Do Hospital de Seia, enviam-no para o de Coimbra com suspeitas de pneumonia ou enfarte de miocárdio.
Do Hospital de Coimbra devolvem-no para o de Seia muito pior de saúde do que lá chegou e sem nenhuma razão aparente. Os sintomas tinham-se agravado sobremaneira, entretanto.
Do Hospital de Seia enviam-no para o da Guarda porque cá não há Pneumologia
Do Hospital da Guarda enviam-no novamente para o de Coimbra, sem sequer entrar na Pneumologia e sem conhecimento dos familiares.
Do Hospital de Coimbra enviam-no... para a morgue.
E tudo isto sem um único tratamento, a não ser... soro!
Fica aqui o relato dos últimos 5 dias de vida do meu Pai que, acredito, possam servir a alguém que passe pelo mesmo.
Quanto mais não seja para evitar que o Serviço Nacional de Saúde mate por absoluta negligência um seu ente querido, tal como fez com o meu.

Sexta - feira, 19 (dia do Pai) - o meu pai sente-se subitamente mal com problemas intestinais.
Nada que justificasse uma ida ao hospital, pensou ele.
E foi para a cama mais cedo.
Sábado, 20 de Março - O meu irmão leva o meu pai e a minha mãe ao Hospital de Seia, já que entretanto tinham-lhe surgido umas dores gástricas a nível do esófago.
Cada vez que engolia eram dores insuportáveis que mal o deixavam respirar.
Foi medicado e fui buscá-los ao Hospital de Seia por volta das 7 da tarde. Entrou no carro pelo seu pé.
Fomos à Farmácia aviar a receita e levei-os a casa.
A noite passou-a mal.
As dores não desapareciam e agora surgia a dúvida se não seria também uma infecção na traqueia, já que até a inspiração do ar lhe causava pena.
Decidiu não ir novamente ao Hospital porque a medicação «ainda não teria tempo de começar a fazer efeito».
Combinou-se que iria no dia seguinte, segunda-feira, se não melhorasse entretanto.
O certo é que nessa mesma noite, por volta das 00:30h teve que se chamar uma ambulância, porque o meu pai já não podia com dores.
No Hospital ficou a soro.
Fez análises de manhã, em que lhe diagnosticaram vestígios de enfarte de miocárdio e uma pneumonia.
Enviaram-no para os Hospitais da Universidade de Coimbra - a única coisa que foi bem feita em todo este processo.
Esse favor devemos à Dra Margarida Ascensão e aqui lhe deixo os meus (e os dele, que muito insistiu em vida para que lhos desse) profundos agradecimentos.
Segunda-feira, 22 - O meu pai chega a Coimbra cerca do meio dia. Eu, que só tomo conhecimento dessa transferência e do seu preocupante diagnóstico por volta dessa hora, sigo de imediato para lá com a minha mãe.
Estivemos nas Urgências desde as 14:30h repetidamente perguntando pelo seu estado de saúde até às 17:00h.
Primeiro disseram-nos "que estava bem disposto" mas em observação.
Que perguntássemos passadas 2 horas, outra vez. O que fizemos.
Aí, a informação já foi outra: que o seu estado era muito preocupante e apresentava um quadro grave de provável pneumonia ou enfarte de miocárdio, o que já sabíamos desde Seia.
Que ia ficar internado de certeza. Claro que já o suspeitávamos, dado o diagnóstico de Seia.
Perguntámos se era preciso ir buscar a roupa que estava no carro e a enfermeira disse que não.
Que «ele não se podia levantar», que estava «prostrado» e que «não acreditava que pudesse levantar-se nem sequer para ir á casa de banho.»
Fiquei preocupadíssimo e pedi para mo deixarem ver nem que fossem só 5 minutos.
Que não, «nas Urgências não se podem ver doentes».
Mas após a minha insistência e quando lhe dissemos que «somos de Seia - a 100 Kms de distância - e que assim sendo iríamos embora, porque não estavamos ali a fazer nada», lá condescendou a deixar-me ir «dar-lhe uma palavrinha de não mais que 5 minutos e sair de imediato».
Assim fiz.
Entrei e depois de mais um tempo de espera, lá encontro o meu pai deitado numa maca num corredor, ao pé de tantos outros.
A receber soro. Como em Seia.
Ficou radiante por me ver e disse-me logo:
« - João: isto aqui é um matadouro!»
«Ninguém quer saber dos doentes. Olha que estou há horas a pedir uma pinga de água para molhar os lábios e ainda não ma deram. Já não sinto os lábios nem a boca de ressequidos que estão.»
Dirigi-me a um auxiliar que foi muito amável (tive sorte) e me arranjou um copo de água "choca", segundo o meu pai.
Assim que a bebeu, rejeitou-a logo. Não conseguia manter nada no estômago. Nem sequer água pura.
Enquanto era acometido dos vómitos chamei por um médico ou alguém num grupo de 7 ou 8 pessoas entre médicos e enfermeiros que estavam a cerca de 6 metros em amena cavaqueira e de costas para nós.
Um deles virou-se, viu o meu pai aflito e perguntou:
- Está a vomitar?
Respondi: está sim. Está aflito. Não podem ajudar?
«Está bem» disse e voltou novamente as costas, continuando a conversa com os colegas.
Eu nem queria acreditar naquilo!
Mas como entretanto ele ficou melhor, parando com os vómitos, controlei-me e decidi chamar um outro médico para lhe dizer que o doente já não comia nada desde sexta-feira (há 4 dias) e que devia ter algum problema gástrico.
Transmiti isso a um médico jovem que entretanto se aproximou da maca.
Disse-me que o meu pai ia ser visto, mais tarde, por um especialista que devia estar a chegar.
Passadas 3 horas apareceu um médico ainda mais jovem que lhe perguntou o que tinha.
O meu pai começou a explicar tudo, com grande esforço, porque já mal conseguia falar, mas o médico interrompeu-o passados 10 segundos de explicações e, olhando apenas para os papéis que tinha nas mãos, lhe disse, no tom mais seco que já ouvi a alguém:
- olhe, isto é assim: Eu devia fazer-lhe uma endoscopia, mas como o sr tem aqui suspeitas de enfarte de miocárdio não lha posso fazer. Virou as costas e foi-se embora.
Fiquei a olhar para o meu pai e ele para mim, atónitos.
E agora?
Ao que o primeiro médico jovem me respondeu que «em princípio iam mandá-lo de volta para Seia».
«- Mas sem poder comer nada? perguntei.
Então não vêem o que é que ele tem, que o impede de engolir nem que seja uma gota de água»?
Não obtive resposta.
O médico encolheu os ombros e foi-se embora.
Passado mais uma hora, uma profissional de bata larga, aberta e esvoaçante de cor verde (não sei se seria médica) jovem e divertidíssima, que esteve sempre a rir-se e às gargalhadas com os colegas, dirigiu-se ao telefone e perguntou se havia alguma ambulância para Seia.
Eram 19 horas. Não sei o que lhe responderam, mas ela, gargalhando sempre, gritou:
- Que sorte! E depois de mais de cerca de 5 minutos de conversa de circunstância sobre saídas à noite e marcações de jantares com a pessoa do outro lado, desligou o telefone, sempre a rir.
Estava visivelmente satisfeita.
Ainda bem, - pensei eu. É sinal que as coisas lhe estão a correr bem.
Passou-se uma hora.
Eu perguntei de novo a um médico que passava se iam mesmo enviá-lo para Seia, porque o meu pai já tinha muita dificuldade em respirar e dizia que lhe doía tudo.
Disse-me para esperar.
Às 20 horas e 15 minutos, a médica das gargalhadas, sempre sorrindo, telefonou outra vez.
«Ainda está aí a ambulância para Seia»?
Ficou mais séria. Percebeu-se nitidamente que já não.
- Mas eu tinha-a pedido... balbuciou, agora sem rir.
Acabou a conversa e escreveu num papel aos pés da maca do meu pai:
«Transporte para Hospital de Seia pedido às 20 horas».
Continuei à espera, ao pé dele, e cerca das 21 horas comecei a passar-me da cabeça e tirei várias fotografias, com o telemóvel, ao papel e ao estado em que o meu pai estava.
Praticamente já não falava.
Aproxima-se de mim um médico e convida-me a sair, «para evitar confusão». Não havia qualquer confusão.
Em toda a tarde do dia 22 não tinha entrado nenhum doente em estado grave, pelo que o mais grave seria mesmo o meu pai.
Mas acatei a ordem e saí, informando que ficava à espera do doente nas urgências.
Mal tinha chegado lá fora ouço chamar ao microfone «os acompanhantes de João Tilly dos Santos».
Voltei para dentro a correr.
Ao chegar lá, novamente, aproxima-se de mim um médico que se identificou como sendo o chefe da equipa e me disse que «lhe tinham dito que eu andara a tirar fotografias ao banco, o que era muito desagradável.»
Eu respondi que tirei fotografias ao meu pai, apenas, e mostrei uma delas.
Perguntei se o meu pai sempre ia para Seia ao que ele respondeu que não sabia (!), e perguntou-me a mim se o cardiologista lhe tinha dado alta (!!!).
Fiquei embasbacado e respondi que não sabia mas que «era o que estavam a dizer (a médica das gargalhadas ao telefone)».
Disse, então, que devia ir para Seia, devia, mas nitidamente sem saber do que estava a falar (por não conhecer absolutamente nada do quadro clínico do doente).
Vim-me embora e fiquei à espera dele, cá fora.
Isto eram 21:10h.
Para abreviar a história, informo que a ambulância partiu do Hospital com o meu pai dentro às 01:10h da manhã.
E o mais grave é que a ambulância que o trouxe, estava estacionada à porta do Hospital há, pelo menos, 4 horas.
Seguimos a ambulância até Seia, onde chegámos cerca das 2:15h da manhã.
O meu pai estava no pior estado em que o vi na minha vida e apenas arranjou força para me dizer: «foi a pior viagem da minha vida. Não aguento outra».
Mal sabia ele que iria ainda fazer mais duas.
Entrou para dentro do hospital de Seia e duas enfermeiras disseram à minha mãe que o não podia acompanhar a partir daí e que tinha que se ir embora.
Fomos.
Estávamos arrasados fisica e psicológicamente (como estaria o meu pai...)

Terça- feira, 23 de Março
O meu pai é enviado para a Guarda às 5 da tarde com o pretexto de Seia não ter Pneumologia.
Lá foi.
Eu ainda me meti no carro para o acompanhar, mas como a minha mãe foi com ele na ambulância, combinei com a minha filha ir vê-lo na tarde do dia seguinte - quarta-feira, que eu tinha a tarde livre, escusava de faltar às aulas. Ela concordou.
Mal sabíamos nós que não mais o veríamos vivo.
À saída, o meu pai ainda teve a lucidez de se despedir (definitivamente) dela e da mãe, dizendo claramente: «para a Guarda não quero ir, porque eu vou morrer lá.»
Quarta-feira 2 de Março.
Estive desde as 9 da manhã ininterruptamente (de 5 em 5 minutos) a tentar ligar para o hospital da Guarda.
Primeiro para a Pneumologia - consegui ligação às 10:30h da manhã e de lá disseram-me que ainda não tinha dado entrada.
Devia estar ainda nas urgências.
Liguei para o geral. Informaram-me que não podiam ligar para as Urgências, que tentasse as Relações Públicas.
Consegui ligação às 11:45h sensivelmente.
Informei que tinha estado toda a a manhã a tentar ligar e que por favor me desse a informação pretendida agora que tinha conseguido, para não me voltar a acontecer o mesmo.
Respondeu-me uma senhora muito simpática a dizer que ia ver, e que depois me ligava sem falta nenhuma, para o que lhe dei o meu número, agradecendo muito o obséquio.
Não mais me ligou.
Às 12:30h, hora a que saí das aulas, tinha à minha espera a minha filha e a mãe, que me deram a pior notícia do mundo.
Tal com o ele tinha previsto, tinha efectivamente morrido... mas em Coimbra!?
Meti-me no carro como um autómato e saí para Coimbra e durante a viagem, em telefonemas múltiplos tentei perceber o que se tinha passado.
Só em Coimbra, em conversa com a médica (brasileira) que lhe prestou a última assistência, percebi.
Tinham-no enviado do hospital da Guarda para o hospital de Coimbra, onde chegou cerca das 3 da manhã. Sem passarem cartão aos familiares.
A médica não soube explicar o que ele tinha, porque não descobriu qualquer relatório médico na recepção e apenas me disse que quando ela entrou, às 10 horas, recebeu o doente vindo da cirurgia (!), mas onde nada lhe tinha sido feito (!!).
Estava já em estado crítico e às 10:30h teve a primeira paragem cardíaca.
Foi reanimado 3 vezes, até que o coração deixou de bater às 11 horas.
Causa da morte: DESCONHECIDA.
Portanto:
Não se sabe porque foi enviado para Coimbra de madrtugada sem o conhecimento dos familiares.
Não se sabe o que lhe fizeram na Guarda - presume-se que nada pois nem chegou a entrar na especialidade para a qual foi enviado.
Não se sabe o que lhe fizeram em Coimbra até às 10 da manhã - durante as horas em que supostamente terá estado na cirurgia. Presume-se que nada, tal como durante todo o dia 22, pois nada consta do seu relatório médico.
Sendo certo que não existem relatórios de medidas tomadas em nenhuma circunstância em Coimbra até às 10 da manhã, sou forçado a concluir que subsiste durante 3 dias seguidos negligência grave, a somar à negligência dos transportes sucessivos a que foi submetido um doente em estado de debilidade extrema.
É claro que não é o soro que cura um doente que vem diagnosticado com possibilidade de pneumonia - à qual não foi tratado - ou enfarte de miocárdio - ao qual também não foi tratado.
Nada lhe fizeram. A não ser deixá-lo entendido numa maca num corredor dos HUC a definhar visivelmente.
E a mim, questionarem-me por ter tirado fotografias.
Se usassem a mesma diligência para tratar os doentes, o meu pai estaria vivo.
Na participação que fizemos no DIAP eu e o meu irmão "exigimos" a realização da autópsia, corroborando o pedido da médica que ficou extremamente chocada quando lhe dissemos que o doente tinha saído dali, daquele mesmo serviço, meras 27 horas antes.
Não sabia! Não tinha qualquer registo nesse sentido!
E que, depois disso, o doente já tinha feito mais de 320 quilómetros e corrido mais 2 hospitais até chegar novamente ao ponto de partida, numa dança macabra entre hospitais que terá ajudado bastante ao trágico desfecho.
O Ministério Público acedeu e a autópsia foi realizada no dia 25 às 11 da manhã.
Aguardam-se as conclusões para se saber aquilo que nenhum médico quis saber, pelo menos em Coimbra: De que padecia aquele doente?
Assim se acaba uma vida, inglória e desnecessáriamente, por um acumular de negligências, quando bastava um pouco de cuidado de apenas um médico ou enfermeiro para que tivessem tido o bom senso de não enviarem o doente, naquele estado, muito mais debilitado do que entrou, com dores muito mais agravadas e sem poder ingerir nem sequer uma gota de água, de volta para Seia.
Por muito que paguem esta negligência, nada fará ressuscitar o meu pai.
Escrevo o que aconteceu para alertar quem ler esta triste história para o estado a que chegaram os Hospitais em Portugal.
Para terminar, o pior: toda a gente conhecida que eu lá tinha, no Hospital, me perguntou: mas porque é que tu não me deste um toque? Eu acompanhava o teu pai e a coisa de certeza que não acabava assim...
Isto é que dói.
Descobrir que a medicina, no Serviço Nacional de Saúde, só funciona minimamente quando há "conhecimentos" e "amizades" entre o corpo clínico.
Estou chocado com o que li! Como é isto possível? Então onde estão as melhorias que o ministro Luis Filipe Pereira não se cansa de relatar? É para isto que pagamos impostos?
Não há palavras!
Nem palavras tenho.
Um abraço.
Caro João,daqui lhe envio uma palavra solidária,neste seu momento dor.Acho que ao partilhar com outros o que se passou consigo a sua família e o seu Pai ,um acto com muita dignidade.Coragem caro João,siga em frente.
Afixado por: re21 em março 26, 2004 09:53 PMCaro engº os meus sinceros pésames, nesta hora dificil. Também estou chocado como o seu pai foi tratado nos últimos dias da sua vida. Para estes profissionais de saúde , parece que a vida Humana não tem valor...São estes os médicos com médias de 19 e 20 Valores??? Não haverá estudantes candidados a medicina com notas inferiores, que concerteza teriam mais vocação e seriam concerteza melhores profissionais, mais humanos e mais dedicados. Também já observei alegres cavaqueiras entre médicos no Hospital Garcia de Orta - Almada, enquanto os doentes ficamn esquecidos nos corredores das urgências.
Lamentável a todos os títulos este procedimento mas infelizmente foi mais um para juntar à vasta lista de casos semelhantes. Valerá a pena questionarmo-nos comparativamente com outros países estrangeiros se se justificará gastarmos
milhões de euros anualmente por uma tão má qualidade de saúde prestada aos utentes do SNS.
Meu amigo, neste momento crucial, apenas lhe pretendo demonstrar , a minha solidariedade.
Para todos, quantos, aqui venham, fica o exemplo da impotência do João e familiares, face à incúria de um serviço, que se pretenderá para todos, mas que teimosamente, serve apenas alguns.
Em expecial para os amigos deste governo e do seu SNS, com ou sem hospitais SA, a trampa é sempre a mesma.
E quantas mais histórias ficam por contar...
Neste momento difícil que atravessa, espero que esta travessia do deserto seja feita o mais rápido possível.
Caro João,
Os meus mais sentidos pêsames, imagino a revolta que deve sentir dentro de si por a incompetência de um SNS moribundo ter feito como vítima alguém que lhe era tão querido.
Agradeço ainda a força que o ajudou a divulgar esta história macabra, mas que não é de todo surpreendente, tendo em conta outras que tenho ouvido nos últimos anos e que a cada ano que passa vão piorando.
Infelizmente neste país os cuidados de saúde só existem para quem tem "conhecimentos" ou dinheiro.
Enfim, apenas espero que encontre forças para recuperar deste choque e levar a batalha até ao fim, doa a quem doer, ainda que isso infelizmente não lhe traga o seu pai de volta.
A minha sincera solidariedade.
Francisco Nunes
Afixado por: Planície Heróica em março 27, 2004 01:48 AMacredite sr. Tilly , que neste momento , se hà um que compreende perfeitamente o que o sr. sente , sou eu .
eu jà vivi a mesma TRISTE historia , basta mudar as datas e o nome do doente , mas o cenàrio foi o mesmo
foi exactamente dessa maneira , e depois de muita incompetência médica , que a minha mãe faleceu na Guarda .
aceite os pêsames sinceros de quem jà viveu o mesmo !
Desde já as minhas mais sinceras condolências à familia enlutada. O que DESCREVEU é EXTREMAMENTE GRAVE e só mostra a qualidade de muitos quadros superiores Portugueses, muitos deles ora por não saberem ou por se estarem a marimbar para quem não os rodeia, isso é no fundo resultado do individualismo a que as pessoas hoje em dia se votam. Para se ser médico é preciso se ter sido bom aluno, para fazer mal aos outros, basta sair do útero.
Afixado por: António das Neves em março 27, 2004 02:20 AMÉ triste. Os meus pêsames e solidariedade.
Afixado por: Leonel Vicente em março 27, 2004 08:03 AMaqui lhe envio os meus pêsames, e espero que ainda se venha a fazer justiça.
Desde já os meus sinceros pêsames e deixe-me dizer-lhe que, ao ler o rol de desgraças que descreve, começo a perceber a lógica das bombas.
Afixado por: Z em março 27, 2004 08:21 PMCaro João, os meus sentidos pêsames.
Infelizmente, este é o tipo de histórias de que todos temos conhecimento, mas que nunca deixam de ser chocantes. Era bom que a coragem por si revelada nesta partilha dos últimos momentos do seu pai, servisse para que, no futuro, outros não passassem pelo mesmo. Era bom...
Aqui deixo a minha solidariedade, e sentidos pesames... infelizemente essa é a realidade para muitas e muitas pessoas, também eu já perdi alguém, por pura negligência... alguèm que ficou horas perdido numa maca de um frio e desumano hospital, talvez porque o seu caso, não era dos mais graves, não sei qual os critérios da triagem.. mas a verdade é que acabou por falecer, sem que alguem se dignasse a fazer fosse o que fosse!!...
Afixado por: Maria em março 28, 2004 03:14 PMOs meus sentimentos. Tentarei difundir esta triste história.
Afixado por: Rui MCB em março 28, 2004 04:18 PMOs meus mais sinceros sentimentos. É quando leio estas histórias como a tua, que sinto que cada vez estamos a perder mais a nossa capacidade de sermos solidários. Já para não falar de cumprirmos as nossas responsabilidades profissionais quando elas se referem ao que temos de mais fundamental - o direito à vida.
Um abraço sincero
GIN
Afixado por: GIN em março 28, 2004 04:37 PMAcabo de ler sem querer acreditar...um grande abraço.
Afixado por: catarina em março 28, 2004 05:58 PMChocante. E revoltante. Os meus pêsames João...
Afixado por: Rui em março 28, 2004 06:41 PMAceite as minhas sentidas condolências e a minha solidariedade.
Peço-lhe em nome de quantos têm sido vitimas como o seu pai,que vá até às ultimas consequências.
A cultura de impunidade vivida por estes cada vez mais doutores e menos médicos,tem de ser combatida.
JT,
Todos temos um pai. O que descreveu podia ter acontecido comigo ou com qualquer outra pessoa. Por isso, o seu sofrimento é, hoje, também meu.
As minhas condolências a toda a sua família.
Afixado por: BrainstormZ em março 28, 2004 09:20 PMAbsolutamente revoltante! Nem tenho palavras. O meu pai já morreu sei bem qual a dor de o perder. Mas estas circunstâncias só podem agravar a mesma. Os meus pesames.
Afixado por: Sara Jofre em março 28, 2004 09:43 PMUm abraço de coragem!
Afixado por: Gotinha em março 28, 2004 10:06 PMDe alguém que perdeu a sua avó por neglicência médica, no Garcia da Orta, fica o meu nojo pela situação e pelo sofrimento a que o seu pai foi sujeito e um abraço de solidariedade. Força, João. É muito importante denunciar estas situações vergonhosas para que as pessoas se possam proteger
Afixado por: Nelson Santos em março 28, 2004 10:54 PMLi e não me custou nada acreditar. Para quem tem uma familiar, a minha sogra, acamada, pq entou no garcia de orta em 27 de maio do ano passado coma bacia fracturada e saiu, algumas horas depois, com uma receita de analgésico nada mais lhe causa admiração. Apresento-lhe, caro senhor, os minhas sentidas condolências.
Afixado por: pradatado em março 28, 2004 11:34 PMPalavras não tenho. Deixo-lhe um abraço solidário, Amigo.
Divulgarei a sua mensagem, como forma de combater a principal causa de morte do seu Pai: a falta de solidariedade.
E aí outro sentimento cruza o meu espírito: a vergonha.
Afixado por: OrCa em março 29, 2004 01:28 AMInfelizmente, na morte de um pai não há nada que os outros possam fazer. Nem mesmo os amigos.
Nunca senti nada com a morte de desconhecidos. Esta chocou-me. Choca-me a indiferença perante o sofrimento, o descalabro em que caíram o nosso SNS e os nossos profissionais de saúde, a desumanização da sociedade.
Não posso fazer nada, creio. Mas se o João se lembrar de alguma contribuição que eu possa dar, não hesite em contactar-me.
Afixado por: Miguel Viterbo em março 29, 2004 02:25 AMAtravés do Rui Branco (Adufe) e da Catarina (100nada) tomei conhecimento da provação por que passou, diante da qual não tenho palavras que se adequem ao que acabo de ler. Apenas gostava que soubesse que meu nome é Carlos e que penso solidariamente com todos os que se sentem desamparadaos com a perda de seu Pai e da forma como ocorreu.
Abraço
Carlos Alves
Afixado por: carlos a.a. em março 29, 2004 09:33 AMCaro João,
Os meus profundos sentimentos e um abraço de solidariedade.
A dor de perder um pai é grande ainda mais em situaçõse absurdas como esta.
Terá que ter muita força neste momento difícil.
Cá estamos para o que precisar.
Estou sem palavras... Os meus sentimentos.
Afixado por: Jazzy em março 29, 2004 03:40 PMchoro consigo.
Afixado por: cmm em março 29, 2004 04:17 PMCaro João, um abraço muito forte para si.
Tenho um processo por negligencia a correr em tribunal devido a um caso de negligência médica semelhante que também roubou a vida ao meu pai há cerca de um ano.
Se quiser pode contactar-me via mail e dar-lhe-ei todos os pormenores.
Entretanto aconselho-o a dirigir-se a cada um dos hospitais e apresentar reclamação no livro amarelo.
Essas queixas vão obrigatóriamente dar entrada na Inspeção Geral de Saúde e despoletarão processos de averiguações e, caso se prove a (óbvia) incúria, processos disciplinares aos profissionais (?!) responsáveis.
Por outro lado tem 6 meses para apresentar queixa-crime ao ministério público.
Sabe que mais: Toda a gente fica revoltada com estas situações mas a verdade é que na maioria dos casos as pessoas optam por não recorrer a todas as vias judiciais de que dispoem. É por isso que a classe médica do nosso país continua a agir com tanto desleixo e desrespeito. No meu caso tudo tenho feito e tudo farei para que o médico (?) responsável pela morte do meu pai pague bem caro a sua negligência.
Isso não me devolverá o meu pai mas deixar-me-à de consciência tranquila.
Acredite que sinto muito o que lhe aconteceu.
Ler o seu post avivou-me a memória...e isso dói muito!
Um abraço
Um abraço pela sua coragem ao contar todo este drama. Espero que vá em frente para ver se nos livramos de todas(os) as gargalhadas irresponsáveis e de todos os outros irresponsáveis que as permitem ! Mais uma abraço ainda pela sua dor que, acredite, sei qual é. A blogosfera não deve ficar insensível.
Afixado por: francisco em março 30, 2004 12:46 AMOnde é que este país vai parar? As minhas sinceras condolências.
Afixado por: Anabela em março 30, 2004 12:54 AMFazem destas para nos obrigarem a recorrer aos privados, aí sim a pagar serviços a peso de ouro talvez sejamos bem atendidos, voltámos á idade média ao tempo dos favores, ou se calhar nunca de lá saímos....
Afixado por: Luis em março 30, 2004 01:49 AMFazem destas para nos obrigarem a recorrer aos privados, aí sim a pagar serviços a peso de ouro talvez sejamos bem atendidos, voltámos á idade média ao tempo dos favores, ou se calhar nunca de lá saímos....
Afixado por: Luis em março 30, 2004 01:50 AMFazem destas para nos obrigarem a recorrer aos privados, aí sim a pagar serviços a peso de ouro talvez sejamos bem atendidos, voltámos á idade média ao tempo dos favores, ou se calhar nunca de lá saímos....
Afixado por: Luis em março 30, 2004 01:50 AMFazem destas para nos obrigarem a recorrer aos privados, aí sim a pagar serviços a peso de ouro talvez sejamos bem atendidos, voltámos á idade média ao tempo dos favores, ou se calhar nunca de lá saímos....
Afixado por: Luis em março 30, 2004 01:50 AMDe facto as coisas só correm bem dentro desses espaços, se tivermos um amigo ou um amigo de um amigo por perto, que olhe para as pessoas que amamos como pessoas e as trate como tal. Isso é uma certeza. Um abraço de uma desconhecida chocada com o drama que passou. Coragem**
Afixado por: susana em março 30, 2004 02:15 PMEstou abismado com o relato. É inacreditável.
Os meus pêsames pela perda inglória do seu pai.
Tomei a liberdade de colocar um apontamento no meu blogue para a página em questão.
Abraço.
Processa esses FDP.
A sério - mesmo que dê em nada, pisa-lhes os calos.
*******
E faz um seguro particular para ti e resto da família. Não queiras passar por isso outra vez.
Afixado por: Dunya em março 30, 2004 06:58 PMAceite as minhas sinceras condolências. Aqui está a prova de que a privatização do sistema é essêncial.
Afixado por: Nelson Buiça em março 30, 2004 07:37 PMAceite as minhas sinceras condolências. Aqui está a prova de que a privatização do sistema é essêncial.
Afixado por: Nelson Buiça em março 30, 2004 07:37 PMMeu AMIGO João: Amigo sim, porque nos conhecemos desde miudos. Não sabia da morte do teu pai, a quem conhecia tão bem!
Ainda menos que tinha acabado de forma tão inglória, ele um homem de luta e de causas.
Daqui te envio um grande, grande abraço e a certeza que a memória do teu pai, está em mim, como permanece em ti.
Não é infelizmente do dominio do incrivel, o que aconteceu com o tal SNS. Tornou-se banal a incúria.
Banalizou-se a desumanização.
Um abraço apertado, do teu sempre amigo:
Zé Pinto Correia
Afixado por: AcasoDeLetras em março 30, 2004 09:37 PMSinto muito sinceramente a morte do seu pai. Consigo perfeitamente imaginar a revolta que sente e admiro a coragem de quem escreve esta história com todo o detalhe.
A classe dos médicos em Portugal não me merecem qualquer sentimento de simpatia.
Não está em causa o médico individualmente, que em grande numero de casos demonstram uma dedicação que não se verifica noutras classes profissionais, mas a sua coorporação. Essa sim é a grande responsável por este estado de coisas, o 25 de Abril não passou por lá. A vida de um médico é de tal forma dura que acabam por perder a sensibilidade em relação às pessoas. Não existem doentes mas doenças.
As tecnologias que vêm ajudando os países mais desenvolvidos ainda cá não chegaram.
São infelizmente muitos os casos de incuria.
Tenho infelismente uma história muito identica à sua de uma dança entre hospitais e medicos especialistas de doenças do foro neuronal que após andarmos a saltar com internamentos de hospital em hospital conseguimos resolver o problema com uma "cunha".
Deverá avançar se possível para os tribunais e associar-se na constituição de uma associação com outros bloggistas para que a vossa voz chegue mais alto e se consiga destornar as mentalidades do antigamente.
Tal como o PortoCroft coloquei um post no meu blogue com um link para a sua página.
Coragem.
LF.
Afixado por: Luis Ferreira em março 31, 2004 09:21 PM
1º: os meus pêsames pela irrecuperável perda;
2º: aguardo ansiosamente os resultados da autópsia, que espero divulgue;
3º: a história do enfarte está mal contada. Ou tem, ou não tem. Qualquer serviço de Urgência tem meios para fazer o diagnóstico, que não é subjectivo, sobretudo se esteve lá tantas horas;
4º: fica-se na dúvida se teve uma pneumonia (?); nunca lhe foi posto oxigénio? (não que seja sempre necessário, mas é outra coisa que o processo poderá esclarecer).
5º: Teve ou não um abdómen agudo, essa parece ser a questão. Ou uma hemorragia digestiva alta? A autópsia esclarecerá.
Quanto ao que mais o chocou, a desumanização dos serviços de Urgência que frequentou. Não se choque tanto, e tente compreender. Eu já pedi encarecidamente, e formalmente, que me deixassem fazer apenas doze horas de urgência semanais à administração do Hospital onde trabalho, perfazendo 42 horas em exclusividade por semana. Escudando-se numa lei ambígua, obrigam-me a fazer 24 horas seguidas por semana de urgência. São 52 dias por ano passados naquele serviço, e 54 horas semanais de trabalho, sem descanso no dia seguinte.
E não consigo ser sensível todas as semanas, nem consigo atender a todas as queixas, nem a todas as solicitações, de um serviço onde a poupança em meios humanos é o lema, e onde somos poucos para demasiado, onde nessas 24 horas conseguimos dormir, com sorte, duas ou três horas, e almoçar e jantar em 40 minutos.
Nem tudo é linear, sobretudo num SNS onde a regra é o combate ao buraco.
É só uma perspectiva do problema, pode ser que se resolvam algumas destas situações com mais queixas como a sua.
Por fim, um lamento final, de novo.
Afixado por: Um Médico em março 31, 2004 10:14 PMSó uma nota: os médicos deste país, sobretudo os que se formaram desde 1980 têm, em geral, uma formação técnico-científica que não tem paralelo noutras profissões em Portugal, pela elevada exigência na entrada na Universidade e nas próprias faculdades de Medicina (há cerca de 20% de insucesso no curso, entre os que conseguem entrar).
A formação humana, como em todas as profissões, varia. Não somos todos sensíveis, ou dedicados ao doente. Muitos dedicam-se à sua conta bancária, não lhe estou a dar nenhuma novidade.
Nesse momento amargo, acredite porém no seguinte: a maioria dos médicos em Portugal dedicam-se, e preocupam-se, com os doentes. Lamentam não poder, muitas vezes, fazer mais por eles, e combatem inúmeras dificuldades fazendo seus os problemas dos doentes, perante um sistema que trata os médicos como se as suas reinvidicações fossem para outros que não os doentes. É ingrato.
Só espero que, a provar-se negligência, que o prevaricador tenha uma punição merecida, e que não tenha sido apanhado por uma teia que o envolveu a si, revoltado com toda a situação, e se calhar exaustão física e mental no mau momento.
Por fim, para outros esclarecimentos, tem o meu mail, disponha.
Infelizmente li com muita amargura, infelizmente não é novidade para mim tal acontecimento, com enorme pesar confirmo que é mesmo o real nos nossos hospitais, assim como entrarem com um diagnostico e saírem com outro tratamento, ao qual depois causa danos irreversíveis ou mesmo morte, é muito desolador, toda esta situação, e é mesmo verdade que quem tem conhecimentos no hospital infelizmente é mais bem tratado, assim foi ai entre esses três hospitais, mas este grave problema acontece em todos os hospitais a nível nacional e infelizmente os familiares por tamanha dor acabam sempre por desistir, e muitas vezes por não saberem como lidar com tal situação, é um circuito muito fechado…. Mas não deixei de anotar fala ai no texto de fotografias!!!! Serão as de diagnóstico, as fichas de visitas, os tratamentos? Será importante? Eu sei que neste momento é muito penoso falar se disto, mas eu gostava mesmo de ter finalmente encontrado aqui alguém que não desista…alguém tem que parar este círculo vicioso, eu também estou cansada de ver tanta vez este tipo de situações, os nossos hospitais estão a ser depósitos de corpos humanos e não de dedicação ao ser humano. Deixo aqui o meu total apoio e o meu sincero pesar. E esperança que seja o principio de um fim a tanto desprezo pelo ser humano.
Afixado por: alguem atento em abril 1, 2004 01:02 AMInfelizmente li com muita amargura, infelizmente não é novidade para mim tal acontecimento, com enorme pesar confirmo que é mesmo o real nos nossos hospitais, assim como entrarem com um diagnostico e saírem com outro tratamento, ao qual depois causa danos irreversíveis ou mesmo morte, é muito desolador, toda esta situação, e é mesmo verdade que quem tem conhecimentos no hospital infelizmente é mais bem tratado, assim foi ai entre esses três hospitais, mas este grave problema acontece em todos os hospitais a nível nacional e infelizmente os familiares por tamanha dor acabam sempre por desistir, e muitas vezes por não saberem como lidar com tal situação, é um circuito muito fechado…. Mas não deixei de anotar fala ai no texto de fotografias!!!! Serão as de diagnóstico, as fichas de visitas, os tratamentos? Será importante? Eu sei que neste momento é muito penoso falar se disto, mas eu gostava mesmo de ter finalmente encontrado aqui alguém que não desista…alguém tem que parar este círculo vicioso, eu também estou cansada de ver tanta vez este tipo de situações, os nossos hospitais estão a ser depósitos de corpos humanos e não de dedicação ao ser humano. Deixo aqui o meu total apoio e o meu sincero pesar. E esperança que seja o principio de um fim a tanto desprezo pelo ser humano.
Afixado por: alguem atento em abril 1, 2004 01:02 AMDe uma vizinha de infãncia (Seia) aos dois Tillies: é uma vergonha!! A revolta tira-me as palavras. Continuem a ter força para levar a vossa luta até ao fim.
Leninha
A minha solidariedade e também a minha revolta.
Afixado por: Branco Velho em abril 1, 2004 11:22 AMOs meus sinceros pêsames. E o voto de que a sua chocante história contribua para a cada vez mais imperiosa rectificação de procedimentos (institucionais e individuais) em domínios como este.
Afixado por: LSaramago em abril 1, 2004 11:56 AMA minha completa solidariedade... passei por uma situação caricata com a morte da minha mãe... entendo o seu desespero e a sua revolta.
Força!
As minhas sinceras condolências e lamento profundamente o que sucedeu ao seu pai.
É vergonhoso que uma vida valha tão pouco no nosso país. Estou chocada e peço-lhe que vá até ás ultimas consequências, estas pessoas não podem sair impunes.
Ana Piedade
Afixado por: Ana Piedade em abril 1, 2004 12:21 PMSem palavras para comentar. Um estranho nó asfixia-me.
Um Abraço de condolências.
Meu caro João, não podia deixar de mostrar o meu choque e consternação.
Os meus profundos sentimentos.
Antes de mais, os meus sinceros pêsames. A história dos transportes desnecessários não é, infelizmente, uma novidade. Não entrando em pormonores, o meu avô, que na altura tinha sofrido um AVC ligeiro, ficou sem capacidade de falar e de andar após uma viagem de ambulância. Porque teve outro AVC devido a essa viagem, pois foi tratado como uma peça de carne.
Um abraço.
Revoltante. É de bradar aos céus. Tenho uma criança que com 1 ano de vida teve uma pneumonia. Ao fim de 7 horas no Hospital da Estefânia e de 3 médicos, várias enfermeiras, febre de 41 graus, e muitos vapores ainda ninguém tinha olhado para a criança com vontade real de a tratar. Tive sorte à 7ª hora, com a mudança de turnos dos médicos. Tive eu, e o meu filho.
A sua história é profundamente revoltante. No final de tudo, espero que, não um, mas vários médicos sejam demitidos e presos. Não que a si lhe sirva de muito, mas pode ser que ajude a prevenir casos futuros.
Força!
Afixado por: Pedro em abril 1, 2004 03:36 PMJoao
Estou chocada com o que conta, mas vivi uma situacao identica ha dois anos (so que a pessoa sobreviveu). Eu nao pude fazer nada mas voce pode! Peca um inquerito. Va com a coisa para a frente. Esta gente tem que ser profissionalmente reponsabilizada, so assim podemos melhorar.
Um abraco neste momento triste
MAria
Afixado por: Maria em abril 1, 2004 03:45 PMRevoltante!
Antes de mais, tudo o que me for possivel fazer, se necessitar, disponha.
È de facto horrível a forma desumana como somos tratados neste pais.Espero que mantenha a coragem e a persistência durante todo o processo. Será uma luta, e por vezes sentir-se-á desmotivado, mas a sua vitoria é a vitoria de todos os que estão sujeitos a este sistema.
Muita coragem para enfrentar a dor.
A minha simpatia e solidariedade a si e a toda a familia.
Infelizmente só há uma coisa a fazer por si e por todos nós. Divulgar, divulgar até à exaustão tudo o que se passou. Nos blogs, nas conversas, nos contactos com jornais, para onde a notícia deveria ser enviada,para que esta gente que só se preocupa com o ordenado no fim do mês aprenda definitivamente a ter respeito pela profissão que escolheu e pelos outros.Um sentido abraço.
Afixado por: P. Cansado em abril 1, 2004 05:52 PMÉ ridícula toda esta situação. Alguém tem de ser responsabilizado, para que casos destes, de falta de profissionalismo e excesso de desleixo, não se repitam.
Um abraço
CC
Meu querido amigo. Sei bem do que fala, porque fui enfermeiro durante muitos anos (mais do que devia)e nem lhe passa pela cabeça as histórias que teria para contar. Por isso, e muito mais, não aguentei e dediquei-me a outra coisa.
Um abraço solidário na tentativa de esclarecer a situação. Não seja mais um tuga...vá até às ultimas instâncias. Tem todo o meu apoio
Um Abraço
Lamento ter conhecimento de mais uma situação destas. Há que lutar contra o corporativismo da classe, siga em frente até ao fim.
E tal como diz aí um cavalheiro, a solução não passa pela privatização e sim pelos critérios de selecção dos profissionais da classe, bem como pelas condições de trabalho. Seja como for nada desculpa o empilhar de pessoas.
Um abraço
Wizard...
Afixado por: wizard em abril 2, 2004 12:11 AMLamento a sua perda e, mais ainda, a angústia e o transtorno vividos pelo seu Pai nos últimos dias. Ninguém merece partir assim.
Afixado por: Paulo Gonçalves em abril 2, 2004 10:52 AMgrande país...
Só posso dar-lhes as minhas condolências. Não tenho palavras para mais.
Irei colocar um link no meu blog, para este espaço.
Afixado por: Nuno Pimentel em abril 2, 2004 11:03 AMSó agora li este post mas, embora tarde, ñ posso deixar de lhe enviar um abraço e o meu obrigado por ajudar todos a ter consciência do que nos pode esperar. Infelizmente, eu já o sabia da pior maneira, pois justamente com o meu pai tentaram fazer a mesma dança macabra:da urgência do H. Sta. Maria mandaram-no para casa às 4h da manhã qdo já ñ se sustinha de pé e sem qualquer tratamento, pedindo q fosse à consulta das 7h!!Como ñ consegui manter a calma e desatei aos berros, uma médica jovem chamou-me à parte e confidenciou-me que ele tinha uma tuberculose avançada, que "a política de internamentos" era "mto. complicada" e q como provavel/ ele ñ resistiria (era tb diabético)"quem decidia" tinha achado melhor que ele morresse em casa!!!Assim tal e qual.A grande diferença é q, ao ouvir falar de tuberculose,lembrei-me que conhecia 1 médico no Pulido Valente. Liguei-lhe e 2h depois o meu pai estava internado e a ser tratado.Esteve lá quase um ano, viveu mais oito.Isto foi há 21 anos,ñ sei como seria hoje. Presumo q pior. Uma coisa aprendi: mais um ente querido meu está nesta situação e eu não hesito: vai prá Cruz Vermelha, prá CUF,pró Particular,pró q estiver + perto! Depois dêem-me a conta: não me importo de a pagar com prisão. Spre quero ver o que é que fazem.
Força, João Tilly!
Infelizmente não estás sozinho .... o meu pai morreu no Hospital de S. José, por desleixo e por incúria. A revolta é enorme e inultrapassável, e o saber que não podemos fazer nada para melhorar as coisas deixa-me de rastos. No entanto já passaram dez anos...
Afixado por: Joana em abril 7, 2004 11:54 AMÉ triste perder um familiar, a morte faz parte da vida. Acredito que haja médicos que são negligentes, mas acredito que a maioria são dedicados, pois se eu hoje estou vivo devo isso a equipa de médicos do serviço de urgência dos HUC. Que foram de uma dedicação que nem consigo descrever, e não tinha conhecidos. Lembro-me que eles desdobravam-se para atender tantos doentes, estava "a um canto" (pois eram tantos os doentes e macas que fui empurado para o corredor) mas nunca me esqueceram. Lamento a sua perda, mas não deve generalizar e denegrir uma classe quando existem apenas algumas ovelhas negras.
Afixado por: um utente em julho 10, 2004 12:29 PMos meus sinceros sentimentos. Os hospitais publicos neste país são uma vergonha,infelizmente se queremos ser bem atendidos temos de pagar caro num hospital particular. Verdadeiros médicos, dão atenção às pessoas, não se riem da desgraça delas.Mas infelizmente, a conversa, entre colegas medicos para eles é mais interessante, do que salvar vidas.Assim vamos longe. A culpa é da m**** de governo que temos.
Afixado por: Sandra em janeiro 6, 2005 11:18 AM