abril 29, 2004

Como não deveria ser escrito o texto jornalístico

Atentemos no seguinte texto da LUSA.
Apesar de pequeno nele se podem encontrar os erros mais comuns praticados pelos escrevinhadores de jornalismo que pululam pelos gabinetes dos jornais.

Fátima Felgueiras acusada de 28 crimes pelo Ministério Público
O Ministério Público concluiu a acusação contra a presidente da Câmara de Felgueiras, Fátima Felgueiras, imputando- lhe 28 crimes, disse quinta-feira à agência Lusa fonte judicial.

Evitava-se a repetição Felgueiras. Devia omitir-se o nome da presidente porque seria referenciado logo a seguir.

Fátima Felgueiras (cá está outra vez) é acusada de 11 crimes de corrupção passiva para acto ilícito, cinco de participação económica em negócio, quatro de abuso de poder, três de prevaricação, três de peculato e dois de peculato de uso.

Primeiro são 11 (numeral) e depois são cinco, quatro, três e dois, por extenso. Porquê? Ninguém sabe.

O processo envolve 16 arguidos, entre os quais se contam os dois denunciantes do caso: Horácio Costa e Joaquim Freitas.

Outra vez: 16 e dois

Envolve ainda, além de Fátima Felgueiras, Júlio Faria, ex- presidente da Câmara, Vítor Borges, presidente do conselho da administração da Resin - Resíduos Industriais SA, Carlos Marinho, director financeiro da mesma empresa, Barbieri Cardoso, director de departamento da Câmara de Felgueiras e Gabriel Ferreira de Almeida, quadro da RESIN.

Pensávamos que tinha terminado a lista dos arguidos.
Qual quê!

Os restantes arguidos são: António Pereira Carvalho, presidente em exercício da Câmara, António Bragança da Cunha, professor, Anastácio Macedo, Guilherme Almeida, Joaquim Pinto, José Manuel Silva, Carlos Teixeira e Maria Augusta Neves, estes últimos todos industriais.

Estes últimos todos...? Não há nada como o bom gosto.

Agência LUSA

Publicado por JoaoTilly em abril 29, 2004 04:47 PM
Comentários

"...estes últimos todos industriais..." não significa que são os últimos todos, mas sim que são todos industriais. E não parcialmente industriais.

Afixado por: Miguel Krippahl em abril 30, 2004 09:38 AM

Bastava dizer: estes últimos, industriais. Não precisava usar o reforço todos.
E o quereria dizer parcialmente industriais?
Ou são industriais, ou não. Não podem ser industriais da cintura para cima. Se alguns não o fossem, deveria ter feito claramente essa distinção. Fulano, industrial; Cicrano canalizador.

Afixado por: João Tilly em abril 30, 2004 10:19 AM

Ou então industriais em part-time ;-)

Afixado por: Jazzy em abril 30, 2004 10:29 AM

Krippahl ....... Krippahl !!!!!!!!

deve ser chato ter um nome desses em Portugal

a ultima vez que vi um gajo com um nome destes foi como ARGUIDO no processo CASA PIA !

não é da familia , pois não ?????

é que o outro é alemão e paneleiro !

Afixado por: Zé do IP's em abril 30, 2004 02:14 PM

Mais uma vez tenho que vir discordar vivamente do Zé dos IP's, um cliente habitual e irreverente - e por isso lhe agradeço - mas que amiúde, na minha humilde opinião, confunde os soldados com as armas.
Herman José é, simplesmente, o maior criador de humor nascido e trabalhando em Portugal, de todos os tempos. Incluindo Vasco santana e António Silva.
É o ídolo de Agildo Ribeiro e de John Cleese e não preciso de dizer mais nada.

As preferências sexuais, ou quaisquer outras, são dele. Pedófilo, não acredito.
Não partilho de algumas delas.
Mas adorava ter o seu talento, para depois poder ter o seu nível de vida.
Também eu sou fã de Ibiza e de Barcelona, que visito anualmente.
Sou, portanto, um porco fascista para os comunistas e um marreco da criadagem de esquerda, para os CDSs.
E que bem me sinto assim.

Afixado por: João Tilly em abril 30, 2004 08:31 PM

Por acaso até sou da família.
O que deve ser mesmo chato é ter vergonha do seu próprio nome ( e do de família), ao ponto de se esconder atrás de um qualquer pseudónimo cobarde...
Não achas, ó Zé dos IP's?

Afixado por: Miguel Krippahl em maio 4, 2004 09:48 AM

Só é parvo quem vê os programas dele...
Não se aprende nada... (SEM SER PALAVRÕES, CLARO - OU ENTÃO DAR PEIDOS)

PODE SER UM PIANISTA RAZOAVÉL
PODE SER UM BAIXISTA RAZOAVÉLMENTE MELHOR
PODE SER UM CANTOR RAZOAVÉL.
MAS SEM DÚVIDA MELHOR COZINHEIRO QUE APRESENTADOR


Mas as coisas (piadas) que mais gosto de lhe ouvir são escritas por um nucleo duro de 5 elementos, que quando deixarem de escrever para ele não vai passar daquilo que era quando começou e que do qual ele já admitiu publicamente, não valia nada e era em absoluto redundante para a televisão portuguesa.

Dái a minha opinião em relação a esse apresentador que o Sr. jony diz que é o melhor apresentador português, só teve sucesso quando alguém passou a escrever aquilo que ele lê no teleponto. Não se deixe iludir pelos backgrounds.

PS. Não o misture com os nomes que misturou porque água e azeite não ligam.

Afixado por: murcaoestaaly em maio 11, 2004 01:03 PM

Como aluno do curso de Jornalismo (sim, convém lembrar que é um curso) vejo-me no dever de corrigir o Exmo Sr. João Tilly, autor deste comentário.
Com conhecimento de causa, posso garantir, que a agência Lusa não é uma produtora de noticias conforme o público as conhece. A sua função, sim, é a de ser fonte de informação para os jornais e outros órgaos de comunicação. Não é, nem nunca foi, sua função criar textos jornalisticos, mas sim somente proporcionar informação em bruto. Vejamos este exemplo: imagine-se numa conferencia de imprensa, onde não não há press releases, e onde tem máxima urgência em despachar a noticia. Como deve imaginar, é impossivel estar a escrever um texto "noticiável". Daí a escrita livre e algo descuidada das agencias noticiosas, não pense que seja falta de profissionalismo.
Sem mais me despeço, atenciosamente

Luis Monteiro

Afixado por: Luis Monteiro em maio 11, 2004 11:26 PM

Como aluno do curso de Jornalismo (sim, convém lembrar que é um curso) vejo-me no dever de corrigir o Exmo Sr. João Tilly, autor deste comentário.
Com conhecimento de causa, posso garantir, que a agência Lusa não é uma produtora de noticias conforme o público as conhece. A sua função, sim, é a de ser fonte de informação para os jornais e outros órgaos de comunicação. Não é, nem nunca foi, sua função criar textos jornalisticos, mas sim somente proporcionar informação em bruto. Vejamos este exemplo: imagine-se numa conferencia de imprensa, onde não não há press releases, e onde tem máxima urgência em despachar a noticia. Como deve imaginar, é impossivel estar a escrever um texto "noticiável". Daí a escrita livre e algo descuidada das agencias noticiosas, não pense que seja falta de profissionalismo.
Sem mais me despeço, atenciosamente

Luis Monteiro

Afixado por: Luis Monteiro em maio 11, 2004 11:26 PM

O Génio só é reconhecível pela Inteligência.
O medíocre nunca será capaz de o reconhecer. Por isso nunca o murcão valorizará Herman a quem apelida de «apresentador» (coitado!).

O amigo aprendiz de jornalista também não esteve melhor.
Quem coloca estas 2 vírgulas na frase:
Com conhecimento de causa, posso garantir, que a agência Lusa...
está fotografado. Não precisa de dizer mais nada.
É um verdadeiro "jornalista" à moda tuga-analfa... tal como os da televisão.

Afixado por: João Tilly em maio 12, 2004 12:44 AM

Corrigindo João Tilly:

"E que bem me sinto assim. (!)"

"Fulano, industrial; Cicrano (,) canalizador."

"Mais uma vez (,) tenho que (VIR) discordar vivamente do Zé dos IP's, um cliente habitual e irreverente - e por isso lhe agradeço - mas que amiúde, na minha humilde opinião, confunde os soldados com as armas."

"Herman José é, simplesmente, o maior criador de humor nascido e trabalhando em Portugal, de todos os tempos. Incluindo Vasco santana e António Silva." - Falta de novo "na minha humilde opinião"...

Amigo, só erra quem faz. A sua atitude é semelhante à do quarentão que, com o rabo sentado na poltrona e os olhos numa partida de futebol, repete efusivamente "se fosse eu não falhava este passo; se fosse eu a bola tinha entrado ..." . Eu também já o "fotografei". Numa última correção, gostaria de saber o porquê da não utilização de reticências no termo "fotografado" e o seu uso na palavra "jornalista". Uma vez que em ambos os casos foram utilisados recursos de estilo, o procedimento teria de ser o mesmo.

Afixado por: Tiago em maio 22, 2004 06:22 PM

Corrigindo Tiago: Não se escreve "utilisados", mas sim "utilizados" ... Burro!! ;) .

Afixado por: Tiago em maio 22, 2004 06:28 PM

Para começo de conversa estar a tratar-me por "caro amigo" só revela da sua parte cinismo e insegurança quanto ao assunto comentado.
Sou com todo o gosto um "aprendiz de Jornalismo", longe de mim pretender ser Jornalista, na fase do curso em que me encontro.
Não lhe reconheço qualquer qualificação nem académica nem profissional para fazer criticas jornalisticas, como já vem sendo seu hábito.
O Jornalismo enquanto ciência, não é de todo amadorismo, para pessoas cuja formação de base nada está relacionada com esta carreira.
A profissão que "exerce" que não posso designar por professor, uma vez qye só de vez em quando se lembra de a praticar, não pode, de modo algum, ser dignificada tal como referiu noutra "noticia", por pessoas que deveriam ser educadores, incentivadores e não por auto-intitulados jornalistas e presunçosos professores.
Agrada-me constatar que não foi capaz de argumentar de forma precisa as criticas que lhe foram feitas, o que vem comprovar ou a sua incapacidade de resposta ou de compreensão. A sua única preocupação foi a correcção linguistica.
Sem mais me despeço, atenciosamente
Luis Monteiro

Afixado por: Luis Monteiro em maio 22, 2004 07:36 PM

A profissão que "exerce" que não posso designar por professor, uma vez qye só de vez em quando se lembra de a praticar
Isto pretende ser uma ofensa.
É apenas uma mentira. Os meus números são públicos. 80% de sucesso a matemática todos os anos fazem inveja e frustração a muita gente, eu sei.
Vamos ao que interessa:
O jovem Tiago continua um tuga analfa - continua a colocar vírgulas entre o sujeito e o predicado - um erro de palmatória.
Não sabe escrever, portanto. Mas nisso não é diferente dos seus colegas.
Corrijo só a calinada: o jornalismo NÃO É nenhuma ciência. Nem sequer uma para-ciência, como a estatística ou a psicologia, porque nem sequer utiliza o método científico, a não ser, eventualmente, o jornalismo de investigação. Ninguem lhe disse isso?

Afixado por: João Tilly em maio 22, 2004 08:52 PM

Antes de fazer críticas aos "escrevinhadores de jornalismo" da Lusa, tente informar-se sobre algumas regras básicas de jornalismo de agência.

1. A repetição do nome Felgueiras soa mal, mas em agência a regra é a de identificar sempre o melhor possível a pessoa em causa, pelo que o nome era imprescindível no primeiro parágrafo.

2. Penso ser perfeitamente perceptível que 11 e 16 aparecem assim por serem superiores a 10, enquanto cinco, quatro, três e dois surgem por extenso em virtude de serem inferiores a 10.

3. A lista de arguidos era extensa demais para ficar num só parágrafo, daí a separação em dois. Caso não saiba, o jornalismo de agência é caracterizado pelos parágrafos curtos.

4. É verdade que "estes últimos todos" não soa bem, mas pelo menos é coerente com a fórmula que estava a ser usada: nome do arguido seguido da profissão.
Se a peça fosse de minha autoria, teria optado por algo como: "(...) António Bragança da Cunha, professor, e os industriais Anastácio Macedo, Guilherme Almeida, Joaquim Pinto, José Manuel Silva, Carlos Teixeira e Maria Augusta Neves."

Afixado por: Luís Humberto Teixeira em junho 18, 2004 11:21 AM