e outros somos "o nós" (os bons). Os adeptos, uns e outros, defendem sempre o "nós", uns contra os outros. O "nós" quer ganhar aos "outros".
Enquanto evento orientado para os grandes grupos (para não dizer "de massas"), o futebol assenta, como todos os outros discursos do mesmo tipo, nas mais primárias (não complexas) premissas que facilitam o entendimento, ou seja a recepção do evento: os adeptos (o "nós") querem vencer para sentir que pertencem ao grupo dos melhores, sabendo que para isso, os "outros" (que querem o mesmo), têm de perder, para serem os piores. Como nas telenovelas, o futebol resume-se à disputa do bom contra o mau (para não dizer do bem contra o mal).
Porém, o que me aflige não é a linearidade do evento, nem tão pouco o tipo de sistema sócio-comunicativo que estabelece. É antes a atitude populista que enforma o seu discurso (do futebol) e a sua presença contínua nos meios de comunicação social.
Entendo que a relevância social do futebol não decorre do jogo em si, mas da continuada promoção (entenda-se publicitação ou mesmo propaganda) proporcionada pelos meios de comunicação social. Claro que o jornalismo, ao incluir o futebol como rubrica obrigatória no seu discurso diário (haja ou não motivo ou notícia), parte do princípio que o futebol e os assuntos com ele relacionados são já do interesse público. Aqui surge o primeiro equívoco jornalístico. O que o jornalismo supõe é que o público manifesta já (naturalmente) um interesse pelo futebol e não que o dever de informar o público sobre o futebol assenta num princípio ideológico que defende o futebol como assunto fundamental e necessário ao público (este último, o fundamento do Ensino).
No entanto, e sabendo que o público só se pode envolver por aquilo que conhece, e que quem dá a conhecer são os meios de comunicação social, pode-se inferir que o interesse público assenta maioritariamente no que estes propagam. Desta forma, este sistema contínuo (também conhecido como pescadinha-de-rabo-na-boca) alimenta-se a si próprio: quanto mais se fala de futebol, mais os receptores se familiarizam com o assunto, pois a informação que passam a deter induz o discurso individual e a opinião, ou seja, um maior envolvimento do receptor no assunto. Assim se cria o adepto: quanto mais se sabe de futebol mais se quer saber de futebol. E se assim é, se o interesse do público aumenta, redime-se assim o jornalismo que pergunta: que podemos senão dar aos receptores aquilo que estes querem? É uma das características do jornalismo capitalista. Mas não há outro.
Daqui a constatação do erro crasso que envolve a expressão "O Futebol é o desporto Rei". Deveria antes dizer-se: "O Futebol foi feito o desporto Rei e agora já é o desporto Rei".
O "populismo" do Futebol decorre logicamente do carácter do evento.
Tornado um fenómeno social de grandes grupos, relaciona-se com a Política por essa mesma razão (a do "populismo"), visto que em democracia a política se legitima na vontade de grupos do mesmo tipo. Daqui resulta a dita promiscuidade entre o Futebol e a Política no sentido em que o eleitor é também um adepto. Contrariar politicamente os adeptos formais ou potenciais significa a não identificação com o adepto, a automática ligação aos "outros" (os maus), e a consequente perda do voto necessário para a legitimação do poder. Ignorar o futebol, enquanto elemento agregador (identificador) de indivíduos é cometer um erro de campanha eleitoral. Por esta razão dificilmente se encontrará um político que não dê ao Futebol a máxima atenção e que não o enalteça. A democracia em portugal está fadada ao Futebol.
Para o adepto do Futebol, Eusébio é um "grande português" e Vianna da Motta não existe. Por isso os políticos mudaram o nome ao avião. Que mais poderiam fazer?
António Tilly.

A respeitar-se a lógica terrorista no que se refere a transportes, podemos talvez animar-nos um pouco.
É sabido que os terroristas não gostam de repetir métodos.
Portanto, os dois meios mais rápidos ou os que transportam mais pessoas estão "gastos".
Também se conclui que eles escolhem os símbolos de cada país.
Em N.Y. os aviões e as torres gémeas.
Madrid, com o TGV e as super-estações
Em Lisboa, em termos de concentração de povo, só poderia servir o Colombo. Mas se olharmos às tradições de transportes que são as nossas, teremos que concluir que os assassinos escolherão provavelmente o eléctrico, o cacilheiro, ou, talvez até mesmo - homenageando os nossos peritos em segurança - os Burros.

O ministro do Interior só tem uma saída: e essa é no Domingo.
«Atingimos uma das bases da aliança dos cruzados...»
«Está pronto a 90% um grande ataque aos EUA...».
Qual será a reacção do povo Espanhol, agora?
Como vai pagar Aznar e o PP este erro estratégico?
Será que a grande manifestação de amanhã não se irá voltar contra o terrorismo e Aznar, ao mesmo tempo?
E o que se seguirá para Espanha?
Aznar abriu a caixa de Pandora para o povo espanhol...
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E Durão?
Que fez Durão com o povo português?
O pior aconteceu.
Aconteceu mesmo tudo o que eu previ e com toda a intensidade.
É o cenário pior possível
Agencias internacionais estão a publicar a mensagem reivindicativa dos radicais muçulmanos.
Não podia ser pior para nós.
Vingança contra os britânicos e todos os seus aliados...
Vai lá, vai...
A France Press informa neste momento que a Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, acaba de reivindicar a autoria do atentado de Madrid.
Peritos estão a investigar a autenticidade da reivindicação.
E se fosse num estádio de futebol?
E se for no dia 20 de Junho, no Espanha-Portugal?
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Sabe-se já que foram 2 os terroristas.
E não houve suicídio de nenhum deles.
Encontraram-se detonadores numa carrinha acompanhados de uma cassete com trechos do Corão.
O ministro do Interior já informou disso a população através da TVE.
Não teve outro remédio, porque a CNN primeiro e a Sky News, logo a seguir, informaram em directo.
Á tarde. o ministro não tinha nenhuma dúvida de que se tratava da ETA.
Há 10 minutos apenas confirmou o que já se sabia.
Já não falou da ETA.

Que se esperava?
Qual a intenção do governo Espanhol em tentar enganar o povo?
Em fazer-lhes crer que se tratava da ETA?
Foi descoberta uma carrinha com detonadores e uma cassete com versículos do Corão, está a ser anunciado na CNN, neste momento.
Tal como eu tinha previsto.
Só quem não quer não vê.
Ganha toda a actualidade a preocupação com o Euro 2004 e com as represálias da Jihad sobre os aliados de Bush.
Mas não vai ser Blair, Aznar ou Durão a serem despedaçados pelas bombas dos fundamentalistas.
Vai ser, apenas, o povo.
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Depois da minha entrada no Blogger sobre este assunto, já recebi várias mensagens de pessoas a dizerem-me que ninguém se tinha lembrado disso.
Pois então fixem bem: este é o dia exactamente intermédio entre dois 11 de Setembro.E a analogia entre os meios de transporte?
Nos EUA os aviões e em Madrid os comboios.
OK?
Ainda continuam a dizer que foi a ETA?
Preparem-se para o EURO 2004... Está cá a Inglaterra, Espanha, e... Portugal, os principais aliados da ignomínia Bushiana.
Nunca foi este o seu modus operandi. A ETA nunca visou a morte massiva de pessoas inocentes, mas a desmoralização do Estado, pela demonstração da sua incompetência no objectivo de a eliminar.
Hoje foi dia 11 de Março - 6 meses depois (ou antes) e no mesmo dia do 11 de Setembro. E sabemos como os terroristas muçulmanos são achacados a simbologia e a datas.
8 bombas em 3 estações (3 não chegaram a explodir), ao mesmo tempo, visando apenas o maior numero possível de mortes é muito mais o estilo do último atentado no Afganistão.
Claro que interessa ao Governo Espanhol que se conste que foi ETA. Se se souber que foi um grupo muçulmano em vingança pelo apoio de Aznar a Bush, isso lançará de imediato o pânico nos cidadãos e voltará grande parte da população contra o PP espanhol.
Mas eles ameaçaram. Que a vingança seria contra os cúmplices de Bush.
Assim sendo só nos resta esperar pelo Euro 2004.
O que me surpreende é que a ETA não se tenha apressado a desmentir a autoria dos atentados...
15:05h - agora que já desmentiu formalmente aquilo que eu nunca pus em causa, é lógico que o governo espanhol irá desvalorizar e vai continuar a acusar a ETA da autoria dos atentados.
Esperemos que uma organização fundamentalista venha depressa provar que é sua a autoria do massacre de hoje.
Se isso acontecer nas próximas horas, desde já aponto para o próximo dia 20 de Junho, como o dia mais provável para se verificar um atentado em Portugal.
local: estádio José Alvalade. Hora: 19:45 h Encontro: Espanha - Portugal.
Se eu estivesse na pele das autoridades não descurava este aviso.
Seria ouro sobre azul para os objectivos dos terroristas. Atingiriam novamente os Espanhóis e os Portugueses - justamente os governos que, a par com o do Reino Unido, mais declaradamente se posicionaram ao lado de Bush na sua CRIMINOSA invasão àquele povo iraquiano.
Espero bem que me engane...

Diz Vasco Pulido Valente no DN:
«ao contrário de Viana da Mota, uma figura menoríssima, não há história do futebol sem Eusébio. Numa sociedade em que se apregoa a ‘excelência’ como
um valor supremo, julguei que o avião ganhava com a mudança. Infelizmente, pensadores de prestígio não concordam comigo: entre um músico medíocre e um futebolista genial, preferem o músico, porque preferem a cultura ao ‘espectáculo’ e, ainda por cima, um espectáculo sobre o primitivo.
Segundo a sua autorizada opinião, a troca não passou de um enorme insulto à superioridade do espírito e da arte; e de uma cedência sem desculpa à plebe imunda. Aterrorizada, a TAP arranjou logo a Viana da Mota outro avião.
Donde se conclui que o mérito está mais na actividade do que na pessoa, uma ideia arrasadoramente reaccionária.»
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Responde António Tilly (musicólogo):

«Infelizmente, como a maior parte dos "pensadores" portugueses, o Vasco comete o já usual erro de pôr na boca dos outros o discurso que opõem o futebol à excelência ou às artes e ao conhecimento. Este é o seu primeiro erro.
O segundo erro de Vasco Pulido Valente vem da própria natureza do intelectual "tuga", que nada sabe dos assuntos sobre os quais se
debruça. (é obvio que devia ir estudar antes de dizer fosse o que
fosse!). Como analfabeto musical (enquanto completamente desconhecedor
das estruturas fundamentais em que assentam os discursos musicais)
adianta logo que o Vianna da Motta é um músico medíocre.
Pacheco Pereira, por seu lado, não diz que Eusébio é um futebolista medíocre.
Não tece aliás, qualquer juízo de valor. Mas VP Valente já sabe e diz
que Vianna da Motta é um mau músico. Só essa afirmação dá razão aos
que, como eu, querem que o Vasco Pulido Valente volte à escola e pare
de escrever asneiras. VP Valente sofre, como a maioria dos "intelectuais" adeptos do futebol do síndrome (esse sim primário) da
presumível simplicidade do futebol enquanto facto social. Reage mal
porque mesmo para ele há qualquer coisa que provoca uma dissonância,
pelo facto de partilhar determinadas crenças e atitudes com o grupo dos
analfabetos e estúpidos.
Quanto a Vianna da Motta, era bom que alguém informasse o VP Valente
que a ele se deve uma das mais importantes mudanças no ensino da música
em Portugal. Foi o protagonista da introdução da dita escola pianistica
alemã no Conservatório Nacional de que resultaram muitos dos maiores
pianistas portugueses com alguma relevância mundial. Acho que nem vale
a pena dar exemplos...
Esperamos então que VP Valente morra, para avaliar a sua obra, o seu
legado, o seu contributo em prol dos portugueses para depois a comparar
com a do músico medíocre.»
E digo eu:
«Já ganhei o dia».
Hoje visitei, pela primeira vez o blog de Isabel Carreira Tilly, minha tia.
Ela lá diz que o euro não contribui minimamente para o nosso país... grande verdade. Eu própio me admiro, como é que as massas (para não usar outros adjectivos) que controlam este mísero país, com a maior taxa de alfabetismo, de acidentes rodoviários, e para fazer o contraste, menores salários na Europa, se interessam cegamente por futebol? Não quero insultar este desporto; que não passa mesmo disso: um desporto, enquanto que no nosso país o futebol é uma nação. Se perguntarmos a qualquer pessoa que passe na rua qual é o grande evento desportivo que vai acontecer este ano, respondem logo: o Euro 2004. Não lhes passa sequer na cabecinha que vai ocorrer um evento desportivo muito maior: os Jogos Olímpicos. Estes vão ser realizados em Atenas e têm uma importância muito maior: enquanto que o euro é apenas futebol, os jogos olímpicos englobam as mais diversas modalidades desportivas existentes. E enquanto que no euro concorrem apenas selcções europeias, nos jogos olímpicos concorrem selecções de todo o mundo para as mais variadas provas desportivas. E enquanto que o euro (que eu saiba) não promove absolutamente nada, os jogos olímpicos promovem a paz e a cooperatividade entre as nações, que é o que é bem preciso na sociedade de hoje em dia, bem como a prática de desporto. Há, de facto, certas coisas que me passam ao lado, ou que estão para além da minha compreensão.
João Daniel B. Tilly - 12 anos
Ainda assim este país tem uma coisa boa: ninguém se fica a rir de ninguem. A incompetencia não é monopólio de nenhuma área nem de nenhum sector.
O ensino não foge à regra.
No manual de Geologia do 12º ano foram detectados 50 erros considerados crassos por um Professor catedrático. Informou o ministério, que informou a editora.
Ninnguém lhe passou cavaco.
Em Portugal quem decide o que se ensina são as editoras... menos mal: podiam ser os clubes de futebol...
Depois do anúncio da deslocalização da Manuel Rodrigues Gouveia - a maior empresa de Construção Civil do distrito, motivada pela falta de investimento público na região, rumores apontam também para o encerramento próximo da Vodrages, SA, por óbvios estrangulamentos financeiros.
Depois falta o quê?
A ARA?
Será que dentro em breve a Câmara Municipal será a maior entidade empregadora da Região?
Alguma coisa terá que ser feita urgentemente pelo executivo no sentido de tentar captar para a zona empresas que substituam aquelas que agora desaparecem, sob pena de dentro de alguns anos Seia se tornar numa cidade sem indústria nem comércio, por arrastamento.
A nossa principal e natural indústria - o Turismo - quando a colocaremos definitivamente a laborar?
Atenção que nenhuma cidade sobrevive apenas de serviços.
O que pode levar uma jovem mãe a abandonar 2 filhos de 2 anos e 6 meses perto do posto da GNR da Baixa da Banheira?
Que dramas se escondem neste Portugal completamente obcecado pelo Euro 2004 e pela Casa Pia?
Segundo a jovem, ela espera há 7 meses por uma reunião com alguma assistente social... Será??
Sem dinheiro para fraldas nem comida para as crianças, sem emprego e abandonada pelo pai dos miúdos, apenas lhe ocorreu aquela saída.
É preciso reflectir urgentemente sobre os dramas sociais que todos os dias se passam à frente dos nossos olhos neste país.
Os cidadãos têm que começar a exigir da classe política soluções para os reais problemas com que se deparam no dia a dia.
Porque suspeito que, até às próximas eleições europeias, não haja vontade política de se olhar para mais nada.
Portanto o saldo é extraordináriamente positivo.
Ninguém tem do que se queixar.
O vinho é que "induca" e a bola é que instrói.
Depois desta "ameaça" de encerramento registada ontem, avolumam-se as suspeitas de que o Hospital da Guarda fique mesmo sem Maternidade num futuro próximo.
Noticia o Porta da Estrela nesta última edição:
O presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal (CNSMN), Albino Aroso, admitiu que a reestruturação do sector pode levar ao encerramento de cinco maternidades da Região Centro. Segundo o responsável, as unidades cujo encerramento poderá vir a concretizar-se, nos próximos anos, são as que funcionam nos hospitais de Castelo Branco, Covilhã, Figueira da Foz, Guarda e Lamego.
Albino Aroso explicou que as alterações prováveis na rede de prestação de assistência a grávidas, parturientes e recém-nascidos passarão pela «concentração de recursos técnicos e humanos», tendo em vista uma «maior qualidade», à semelhança de políticas que têm sido adoptadas noutros países da União Europeia.
O que este responsável se esqueceu de dizer é que Portugal é o país da Europa com menor número de médicos e enfermeiros, por cidadão.
E quem mais paga é, como sempre, quem mais longe está dos grandes centros.
Uma proposta para o Ministro da Saúde, para facilitar a vida aos médicos, ou seja, para "melhorar os cuidados de Saúde em Portugal": que tal convidar todos aqueles que necessitam de cuidados médicos a virem viver para Lisboa, ou para o Porto?
Resolvia de uma vez o problema dos Hospitais de província...
Acesa polémica está a envolver o concurso recente para o preenchimento de 2 lugares na Câmara Municipal de Seia, na área do Desporto.
Embora ninguém o assuma frontalmente (infelizmente uma das características de Seia) a verdade é que por cá poucos são os que acreditam que o concurso tivesse decorrido de forma imparcial. Tudo porque, em princípios de Janeiro, circularam na net mensagens que informavam dos vencedores antecipados do concurso. Ora tais mensagens mostraram ter sido absolutamente proféticas, já que o resultado final foi exactamente o previsto.
Se tudo pode não passar de uma grande coincidência (versão oficial), não é menos verdade que, estatisticamente, a probabilidade de se acertar no vencedor era de 2,5%, enquanto que a de se acertar no primeiro e no segundo, pela ordem exacta, era da ordem de 0.06% (similar à de acertar, à primeira tentativa, num número de entre 1560 diferentes). Ou seja: só mesmo uma gigantesca coincidência poderia fazer coincidir o seu conteúdo com a realidade verificada dos factos.
Era, portanto, indispensável que a Câmara explicasse exactamente o que se tinha passado, até porque concorreram licenciados dos mais variados pontos do País.
Embora nada a isso o obrigasse, o Presidente do Júri acedeu a transmitir-nos a sua conclusão que não podia ter sido mais simples: «tudo correu dentro da maior normalidade e a prova é que não houve uma única reclamação».
Instado a desenvolver algo mais sobre o assunto - para que este se pudesse tornar o mais transparente possível - confirmou que o «Presidente do Júri originalmente nomeado pediu escusa do cargo pelo facto de um familiar seu se constituir concorrente, o que é perfeitamente normal e até obrigatório em democracia», e acrescentou: «apresentaram-se a concurso cerca de 40 candidatos, embora oriundos de Seia fossem apenas 3 ou 4. Os concursos constaram de prova escrita e entrevista. À prova escrita todos os concorrentes, excepto um, obtiveram nota positiva. A cada um foi atribuída a sua classificação, evidentemente. Seguiu-se uma entrevista a que todos, excepto aquele, se submeteram e a classificação final foi determinada pelo o somatório destas 2 notas.
Sobre a publicação dos resultados, disse: «As classificações e respectiva lista graduada estiveram expostas durante o prazo estipulado e os candidatos foram individual e formalmente notificados, por carta registada, das respectivas conclusões».
Sobre eventuais recursos, esclareceu: «Correu o prazo previsto para reclamações e, no seu decurso, nenhuma deu entrada nos serviços competentes, pelo que as listas foram promulgadas e tornaram-se oficiais».
Questionado sobre a autoria dos concursos - outro aspecto muito focado nas mensagens - o presidente referiu que se tratou de «entidade exterior à Câmara, como sempre se faz em todos os concursos».
Sobre a espantosa coincidência entre o preconizado nas mensagens e o resultado que se veio a verificar, a versão oficial é essa mesmo: pura coincidência. Exemplificou que, em anterior concurso, funcionários que até já exerciam funções para as quais concorriam não conseguiram entrar para os quadros. Rematou, concluindo, que «muito se estranha que circulem por aí essas mensagens anónimas na net, quando, na prática, ninguém recorre das decisões tornadas publicas».
E mais não disse.
Nem era preciso.
Em frente ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Loriga o insólito aconteceu: uma mota acabou por ser totalmente consumida pelo fogo apesar das tentativas desesperadas dos bombeiros que não conseguiram fazer com que nenhum dos 5 extintores utilizados (5!) funcionasse. Revoltado, o proprietário agarrou num deles e atirou-o à ribeira. Foi muito mal feito. Os extintores dos bombeiros, mesmo que não funcionem, têm sempre um belo efeito decorativo. E se em vez dos extintores o dono tivesse atirado a mota ao rio? Aí sim: resolvia o problema...
São tantas as queixas sobre o caos do trânsito na Serra aos fins-de-semana, que "A Mosca" decidiu indagar o que se lá passa in-loco. Aí está o relatório à portuguesa:
Viagem Seia – Pistas de ski: 1 hora e meia. Média: 20 Kms/hora.
Possibilidade de paragem em qualquer ponto do percurso? Não.
Possibilidade de estacionamento no parque das pistas? Não.
Possibilidade de inversão de marcha? Não.
Regulação e vigilância do trânsito até às pistas? Não.
Possibilidade das ambulâncias ultrapassarem as filas de trânsito? Não.
Conclusão: O transito é caótico aos fins-de-semana na Serra? Não.
Depois da nossa última reportagem (Porta da Estrela) sobre a burla dos créditos muitas pessoas nos contactaram dando indicação de outros casos e de outros nomes tanto de lesados como de burlões. A todos agradecemos, explicando que, jornalisticamente, não seria possível continuarmos, para já, com o mesmo tema, uma vez que a história está contada e se trataria de mera repetição. Mas depois fizemos as contas e concluímos que, para além dos critérios jornalísticos, não podíamos mesmo tratar de todos os casos mencionados.
É que o Porta da Estrela, nessa semana, teria que vir dentro de um saco, como o Expresso...
Dois meses antes da data da publicação dos resultados do recente concurso para a CMS, e mesmo antes de realizada a prova, já havia quem soubesse quem seriam os dois vencedores. Mais: não conseguindo conter-se com a força dessa profecia, desatou o visionário a enviar emails a toda a gente, para que tudo ficasse registado e não houvesse, da fatalidade, qualquer dúvida. E não é que acertou?
Deixamos daqui um apelo ao Profeta para que nos envie, até sábado às 19:30h, o mais tardar, os 6 números da chave do totoloto.
Nas pistas os meios de apoio são estes.
Motas de neve com macas (infelizmente uma delas serviu), ambulâncias de Bombeiros e máquinas para tratamento da neve.
Por não conseguirem estacionamento no parque das pistas, muitos voltaram para trás, deixaram o carro mais abaixo à beira da estrada, e depois regressaram às pistas a pé...
A foto contem 3 faits divers que indicam claramente a falta de cuidado dos responsáveis pela organização do turismo na Serra - se é que há alguém com essas atribuições.
1 - WC ao natural. Apenas nas pistas de ski há WCs e assim mesmo exíguos aos fins-de-semana. Como também não há apoio turistico de qualquer espécie, nem parques no caminho, o resultado é este.
2 - Bombeiros. É o cabo dos trabalhos evacuar seja quem for das pistas ou da Torre. Se for um acidente grave, ou um mero ataque cardíaco, bem lá pode morrer a pessoa. Helicópteros não há. E carros, não andam. Como é que podem andar?
3 - Placas informativas a 10 metros da estrada. Com uns binóculos conseguem-se ler, já que o acesso, no inverno, é inexistente.
Uma pequena selecção de problemas de trânsito, para não desmoralizar quem pensa passar por cá.
No fim de contas o Domingo é capaz de não ser o melhor dia... Tentem o Sábado, que é bastante mais calmo.
De qualquer modo, o tempo de chegada às pistas de ski foi de exactamente uma hora e meia. Isto porque, devido a paragens prolongadas na estrada em que ninguém passa para lado nenhum, ós últimos 3 kilómetros demoraram mais do que os 30 anteriores.
É assim a vida... muito povo, muita falta de civismo e uma absoluta falta de policiamento levam a situações destas: as pessoas abandonam os carros a seu belo prazer à beira da estrada (não há parques ao longo da estrada, apenas saídas selvagens) e depois não passa um autocarro por outro.

Os portugueses (profissionais da farnelagem) não se esquecem desta sua actividade social preferida.
Cestos de vime, paninho para as mesas (que aqui não há) ei-los a dirigirem-se para o local seleccionado.
Um bom farnel, nesta altura, é o que de melhor se pode pedir.
Está na hora de almoço e por aqui não há restaurantes.
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Avista-se já a Torre, ao longe, no cimo do macico central.
Psicológicamente é bom, porque isto já está quase parado.
Estamos na grande recta antes da curva à direita e da subida que antecede as pistas de ski e a coisa não está fácil.
Minutos inteiros praticamente parados.
Saio cá fora para recolher umas imagens.
Não há frio nenhum.
O dia está agradabilíssimo.
8 graus é Primavera na Serra.
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O trânsito começa a compactar-se, são 11:30 h e vamos com 40 minutos de viagem, sem parar. Temos 25 kilómetros feitos à extraordinária média de 38 kms/hora. Nada mau até aqui. Se bem que se nota um decréscimo de velocidade nas últimas centenas de metros. A fila é contínua e temos que ir sempre em 2ª e por vezes em 1ª. Não que a estrada o obrigasse, mas porque os condutores, talvez apreciando a paisagem, deixam "morrer" demasiado os carros e depois não têm outra alternativa.
Os primeiros brincalhões páram os carros e vão para a neve. Alguns não os páram nos locais mais largos, na estrada, o que vai complicar muito as coisas a seguir...
Na subida para a Torre, do lado direito, as paisagens são, de vez em quando, imensas.
Enquanto o nosso horizonte visual não ultrapassa os 15 kilómetros ao nível do mar por causa da curvatura da Terra, na Serra facilmente ele se multiplica por 5.
Hoje, a visibilidade não era muito boa.
Mesmo assim vê-se perfeitamente Viseu e até Coimbra, sem grande esforço.
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À vista desarmada, claro.
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A Muralha imponente da Lagoa Comprida. Estamos abaixo do nível das águas cerca de 8 metros. Se esta muralha cedesse seria o maior cataclismo de Portugal desde 1755. Milhões de toneladas de água varreriam dezenas de povoações, e a vila de Loriga.
Deve ser por isso que é tão bela, a muralha...
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A coisa estava a correr demasiado bem, de modo que aquilo tinha que se começar a estragar-se a qualquer momento.
O pessoal lembra-se de virar para trás, quando menos se espera e nos sítios mais incríveis... e não está com meias medidas.
Claro que se formam de imediato filas, por cada turista arrependido.
O problema é que, até aqui, quase a chegar à Lagoa, o trânsito rolava bem (38 kms/h de média) e não havia necessidade...
Esteja gelado (ver aqui) ou não, o Covão é sempre uma coisa... Até aqui o trânsito não esteve mal, vamos ver daqui para diante. Entretanto, um "cheirinho" do Covão, uma das minhas paisagens preferidas na Serra.
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A partida foi exactamente às 10:48h. Equivale a uma saída do porto às 8:30 com uma paragem para tomar um cafézinho.
Não havia muito trânsito em Seia. Demorei 3 minutos a entrar na estrada da serra porque um cromo num BX decidiu esperar que acabassem os carros no mundo para se meter á estrada.
2 buzinadelas depois, o cromo lá arrancou e em vez de subir, virou á esquerda. Era um "senil" - senense imbecil. Fez estar uma bicha inteira à espera porque se tinha esquecido que estava ao volante, acho eu.
O ex-libriis de Seia é a Igreja do castelo.
Não está iluminada à noite.
Vamos ter que encetar aqui uma "guerra" para conseguirmos que a Câmara ponha luz naquilo.
Direcção: Sabugueiro. 11 kms sempre a subir com uma fila pela frente.
Passagem à fonte das 4 bicas às 10:53.
Estou a preparar-me para sair para a Torre e pistas de ski. Num dia de semana demoraria 30 minutos a chegar lá, desde Seia. Hoje, domingo, espero demorar o dobro.
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E talvez não. A hora de ponta para a subida já deve ter passado, de maneira que aí vou eu ver o que se passa... na minha terra. No final do dia farei uma crónica pormenorizada sobre o ponto de situação na Estrela.
Até lá.

António Cerqueira vai preso, por ter utilizado um carro da Câmara para ir caçar???
Fico mais descansado!
Cheguei a pensar que era por ter recebido milhões em luvas de algum empreiteiro.
As luvas ainda não são crime, graças a Deus.
Senão, qual seria o presidente que não iria de férias...
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Só a utilização indevida de uma viatura.
Justiça: és grande!
Começa a chover, começa a desgraça.
Ontem à noite e hoje de manhã faltou a água em Seia. Já estávamos a estranhar não haver, este ano, as costumeiras faltas de água provocadas pelos rebentamento dos canos mal dimensionados. Houve-a nas primeiras 3 chuvadas depois dos incêndios.
Não tem faltado, porque estamos com um inverno sem chuva e praticamente sem frio.
Ontem caíram umas pingas... e pronto. Já está.
Acresce a isto o facto de ter sido colocado em funcionamento o novo depósito de Sant'Ana. Parece que, com o súbito acréscimo de caudal, não há válvula de retenção cá em baixo que aguente.
Certo.
E ainda dizemos aos lisboetas que nós aqui é que temos qualidade de vida!
Mais um "estudo" dos empreiteiros:
75% dos portugueses têm casa própria. 25% têm mais do que uma casa.
É mentira. Quem as tem, de facto, são os bancos. Se me disserem que o povo, que ganha metade dos espanhóis, abdicou de ter uma vida com o mínimo de qualidade para se empenhar por toda a vida num apartamento no meio dum dormitório, a 2 horas do emprego e que, à 3ª falha, lhe é retirado e vendido a metade do preço em menos de um fósforo, ainda vá lá...
Em toda a europa "rica", nem metade dos habitantes se empenharam em casa própria. Sabem fazer contas e, para além da facilidade de mobilidade, decidiram que é uma autentica loucura aquilo que se paga pela manutenção (obrigatória) aos sistemas vitais de cada habitação. Para além da renda ao banco, estamos a falar em seguros e manutenção de outro tanto.
Embora, no fundo, as casas fiquem mais baratas lá fora, dado que a carga fiscal é metade da daqui e o poder de compra médio é o dobro - nos países nórdicos, o quintuplo - a verdade é que eles não vão em cantigas e preferem ter qualidade de vida e viver em casas arrendadas as quais podem entregar ao senhorio em qualquer momento, mudando para outra melhor ou mais próxima das escolas ou dos locais de trabalho.
Se assim é do que se queixam, permanentemente, os construtores portugueses?
Esclareço todas as dezenas de pessoas que me enviaram mensagens sobre o post «DesportoGate» que esse texto não foi banido do blog e muito menos o seria por pressão fosse de quem fosse.
Far-me-ão a Justiça de reconhecer que esse tipo de ingerências nunca seriam, por mim, sequer consentidas.
Ele continua preparadinho para a reentrada. Coloquei-o em modo draft (invisível) e será republicado logo que eu consiga uma reacção do responsável da CMS sobre o assunto, o que até agora não foi possível.
Para aqueles que não tiveram a possibilidade de ler, mas apenas ouviram comentários, a história é esta: Em Janeiro - antes da realização das provas - circularam na net mensagens que davam como certa a vitória no concurso para o preenchimento de 2 lugares na CMS na área do desporto às 2 pessoas que, efectivamente, vieram a vencer (pelos vistos, porque nem sequer essa confirmação me foi dada).
Ora, é evidente que isto está a levantar o escândalo do momento, principalmente porque a transparência do concurso foi, de imediato, alvo de muitas críticas, nomeadamente por ele não ter sido, sequer, publicitado num jornal local.
No entanto a denúncia mais grave que se ouve por aí, não a posso, de modo nenhum divulgar, e tem a ver com a autoria da prova. Posso adiantar é que, relativamente a esta, os queixosos apontam que dela constam perguntas «ridículas e cheias de picuinhices» que, no seu entender, «são perfeitamente irrelevantes para as funções a que se destina o cargo, e por isso só podem ter sido lá postas com uma segunda intenção».
E mais não digo sem ouvir os responsáveis.
Centenas de fotos de notáveis foram mostradas aos abusados da Casa Pia a fim de que eles pudessem apontar eventuais pedófilos.
Não está mal, não senhora.
Entre elas as de Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Portas, Ferro Rodrigues, Francisco Louçã, Mário Soares e Santana Lopes, e, no meio futebolístico, Eusébio e Simão Sabrosa; e, da religião, o cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.
Não se sabe porque é que não mostraram fotos de não-notáveis... e porque é que não aparece nenhuma foto de um magistrado, como - e muito bem - lembrou Narana Coissoró. Não há dúvida que o corporativismo instituído na Justiça continua a "proteger" os seus actores como se de Deuses se tratassem.
Sobre as pedo-fotos: Será que a PJ está convencida que só os notáveis (exceptuando os magistrados) é que gostam da brincadeira, ou será que já perceberam que dá mais visibilidade apanhar um notável do que 1000 anónimos?
Abílio Curto foi detido hoje às 16:00. O ex-autarca da Guarda, condenado em 1998 a seis anos de prisão por corrupção, está no Estabelecimento Prisional da Guarda e será transferido para a Covilhã.
Depois de ter recorrido para todo o lado, inclusivamente para o Tribunal Constitucional e em todas as Instâncias ter perdido, foi hoje finalmente detido o ex-autarca.
Pergunta-se o que terá levado Abílio Curto a não fugir, já que há meses sabia ter perdido todas as possibilidades de impugnação das várias sentenças.
Ainda há cidadãos que esperam, pacientemente, que a Justiça(?) se lembre de os mandar prender...

Queixava-se aqui um comentador que em Seia parece não haver coisas boas... Ora aí está uma.
Quem assitiu ao debate sobre o mega-negócio do gás natural, só tem uma coisa a fazer: fugir de casa o mais depressa possível porque ou morre por explosão ou por monóxido de carbono.
Afirmações de clientes do tipo: «Nenhuma das instalações inspeccionadas estava conforme», ou «em todas havia 200 e 300 vezes mais monóxido de carbono do que o admissível» ou «Não há um apartamento que não apresente fugas por todo o lado» e, finalmente, «não sabemos como é que não explode um prédio por dia» - dito por um inspector, puderam ser claramente ouvidas perante a descontracção dos responsáveis da Lisboa-Gás.
A minha eleita: «O que nos vale é que as construções em Portugal são tão mal feitas que entra o ar por todo o lado e isso dilui as fugas e o monóxido...».
Ora aí está um caso em que a incompetência e o "mete ao bolso" dos construtores faz bem à saúde...
Como reconheço que não é justo alimentar suspeitas sobre os procedimentos das pessoas antes de ouvir as suas explicações, opto por suspender, provisoriamente, este post.
Nele se relacionavam as coincidências entre o que se dizia em Janeiro que iria acontecer em termos de concursos para os quadros da CMS e o que, de facto, acabou por acontecer em Março.
Conto, ainda hoje, ter a versão oficial da CMS.
Podemos chamar-lhe um 2 em 1?
Duas calinadas de uma vez só, juntas e ao vivo?
Apreciemos 2 sinais espectaculares no centro de Seia:
O primeiro não existe. Foi inventado de propósito para nós. O triangulo tem o vértice para baixo (!) e indica que a estrada vai alargar (!!) em vez de estreitar.
O segundo obriga-nos a virar para ... a Estalagem (!!!), cortando o traço contínuo duplo.

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A camioneta e o carro não obedeceram ao sinal.

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O desrespeito de um sinal de sentido obrigatório dá apreensão de carta (codigo da Estrada).
Seia está melhor do que o seu melhor!

O jornal Porta da Estrela continua a ser o paladino da defesa dos interesses dos senenses e da sua região, e é cada vez mais procurado pelos cidadãos.
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No mesmo dia em que esta edição veio a público, esgotou na papelaria ABC, também porque o ponto de venda em frente, o café Tutti Frutti, se encontra fechado para obras.
Tem que ser reforçada a distribuição na Av. 1º de Maio.
Quando um jornal esgota em poucas horas... é muito bom sinal.
É a nossa resposta às queixas de déficit democrático do sr Presidente.

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Pagando-lhes o que eles quiserem para revelarem o local onde colocaram os engenhos, e depois convocar as televisões para comunicar que foi a Polícia que descobriu as bombas e capturou os criminosos, claro.
É a única forma de mais esta história real (em que ganham sempre os maus, embora não se saiba) poder ser contada ao povinho adormecido como se tivesse acabado em bem.
Fica tudo descansado. Até a polícia.
E até ao próximo telefonema "deles".
Não falha! É matemático.
Tal como eu previa ontem, o crime público aconteceu, de novo, em Seia.
Às 8 da noite, no estacionamento do Pingo Doce, mais dois carros assaltados e respectivo recheio furtado do seu interior. Carteiras, acima de tudo. Uma acabou por aparecer na Arrifana, hoje de manhã.
Eu bem avisei... era terça feira, ontem, e o carregamento estava a chegar... era preciso arranjar papel...
Não podem dizer quer eu não aviso publicamente... e ainda falta o que se vai passar esta noite, porque o "Recauchutagens" não anda por aqui a lume de palha...

Do amigo João Carreira recebo a prova de que o que se temia é, afinal, realidade.
Não se pode duvidar do Diário da República...
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Dezenas de cidadãos burlados estão na lista negra do Banco de Portugal, todos com o crédito cortado há anos, alguns deles já com bens penhorados, e apenas porque entregaram os seus documentos nas mãos erradas.
Segundo a Polícia Judiciária, trata-se de uma rede que opera a nível nacional. Segundo os lesados, apenas a “esperteza” de uma gerente de um stand que já nem sequer existe, na zona Industrial. A verdade parece estar no meio. Até porque para além deste stand há outros particulares, na nossa cidade, acusados da mesma prática.
Atendendo a que os casos que nos chegaram estão todos a aguardar os trâmites legais optamos por não publicitar os nomes dos lesados, embora só alguns o tenham solicitado.
O stand em causa tinha por denominação Sousa Car e estava situado em plena zona industrial no local onde hoje se encontra uma oficina de pneus. Convém dizê-lo claramente, para se evitarem confusões com outras empresas que têm nome similar e que, no decurso da nossa investigação, foram também referenciadas por confusão.
A burla
As operações foram todas realizadas basicamente do mesmo modo.
A gerente desse estabelecimento é acusada de usar os documentos que os clientes lhe entregavam para fazer simulação de crédito – Bilhete de Identidade, cartão de contribuinte e um comprovativo de morada (factura da água ou da electricidade) – para outros fins. Com eles, e falsificando as assinaturas, comprava bens variados, justava obras e até os usava para servirem de fiadores de outras operações de crédito.
Tudo isto sem os clientes saberem. E todos continuaram descansados até começarem a cair nas suas contas as prestações dos bens “por si adquiridos”. Nessa altura as pessoas dirigiram-se, naturalmente apreensivas, ao seu banco, que acabou por informá-las do que se estava a passar. Os lesados foram de imediato pedir satisfações a quem realizou as operações sem seu conhecimento, e aqui é que as coisas se complicam mais....
1 - Comprei um Subaru sem o saber
João Cabral (nome fictício) só deu conta que tinha um carro novo quando começou a receber multas por estacionamento indevido. Convicto que se tratava de um erro dirigiu-se à GNR que lhe confirmou o pior: aquele carro estava mesmo em seu nome. O pior é que faltava pagar o crédito que foi feito, sem ninguém disso ter conhecimento, para a sua compra. As prestações não estavam a ser pagas – e não o foram, obviamente – e agora este cidadão já teve ameaças de penhora dos bens, às quais teve que responder em Tribunal, provando que se tratava de um abuso do seu nome. De qualquer maneira está prejudicado em mais de 40 contos e continua com o nome na lista negra do Banco de Portugal, «não podendo ter acesso sequer a um desses plano de pagamentos sem juros na Moviflor». O julgamento não está marcado ainda e o caso arrasta-se há 3 anos.
2 – Fui fiadora de obras numa casa que não conheço
Elisabete Ferreira (nome fictício) deslocou-se ao Stand SousaCar para ver de um carro para a filha. Depois de se ter agradado de um informou a gerente que ia tratar do crédito, ao que esta respondeu que não era preciso. Eles tratavam de tudo. Elisabete deu-lhe os documentos pretendidos juntamente com a fotocópia de um cheque em branco. Passados uns dias a gerente informou-a que tinham que ir a Viseu, perto do Palácio do Gelo, tratar do resto da papelada. Ela assim fez, mas ao chegar ao local combinado foi recebida por uma outra senhora que «começou a dizer que faltavam uns papéis». Elisabete não gostou do que ouviu porque já tinha entregue tudo à gerente do stand e ao voltar a Seia desfez o negócio. Pediu os documentos de volta e foi informada que já tinham sido rasgados por lapso. Passado um ano começou a detectar descontos que estavam a ser feitos à sua conta bancária. Dirigiu-se ao seu banco e «ao princípio não me souberam dizer o que era, mas depois de uns dias lá me disseram». Tratava-se de um crédito, de que Elisabete constava como fiadora, de umas obras numa casa, por sinal pertença de familiares da gerente do Stand. Como as prestações não estavam a ser pagas, o banco foi sobre a conta da Elisabete, que, por se recusar a pagar, tem neste momento o nome na lista negra do Banco de Portugal. O caso está em Tribunal desde 99 e o julgamento ainda não tem data marcada.
3- Comprei móveis numa loja em Tábua sem nunca lá ter ido
Ana Maria (nome fictício) comprou um carro para a irmã no mesmo stand e qual não é o seu espanto quando recebe uma carta do Tribunal informando-a que lhe vão penhorar os bens, já que o crédito que tinha feito para pagar os móveis que tinha comprado em Tábua, não estava a ser pago. Deslocou-se a Tábua à referida casa comercial e falou com o gerente que lhe deu toda a razão, porque «nunca tinha visto a Ana Maria na vida», nem ela nunca estivera naquela loja, e hoje é inclusivamente sua testemunha no processo que entregou no Tribunal contra a gerente do Stand. A verdade é que isto se passou há 4 anos e, até hoje, Ana Maria está impossibilitada, como os lesados anteriores, de contrair qualquer empréstimo.
Muitos mais casos de burla existem e não só originados pelo referido Stand. Outros particulares que também faziam créditos avulso são já alvo de processos similares.
A Polícia Judiciária confirma tratar-se de uma rede nacional e que este processo tem mais de 600 páginas. Os lesados de Seia, no entanto, estão convictos que a maioria dos casos que conhecem se confinam ao stand SousaCar com ligações a um outro stand de Celorico – Stand Sacadura – cujo gerente (na época 98 e 99) se encontra em parte incerta.
É portanto aconselhável o uso de toda a cautela ao entregarem-se fotocópias de documentos para a mão de desconhecidos.
Nunca se sabe como poderão ser usados no futuro. Em todos os casos relatados, as pessoas estão lesadas em montantes variados, e vivem como cidadãos sem pleno direito (sem acesso a crédito bancário) e sem que disso tivessem tido culpa alguma. Presume-se que, da forma como as coisas andam na Justiça portuguesa, até tudo se resolver legalmente mais alguns anos passarão. Quem os indemnizará por este grande transtorno nas suas vidas? Quem pretendia comprar casa, carro ou qualquer outro bem recorrendo à banca e já está há anos impossibilitado de o fazer, vai esperar até quando?
Os mesmos cromos da história anterior (segundo versão oficial) acharam por bem roubar, à frente da funcionária, mais uma outra loja em Seia em plena luz do dia. Declarou a moça à SIC: «enquanto 2 homens se chegavam ao balcão a perguntar preços, as mulheres metiam a roupa toda que podiam debaixo das saias largas que traziam (!)». Estupefacta, a empregada telefonou a denunciar o furto de que estava a ser alvo «à sua frente». Não houve problema. Os 7 ciganos saíram calmamente pela porta da frente e foram apanhados ao cruzamento da Pulga (em Gouveia). Isto é o que se chama ser burro! Então, se lhes deram tempo para lá chegar, porque não sairam da estrada Seia-Gouveia? Nunca mais ninguém os via...
Na noite de Carnaval, e só num bloco de apartamentos em S.Romão, foram assaltadas 3 lojas. É claro que em Seia e em Gouveia também houve assaltos, mas S. Romão ganhou, nessa noite, o primeiro lugar com distinção no ranking das localidades assaltadas no concelho de Seia. Não é inédito, no entanto. Já em tempos foram assaltadas 2 lojas na 1º de Maio ao mesmo tempo. Será que os empresários dos assaltos estão a começar a optar pela produção em série, para rentabilizar os investimentos?
Um empresário de S. Romão foi seguido, casualmente, por um carro da GNR desde a sua residência até à empresa. Ao chegar aqui, estacionou com 2 rodas sobre o passeio. Os agentes interpelam-no imediatamente e de nada pareciam servir as explicações do empresário, até que este "se passou da cabeça" e gritou:
«- OK. Passem lá a porcaria da multa, e depois vêm comigo multar todos os carros dos ciganos, que estão totalmente em cima dos passeios, e pelos quais vocês passaram quando vinham atrás de mim! Se não, faço queixa de vocês, por perseguição».
Os agentes engoliram em seco e ... não houve multa para ninguém.
Estava o dono de um café a despachar serviço muito sossegadinho no seu local de trabalho, quando é alertado pelos clientes para o facto de lhe estarem a bater no carro.
Sai cá fora e, para seu espanto, verifica que um veículo estava a tentar estacionar num espaço em que obviamente não cabia e, portanto estava sistematicamente a chocar contra a sua viatura.
Palavra puxa palavra e o condutor chama a GNR (em Seia tudo é possível!) que não está com meias medidas: faz soprar o condutor e o peão... E como este (o peão) acusava mais do que 0,5 foi detido e transportado para o posto. Moral: Em Seia, até para se ter o carro parado na rua é preciso estar sóbrio...
«Retrocedemos 40 anos na Saúde» - diz o sindicato dos médicos, que acusa o ministro de «fazer da mentira política a sua norma» de actuação.
Isto é para levar a sério?
Porque é que o sindicato diz isto?
Será que retrocedemos mesmo na Saúde? Isto é extremamente preocupante, se o levarmos a sério.
Por outro lado ainda gostava de saber o que é uma mentira política.
Será diferente de uma verdade política?
E a melhor forma para o conseguirem era auto-extinguirem-se "de repentemente".
Era a única coisa que poderia devolver a credibilidade na democracia aos olhos dos cidadãos.
Os cidadãos a constituirem-se localmente em listas e fóruns de discussão - as verdadeiras plataformas democráticas.
E mandarem os partidos - as sociedades mafiosas de tráfico de influências - apanhar onde apanham as galinhas.
Isso é que era serviço...
«É terça feira... feira da ladra...»
Às nove da noite eram mais que muitos os janados à porta do Edifício Europa. Uma concentração tipo feira dos horrores.
De repente... zás! Desapareceu tudo.
Enquanto fui virar o carro para o estacionar melhor, não ficou lá nem um!
Limpeza Tide! - como diria a minha mãe.
E depois fiquei preocupado quando vi um marginal que só vejo 1 ou 2 dias antes de se darem grandes assaltos na cidade.
Dezenas de vezes detido, bem "amassado" naquelas caves da Guarda, segundo ele próprio, sempre se conseguiu safar alegando que só se metia em jantes e crimes ligeiros...
Já não o via há muito tempo, o «Recauchutagens»... vai faltar a água...
- «Tá tudo?
- Tudo servido? Tudo tratado? Então até à próxima e portem-se bem.
Se for preciso alguma coisa, já sabem... é só ligar que a gente dá cá um salto. Se não, tá-se!
OK! Xau, pessoal! Até sexta! Boas curtes!»
Já vai em meio milhão o número dos desempregados em Portugal, e continua a crescer ao ritmo de 6.000 por mês. 200 por dia.
Só professores são 30 mil! Se lhe somarmos mais 10.000 (!!!) que estão a exercer funções administrativas, temos 40.000 profissionais daquilo que mais precisamos - o ensino - a tratar de papelada ou parados e a fazer contas à vida.
Meio milhão!... Quem vai pagar os subsídios de desemprego a toda esta gente?
Abriu-se a caixa de Pandora, não há dúvida. Bush conseguiu dar cabo daquilo tudo.
Esperemos que pague pelo genocídio daquele povo.
Mais de 10.000 iraquianos já morreram ou para lá caminham desde que o War Lord decidiu apoderar-se do monstruoso lago de petróleo que jaz sob aquela terra.
E nem o petróleo lhes vai roubar, pelo menos tão cedo.
A Coreia continua a chamar a atenção do mundo afirmando que tem armas de destruição em massa e até nucleares (duvido).
O facto é que o Bush assobia para o lado e faz de contas que não ouve.
Corre-lhe mal a vida em termos políticos, mas ele lá continua bem disposto. De cada vez que me lembro que, horas depois da queda das torres, o bruto brincava, todo sorridente, com o caniche nos jardins da Casa Branca...
Longa vida a Bush, para que possa ver a imagem com que ficará na História.
Quer-se dizer: estamos a falar de um exército de 200 homens, que constituem a autoridade, profissionais de fazer cumprir a Lei e que estão formalmente acusados de corrupção envolvendo dinheiro, materiais de construção, combustíveis, álcool (!) e até favores sexuais.
Isto é o maior escândalo que me lembro acontecer em qualquer país da Europa civilizada, com as Forças da Ordem.
Bastante mais importante que a Casa Pia, não?
Pelo menos atendendo ao número de intervenientes e às características e responsabilidades da sua profissão.
Ah! Grande homem!
Quando um Homem é Homem a sério e mostra que não tem medo da rataria, não há nenhum hibrido que tenha a coragem de se lhe chegar...
A desculpa é a de que ele não era dirigente desportivo.
Interditaram o estádio, mas não conseguem interditar o homem... é incrível!
Miguel Sousa Tavares, entretanto, descasca na GNR.
Acusa-a de «compadrio com a autarquia». Notável! E continua: «E quanto ao nosso tristíssimo ministro da administração Interna, que não dá uma para a caixa...» estava inspirado o Miguel, hoje...


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Do amigo Pedro Marques recebi estas fotos, da autoria de Pedro Pinto, que mostram a Requalificação Arquitectónica a ter lugar no edifício mais carismático da velha Praça da República.
Um regalo para os olhos.
Um zoomzinho, para se apreciar melhor o recorte das varandas.
O nosso Presidente, Eduardo Brito, queixa-se da existencia de um déficit democrático na nossa cidade.
Tenho que lhe dar razão.
Em Seia vive-se como se vivia nas aldeias em plena longa noite fascista.
Nada se pode comentar, que parece mal.
Que podem ouvir... que irão dizer as pessoas?.
Posição nenhuma, a não ser a de cócoras é por aqui admitida, tida e cultivada.
Pois a mim não me convence nem me apetece tal postura curvilínea.
Prefiro enfrentar sozinho o ostracismo das «Forças Vivas» a ter que me encolher como os ratinhos mencionados uns textos atrás.
Nada tenho contra os bichinhos - não seja eu mal interpretado - mas a verdade é que há Criação mais simpática que os cinzentos e taciturnos roedores, os imperiais paladinos da sobrevivência a qualquer custo.
De tal forma que, horas antes do naufrágio, e em tresloucado pânico provocado pela subida do fluido, se atiram da amurada em grupo, numa esperança tola de sobrevivência.
Vissem eles mais além... fossem eles mais altos que a amurada, e por certo se refreariam nessa última corrida.
Mas não. São pequenos e baixos. De forma que todo o seu horizonte visual se preenche com as sobras do cordame e com os sapatos dos marinheiros.
O que falta em Seia é, provavelmente, o mesmo que falta aos roedores do porão: um pouco mais de estatura, um pouco mais de porte, um pouco mais de raciocínio.
Se os senenses conseguissem debater de forma construtiva os problemas que os afligem - e tantos que são! - provavelmente muito se pouparia em erros e naufrágios evitáveis.
É que tanto no Verão como no Inverno, Seia continua a ser a capital... do déficit democrático.
A Actuação da GNR em Seia será caso Único no Pais?
Porque infracções há-as em todo o lado e a toda a hora, mas se olharmos aos registos de transgressões sancionadas com multa, então é em Seia que se batem todos os recordes, pelos vistos.
«Em lugar de ajudar os condutores, a GNR multa-os a torto e a direito». As pessoas de Seia vêem na GNR um força muito mais repressiva do que construtiva, cuja acção fosse entendida em prol da comunidade...
Das 8 missões que a GNR publicamente assume (www.gnr.pt)apenas metade da terceira (a que se refere à regulação do trânsito) é levada a efeito em Seia e com «nítido excesso de zelo», a avaliar pelas queixas generalizadas da população.
Em lado nenhum se vê esta permanente “caça à multa” à saída dos bares e nos parquímetros da cidade. Um minuto (um) é suficiente para originar uma multa. Dezenas de condutores são obrigados a fazer o teste do álcool à noite e aos fins de semana nos locais mais incríveis – até em parques privados, curiosamente - alguns a escassos metros das residências dos condutores. O episódio caricato relatado n’ “a mosca” desta semana em que um cidadão apeado foi obrigado a soprar como se estivesse a conduzir, é disso gritante exemplo.
Menos se compreende quando os próprios elementos da Corporação também não são abstémios e frequentam, às vezes no mesmo dia e à mesma hora, os mesmos restaurantes e bares dos dos cidadãos que a seguir têm a coragem de interceptar. Conclusão: alguns militares têm sido convidados a soprar, também eles, pelos cidadãos que fiscalizam.
Todo o português tem dois olhos na cara e o senense não é mais lerdo que os demais.
É público que os habitantes das cidades vizinhas já deixaram de vir a Seia ao fim de semana à noite. Porquê? Porque estão fartos de ser “sacrificados” aqui, quando «isso não lhes acontece em mais lado nenhum», segundo se queixam.
Em compensação, os nossos jovens vão cada vez mais para Oliveira, Arganil e Viseu.
Estaremos à espera do próximo acidente mortal para pôr começar a debater este estado de coisas?
Aprendamos com Viseu: bastavam 2 brigadas colocadas à porta da Day After e do Hangar para se conseguirem, em cada fim-de-semana, centenas de cartas apreendidas. Porque não o fazem?
Por uma questão de inteligência e sensatez. Para além de não estar provado que o álcool seja responsável por mais do que meros 2% dos acidentes de viação, se o fizessem, estariam a liquidar a vida nocturna de Viseu, obrigando os jovens a ir para Coimbra à noite e a voltar de madrugada, com todo o risco que esse comportamento encerraria.
Em Seia não há essa visão. Quem quiser sair à noite ainda é obrigado a deslocar-se quilómetros, colocando em sério risco a sua vida e a dos acompanhantes. E mesmo assim, está sujeito a que lhe façam uma espera à entrada da cidade às 3 e às 4 da manhã.
Curiosamente à hora em que os assaltos e vandalismos acontecem e vão ficando, 99% deles, impunes.
Damos bem conta disso, porque de cada vez que a GNR consegue um sucesso, o nosso Capitão “salta” de imediato para as televisões numa lamentável falta de contenção que me recuso a comentar. Se fizesse o mesmo de cada vez que a GNR não descobre os criminosos, passava lá mais tempo que a Manuela Moura Guedes.
O que está primeiro? A patrulha às ruas onde há mais probabilidade de ocorrerem os assaltos ou o combate ao condutor alcoolizado, sem cinto e mal estacionado dentro da localidade... onde circula a 30 à hora?
Á GNR não cumpre ser mecânica e insensível. Cumpre-lhe zelar pelo bem estar dos cidadãos, que estão inseridos no seu meio ambiente, na sua terra e num conjunto de hábitos e normas sociais que não são diferentes dos das cidades vizinhas, e que não podem ser invertidas do dia para a noite.
Concluindo: A filosofia de “perseguição continuada ao condutor” que se verifica em Seia encerra em si mesma os seguintes erros estratégicos crassos:
1º - É socialmente injusta, na medida em que reprime de forma desproporcionada os seneneses e visitantes, comparavelmente ao que se passa no resto do país.
2º - Leva rapidamente a vida nocturna de Seia à ruína, desertificando a noite, e promovendo a cidade a um “pasto” ainda mais favorável aos roubos, assaltos e todo o tipo de criminalidade.
3º - Conduz indirectamente a acidentes de viação evitáveis, porque à força do êxodo nocturno de jovens para outras paragens, estatisticamente será uma questão de tempo até que aconteça – novamente – o pior.
4º - E, acima de tudo, provoca nos cidadãos um perigoso e crescente sentimento de revolta contra a Força que os devia proteger, mas que na prática (e na sua óptica), apenas os prejudica.
O Sr Presidente da Câmara, enquanto autoridade máxima no Concelho, deve olhar rapidamente para este «excesso de zelo», altamente lesivo dos interesses da Cidade, se não a quiser ver ainda mais desertificada dia após dia.
Que se continuem a patrulhar as ruas e com mais rigor ainda, mas não para se “martirizar” quem ajuda o nosso concelho. Que tal seja feito para se evitarem os assaltos que se dão às horas em que a GNR está ocupada com outras atribuições.
Por outro lado, repare o sr. presidente, que não vale a pena continuar a gastar milhares de contos por ano para se atraírem turistas à nossa cidade, se depois os recebemos com centenas de multas de estacionamento e apreensões de carta em catadupa.
Para o ano, por este andar, em vez da capital da neve, seremos a capital do deserto.
E já agora, aproveitando o ensejo, pergunte-lhe lá (como quem não quer a coisa), porque não se verifica o mesmo rigor em Gouveia, a sede do seu comando...
Cartoon de Paulo Coelho dos Santos (Riscus) segundo um guião meu.
Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade.
«Um assalto em Seia»

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Safa!

O meu avô materno era moleiro. Resolvia os problemas ao pau, especialmente com o copito. Não levava insultos para casa o Ti Zé Moleiro de Fagilde.
Fez-mo lembrar Avelino Ferreira Torres, o (ainda) Presidente de Marco de Canavezes. O meu velho e saudoso Professor Ferreira - mais um esquecido de Seia, a que deu tanta luz e a que tanto espicaçou a inteligência - dizia sem mêdo: «Um homem fala alto e mija direito!» logo seguido de «um homem refila sempre quando tem razão!».
Lembrou-mo também Avelino Ferreira Torres.
Num país que cultiva diariamente o mêdo de falar, que ensina às criancinhas que se devem reprimir nas suas opiniões e serem absolutamente medíocres «para não parecer mal»; que incute nos adolescentes que mais de metade das suas conversas correntes são tabús; e isto 30 (trinta!) anos depois dos capitães de Abril terem conquistado a Liberdade para o povo, é com o maior prazer, digo mesmo algum laivo de felicidade, que vejo um homem, a pretexto de uma coisa à qual eu nem sequer ligo - a bola - partir a loiça toda porque tinha razão, sem medo de nada nem de ninguém.
Onde é que há homens destes, neste momento, em Portugal?
Há mais de 100 anos que perdemos a valentia de outrora.
As últimas 3 gerações de portugueses pouquíssimos exemplos da antiga lusa coragem nos deixaram.
Quais três? Quatro ou cinco! Se até D. Carlos teve que ser morto à traição!
Longe vão os tempos em que um Homem era um Homem e «refilava sempre quando tinha razão...».
Hoje, mesmo que a tenha toda e que esteja a ser vítima das maiores injustiças, o português encolhe-se, qual rato de esgoto, com mêdo de represálias.
«Ah! Pátria Lusa Velha, de oitocentos anos!
Por cada Valente pares cem cobardes
e por cada Justo geras mil alarves?
Em que te tornaram os tempos insanos?»